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Luta Livre

Enviado por Fernando Rudnick, 06/01/17 2:45:30 PM

O paranaense Maurício Shogun Rua já tem data para voltar ao octógono do UFC. O lutador de 35 anos foi confirmado no UFC Fortaleza, no dia 11 de março, contra o americano Gian Villante.

O meio-pesado (até 93 kg) vem de duas vitórias consecutivas na categoria, ambas lutando no Brasil. Em agosto de 2015, ele derrotou Minotouro Nogueira por decisão unânime. Em maio no ano passado, Shogun lutou em casa, em Curitiba, bateu o americano Corey Anderson por decisão dividida.

Villante é o sétimo colocado no ranking da divisão e principal sparring de Chris Weidman, ex-campeão dos médios (até 84 kg).

O UFC Fortaleza, um dos três eventos programados para o país em 2017, terá Victor Belfort contra Kelvin Gastelum como luta principal. Outra luta confirmada é entre Edson Barboza e Beneil Dariush.

Enviado por Fernando Rudnick, 03/01/17 7:46:55 PM

UFC 207: Nunes v Rousey

Ronda Rousey não era mais campeã do UFC quando tentou tirar o cinturão de Amanda Nunes, mas ganhou 15 vezes mais do que a adversária, responsável pela derrota mais dura de sua carreira.

A americana foi nocauteada em 48 segundos na madrugada do último sábado (31), em Las Vegas. Pelo tempo que ficou no octógono, levou para casa US$ 3 milhões, cerca de R$ 10 milhões. A Leoa, por outro lado, ficou com US$ 200 mil, ou seja, aproximadamente R$ 660 mil.

Os valor foram divulgados pela Comissão Atlética de Nevada nesta terça (3) e não levam em consideração extras, como bônus de pay-per-view, que alguns atletas recebem em lutas importantes.

O montante recebido por Ronda iguala a quantia que o irlandês Conor McGregor levou no UFC 205.

Veja quanto cada lutador recebeu no UFC 207

Amanda Nunes (US$100,000 + US$100,000 = US$200,000) derrotou Ronda Rousey (US$3,000,000)

Cody Garbrandt (US$200,000) derrotou Dominick Cruz (US$350,000)

T.J. Dillashaw (US$100,000 + US$100,000 = US$200,000) derrotou John Lineker (US$43,000)

Dong Hyun Kim (US$67,000 + US$67,000 = US$134,000) derrotou Tarec Saffiedine (US$40,000)

Ray Borg (US$12,600 + US$18,000 = US$30,600) derrotou Louis Smolka (US$37,400)

Neil Magny (US$67,000 + US$47,000 = US$114,000) derrotou Johny Hendricks (US$80,000)

Antonio Carlos Junior (US$21,000 + US$21,000 = US$42,000) derrotou Marvin Vettori (US$12,000)

Alex Garcia (US$18,000 + US$18,000 = US$36,000) derrotou Mike Pyle (US$55,000)

Niko Price (US$12,000 + US$12,000 = US$24,000) derrotou Brandon Thatch (US$22,000)

Tim Means (US$35,000) vs. Alex Oliveira (US$28,000) (Luta sem resultado)

Enviado por Fernando Rudnick, 01/01/17 11:41:12 AM
Foto: AFP

Foto: AFP

Ronda Rousey pode ter perdido em 48 segundos para Amanda Nunes na madrugada do último sábado (31), mas ela não passou tanta vergonha como eu.

Publiquei no blog após a luta que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, havia provocado a atleta de 29 anos no Twitter pelo nocaute que possivelmente levará sua aposentadoria. Mas por ironia do destino, quem havia ironizado Rousey foi um perfil abertamente fake do político falastrão.

Me enganei e só posso pedir desculpas. Deveria ter feito antes, inclusive. O erro foi percebido quase que de imediato. Deletei o post, mas, de novo, por alguma ironia ou lição a ser aprendida, a notícia errônea permaneceu viva no cache do Google.

Inclusive, por falta de aviso da minha parte (por achar que o post havia sido deletado), foi parar na capa do site da Gazeta do Povo por um tempo.

