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Coritiba barra a Império em seus jogos

Indiciados por distúrbios no Couto Pereira e adereços da organizada estão proibidos nas partidas com mando alviverde. Ingresso avulso sobre e aumento no sócio-torcedor é mantido

  • André Pugliesi
  • Atualizado em às
Jair Cirino, presidente do Coritiba, à frente de imagem da Império na sala de imprensa do clube: organizadas proibidas no Couto Pereira. |
Jair Cirino, presidente do Coritiba, à frente de imagem da Império na sala de imprensa do clube: organizadas proibidas no Couto Pereira.
 
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O Coritiba anunciou nesta sexta-feira um pacote de medidas relacionadas ao seu torcedor. Com a presença de quase todos os integrantes do G9 na coletiva de imprensa, no Couto Pereira, de uma só vez o clube proibiu a entrada de torcedores com materiais de organizadas em seus jogos, manteve os novos valores do plano de sócios Eternamente Coxa e subiu o preço dos ingressos.

Todas as ações foram tratadas como uma resposta à selvageria após a partida com o Fluminense, no dia 6 de dezembro do ano passado, que provocou o rebaixamento da equipe para a Segunda Divisão. Algumas delas viraram promessas do presidente Jair Cirino ainda ao final de 2009.

“A nova diretoria tomou posse na segunda-feira e de terça até hoje nos reunimos quase de manhã e de tarde, tudo no escopo de estabelecer uma adequação, sobretudo orçamentária, à nova realidade do clube. Um verdadeiro frenesi de medidas, especialmente de ordem administrativa”, declarou Cirino, na abertura do encontro com os jornalistas.

Já no próximo compromisso do Alviverde – diante do Serrano, sábado, na Vila Capanema – não será permitida a entrada de nenhum acessório que identifique facções organizadas (camisa, bermuda, agasalho, boné, faixa, bandeira etc). Seja da Império Alviverde, principal torcida do Coxa, ou de qualquer outra. Proibição que se estende aos visitantes.

“É um ato demagógico de um fantoche. As pessoas que quiserem brigar vão da mesma maneira. Não é a camisa que causa confusão. Eu quero ver se eu pedir para os membros da Império pararem de pagar o plano de sócio, são 2 a 3 mil pessoas. Não vou fazer isso, mas nosso dinheiro eles querem?”, comenta Luiz Fernando Correia, o Papagaio, presidente da torcida.

Além de barrar as organizadas de uma forma geral, o Coxa decidiu também proibir o ingresso no patrimônio do clube dos 14 torcedores indiciados criminalmente pela confusão do dia 6. Entre eles, não está Osvaldo Dietrich, funcionário do Alviverde, que acabou preso dias depois dos acontecimentos.Sobre a questão dos sócios, na segunda-feira, data da posse da nova diretoria, foi revelada a intenção de se rediscutir a majoração divulgada no finzinho de 2009. Reviu e optou-se pelo reajuste. Assim, permanecem os valores de R$ 50 para a arquibancada, R$ 70 para a Mauá e R$ 135 para as cadeiras superiores –- que eram R$ 38, R$ 55 e R$ 115, respectivamente.

Ao mesmo tempo, o ingresso mais barato para os jogos do Alviverde a partir de agora custa R$ 50, para o setor de arquibancada – determinação válida já para a primeira rodada do Paranaense. Na Mauá, ficou em R$ 70. E nas cadeiras cativas, R$ 120.

“Essa definição é para trazer o sócio para dentro do estádio. Nós queremos estimular a associação. Se analisarem a entrada mínima do associado é R$ 50. Ele pode assistir de quatro a cinco jogos. Se não for sócio, paga esse valor por cada partida”, afirmou Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Conselho Administrativo.

“O Coritiba vive um momento muito difícil. Uma crise financeira enorme. Se o associado não estiver ao lado do clube nesse momento, e é um apelo que fazemos, não conseguiremos montar uma equipe competitiva e o clube não sairá dessa situação”, seguiu Andrade, agora o principal mandatário coritibano.

Aumentos de uma forma geral, amparados na confiança do clube de livrar-se de boa parte da punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que ordenou a perda de 30 mandos em competições nacionais. A possibilidade de mandar poucas partidas em casa na Série B é um dos argumentos contrários para essa decisão.

“Ainda não temos o julgamentos do recurso, no qual temos absoluta convição que seremos absolvidos, então temos que aguardar o julgamento para decidirmos as vantagens que daremos aos sócios no caso de estarem impedidos de frequentar o estádio Couto Pereira”, complementou Andrade.

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