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Alexandre Garcia

Alexandre Garcia

R$ 190 bilhões

Pacote de bondades de Lula não é compra indireta de votos?

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O presidente Lula no lançamento de programa de crédito para taxistas e motoristas de aplicativos. Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

Advogados de uma associação chamada Juristas pela Democracia – são praticamente todos de esquerda, com filiados do Psol e do PT – viram uma oportunidade óbvia de entrar com uma ação contra Flávio Bolsonaro, por ter ido à Casa Branca falar da necessidade de classificar os terroristas brasileiros como o que são: terroristas, que aterrorizam a população brasileira. Eu até já havia dito que era melhor deixar que Donald Trump fizesse isso sozinho porque, indo à Casa Branca, Flávio deixaria uma possibilidade que vai atrapalhar o registro de sua candidatura. A lei eleitoral fala muito em não intervenção, em proibir a interferência de governos estrangeiros na eleição, mas não adiantou o meu alerta. Está faltando estratégia, jogar xadrez em vez de damas.

Mas o outro lado também está com telhado de vidro. A Gazeta do Povo mostrou que Lula já gastou R$ 190 bilhões do nosso dinheiro, dos nossos impostos, do nosso trabalho, do nosso suor, em bondades para ter votos e se reeleger. É subsídio para o gás, para a energia elétrica (que ficou mais cara, ou seja, não adiantou muito), para o combustível, crédito para taxista, para motorista de Uber, para estudante. Isso também estimula o endividamento. A isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil não teve grandes resultados.

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Não sei se isso também não deixa a possibilidade para que advogados do outro lado também entrem na Justiça, invocando a lei eleitoral que proíbe a compra de voto direta ou indiretamente. Isso é importante: não precisa ser direto. Assim como há crime quando um funcionário público recebe dinheiro, direta ou indiretamente, em troca de algum favor: pode ser para a mulher, o sobrinho, alguém da família, pode ser de outra forma; vemos muito isso por aqui, envolvendo milhões. 

Morte de idosa alerta para cuidado ao descer de aviões

Aconteceu no ano passado e, agora, de novo. No ano passado, foi em São José do Rio Preto (SP): um homem, ao desembarcar do avião, tropeçou em um dos degraus da escada e morreu. Agora, em Congonhas, uma senhora de 72 anos tropeçou ao descer no desembarque – a descida é sempre mais perigosa – e morreu. Talvez estivesse com as mãos ocupadas, carregando bagagem, e não pôde se segurar no corrimão. Mas é essencial manter a mão no corrimão quando se está descendo. Fica aqui a lembrança: se alguém sofre um acidente desses e bate com a cabeça no chão, atinge uma região muito delicada do corpo humano, e a lesão pode paralisar o coração e o funcionamento dos pulmões.

VEJA TAMBÉM:

Em Brasília, o “anti-Gilmarpalooza”

Está havendo em Brasília um seminário internacional sobre direito e justiça, com presença de representantes de supremas cortes de 17 países. Lá estão os presidentes do STF, do STJ, do Superior Tribunal Militar e do Superior Tribunal do Trabalho, além da ministra Cármen Lúcia. Estão tratando de inteligência artificial, redes sociais, da perda de confiança do Judiciário. Esse seminário, realizado ao mesmo tempo que o Fórum de Lisboa, de Gilmar Mendes, está sendo tratado como um “anti-Gilmarpalooza” – em Portugal, além de Gilmar, também está Alexandre de Moraes; Flávio Dino iria também, mas fraturou o pé e não teve como ir. Aliás, o Gilmarpalooza deve ser prejudicado por uma greve geral marcada para quarta-feira, último dia do evento, e que promete parar tudo em Lisboa

Esses dois fóruns, ao mesmo tempo, merecem comparação. Um deles já teve programação paralela bancada pelo Master, e o outro é uma tentativa de buscar ética. Não custa comparar, porque todo mundo já considera que o STF está dividido.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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