Novamente, reitero minhas desculpas a quem leu a notícia. Falhei em algo bastante simples, que era checar a veracidade do perfil. Já de madrugada, ao ver mais de mil retweets nos comentários, embarquei.

O perfil correto é @realDonaldTrump. O falso é @realDonaldTrunp. Um N de diferença.

Trump e Ronda já tiveram uma rixa pública no passado e isso bastou para eu cair na armadilha.

Não foi meu primeiro erro, nem será o último. É assim que se aprende da forma mais dura. Talvez a mais eficaz. Pretendo continuar acertando mais do que errando para resgatar a credibilidade que perdi em pouco mais de 48 segundos.

Fernando Rudnick

Enviado por Fernando Rudnick, 31/12/16 3:54:19 AM
Foto: APF

Foto: APF

48 segundos. Amanda Nunes precisou de 48 segundos para acabar com a lenda de Ronda Rousey no UFC.

A ex-campeã foi nocauteada em pé pela baiana de Pojuca na madrugada desse domingo (31), em Las Vegas, e deve se aposentar após a segunda surra seguida no octógono.

A americana voltava a lutar pouco mais de um ano após perder sua invencibilidade ao ser nocauteada por Holly Holm no UFC 193. A judoca, que chegou a pensar em suicídio por não saber lidar com o resultado, deve dedicar-se totalmente à carreira de atriz.

Amanda, a Leoa, furou a guarda de Rousey com facilidade. O resultado foi imediato. A americana sentiu os socos e ficou com o rosto avermelhado. Ao continuar recebendo os ataques, ela só não desmoronou porque o árbitro Herb Dean interrompeu o combate.

O rugido foi forte.

“Esqueçam a Ronda Rousey. Ela vai fazer filmes agora e se aposentar”, bradava Amanda após a luta, claramente irritada com a maneira que o duelo foi promovido pelo UFC. Ronda comandou toda a publicidade do campeonato, que ao mesmo tempo liberou a americana de participar das atividades obrigatórias de mídia na semana da luta.

“Ela fez muito pelo esporte. Ela era a campeã, mas agora eu sou a campeã. E estou aqui para ficar”, completou a baiana, de 28 anos.

Outra diferença de tratamento entre as atletas ficou clara na bolsa para a luta. Ronda recebeu US$ 3 milhões para lutar. A brasileira não ficou nem com um terço desse valor.

Dessa vez. Agora todo mundo conhece a Leoa.

Foto: AFP

Foto: AFP

Enviado por Fernando Rudnick, 31/12/16 2:41:24 AM
Foto: AFP

Foto: AFP

O paranaense John Lineker não resistiu ao wrestling do americano TJ Dillashaw.

O lutador de Paranaguá, que estava a uma vitória de ser o novo desafiante dos galos (até 61 kg), perdeu por decisão unânime no UFC 207, na madrugada desse domingo (31), em Las Vegas (EUA).

Conhecido por sua agressividade, Lineker pouco mostrou seu jogo. Muito preocupado com o adversário, optou por não persegui-lo no octógono. Mesmo assim, não conseguiu evitar as quedas e foi derrubado diversas vezes nos três rounds.

Por baixo, foi muito castigado, mas não a ponto de ser nocautado. O Mão de Pedra, aliás, nunca beijou a lona na carreira.

A velocidade e o condicionamento físico do americano também fizeram diferença para a terceira derrota do brasileiro no UFC. Ele vinha de seis vitórias consecutivas e tinha dez triunfos no campeonato desde 2012.

Na apimentada luta entre Dominick Cruz e Cody Garbrandt, a categoria conheceu novo campeão. Cruz, que só tinha um revés na carreira, para Urijah Faber, em 2007, foi dominado pelo desafiante e desafeto.

Dono de mãos pesadas e de um boxe de alto nível, Garbrandt aplicou vários knockdowns e inclusive zombou na cara do adversário antes de conquistar uma tranquila vitória por decisão unânime.

Foto: AFP

Foto: AFP

Enviado por Fernando Rudnick, 28/12/16 5:19:19 PM
Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

2016 ainda não acabou para o UFC, mas já dá para fazer uma retrospectiva do ano mais importante da história do maior campeonato de MMA do mundo.

