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Enviado por InstitutoGRPCOM, 26/02/15 4:09:24 PM
(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)

(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)

Para alguns posts que escrevo ao blog gosto de trazer situações que acontecem na relação que tenho com meu filho. Acredito que, assim, posso contribuir de alguma forma, despertando ou fortalecendo o interesse dos pais e/ou professores para que também provoquem diálogos e estimulem a prática de ações por parte das crianças.

Meu filho, de quase 13 anos, é aluno do 8º ano do Ensino Fundamental. Ele estuda em uma instituição de ensino privada, o que não é motivo para ficar distante ou por fora do que acontece no âmbito da rede pública de ensino. Por isso, ao conversarmos sobre uma de suas tarefas de casa, a questão sobre a greve e as reinvindicações dos educadores e de todos os servidores do Paraná logo foi cogitada como um assunto importante a ser dito nesta demanda da escola. A lição era de Filosofia e uma das perguntas era: “qual é o papel do conhecimento em nossas vidas”?

Sua ideia foi citar situações que viveu na prática e que se transformaram em conhecimento no seu dia a dia. Temas como viagens, cenas de desigualdade social, diferentes paisagens geográficas vieram à tona. No entanto, um fato que o inquietava, e ainda o inquieta, é a greve dos professores – acompanhada do acampamento em frente ao Palácio Iguaçu, da lista das reinvindicações, postura do governo, papel dos parlamentares etc. E foi sobre isto que ele escolheu escrever para responder à questão da tarefa de casa.

O exemplo que ele citou e a forma como este foi relacionado com a lição de Filosofia mostraram o quanto é importante incentivar as crianças pela busca da inquietação, pela crítica, por novas informações e reflexões. E isso só foi possível porque fomos até o local ver a História acontecer bem em frente aos nossos olhos – momentos estes que instigaram meu filho ao pensamento, à criticidade e a vários questionamentos (muitos respondidos, outros lançados como novas perguntas e alguns ainda sem respostas…).

>>Patricia Goedert Melo é jornalista desde 2001 e mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) na linha “Comunicação, Educação e Formações Socioculturais”. Há dez anos atua em benefício da Educação por meio da Comunicação, desenvolvendo projetos para escolas, secretarias de educação e empresas ligadas ao segmento. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

 >>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 24/02/15 11:58:12 AM
(Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)

(Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)

Pensar a criança enquanto aluno nessa era do conhecimento é pensar em dinamismo, onde devem ser consideradas as múltiplas formas de aprender. As crianças de hoje não são iguais às do século passado, nem serão idênticas às que virão nos próximos. Cada geração tem a sua particularidade e a escola precisa se adequar frente a essa realidade de reinvenções.

As recentes discussões sobre cultura escolar trazem elementos importantes para compreendermos e problematizarmos as inúmeras práticas pedagógicas no cotidiano da escola. O grande desafio dos professores hoje é a transposição de suas próprias práticas, reinventando sua maneira de ensinar.

Se queremos resultados diferentes, precisamos inovar. Isto não significa abrir mão de resultados positivos obtidos por meio de metodologias utilizadas anteriormente, mas sim, a necessidade de coerência e bom senso ao agregar novas práticas. Um exemplo é o uso das linguagens midiáticas, que exigem o desenvolvimento de diferentes habilidades e facilidades que permitem aos sujeitos serem autores, produtores e disseminadores de conhecimento.

As práticas pedagógicas de um educador não são resultantes apenas de uma formação formal, obtida na graduação. Essas práticas são constituídas durante a trajetória profissional e abarcam dois enfoques: a intenção de ensinar e a efetivação de seu propósito. O professor, hoje, deve ter uma pedagogia baseada na escuta, no interesse do aluno, na acolhida e no diálogo. Estamos diante de um novo cenário socioeducacional, que apresenta um contexto rodeado de dinâmicas mudanças em diversos aspectos.

Esses diferentes saberes, de diferentes vertentes e origens, são convidados ao diálogo para que juntos, alunos, professores, pais, enfim, a comunidade escolar, possam oferecer novos e variados elementos para ajudar na formação integral do aluno: critico e ético, ouvinte e comunicador, solidário, pesquisador, protagonista, autônomo e responsável, flexível e consciente dos seus direitos e deveres.

Portanto, ser educador na escola contemporânea é lidar diretamente com as mudanças que ocorreram na prática profissional, como consequência das mudanças do ser humano e do mundo, ao mesmo tempo. O mundo mudou. E você, mudou com relação ao que pensa sobre a educação escolar?

