O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca que Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber Rogério Marinho e Tereza Cristina.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba em sua residência os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).
Os dois parlamentares articulam candidaturas à Presidência do Senado, cuja eleição ocorrerá em fevereiro de 2027.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e precisa de autorização de Moraes para receber as visitas. No requerimento, os advogados pediram que o ministro defina as datas dos encontros, preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras.
O pedido ocorre em meio às articulações da direita para definir um candidato capaz de enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pretende disputar a reeleição com o apoio do governo Lula.
Após cobrança de líder do PL, Alcolumbre dispara contra oposição
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reagiu nesta quarta-feira (4) após ser cobrado pelo líder do PL, Carlos Portinho (RJ), em razão do descumprimento do acordo para a redução da maioridade penal. A votação estava prevista para esta tarde, mas foi adiada depois de um apelo do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A comissão especial da Câmara avalia a PEC 32/2015, que prevê a redução da maioridade penal para 16 anos. Portinho subiu à tribuna e reforçou que o acordo entre a oposição e a base do governo Lula (PT) viabilizou a aprovação da PEC da Segurança Pública, por unanimidade, no dia anterior.
“Eu aprendi na vida que acordo é para ser cumprido. Ou então não faça. Ainda que seja um mau acordo, cumpra, porque a palavra vale muito”, disparou. O líder do PL disse a Alcolumbre que o Senado está “submetido” à vontade do Poder Judiciário e da Câmara.
Relator admite flexibilizar redução da maioridade penal após impasse no Congresso
Relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca reduzir a maioridade penal no Brasil, o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE) admitiu a possibilidade de flexibilizar o teor da matéria em busca de alternativas que viabilizem a aprovação. Em meio a um impasse sobre a mudança, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu adiar a votação prevista para esta quarta-feira (4) após um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
"A missão do relator é convencer e, ao mesmo tempo, ter abertura mínima, sem comprometer suas convicções, de permear suas ideias com as ideias da Casa. É o que permite você conseguir avançar num texto numa comissão como essa ou mesmo no plenário", pontuou Mendonça Filho.
Apesar de uma mudança de postura do governo diante do período eleitoral, ainda há divergências. A oposição tem defendido uma redução de 18 para 16 anos no quadro geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos. Já os governistas querem manter o patamar em 18 anos e baixar para 16 nos casos de crimes hediondos.
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