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Investigação

Força-tarefa da PGR vai cuidar de Operação Lava Jato

Grupo de seis procuradores foi designado para analisar os dados dos inquéritos da Polícia Federal e preparar denúncias criminais contra os alvos da investigação

  • Agência Estado e Guilherme Voitch
  • Atualizado em às
 
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, instalou uma força-tarefa para atuar exclusivamente na Operação Lava Jato. Um grupo de seis procuradores foi designado para analisar os dados dos inquéritos da Polícia Federal e preparar denúncias criminais contra os alvos da investigação. A equipe especial do Ministério Público Federal é formada por três procuradores regionais da República e três procuradores de Porto Alegre, Curitiba e São Paulo. Eles detêm ampla experiência em ações contra esquemas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A força-tarefa tem prazo de cinco meses para agir. Ainda esta semana os procuradores deverão se reunir pois os prazos legais para oferecimento de denúncias estão em curso.

A Lava Jato foi deflagrada em março pela Polícia Federal para desarticular organização criminosa supostamente comandada pelo doleiro Alberto Youssef. A investigação aponta para lavagem de R$ 10 bilhões. Parte desse montante teria origem em desvios de verbas públicas.

Os investigadores descobriram ligações de Youssef com o engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás. Ambos estão presos em caráter preventivo. Segundo a PF, o doleiro infiltrou-se em órgãos públicos e estatais para conquistar contratos milionários utilizando-se de empresas de fachada e provavelmente valendo-se da proximidade com o deputado licenciado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara.

Os procuradores vão avaliar em quais crimes poderão acusar formalmente à Justiça Youssef e os outros investigados.

Força-tarefa terá três procuradores que investigaram caso Banestado

A força-tarefa criada pela Procuradoria-Geral da República para atuar exclusivamente no inquérito da Operação Lava Jato terá três procuradores que já atuaram juntos em outra investigação nacional de um esquema de corrupção. Carlos Fernando dos Santos Lima, Orlando Martello Junior e Deltan Dallagnol participaram da força-tarefa do Banestado, que, em 2002, investigou remessas ilegais de dinheiro para fora do país por meio das contas CC-5.

A força-tarefa do Banestado denunciou mais de 600 pessoas, das quais 97 foram condenadas. Entra elas está justamente o doleiro Alberto Youssef, pivô do inquérito da Operação Lava Jato. Durante a investigação das CC-5, Youssef admitiu ter movimentado US$ 5 bilhões ilegalmente. O doleiro pagou uma multa de R$ 1 milhão e fez um acordo de delação premiada com a Justiça, comprometendo-se a não atuar mais no mercado do dólar – o que, conforme o que foi revelado até agora pela Polícia Federal (PF), não ocorreu.

Na prática, a Procuradoria-Geral aposta em profissionais com expertise para ir além do que já foi descoberto pela PF. Assim como ocorreu com a CC-5, na Lava Jato existem indícios de que os operadores lavaram dinheiro de políticos e de servidores públicos que recebiam propina. Também há semelhanças no modelo de envio ilegal de dinheiro, com doleiros atuando de forma conjunta por meio de várias contas.

Santos Lima e Martello Junior são procuradores regionais da 3.ª Região. Dallagnol é procurador da República no Paraná. Além deles, integram a força-tarefa o procurador regional da 4.ª Região Januário Paludo e os procuradores Andrey Borges de Mendonça e Diogo Castor de Matos, respectivamente das Procuradorias de São Paulo e do Paraná.

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