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Crise entre Poderes

Motta diz esperar que STF libere “dosimetria” por grande quantidade de votos no Congresso

Hugo Motta
Presidente da Câmara diz que recorrerá nos autos para provar legalidade da legislação promulgada pelo Congresso. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (12) esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) libere a aplicação da chamada “Lei da Dosimetria”, que pode rever as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A legislação foi promulgada pelo Congresso Nacional e suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes no último final de semana.

Segundo Motta, a proposta foi construída após amplo debate político e jurídico e recebeu apoio expressivo de deputados e senadores, inclusive na derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Esperamos e confiamos que o STF vai dar aplicabilidade aprovada pelo Congresso. O ministro Alexandre de Moraes decidiu suspender a aplicabilidade da lei. E aí o que vamos fazer é nos posicionar nos autos para aquilo que foi decidido pelo Congresso venha a ser cumprido”, afirmou em entrevista à rádio TMC.

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A suspensão da legislação ocorreu um dia após o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgar a lei depois da rejeição do veto presidencial pelos parlamentares. Na decisão, Moraes alegou que a existência de duas ações diretas de inconstitucionalidade criou um “fato processual novo e relevante”, capaz de influenciar a análise do tema no STF.

Motta reforçou que a proposta foi aprovada por ampla maioria nas duas Casas Legislativas e que “o veto também foi derrubado por maioria bastante expressiva”.

Apesar da suspensão determinada pelo STF, Motta disse que a reação da Corte já era esperada diante da judicialização do tema. Segundo ele, o processo seguiu os trâmites previstos na Constituição, desde a aprovação da proposta até a análise do veto presidencial e sua posterior derrubada pelo Congresso.

“Aprovamos a dosimetria. O presidente da República, dentro de suas atribuições, entendeu por vetar a lei. Com a análise do veto, dentro daquilo que era esperado, o veto foi derrubado para que aquilo que foi aprovado por nós pudesse vir a ser validado”, disse Motta.

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Na avaliação do presidente da Câmara, o texto aprovado foi resultado de negociações entre Câmara, Senado e integrantes da comunidade jurídica. Para ele, este formato foi necessário “para que pudéssemos construir um instrumento legislativo que pudesse ser feito dentro do arcabouço legal, apontando para uma solução”.

A decisão de Moraes, no entanto, não foi bem recebida pela oposição ao governo e levou o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) a articular um novo projeto de anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele diz ter a expectativa de reunir as 171 assinaturas necessárias para protocolar a proposta até esta quarta (13).

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