Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Danilo de Almeida Martins

Danilo de Almeida Martins

Assistolia fetal

Em Brasília, 1.500 inusitados manifestantes marcham contra a decisão de Moraes

Marcha Nacional pela Vida, organizada pelo Movimento Brasil Sem Aborto, em Brasília (Foto: Wesley Corrêa/Instituto Isabel)

Ouça este conteúdo

Na última terça-feira (9), aconteceu a 19ª Marcha Nacional pela Vida, organizada pelo Movimento Brasil Sem Aborto, na Capital Federal. A mobilização orientava o voto consciente em candidatos pró-vida e reivindicava o fim da Assistolia Fetal.

Por ser um movimento apartidário e suprarreligioso, evangélicos, espíritas, católicos e outras denominações religiosas se unem pela causa, que conta sempre com a presença e o apoio de inúmeros parlamentares pró-vida.

Com cerca de 1500 pessoas presentes na passeata, esta certamente também foi acompanhada de perto por outros insólitos participantes que, infelizmente, alcançaram o mesmo número dos participantes ali presentes, mil e quinhentos.

Ocorre que, coincidentemente, neste mesmo dia 09/06, completaram-se 750 dias desde a publicação da liminar do ministro Alexandre de Moraes na ADPF 1141, que liberou a prática da Assistolia Fetal no Brasil.

À média diária de duas crianças sendo vitimadas pela Assistolia, mil e quinhentas irrepetíveis vidas também marcharam e continuarão a interceder contra essa impensada e infundada decisão do ministro Alexandre de Moraes

Mil e quinhentas crianças que foram torturadas, em vez de terem seus mil e quinhentos partos antecipados e sido entregues a mil e quinhentas famílias adotivas.

Mil e quinhentos bebês que tiveram suas vidas roubadas por uma decisão monocrática, individual, solitária e desprovida de qualquer fundamento jurídico.

Mil e quinhentas mães que foram enganadas e mataram seus mil e quinhentos filhos, gerando mil e quinhentos traumas irremediáveis.

Mil e quinhentas gestantes que quiseram interromper suas gestações e foram forçadas a acreditar que a única saída era a morte de suas mil e quinhentas crianças.

Mil e quinhentos cadáveres queridos pelo PSOL, alcançados por meio da mentira, mil e quinhentas vezes repetida, de dizer que o Código Penal não prevê o limite de 22 semanas.

Mil e quinhentos pequenos corpos jogados em mil e quinhentos lixos hospitalares com dinheiro público.

Mil e quinhentas vidas quimicamente queimadas lentamente, sem que ninguém pudesse ouvir seus mil e quinhentos gritos pedindo clemência.

Mil e quinhentas dívidas que serão cobradas um dia da mídia tradicional, que inventa mil e quinhentas falácias para chancelar essa chacina de mil e quinhentos inocentes.

Mil e quinhentos pequenos corações que receberam cloreto de potássio em uma proporção vinte vezes mais concentrada do que a dos condenados à pena de morte, em diversas e dolorosíssimas aplicações.

Mil e quinhentos corações de mães que certamente foram eternamente impactadas por terem se submetido a esse cruel procedimento.

Mil e quinhentos ventres que buscavam apoio e esperança e só encontraram quem instigasse o homicídio intrauterino.

Mil e quinhentas gestantes que, após terem abortado seus mil e quinhentos filhos, foram abandonadas pelo movimento abortista.

Mil e quinhentos assassinatos cuja crueldade é tão absurda que nem as feministas querem assistir aos vídeos do procedimento.

Mil e quinhentas crianças que nunca tiveram culpa alguma, mas que suscitam um irascível e incompreensível ódio daqueles que nunca vão se compadecer ou aprender o que é amar, nem se apresentarmos mil e quinhentos argumentos.

VEJA TAMBÉM:

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.