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Luta Livre

Enviado por Fernando Rudnick, 17/07/16 4:18:03 PM

Nocauteado por Michael Page com uma joelhada voadora no Bellator 158, nesse sábado (16), em Londres, o brasileiro Evangelista Cyborg, 38 anos, sofreu uma séria lesão na cabeça e passará por cirurgia para tratar o traumatismo craniano.

A imagem (abaixo) é forte e a severidade do afundamento de testa é do mesmo nível de ‘acidente automobilístico’, afirmou o cutman que fez o primeiro atendimento no ringue. Joe Rogan, comentarista do UFC, chamou a lesão de ‘a pior da história do MMA’.

Ex-mulher do lutador, de quem herdou o apelido, a curitibana Cris Cyborg iniciou uma campanha virtual com o objetivo de arrecadar US$ 20 mil para cobrir seus gastos até ele ser liberado para voltar aos ringues. Os custos médicos são de responsabilidade do Bellator.

“Ele não fez cirurgia ainda e a preocupação é que o cérebro continue a inchar, causando mais dano”, explicou Cris em sua postagem no Instagram.

Ao site MMAFighting, Evangelista Cyborg afirmou que está sob observação e que será operado nos Estados Unidos, mas ainda não sabe quando poderá viajar.

Natural de Rondonópolis-MT, o veterano tem 21 vitória e 18 derrotas na carreira iniciada em 1997. Ele já lutou em eventos como no IVC, Pride, Jungle Fight e Strikeforce e defende a academia curitibana Chute Boxe.

#Repost @criscyborg with @repostapp ・・・ Fight fans Please say a prayer for me Ex husband Cyborg Santos. Many of you watched him fight on Spike TV this weekend when he suffered this injury while fighting in London. Cyborg is still in the hospital in the UK, and they are not sure when he will be able to fly again. He has not had surgery yet and their is worry the brain can continue to swell causing more damage. @bellatormma is suppose to be responsible for all medical procedures needed to fix this injury from the fight, however Cyborg is going to be unable to work for sometime and we will be putting together a #gofundme for Fight fans wishing To sponsor him And his Family at this dificulta time. Thank you God for your protecion, The dr said this very Easily could have been life threatening. Please show your support for the fighters and share! Fãs de luta façam uma prece para o meu ex marido Cyborg Santos ,muitos de vocês assistiram ontem a luta dele na Spike TV,onde ele sofreu este ferimento enquanto lutava em Londres ,ele ainda está no hospital e não tem certeza quando ele vai poder voar de volta pra casa, @bellatormma é responsável por todo procedimentos médicos que ele precisar para resolver este problema porém ele não vai poder trabalhar por um tempo e nós vamos arrecadar ajuda pra ele através do #gofundme para os fãs patrocinarem ele e sua família nesta hora difícil, Obrigada Deus por sua proteção!! O medico disse que ele corre risco de vida,mostrem seu apoio aos lutadores e compartilhem isto!!! #GodToGlory #figtherlife #teamcyborg #evangelistacyborgsantos

Uma foto publicada por Leo santos (@leosantosjj) em

Enviado por Fernando Rudnick, 17/07/16 11:30:44 AM

O inglês Michael ‘Venom’ Page inovou na comemoração no Bellator 158, nesse sábado (16), em Londres.

Primeiro, o inglês derrotou o veterano Evangelista Cyborg, formado pela academia curitibana Chute Boxe, com uma incrível joelhada voadora. Depois, foi direto para seu córner, e pegou os apetrechos para comemorar: um boné do Ash, protagonista do desenho Pokémon, e uma pokébola. “Capturei um Cyborg”, brincou, aproveitando-se da febre do jogo para celular Pokémon Go.

Page, de 29 anos, continua invicto na carreira, com 11 vitórias. O meio-médio (até 77 kg) tem sido comparado com Anderson Silva por causa de seu estilo pouco convencional, lutando quase sempre com a guarda baixa e capaz de aplicar golpes tão surpreendentes quanto suas comemorações.

