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Café com a Gazeta

Crise entre Mendonça e PF cresce com decisões sobre caso Master

A relação entre o ministro André Mendonça e a Polícia Federal se deteriorou durante a condução das investigações sobre o caso Banco Master. Ao longo dos últimos meses, decisões do ministro provocaram reações dentro da corporação e, além disso, ampliaram o impasse sobre os limites da atuação da PF. Ao mesmo tempo, divergências sobre novos inquéritos, diligências e medidas cautelares intensificaram o desgaste entre as partes.

Enquanto isso, a sequência de decisões e manifestações elevou a tensão institucional e abriu um novo capítulo na investigação. Por outro lado, a Polícia Federal manteve a defesa da continuidade das apurações, enquanto André Mendonça reforçou o controle judicial sobre o caso. Dessa forma, a crise evoluiu gradualmente e consolidou um cenário de conflito entre o gabinete do ministro e a corporação.

Como o caso de Marcola, ex-assessor de Lula, cruza com a investigação sobre Lulinha no STF

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, homem de confiança e ex-chefe de gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pediu para sair da coordenação da campanha à reeleição nesta semana, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, são alvos de um mesmo inquérito da Polícia Federal recém-instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo fontes ligadas às investigações.

Trata-se de um inquérito aberto contra o filho do presidente, datado da última semana, por suspeita de tráfico de influência, sob relatoria do ministro André Mendonça. O crime consiste em solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou outra pessoa, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função. A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão e multa.

PF deve chamar Lulinha para depor sobre acusações de tráfico de influência nos próximos dias

A Polícia Federal (PF) deve pedir para ouvir presencialmente o filho do presidente, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, investigado em três inquéritos pela corporação. Segundo fontes ouvidas pela Gazeta do Povo, o pedido deve ser feito nos próximos dias. A defesa do empresário sempre declarou que ele está à disposição.

A informação foi antecipada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo e confirmada pela reportagem com pessoas a par dos trabalhos. A avaliação é que, com três inquéritos abertos, não poderia deixar de haver uma convocação para depor. Lulinha mora desde 2024 na Espanha.

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