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A Polícia Federal (PF) pediu nova prisão preventiva dos envolvidos na operação Narco Fluxo. Os suspeitos haviam sido contemplados com uma ordem de soltura em caráter liminar pelo Superior Tribunal de Justiça nesta quinta-feira (23), mas a PF emitiu nova ordem de prisão em seguida, alegando novos elementos. A defesa de MC Ryan se manifestou dizendo ver com “perplexidade” o caráter extemporâneo do pedido (fora do prazo).
O STJ mandou soltar, também nesta quinta-feira, os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, presos há oito dias pela PF na investigação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 1,6 bilhão. Agora, a PF voltou a pedir a prisão alegando os seguintes motivos:
- Garantir integridade da prova;
- garantia de prevenção de interferência na investigação;
- necessidade de aprofundamento de investigação sobre telefones e outros aparelhos eletrônicos;
- o risco de os suspeitos continuarem cometendo crimes (reiteração delitiva);
- Gravidade concreta dos fatos.
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Em sua conta no Instagram, o advogado Felipe Cassimiro escreveu: "Se presentes estivessem, desde antes, os requisitos da preventiva, por que não foi ela requerida no momento oportuno? Espera a defesa que a medida seja indeferida e a decisão do Superior Tribunal de Justiça efetivamente cumprida". O escritório informou ainda que o pedido da PF não influi na soltura dos suspeitos e que um alvará teria sido expedido na Quinta Vara Federal da Justiça de Santos.
Relembre o caso
O funkeiro Ryan foi preso suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro através de criptoativos que teria movimentado R$ 1,6 bilhão. A prisão ocorreu no âmbito da operação Narco Fluxo, deflagrada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Ele foi encontrado em uma casa em Bertioga. Na época da prisão, a defesa disse que não teve acesso aos autos, mas que todas as suas transações são “legítimas”.
Ao todo, foram cumpridos 33 mandados de prisão temporária, dos 39 emitidos, e 45 de busca e apreensão. Segundo imagens divulgadas pela autoridade e informações já divulgadas, entre as apreensões estão carros de luxo avaliados em R$ 20 milhões, objetos de alto valor, armas e munições, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e um colar dourado com uma imagem do traficante colombiano Pablo Escobar.
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam um sistema complexo para ocultação e dissimulação de valores, com destaque para operações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e movimentações com criptomoedas. O volume financeiro total identificado ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e restrições societárias contra os investigados. A intenção é preservar ativos para possível ressarcimento aos cofres públicos e impedir a continuidade das atividades ilícitas.









