Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
mais uma vez

Supremo retoma julgamento de descriminalização do porte de drogas

O julgamento foi interrompido há cerca de 20 dias porque o ministro Luiz Edson Fachin pediu vista, ou seja, mais prazo para analisar o processo

Os ministros Rosa Weber, Gilmar Mendes (relator do processo) e Celso de Mello, durante sessão do STF | Carlos HUmberto/STF
Os ministros Rosa Weber, Gilmar Mendes (relator do processo) e Celso de Mello, durante sessão do STF (Foto: Carlos HUmberto/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou na tarde desta quinta-feira (10) o julgamento sobre a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal.

O julgamento foi interrompido há cerca de 20 dias porque o ministro Luiz Edson Fachin pediu vista, ou seja, mais prazo para analisar o processo, depois de o ministro Gilmar Mendes votar pela descriminalização do porte de drogas para uso pessoal.

Relator do caso no STF, Mendes defendeu em seu voto que não é crime o porte de entorpecentes para consumo próprio. Ele votou para que pessoas flagradas com drogas para uso pessoal estejam sujeitas a sanções civis, como aulas e advertência verbal.

Mendes afirmou ainda no julgamento anterior que a criminalização do porte de drogas para consumo próprio desrespeita “a decisão da pessoa de colocar em risco a própria saúde”.

Como é hoje

A discussão envolve a constitucionalidade do artigo 28 da Lei Antidrogas, que define como crime adquirir, guardar ou portar drogas para si.

Hoje, quem é flagrado com drogas para uso próprio responde em liberdade, mas pode perder a condição de réu primário, além de ficar sujeito a penas como advertência, prestação de serviços à comunidade ou medida educativa.

O caso em análise, que tramita desde 2011, terá efeito direto em outros 248 processos que aguardam posição do tribunal.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.