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Enviado por Nádia Schiavinatto, 15/04/14 8:01:31 AM

Janaína Rueda comemora que neste mês os seis anos do Bar da Dona Onça

Janaína Rueda comemora que neste mês os seis anos do Bar da Dona Onça


Mal sabia Janaína que o apelido dado a ela pelo marido um dia viraria nome de bar famoso, que neste mês de abril comemora seis anos. “Desde menina sempre gostei de usar roupas com estampas de oncinha e, quando namorava o Jefferson [o chef Jefferson Rueda, do Attimo] eu colocava as paqueras dele pra correr”, conta Janaína Rueda, sócia-proprietária do premiado Bar da Dona Onça, que fica no descolado Edifício Copan, em São Paulo.

O bar, que caiu nas graças dos paulistanos, traz no extenso cardápio, além das massas feitas na hora, receitas inspiradas na cozinha do interior. “Minha culinária é aberta para todos os sabores e culturas, com toques de contemporâneo. Tem influência italiana, francesa, caipira e boêmia. Aqui a gente faz o que a gente gosta. Por isso, o bar é eclético, sem preconceito e democrático”, define a paulistana Janaína, que nasceu no Brás, morou na Mooca quando menina e na adolescência no Bixiga.

Para beliscar, croquetes de carne de panela ou croc milanesa são boas pedidas. O brasileiríssimo picadinho de filé, com arroz soltinho, feijão, farofa e ovo frito, é um dos pratos que mais sai. Outro é o stinco de leitoa caipira, com feijão tropeiro e couve refogada. Aos sábados, a feijoada é concorrida. É bom chegar cedo. O prato vem guarnecido de tartare de banana, salada de couve, maxixe, abóbora, carne de sol e costelinha de porco frita. Por conta da Copa, a casa passou a servir, desde 12 de março, feijoada também às quartas. Formada pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), Janaína trabalhava na multinacional Pernod Ricard, como consultora de vinhos, quando conheceu Jefferson. Casados, ele foi o seu mentor e a ajudou na profissionalização de sua cozinha. “Por influência de minha mãe, que trabalhava nos extintos Hipopotamus e Gallery, em casa eu cozinhava para os amigos. Fazia um resgate da comida paulistana boêmia. Quando Jefferson e eu fomos morar juntos, ele passou a me ensinar os truques da culinária profissional. Elogiava minha comida e dizia que eu tinha talento e era intuitiva. Foram três anos cozinhando e aprendendo técnicas e bases da gastronomia”, explica a cozinheira.

A decisão de trabalhar no mesmo ramo do marido foi tomada para que o casal tivesse mais tempo em família. “Como chef, ele tinha horários diferenciados. E, após o nascimento do primeiro filho, resolvi pedir a conta do meu emprego e procurar um ponto comercial para ter um bar, que fosse despojado e oferecesse comida de alta qualidade.” Em abril de 2008, o casal realizou o sonho de abrir o Bar da Dona Onça.

Com capacidade para 80 lugares e decorado com painéis de fotos das grandes cidades boêmias, a casa recebe cerca de 10 mil pessoas mensalmente. Desta clientela, 30% são estrangeiros. “O Dona Onça hoje é a minha vida, a extensão de minha casa e meu alicerce.

ONDE: Avenida Ipiranga, 200 – Edifício Copan, lojas 27 e 29, Centro,São Paulo (SP) – (11) 3257-2016.

Enviado por Nádia Schiavinatto, 14/04/14 11:52:14 AM

Quando não está no restaurante, Beto está no pomar

Quando não está no restaurante, Beto está no pomar

Se, no sentido figurado, a palavra paraíso significa lugar de delícias e onde a gente se sente bem, o nome do restaurante de Beto Pimentel é apropriadíssimo. O Paraíso Tropical, um dos mais tradicionais de Salvador (BA), está localizado no quintal de uma chácara no bairro Resgate – Cabula, em meio à Mata Atlântica. Local ideal para provar o melhor da comida baiana. Ali, nada de alimentos industrializados. Apenas produtos orgânicos, colhidos no próprio pomar, hoje com cerca de 6 mil pés de frutas, legumes e ervas.