>>Artigo escrito por Andreane Tecchio Motta, professora no Colégio Marista Criciúma. O Colégio faz parte do Grupo Marista, colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia. 

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 19/02/15 3:42:19 PM
(Foto: Arquivo/Gazeta do Povo)

(Foto: Arquivo/Gazeta do Povo)

No discurso de nossos representantes políticos a palavra “educação” ocupa um considerável espaço. Junto com a saúde e, mais recentemente, a segurança, essas três palavrinhas mágicas surgem com inabalável frequência na propaganda eleitoral e nos parlatórios de vários níveis. Acesso à educação, por ser fruto de um processo histórico de lutas por direitos, é o mínimo que um cidadão em uma sociedade relativamente desenvolvida deve almejar.

Outra conquista histórica de enorme impacto nas relações sociais foi a participação política e, mais recentemente, a representação por voto direto, com três poderes independentes entre si e com funções constitucionalmente estabelecidas. Nesse arranjo, caberia aos nossos deputados e senadores, transfigurados no Parlamento, representar os interesses e anseios da sociedade para transformá-los em leis, submetidas ao necessário e salutar debate.

A bela fábula acima, quando observada ao nível do chão, mostra faces bem menos idílicas. Os episódios recentes envolvendo o legislativo do Paraná são um indício do domínio de facto dos governos, sejam eles quais forem, sobre os parlamentares e a pauta legislativa, chegando às raias do nonsense e do pastelão, tal como vimos aqui. Os mesmos episódios demonstraram que, quando o monstro chamado opinião pública mostra seus dentes, o legislativo se mexe e até mesmo xerifes saem correndo de medo.

Considerado esse quadro, cabe a pergunta: se a educação é tão importante nas propagandas e no discurso dos parlamentares, a produção legislativa estaria à altura do discurso? Ou então, colocado de outra forma: os deputados federais, estaduais e vereadores, ao apresentar propostas para a educação, respondem aos anseios de transformação do Brasil na “pátria educadora”? Suas iniciativas estão à altura do caráter prioritário que a educação assume nos discursos e nos quinze segundos de propaganda eleitoral?

Tomemos o caso da Câmara dos Deputados. Uma pesquisa nos projetos de lei apresentados no legislativo federal revela preocupações e justificativas cujo louvor não discuto, deixando isso a cargo dos leitores. No entanto, cabem algumas constatações objetivas. Em 2014 os deputados federais apresentaram 119 projetos de lei relacionados à educação. Tais projetos podem ser divididos grosseiramente nas seguintes categorias: a) o rol da “pedagogia do evento”, destinada a comemorar, relembrar ou louvar algum aspecto óbvio da realidade por meio de “dias nacionais” ou “semanas nacionais”; b) o rol das obrigatoriedades, que vão desde a instalação de aparelhos de raio-X na entrada das escolas até o fornecimento, por parte destas, de material de higiene pessoal para os alunos; e, por fim, c) as alterações nos currículos escolares, por meio da inclusão obrigatória de conteúdos e disciplinas.

Faça-se uma ressalva: há também propostas consistentes, que buscam aprimorar a legislação já existente e os mecanismos de planejamento, gestão e fiscalização educacionais. A própria aprovação do Plano Nacional de Educação, ainda que com atraso de praticamente 4 anos em relação ao inicialmente imaginado, mostra que há esforço legislativo para melhoria da educação brasileira. O problema é quando o legislador, motivado talvez por um enorme desejo de aparecer e baseado em elementos pouco mais consistentes que suas impressões sobre o ambiente escolar, resolve dizer o que as crianças e jovens devem aprender, gerando o terceiro bloco acima citado.

Exemplos? Temos vários. Propostas como a volta da disciplina de Educação Moral e Cívica, inserção dos temas de educação para o trânsito, direito constitucional e prevenção do uso de drogas nos currículos do fundamental e médio, chegando a sandices como a obrigatoriedade do ensino do criacionismo na educação básica. Não discuto aqui, por ser óbvio, a relevância de parte desses temas para a vida social, a formação do cidadão, a moral e os bons costumes. No entanto, quando um deputado considera que um aspecto de sua formação pessoal deva ser a régua pela qual todas as crianças serão educadas e o Parlamento, seguindo seus trâmites normais, gasta energia e tempo analisando sandices dessa ordem, outras questões de fundo, realmente relevantes para a melhoria da educação brasileira, são deixadas de lado.

