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Automóveis

No último mês sem IPI, vendas sobem 7%

Mesmo com o fim da isenção, expectativa do setor é de superar o ano passado em negócios fechados

As vendas de automóveis no último fim de semana reforçaram a expectativa do setor de terminar o ano com crescimento real de vendas sobre 2008. O mês deve fechar com vendas superiores a 18,5 mil veículos no estado, o que equivale a um aumento de pelo menos 7% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com a diretoria da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave-PR).

A movimentação positiva nas vendas se justifica porque setembro é o último mês com desconto total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis. A isenção começou em dezembro do ano passado e já foi prorrogada duas vezes, em abril e julho. Em função disso, os últimos meses de cada trimestre apresentaram resultados positivos em comparação a 2008. O retorno do imposto agora será gradual – carros de motor 1.0, hoje com alíquota zerada, passam a ser taxados em 1,5% em outubro, 3% em novembro, 5% em dezembro e novamente 7% em janeiro de 2010.

Quem sair de casa para tentar aproveitar os últimos dois dias com o máximo de redução dos preços terá dificuldade em encontrar alternativas de cor, acabamento e itens opcionais, especialmente nos modelos mais baratos. "Nosso estoque de carros 1.0 secou, vendemos mais de cem unidades no fim de semana", diz o diretor da Volskwagen Corujão, Antônio Carlos Altheim. "Foi um fluxo excepcional de vendas, comparável apenas com o final de março e de junho. Sobraram os automóveis mais pesados, como os importados e as linhas mais completas do Golf. Quem quiser 1.0 precisa esperar duas semanas", diz. O estoque das concessionárias Volkswagen foi afetado diretamente pela greve dos metalúrgicos na fábrica de São José dos Pinhais, que produz modelos Fox e Golf.

Na Ford Center, o gerente de marca Hamilton Millani relata que começou o mês com um estoque acima do necessário, mas o volume de vendas em todo o período deu conta da oferta. "Devemos fechar o mês pelo menos igual a junho, que já foi muito bom." Sobre o fim do ano, ele diz que o retorno do IPI não vai afetar as vendas do próximo trimestre: aquecimento da economia somado ao 13º salário devem ser suficientes para fechar o ano com crescimento.

Também na Fiat Barigui as vendas foram boas. De acordo com o gerente José Angelo, o mês começou lento, mas melhorou a partir da segunda quinzena. "Estamos acreditando muito no mercado para o fim do ano com crescimento ainda maior do que o terceiro trimestre. Em 2008, novembro sofreu queda brusca em função da crise de crédito, o que não deve ocorrer este ano. Estamos alinhados com a expectativa nacional de incremento entre 6% e 8%", diz.

Motocicletas

Também acaba amanhã o período de isenção da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) concedido para motocicletas de até 150 cilindradas. A indústria está tentando prorrogar o prazo de isenção, visto que o setor ainda está com desempenho bastante inferior ao ano passado: os números de agosto apontam produção de 202.574 unidades e venda de 179.002, refletindo queda respectiva de 23% e 21% na comparação com o mesmo período de 2008. A Cofins costuma representar 3% do preço da motocicleta, e a sua isenção representa aproximadamente R$ 210 em um modelo básico de R$ 7 mil – o equivalente a uma prestação do financiamento.

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