- Dilma admite que sistema não está livre de blecautes
- Apagão foi o assunto da web
- Blecaute matou peixes e inutilizou vacinas
- Para ONS, resposta foi mais rápida do que em 1999
- SP volta a ter água, mas Rio enfrenta falhas
- MP cobra explicação de Aneel, governo e Itaipu
- Conta do blecaute é do consumidor
- Dilma diz que Brasil não está livre de novos blecautes
- Lobão diz que apagão é "assunto encerrado"
O setor elétrico é, historicamente, alvo da cobiça dos principais caciques políticos do país e vem sendo há muito loteado com critérios que extrapolam as exigências técnicas. O que muda com o tempo são os comandantes das indicações, que variam de acordo com as alianças mais convenientes no momento. Por exemplo, enquanto o PFL (hoje DEM) teve seu apogeu entre 1998 e 2002, o PMDB que derrubou a muralha que o PT montou no início do governo Lula fincou os pés na área de lá para cá.Na era Fernando Henrique, quando por oito anos vigorou a dobradinha PSDB-PFL, os dois partidos comandaram os principais cargos do setor. No hoje chamado DEM, o senador baiano Antônio Carlos Magalhães e o então vice-presidente Marco Maciel foram responsáveis pela indicação de três ministros entre 1995 e 2002: Raimundo Brito, Rodolpho Tourinho e José Jorge.
Os pefelistas também emplacaram o primeiro diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo. O PMDB figurava com alguns apadrinhados, especialmente na Eletronorte (uma das quatro subsidiárias do Grupo Eletrobrás).
Com o governo Lula, em 2003 o PT assumiu os principais cargos, a começar pela ministra Dilma Rousseff, que não só comandou o novo marco do setor elétrico no Ministério de Minas e Energia como criou uma nova instituição, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
No entanto, quando ela substituiu José Dirceu na Casa Civil, em meados de 2005, e o governo precisou ampliar sua base de sustentação, o PMDB avançou, tendo como maior cacique o senador José Sarney (AP). São peemedebistas também os dois ministros de Minas e Energia que sucederam Dilma (Silas Rondeau e Edison Lobão) e diretores e presidentes de Eletrobrás, Furnas, Chef e Eletronorte. O PT conseguiu blindar apenas as atividades de planejamento a EPE está com Maurício Tolmasquim, que esteve com Dilma no ministério e fiscalização a Aneel é comandada por Nelson Hubner, ex-secretário-executivo de Minas e Energia.
O que PT e PSDB têm em comum em suas administrações é a manutenção de alguns nomes como José Muniz Lopes, que comandou a Eletronorte na era FH e hoje está à frente da Eletrobrás, na cota do PMDB e o cerco à hidrelétrica de Itaipu. Fernando Henrique colocou na presidência da binacional, maior usina do mundo, o grão-tucano Euclides Scalco. Já Lula emplacou Jorge Samek, petista de sua estrita confiança.