O Paraíso, no entanto, já teve um passado, digamos, questionável. Ali era uma antiga rinha de galo. “Quando comprei a chácara, a rinha já existia. Era um ambiente carregado e frequentado por muita gente. Tinha um restaurantezinho, mas a comida não era boa e muitos iam comer em outro lugar. A rinha foi fechada e resolvi investir no restaurante”, lembra o chef. Simples, artesanal e especial, a culinária de Beto – como é conhecido – foi ganhando fama.

Nascido em Salvador, Beto cresceu em uma fazenda em Bom Jesus dos Pobres, no Recôncavo Baiano, e herdou o dom de cozinhar de sua avó Zizinha. “Ela nasceu com a mão santa para a comida. Quando morei em São Paulo para estudar, eu sentia muita saudade da comida baiana. Então, pedia as receitas para ela e eu mesmo preparava meus pratos”, conta.

Formado em agronomia e em química alimentar, quando não está no restaurante, Beto está no pomar cuidando dos pés de maturi, biribiri, licuri, achachairú, pitanga, carambola, caju, goiaba, entre outras frutas, que usa e abusa em sua cozinha. “A comida baiana é saborosíssima, mas gordurosa, por isso troco o leite de coco pela água de coco batida com coco verde e o azeite de dendê pela polpa do próprio fruto”. O chef modificou a tradicional culinária baiana, deixando os pratos mais leves e ainda mais saborosos, o que lhe rendeu muitos prêmios.

No restaurante, a hospitalidade é baiana. Ali, Beto faz parte do cardápio. Faz questão de circular pelas mesas, esbanjando simpatia e contagiando seus clientes com suas piadas. Alegre, fogoso, poeta e pai de 23 filhos com oito esposas, ele, hoje com 70 anos, brinca que seu lema é: “de dia na agricultura, de noite na criatura”.

No cardápio do Paraíso, moquecas, bobós, peixes e frutos do mar temperados com ervas aromáticas e frutas grelhadas. Ao final da refeição, uma cortesia: uma farta e variada cesta de frutas exóticas. E, se sobrar, não se acanhe, pode levá-las de presente.

Onde: Rua Edgar Loureiro, 98-B, Resgate, Cabula, Salvador (BA) –(71) 3384-7464.

Enviado por Nádia Schiavinatto, 03/04/14 2:25:35 PM
A mineira Beth Beltrão no Viradas do Largo

A mineira Beth Beltrão no Viradas do Largo

Ir a Tiradentes, a cidade histórica de Minas Gerais, e não conhecer o Viradas do Largo é quase uma heresia. O estrelado restaurante da mineiríssima Beth Beltrão, um dos maiores nomes da cozinha mineira, é visita obrigatória. Sem sofisticação, comida é saborosa e preparada no fogão à lenha, com cuidado.

O Viradas, ou restaurante da Beth, é simples, aconchegante e com vista para a horta, de onde vem boa parte das verduras e legumes servidos. A parede, decorada de pratos da Boa Lembrança e prêmios, tem ainda plaquinhas como a “A pressa é a inimiga da refeição”, que traduz a proposta da chef. “Aqui não temos a pressa da vida moderna. Comemos devagar, saboreando a comida”, diz ela, que faz parte do slow food.

Beth é apaixonante, recebe com carinho e é boa de papo. Com ela, dá vontade de um “cadinho” mais de conversa. Nascida na região da Serra da Canastra, a terra dos queijos, está em Tiradentes há 23 anos e o início de sua nova trajetória profissional foi algo inesperado. “Foi um susto. Em 1990, eu trabalhava em uma estatal, na área de informática. Era a época do Collor e muitos foram demitidos. Eu também. Aí, vim passear em Tiradentes e ‘garrei’”, diz ela, com seu jeito mineiro.

Seu talento culinário foi desenvolvido com a prática. “Eu tinha o dom pra cozinhar, mas nenhuma noção de restaurante. Mesmo assim, decidi investir”. O começo do Viradas foi um desafio. “Eu olhava os cardápios de outros restaurantes, mas não queria copiá-los. Então, quando um cliente chegava aqui, eu perguntava o que ele estava com vontade de comer. Eu ia pra cozinha e recorria a um livro – o Be-a-bá da Cozinha: vovó Sinhá – para preparar os pratos. Assim, fui montando meu cardápio. Quando a cozinha está em seu coração, você cozinha bem, com leveza.”