Teve venda bilionária, Conor McGregor fazendo história, a tão aguardada estreia em Nova York… e também em Curitiba, na Arena da Baixada lotada, por que não?

O último evento da temporada, o 40.º, acontece nesta sexta-feira (30), em Las Vegas, com direito ao retorno de Ronda Rousey ao octógono.

JANEIRO

– Em uma luta épica, Robbie Lawler derrotou Carlos Condit por decisão dividida e manteve o título dos meio-médios.

– Campeão que havia perdido o cinturão por causa de seguidas lesões, Dominick Cruz teve a chance de disputar o título novamente. Não desperdiçou. Bateu TJ Dillashaw por decisão dividida.

FEVEREIRO

Anderson Silva voltou a lutar após um ano suspenso por doping. Ele enfrentou o inglês Michael Bisping em Londres, achou que havia nocauteado no terceiro round, mas a luta na havia parado. No final, o brasileiro perdeu por decisão unânime e se irritou com o resultado.

MARÇO

– No UFC 196, dois momentos históricos. Holly Holm, que havia tirado o cinturão peso-galo de Ronda Rousey, foi finalizada por Miesha Tate no quinto round. O reinado de Tate, porém, não duraria muito.

– Também com um mata-leão, Nate Diaz foi o responsável pela primeira derrota de Conor McGregor no UFC. O duelo, que aconteceu na categoria meio-média, terminou com o irlandês pedindo dando três tapinhas diante do polêmico americano, que teve só 12 dias de preparação. Foi o início de uma grande rivalidade.

ABRIL

- Jon Jones finalmente voltou ao ringue após uma série de problemas com a Justiça. Ele deveria lutar contra Daniel Cormier, que se machucou, então encarou Ovince St. Preux por um título interino. Venceu por decisão unânime.

– No mesmo card (UFC 197), Demetrious Johnson nocauteou Henry Cejudo e seguiu imbatível entre os moscas.

MAIO

– O UFC 198 agitou Curitiba. Com cerca de 45 mil pessoas lotando o estádio, o evento foi um grande sucesso. A maior parte dos ingressos se esgotou em poucos dias.

– Além da derrota de Fabrício Werdum para Stipe Miocic (nocaute no primeiro round), que custou o título dos pesados ao gaúcho, outro combate marcou o evento.

– Após anos de insistência, a curitibana Cris Cyborg estreou no UFC vencendo a amaricana Leslie Smith em 1min21s. A atleta formada na Chute Boxe foi ovacionada pelo público.

JUNHO

– No UFC 199, outro campeão perdeu a coroa. O peso-médio Luke Rockhold era muito favorito diante de Michael Bisping, mas foi nocauteado no primeiro round. Uma das maiores zebras do ano.

– No mesmo evento, Dominick Cruz encarou seu maior rival, Urijah Faber, único a derrotá-lo na carreira. Domínio total do campeão, provando que deixou as lesões para trás.

JULHO

– O mês de julho foi intenso. Dentro e fora do ringue. No dia 11, o UFC anunciou oficialmente que foi vendido para o grupo de entretenimento americano (com investimento chinês) WME-IMG. O valor gira em torno de US$ 4 bilhões, maior transação da história do esporte.

– Pouco antes, três eventos realizados em três dias, com muitas surpresas. O brasileiro Rafael dos Anjos foi nocauteado por Eddie Alvarez no primeiro round e perdeu o título dos leves.

– No dia seguinte, a polonesa Joanna Jędrzejczyk derrotou a brasileira Cláudia Gadelha por decisão unânime e continuou mandando na categoria palha.

– Por último, o histórico UFC 200. No papel, 12 lutas de alto nível. Nem todas agradaram, porém. Os destaques foram os seguintes:

- José Aldo voltou a lutar após perder o cinturão para Conor McGregor. Derrotou Frankie Edgar por decisão unânime, recebeu um cinturão interino, mas meses depois do combate chegou a anunciar a aposentadoria depois de ter a revanche contra o irlandês recusada.

