
Uma notícia especial para quem tem mais de 60 anos: nós somos um em cada quatro eleitores no Brasil. Temos uma força tremenda como eleitores, só que, como força financeira e econômica, isso só agora está sendo discutido.
Vejam só: sabem quanto movimentam 33 milhões de idosos com mais de 60 anos? R$ 2 trilhões. Eu acho muito pouco; poderia ser o dobro disso, R$ 4 trilhões. Por que não movimentam?
Está aqui o depoimento de uma pessoa de 70 anos que foi abordada e perguntaram: “Como é que você é recebido?”. Ela respondeu: “Os vendedores não dão muita bola, porque veem meus cabelos prateados; não me dão muita importância, preferem atender os mais jovens”.
Será que são tão burros assim? Porque os mais jovens consomem pizza e Coca-Cola. Já os mais velhos tomam vinho, pedem pratos melhores, gastam mais, vão para hotéis melhores, têm mais disponibilidade de renda, porque, afinal, já trabalharam, no mínimo, 40 anos e tiveram a oportunidade de fazer um bom pé de meia para gastar agora, seja porque não estão mais trabalhando, seja como um presente para si próprios.
Os marqueteiros estão perdendo essa oportunidade, inclusive na propaganda — principalmente aquela dirigida aos jovens —, que deixa de oferecer bens e serviços claramente procurados por pessoas mais velhas. Digo isso falando em causa própria.
Ex-policial condenado pelo 8/1
Quero mencionar agora uma pessoa de 56 anos que está doente. Foi presa e ficou dois anos detida por causa do 8 de janeiro. Segundo ele, não tem relação com invasão, quebra-quebra ou golpe de Estado; ainda assim, ficou preso dois anos sem denúncia sequer.
Depois, foi para casa, passou a usar tornozeleira e, só então, foi condenado. A Polícia Federal foi até a casa dele, retirou-o e o levou de volta à prisão. Ele afirma que não aguenta mais. A mãe dele relata que nunca havia visto o filho com sintomas de esquizofrenia, quadro que ele teria desenvolvido nos dois anos em que esteve afastado da sociedade. O nome dele é Marco Alexandre Machado de Araújo.
Vejam só: imaginem o desespero de tantas famílias que aguardam, agora, no dia 30, a votação para derrubar o veto de Lula sobre a dosimetria, que estabelece que uma pessoa não pode ser condenada por crimes semelhantes de forma cumulativa.
Isso pode mudar muita coisa. Há quem calcule que a pena de Bolsonaro, por exemplo, poderia cair de 27 para 2 anos. Estamos discutindo penas indevidas e condenações injustas, quando, obviamente, deveriam ser alvo de investigação — e talvez de condenação — aqueles que depredaram o patrimônio público.
Sim, o que vimos foi uma manifestação — uma manifestação que perdeu um pouco o rumo —, mas, em geral, eram manifestantes, puramente manifestantes, que acabaram sendo todos condenados.
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