A premiada Beth, que já representou nossos pratos mundo afora, não fez nenhum curso de gastronomia. Seu grande mérito é a comida bem feita. “Sou autodidata. Adoro viajar e garimpar tudo da nossa terra e da nossa cultura. Tenho o prazer de servir, respeitando o gosto do cliente. Se for preciso, tiro uma cebola aqui, um alho ali”, explica.

O melhor da comida mineira está ali em seu cardápio: tutu com costelinha e lombo, feijão tropeiro, frango com quiabo, frango caipira, pernil a pururuca. O prato que mais desperta a curiosidade é o frango com ora-pro-nobis, planta popular em Minas, que pertence à família dos cactos. A Cara da Riqueza (arroz vermelho, pancetta crocante, quibebe de abóbora, farofa de pipoca e redução de jabuticaba) e Misturinha Chocante (arroz, peito de frango, lâminas de amêndoas, ovo e couve) são algumas de suas criações.Nossa, que trem bão sô!

«Ora-pro-nóbis»

Comum no estado mineiro, o ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) é uma planta da família dos cactos, de folhagem verde escura, espinhos afiados e de alto valor nutricional. Rica em ferro, cálcio, fósforo, vitaminas A, B e C, as folhas secas e moídas são usadas em sopas, tortas e refogados. Muitos preferem consumir as folhas cruas em saladas, acompanhando o prato principal. Além do frango, Beth prepara omeletes, caldos e massas com ora-pro-nóbis.

Dizem que o nome, do latim “rogai por nós”, teria sido criado por pessoas que colhiam a planta no quintal de um padre, enquanto ele rezava em latim: ora pro nobis.

Onde:
Viradas do Largo – Rua do Moinho, 11. Tiradentes (MG)– (32) 3355-1111.

Enviado por Nádia Schiavinatto, 05/02/14 10:21:06 PM
Chef Bernard Twardy  e seu livro “Cozinha Tropical Cearense"

Chef Bernard Twardy e seu livro “Cozinha Tropical Cearense”

Autor do livro “Cozinha Tropical Cearense”, Bernard Twardy busca resgatar a essência da culinária nordestina, adequando-a aos padrões das cozinhas internacionais. O chef, com dupla nacionalidade – nasceu na Alemanha e aos três anos foi morar em Paris -, faz delícias com caranguejo, camarão de cativeiro, carne de sol, cabrito e queijo coalho, entre outras iguarias regionais. Por isso, se o destino nas férias for o Ceará, uma parada obrigatória é no badaladíssimo Beach Park, situado na Praia de Dunas, a 16 quilômetros de Fortaleza, onde seus pratos são uma atração à parte.

A vida de Twardy não é nada fácil. Ele é o chef corporativo do complexo cearense, onde são servidas diariamente seis toneladas de comida aos turistas, e o responsável por uma equipe de 1.200 pessoas envolvidas em alimentação e bebidas dos quatro restaurantes do parque. E, pelo jeito, nunca foi: “lavei muita panela, descasquei muita batata e limpei muito chão. Aliás, não tem ninguém que limpe um chão melhor que eu”, afirma ele, lembrando o início de sua trajetória profissional.

Na França, fez curso de Aprendizagem de Cozinheiro. “Caí nas graças do chef do restaurante. Fui auxiliar de cozinha, cozinheiro e trabalhei em vários hotéis de temporada. Gostava muito de viajar”, conta ele, que conhece 44 países.

Em apenas um ano, Twardy perdeu o pai e a mãe. Com a herança, sem saber navegar, comprou um veleiro e, por sete anos, trabalhou na rota Caribe-Mediterrâneo. E foi no Caribe que conheceu os brasileiros. “Fui para a Guiana Francesa resolver negócios, e como tinha uma folga, decidi conhecer Belém, Natal e o Ceará. Quando cheguei a Fortaleza, em 1986, me encantei com o lugar e com a acolhida do povo. Era a vida que queria. Vendi tudo, arrumei as malas e me mudei de vez.”

