Publicidade
conflito

MPF abriu investigação sobre “batalha” do Centro Cívico

Se se comprovar que houve abuso na repressão policial, estado poderá ser processado

Professores  em confronto com a polícia no dia  29 de abril: caso será investigado pelo Ministério Público Federal. | Brunno Covello/Gazeta do Povo
Professores em confronto com a polícia no dia 29 de abril: caso será investigado pelo Ministério Público Federal. (Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)

O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar se houve violações de direitos humanos, por parte do governo estadual, no episódio de repressão à manifestação de servidores no último dia 29 de abril -- conhecido como a “batalha” do Centro Cívico.

Se se comprovar que houve abuso, a procuradoria poderá processar o estado. A apuração será comandada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, sob a tutela da procuradora Eloísa Helena Machado.

De acordo com nota divulgada pela procuradoria, as cenas de repressão aos manifestantes pela Polícia Militar, sob a justificativa de repressão a “black blocs”, foram “incompatíveis com a noção de estado democrático de Direito”.

Serão analisadas informações e imagens registradas no dia do confronto. A Secretaria de Segurança Pública e o comando da Polícia Militar no Paraná deverão responder sobre o deslocamento da PM da fronteira para Curitiba no fim de abril, para montar guarda em frente ao prédio da Assembleia Legislativa.

A prefeitura de Curitiba foi intimada a responder sobre os atendimentos de primeiros socorros que ajudou a realizar durante o episódio. Na época, a prefeitura divulgou que 213 pessoas ficaram feridas na ação policial.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deverá responder sobre as medidas que está tomando para apurar supostos abusos. E veículos de comunicação de Curitiba deverão disponibilizar fotos e vídeos que contenham registros de excessos policiais.

O trabalho de investigação começará imediatamente. Segundo a assessoria do MPF, só haverá um posicionamento sobre o assunto depois da análise dos materiais solicitados.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.