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Volta do recesso

Fachin diz que força do STF está na capacidade de conviver com críticas

Fachin diz que força do STF está na capacidade de conviver com críticas
Fachin defendeu maior diálogo com os demais Poderes e elogiou a atuação de Moraes durante o recesso. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (3) que a “força institucional” da Corte está na capacidade de conviver com críticas e contestações. O ministro discursou durante a sessão de abertura dos trabalhos da cúpula do Judiciário para o segundo semestre.

“A força institucional do Supremo Tribunal Federal não reside na ausência de crítica, mas na capacidade de conviver com ela sem perder a serenidade necessária ao exercício da função jurisdicional”, disse.

Para Fachin, o Tribunal deve aceitar, “como natural, que suas decisões sejam debatidas, analisadas e, por vezes, contestadas pela opinião pública”. “Essa tensão, quando exercida dentro dos limites republicanos, não fragiliza a instituição, ao contrário, a fortalece, e fortalece a democracia”, acrescentou.

Durante o discurso, o presidente do STF não citou a proposta do Código de Ética, que enfrenta resistência dentro do Tribunal. O ministro deve apresentar novas regras para o Judiciário nesta terça (4) ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O texto voltado ao integrantes do STF está sendo elaborado pela ministra Cármen Lúcia.

Ele reconheceu, “com a humildade que a função exige”, que o STF precisa superar desafios como a duração dos processos e o “diálogo permanente” com os demais Poderes e a população.

Fachin também elogiou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do STF, que assumiu o comando do Tribunal durante parte do recesso.

“[Moraes] assegurou que nenhuma urgência ficasse sem resposta, que nenhuma garantia fundamental ficasse desamparada, que a prestação jurisdicional, mesmo em ritmo diferenciado, jamais cessasse”, afirmou o presidente da Corte.

Ele homenageou o ministro Cristiano Zanin por completar três anos no Supremo. Fachin destacou o processo sobre a desoneração da folha de pagamento, relatado por Zanin, para dizer que o colega “conciliou responsabilidade fiscal e diálogo institucional” com “a prudência de quem reconhece os limites institucionais de cada Poder”.

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