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TRE flagra tentativa de transferência irregular de título de eleitor no Maranhão

Esquema foi montado por um vereador afastado por improbidade administrativa e pré-candidato à Câmara no município de Bacuri

  • Folhapress
 
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A Justiça Eleitoral em Bacuri (483 km de São Luís) interceptou 38 pessoas que viajaram 797 km de Belém (PA) a Serrano do Maranhão (MA) para transferir seus títulos de eleitor no último fim de semana.

No domingo, servidores do cartório de Bacuri estranharam o elevado número de pedidos de transferência do domicílio eleitoral da capital paraense para Serrano do Maranhão desde o dia anterior. Descobriram que eles eram trazidos por ônibus supostamente fretados por um vereador afastado por improbidade administrativa e pré-candidato à Câmara no município maranhense.

De acordo com o juiz Marco Adriano Fonsêca, a população era levada de ônibus até Serrano do Maranhão, no norte do estado. De lá, táxis e vans conduziam os eleitores até o cartório eleitoral localizado a 20 km dali, em Bacuri.O juiz disse que as 38 pessoas não informaram se receberam pagamento em troca da transferência do domicílio eleitoral.

Segundo o magistrado, elas afirmaram apenas que o transporte era financiado pelo vereador Hermínio Gomes (PSDB), afastado por improbidade em 2010 e pré-candidato à Câmara este ano.

A Polícia Militar não encontrou os carros em Bacuri, mas apreendeu dois ônibus em Serrano do Maranhão na tarde de domingo.De acordo com Fonsêca, os veículos estavam estacionados em frente à casa do ex-prefeito Leocádio Rodrigues (PDT), cassado por improbidade administrativa em 2010.

Ele é pai do atual prefeito, Uaunis Rocha Rodrigues (PDT), que assumiu o Executivo há oito meses. Segundo a Justiça Eleitoral, a situação política de Serrano do Maranhão é complicada. Uaunis é o sexto prefeito da cidade nos últimos dois anos. Antecessores foram afastados ou cassados. Um deles foi preso.

Para o juiz, houve tentativa de fraude do cadastro eleitoral. Segundo ele, as 38 pessoas foram identificadas e só não foram presas em flagrante por falta de espaço na delegacia. Todos os envolvidos podem ser condenados a até cinco anos de prisão.

Os políticos citados na reportagem serão notificados pela Justiça, mas ainda não foram localizados. A reportagem também não conseguiu encontrá-los.

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