Enviado por Fernando Rudnick, 15/07/16 8:25:04 PM
AFP

AFP

Depois do ex-campeão meio-pesado Jon Jones, pego no antidoping na semana passada, outra estrela do UFC também falhou no teste.

O americano Brock Lesnar, 39 anos, que teve um retorno triunfal ao octógono no UFC 200 após quase cinco anos de ausência, foi informado nesta sexta-feira (15) que violou o código da USADA, órgão independente que controla o programa antidoping do campeonato.

O teste positivo é de 28 de junho (fora de período de competição), mas foi recebido pela USASA somente na quinta (14).

Lesnar derrotou Mark Hunt por decisão unânime no maior evento da história da organização. Ele também recebeu a maior bolsa da história do evento: Us$ 2,5 milhões, cerca de R$ 8,2 milhões.

Enviado por Fernando Rudnick, 14/07/16 12:40:16 AM

 

O paranaense John Lineker brilhou no seu primeiro main event no UFC.

Com um nocaute devastador em 2min43s do primeiro round, derrotou o americano Michael McDonald, então número cinco do ranking dos galos (até 61 kg), nesta quarta-feira (13), em Sioux Falls, nos Estados Unidos.

Após a luta, o parnanguara desafiou o atual campeão da categoria. “Dominick Cruz, estou indo atrás de você”, gritou Lineker, em inglês.

“Estou muito feliz com a oportunidade de fazer essa luta principal. Vim aqui para dar meu melhor. Espero ter agradado e fazer mais main events e, se Deus quiser, o título”, emendou o lutador, que chegou à terceira vitória seguida na divisão.

Ao todo, brasileiro soma cinco triunfos consecutivos no campeonato, dois deles entre os pesos-mosca (até 57 kg), peso que foi obrigado a abandonar por problemas com a balança.

A mudança, contudo, só fez bem ao paranaense. Contra McDonald, ele imprimiu seu estilo, com uma luta franca deste o início. Lineker conseguiu encurtar a distância e soltou 55 golpes significativos no duelo, acertando 26. Em dois deles, conseguiu derrubar o americano, que não aguentou a pressão até o árbitro interromper o combate.

A atuação valeu também o prêmio de performance da noite, no valor de US$ 50 mil, cerca de R$ 165 mil.

 

CAN WE TALK ABOUT THAT MAIN EVENT?! Wow. #UFCSiouxFalls

 

Uma foto publicada por ufc (@ufc) em

Enviado por Fernando Rudnick, 11/07/16 8:26:14 PM

Maior evento da história do Ultimate Fighting Championship, o UFC 200 também teve os maiores salários. O americano Brock Lesnar recebeu US$ 2,5 milhões, cerca de R$ 8,25 milhões pela luta com Mark Hunt. O valor é o maior já pago pela companhia.

Vale lembrar que estes são os números oficiais, sem contar participação em bilheteria e venda de PPV, que significa grande parte do contrato de alguns atletas.

Quase nada perto dos US$ 4 bilhões pelos quais a organização foi vendida nesta segunda (11).

Veja abaixo os números:

Card Principal

Foto: AFP

AFP

Amanda Nunes (US$ 100 mil) x Miesha Tate (US$ 500 mil)

AFP

AFP

Brock Lesnar (US$ 2,5 milhões) x Mark Hunt (US$ 700 mil)

AFP

AFP

Daniel Cormier (US$ 500 mil) x Anderson Silva (US$ 600 mil)

AFP

AFP

José Aldo (US$ 500 mil, incluindo US$100 mil de bônus de vitória) x Frankie Edgar (US$ 190 mil)

AFP

AFP

Cain Velásquez (US$ 300 mil) x Travis Browne (US$ 120 mil)

Card preliminar
Julianna Peña (US$64 mil) x Cat Zingano (US$35 mil)

Kelvin Gastelum (US$83 mil) x Johny Hendricks (US$ 80 mil)*

T.J. Dillashaw (US$ 50 mil) x Raphael Assunção (US$42 mil)