– Depois de sair do card de Curitiba por causa de um problema de saúde, Anderson Silva apareceu para salvar a o UFC 200. Ele substituiu Jon Jones (que caiu no doping) em apenas dois dias de antecedência. Enfrentou o campeão meio-pesado Daniel Cormier, mas foi dominado sem dificuldade.

Brock Lesnar, ex-campeão peso-pesado e astro do pro-wrestling americano (telecatch), reapareceu para derrotar o neo-zelandês Mark Hunt e receber o maior salário do evento: US$ 2,5 milhões. Não demorou, contudo, para o lutador cair no doping e o resultado ser mudado para um No Contest (sem resultado).

Amanda Nunes, a Leoa, não deu chances a Miesha Tate e tomou para si o cinturão peso-galo. A baiana foi a primeira brasileira a ser declarada campeã do UFC. Ela fechará o ano fazendo a luta de seus sonhos contra Ronda Rousey.

– Julho não acabou antes de outro campeão perder o trono. Tyron Woodley surpreendeu e nocauteou Robbie Lawler no primeiro round no dia 30.

AGOSTO

– No mês da Rio-2016, o UFC foi econômico em eventos. Foram apenas três, mas só um com grande relevância.

– No UFC 202, Conor McGregor exerceu sua força nos bastidores e conseguiu a revanche com Nate Diaz, pelos meio-médios. E desta vez o irlandês ganhou. Luta acirrada, mas triunfo por decisão unânime (48-47). O duelo foi recorde de pay-per-views, com 1,65 milhões de compras.

SETEMBRO

Stipe Miocic defendeu com sucesso o cinturão dos pesados em sua casa, Cleveland. O adversário foi o holandês Alistair Overeem, que acabou nocauteado logo no assalto número um.

– O evento também marcou a estreia de CM Punk, estrela do telecatch, no MMA. Punk teve pouco mais de um ano de preparação, adiou o debute várias vezes por causa de lesões, mas não adiantou. Sem experiência, foi presa fácil para Mickey Gall, que tinha apenas duas lutas profissionais.

– No dia 24, em Brasília, Cris Cyborg estrelou o penúltimo evento no Brasil no ano. No segundo round, nocauteou Lina Lansberg.

OUTUBRO

– O parnanguara John Lineker estrelou um card do UFC pela segunda vez. Contra o experiente americano John Dodson, uma vitória por decisão dividida colocou o lutador perto de uma disputa de título dos galos.

-Na Inglaterra, no UFC 204, Michael Bisping defendeu o cinturão contra o veterano Dan Henderson. Ficou muito perto de ser nocauteado, exatamente como aconteceu no UFC 100, mas se recuperou e levou a decisão unânime. O combate marcou a despedida de Hendo como uma lenda do MMA.

– No mesmo card, Vitor Belfort tomou a segunda surra seguida. Ele já havia perdido para Ronaldo Jacaré em Curitiba de forma incontestável e foi novamente nocauteado. O responsável foi o holandês Gegard Mousasi.

NOVEMBRO

– No México, Rafael dos Anjos continuou em queda. Perdeu para Tony Ferguson por decisão unânime e viu passar na sua frente no ranking dos leves e também no chamariz para grandes lutas.

– A estreia do UFC em Nova York teve o melhor card do ano, com direito a dezenas de celebridades ao lado do octógono.

Miesha Tate perdeu para Rachel Pennington e anunciou sua aposentadoria.

– O cubano Yoel Romero aplicou uma sonora surra em Chris Weidman (o cara que ganhou de Anderson Silva) e deve enfrentar Bisping em breve. A guerra de palavras entre os dois começou ainda no ringue.

– A polonesa Joanna Jędrzejczyk continuou dominante e venceu a compatriota Karolina Kowalkiewicz sem percalços.

– O mais emblemático dos sete empates no UFC em 2016. Tyron Woodley e Stephen Thompson, que disputavam o cinturão meio-médio, fizeram uma luta alucinante. Thompson, o desafiante, mostrou muito coração e terminou o duelo caminhando para frente. O título segue com Woodley, mas o tira-teima vai acontecer em 2017.