A escola brasileira não vai melhorar com mais disciplinas, mais conteúdos obrigatórios ou ao assumir funções não precípuas ao ambiente escolar. As iniciativas legislativas que vão nesse sentido têm como resultados alguns pontinhos com o eleitor não familiarizado com o setor, geram algumas linhas nos jornais e abrem espaço para que os proponentes arvorem-se de defensores do Bem. Do ponto de vista prático, embaralham o debate, dispersam energias fundamentais e deixam a educação brasileira exatamente onde está: no fundo do poço.

>>Christiano Ferreira é historiador e atua há mais de 10 anos no Ensino Básico e Superior como docente e gestor educacional. Atualmente coordena o Projeto Tetear, da Parabolé Educação e Cultura, que leva oficinas de arte e educação para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social na Região Metropolitana de Curitiba. O profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

 

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 12/02/15 10:41:17 AM
(Foto: Na Lata)

(Foto: Na Lata)

A Educação Especial do Paraná precisa estar pronta para possíveis instabilidades de ordem financeira, política e operacional no relacionamento com o governo. Diante deste cenário, a liderança se vê em uma condição extremamente instável, onde trabalha com funcionários cedidos por outro empregador, salários são pagos com atraso, além de outros problemas. Por outro lado, a mesma liderança tem um objetivo a ser alcançado, um dever de grande responsabilidade com as pessoas com deficiência. Desta forma, sem poder de ação direta em relação aos funcionários e um imenso papel social a desempenhar, o que pensam e buscam as lideranças nestes momentos? A incógnita foi muito bem descrita por um dos diretores destas instituições: “Estamos diante de um dilema, pois a irresponsabilidade e o despreparo dos governantes brasileiros têm comprometido nossas esperanças num futuro igualitário e justo”.

A primeira reação é clara: “não podemos depender do governo”. É perceptível a importância das associações filantrópicas no papel de cobrar e articular junto ao governo, buscando melhores condições para a pessoa com deficiência. Porém, como bem descreve outra diretora: “É uma sensação de impotência muito grande quando a vontade deste segmento é tão dependente”. Esta dependência é, de forma clara e direta, financeira. A falta de recursos financeiros impossibilita a autonomia, e bloqueia a possibilidade de ação.

Pesquisando a opinião de alguns líderes destas instituições, foi possível ver que as lideranças devem se unir, trabalhar de forma integrada pelo mesmo objetivo, visto que têm o mesmo ideal. Trabalhar em prol da valorização da causa da pessoa com deficiência perante a sociedade em geral; pela mobilização de recursos e pessoas em prol deste grupo que tanto precisa de atendimento, carinho e atenção; trabalhar também em prol da profissionalização e seriedade no relacionamento e parcerias com o governo, sendo neste último ponto uma interação construtiva e colaborativa, onde o Estado abra espaço para a sociedade civil organizada participar dos processos de construção de modelos de atuação do primeiro setor. Como disse outra diretora de uma Escola Especial de Curitiba: “Prefiro pensar que este cenário nos mova não só para nos unirmos, mas, principalmente, para buscar estratégias para a tão sonhada organização deste setor, mesmo que hoje isto pareça utopia”.

As greves, protestos e manifestações são importantes? Claro que sim. Muitas vezes são estas ações que trazem melhoras essenciais, que fazem com que hoje a Educação Especial não esteja ainda mais abandonada. Porém, é importante ter clareza do seguinte ponto: greves e manifestações não são ações duradouras e preventivas, mas remediativas com efeitos a curto prazo. Desta forma, enxergo que a solução está na mobilização de uma rede construtiva, que envolva a sociedade civil organizada, a comunidade local, o governo e as empresas em prol de um objetivo: construir uma nova realidade para a pessoa com deficiência.

>> Artigo escrito por Alexandre Schmidt de Amorim diretor de Projetos e fundador da  Ação Social para Igualdade das Diferenças –  ASID, organização social que trabalha para melhorar a gestão das escolas de educação especial gratuitas, resultando na melhoria da qualidade do ensino e na abertura de vagas no sistema. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 10/02/15 11:32:11 AM
(Imagem: Divulgação)

(Imagem: Divulgação)

O Dia Internacional da Internet segura é uma ideia organizada pela Rede INSAFE, que agrupa as organizações que trabalham na promoção do uso consciente da Internet nos países da União Europeia há 12 anos e, no Brasil há 10, por meio da Safernet Brasil que desenvolve trabalho integrado ao Comitê Gestor de Internet no Brasil-CGI BR e ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR-NIC BR.

