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Educação e Mídia

Enviado por InstitutoGRPCOM, 21/09/16 11:20:02 AM
(Foto: Acervo Marista)

(Foto: Acervo Marista)

As Matrizes Curriculares que orientam as ações das escolas apontam que, junto à excelência acadêmica, os estudantes devem desenvolver competências tecnológicas, ético-estéticas e políticas. A escola de hoje, portanto, precisa assumir o compromisso com a formação de sujeitos comunicadores, pesquisadores e solidários. Para desenvolver este perfil ao longo da escolaridade, princípios como ética e busca do sentido da vida, solidariedade e cultura da paz, protagonismo e co-responsabilidade, diversidade e multiculturalidade, devem estar presentes nos conteúdos estudados pelas crianças.

Do ponto de vista político, este ano tem sido especial para ensinar às crianças sobre representatividade. Da sessão de votação de impeachment transmitida ao vivo pelas TVs abertas, na qual cada deputado justificou sua posição, às eleições que se aproximam e por meio do horário eleitoral gratuito, que permitem que, teoricamente, tenhamos acesso às propostas dos candidatos, temos elementos de sobra para discutir o tema em sala de aula.

Mas nada melhor do que vivenciar uma situação para entender o seu real significado. Escolher um representante, acompanhar o que ele efetivamente faz, e cobrar ou reconhecer a sua atuação é um exercício que fortalece a democracia e que pode começar bem antes dos 16 anos por meio de projetos como os grêmios estudantis.

No Colégio Marista Santa Maria, a prática da escolha do representante começa cedo, por meio do grêmio infantil, voltado às crianças de 9 a 10 anos. A iniciativa, cujo símbolo de liderança é um avental representando “estar a serviço”, acontece desde o ano de 2008 e tem por finalidade discutir interesses e questões que afetam diretamente o cotidiano das crianças do Ensino Fundamental. Estimula o protagonismo por meio da negociação, da construção coletiva de soluções para os problemas discutidos, tendo como princípio o respeito aos diferentes pontos de vista e assim contribui com a missão   “de formar cidadãos humanos, éticos, justos e solidários para a transformação da sociedade”.

Durante a condução do processo eleitoral do grêmio, as crianças são orientadas a observar nos candidatos a sua postura. Gentileza, pontualidade, capacidade de ouvir e respeitar a escolha dos outros são alguns dos comportamentos ensinados algumas atitudes valorizadas.

Os pais também são orientados a conversar com os filhos sobre política, expor suas ideias sem usar palavras ofensivas, mostrando seu ponto de vista sem usar expressões que denigram a integridade das pessoas em questão e, essencialmente, valorizando o respeito às diferenças e a não violência.

Com atitudes como estas, acreditamos que família e escola caminharão juntas na formação de futuros representantes da sociedade, que terão seus comportamentos e ações baseadas na ética e na solidariedade, valorizando o bem comum e lutando por ele.

*Artigo escrito por Antoniella Polinari Cavassin, coordenadora psicopedagógica do Colégio Marista Santa Maria, do Grupo Marista. O Grupo Marista é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia. 

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 19/09/16 10:21:16 AM
(Foto: Divulgação/SESI Internacional)

(Foto: Divulgação/SESI Internacional)

Uma pesquisa publicada em meados de 2015 pelo jornal britânico The Independent revelou que 76% dos mil alunos entrevistados acham que as escolas focam no bom desempenho nas avaliações e não no mercado de trabalho. Nenhuma pesquisa semelhante feita com alunos brasileiros, mas não é difícil concluir que o resultado seria similar.

Mas, afinal, o que seria preparar os alunos, que muitas vezes nem sabem o que querem de sua vida profissional, para o mercado de trabalho? Não se trata, é claro, de antecipar uma decisão tão importante, e sim de ajudar a desenvolver aptidões comuns e valorizadas em todas as profissões. E para isso, o trabalho em equipe é um aliado e tanto.

As relações interpessoais são as primeiras que levam vantagem. Trabalhando em grupo, os estudantes aprendem desde cedo a se relacionar, a defender suas ideias e a negociar – quem não viu um cenário corporativo aqui? São estimulados também a administrar o tempo e a tomar decisões, tudo isso levando em conta as particularidades e talentos individuais. O trabalho em equipe é capaz de desenvolver líderes e identificar habilidades que precisam de atenção em um mundo no qual a colaboração é a palavra de ordem.

