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PF pede terceiro inquérito contra Lulinha; defesa aciona Justiça e STF

A Polícia Federal pediu a abertura de um terceiro inquérito contra Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito das investigações relacionadas ao caso Banco Master. Em resposta, a defesa recorreu ao ministro da Justiça e ao Supremo Tribunal Federal (STF) e alegou supostos abusos na condução das apurações. Além disso, os advogados afirmaram que a investigação ultrapassou os limites legais e solicitaram providências para interromper novas medidas.

Enquanto isso, a PF sustenta que novos elementos justificam a ampliação das investigações. Por outro lado, a defesa contestou o pedido, classificou a atuação dos investigadores como irregular e buscou a intervenção das autoridades competentes. Dessa forma, o embate jurídico ganhou um novo capítulo e deve seguir tanto na esfera policial quanto no STF.

Dino é sorteado relator do 3º inquérito da PF sobre corrupção e tráfico de influência contra Lulinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino assumiu a relatoria do terceiro inquérito aberto pela Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís da Silva, o Lulinha. A investigação apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência no governo. A PF também solicitou outros dois inquéritos contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada.

A defesa de Lulinha afirma que as investigações têm “uso político-eleitoral” da PF. Nesta tarde, o advogado Marco Aurélio de Carvalho se reuniu com representantes do Ministério da Justiça e do STF. A defesa pediu acesso aos autos e questionou a abertura dos inquéritos. Segundo Carvalho, os advogados ainda não sabem qual é o objeto da nova investigação.

PF aponta atuação de Jaques Wagner em quatro frentes de interesse do Banco Master

Relatórios elaborados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero apontam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria atuado de forma recorrente em temas considerados estratégicos para o antigo Banco Master e, consequentemente, para seus principais controladores, Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima.

Segundo os investigadores, a análise de mensagens retiradas de celulares apreendidos, além de documentos e proposições legislativas, permitiu identificar quatro áreas nas quais a atuação do parlamentar teria coincidido com interesses econômicos do grupo. Entre esses pontos, estão, em primeiro lugar, a ampliação do crédito consignado e, também, mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Além disso, a PF destacou a negociação para a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) e, por fim, a regulamentação do mercado brasileiro de créditos de carbono.

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