Após um mês, Twardy montou um restaurante com identidade francesa, o Via Paris, que fez enorme sucesso. No auge, ele e seu sócio brigaram. A notícia da saída do chef se espalhou e os donos do Beach Park o chamaram para comandar o restaurante. “Gostei do trabalho, fiz novos cursos na França e assumi a chefia.” Hoje, o chef assina todos os cardápios e é responsável pelos insumos, produtos e controle de qualidade. O complexo tem um Comitê de Segurança Alimentar. São 18 profissionais que visitam fornecedores, verificam a qualidade dos produtos, fazem monitoramento e controle de higiene.

Sob seu comando, toda a equipe está voltada para a cozinha nordestina, fortalecendo a identidade dos produtos regionais. Agora, em parceria com os chefs Fernando Barroso e Elcio Nagano, Twardy tem trabalhado em uma pesquisa sobre insumos especiais do Ceará, que em breve, deve render um novo livro.

Serviço: Beach Park Hotéis e Turismo, Rua Porto das Dunas, 2.734, Porto das Dunas, Aquiraz (CE) – (85) 4012-3000.

Enviado por Nádia Schiavinatto, 15/12/13 5:40:44 PM

Villard cria menus que misturam técnicas francesa aos produtos brasileiros

Villard cria menus que misturam técnicas francesa aos produtos brasileiros

Era Natal, quando Roland Villard, então com 12 anos, acordou cedo, em Saint Etienne (França), para ganhar os presentes. Seu desejo, assim como o de seus seis irmãos, era receber o maior de todos. Ao lado da árvore enfeitada, pacotes tentadores para qualquer criança. Como desde os 10 anos já mostrava seu talento na cozinha preparando crepes e bolos, ganhou uma frigideira. “Meu presente era o menor. Eles ganharam bicicletas, aparelhos de som e riam de mim. Fiquei chateado e envergonhado”, lembra o chef, hoje uma das autoridades da alta gastronomia francesa no país.

“Antes dos aniversários, meus irmãos pediam para eu fazer os bolos que gostavam. Então, aprendi a negociar. Faria se, em troca, pudesse andar de bicicleta ou usar um dos brinquedos. Logo percebi que, com a comida, poderia oferecer emoção às pessoas. Hoje, com 52 anos, tenho a mesma sensação daquela época”, conta.

Quando chegou a hora de Villard optar pela profissão, os pais lembraram que sua escolha já havia sido feita. “Como eu adorava cozinhar e surpreender as pessoas, minha opção não poderia ser outra.” Assim, a carreira profissional começou aos 18 anos, quando iniciou uma trajetória por diversos restaurantes estrelados pelo Guia Michelin, durante o tempo em que esteve na Europa.

Após dez anos de experiência e de ser condecorado pela Academia de Culinária Francesa, Villard foi trabalhar na África, voltou para a França e, de lá, veio para o Brasil passar três anos e comandar a cozinha do Sofitel Rio de Janeiro Copacabana. O francês se apaixonou pelo país e não voltou mais. “Fiquei encantado com a enorme variedade de ingredientes que descobria em cada viagem que fazia.” Foi assim que o chef criou menus que misturam técnica de preparo francesa aos produtos típicos da região brasileira e que hoje são atrações do restaurante Le Pré Catelan, considerado um dos melhores franceses do Brasil.

Para esse mês,Villard promete novas surpresas para aqueles que pretendem passar o Natal ou réveillon no Rio. O Sofitel vai oferecer opções de festas, todas assinadas pelo chef, nos restaurantes Le Pré Catelan e Atlantis e no bar Horse’s Neck. Um espetáculo à parte será uma das mais belas vistas do mundo, com a queima de fogos. “Espero surpreendê-los com pratos criativos. Afinal, são datas especiais e devem ser inesquecíveis, mas o que quero mesmo é ouvir um ‘uau’ de meus clientes.”

