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O chef Rodrigo Tristão já trabalha no local onde será reinaugurado o restaurante C La Vie dentro de algumas semanas.
O chef Rodrigo Tristão já trabalha no local onde será reinaugurado o restaurante C La Vie dentro de algumas semanas.| Foto: Valterci Santos

Logo o C La Vie estará de volta. Não o C La Vie dos últimos tempos, navegando em variações da cozinha internacional e até mesmo com uma pegada oriental no raw food, mas o autêntico restaurante de sotaque francês. Aquele mesmo dos primeiros dias de existência, quando o chef Eric Jacquin esteve aqui para abrir a casa e dar consultoria para os primeiros meses de funcionamento.

Tentando não ser atropelado pelos percalços da pandemia (mais da indecisão e da frouxidão dos governantes, que alternam medidas e pensamentos de acordo com as ondas e não com a razão), o novo C La Vie estava para ser reaberto ainda neste mês maio. Impossível, não deu. A decretação da bandeira vermelha de março, interrompendo também o trabalho da construção civil, paralisou as obras de reforma da casa – a mesma onde vinha funcionando nos últimos tempos, ali no Bigorrilho – e atrasou todo o cronograma.

Agora, com otimismo, acredita-se no início do serviço ainda para a primeira quinzena de junho, embora o mais sensato e pé no chão possa sugerir somente a partir da segunda quinzena.

Mas o que importa é que o autêntico C La Vie estará de volta. E com um chef que só não é francês por não ter sotaque. Já há algum tempo Rodrigo Tristão vem trabalhando na casa, estruturando cardápio, montando a brigada de trabalho e preparando todos os detalhes para o perfeito funcionamento do estabelecimento após a reabertura.

Trata-se daquele mesmo chef sobre o qual escrevi aqui (confira a postagem) no ano passado, contando das iguarias francesas que estava produzindo dentro de seu próprio apartamento, em Curitiba. Mesmo tendo saído, na ocasião, recentemente de um restaurante asiático, o Hai Yo, a pegada de Tristão é mesmo francesa.

O chef

Esse carioca de 30 anos cozinha desde cedo. Formou-se em gastronomia pela Universidade Estádio de Sá, que na época oferecia dupla certificação com a escola do Alain Ducasse.

Foi estagiário no CT Brasserie, casa do Claude Troisgros, comandada pelo também francês Didier Labbé. Um mês depois, foi convidado a ser primeiro cozinheiro do restaurante. Ficou lá um ano, até ingressar em sua primeira experiência internacional, estagiando com o grande chef Martin Berasategui, em San Sebastian, País Basco, Espanha.

Na volta ao Brasil e, após passagem por outros restaurantes, foi convidado a chefiar o tradicional Zazá Bistrô, restaurante muito conhecido, que fica no coração de Ipanema. Por lá ficou por dois anos, teve mais algumas experiências e foi novamente para fora. Desta vez atendendo uma proposta de ir passar uma temporada à frente de um pequeno bistrô, Gloria, em Montmartre, Paris.

Lá se aprofundou de vez na cozinha francesa, mantendo contato com produtores de todos os tipos de insumos, da mais alta qualidade, e pôde entender a essência da valorização do bom ingrediente.

Rodrigo Tristão no salão vazio, ainda em obras. Mais um dias e estará tudo funcionando a pleno vapor.
Rodrigo Tristão no salão vazio, ainda em obras. Mais um dias e estará tudo funcionando a pleno vapor. | Foto: Valterci Santos

O cardápio

Rodrigo Tristão e equipe estão trabalhando firme para treinamento e execução do novo cardápio, que já está praticamente pronto, embora ainda sujeito a algumas alterações, conforme a sazonalidade dos alimentos.

Terá uma combinação de alguns pratos clássicos da gastronomia francesa, como Moules et frites, Steak tartare, Magret de canard, Tournedos Rossini e por aí. E uma homenagem à família Troisgros, com a reprodução do prato Saumon à l’oseille, criado por Pierre Troisgros, pai do nosso conhecido Claude, o francês mais carioca que se conhece. No menu do C La Vie vai se chamar Saumon Troisgros (salmão grelhado rapidamente, velouté de peixe e azedinha, servido com arroz de amêndoas e ervas).

Mas também permitirá criações de Tristão e de seus pares, como Ostras a serem servidas sob uma sopa de cebola (acho que esse prato nem tem nome ainda), Langue de boeuf (língua de boi curada e braseada, servida com purê de cará, cogumelos, cebola assada e demi-glace) – que era sucesso nos deliveries propostos pelo chef, no ano passado – e mais alguns outros, sempre como novidades.

Drinques e café

O novo perfil do C La Vie não se limitará apenas à boa comida e aos bons vinhos. Haverá também espaços para drinques e para café.

Funcionará lá dentro um novo balcão do Cosmos, vizinho de porta, ali na mesma rua do Bigorrilho. Será o novo laboratório de experiências de coquetelaria @astrolabcwb, com a carta que ainda está sendo definida e será apresentada nos próximos dias. Mas que certamente terá a chancela de uma referência na coquetelaria curitibana.

Do café ainda pouco se sabe. Apenas que será de responsabilidade de Maria Fernanda Abagge, a mesma da Oggi Pasta, que terá agora o seu espaço dentro do restaurante para o funcionamento de seu café @salacafeliving.

Mas, por enquanto, é momento apenas de ficar na vontade. E na expectativa de notícias de datas, nos próximos dias. Tudo dependendo das bandeiras, dos pedreiros e das tantas outras circunstâncias que envolvem uma obra. Porque de sabores, já sabemos antecipadamente, o novo C La Vie certamente estará bem servido.

Aguardemos, pois.

Restaurante C La Vie

Alameda Presidente Taunay, 533 – Bigorrilho

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