
O ex-governador de Brasília Ibaneis Rocha sumiu, e sumiu na véspera da prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Interessante: ele pode ter tido informação de que o ex-presidente do banco seria preso e imediatamente sumiu. Ninguém sabe onde ele está.
Eu estou na França, quem sabe eu dou de cara com ele por aqui. A gente sabe por que ele sumiu: foi medo de ser preso. Ele imaginou que, prendendo o ex-presidente do BRB, o prenderiam também.
É uma atitude que o incrimina, porque ele reconhece que tanto o ex-presidente do Banco de Brasília como ele têm responsabilidade sobre a tentativa de compra do Banco Master, para aliviar o Daniel Vorcaro do banco quebrado.
Ele estava comprando R$ 12 bilhões em títulos podres. Os dois convenceram o Legislativo de Brasília a aprovar, por 14 a 10 — em um total de 24 deputados distritais —, a compra do banco, que o Banco Central vetou, porque ia contaminar o banco estatal do Distrito Federal, que é um dos poucos estatais de unidades da federação que ainda subsistem. Ninguém sabe que fim levou Ibaneis. Ibaneis sumiu.
STF dá mau exemplo
Vejam só o mau exemplo, de impunidade, que o Supremo Tribunal Federal (STF) deu na Operação Lava Jato, ao livrar a maior parte das pessoas, principalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Transmitiu a mensagem para os mal intencionados de que corrupção fica na impunidade.
O Maurício Camisotti, ligado ao Careca do INSS, foi preso, fez delação premiada e se comprometeu a devolver R$ 400 milhões. Ou seja, ele tem R$ 400 milhões, cash à vista, depositados à vista em algum paraíso fiscal para devolver. Isso só aconteceu na Lava Jato, mas foi um décimo disso: foi o Pedro Barusco, gerente da Petrobras, que se comprometeu a devolver cerca de R$ 40 milhões.
Quer dizer que essa gente vai levando, vai levando e depositando num banco fora do Brasil. É o crime compensando. Depois que Lula foi solto, depois que o Dias Toffoli liberou a multa da JBS — uma coisa que todo mundo tomou como um escândalo, multa de bilhões.
Universidade é progressista só no nome
Universidade Federal do Rio Grande, da cidade de Rio Grande (RS): fazia 43 anos que a Marinha subsidiava todas as viagens para a Antártida para o curso de Oceanologia daquela instituição, que é um curso brilhante, só que agora não vai ter mais esse financiamento e aporte material.
Por quê? Porque retiraram o título de doutor honoris causa do almirante de esquadra Maximiano da Fonseca. A Marinha reagiu. O almirante Marcos Sampaio Olsen, que é o comandante da Marinha, disse que a Marinha está (vou colocar ipsis litteris aqui) “muito incomodada” porque a universidade negligenciou as contribuições de um homem honrado, de uma vida dedicada ao país.
Eu sou testemunha dessa vida de Maximiano da Fonseca. O almirante Olsen recebeu isso com profundo desagrado, e tem toda a razão.
Aquela universidade que está totalmente aparelhada por uma ideologia retrógrada, não tem nada de progressista. Se chama de progressista exatamente pelo mesmo motivo pelo qual o lado de Berlim, o da Alemanha ligada à União Soviética, se chamava República Democrática da Alemanha. Quando precisa dizer que é, é porque não é. “O homem que diz ‘sou’ não é, porque quem é mesmo não diz”, escreveu Vinícius de Moraes.
Fez muito bem a Marinha, que recebia a universidade lá na estação da Antártida, que dava todo o apoio, que criou o programa especial para beneficiar os estudos da universidade, que agora fica sem isso; prefere ficar no palanque ideológico retrógrado, apoiando ditaduras.
Congresso vai votar derrubada de veto ao PL da Dosimetria
Está marcada para o fim do mês a votação que pretende derrubar o veto do presidente da República ao projeto que se convencionou chamar de PL da Dosimetria, que foi aprovado por 339 deputados e senadores e teve um total de 173 deputados e senadores contra. É esse o escore que espera o exame dos vetos de Lula, que certamente serão derrubados.
Conteúdo editado por: Fábio Galão