Onde: Sofitel Rio de Janeiro Copacabana – Av. Atlântica 4.240, Rio de Janeiro. Reserva: (21) 2525-1206. www.leprecatelan.com.br

Enviado por Nádia Schiavinatto, 01/12/13 11:09:01 PM
Claude Troigros

Claude Troigros

O francês Claude Troigros acaba de lançar um novo livro. Jantares do Que Marravilha! é o segundo com base nas receitas do programa que o chef comanda na GNT. São 14 menus, cada um deles com entrada, prato principal e sobremesa, divididos para sete ocasiões diferentes, além de dicas para quem não tem muita intimidade com os ingredientes e sugestões de harmonização. “Criei menus temáticos para momentos especiais, seja para cozinhar com os amigos, um jantar romântico ou colocar a mão na massa. A ideia é que o anfitrião se saia bem no preparo dos pratos”, afirma.

Nascido em Roanne, no interior da França, e um dos grandes nomes da gastronomia internacional, Claude está em terras brasileiras há 34 anos. Veio, segundo ele, por obra do destino. “Um dia, o chef Gaston Lenotre entrou na cozinha do restaurante do meu pai e perguntou quem gostaria de ir com ele ao Brasil para inaugurar o Le Pre Catelan, no Rio de Janeiro. Acho que fui o primeiro a levantar a mão. Cheguei aqui com um contrato de dois anos e nunca mais voltei. Me apaixonei pelo estilo de vida dos cariocas, pelas belezas naturais e pela mãe dos meus filhos, com quem fui casado por 25 anos.”

claude livro

Assim como a família Troigros foi responsável por criar a chamada Nouvelle Cuisine na França, Claude também revolucionou e hoje é considerado um dos precursores da valorização dos ingredientes brasileiros. “Trouxe várias receitas do Lenotre para executar, mas quando cheguei aqui não encontrei metade dos ingredientes que precisava. Então, comecei a visitar os mercados de rua e descobri os produtos da terra. Lenotre me deu liberdade para modificar as receitas dele. Assim, naturalmente, comecei a trabalhar os ingredientes brasileiros com técnicas francesas. E isso acabou virando a minha marca registrada e linha de cozinha até hoje”, explica o chef, que atualmente é dono de quatro restaurantes no Rio (Olympe, CT Brasserie, CT Boucherie e CT Trattorie). Até o fim do ano, pretende abrir o quinto.

Claude provou que apesar de a inspiração não ser hereditária, ela passa de geração em geração. “Eu morava com meus pais, irmãos, tios e primos em cima do Maison Troigros. Fazia todas as refeições na cozinha do restaurante e, depois de certa idade, foi inevitável pedir para ajudar meu pai e tio”, conta. E garante que, se não tivesse tido a influência familiar, seria um fotógrafo de aventuras.

Hoje o chef vê seus passos serem seguidos pelo filho Thomas. “É um sentimento de muita felicidade não só para mim, mas para meu pai também. Procurei influenciar o mínimo possível. Foi uma escolha natural dele. Trabalhamos juntos, aprendo tanto com ele como ele comigo.”

Serviço: Jantares do Que Marravilha, Editora Globo Estilo, 144 páginas. Preço sugerido: R$ 39,90.

Enviado por Nádia Schiavinatto, 26/10/13 10:04:47 AM

Mara SallesInquieta, sem filhos, a vida familiar a desprende. E essa liberdade permite a ela ser pesquisadora, cozinheira e dona de restaurante. Mara Salles viaja pelo país para conhecer nossos produtos. Ela, no entanto, faz questão de ser uma chef muito presente no Tordesilhas, seu restaurante em São Paulo. “Tenho uma ótima estrutura e uma equipe consolidada, que segura a onda quando estou fora, mas independentemente disso, acompanho toda a produção na cozinha. Meu restaurante é o que há de mais importante para mim. Outras atividades são consequências. Sou uma cozinheira e tenho grande prazer de estar no restaurante. É o meu jeito de levar a vida”, afirma Mara, que esteve em Curitiba durante a Feira Mundo Gastronômico, realizada em agosto, para dar a palestra “Comendo com farinha”.

A paixão pela gastronomia chegou mais tarde na vida dela e foi arrebatadora. Já tinha feito curso superior de Turismo, mas trabalhava em uma instituição financeira. Não estava feliz. Resolveu, então, abrir um restaurante com a mãe, dona Dega – grande inspiradora e incentivadora. Sem preparo e técnica de cozinha, abriu as portas do Roça Nova, em Perdizes. “Não era uma analogia à Bossa Nova. Tinha a ver com nossa ligação com os ingredientes. Roça nova era onde se fazia a derrubada da mata nativa, e onde nasciam produtos com ótima qualidade. Costumo dizer que minhas primeiras aulas de gastronomia foram no campo.”

