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Morre Maé da Cuíca, mestre do samba e campeão do Centenário pelo Ferroviário

Músico e ex-atleta de 85 anos influenciou a música paranaense ao difundir o samba no estado

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Maé da Cuíca: mestre no samba e no futebol |
Maé da Cuíca: mestre no samba e no futebol
 
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Morreu na noite de sexta-feira (21) o sambista e ex-atleta Ismael Cordeiro, o Maé da Cuíca, de 85 anos. Ele estava internado no Hospital da Polícia Militar, em Curitiba, e deixou viúva e dois filhos.

Filho de ferroviário nascido em Ponta Grossa, mas criado desde criança na Vila Tassi, atual parte do bairro do Prado Velho, Maé foi campeão paranaense de 1953 pelo Ferroviário, clube que deu origem após sucessivas fusões ao Paraná Clube. Ele atuava na lateral ou no meio de campo. O título daquele ano foi especial pois era o Centenário da Emancipação Política do Estado do Paraná. Pela conquista, ele e seus companheiros de time são "Sócios Beneméritos" do Tricolor com a inscrição de "Campeão do Centenário".

"Deixamos aqui a homenagem a quem faz parte da história do nosso clube e da nossa cidade de Curitiba. Em nome do Paraná Clube, toda solidariedade aos familiares e amigos nesse momento difícil", disse o vice-presidente do Tricolor, Luiz Carlos Casagrande, em nota publicada no site oficial paranista.

Na música, Maé da Cuíca foi autor do primeiro samba-enredo curitibano e autor de diversas canções do samba paranaense, sendo um dos principais responsáveis por difundir o gênero pelo estado. Foi ele que fundou em 1945 a Colorado, a primeira escola de samba da capital.

Mesmo com a idade avançada, Maé seguiu compondo. Em uma reportagem de 1º de dezembro de 2010 sobre um festival de samba curitibano, o sambista deu uma palhinha ao repórter Cristiano Castilho sobre uma canção que fazia. "Vai, vai, saudade. Meu bandolim, por favor, deixa-me viver em paz. Vai, vai, saudade. Me abandone de uma vez e não volte nunca mais", cantou o mestre.

Maé da Cuíca foi enterrado às 16 horas deste sábado no Cemitério da Água Verde.

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