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O STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu nesta quinta-feira (15) o material enviado pela Justiça do Paraná com indícios do envolvimento do deputado federal André Vargas (ex-PT) com o doleiro Alberto Youssef. Por ter foro privilegiado, o deputado só pode ser investigado em inquérito no Supremo.

O congressista é suspeito de corrupção passiva e tráfico de influência ou advocacia administrativa. O pedido de investigação deve ficar sob relatoria do ministro Teori Zavasck. O material está em segredo de justiça.

Os indícios foram apurados pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, que resultou na prisão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e de Youssef. O doleiro é suspeito de chefiar esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões e tinha elos com partidos como o PT, PP e PMDB.

Um desses indícios, revelado pelo jornal Folha de S.Paulo, foi o empréstimo do jatinho de Youssef a Vargas para uma viagem de férias - o voo tem custo estimado em R$ 110 mil. Vargas também ajudou laboratório controlado por Youssef, o Labogen, a obter parceria de R$ 31 milhões com o Ministério da Saúde.

"Há indícios de que a Labogen não teria estrutura mínima para a obtenção da parceria", escreveu o juiz Sérgio Moro no despacho enviado ao Supremo. A parceria foi cancelada após a Folha de S.Paulo revelar que o doleiro estava por trás do negócio. Ministro à época do acordo, Padilha diz apoiar o rompimento e nega envolvimento.

Para o advogado de Vargas, José Batochio, o juiz extrapolou sua função ao citar os crimes sobre os quais acredita haver indícios contra o deputado. Já o advogado de Youssef, Antônio Figueiredo Basto, diz ser "um equívoco" enviar apenas uma parte da investigação ao STF.

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