Mara nasceu em uma fazenda, em Penápolis (SP). Na época da colheita, a família contratava colonos que vinham de todos os cantos do país. “Eu, menina, adorava passar meu tempo com eles, que tinham outras culturas. Era diferente do meu mundinho. Acho que meu primeiro desejo foi conhecer o Brasil. E essa foi a forma de expressar minha vontade”.

O Roça Nova, que valorizava a comida brasileira, foi sucesso de público e um fracasso financeiro. “Não tínhamos conhecimentos de administração, mas a comida era muito boa. Quando decidimos fechá-lo, fomos convidadas a montar um restaurante dentro de um flat no [bairro] Jardins. E foi ali que, há 24 anos, nasceu Tordesilhas e onde fizemos um trabalho de afirmação da cozinha tradicional brasileira.”

A descoberta dos ingredientes brasileiros e o conhecimento dos pratos tradicionais a levaram a fazer pratos com essa inspiração. “A comida tradicional, às vezes, é feita de maneira caseira. E, muitas vezes, ela perde a graça. Por isso, precisamos ter expertise e técnica para deixá-la tão saborosa quanto àquela que comemos na casa da avó. Sempre quis fazê-la de uma forma mais trabalhada e é isso que faz do Tordesilhas um restaurante consolidado”, afirma.

O Tordesilhas hoje está em novo endereço, com clássicos regionais aprimorados, novos pratos criados a partir dos melhores ingredientes disponíveis no país e com uma cara ainda mais brasileira.

Serviço: Tordesilhas. Al. Tietê, 489, Jardins (SP) – (11) 3107-7444.

Enviado por Nádia Schiavinatto, 04/10/13 8:32:10 PM

Alta gastronomia ao preço de até R$ 30 cada prato. Onde? Na Fiep, durante o Festival Gastronômico Internacional da VI Art & Craf, que começa nesta sexta-feira (4) e vai até 13 de outubro. Ali será possível degustar pratos da Espanha, França, Tailândia, Itália e Marrocos.

Neste sábado (5), acontece o Festival Espanha com a famosa paella. No domingo (6), Festival Marrocos, com cuscuz marroquino.

Para o próximo fim de semana, no sábado (12) o prato Yan Talae (salada de frutos do mar sobre julliene de folhas da estação ao molho thai) será o destaque no Festival Tailândia. No domingo (13), será a vez do Festival França e Itália. O prato francês será o cassoulet, feito com feijão branco ou favas e carnes. Já a lasanha de ragu de camarão vai representar a Itália.

Além dos pratos típicos, será possível encontrar produtos como massas, chocolates, creps salgados e doces, minipizzas, doces, pratos preparados com carnes e lanches.

Vale a pena dar uma passada por lá para conferir as delícias gastronômicas, artesanatos e shows culturais.

Serviço: VI Art&Craft – Feira de Artesanato Internacional e Gourmet. Centro de Eventos Horácio Sabino Coimbra – Fiep – Na Avenida das Torres, 1341. De 4 a 13 de outubro. De segunda a sexta, das 14 às 21h e aos sábados e domingos, das 12 às 21h.

Enviado por Nádia Schiavinatto, 18/08/13 4:34:17 PM
O shimeji preto é uma das variedades disponíveis. É só borrifar água e esperar os cogumelos crescerem

O shimeji preto é uma das variedades disponíveis. É só borrifar água e esperar os cogumelos crescerem

Isso mesmo, que tal cultivar cogumelos comestíveis em casa? A novidade foi lançada durante a Feira Mundo Gastronômico, que ocorreu de 14 a 17, no Expo Renault Barigui, em Curitiba. Adorei a ideia e comprei as três variedades disponíveis: o shimeji-preto, o cogumelo-ostra marrom e o cogumelo salmão. As espécies oferecidas são todas nativas do Paraná.