As possibilidades do trabalho em grupo são enormes justamente pela união das tantas personalidades. Enquanto em uma atividade individual o repertório é único, em uma equipe os pontos de vista e modos de pensar são tão plurais quanto o número de participantes. Quando construímos em conjunto, a troca de vivências, experiências e conhecimentos acaba tornando o aprendizado muito mais rico e interessante.

É notável também – e igualmente importante – que, além do desenvolvimento de características indispensáveis para o mercado de trabalho atual, o trabalho em equipe forma pessoas melhores, mais humanas. Em grupo, elas têm a oportunidade de pôr em prática a empatia e aprendem a respeitar as diferenças, tornando-se cidadãos mais tolerantes. Além disso, desenvolvem a capacidade de resolver conflitos – habilidade essencial nos dias atuais.

Para que se tire o melhor proveito do trabalho em equipe, o educador deve estar atento e atuar como um gestor de talentos, sabendo formar equipes plurais, com diferentes vocações, para que cada estudante possa se destacar, sendo o protagonista de seu próprio aprendizado. Dessa forma, há mais chances de os alunos crescerem mais confiantes e preparados para fazer diferença no mercado de trabalho e na vida em sociedade.

*Artigo escrito por Lilian Luitz, psicopedagoga especialista em desenvolvimento pessoal e familiar e gerente de educação do SESI Paraná. O SESI colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/09/16 11:47:33 AM
(Foto: Prefeitura de Pato Branco/Divulgação)

(Foto: Prefeitura de Pato Branco/Divulgação)

Os primeiros anos de vida de uma criança necessitam de cuidados e educação de qualidade, que lhe proporcionem bem-estar para a edificação das bases do seu desenvolvimento e aprendizagem. Isso impacta significativamente em suas habilidades cognitivas, sociais, motoras, emocionais e influenciará o processo de alfabetização. A qualidade nesses cuidados amplia o desenvolvimento das habilidades de aprendizagem da criança e previne a exclusão social e econômica.

De acordo com um estudo feito pelo prêmio Nobel de economia, James Heckman, cada dólar investido na educação infantil rende sete vezes mais ao longo do tempo. Isso é comprovado especialmente nos casos em que as crianças provêm de meios desfavorecidos. Vários outros estudos enfatizam resultados semelhantes.

A Comissão da União Europeia declara que a qualidade dos cuidados e da educação na primeira infância é a base para a aprendizagem ao longo da vida e um investimento sustentável para uma sociedade. Isso reduz o risco de abandono escolar futuro e se não for feito com qualidade tem prejuízos que não podem ser reparados ou ganhos mais tarde por meio da educação.

Conforme comprovam estudos do PISA, Programa Internacional de Avaliação de Alunos, esses cuidados com a educação infantil trazem resultados de aprendizagem positivos em alunos de 15 anos de idade. Um dos efeitos positivos desse investimento na qualidade da educação infantil é a redução da desigualdade e da discriminação entre as diferentes classes sociais.

O investimento na educação infantil deveria ser a parte mais importante de um programa educacional, pois tem um impacto e um benefício para toda a vida do indivíduo. Isso se deve ao fato que as bases para a aprendizagem, para a confiança, para a formação de relacionamentos, entre outras competências, são formadas nos primeiros sete anos de vida. Criar uma fundação estável na primeira infância impacta em adultos melhores, capazes, produtivos e valiosos, que poderão “pagar seus dividendos” para as gerações futuras.

Toda criança tem o direito a uma educação infantil sistematicamente planejada, a um professor bem preparado, a um ambiente enriquecedor e diversificado para brincar, que oportunizarão seu desenvolvimento. Essa é uma forma eficiente de prevenir a vitimização, a exclusão e as desigualdades sociais. A educação infantil é um direito de toda criança e sua qualidade está diretamente relacionada às possibilidades de uma boa vida.

