Presidente da CCJ do Senado, Davi Alcolumbre sofre pressões para marcar a sabatina de André Mendonça, indicado por Bolsonaro ao STF| Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) disse nesta quarta-feira (13) que querem transformar sua autonomia como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) "em ato político e guerra religiosa". Em nota, divulgada nesta tarde, o senador afirmou que não aceitará ser "ameaçado" ou "chantageado" por quem quer que seja. Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro criticou Alcolumbre pela demora para pautar a sabatina de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF).

"Eu ainda aguardo a sabatina do André Mendonça no Senado Federal. Ele [Davi Alcolumbre] age fora das quatro linhas da Constituição", disse Bolsonaro. Alcolumbre afirmou que a nomeação de um ministro do STF não é um "ato unilateral e impositivo do Chefe do Executivo", mas "um ato complexo, com a participação efetiva e necessária do Senado". O presidente da CCJ cita, inclusive, a decisão do ministro Ricardo Lewandowski que rejeitou na segunda-feira (11) uma ação protocolada por senadores para obrigá-lo a pautar a sabatina de Mendonça.

"Tenho sofrido agressões de toda ordem. Agridem minha religião, acusam-me de intolerância religiosa, atacam minha família, acusam-me de interesses pessoais fantasiosos. Querem transformar a legítima autonomia do presidente da CCJ em ato político e guerra religiosa. Reafirmo que não aceitarei ser ameaçado, intimidado, perseguido ou chantageado com o aval ou a participação de quem quer que seja", afirmou Alcolumbre.

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Segundo o senador, tramitam hoje cerca de 1.748 matérias na CCJ, "todas de enorme relevância para a sociedade brasileira". Para ele, a prioridade, no momento, deve ser a "retomada do crescimento, a geração de empregos e o encontro de soluções para a alta dos preços que corroem o rendimento dos brasileiros".

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]