A Cogubras, empresa criada por estudantes de pós-graduação e doutorado em Engenharia e Bioprocessos e Biotecnologia da UFPR, passou a comercializar um kit compacto e prático, chamado Cogoo, para o cultivo dos cogumelos até mesmo na sala, ou na cozinha de um apartamento pequeno. São pequenas caixas, com um miniborrifador e instruções bem simples. Basta seguir os passos indicados e, em alguns dias, já é possível colher os cogumelos fresquinhos. “São saborosos, bonitos e decoram o ambiente”, afirmam os sócios Francisco Vítola e Eduardo Sydney.

Por enquanto, a Cogubras está comercializando os kits apenas pela internet (http://cogubras.com.br/).Em um mês, a empresa já vendeu mais de 300 unidades. “Vamos lançar mais espécies em breve e também disponibilizar receitas no site para que as pessoas tenham boas opções de preparo”, promete Denyse Porto, que é chef de cuisine e mulher de Vítola.

Além de apresentar o novo produto na feira, Vítola ministrou a palestra “Cogumelos na gastronomia paranaense”, afirmando que a diversidade de cogumelos encontrados no Brasil ainda é pouco estudada. “De 8 mil espécies existentes na mata da Araucária, apenas 900 são estudadas e 23 delas são catalogadas como comestíveis. No entanto, apenas quatro delas (o shimeji, o paris, o portobello e o shiitake) são cultivadas em larga escala.

Não vejo a hora de meus cogumelos crescerem e poder salteá-los com manteiga!

Enviado por Nádia Schiavinatto, 13/08/13 5:06:20 PM
Lígia Karasawa, do Restaurante Clos de Tapas - SP

Lígia Karasawa, do Restaurante Clos de Tapas – SP

Amantes da gastronomia terão um evento bem interessante pela frente. Começa nesta quarta-feira, dia 14, a 2ª edição do Mundo Gastronômico, maior evento do setor de alimentação e gastronomia do Paraná. A feira, que é aberta a todos interessados pelo segmento, vai até o dia 17 de agosto no ExpoRenaultBarigui, em Curitiba.

Na quarta-feira, dia 14, a feira estará aberta apenas para profissionais da área e convidados. À tarde, haverá palestra sobre chocolateria artística e uma apresentação da Paraná Turismo sobre o projeto Gastronomia Paraná. À noite, palestra com empresários sobre o mercado de gastronomia. Participam os restaurateurs de Curitiba Gustavo Hass (Restaurantes Taco), Junior Durski (Restaurante Durski e rede Madero), Chico Urban (do grupo Victor) e Marcelo Fernandes (D.O.M., Kinoshita e Clos de Tapas, em São Paulo). Em seguida, no lounge do Bom Gourmet, coquetel de abertura do evento com o lançamento da proposta do livro “Marca do Paraná”, editado pela Gazeta do Povo.

Nos dias 15, 16 e 17, aulas, palestras e workshops com chefs renomados como Felipe Bronze (Oro – RJ), Mara Salles (Tordesilhas – SP), Felipe Rameh (Trindade – BH), Alberto Landgraf (Epice – SP), Lígia Karasawa (Clos de Tapas – SP),  Raphael Despirite (Marcel – SP), Celso Freire (Zea Mais – PR) e Manu Buffara (Manu – PR), entre outros.

O Bom Gourmet vai trazer ainda oficinas na Sala de Vinhos. Enólogos e sommeliers vão apresentar técnicas sensoriais de degustação com harmonizações preparadas pelos chefs Celso Freire e Sandro Duarte. As vagas são gratuitas e limitadas.

Felipe Bronze, do Restaurante Oro, do Rio de Janeiro

Felipe Bronze, do Restaurante Oro, do Rio de Janeiro

Confira a programação:

Quarta-feira — dia 14/05

Eventos fechados para profissionais do segmento.

Quinta-feira — dia 15/08

14h — Juliana Vosnika (Paraná Turismo) e Dario Paixão (coordenador do curso de Turismo e Gastronomia – UP)
Turismo e Gastronomia

15h — Gabriela Carvalho – Quintana Café & Restaurante e Fundação O Boticário
Gastronomia responsável: por onde começar?