* Artigo escrito por Annukka Lyttinen, professora finlandesa, mestre em Educação e colaboradora da equipe de coordenação da Pós-graduação em Educação Transformadora da Associação Gente de Bem, instituição que desenvolve programas de educação integral transformadora para adolescentes, professores e famílias. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no Blog Educação & Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 15/09/16 11:52:28 AM
(Imagem: Divulgação)

(Imagem: Divulgação)

Infelizmente, ninguém costuma ler os termos e condições de uso de sites e aplicativos, fato público e notório. No entanto, são esses documentos (mal redigidos e traduzidos de forma idiossincrática – https://www.whatsapp.com/legal/?l=pt_br#terms-of-service) que definem o que os seus aplicativos favoritos e serviços têm direito a fazer com os dados e informações fornecidos pelos usuários. O novo termo de uso informa sobre a junção com o Facebook ocorrida em 2014. O que muitas pessoas não sabem é que o Facebook, em processos judiciais, gastava recursos argumentativos hercúleos para provar que não possuía nenhuma relação com o WhatsApp Inc.; em meados de 2015, afirmava que a negociação sequer havia sido concluída, argumentos que, infelizmente, foram abraçados por muitos juízes de primeiro grau. Agora, as inverdades contadas em juízo vêm à tona com o novo termo de uso.

Com a nova política, o aplicativo não restringe a coleta de dados dos usuários, visto que o tópico “Informações que o WhatsApp não coleta”, foi suprimido. O novo termo de uso também altera a idade mínima dos usuários. Antes, o WhatsApp recomendava que apenas maiores de 16 anos utilizassem a sua ferramenta; o atual termo de uso reduziu a idade mínima para 13 anos, nos termos da legislação norte americana, of course.

Em outra parte do termo de uso está escrito que: “Você concorda em defender, indenizar e isentar as Partes do WhatsApp de toda a responsabilidade e de todos os danos, prejuízos e despesas de qualquer natureza (inclusive custas judiciais e honorários advocatícios justificados) (…). ”

Alguns Tribunais brasileiros promovem intimações judiciais via WhatsApp, motivo pelo qual, obviamente, esses tribunais estão de acordo com os termos de uso da empresa. Ora, se por obra e acaso do destino, o serviço trouxer danos ou prejuízos às partes, serventuários da justiça, juízes, desembargadores ou mesmo ao próprio Tribunal, irão esses defender, indenizar e isentar as Partes do WhatsApp de toda a responsabilidade, custas judiciais e honorários advocatícios, bem como cooperar com o WhatsApp na defesa ou transação em qualquer ação judicial? O novo termo trará consequências inimagináveis; para escapar de tal cláusula, precisaria o Tribunal ser equiparado à figura hipossuficiente do consumidor (fato absurdo e impossível) ou clamar pela concepção social do contrato, que tem como pressuposto a necessidade de proteção do equilíbrio entre os interesses legítimos de ambos os contratantes.

Quem irá resolver essa insana controvérsia? O novo termo explica com clareza singular: “um juiz estadual na Califórnia do Norte ou um juiz estadual localizado no condado de San Mateo, Califórnia, e concorda em se submeter à jurisdição de tais juízes no ajuizamento de qualquer ação envolvendo a Controvérsia.”

Nas ações judiciais, insistentemente, o Facebook afirma que não possui domicílio no Brasil, portanto, já que o Código de Defesa do Consumidor foi ridicularizado pelo termo de uso do WhatsApp, vamos aproveitar a oportunidade para jogar na cesta de lixo o artigo 12 da Lei de Introdução ao Código Civil – É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação – e vamos todos nos submeter ao entendimento do juiz do condado de San Mateo. Bye, bye!

*Artigo escrito por Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita, advogada sócia do SLM Advogados, membro da Comissão de Direito Digital e Compliance da OAB-SP e idealizadora do Programa Proteja-se dos prejuízos do Cyberbullying. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 01/09/16 4:50:36 PM
(Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo)

(Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo)

Há quem ainda duvida, mas os dias estão demonstrando que a verdade é esta e não tem mais volta: a letra cursiva esta morrendo. Olhamos para ela e vemos seus últimos suspiros e, que bom, poder ver o velho morrendo para que o novo possa surgir. Como diria a poeta: tudo se transformando, para desaparecer. Assim é.