Conor McGregor se tornou o primeiro lutador a ser campeão simultâneo de duas categorias. O irlandês acabou facilmente com Eddie Alvarez, tomou o cinturão dos leves e não conteve a alegria. O lutador, no entanto, vai parar por dez meses porque descobriu que será pai. Semanas depois, o UFC confirmou que retirou o título dos penas das mãos de Conor, que havia avisado que teria de ficar em uma só divisão.

– No dia 19, São Paulo recebeu o último evento no Brasil. Na luta principal, Ryan Bader atropelou Minotouro Nogueira e venceu no terceiro round.

DEZEMBRO

Demetrious Johnson igualou o recorde de Anderson Silva ao bater Tim Elliot em Las Vegas. São nove defesas seguidas de cinturão para o Mighty Mouse, que certamente vai superar a marca no ano que vem.

– O americano Cub Swanson e o coreano Doo Hoi Choi fizeram um combate épico no UFC 206, candidato a luta do ano. Decisão unânime para Swanson. Na luta principal do mesmo evento, Max Holloway pavimentou seu caminho para a disputa de cinturão dos penas ao bater Anthony Pettis por nocaute técnico.

Paige Vanzant, lutadora queridinha do UFC e que passou grande parte de 2016 focada no programa Dancing With The Stars, versão americana da Dança dos Famosos, perdeu para Michelle Waterson em apenas 1min21s no UFC on Fox 22.

– Na mesma edição, o veterano Urijah Faber fez sua última luta. Derrotou Brad Pickett por decisão unânime e se aposentou aos 37 anos.

Enviado por Fernando Rudnick, 18/11/16 5:40:53 PM
Foto: Reprodução/Youtube

Foto: Reprodução/Youtube

A americana Samantha Diaz inovou para bater o peso antes de sua estreia como lutadora de MMA no Invicta 20.

A atleta de 23 anos precisava pesar no máximo 116 libras (52,6 kg) para a luta contra Miranda Maverick. Porém, teve problemas no corte e só conseguiu chegar a 116,2 libras (52,7 kg), mesmo sem roupa.

A lutadora, porém, não desistiu de perder as 100 gramas restantes. Ela contou com a ajuda da fotógrafa do evento, que não teve dó e cortou seu cabelo.

“Eu amo meu cabelo. Demorei anos para crescer”, lamentou a americana, para depois completar. “Pode continuar cortando. Preciso que isso funcione”.

Após a paradinha no salão improvisado, Samantha ficou com 52,5 kg. E o esforço valeu a pena.

Sua adversária também teve problemas com a balança e pesou 53,7 kg. Assim, como ficou dentro do limite, Samantha também levou 20% da bolsa da rival.

Veja o vídeo do MMA Fighting:

Enviado por Fernando Rudnick, 13/11/16 7:06:21 AM

Conor McGregor sabe exatamente o quanto representa para o UFC, ainda mais após fazer história ao conquistar dois cinturões no UFC 205, em Nova York.

Por isso, antes de discutir quando voltará ao octógono, o irlandês quer ser chamado para discutir sua entrada, como sócio, na companhia que recentemente foi adquirida pelo grupo de entretenimento WME-IMG por cerca de US$ 4 bilhões.

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Apenas um brasileiro comemorou no UFC 205

E ele não parece estar blefando. Suas cartas são boas.

“Tenho consciência do meu valor. Quero o meu agora. Vou atrás do meu se vocês me querem de volta”, falou o lutador de 28 anos, na coletiva de imprensa do maior evento da história do UFC, segundo o próprio presidente Dana White.

“Quero equivalência. Quer uma parte da companhia. Conan O’Brien [comediante e apresentador americano] é dono de um pedaço da companhia, então onde está minha parte?”, indagou o campeão dos penas (até 66 kg) e dos leves (até 70 kg), que anunciou que será pai pela primeira vez em maio.

“Tenho milhões de barreiras antes da minha próxima luta. Quem quer que seja o dono agora que venha falar comigo”, completou.

McGregor estreou no UFC em abril de 2013 e desde então fez uma escalada rápida até se tornar o maior salário do campeonato.

O evento estrelado por ele no Madison Square Garden, por exemplo, bateu o recorde de bilheteria do UFC e também da arena mais famosa do mundo, com pouco mais de US$ 17 milhões de arrecadação.