Sage Northcutt (US$100 mil) x Enrique Marin (US$13 mil)

Joe Lauzon (US$108 mil) x Diego Sanchez (US$80 mil)

Gegard Mousasi (US$ 110 mil) x Thiago Santos (US$ 28 mil)

Jim Miller (US$118 mil) x Takanori Gomi (US$ 55 mil)

*Como não bateu o peso, 20% da bolsa de Hendricks foi para Gastelum

Enviado por Fernando Rudnick, 10/07/16 3:05:13 AM
Instagram/Reprodução

Instagram/Reprodução

Com uma atuação impecável, Amanda Nunes ofuscou todas as estrelas do UFC 200 nesse sábado (9), em Las Vegas.

O título interino de José Aldo no peso-pena (até 66 kg), o retorno do peso-pesado (até 120 kg) Brock Lesnar após quase cinco anos, e a ‘vitória pessoal’ de Anderson Silva, que encarou contra o campeão meio-pesado (até 93 kg) Daniel Cormier com dois dias de antecedência, ficaram em segundo plano após a baiana de 28 anos mudar o rumo da categoria galo feminino (até 61 kg) novamente.

A Leoa surpreendeu. Derrotou Miesha Tate por finalização no primeiro round do combate mais importante da noite, tornando-se a primeira brasileira campeã da organização.

“Essa noite queria dar um show para fechar a noite tão importante. Foi perfeito, como a gente planejou. Tudo o que treinei foi o que aconteceu na luta”, comemorou Amanda, que não deu chances para Tate, que em março havia batido Holly Holm, que por sua vez derrotou Ronda Rousey em novembro de 2015

Antes da aplicar o mata-leão da vitória, a brasileira aplicou um grande castigo na americana.

MARCAS DA CAMPEÃ @amanda_leoa #UFC200

Uma foto publicada por UFC (@ufc_brasil) em

Na outra luta de título da noite, José Aldo se beneficiou muito da nova regra da pesagem antecipada (às 10 horas da manhã na véspera da luta), apareceu no octógono mais forte do que nunca e não deu chances para o americano Frankie Edgar na disputa pelo cinturão interino — o irlandês Conor McGregor é o campeão linear dos penas.

“Frankie é um grande adversário, tem um wrestling muito bom, eu o respeito. Mas eu só tenho um objetivo: é vencer este m..[McGregor]. Ele não vai ter a mesma sorte que teve da outra vez”, discursou Aldo, que perdeu por nocaute em 13 segundos para seu desafeto em dezembro de 2015.  

 

O Spider, por sua vez, considerou sua entrada de última hora no UFC 200 como uma vitória pessoal. Aos 41 anos de idade, ele foi dominado por Cormier, que o derrubou nos três rounds, mas ganhou ainda mais respeito por ter aceitado o desafio sem uma sessão de treino sequer. Saiu aplaudido do octógono, enquanto seu adversário sofreu com vaias durante e depois do duelo.

“Encarei um desafio pessoal para colocar em prática tudo que eu desenvolvi nesses anos todos… Eu senti um pouco por estar sem treinar pesado, para luta mesmo. Para mim foi uma vitória. O Daniel é um campeão, vim aqui não para desrespeitá-lo, mas para me desafiar”, afirmou Anderson.

“Eu fiz o que tinha de fazer”, se explicou Cormier, que lembrou que seria ‘catastrófico’ caso o campeão perdesse para um rival sem preparação, e por isso evitou trocar golpes em pé com o brasileiro, a quem chamou de melhor de todos os tempos.  

Nas outras duas lutas do card principal, ambas entre pesos-pesados, o grande destaque ficou para a volta do astro do WWE (o telecatch americano) Brock Lesnar. Estratégico, ele bateu o perigoso Mark Hunt, dono de um dos socos mais potentes do UFC, por decisão.

Brock não entrava no ringue há quatro anos e sete meses. Foi forçado a parar por causa de diverticulite, mas, curado, retornou para tentar retomar a carreira. Ele é tão importante nos Estados Unidos que deu uma coletiva de imprensa exclusiva, antes do restante dos atletas.