Em 2015, no Brasil, a mobilização para comemoração do Dia da Internet Segura inicia-se em 10 de fevereiro e se estende ao longo de todo o mês. Durante o resto do ano a mobilização continua, com a promoção de eventos, disponibilização de matérias didático-pedagógicas e de vários serviços relacionados ao tema “Vamos criar uma internet melhor juntos!”.

A internet, caracterizada como um recurso imprescindível na atualidade, ampliou as possibilidades para busca, troca e publicação de dados e informações de forma ilimitada, em termos de tempo e espaço geográfico. A era digital traz inúmeras vantagens para os usuários, que usufruem da rede para o trabalho, o estudo e para os momentos de lazer. Mas, todas essas vantagens devem ser acompanhadas de permanente vigilância em relação ao uso saudável, ético e seguro da rede, para proteção da dignidade humana dos usuários.

Para isso, no Paraná, o Movimento Nós Podemos Paraná (ODM), a Gazeta do Povo e a Ordem dos Advogados do Brasil-OAB/PR, em especial a Comissão da Criança e do Adolescente, marcam presença mais uma vez na campanha da Internet Segura em 2015. O objetivo é dar início a um processo diferenciado de mobilização social a favor dos usuários da internet, de modo a garantir a sua integridade física, psíquica, e, acima de tudo, sua saúde e segurança no mundo virtual.

Articule-se e mobilize-se em torno do tema: ‘Vamos criar uma internet melhor juntos’!

>> Artigo escrito por Cineiva Campoli Paulino Tono, doutoranda em Tecnologia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná-UTFPR e membro da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB/PR. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 09/02/15 3:12:38 PM
(Foto: Daniel Derevecki/Gazeta do Povo)

(Foto: Daniel Derevecki/Gazeta do Povo)

Interessante pensar em Platão. Nascido em aproximadamente 427 A.C.Viveu em uma época caracterizada por valores antigos e um novo mundo que surgia abrindo uma grande possibilidade de riqueza de ideias.Com ele a filosofia ganha novos contornos e objetivos morais. Para Platão o âmbito da filosofia se estende a tudo que existe, o homem está ligado a duas realidades – a inteligível e a sensível. A primeira se refere à vida concreta, duradoura, não submetida a mudanças; a pureza da alma, que nos é velada e corrompida pela vida material e pelas paixões. A outra está ligada ao universo das percepções, de tudo que toca os sentidos, “um real que sofre mutações e que reproduz neste plano efêmero as realidades permanentes da esfera inteligível”. Aí se encontra a Teoria das Ideias ou Teoria das Formas.

A Alegoria da Caverna, uma parábola relatada por Platão, traz reflexões interessantes sobre o que é real e sobre o que é imaginado pelos sentidos, os quais muitas vezes nos pegam como presas fáceis para encobrir a verdadeira realidade que é imutável como o é a realidade divina. Para Platão o espírito humano se encontra aprisionado no corpo material, a ‘caverna’ onde o ser se isola da verdadeira realidade, vivendo nas sombras, à espera de um dia entrar em contato concreto com a luz externa. “Assim, a matéria é adversária da alma, os sentidos se contrapõem à mente, a paixão se opõe à razão. Para ele, tudo nasce, se desenvolve e morre. O Homem deve, porém, transcender este estado, tornar-se livre do corpo e então ser capaz de admirar a esfera inteligível, seu objetivo maior” (F.J.Thonnard).

Afora, creditarmos ou não como verdades as afirmações de Platão podemos estabelecer algumas comparações para nossa realidade contemporânea.

As informações ou desinformações circulam cada vez com maior velocidade. Inúmeros são os apelos das novas tecnologias e a necessidade em adequar-se a cada “modelito novo.” Tudo tornou-se descartável. O que é real a nossa volta, hoje, pode ser que não o seja no dia de amanhã. Vemos imagens refletidas como verdades, como as imagens da “caverna” davam a ilusão da realidade. A matéria, adversária da alma, tornou-se o trono da verdade. “Os sentidos se contrapõem à mente, a paixão se opõe à razão”. Mais real do que nunca. Talvez, até mais real do que há 427 A.C.

