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Luiz Abi Antoun tinha participação discreta, mas efetiva. | Roberto Custodio/Jornal de Londrina
Luiz Abi Antoun tinha participação discreta, mas efetiva.| Foto: Roberto Custodio/Jornal de Londrina

Tá difícil acompanhar o noticiário político? Aqui, resumimos para você cinco dos fatos mais importantes dos últimos dias. Atualize-se!

1.Parentes distantes?

Luiz Abi Antoun aparece no noticiário há cerca duas semanas e os paranaenses estão curiosos para saber sobre a relação entre ele e o governador Beto Richa (PSDB). Luiz Abi – que seria primo de sétimo grau de Richa – foi preso na Operação Voldemort, do Gaeco, em Curitiba. Ele é acusado pelo Ministério Público (MP) de manipular a contratação de uma oficina mecânica para fazer consertos de veículos do governo do estado na região de Londrina.

Nessa semana, três fatos foram divulgados e começam a elucidar a relação entre os dois. Reportagem mostra que um ex-funcionário do governo do Estado afirmou, em depoimento ao MP, que o empresário Luiz Abi seria o grande “caixa financeiro” do governador Beto Richa (PSDB), sendo responsável por arrecadar dinheiro para campanhas eleitorais. Além disso, o “primo” recebeu, durante seis anos, como comissionado na Assembleia Legislativa para um gabinete inexistente.

Não bastasse esta evidências da proximidade de Richa e Abi, a imprensa mostrou que as esposas deles já foram sócias em empreendimento educacional. Fernanda Richa e Eloiza Fernandes Pinheiro Abi Antoun foram duas das fundadoras da União Metropolitana de Ensino Paranaense Ltda., fundada em 1999. Aguardamos cenas dos próximos capítulos...

No banco traseiro, só a bagagem.Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

2. Lava Jato

A maior investigação de esquema de desvios de dinheiro público no país, que já dura pouco mais de um ano, teve novidades nesta semana. O presidente da Camargo Corrêa, que estava preso desde novembro na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, Dalton Avancini, homologou acordo de delação premiada e deixou a prisão. Escondidinho, para ninguém notar. Saiu no porta-malas do carro do advogado, na última segunda-feira.

O depoimento de Avancini permitiu que os investigadores afirmassem que o esquema ultrapassa a Petrobras e alcança outras áreas. A força-tarefa que investiga a formação de cartel para desviar pelo menos R$ 10 bilhões dos cofres da estatal descobriu que houve o pagamento de propinas para a realização de obras públicas em vários segmentos da infraestrutura brasileira, como hidrelétricas e ferrovias.

3.Maioridade Penal

Nessa semana, um antigo tema voltou à tona. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou por 42 votos a 17 a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal. Após a aprovação na CCJ, será criada uma comissão especial que debaterá o tema por até 40 sessões antes que o tema seja apreciado em plenário. De acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), essa comissão deve ser oficializada já na próxima segunda-feira. O assunto dá caldo para o debate, já que há posições contrárias e favoráveis bem definidas.

Deputado disse que a Justiça falará mais alto.Albari Rosa/Gazeta do Povo

4.Casos Justus

O Ministério Público do Paraná (MP) encaminhou à Assembleia Legislativa a denúncia criminal contra o deputado estadual Nelson Justus (DEM), por supostas irregularidades no período em que ele presidiu a Casa entre 2007 e 2010. Com o documento em mãos, o atual presidente do Legislativo, Ademar Traiano (PSDB), repassou o processo ao Conselho de Ética da Casa. O grupo irá se reunir na próxima segunda (6) para começar a analisar o caso de Justus, que terá cinco sessões para apresentar defesa. Depois de analisar o documento, o Conselho de Ética dará um parecer. Em seguida, o grupo decidirá pelo arquivamento da denúncia ou por sua procedência. Caso o pedido seja considerado procedente, irá a plenário. Uma eventual cassação só acontecerá com voto da maioria dos 54 deputados.

5.Receita Estadual

Nesta semana também pudemos acompanhar desdobramentos da Operação Publicanos, também do Gaeco. Na terça-feira (31), contador Hederson Bueno prestou depoimento que permitiu ampliar as investigações sobre o caso. Bueno, que, pela colaboração, teve a prisão preventiva suspensa, falou aos promotores por mais de quatro horas sobre a suposta organização criminosa formada por auditores fiscais da Receita Estadual, empresários e contadores para sonegar impostos em troca do pagamento de propina. Até esta semana, 28 pessoas foram indiciadas nesse inquérito, mas, de acordo com o coordenador do Gaeco em Londrina, Cláudio Esteves, esse número pode crescer. Na quarta-feira (1), três mandados de prisão contra auditores fiscais de Londrina foram cumpridos. Eles são investigados por participar de suposta organização criminosa que mesclava cobrança de propina para liberar a sonegação fiscal.

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