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Caso Dark Horse

Dino dá 48h para Câmara explicar viagem de Mario Frias ao exterior

Dino dá 48h para Câmara explicar viagem de Mario Frias ao exterior
Mario Frias esteve no Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio e, agora, está nos Estados Unidos. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino deu prazo de 48 horas para a Câmara dos Deputados explicar a viagem do deputado Mario Frias (PL-SP) ao Bahrein e aos Estados Unidos. O ofício desta quarta-feira (20) foi encaminhado ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O parlamentar é alvo da investigação que apura o suposto uso de emendas para o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Frias esteve no Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio e, agora, está nos Estados Unidos.

“Como deputado, estive agora no Bahrein propondo alguns investimentos no Brasil e agora estou nos Estados Unidos para fazer também uma prospecção de um investimento em segurança pública", disse o deputado, em entrevista ao SBT News nesta terça (19).

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"Mas eu volto ao Brasil. Não devo nada. Estou pronto para prestar conta. Estou à disposição da Justiça", acrescentou.

Dino determinou a intimação do deputado para prestar esclarecimentos em março. O oficial de Justiça tentou cumprir a ordem em diversas ocasiões, mas sem sucesso. Com isso, a notificação foi devolvida ao STF. O ministro abriu uma investigação sobre os repasses para ONGs ligadas à produtora do filme.

Suposto uso de emendas em filme de Bolsonaro

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) acionou o STF para questionar o envio de R$ 2,6 milhões em "emendas Pix" à ONG Academia Nacional de Cultura (ANC) e ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), controladas pela sócia da produtora responsável pelo filme sobre Bolsonaro.

Além de Frias, os deputados Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) também são alvos da apuração. Em março, Kicis negou qualquer repasse para a produção do filme. Segundo ela, trata-se de “informação incorreta, que distorce a finalidade real dos recursos públicos empregados”.

A deputada afirmou que um repasse de R$ 150 mil foi feito para viabilizar "um projeto de natureza cultural e educativa, voltado à valorização da história nacional e ao fortalecimento da economia criativa". De acordo com a parlamentar, a emenda ainda não foi executada.

Pollon disse ter solicitado o cancelamento da emenda após o pedido de esclarecimentos do STF. Segundo ele, os recursos devem ser redirecionados para um hospital.

No último dia 13, Frias disse que o financiamento do filme Dark Horse foi feito com capital 100% privado e que "não iria se sujar pelos R$ 2 milhões".

Investimento de Vorcaro no filme de Bolsonaro

Também no dia 13 deste mês, o site The Intercept Brasil divulgou uma troca de mensagens atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e a Daniel Vorcaro, na qual o senador teria negociado um repasse de R$ 134 milhões do dono do Banco Master para financiar o filme.

Segundo a publicação, cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos por Vorcaro entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O senador confirmou o pedido, mas negou qualquer irregularidade.

Inicialmente, o deputado Mario Frias contrariou essa versão, dizendo que a produção não havia recebido "um único centavo" do empresário.

Um dia depois, Frias afirmou que houve uma “diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”, pois o vínculo contratual do projeto teria sido firmado com a empresa Entre Investimentos — e não diretamente com Vorcaro ou o Master —, fazendo uma distinção jurídica sobre a origem dos recursos.

"Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, esclareço que não há contradição material entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”, disse o parlamentar, no comunicado divulgado no último dia 14.

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