O consumismo tomou conta de nossa sociedade e parece tão natural essa busca incessante pelo novo modelo, pela nova cor, o adereço mais interessante, o acessório da moda. Não conduzimos nossas vidas. Somos, sim, conduzidos por interesses que fogem de nosso controle. Mal percebemos que a vida é um átomo de segundo e a felicidade reside na singeleza intocável do belo, do puro.

É a Educação na tarefa edificante da formação de cidadãos conscientes.Vivemos dias de alucinada velocidade onde o tempo parece escapar por nossos dedos. Essa velocidade exige mudanças rápidas de paradigmas e estratégias. As conversas são as mesmas: não temos mais o domínio sobre o nosso tempo. Mais grave, não temos mais domínio de nós mesmos! O império da vontade e do desejo individuais nos afastam daquilo que a filosofia historicamente buscou no sentido da vida: um valor maior que nos una enquanto humanidade. A busca DO BEM, não de um bem. (Os atenienses condenaram Sócrates a morte pela cicuta por sua incessante busca pela verdade; os habitantes da caverna apedrejaram seu par que ousou vislumbrar a luz e questionar as “sombras da verdade”; e nós, como procedemos com aqueles poucos que tentam dar alguma ordem ao caos social que vivemos?)

>>Artigo escrito por Fátima Chueire Hollanda, diretora da Teaching Consult e assessora pedagógica do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/01/15 11:06:59 AM
(Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

(Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

Esta semana tenho estudado sobre a aprendizagem móvel conhecida também como Mobile Learning e que depende do uso de dispositivos móveis. Fiz a mim mesma a pergunta que coloquei como título neste post, cheguei a seguinte resposta: posso iniciar, sou incluída digitalmente, mas ainda tenho que me incluir ciberculturalmente de forma efetiva, para poder atuar com qualidade e criar novas formas de relação pedagógica, novas formas de pensar o currículo e, também conduzir mudanças no ambiente escolar. Seja este ambiente presencial ou a distância.

Desta forma eu ainda preciso, como bem afirma Santos (2014)contemplar a dinâmica especifica da “era do CCM ou do pós-PC”, onde o computador conectado móvel ou os dispositivos móveis e portáteis, como celulares, smartphones, netbooks e tablets conectados ao ciberespaço vias as redes sem fio Wi-fi e redes 3G da telefonia móvel, sustentam a internet em sua fase web 2.0 associada à mobilidade ubíqua.

Sendo usuário da internet, considero que ainda preciso entender e vivenciar uma internet mais interativa, que a torna uma infraestrutura principal da nova era sociotécnica e nela o incluído cibercultural é o praticante cultural capaz de apropriar-se ou apoderar-se da dinâmica autoral, colaborativa e móvel para empoderar-se como cidadão nas cidades e no ciberespaço. (SANTOS, 2014)

Assim, tenho um longo caminho para ser incluída ciberculturalmente. Preciso explorar as funcionalidades da informática, seus softwares e aplicações móveis, conhecer as tecnologias de informação e comunicação que a conexão em rede podem possibilitar. E tudo isto não esquecendo de explorar os sistemas operacionais para dispositivos móveis: IOS, ANDROID, WINDOWS.

A aprendizagem móvel, é tema de investigação na área das tecnologias na educação desde a primeira década deste século. Brazuelo e Gallego (2001), conceituam aprendizagem móvel como sendo uma abordagem educacional que facilita a construção do conhecimento, resolução de problemas de aprendizagem e desenvolvimento de várias capacidades ou habilidades de forma independente utilizando dispositivos móveis portáteis, em qualquer espaço e tempo.

A aprendizagem móvel será possível se professor e alunos tiverem acesso a um smartphone, um tablet ou um phablet. Estes dispositivos são considerados adequados para o desenvolvimento do processo educativo que pressupõe uma aprendizagem móvel. Sem os dispositivos móveis, não haveria facilitação para o trabalho colaborativo e uma aprendizagem interativa.

O Brasil é o país com maior número de usuários de smartphones na América Latina. São dispositivos que combinam os serviços próprios de um celular tradicional e outros recursos, tais como: câmeras de fotos e vídeo, reprodutor de MP3 e MP4, navegação na internet, armazenamento de dados, enviar SMS o MMS, edição de documentos, conexão wi-fi e outros recursos.

Os Tablets têm todas as vantagens e funcionalidades de um computador pessoal, mas com um tamanho menor. Já os Phablets são uma tendência em crescimento no Brasil, são os aparelhos com telas maiores. O nome vem da união das palavras “phone”, de telefone, e tablet, geralmente têm telas com tamanhos acima de 5 polegadas.