Não podemos creditar a morte da letra cursiva somente ao fato de que as tecnologias vieram pra ficar e aceleraram a morte da escrita. Na verdade, temos sim que dar por parte dessa morte eminente à tecnologia, mas não podemos creditar a ela unicamente o desaparecimento. O que está acontecendo de fato é que, por muitos e muitos anos a letra cursiva no Brasil foi e ainda é, tanto para alunos e sobretudo para alguns professores, moeda de segregação, ou seja, ou se sabia fazê-la ou não se prestava para a atividade cognitiva. Triste.

Acontece que, aos poucos, esta falácia foi se apresentando e com o empoderamento dos alunos no Brasil (alunos avaliando professores, cobrando novas didáticas da escola, querendo conteúdos mais pertinentes, ocupação de escolas, organizações estudantis, cotas e outros) os alunos foram se apossando dos papéis de atores também do processo e esse empoderamento acabou por mostrar que esta questão de letra cursiva é completamente contrária ao discurso inclusivo que percorre o Brasil, por exemplo.

Inclusão e letra cursiva são duas palavras que jamais caminhariam juntas. Assim, percebeu-se logo que ao falar em inclusão, teríamos que automaticamente excluir a obrigatoriedade de várias práticas escolares, incluindo aí a exigência besta e cega de letra cursiva. Daqui a pouco chegaremos à avaliação, presença na escola entre outras. Aguardem.

O outro argumento que eu rechaço aqui é de que a letra cursiva melhora ou aprimora a cognição. Mentira. No Japão, por exemplo, não existe a letra cursiva e até onde sabemos os alunos de lá não sofrem por falta dela. Há outros países no mundo também excluindo está exigência por estarem descobrindo que ela não pertence mais a uma escola deste tempo.

Por último, temos que lembrar aqui que a letra cursiva não é capaz de sozinha desenvolver as competências motoras ou coordenações motoras finas, pelo contrário, ela apenas cobraria das crianças mais uma habilidade inócua e o não “atingimento” dessa levaria mais uma vez a criança à exclusão.

O cuidado que devemos tomar agora enquanto vemos os últimos suspiros da letra cursiva nas escolas de alfabetização é dar outra função aos professores, pois aqueles que só viam ou veem na prática de alfabetização fazer a criança desenhar, a qualquer custo, a letra cursiva, agora podem descobrir um novo conflito e é aí que mora o problema: o professor descobrir mais uma vez que ele pode ficar sem função social.

*Artigo escrito por Geraldo Peçanha de Almeida, Doutor em Letras/Literatura pela UFSC, autor de mais de 50 livros, participou do Projeto de Avaliação em Leitura em Moçambique, uma parceria entre a Alemanha e o país africano. O profissional é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 25/08/16 10:37:40 AM
(Foto: Jhully Brunhera dos Santos)

(Foto: Jhully Brunhera dos Santos)

Quando digo que trabalho com Educomunicação, inevitavelmente vem a pergunta “E o que é isso?”. As respostas variam, mas geralmente giram em torno do “usar a comunicação para ensinar e aprender sobre direitos humanos, participação social, cidadania…” e por aí vai.

Para os que gostam de um pouco de história, a Educomunicação começou a aparecer em textos e documentos na década de 1980. Na América Latina, teve seu surgimento associado principalmente a projetos de instituições religiosas, organizações não governamentais e movimentos sociais, além de ter sido objeto de estudo no campo acadêmico (como na pesquisa Perfil do Educomunicador, do Núcleo de Comunicação e Educação da USP, feita no fim dos anos 1990).

Em termos conceituais, a Educom visa o planejamento e a implementação do que o teórico Ismar Soares chama de “ecossistemas comunicativos abertos e criativos”, que possibilitem a expressão e troca de ideias entre diferentes membros da comunidade (seja ela a escola, a família, o bairro etc.). Em linhas gerais, toda a iniciativa em educomunicação busca incentivar o diálogo, a colaboração e se baseia no entendimento de que todos podem ensinar e ser ensinados, dentro e fora da escola. E a comunicação aparece como principal engrenagem para o aprendizado de todos, já que sem ela não há compartilhamento nem construção coletiva dos saberes.

