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Patrimônio bilionário

Foi fanfarronice ou Marçal tem mesmo mais de R$ 6 bilhões?

Após conseguir uma liminar, Pablo Marçal (PRTB) registrou sua candidatura à Presidência e declarou ter um patrimônio de bilhões de reais. (Foto: EFE/Sebastiao Moreira)

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O desbocado Pablo Marçal (PRTB), que viralizou nas redes na campanha à prefeitura de São Paulo por “tiradas” contra adversários e uma boa lábia eleitoral, declarou ao TSE que tem R$ 6,79 bilhões – isso mesmo, bilhões – em CDB no Itaú. Não se sabe se erro de digitação em jogada marqueteira, atrás de holofotes ou polêmicas, ou se procede. Marçal é candidato do PRTB ao Planalto. Não encontramos a assessoria para comentar.

Ministros unidos

"Desjudicialização". O neologismo é tão feio quanto a situação dos calhamaços e filas de processos nos fóruns e tribunais do Brasil. Mas é palavra pertinente e entrará nos dicionários. Diante desse cenário, ministros do STF, STJ e TST passaram a integrar de forma direta o debate sobre alternativas para reduzir a litigância no país. Gilmar Mendes, Kássio Nunes Marques, Luiz Fux e Flávio Dino, além de togados do STJ, participam da 1ª pós-graduação voltada exclusivamente à “desjudicialização, mediação e atuação extrajudicial”. O movimento ocorre em meio à pressão de 80 milhões de processos em tramitação no Brasil, conforme levantamento para a Coluna, e às discussões sobre filtros processuais e soluções extrajudiciais antes do ajuizamento de ações. Entre os especialistas do curso online da UNOESC está o advogado Diego Vasconcelos, ex-presidente da Comissão Especial de Desjudicialização do Conselho Federal da OAB.

Tesourão 

Levantamento sobre a execução orçamentária da Abin mostra que a verba destinada às atividades finalísticas teve redução nominal de R$ 149 milhões, em 2021, para  R$ 64 milhões, em 2025 – quase 60%. O levantamento da Intelis sustenta que a restrição deixou de ser contingenciamento pontual por modelo permanente de compressão orçamentária, concentrando na inteligência cortes superiores à média do Executivo.

Zzzzzz...

Com um tombo de mais de R$ 1 bilhão em seus investidores clientes, o fundo capixaba Apex é o escândalo da vez. Mas o que causa estranheza é o silêncio do BTG e da mídia que não cita o banco controlador de 15% da empresa. Já publicamos casos como um médico que investiu R$ 2 milhões, e uma poderosa família que pode perder R$ 50 milhões. A pergunta é: Apex e BTG, cadê o dinheiro?

Ponto Final

Nestes tempos em que Neymar Jr. passeia com seu mega iate naquele mar e começa a campanha eleitoral, fica um lembrete de como o Brasil trata os seus: jazem sob o mar de Angra dos Reis, após 34 anos, os corpos de Ulysses Guimarães, de sua esposa e do piloto do helicóptero. O mundo já tem foguete que volta de ré, a Petrobras tem a melhor tecnologia de sonda marítima, e ninguém se mobiliza para tentar encontrar os corpos. O Brasil não é apenas um País sem memória. Ele a afoga a sua História.

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