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Amiga de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, Roberta Luchsinger fez uma postagem no Instagram para se queixar da imprensa. Entre outras coisas, ela denuncia a misoginia da mídia, que a chama de “lobista”. De acordo com Roberta, enquanto todos os outros envolvidos no escândalo, por serem homens, são tratados como “empresários”, ela seria “lobista”.
“Enquanto a mídia me trata como ‘lobista’, os demais homens citados têm a prerrogativa de serem ‘empresários’. É preciso estar atento para que o legítimo direito à informação não reproduza padrões de misoginia”, disse Roberta em seus stories da rede social.
Ela ainda afirmou que sua “condição de mulher” substitui “fatos e provas” no julgamento do público. Na mesma publicação na rede social, que tem acesso livre, Roberta afirmou que o inquérito da Polícia Federal não permite concluir que ela sabia que os valores recebidos poderiam ter origem nos descontos associativos, ressaltando que sua atuação profissional sempre visou à “saúde pública”.
Ela defendeu que suas ações buscaram sempre o acesso geral a tratamentos com cannabis medicinal. Por fim, criticou “julgamentos antecipados” e defendeu o direito de ser julgada dentro do “devido processo legal”.
Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos de aposentados. Junto com Lulinha, as investigações concluem que teria atuado para beneficiar Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, em potenciais contratos com o governo.
Sempre que procurado, o advogado de Roberta reitera que só se pronunciaria nos autos do processo.



