Um homem foi detido na manhã desta sexta-feira (5) pela Polícia Civil de São Paulo por causa da suspeita de que ele seja comparsa de Ademir Oliveira do Rosário, de 36 anos, que ficou conhecido como o "maníaco da Cantareira". O suspeito foi levado para sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e, até as 12h10, não havia sido interrogado.
De acordo com policiais envolvidos na investigação, o homem será ouvido ainda nesta tarde para verificar se é necessário o pedido de prisão preventiva. A polícia pretende apurar se o homem, localizado na Vila Brasilândia, é o mesmo que aparece em imagens gravadas no celular de Ademir do Rosário.
Celular
Uma irmã do maníaco havia dito que o celular do presidiário continha imagens dos garotos e outros registros que mostravam que ele andou acompanhado na região dos crimes.nos quais "É o menino de 13 anos. Não é a foto dele nu, nada. É uma foto de roupa normal", disse a mulher, cuja identidade foi preservada pelo G1. De acordo com ela, o aparelho foi entregue à polícia.
Ainda de acordo com a irmã, na foto tirada com o celular o adolescente aparece ao lado de uma outra pessoa adulta. O homem, de acordo com a irmã do suspeito, "é um amigo do indiciado que está preso." E complementa; " Nós vimos a foto dessa outra pessoa na televisão e bateu com a foto do celular. Não tenho certeza, mas eu acho que ele não agiu sozinho", afirmou.
Nesta sexta-feira (5), a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre como o suspeito foi localizado.
21 vítimas
Rosário é investigado por crimes de violência sexual cometidos na região de mata da Serra da Cantareira. Na quarta-feira (3), mais uma pessoa apontou o presidiário como responsável por abusos. Com o novo reconhecimento, sobe para nove o total de pessoas que já identificaram o presidiário.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o número de vítimas do criminoso permanece sem alteração: 21. Nem todas foram localizadas para fazer o reconhecimento.
Violência contra irmãos
De acordo com a polícia, o presidiário confessou em depoimento ter assassinado Josenildo José de Oliveira, de 13 anos, e Francisco de Oliveira Neto, de 14 anos. Eles estavam desaparecidos desde sábado (22) e foram encontrados mortos na Serra da Cantareira na terça-feira (25).
José Justino da Silva, de 28 anos, padrasto dos dois meninos encontrados mortos, disse que eles costumavam entrar no local onde morreram e que pouco depois do almoço de sábado a mãe sentiu falta dos filhos. "Por volta das 15h, a mãe entrou em desespero e foi procurá-los", contou o padrasto.
Ele disse que, por volta de 11h30 de sábado, Francisco de Oliveira Neto, pediu à mãe que o deixasse ir até a mata colher uma jaca. Francisco foi acompanhado do irmão, Josenildo José de Oliveira. "Eles foram criados nessa mata", afirmou o padrasto. De acordo com ele, um amigo da família encontrou o rastro de sangue nesta terça e chamou os policiais.
"Um colega meu encontrou sangue e chamou os policiais", afirmou Silva, que disse ter visto apenas o corpo do mais velho, onde haveria marcas de violência. O menino costumava entrar na mata e gostava de subir a serra para empinar pipa.







