O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca que ministro do TSE atravessa Nunes Marques e proíbe suspensão do canal “Exército do Lula”.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu nesta sexta-feira (23) que o presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, emita qualquer decisão individual que suspenda o canal “Exército do Lula” no WhatsApp. O magistrado atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após rumores de que poderia impor a penalidade a dois dias do segundo turno da eleição presidencial.
Mais cedo, Nunes Marques se reuniu com representantes de plataformas como Meta, Google, X, TikTok e Kwai para alinhar a atuação das plataformas na reta final do segundo turno das eleições e discutir ordens recentes.
“Defiro ainda a liminar para os fins de determinar que a Presidência se abstenha de exercer sua competência administrativa [...] para determinar a suspensão, retirada ou restrição o funcionamento do Canal designado “Exército de Lula” até que sobrevenha alguma decisão de Plenário em sede jurisdicional que emita decisão neste sentido”, afirmou Marques.
Campanha de Lula acusa Flávio Bolsonaro de não abrir sigilos após acordo no TSE
O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusou nesta sexta-feira (23) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de descumprir o acordo firmado entre os candidatos para a abertura voluntária de sigilos bancários, fiscais e telefônicos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o senador, enquanto a equipe de Lula apresentou os documentos exigidos dentro do prazo, o senador do PL teria recorrido a procurações que condicionam o acesso às informações de uma decisão judicial. Na véspera, a defesa da campanha de Flávio havia afirmado que primeiro verificaria os documentos do petista para depois autorizar o acesso aos dados do senador.
“Flávio Bolsonaro fugiu, não aceitou o desafio do presidente Lula. [...] Demos até 23h59 para que eles apresentassem toda a documentação. Nós fomos lá 20h30, apresentamos inclusive o que eles estavam cobrando, todos os pagamentos do cartão corporativo, apresentamos a agenda do presidente do Palácio da Alvorada, os voos da FAB, está tudo lá protocolado”, declarou o senador em um vídeo publicado em uma rede social.
Eventual Lula 4 dependeria de STF ainda mais autoritário para neutralizar Congresso de direita
Uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial deste domingo (25) pode aprofundar a dependência do Executivo em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), estimulando uma atuação ainda mais autoritária da Corte para conter o Congresso com viés de direita eleito no começo de outubro.
A nova configuração do Legislativo exigiria concessões de Lula à direita, e só o recurso ao ativismo judicial e aos abusos autoritários do Supremo poderia permitir ao petista contornar essa resistência para impor sua agenda. A consequência, para especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, seria o presidente transferir para o tribunal uma parcela ainda maior das decisões políticas e ampliar o confronto entre os Poderes.
“A menos que o Lula aceite fazer uma coabitação, ou seja, governar com o Congresso, que vai ser majoritariamente de oposição – e o Lula está dando todas as dicas, desde este governo do terceiro mandato, que ele não vai fazer isso –, ele tentaria se impor ao Congresso. E a única forma de conseguir isso seria usar os ministros do STF para pressionar o Congresso”, afirma o cientista político Adriano Cerqueira, professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
O Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.



