Publicidade
Cinema

Estrela de “Dark Horse”, Jim Caviezel estreia novo filme no Brasil em novembro

Cartaz do filme Dark Horse
Detalhe de cartaz do evento em que "Dark Horse" foi exibido pela primeira vez, em Las Vegas. (Foto: Divulgação/UnAuthorized)

Ouça este conteúdo

Jim Caviezel, protagonista do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), voltará aos cinemas brasileiros no dia 5 de novembro com a estreia de “Ghost Soldier”, novo longa de ação distribuído pela Sony Pictures. A produção é dirigida por William Eubank e coloca o ator no papel de um ex-Boina Verde e engenheiro de sistemas de armas que decide proteger uma comunidade ameaçada por uma poderosa corporação.

Na história, o personagem de Caviezel se envolve na defesa de seus vizinhos quando uma empresa tenta tomar suas terras e propriedades à força. O elenco reúne ainda Olivia Thirlby, Beau Knapp, Garret Dillahunt, Shea Whigham, Alexej Manvelov e Ricky Whittle, entre outros.

A estreia de “Ghost Soldier” ocorre enquanto Caviezel também está no centro das atenções por “Dark Horse”, que enfrenta incertezas sobre sua chegada aos cinemas brasileiros. A Europa Filmes, responsável pela distribuição nacional, decidiu adiar a estreia do longa enquanto avançam as investigações relacionadas ao financiamento da produção.

A distribuidora também desmentiu uma suposta pré-estreia de “Dark Horse” em 30 de setembro, informação que circulou nas redes sociais acompanhada de um cartaz não oficial. Segundo Wilson Feitosa, diretor-geral da Europa Filmes, não há “data definida” e “nunca demos data de lançamento”.

A decisão ocorre em meio à investigação da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo o financiamento de “Dark Horse”, incluindo possíveis irregularidades com recursos de emendas parlamentares. Na semana passada, a investigação que apura o caso levou a mais uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas à produção, entre elas o deputado Mario Frias (PL-SP), que participou do projeto.

A Operação Make Up apurou que Frias teria direcionado cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares a entidades do terceiro setor em um esquema de triangulação de recursos para financiar o filme sobre a trajetória política de Bolsonaro. Os investigadores identificaram que os repasses dessas emendas coincidem com os períodos e os gastos das filmagens, além de transferências pessoais de R$ 645 mil para a produtora Go Up Entertainment.

Por outro lado, Mário Frias rebateu as investigações e afirmou que as emendas foram destinadas legalmente a projetos de letramento digital e que não passam pelas mãos do deputado. Já Karina Gama, proprietária da Go Up e das entidades, também negou qualquer irregularidade na produção, afirmando que o filme foi custeado por fundos de investimentos privados e que está sofrendo “perseguição política”.

Ela também foi alvo da operação que tem um outro ramo de investigação por conta de contratos firmados com a prefeitura de São Paulo para a instalação de wi-fi gratuito em comunidades da capital paulista. A parceria ocorreu através das ONGs Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura.

As investigações apontam que os contratos tiveram preços inflados e subcontratações com indícios de fraude para o desvio de recursos para a Go Up.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.