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O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) reclama que não há estrutura suficiente no Complexo Penitenciário de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, para receber os presos transferidos para o local. Eles dizem que não é verdade a afirmação do governador Beto Richa, que disse na quarta-feira (14), em entrevista a Rádio Band News, que as penitenciárias e casas de custódia teriam sido reformadas para receber os detentos.

O presidente do Sindarspen, Antony Jhonson, disse que os presídios receberam colchões velhos e que não há camas ou beliches para que os detentos sejam alocados adequadamente nas celas e galerias. "Os colchões terão de ficar no chão. Não tem vaga suficiente". Na Casa de Custódia de Piraquara, segundo Jhonson, caso os presos fiquem nesta situação, podem sofrer com alagamentos que ocorrem em dias de chuva no local.

Jhonson diz que o temor dos agentes penitenciários é que os detentos se rebelem com a situação. "Os presos das penitenciárias não aceitam superlotação. Até porque não pode haver superlotação em penitenciárias. Lá é local de tratamento penal, com banho de sol, itens de higiene, visitas. Isso não acontece em delegacias", explica o presidente, que teme que essa situação seja prejudicada com a chegada de novos detentos. Ele diz que tanto a segurança dos agentes penitenciários pode estar ameaçada quanto a dignidade dos presos. "O governo tem que construir novos presídios."

Um ofício sobre esta situação foi enviado ao governo do Paraná. Os agentes ameaçam mobilizações e não descartam a possibilidade de greve da categoria. Eles vão entrar em campanha contra superlotação em presídios do estado.

Resposta

A assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) informou que todos os presos terão suas camas e não vão dormir no chão em nenhuma penitenciária ou casa de custódia. Segundo a Seju, as penitenciárias têm o espaço necessário para abrigar os presos, o que seria resultado de um processo para atender a essa medida emergencial.

Ao todo, 120 colchões são enviados em bom estado para os presídios e casas de custódia por dia. Dentro desses locais os presos devem receber todo o tratamento penal que os demais já recebem, segundo a Seju.

Medidas

Uma determinação do governo fez com que presos deixassem as delegacias de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Paraná e fossem encaminhados para presídios e casas de custódia. A medida foi tomada após uma fuga na Delegacia de Colombo, na RMC, que resultou na morte de um policial civil.

Outros casos de tentativas de fuga e motins foram registrados desde então na Grande Curitiba. No 11° DP, presos tentaram fugir na segunda-feira (12) e reparos emergenciais foram feitos no presídio. Em Campina Grande do Sul, na RMC, os presos fizeram tumulto por causa da lotação no distrito.

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