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Adriano Gianturco

Adriano Gianturco

Não é nada real

“Sensação de inflação”, sensação de perseguição… o Brasil é pura sensação!

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O Supremo censura, viola liberdades e garantias constitucionais, mas tudo deve ser apenas sensação de ditadura. (Foto: Luiz Silveira/STF)

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Segundo Miriam Leitão, os preços não estão aumentando, é só uma “sensação”. Depois do “sabor chocolate” e “sabor democracia”, agora temos a “sensação”. Será que a censura, a perseguição, a ditadura também são apenas “sensação”?

A produtora Brasil Paralelo foi impedida de transmitir um documentário; canais da direita são desmonetizados; uma matéria da revista Crusoé foi censurada; na campanha de 2022, o país inteiro foi impedido de fazer conexões entre Lula e a Venezuela, entre Lula e a Nicarágua, e entre Lula e o aborto; o jornalista Claudio Dantas foi impedido de divulgar uma matéria; vários perfis sofreram censura prévia; jornalistas fugiram para o exterior; os mais velhos contam que existe mais censura hoje que na ditadura. Até a ministra do STF Cármen Lucia admitiu censurar (mas só até o famoso dia 31). Miriam Leitão diria que tudo isso não passa de uma “sensação de censura”.

Censura, perseguição, doutrinação, rombo fiscal, inflação, insegurança... deve ser tudo apenas sensação

Deputados de direita são perseguidos; comediantes são cancelados e processados; políticos, jornalistas e ativistas são forçados a fugir para o exterior; empresários de direita são processados praticamente só por respirar; Jair Bolsonaro foi processado por importunar baleia, por golpe de Estado em um tribunal que não poderia julgá-lo, e agora está sendo impedido de falar e ver os filhos – impedido, no fim, de participar das eleições; jornalista e fonte de um caso no Maranhão estão sendo perseguidos; jornalistas e cidadãos comuns são processados por criticar e xingar juízes; o 8 de janeiro é tratado como golpe de Estado, com centenas de pessoas processadas sem conduta individualizada; quando a esquerda reclama no exterior está tudo bem, mas quando é a direita a fazê-lo é “atentado contra a pátria”; um empresário foi investigado por dar um “joinha” em grupo de WhatsApp; a cabeleireira Débora pegou 14 anos de prisão por ter pichado uma estátua com um batom; pessoas já morreram na cadeia sob custódia do Estado. Miriam Leitão diria que tudo isso não passa de uma “sensação de perseguição”.

Temos a 16.ª maior taxa de homicídios do mundo; 8 das 50 cidades mais perigosas do mundo são brasileiras; boa parte do território está nas mãos do crime organizado; nas favelas, o tráfico já usa até drones; escolas são frequentemente fechadas por causa de tiroteios; o crime decide quem pode prestar serviços em inteiras regiões; PCC e CV estão infiltrados na política, na administração pública, e até na polícia. Miriam Leitão diria que tudo isso não passa de uma “sensação de insegurança”.

Nas escolas ensinam tudo errado sobre o Brasil; a televisão faz propaganda do regime; as novelas tentam empurrar pautas sociais. Miriam Leitão diria que tudo isso não passa de uma “sensação de doutrinação”.

A dívida pública bate recordes; o déficit primário está aumentando; empresas estatais estão com as contas em vermelho; todos os economistas apontam problemas fiscais já em 2027. Miriam Leitão diria que tudo isso não passa de uma “sensação de rombo”.

Lula está aproximando sempre mais o país da ditadura russa e do Partido Comunista Chinês, que domina um Estado totalitário; apoiou de todas as formas o regime socialista venezuelano, e é aliado histórico de Cuba, Angola e Irã; o Itamaraty demorou quatro longos dias para soltar uma morna crítica ao fim das eleições na Nicarágua; Rumble e Twitter\X foram suspensos no país inteiro, com ameaça de multa para qualquer um que usasse VPN; Janja disse que o Discord deveria ser tirado do ar e, no dia seguinte, a ordem foi implementada, ao melhor estimo de um despotismo familiar; pessoas que gritaram “ladrão” para o presidente no exterior foram enquadradas pelo GSI; recentemente, pessoas que colocaram faixas com a palavra “ladrão” em suas janelas receberam visitas da Polícia Federal; há processos nos quais as partes e os advogados não recebem todos os autos. Miriam Leitão diria que tudo isso não passa de uma “sensação de ditadura”.

Talvez Miriam Leitão esteja certa. Talvez seja tudo só uma sensação, sensação de um Brasil um pouco mais livre que não existe mais, de um país normal que nunca existiu.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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