Hoje reconhecida enquanto política pública na cidade de São Paulo (por meio da Lei municipal nº 13.941/2004), a Educom carrega diversas possibilidades de interação com temas como o direito humano à comunicação (noção que engloba o direito à liberdade de expressão, o direito de acesso à informação e, de maneira mais abrangente, a representatividade de grupos historicamente excluídos e discriminados na produção de comunicação), democracia participativa, meio ambiente e (de novo) por aí vai. Mas para não ficar só no mundo abstrato das ideias, que venham os exemplos práticos:

Educom é montar uma rádio comunitária na escola que seja pensada por estudantes e professores em conjunto. É sugerir que adolescentes saiam pelo bairro à procura de figuras conhecidas, as entrevistem e depois escrevam um relato dessa experiência (liberdade poética também é importante aqui). É fazer uma saída fotográfica para o centro histórico da cidade, ter uma aula de História lá e depois selecionar as melhores fotos e publicar no jornalzinho da escola. É trazer os vídeos e programas favoritos da gurizada para debater… qualquer tema e ainda de quebra instigar críticas ao modelo e linha argumentativa apresentados no produto audiovisual. É sair do modelo de educação verticalizado (no qual o professor é visto como único detentor da palavra, enquanto os demais se limitam a escutar e fazer anotações) para construir e (melhor ainda) desconstruir noções coletivas do que é socialmente aceitável ou não.

*Artigo escrito por Paula Nishizima, jornalista e educomunicadora do coletivo Parafuso Educomunicação. O Parafuso Educom é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 23/08/16 12:03:34 PM
(Foto: Daniel Caron)

(Foto: Daniel Caron)

É inegável que o advento da internet modificou substancialmente os fundamentos da sociedade contemporânea. A alta velocidade na transmissão de informações, a troca simultânea de mensagens e as redes pulverizadas de intercomunicação e de contatos circundados em todo Planeta transformaram-nos no que se costuma chamar de “sociedade da informação”. A sociedade cuja base está justamente na facilidade do acesso rápido e instantâneo à notícia.

A internet, nesse sentido, surge como uma plataforma de emancipação da própria cidadania das pessoas e do (re)conhecimento sobre a importância que a sociedade civil organizada tem em um sentido limitador do poder dominante, ao mesmo tempo em que permite igualar as fontes de obtenção de conhecimento, sem discriminação – aliás, é tanto por isso que alguns regimes políticos autoritários teimam em manter a sociedade afastada da rede.

Portanto, e o que isso tem de ruim? A geração que cresceu no ambiente da internet vive e se relaciona em uma velocidade em aceleração constante. A mesma rapidez que permite ampliar os rumos do intercâmbio de informações torna-as desatualizadas em um piscar de olhos. A notícia é velha e obsoleta do dia para a noite. As pessoas consomem a informação como um produto da sociedade e do espaço em que vivem, deixando de observar a necessidade de reflexão e de degustação da essência do produto para transformá-lo em conhecimento.

Para fazer frente ao processo de aceleração, a informação é ofertada em migalhas e de forma superficial porque, logo em seguida, outra virá a substituí-la. Não se consegue debater, refletir, pensar, compreender, decifrar o que está por trás. Se houver profundidade, perde-se a próxima; se houver leitura mais densa de conteúdo, o tempo passa apressado.

A facilidade de acesso e a instantaneidade da procura, juntamente com a rápida obsolescência das coisas que nos conformam e com a baixa densidade de observação das pessoas, torna a sociedade irreflexiva e transforma a informação em mero produto de consumo rápido e voraz – e o conhecimento em uma simples e superficial capa da verdade inatingível. A essência é irrelevante já que a sociedade prefere conhecer a casca. E as pessoas, que são criadoras e criaturas desse novo modelo, mostram na rede apenas o seu epitélio, a mera pelugem do que verdadeiramente são, porque não conhecem a si próprios ou têm medo de conhecer-se.

E o que isso tem a ver com o ato de plagiar? Muito, a nosso ver. O plágio é uma espécie de externalidade negativa do advento da internet; é o efeito lateral indesejado oriundo de um sistema em rede criado para impulsionar a comunicação e a troca instantânea de conteúdo, mas que muitas vezes é utilizado como mecanismo de indevida cópia e colagem de dados, textos e informações das mais variadas, sem a efetiva preocupação com a citação da fonte ou com a certificação de validade do conteúdo. Essa agilidade no acesso à informação célere e superficial acaba retirando das pessoas o sabor da pesquisa porque pesquisar é complicado e dá trabalho.

