Nesta edição de Briguet Sem Medo, o comentarista Paulo Briguet faz uma crítica contundente à censura, associando-a a regimes de esquerda, em particular ao governo do PT e ao STF no Brasil. E partindo de uma análise histórica do regime comunista na Rússia, simbolizada pela frase de Trotsky sobre a "lata de lixo da história", destaca como a caça à liberdade de expressão foi essencial na repressão de opositores e controle social.
Não é mera coincidência a conexão dos dizeres comunistas da época à política atual brasileira, mais engajada em promover a censura do que atuar sobre áreas essenciais, como saúde e economia. Membros do Executivo e do Judiciário não economizam em seus ataques à liberdade de expressão e à imunidade parlamentar, prevista em Constituição para salvaguardar que os eleitos pelo povo para o Congresso exerçam seu ofício com independência e segurança.
O combate à censura, afinal, é fundamental para a preservação da democracia: a censura é que precisa ir para a lata de lixo da história.
Questionamentos sobre imunidade parlamentar embasam censura
Na última semana, declarações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, suscitaram preocupação de congressistas, especialmente da direita. Em audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado, Lewandowski afirmou que a imunidade parlamentar não alcança crimes contra a honra – como injúria, calúnia e difamação. A fala gerou protestos de deputados por contestar a prerrogativa constitucional enquanto se discute a legalidade de inquéritos da Polícia Federal (PF) contra congressistas por discursos proferidos em plenário.
Após, o deputado Marcel Van Hattem respondeu expondo com detalhes a perseguição do Judiciário e da Polícia Federal contra ele em inquérito relatado por Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar chegou a desafiar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, a prendê-lo, acrescentando que, caso as teses apresentadas pelo Ministério da Justiça na ocasião fossem verdadeiras, Rodrigues seria prevaricador caso não fizesse a prisão.
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Uma análise sem amarras sobre os fatos da política e do cotidiano em formato de crônica, com o jornalista Paulo Briguet. Todas as quartas e domingos, às 20h, no site da Gazeta do Povo, nos aplicativos de Android e Iphone e no canal do YouTube.

Paulo Briguet é escritor, jornalista, palestrante e professor de literatura. Nascido em São Paulo no ano de 1970, trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias de comunicação no Paraná. Foi colunista da Folha de Londrina (2016-2020) e editor-chefe do jornal Brasil Sem Medo (2020-2024). Publicou vários livros, entre eles “Nossa Senhora dos Ateus”, “Coração de Mãe”, “O Mínimo sobre Distopias” e “Diário de Moby Dick” (este em parceria com seu pai, Paulo Lourenço). Ao longo de sua carreira, escreveu mais de 2 mil crônicas. Vive com a esposa e o filho em Londrina. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



