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Paralisação

Trabalhadores da Arena prometem paralisação geral na quinta-feira

Funcionários estão com os salários atrasados e bloquearam a Avenida Getúlio Vargas na tarde desta quarta

Trabalhadores da Arena da Baixada fizeram manifestação nesta quarta-feira | Brunno Covello / Gazeta do Povo
Trabalhadores da Arena da Baixada fizeram manifestação nesta quarta-feira (Foto: Brunno Covello / Gazeta do Povo)

Trabalhadores da obra da Arena da Baixada organizaram um protesto e bloquearam a Avenida Presidente Getúlio Vargas, no bairro Água Verde, no início da tarde desta quarta-feira (9). Por volta das 16h30, o trânsito continuava muito lento na região. A via foi liberada apenas perto das 17h30.

Os funcionários estão com os salários atrasados e, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Curitiba (Sintracon), uma paralisação geral está programa para quinta-feira (10). Os trabalhos no estádio que vai receber quatro jogos da Copa do Mundo foram realizados com menos da metade do efetivo durante a tarde por causa da manifestação.

Na última segunda-feira, cerca de 30 pessoas que atuam na parte elétrica da praça esportiva iniciaram uma greve. Desta vez, a mobilização foi maior e envolveu funcionários de diversos setores da obra.

A CAP S/A, empresa criada pelo Atlético para gerenciar a reforma, considera a paralisação legítima e alega que está em contato com a Fomento Paraná para conseguir recursos com o governo do estado. O clube precisa da liberação de R$ 6 milhões até o fim desta semana para sanar os débitos de emergência, colocar as contas em dia e normalizar os trabalhos na Baixada.

Outras greves

Ao todo, 1.350 operários atuam na Arena e cerca de 300 empresas têm contrato com a CAP S/A. Em dezembro do ano passado, cerca de 250 trabalhadores pararam suas atividades por três dias por causa do atraso de salários.

Na época, o presidente da CAP S/A e do Atlético, Mario Celso Petraglia, chegou a pedir pessoalmente que os funcionários retomassem o trabalho. Outra "parada forçada" nas obras da Baixada aconteceram em outubro, quando a Justiça do Trabalho interditou a construção por cinco dias, pela falta de condições de segurança no local.

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