A pesquisa necessita investigar a essência. A pesquisa demanda um caminho extenso e às vezes cansativo, um processo constante de imersão de conteúdo a partir da retirada da redoma que protege o núcleo do conhecimento. O plágio é justamente o desapego pelo caminho e a obsessão pela linha de chegada.

Esquece-se, porém, que quando o percurso é difícil e intrincado o alcance do resultado esperado o torna mais saboroso. Por outro lado, quando o caminho é facilitado por inúmeros instrumentos de obtenção do resultado, o ato de percorrê-lo parece que se esvazia. E a pesquisa nada mais é do que o caminho, árduo, difícil e complexo para realização do proveito final almejado e se sobrepõe à ideia de apenas cumprir uma formalidade (para não dizer um obstáculo – como a veem alguns alunos) necessária à obtenção do resultado verdadeiramente desejado: o grau de bacharel, especialista ou seja lá o que for.

Nesse sentido, a vida acadêmica deve ser transformada. A universidade deve ser observada como uma janela para ampliação de horizontes, evitando que se a enxergue como um simples e necessário passo para a vida profissional e a entrada no mercado de trabalho. O espaço universitário é, assim, local de reflexão científica no qual o trabalho acadêmico de conclusão de curso deve revelar-se como um verdadeiro fechamento de ciclo, elevado a ser importante por si mesmo e pelos benefícios que a pesquisa nele condensada pode gerar, para si e para outros – e não como um espinhoso obstáculo à obtenção do diploma.

É preciso ter em mente que a sociedade somente se desenvolve positivamente a partir da construção conjunta e compartilhada do conhecimento – o conhecimento como fim em si mesmo e não como mero instrumento para persecução de outras vantagens (diploma, ascensão social, aumento de salário ou qualquer outra forma de ganho material direto ou indireto). O conhecimento, portanto, não é mera ferramenta de trabalho ou de obtenção de melhoria de vida social; aliás, o conhecimento só é verdadeiramente um instrumento (meio) quando utilizado para a construção de mais e novas competências hábeis a implicar o desenvolvimento de todos os cidadãos; de resto, do ponto de vista individual, é um fim em si mesmo, uma forma de ascensão interna e pessoal.

* Artigo escrito por Antonio Augusto Cruz Porto, mestre em Direito Econômico e Socioambiental/PUCPR, advogado e professor da Universidade Tuiuti do Paraná-UTP, e Cibele Merlin Torres, mestre em Direitos Fundamentais e Democracia/Unibrasil, advogada e gerente do Núcleo de Concursos da PUCPR, associados do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 19/08/16 3:39:05 PM
(Foto: Brunno Covello)

(Foto: Brunno Covello)

Fechar os olhos para a tecnologia que permeia o cotidiano de um colégio é bobagem. E falo isso olhando não só para os alunos, cada vez mais ávidos pelas novidades que surgem, mas também para professores, diretores e pais. Uma ferramenta que, se bem usada, aproxima famílias na ampliação do conhecimento e na oferta de informação. Trazer para a sala de aula tantas quantas forem as mídias possíveis, renova a energia e possibilita a interação entre os alunos mesmo fora do período de aula. Mas nem sempre o que vemos são os bons exemplos da conectividade. E é aí que mora o perigo.

Não é novidade que os pais sempre devem estar atentos ao que os filhos acessam na internet. No entanto, o alcance e consequências do que é produzido e compartilhado é relativamente novo. É por isso que nunca se falou tanto da seriedade do cyberbullying (assédio virtual) para os jovens. Ainda em processo de formação, muitos adolescentes são alvo de publicações e comentários depreciativos, que podem causar traumas profundos. Depressão, interrupção de atividades e mudança de colégio e até mesmo de cidade não são incomuns quando essa realidade atinge alguns jovens.

Felizmente, há inúmeros casos de como a internet e as redes sociais utilizadas por adolescentes podem estar atreladas à disseminação da informação. O britânico Jackson Harries, por exemplo, é um vlogueiro que desde os 18 anos posta vídeos de suas viagens ao redor do mundo com destaque para os desafios enfrentados por pessoas que vivem na pobreza em países como Índia e Sri Lanka. O canal dele, e do irmão gêmeo, já tem mais de quatro milhões de assinantes. Outro exemplo é o aluno americano recém-saído do Ensino Médio, Matt Severson, que em viagem pela Tanzânia percebeu que quase nenhum dos adolescentes que conheceu estudava. Ele, então, criou o Fundo da Escola, uma plataforma digital que permite pessoas financiarem diretamente a educação de alunos e alunas de vários países em situação de pobreza. Já são mais de mil crianças e adolescentes beneficiados.

