
O dia seguinte à vitória do Coritiba sobre o Atlético-MG foi sacudido por uma informação vinda do Rio de Janeiro: o técnico coxa-branca Ênio Andrade dividia com Zagallo a preferência para assumir a seleção brasileira. Tudo porque o técnico do escrete canarinho nas Eliminatórias, Telê Santana, avaliava proposta do futebol árabe.
Ênio não comentou o assunto. Sua atenção estava totalmente voltada a fazer o Coritiba campeão brasileiro.
“Eu não vim para o Coritiba fazer futebol de brincadeira. O nosso objetivo, sem nenhuma modéstia, é o título nacional. No fim deverá prevalecer o melhor, queiram ou não nossos inimigos; admitam ou não os céticos e incompetentes”, desafiou.
Após uma série de jogos com desfalques, o Coritiba iria com força máxima para a partida contra o Atlético-MG, no Mineirão. Rafael e Lela voltariam após cumprir suspensão automática. E o camisa 7, veloz e insinuante, sempre com uma careta guardada para exibir no momento do gol, era esperança coxa-branca para aniquilar o Galo nos contra-ataques.
“Não conheço e nunca soube de alguém com tanta estabilidade em campo. Este homem é diabólico, um trator. Podem trombá-lo, empurrá-lo, que as divididas sempre serão dele.”
O mundo além do futebol
Os partidos locais discutem a modificação da legislação estadual para permitir dois turnos nas eleições municipais, em novembro. O PMDB é a favor; o PDS, contra.
O ministro da Previdência Social, Waldir Pires, determina corte de ponto e demissão de funcionários do órgão que permanecerem em greve.
Assessora do ator norte-americano Rock Hudson informa que o astro do cinema, internado em Paris, está com aids.