Se a aprendizagem móvel depende do uso de dispositivos móveis, faz-se necessário que se discuta a questão da inclusão cibercultural do professor, pois não basta somente sermos usuário de smartphones, tablets ou phablets, para que possamos fazer uma boa utilização destes dispositivos na educação, pressupondo uma aprendizagem móvel. Temos que nos incluirmos ciberculturalmente.

Então professores, que tal iniciarmos nossa inclusão cibercultural?

>> Escrito por Glaucia da Silva Brito, professora do Departamento de Comunicação Social e dos Programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e Educação (PPGE) da Universidade Federal do Paraná – UFPR, pesquisadora em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. As profissionais colaboram voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 27/01/15 4:05:16 PM
(Foto: Divulgação/Gazeta do Povo)

(Foto: Divulgação)

Curitiba alcançou em 2014 a incrível marca de um milhão de motoristas habilitados e mais de um milhão e trezentos mil veículos registrados, conforme a Gazeta do Povo noticiou em edição de abril daquele ano. Os recordes de emplacamento e habilitações produziram, além dos efeitos visíveis sobre as cidades e a vida cotidiana, uma máquina de arrecadação para a União, os governos estaduais e as prefeituras.

Para se ter uma ideia da dimensão dos recursos que as multas geram ao poder público, apenas a cidade de São Paulo arrecadou, no ano passado, mais de R$800 milhões de reais em radares, pardais e fiscalização nas ruas. Na Lei Orçamentária Anual de Curitiba aprovada para o mesmo período, a previsão de arrecadação daquilo que é competência do município era de R$53 milhões de reais. Não encontrei números para a arrecadação conjunta de todos os entes da Federação, mas podemos imaginar que não sejam modestos.

O aumento da fiscalização, ou melhor, da eficácia na aplicação da multa não significou, infelizmente, a superação de problemas crônicos relacionados ao trânsito e a segurança nas ruas e estradas. Segundo informa o Mapa da Violência 2014 que analisa dados, sobre mortalidade, gerados pelo Ministério da Saúde no ano-base 2012, morreram naquele ano mais de 46 mil pessoas em acidentes de transporte no país, uma variação positiva de 3,4% em relação a 2011 e de 38,3% em dez anos. Em termos internacionais, somos o 4º país com mais mortes (em números absolutos) no mundo, ficando atrás apenas de China, Índia e Nigéria.

Ou seja, nosso ciclo recente foi de mais carros e motoristas, mais multas nos cofres dos governos e mais mortos e feridos no trânsito. E, ao que parece, ninguém está preocupado com isso. As razões do problema certamente são múltiplas e as soluções invariavelmente não são fáceis, mas a sempre alegada “falta de recursos” para ações mais contundentes de prevenção não pode ser usada como desculpa.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê que 5% do total arrecadado com multas seja destinado a um fundo de educação e segurança no trânsito. Além disso, o CTB dedica todo um capítulo à educação, no qual se combinam belas intenções (tais como a articulação do MEC, Detrans e escolas na elaboração de conteúdos específicos de trânsito), um pouco de letra morta (a obrigatoriedade de toda propaganda à beira das estradas conter material educativo) e, é claro, as fontes de recursos. O denominador comum aos elementos da lei é uma visão publicitária da educação, como se campanhas episódicas pudessem, por elas mesmas, alterar um comportamento coletivo assustador, que é o do brasileiro ao volante.

Pensemos nos momentos de formação do motorista, que é a autoescola, e de habilitação formal à direção, que é o teste do Detran. Tanto num como noutro o que se vê é um conjunto de macetes e decorebas, pelos quais se paga caro e que, por não educarem, cospem nas ruas centenas de motoristas despreparados a cada dia. O neófito passa no teste, compra seu carrinho e é jogado na Linha Verde, às 18 horas, com chuva, em dia de greve de ônibus. Ou na descida da serra para Joinville, no meio das carretas. O resultado? As cifras do Mapa da Violência e as histórias que vemos diariamente na imprensa.

A obrigatoriedade da realização de ações de educação para o trânsito é o que nos faz ver, de vez em quando, um anúncio pago na TV falando em respeito à vida, cuidado ao volante e outras atitudes. Investimento na formação do motorista, só aquele que eu, você e todo mundo é obrigado a deixar no balcão da autoescola e no guichê de arrecadação do Detran. Da derrama das multas se vê muito pouco revertido em educação nas escolas, na formação de condutores e nas ruas. Faltam ações preventivas, falta coordenação entre as instituições de ensino e o poder público, falta transformar a diminuição da violência no trânsito em prioridade nacional. Só não falta dinheiro.