Mais perto da realidade brasileira, está a First Lego League, um programa internacional voltado para crianças de 9 a 16 anos, criado para despertar, com o uso da robótica, o interesse dos alunos em temas como ciência e tecnologia no ambiente escolar. Com o uso das redes sociais, esses alunos criam perfis de suas equipes, interagem com os fãs e também com outros times do mundo todo, já que o evento acontece em mais de 100 países. O grupo de jovens usa todo o conhecimento para criar soluções com robôs para problemas do cotidiano. Na temporada 2015-16 o torneio teve como tema a reciclagem (Trash trek).

Essas boas ideias mostram que o uso consciente e responsável da internet e das mídias sociais também serve para fazer o bem, estimular o conhecimento e criar um mundo com mais oportunidades e igualdade. O nosso papel como educadores é direcionar os alunos para atitudes inteligentes, para produzir e disseminar boas ideias.

*Artigo escrito por Lilian Luitz, psicopedagoga especialista em desenvolvimento pessoal e familiar e gerente de educação do SESI Paraná. O SESI colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/08/16 9:54:44 AM
(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

O papel do pai na sociedade atual tem sofrido alterações, sobretudo, nas últimas décadas. Notamos que a “condição” de pai evoluiu e, diga-se de passagem, a palavra “evoluiu” é bem apropriada, pois, felizmente, observamos que os pais estão muito mais próximos dos filhos e conhecedores de suas necessidades e vivências.

As transformações culturais, sociais e familiares, são responsáveis por essas mudanças. As famílias precisaram se adaptar para “dar conta” de seus filhos, visto que a figura materna assumiu um papel social para além da casa.

O pai, na maioria dos lares brasileiros, não é mais o único responsável pelo sustento da família e tal realidade implicou na necessidade de o homem assumir afazeres domésticos que antes eram reservados à mãe. É cada vez mais comum vermos o pai como responsável pelo jantar, enquanto a mãe acompanha o banho dos filhos, no final do dia. A orientação da “lição de casa” também já não é mais uma exclusividade feminina. E que bom que essas mudanças vêm ocorrendo!

Historicamente, até pouco tempo atrás, o pai exercia fundamentalmente uma atitude educadora e disciplinadora, de acordo com indicadores basicamente rígidos e repressivos. Assim, a interação entre pai e filhos era reduzida, em especial nos primeiros anos de vida, já que a mãe assumia todo o cuidado frente às necessidades do bebê. Esta situação foi mudando, lenta e progressivamente, porém, a mudança de hábitos nem sempre tem acompanhado o ritmo da transformação dos valores, o que acaba por ocasionar conflitos e incertezas na rede de relações afetivas familiares.

Estudos indicam que a participação efetiva do pai no desenvolvimento da criança e a interação entre pai e filhos são fatores determinantes para o desenvolvimento cognitivo e social, influenciando na aprendizagem e na conexão da criança com a comunidade na qual está inserida.

O contato corporal entre o bebê e o pai, no cotidiano, é referência na organização psíquica da criança, devido à sua função estruturante para a percepção de que não somente a mãe é o seu universo. A presença paterna, que em geral traduz força e segurança, também pode trazer aconchego e tranquilidade, o que levará a criança a crescer mais segura, resiliente e acolhedora.

Já a ausência paterna é associada também aos índices de distúrbios do comportamento em adolescentes. Pesquisas mostram que tal ausência geralmente tem impacto negativo em crianças e jovens, sendo que estes estariam em maior risco para desenvolver problemas de comportamento. O vazio deixado pela ausência do pai, gera nas crianças o sentimento de não serem amadas e uma grande desvalorização de si mesmas, em consequência disso. Além dessa autodesvalorização, sobressai o sentimento de culpa por a criança se achar má. Inconscientemente, ela acredita que se o pai não está com ela, é porque ela não é merecedora de sua atenção.