White também confirmou que o UFC 205 obteve o recorde de vendas de pacotes pay-per-view do campeonato, mas não anunciou o número total.

Enviado por Fernando Rudnick, 13/11/16 4:31:33 AM
Foto: Michael Reaves/Getty Images /AFP

Foto: Michael Reaves/Getty Images /AFP

Conor McGregor conseguiu. Após atropelar Eddie Alvarez na madrugada deste domingo (13), na estreia do UFC em Nova York, o irlandês se tornou o primeiro dono de dois cinturões na história do campeonato.

A força de McGregor é legítima, dentro e fora do octógono.

Dentro, ele não deu chance para o ex-campeão dos leves (até 70 kg) e venceu por nocaute técnico no segundo round. Sua mão é pesada e precisa.

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Fora, ele é de longe a maior estrela do UFC na atualidade. Seu poder de marketing é tão grande quanto o que já mostrou no ringue. Tanto, que a arrastou milhares de irlandeses para torcer para ele no Madison Square Garden.

“Cadê meu segundo cinturão. Sovinas, US$ 4,2 bilhões [valor aproximado da venda do UFC] e não posso ter meu segundo cinturão”, bradou o Conor, assim que o microfone estava à disposição para a continuação de seu show.

“Eddie é um guerreiro, mas ele não deveria estar aqui comigo. Eles não estão no meu nível”, seguiu o atleta de 28 anos e agora 21 vitórias em 24 confrontos na carreira.

Nos penas (até 66 kg), divisão na qual destronou o brasileiro José Aldo, Conor tem sete vitórias consecutivas.

Porém, ele ainda não defendeu o título nenhuma vez. Em vez disso, fez duas money fights contra Nate Diaz na categoria meio-média (77 kg) — perdeu a primeira e ganhou a segunda.

Essa sequência o colocou em um patamar de negociação inédito com a direção do UFC. Conor sabe que é uma estrela, se comporta como uma, e faz exigências de astro. Exigências financeiras, claro, mas também dentro do octógono.

Ele quis disputar outro título, coisa que nunca havia sido permitida — Aldo até tentou e ouviu um não.

Agora, resta ver os próximos capítulos. Dana White, presidente do UFC, havia dito McGregor teria de escolher uma única divisão para competir. O irlandês respondeu que só um exército para tirar os cinturões dele.

Será que o UFC já começou o alistamento?

PS: A bilheteria do UFC 205 foi US$ 17,7 milhões, a maior da história do UFC e também do Madison Square Garden. Nos próximos dias a maior venda de PPV do campeonato também deve ser anunciado.

History #UFC205

Um vídeo publicado por ufc (@ufc) em

Enviado por Fernando Rudnick, 13/11/16 4:14:20 AM

UFC 205: Woodley v Thompson

A épica luta entre os americanos Tyron Woodley e Stephen Thompson, valendo o cinturão meio-médio (até 77 kg) do UFC, na madrugada desse domingo (13), em Nova York, terminou empatada.

Só que antes de confirmar o resultado para o Madison Square Garden lotado o locutor oficial do evento, Bruce Buffer, anunciou vitória de Woodley, atual campeão, por decisão divida. O erro gerou diversos memes nas redes sociais.

O problema foi o seguinte: dois jurados marcaram o duelo empatado por 47 a 47. O terceiro, no entanto, anotou 48 a 47 para Woodley, o que configura uma empate majoritário.

Veja a papeleta com os placares (foto do site MMAJunkie)

Buffer chegou a sair do octógono para checar a informação antes de divulgar o resultado errado, mas a correção só veio quando Woodley já havia comemorado o triunfo (que não nunca aconteceu). Ele mantém o título, mas com uma pitada generosa de decepção.

O combate, em si, foi muito equilibrado e o empate é de certa forma justo. O campeão esteve muito perto de nocautear — e depois de finalizar — no quarto assalto, mas Thompson resistiu de maneira impressionante. O prêmio de luta da noite não teve concorrentes.

A revanche é mais do que do que bem-vinda. Até lá, a zoação será constante.

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