>>Christiano Ferreira é historiador e atua há mais de 10 anos no Ensino Básico e Superior como docente e gestor educacional. Atualmente coordena o Projeto Tetear, da Parabolé Educação e Cultura, que leva oficinas de arte e educação para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social na Região Metropolitana de Curitiba. O profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/01/15 2:20:56 PM
(Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

(Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

Sou mãe de um menino de 12 anos que adora jogar futebol, correr e suar. Assim como muitas crianças de sua idade, ele está aproveitando as férias escolares e recarregando as energias para o ano letivo que se aproxima.

Mas nem sempre é possível viajar durante todo o tempo que antecede às aulas e, muitas vezes, falta companhia para chutar a tão divertida bola. O que resta, então, para meninos e meninas, ociosos e ansiosos durante as horas que completam cada dia de suas férias? Infelizmente muitos ficam prostrados no sofá da sala ou dentro do quarto assistindo à televisão, jogando videogame ou hipnotizados por seus tablets e smartphones.

Tenho o privilégio de atuar profissionalmente sem sair de casa (formato home office) e isso contribui para que eu possa acompanhar a necessidade do meu filho em gastar energia, em passear, conhecer novos lugares, andar de bicicleta, sentir o vento no rosto etc. Ao ficar mais perto dele, também tenho a oportunidade de perceber e me incomodar quando as atrações da TV, videogame ou smartphone falam mais alto. Não digo que essas mídias nunca devem fazer parte da vida das crianças, mesmo nas férias. Elas fazem e sei disso principalmente porque sou mãe. A questão é como e quando utilizá-las. É preciso ter bom senso, limites, estímulos e, especialmente, orientação para que sejam exploradas de forma sensata e com significado.

Muitos pais trabalham durantes os meses de dezembro e janeiro e os filhos ficam em casa sozinhos, com seus irmãos, avós ou com as babás. Nem todas as residências possuem espaço para as brincadeiras de criança e brincar na rua está cada vez mais arriscado. A sugestão então é que os pais troquem ideias com seus filhos, mesmo que seja à noite, sobre aplicativos, sites e pesquisas na internet que agreguem conhecimento ao universo infantil. Naveguem juntos pela rede e peça para que, no outro dia, seu filho apresente as novidades que ele buscou sozinho.

Organize também, com os demais pais ou responsáveis pelas crianças, passeios pela cidade. Curitiba oferece diferentes programas, como o planetário, museu de história natural, centro de criatividade, bosque alemão, borboletário e muitos outros. (Veja mais em http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/conteudo.phtml?tl=1&id=1525754&tit=Dez-lugares-para-rimar-lazer-e-saber).

Aproveite as férias de seu filho e aprenda em parceria com ele. É possível unir trabalho, diversão e conhecimento!

>>Patricia Goedert Melo é jornalista e há dez anos atua em benefício da Educação por meio da Comunicação desenvolvendo projetos para escolas, secretarias de educação e empresas ligadas ao segmento. Atualmente é mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) na linha “Comunicação, Educação e Formações Socioculturais. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 15/01/15 11:07:39 AM
(Imagem: Pixabay)

(Imagem: Pixabay)

Não é fácil ter nascido na década de 1970. E não digo isso pelos anos 70 em si, quando eu mal me conhecia por gente e só queria saber de brincar, ralar joelho, essas coisas. Assistir a televisão era um evento comum, mas com uma aura um pouco diferente: poucos canais, a grade infantil estava longe de passar 24 horas por dia e os horários sagrados de alguns programas nos faziam sair da escola correndo para não perder o episódio.

Foi na década de 1980 que vi entrar na minha casa o telefone fixo e também o aparelho de som, três em um. O primeiro disco de vinil em casa foi O disco do Povo, que conservo até hoje, com clássicos do calibre de “Fuscão preto”. Foi também na passagem das décadas de 70 para a de 80 que eu ganhei meu primeiro livro, O cachorrinho Samba na floresta, da Maria José Dupré. E, só depois da metade da década de 80 é que eu ganhei o meu primeiro disco, que eu havia pedido: Milton Nascimento. E por quê? Porque em toda abertura de jogos escolares de que eu participava, tocava-se “Coração de Estudante”. Eu era fascinado. É uma de minhas primeiras lembranças de algo chamado sentimentalismo.

