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Dino leva ao plenário do STF decisão de Fachin que liberou uso de bens do DF para socorrer BRB

Sessão virtual abriu com voto do presidente, mas foi interrompida com destaque do ministro.
Sessão virtual abriu com voto do presidente, mas foi interrompida com destaque do ministro. (Foto: Victor Piemonte/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino pediu destaque no julgamento de uma liminar do presidente da Corte, Edson Fachin, que liberou o uso de bens móveis e imóveis do governo do Distrito Federal para socorrer o Banco de Brasília (BRB). Com isso, o caso vai para o plenário físico. A análise iniciou nesta sexta-feira (8), com o voto de Fachin em prol de sua própria decisão. Logo depois, porém, Dino subiu o pedido de destaque.

"A decisão judicial impugnada, ao suspender de forma ampla e imediata a eficácia de parcela significativa da lei distrital, impede a implementação de política pública regularmente estruturada pelos Poderes Legislativo e Executivo locais, voltada ao enfrentamento de situação econômico-financeira sensível envolvendo instituição financeira estatal de caráter estratégico", diz a liminar de Fachin, agora convertida em voto.

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A análise chegou à Corte como um pedido de suspensão de liminar. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) suspendeu a parte da lei de socorro ao BRB que permitia o uso de imóveis do Executivo distrital em fundos de investimento. A mesma lei autorizou a contratação de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas a ideia acabou travando.

O pacote gerou uma ofensiva de judicialização por parte de opositores. As ações apontam para a ausência de estudos prévios para mensurar perdas e ganhos no patrimônio. Além disso, a inclusão da Serrinha do Paranoá levou o Partido Verde à Justiça, alegando danos ambientais.

"A inviabilização das medidas de recuperação do banco público pode comprometer a continuidade de serviços essenciais, a execução de políticas públicas de caráter social e econômico e a segurança das relações financeiras mantidas por milhares de cidadãos e empresas com a instituição", conclui o presidente.

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