“Brock Lesnar faz o que Brock Lesnar quer”, resumiu sobre seu futuro e possibilidade de voltar a lutar no UFC, já que tem contrato vigente com o WWE e foi liberado como exceção para o UFC 200.

Uma possível luta é contra Cain Velásquez, que nocauteou Travis Browne com facilidade na abertura do card principal, e já venceu o gigante no passado.

Card principal

Amanda Nunes venceu Miesha Tate via finalização – Round 1, 3:16

Brock Lesnar venceu Mark Hunt via decisão unânime (29-27, 29-27, 29-27)

Daniel Cormier venceu Anderson Silva via decisão unânime (30-26, 30-26, 30-26

José Aldo def. Frankie Edgar via decisão unânime (49-46, 49-46, 48-47)

Cain Velasquez derrotou Travis Browne via TKO – Round 1, 4:57

Card preliminar

Julianna Pena venceu Cat Zingano via decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28)

Kelvin Gastelum venceu Johny Hendricks via decisão unânime (29-28, 30-27, 30-27)

T.J. Dillashaw venceu Raphael Assuncao via decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27)

Sage Northcutt venceu Enrique Marin via decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28)

Joe Lauzon venceu Diego Sanchez via TKO – Round 1, 1:26

Gegard Mousasi venceu Thiago Marreta via nocaute – Round 1, 4:32

Jim Miller venceu Takanori Gomi via TKO – Round 1, 2:18

Enviado por Fernando Rudnick, 08/07/16 2:35:05 PM

Pela primeira vez em dez anos, Anderson Silva abriu como grande azarão nas casas de apostas para um combate no UFC. Segundo o site Fight Odds, quem apostar US$ 100 nele, leva US$ 400 com uma vitória sobre Daniel Cormier neste sábado (9), no UFC 200, em Las Vegas.

Para ganhar US$ 100 apostando no americano, por outro lado, é necessário colocar em jogo US$ 600 de acordo com as cotações iniciais.

Números que demonstram o tamanho da vantagem que o campeão meio-pesado (até 93 kg) tem sobre o ex-campeão dos médios (até 84 kg). O próprio Spider sabe disso.

“Estou aqui para me testar, não preciso provar nada para ninguém”, afirmou o lutador após ser confirmado no evento.

“Não quero que o Cormier ache que estou o menosprezando. Acredito que posso fazer uma boa luta com ele, mesmo há tanto tempo sem treinar e vindo de cirurgia”, emendou.

Mas, como o brasileiro fala, luta é luta. Veja alguns fatores que podem ser cruciais para o resultado.

Onde Anderson pode perder a luta?

Quedas

Defender-se das quedas de Cormier será crucial para o Spider. O adversário é um wrestler de nível olímpico, como ele nunca enfrentou. Se o brasileiro já sofreu horrores na primeira vez que enfrentou Chael Sonnen (mas venceu com uma finalização salvadora), imagine o que pode acontecer desta vez…

Queixo

Chris Weidman mostrou, em 2013, que Anderson Silva pode, sim, ser nocauteado. Teoricamente, por ser de uma categoria mais pesada, Cormier bate mais forte do que Weidman. Então, toda a atenção é pouca. Ainda mais que a guarda baixa utilizada por Anderson abre mais brechas para o rival.

Diferença física

Anderson Silva tem 41 anos de idade. Daniel Cormier tem 37. São quatro anos de diferença, algo que, em condições normais, não seria um problema. Mas o brasileiro não passou por uma preparação para a luta, enquanto o americano fez um camp para encarar ninguém menos que Jon Jones. Outro ponto: Cormier é costumava lutar entre os pesos-pesados e é muito maior que Anderson, um peso-médio natural.

Cirurgia

Apenas sete semanas, atrás Anderson estava em uma sala de cirurgia por causa de uma inflamação na vesícula biliar. O problema o levou a cancelar sua participação no UFC Curitiba, quando lutaria com Uriah Hall. Como seu corpo irá reagir a uma luta em tão pouco tempo, principalmente a golpes na linha de cintura?

