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Santa Catarina

Por ciúme, engenheiro atropela e mata mulher grávida

Um crime bárbaro chocou a cidade de Florianópolis (SC) nesta segunda-feira (13). A artesã Iara Margarete, de 28 anos, foi atropelada e morta pelo marido, o engenheiro eletricista Paulo Eduardo Steinbach, 33 anos. Iara estava grávida.

O crime aconteceu por volta do meio-dia, em frente à Clínica Santa Helena, no bairro Itaguaçu. Segundo a polícia, o casal estava na clínica para Iara fazer uma consulta médica de urgência. Os dois teriam começado a discutir ainda dentro do estabelecimento. Ao chegar à rua, Paulo não teria deixado a mulher entrar no carro. Segundo testemunhas, cada vez que ela tentava abrir a porta, ele arrancava o veículo violentamente.

Iara foi para o meio da rua. Nesse momento, o marido acelerou o carro em sua direção. Ela foi atingida e arrastada até o muro da clínica. A artesã chegou a ser levada para o Hospital Celso Ramos, mas não resistiu aos ferimentos.

No momento do crime havia duas crianças dentro do veículo, um menino de 3 anos, filho do casal, e uma menina de 7 anos, filha do primeiro casamento de Iara. A menina ficou ferida.

Segundo as testemunhas, as crianças ficaram em pânico e perguntavam o porquê de Paulo ter matado a mãe, "a quem elas tanto amavam".

Na polícia, Paulo alegou que o motivo do crime seria ciúme da mulher que, segundo ele, o teria traído. Ele foi preso em flagrante no local do crime.

Paulo vai responder por homicídio doloso qualificado, com intenção de matar. Se condenado, o engenheiro poderá pegar de 15 a 30 anos de prisão.

O advogado de Paulo vai solicitar que ele fique em uma cela separada.

As crianças estão com parentes do casal e o destino delas será definido pelo Conselho Tutelar de Florianópolis.

Em estado de choque

Moacir João Daldon, advogado do engenheiro Paulo Eduardo Steinbach disse que seu cliente só vai se pronunciar sobre o crime diante do juiz.

Daldon afirma que teme pela integridade física de Steinbach. Segundo ele, recentemente dois homens que mataram as mulheres foram espancados até a morte por colegas de cela, na região da capital catarinense.

O advogado disse que o cliente está arrependido, em estado de choque e não consegue falar sobre o assunto. Para Daldon, a morte de Iara foi uma fatalidade.

O defensor disse que Steinbach perdeu o controle porque havia sido traído. Ele não confirmou a gravidez da artesã.

O professor universitário Marcos Benghi tirou Steinbach do carro após o acidente. Ele afirmou que o engenheiro demonstrou frieza e desceu do automóvel dizendo que sabia o que tinha feito e não fugiria.

Filhos da vítima

Dentro do carro conduzido por Steinbach estavam duas crianças: um menino de 3 anos, filho do casal, e uma menina de 7 anos, filha do primeiro casamento de Iara. A menina ficou ferida, pois estava sem o cinto de segurança. Ela teve um corte no supercílio direito e teve que levar alguns pontos.

As crianças dormiram na casa dos avós na noite de segunda para terça-feira (14). A filha da artesã está abalada e deverá ser atendida pelo Conselho Tutelar. Ela deve ter acompanhamento de uma psicóloga nas próximas semanas.

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