FERNANDO REMOR/MAFALDA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO| Foto:
CARREGANDO :)

Faz pouco mais de uma semana da maior tragédia da história do esporte. Os mortos acabaram de ser sepultados e a dor continua imensa (jamais cessará). Mesmo assim, sem fugir do luto, confesso estar ansioso para assistir a Chapecoense jogar.

Foi da pior forma possível, mas a Chape deixou de ser um time apenas simpático, para tornar-se especial, como poucos no mundo. Tão singular que não importa quem defenderá o Verdão catarinense. Se craques emprestados ou juvenis criados em Chapecó.

Publicidade

O Furacão do Oeste está imune até mesmo às derrotas, goleadas, fracassos, vice-campeonatos. E nenhum triunfo, caneco algum, será capaz de fazer esquecer a queda do avião nas cercanias de Medellín. Quando a equipe pisar o gramado, o resultado não interessa.

A Chape entrou para o grupo do Dínamo de Kiev, dos soviéticos que desafiaram os nazistas alemães num duelo de vida ou morte. Do italiano Torino, outra agremiação dilacerada pela perda de um time inteiro num desastre de avião. A camisa dos três pesa mais do que tudo.

E quem vestir o manto verde carrega a obrigação de honrar a alma de 45 pessoas, o número de mortos ligados ao time catarinense no desastre na Colômbia. É vital jogar por Danilo, Cléber Santana, Gil, Caio Júnior, Ananias, Bruno Rangel, Kempes etc.

Não tenho dúvidas de que assim será. E se a Chape atuará bem ou mal, vai perder ou vencer, repito, é absolutamente irrelevante. De certo que, quando o clube estiver em campo, na Arena Condá ou pelo mundo, nunca será um jogo qualquer.

LEIA MAIS:

Publicidade

E pensar que a tragédia da Chapecoense ocorreu por causa de R$ 10 mil

Temer, Del Nero, Inter e Catraca Livre: veja quem deu vexame na tragédia da Chape

Louco para melar o Brasileiro, Internacional já está rebaixado moralmente

Se a história da Chape fosse um filme, ninguém acreditaria

Entenda como os times “entregam” o resultado de uma partida no futebol

Publicidade

Final da Libertadores em Miami. A cartolagem se supera

Cuca já disse torcer para o Atlético. Agora revela ser palmeirense. Virou a casaca?

Atlético quer mais sócios. Antes, precisa convencer os atuais a ir à Baixada

Primeira Liga “morre” ao reafirmar regalias. Parabéns, Atlético e Coritiba

Internacional riu ao ser beneficiado contra o Coritiba. Agora chora

Publicidade

É vergonhoso o Flamengo jogar na Arena da Ilha

O dia em que Pelé ficou menor que Sergio Moro

Volta da ditadura? No futebol o autoritarismo reina, o Santos que o diga

Richa e Fruet concordam sobre o potencial da Arena do Atlético; assista

STJD envergonha o Brasil ao punir o Grêmio por causa da filha de Renato Gaúcho

Publicidade

Chega de polêmica e análises vazias. A grama sintética do Atlético é uma realidade 

Carpegiani não está nem aí para o Paranaense, mas a CBF está