Onde Anderson pode ganhar a luta?

Sem pressão

Ao se oferecer para lutar com apenas dois dias de antecedência, o paulista radicado no Paraná tira qualquer tipo de pressão dos ombros. Ele deve entrar relaxado no octógono, e aí se torna muito mais perigoso. Ainda mais em uma luta curta, de apenas três rounds.

Relembrar o passado

Anderson está invicto lutando nos meios-pesados. Foram três vitórias, contra James Irvin (2008), Forrest Griffin (2009) e Stepan Bonnar (2012). O nocaute sobre Griffin, inclusive, entrou para a lista de um dos mais impressionantes da carreira do brasileiro. Eram outros tempos, claro, mas a divisão não é novidade para ele.

Velocidade e envergadura

A esquiva sempre foi uma das armas do Spider. Teoricamente, ele estará bem mais rápido do que seu adversário, fator que pode ser importante. Se conseguir evitar a aproximação do americano e for efetivo em manter a distância (defensivamente e ofensivamente), aí está o caminho para surpreender.

Capacidade de superação

“Já passei por tudo que um lutador poderia passar dentro do UFC”. A frase de Anderson é verdade, e sua capacidade de superar os desafios, mesmo aos 41 anos de idade, é grande. Para quem tem a maior sequência de defesas de cinturão da organização (10), já quebrou a perna lutando e enfrentou um doping recentemente, essa luta de última é mais um desafio.

Enviado por Fernando Rudnick, 08/07/16 1:12:21 AM

Bastou um round para o americano Eddie Alvarez tomar o último cinturão brasileiro no UFC.

O ex-campeão do Bellator venceu Rafael dos Anjos por nocaute técnico nesta quinta-feira (7), em Las Vegas, no primeiro dos três eventos em comemoração ao UFC 200.

A luta apenas durou 3min49s em um round eletrizante. Treinado por Rafael Cordeiro, melhor treinador do mundo, RDA foi à caça de Alvarez desde o início, aplicando muita pressão. Porém, se descuidou, tomou um cruzado de direita que o colocou no ‘piloto automático’.

E aí o americano teve calma para golpear e deixar o brasileiro nocauteado em pé antes de o árbitro Herb Dean interromper a luta.    Brasileiro começou bem, mas levou um cruzado que o desestabilizou e foi nocauteado

O Brasil tem três chances para voltar a figurar no hall de campeões nos próximos dois dias. Nesta sexta (8), a peso-palha Claudia Gadelha enfrenta a campeã polonesa Joanna Jedrzejczyk na luta principal do The Ultimate Fighter Finale.

No UFC 200, José Aldo e o americano Frankie Edgar duelam pelo título interino dos penas – o campeão linear é o irlandês Conor McGregor, que lutará a revanche contra Nate Diaz em 20 de agosto.

Para fechar, agora na luta principal do UFC 200, Amanda Nunes tem a difícil tarefa de bater a campeã dos galos Miesha Tate.

Anderson Silva, que substitui Jon Jones contra Daniel Cormier, não irá disputar o título dos meio-pesados e fará um duelo de três rounds.

Enviado por Fernando Rudnick, 07/07/16 7:26:19 PM

Cormier vs Silva!!! #UFC200

Um vídeo publicado por Dana White (@danawhiteufc) em

Anderson Silva vai substituir Jon Jones no UFC 200, neste sábado (9), em Las Vegas.

O lutador de 41 anos vai enfrentar o americano Daniel Cormier, 37, mas o duelo não valerá o cinturão dos meio-pesados (até 93 kg) e também não será disputado em cinco rounds – o embate será de três assaltos. A informação foi divulgada em primeira mão pelo Combate.com.