16h — Rafa Costa e Silva (RJ)
O dia a dia de um restaurante estrelado. Experiência basca: cinco anos no restaurante Mugaritz

17h — Neide Rigo (SP)
Pesquisa com plantas alimentícias não convencionais na cozinha

18h — Raphael Despirite — restaurante Marcel (SP)
Cozinhando em lugares inusitados

19h — Marcelo Amaral — Restaurante Lagundri (PR)
Diversidade da Mata Atlântica — Cozinha Caiçara o encontro de culturas do Mar e da Mata

20h — Mesa Redonda: A cerveja no Paraná — da produção ao copo
Luís Celso, Carolina Oda, Daniel Wolf, Ronaldo Flor e Iron Mendes
Sexta-feira – dia 16/08

14h — Alberto Landgraf — restaurante Epice (SP)
Tradição x inovação: qual caminho seguir?

15h — Felipe Bronze — restaurante Oro (RJ)
Tradição e Modernidade: uma conversa possível

16h — Manu Buffara — restaurante Manu (PR)
Pesquisa de terroir: o mel das abelhas sem ferrão

17h — Francisco Vítola – UFPR
Cogumelos na gastronomia paranaense: história, panorama atual e perspectivas

18h — Giovani da Silva Ferreira — Editor de Agronegócios da Gazeta do Povo
Queima do alho – Culinária típica regional

19h — Lígia Karasawa — restaurante Clos de Tapas (SP)
Tapas brasileiras: o milho roxo indígena

20h — Celso Freire — restaurante Zea Mais (PR)
Ingredientes da sua aldeia
Sábado – dia 17/08

13h — Bibiana e Carolina Schneider – Cuore di Cacao (PR)
Do cacau ao chocolate: origens e tendências

14h — Mara Salles — restaurante Tordesilhas (SP)
Comendo com farinha

15h — Junior Durski — restaurante Durski e rede Madero (PR)
Clima de interior: nosso forte são as carnes

16h — Marcelo Fernandes — restaurantes Mercearia do Francês, Kinoshita, Clos de Tapas, Áttimo (SP)
A difícil tarefa de administrar restaurantes

17h — Felipe Rameh — restaurante Trindade (BH)
Minas: um olhar muito além da tradição

18h — Mesa redonda: a gastronomia no mundo
Josimar Melo e Luciana Bianchi

Sala de Vinho

As vagas são limitadas e gratuitas, mediante inscrição prévia

Quinta-feira – dia 15/08

17h — Sommelier André Porto
Técnicas de degustação – Análise sensorial e sabrage (degola do champagne)

20h — Enóloga Sonia Petri
Vinhos & Sopas de Inverno
Chef convidado: Sandro Duarte

Sexta-feira – dia 16/08

17h — Vitivinicultor Fernando Rausi
Gastronomia & Vinhos Regionais
Chef convidado Celso Freire. (Serão harmonizados pratos da cozinha paranaenses com vinhos produzidos no Paraná das vinícolas Dezem, Franco Italiano e Araucária)

20h — Enólogo Alcioni Dümes
Vinhos Chocolates & Foundues
Chef convidada: Andressa Schimidt

Sábado – dia 17/08

17h — Enóloga Sonia Petri
Vinho, Culinária e Saúde
Chef convidada: Iracema Bertocco. (Será abordada a enogastronomia com a cozinha funcional com alimentos funcionais, restrições alimentares, cozinha diet, light)

Serviço

Feira Mundo Gastronômico Curitiba. No ExpoRenaultBarigui (Rodovia do Café, km 0 — BR 277 — Parque Barigui — (41) 3317-3107. Abre no dia 14 somente para profissionais. Dias 15 e 16 das 16 às 22 horas; no dia 17 das 14 às 20 horas.

Ingressos para a feira: R$ 10 (pode ser comprado diretamente na bilheteria do pavilhão do evento).

Cozinha Show: R$ 200 para assistir a todas as aulas durante um dia; R$ 500 para ver todas as palestras nos três dias de evento. Quem comprar os pacotes não paga a entrada na feira. A venda é feita pelo Disk Ingressos — (41) 3315-0808.

Sala de Vinhos: inscrições gratuitas e limitadas, pelo telefone (41) 3324-6669.

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