O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca o cerco se fechando a Lulinha das investigações da Polícia Federal.
Parlamentares da oposição intensificaram a pressão por novas medidas de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após mensagens encontradas no celular da empresária Roberta Luchsinger apontarem para uma possível atuação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em articulações com empresários e integrantes do governo federal, no que pode configurar tráfico de influência.
O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, protocolou pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que sejam adotadas providências no caso. No documento, ele pede a preservação imediata das provas e que seja avaliada a possibilidade de que Lulinha seja ouvido pelas autoridades responsáveis pela investigação.
“Ninguém pode estar acima da investigação. Nem mesmo o filho do presidente da República. O Brasil merece saber a verdade”, afirmou o senador.
Moraes defende regulamentação de jornalismo e volta do diploma obrigatório
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes avançou mais uma vez sobre a liberdade de imprensa, após uma decisão que autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar busca e apreensão contra a fonte de uma reportagem no Maranhão. Segundo Moraes, as prerrogativas da profissão não podem ser usadas para “praticar crimes”.
Moraes declarou que a imprensa não estaria cumprindo com a obrigação de se autorregular e citou o caso da Escola Base como exemplo. O magistrado fez menção a um erro na cobertura de um crime envolvendo a denúncia de um abuso contra crianças em uma escola na cidade de São Paulo em 1994.
“A liberdade de imprensa é garantida pela Constituição com o binômio liberdade com responsabilidade. (...) Mas não é o que se vê, como no caso da Escola Base, de São Paulo, em que a própria imprensa acaba tentando encobrir seus erros”, declarou.
Pelo menos 5 países contrariam o Brasil e mantêm ações da Lava Jato
Pelo menos cinco países mantêm processos, condenações, prisões, acordos e bloqueios de valores relacionados à Operação Lava Jato que perderam força ou foram anulados no Brasil por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com um levantamento do site Poder360 publicado nesta quarta-feira (19). Peru, Estados Unidos, Suíça, Reino Unido e Equador adotaram entendimentos próprios sobre provas e crimes ligados aos esquemas de corrupção envolvendo a Petrobras e a Odebrecht.
No Brasil, decisões do STF decretaram a incompetência da Justiça Federal de Curitiba para julgar determinados casos e também a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, hoje senador e candidato ao governo do Paraná. Como consequência, condenações de empresários, executivos e políticos foram anuladas, enquanto provas e acordos de leniência passaram a ser questionados ou considerados imprestáveis em diferentes processos.
O Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.



