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Após queda do veto

Após omissão de Lula, Congresso deve promulgar lei da dosimetria

Após omissão de Lula, Congresso deve promulgar lei da dosimetria
Após omissão de Lula, Congresso deve promulgar lei da dosimetria. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

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O Congresso Nacional pode promulgar a partir desta quinta-feira (7) o chamado PL da Dosimetria, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixar vencer o prazo constitucional de 48 horas para fazê-lo. Com isso, a responsabilidade pela promulgação passa ao presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

O projeto teve o veto integral de Lula derrubado pelo Congresso na semana passada. Na ocasião, 318 deputados e 49 senadores votaram pela rejeição do veto presidencial, números superiores ao mínimo exigido para derrubada.  

A proposta altera regras de dosimetria penal para crimes contra o Estado Democrático de Direito e pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto estabelece, entre outros pontos, que crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático praticados no mesmo contexto não tenham as penas somadas integralmente, aplicando-se a pena maior com aumento proporcional. Também prevê redução de pena para participantes sem papel de liderança ou financiamento dos atos.  

Lula optou por não promulgar o texto após a derrota no Congresso. Com a omissão do Executivo dentro do prazo constitucional, a promulgação passa automaticamente ao Congresso. Caso Alcolumbre também não assine o texto, a atribuição poderá ser transferida ao vice-presidente do Senado, conforme prevê a Constituição.

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PL da Dosimetria pode ser alvo de ação no STF

A expectativa agora é de judicialização da nova lei no Supremo Tribunal Federal (STF). Integrantes do governo e partidos de esquerda estudam formas de contestar a constitucionalidade das mudanças. Fontes ligadas ao PT afirmaram à Gazeta do Povo que o partido prepara uma ação a ser apresentada no Supremo.

Ao mesmo tempo, advogados de condenados pelos atos de 8 de janeiro aguardam a entrada em vigor da norma para pedir ao STF a revisão das penas já aplicadas. Como a legislação penal mais benéfica pode retroagir para beneficiar réus condenados, a defesa de investigados e condenados pretende acionar a Corte logo após a promulgação.

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