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Trecho da Linha Verde, cujas obras se arrastam desde 2006.
Trecho da Linha Verde, cujas obras se arrastam desde 2006.| Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná

Oitava maior cidade do país, Curitiba tem hoje cerca de 2 milhões de habitantes. Além de seus próprios moradores, a capital paranaense recebe todos os dias uma grande população flutuante vinda de municípios da Região Metropolitana, litoral e outras cidades próximas. Para que toda essa gente seja atendida, com condições de trabalhar, estudar, se deslocar e ter qualidade de vida, investimentos em infraestrutura são fundamentais.

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Essa talvez seja uma das áreas mais desafiadoras para quem irá administrar a prefeitura de Curitiba a partir do ano que vem. Primeiramente, porque demanda um planejamento constante, de modo a acompanhar o crescimento da população de forma ordenada. Segundo, porque depende de investimento pesado, necessário para bancar obras e intervenções urbanas. E, por fim, porque são muitas as áreas que exigem melhorias com certa urgência.

Uma delas é o trânsito. Segundo dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran), a frota de veículos na capital está próxima de 1,5 milhão de veículos, algo na casa de 75% da população total. Para Jorge Tiago Bastos, chefe do Departamento de Transportes e professor do programa de pós-graduação em Planejamento Urbano da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é preciso pensar formas de desconcentrar a demanda por transporte nos horários de pico. “São medidas que levam ao melhor aproveitamento de uma estrutura já existente”, analisa.

Outra alternativa apontada por Bastos é o investimento em outros modais, como o cicloviário, e sua integração com o transporte público. “Essa integração é vista como fundamental em muitas cidades grandes. Estimular o uso do transporte coletivo e da bicicleta é uma forma de transferir a demanda existente para outros sistemas. Não são alternativas concorrentes, mas complementares”, ressalta. Atualmente, Curitiba conta com uma malha cicloviária de aproximadamente 200 quilômetros.

Crise hídrica reforça atenção ao saneamento

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) lançou no mês passado a Agenda Parlamentar 2020, que orienta os futuros gestores públicos para a implantação de políticas públicas em quatro grandes temas: saneamento e resíduos; desenvolvimento regional e integrado; desenvolvimento rural e infraestrutura; e mobilidade e transporte.

Para o presidente do Crea-PR, Ricardo Rocha, uma das prioridades para o próximo gestor deve ser a área de saneamento, com a necessidade de avançar na coleta e tratamento de água e esgoto. Apesar de o serviço ser administrado pela Sanepar, Rocha acredita que deve ser realizado um trabalho conjunto com a companhia e também indica a possibilidade de formar consórcios municipais para buscar soluções.

Desde o início do ano, Curitiba e Região Metropolitana vivem uma estiagem histórica, que obrigou a Sanepar a adotar um sistema de rodízio no abastecimento de água. Para aumentar a reserva de água em toda a região, foi apresentado recentemente um projeto desenvolvido pela Sanepar em parceria com as prefeituras, que cria um sistema de reservatórios lineares no Rio Iguaçu, capaz de armazenar um volume superior a 100 bilhões de litros de água.

Prefeito irá conduzir projetos já iniciados

Quem assumir a prefeitura em 1º de janeiro de 2021 já terá pela frente a tarefa de conduzir alguns projetos de grande importância para a infraestrutura do município. O primeiro deles é a conclusão da Linha Verde, cujas obras foram iniciadas há 14 anos e têm previsão de término para dezembro do ano que vem. O segundo é a ampliação da linha Inter 2, orçada em R$ 750 milhões e considerado o principal projeto para melhoria do transporte coletivo em Curitiba.

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