No Instagram, Spider deu a entender que está a caminho de Vegas. “Vale a pena ser um vencedor? Talvez sim, talvez não. Obviamente tudo tem um prazo de validade. A melhoria exige autconsciência quando acelerar seus esforços e quando simplesmente estacioná-los. Mas aqui no Muay Thai College [academia do paulista radicado no Paraná] treinamos até que seja impossível dar errado. E nunca estacionamos, pois a vida é como água, se ficar parada apodrece. Fica a dica. Vegas aí vamos nós”, postou o ex-campeão dos médios (até 84 kg).

Na última vez que entrou no octógono, em fevereiro, Anderson perdeu por decisão unânime para o inglês Michael Bisping, hoje campeão dos médios. Em maio, o Spider tinha luta marcada para Curitiba, no UFC 198, na Arena da Baixada, mas precisou operar a vesícula após uma crise e o combate contra o jamaicano Uriah Hall foi cancelado.

Cormier, que detém o título meio-pesado desde que Jones perdeu o cinturão por causa de problemas com a Justiça americana, tem 17 vitórias e apenas uma derrota na carreira. O revés foi justamente para Jones, em 2015.

Enviado por Fernando Rudnick, 07/07/16 2:37:13 PM
Foto: Inovafoto

Foto: Inovafoto

Há um lado bom no doping do americano Jon Jones, ex-campeão meio-pesado (até 93 kg) do UFC.

A retirada do lutador do combate principal do UFC 200, o mais importante da história da organização, apenas três dias antes do evento, prova que a mudança no controle antidoping do campeonato é real. E não poupa ninguém.

Nem mesmo o próprio Ultimate.

Dana White e os irmãos Fertitta vão deixar de faturar milhões de dólares com a ausência de Jones, sem dúvida. Mas começam a ganhar credibilidade após anos de práticas nebulosas na condução do programa contra trapaceiros dentro do maior torneio mundial de MMA.

A revolução começou em julho de 2015, quando entrou em vigor o acordo para a Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA) gerir, com independência, com programa de performance e saúde dos atletas.

O caso de Anderson Silva, flagrado com traços de esteroides anabolizantes no sangue em janeiro do ano passado, foi o estopim para a mudança. Se fosse hoje, certamente ele não teria entrado no octógono contra Nick Diaz, que adivinhe, também caiu no doping na ocasião (maconha).

Logo de cara, as penas dobraram. Lutadores pegos com PEDs (drogas de aumento de performance) – provavelmente o caso de Jones, já que drogas ‘recreativas’, como maconha e cocaína, não são testadas fora do período de competição (o exame positivo foi em 16/6) – terão penas iniciais de dois anos, que podem subir para quatro em caso de alguns agravantes.

Na reincidência, a punição também é dobrada.

Além da rigidez na punição, o controle também aumentou. Neste primeiro ano sob tutela da USADA, os lutadores foram testados 1.320 vezes, dentro e fora de competição. A meta é chegar a 2.750 exames anuais. Testes nada baratos, pagos pelo próprio UFC.

Conor McGregor, Holly Holm (13), Rafael dos Anjos, Vitor Belfort, José Aldo (12) e Anderson Silva (11) foram os atletas mais testados.

É claro que Jones ainda tem o direito à contraprova e não pode ser considerado culpado até o resultado ser divulgado. Em coletiva de imprensa nesta quinta (7), ele chorou diversas vezes, pediu desculpas aos fãs e ao adversário Daniel Cormier, mas negou a utilização de PEDs. Disse que não trapaceia.

De qualquer forma, é mais uma polêmica para o ex-campeão, que já foi pego por cocaína, em 2014 (e foi somente multado) e também foi preso por causar acidente de trânsito e fugir da cena. Um lutador impecável, para mim o melhor de todos os tempos, mas que se sabota no caminho para ser realmente grande.

Há males que vem para bem. E agora é hora de Jones e do UFC enfrentarem a situação.

***

“Existe a chance de que alguns lutadores de alto nível, ou de que qualquer outro lutador, sejam pegos. Lutas importantes podem ser canceladas por causa disso, mas estamos preparados para lidar com isso”.

Lorenzo Fertitta, um dos donos do UFC, em junho de 2015, após a assinatura de contrato com a USADA.

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