Onde quero chegar com esse texto cheirando poeira e mofo e traça? Quero dizer que mais ou menos até os 17 anos, eu tinha uns 5 discos, um telefone fixo para toda a família, 2 canais de TV a que eu efetivamente assistia, e uma meia dúzia de livros. Meu universo se aproximava de uma era pré-Big Bang: cabia em uma gaveta (d)e meia.

De volta para o futuro.

2014-2015. Resolvi fazer uma reforma em meu apartamento. Para isso, é necessário fazer um negócio que podemos chamar de destralhação. Jogar fora aquilo que acumulamos ao longo dos anos e que, por um zelo neurótico – ou paranoico? –, teimamos em guardar, seja para preservar a memória do que já fomos, usando objetos como âncora simbólica a nos prender a um passado impiedoso que não para de se distanciar no horizonte, seja porque um dia nossos filhos vão ver como as coisas funcionavam, seja – dentro de um espírito mais pragmático – porque quem sabe eu precise disso um dia.

O que aconteceu desde os meus 17 anos? Que mares naveguei para chegar aos 40 anos com o barco cheio de bugigangas? Por que tantos aparelhos eletrônicos? Videocassete, som 4 em 1, agora com espaço para cd, home theater, modem, tv velha, um aparelho celular, duas câmeras fotográficas, aparelhos de som de vários quilates, computador. E os fios que ligam isso tudo? Uma quantidade impressionante de cabos pretos, brancos e amarelos – para que tantos cabos, meu Deus? pergunta meu coração. Porém minhas retinas fatigadas não perguntam nada, apenas exercem o trabalho mecânico de encher sacolas e caixas de lixo eletrônico, ponteiras misteriosas, plugues suspeitos, pilhas vazadas, fones de ouvido mutilados, rca, super-vídeo, placa ethernet (?), carregador, adaptador para o carregador, câmera, cabo de rede, aparelhinho de mp3.

Ser filho da década de 1970 é vestir como luva o ditado popular: quem nunca comeu melado quando come se lambuza. Uma era de muitas restrições, tanto financeira quanto tecnológica, chegava ao fim e não mais que de repente abriam-se portas para um universo antes inimaginável de oportunidades. É possível ter música saindo de aparelhinhos e aparelhões, vídeos podem ser vistos em telinhas e telonas (a qualquer hora!), conectividade, convergência ao mesmo tempo em que, de maneira contraditória, multiplicam-se opções de aparelhos, você pode estar acompanhado de tudo isso, sempre perto de um device, de um gadget, música, vídeo, notícias, melhor som, melhor imagem, melhor velocidade de dados. Até que a cabeça explode. Ou amortece.

Conhecer um pouco da história é bom, nos deixa mais modestos e nos tira do centro do mundo. Essa experiência da empolgação desvairada diante das tantas facilidades foi vivida em outros períodos, como, por exemplo, no início do século XX, com os eletrodomésticos invadindo a casa das famílias americanas e, depois, de boa parte do mundo. Eu poderia ter aprendido com a experiência do passado, com a geração que produziu e cuspiu toneladas incontáveis de lixo numa época em que aquecimento global era expressão vazia, consciência planetária uma abstração risível. Em vez de aprender, estou aqui passando vergonha ao me confessar um jovem guloso, fascinado pelas maravilhas da tecnologia que colocaria nas minhas mãos o poder sobre a informação, sobre os principais bens culturais, música, filmes, fotos etc.

Hoje me vejo jogando aliviado um monte de aparelhos obsoletos. Pelo menos tive a dignidade de doar aqueles que ainda serviam. Nunca fui bom em negócios e sempre levei em conta o valor de uso, muito mais do que o valor de troca. Não à toa, na infância, troquei uma bicicleta por dois jogos de botão.

E, por fim, chega o momento em que eu deveria aconselhar os mais novos. Mas acho que não preciso fechar tudo com uma moral da história. Talvez valha a pena dizer somente que, de tudo, ficou muito pouco. Entre as coisas que permaneceram em casa, estão, em papel, cartas de amor.

>>Artigo escrito por Cezar Tridapalli, coordenador de Midiaeducação do Colégio Medianeira, instituição de ensino associada ao Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). Tridapalii também é escritor, autor dos romances Pequena biografia de desejos (7Letras) e O beijo de Schiller (Arte&Letra). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.  

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom

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