A presença constante e fortalecedora do pai provê uma base segura a partir da qual uma criança ou um adolescente sente-se apto para explorar o mundo exterior, entretanto, se necessário for, sabem que podem retornar ao núcleo familiar, certos de que serão bem-vindos, nutridos física e emocionalmente, confortados se houver algum tipo de sofrimento e encorajados se estiverem ameaçados. A consequência dessa relação de apego é a construção de um sentimento de confiança e segurança da criança em relação a si mesma e, principalmente, em relação àqueles que a rodeiam, sejam estas suas figuras parentais ou outros integrantes de seu círculo de relações sociais.

*Artigo escrito por Josiane Miara, coordenadora do período ampliado do Colégio Marista Santa Maria, da Rede de Colégios do Grupo Marista. O Grupo Marista é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia. 

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 15/08/16 11:59:42 AM
(Imagem: Divulgação)

(Imagem: Divulgação)

O bicho-papão é uma figura fictícia mundialmente conhecida. É uma das maneiras mais tradicionais que os pais se utilizam para colocar medo filhos, no sentido de associar o monstro lendário à contradição ou desobediência da criança em relação à ordem ou conselho do adulto. Segundo o mito popular, o bicho-papão se esconde no quarto das crianças desobedientes ou mentirosas, para assustá-las no meio da noite. Quando uma criança faz algo errado, ela deve pedir desculpas, caso contrário, segundo a lenda, receberá a visita do monstro.

E quando uma criança faz algo de errado na Internet, será que o bicho-papão aparece?

Aparece sim, com a ficção se transformando na dura realidade das agressões virtuais à criança e de sofrimento aos pais.  O artigo 229 da Constituição Federal retrata que “os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos”. O mesmo ocorre nos artigos 22 e 55 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que retratam claramente a responsabilidade dos pais em acompanhar e educar as crianças e adolescentes.

O artigo 21 da Lei 8069/90 retrata que o poder pátrio pode ser exercido em igualdade de condições pelo pai e pela mãe, da forma do que dispuser a legislação civil, assegurado a qualquer um deles o direito de, em caso de discordância, recorrer à autoridade judiciária competente para a solução da divergência.

O Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 116, afirma que a autoridade poderá obrigar o adolescente (menor entre 12 e 18 anos de idade) a restituir a coisa, promover o ressarcimento do dano ou compensar o prejuízo da vítima, nos casos de atos infracionais que resultem em prejuízos materiais.

Por sua vez, o Código Civil dispõe que os pais têm obrigação de dirigir a educação e exercer uma espécie de poder de vigilância sobre seus filhos menores de 18(dezoito) anos. Esta é uma forma de limitar taxativamente a responsabilidade dos pais que se tornam responsáveis pelo motivo de seus filhos não terem capacidade de discernimento. Como exceção, a responsabilidade se tornará solidária (pais respondem juntamente com o filho pelo dano causado por este) quando o adolescente, mesmo sendo menor, é emancipado (na doutrina existem, porém, manifestações frontalmente contrárias a esse entendimento).

Atualmente, o bicho-papão tem formas bem definidas: ação criminal para os agressores e indenizatória contra pais e escolas em virtude de divulgação não autorizada de imagens, insultos, agressões e crimes cometidos virtualmente, em virtude da omissão daqueles que deveriam orientar crianças e adolescentes a não fazer justiça (ou injustiça) com o próprio celular.

A função da lei é a proteção dos bens jurídicos fundamentais, como a vida, honra, patrimônio, integridade física, liberdade e a privacidade, sendo que as punições previstas na lei fatalmente atingirão aos que praticarem delitos e desrespeitarem o complexo de princípios – jurídicos e sociais – que tutelam e protegem a vida humana em todos os aspectos.

A legislação brasileira voltada para a criança e o adolescente não é suficiente para a proteção se não houver as devidas informações de ataques virtuais para as autoridades públicas.  A segurança e bem-estar da família e da escola não ocorrerá por um processo judicial ou com elaboração de novas leis. Necessita-se de atitudes preventivas e combativas, objetivando a instrução, educação e cobrança dos órgãos públicos para que a perspectiva de paz social digital não seja apenas um sonho.

*Artigo escrito por Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita, advogada sócia do SLM Advogados, membro da Comissão de Direito Digital e Compliance da OAB-SP e idealizadora do Programa Proteja-se dos prejuízos do Cyberbullying. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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