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Educação e Mídia

Enviado por InstitutoGRPCOM, 03/07/15 4:39:15 PM
(Imagem: divulgação)

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Intolerância, brigas violentas, crimes. Em tempos de muitas adversidades, ser resiliente –conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas (choque, estresse etc.) – se tornou uma característica importante pessoal e profissionalmente. Muitos não sabem que a resiliência pode ser ensinada, inclusive para crianças. Superar frustrações, entender que pode estar em risco, perceber seus comportamentos e reações são coisas que as crianças podem fazer, se orientadas pelos responsáveis e aceitas no meio em que vivem.

Alguns pontos favorecem o desenvolvimento da resiliência e o papel dos pais neste processo é muito importante. É fundamental que a criança seja bem-vinda e desejada na família, outros pontos são o entusiasmo, a forma otimista de encarar os fatos, e passar por frustrações. O adulto resiliente com certeza foi exposto a frustrações na infância, os pais precisam entender que tirar todas as pedras do caminho do filho é um desserviço, deixar que o filho se frustre e mostrar como ele conseguiu vencer essa etapa é o que fará a diferença em sua formação, o reforço positivo é outra ferramenta importante na formação da auto-estima.

Engana-se quem acha que resiliência é algo que se adquire e faz com que a pessoa haja da mesma forma em todas as situações, isso não é verdade, pois crianças e adultos podem ser resilientes em casa, mas não tolerarem nenhuma situação adversa na escola ou no trabalho, por exemplo.

A chegada da adolescência faz com que atitudes resilientes se tornem ainda mais importantes, pois o resiliente, em geral, não se coloca em situações perigosas ou vulneráveis. O adolescente que possui esta característica avalia as situações sem se alienar, além disso, ele se conhece, percebe a si mesmo e os outros e se torna capaz de analisar antes de agir. Isso vale para ofertas de drogas, má influência de amigos e comportamento na internet.

Algumas ações para ajudar seu filho a se tornar resiliente:

– Desejar o filho é o ponto de partida;

– Oferecer amor e presença. Pessoas resilientes foram muito amadas na infância;

– Participar ativamente da vida de seu filho;

Colocar-se a serviço da criança, disponível para as necessidades que ela tem;

– A escola oferece o estímulo à parte cognitiva. Escolha uma boa escola, que estimule adequadamente seu filho;

– Seja você uma pessoa resiliente. Para desenvolver o autoconhecimento e a estruturação a criança busca nos modelos que ela possui.

*Águeda Thormann é mestre em Mídia e Conhecimento e professora do Curso de Pedagogia do ISE SION (Instituto Superior de Educação Nossa Senhora de Sion). A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 02/07/15 3:47:52 PM
(Foto: Emilio Morenatti)

(Foto: Emilio Morenatti)

Com perdão ao derrotismo, avançamos pouco, muito pouco, nos nossos discursos sobre os jovens. O esmagador posicionamento da sociedade a favor da redução da maioridade penal está aí para comprovar. Falta-nos de fato massa crítica sobre o assunto. Mas não é um deserto absoluto, convenhamos. Pode-se citar as pesquisas sobre “juventudes” – assim mesmo, no plural – de Miriam Abramovay; ou o controverso pensamento do psicanalista Contardo Calligaris, para citar dois. Mas ainda assim, é pouco.

Não é difícil explicar. Como dizem os antropólogos, as estruturas mudam mais rápido do que a cultura e o imaginário. Não se apagam assim séculos de visão ibérica sobre a mocidade – transitória, corretiva, perigosa, um hiato que pode levar a ser marmanjo desocupado ou adulto correto, entre outras crenças amareladas. O pé-atrás com a juventude é tão forte que nem os 20 anos de debates que levaram à consolidação do Estatuto da Criança e do Adolescente foram fortes o bastante para demover nossos preconceitos.

Dia desses, um policial foi chamado no bairro onde moro. Parte do quarteirão estava preocupada com o que chamamos de “o misterioso caso das bolinhas de gude”. Com uma arma adaptada ou com um estilingue, alguém deu de atirar esses artefatos contra janelas e contra pessoas. A dica da PM é que procurássemos um adolescente por trás de alguma fresta – provavelmente o atirador era um deles. A dica levou a uma verdadeira caça às bruxas na redondeza, equívoco que outro efeito não teve senão pôr à flor da pele nossa rapidez em vitimizar os mais jovens. Em tempo – o atirador, pelo que tudo indica, já passou dos verdes anos.

É só um exemplo de como voltamos nossa metralhadora cheia de mágoa para os jovens. Não deixa de revoltar. Muitos dos que culpabilizam nossos moços, pobres moços, por todas as mazelas do país, nunca fizeram nada por um deles. Faça o teste. Pergunte a um dos inquisidores da juventude se já perguntaram ao guri que lava seu carro no posto ou ao menino da portaria do prédio até que ano eles estudaram. Se sabem onde fica a Educação de Jovens e Adultos (EJA) mais perto.

Anos atrás, em visita ao Brasil, o sociólogo italiano Domenico De Masi recebeu de um repórter uma pergunta à queima-roupa. Ao falar pelos quatro cantos do mundo de sua teoria do “ócio criativo”, De Masi nada mais estaria fazendo do que sociologia para as classes médias. Ouviu a acusação e respondeu sem pudores. O termômetro subiu. Disse que muito se espantava que nós, brasileiros, que não conseguimos nem sequer encaminhar nossas empregadas para a escola, tivéssemos o desplante de acusá-lo de burguês.

Mas é preciso passar da fase da constatação e ir para a ação. Lidar com jovens exige perícia, pois não se trata de uma faixa etária estanque. Um dos maiores pecados dos adultos é o ressentimento ao se darem conta de que os jovens de hoje não são a sua imagem e semelhança. Muitos se defendem de forma infantil, ainda que inconsciente, diminuindo essa geração em vez de entendê-la. Dizem que o jovem de ontem, este sim, era politizado, engajado, idealista, esquecendo-se que a memória é dada à traição e à idealização.

Sugiro que nós, educadores, façamos uma espécie de laboratório – recolhendo daqui e dali as melhores impressões sobre a mocidade. É um bom exercício. Dia desses, ouvi do Arnaldo Jabor que os jovens de hoje são menos babacas que os da geração dele. Seriam mais realistas. Faz sentido. De um padre que trabalha com a juventude, o curitibano Alexander Cordeiro Lopes, pesquisador do assunto, escutei que são mais pragmáticos – os jovens buscam uma experiência disse ele. Depois dessa observação fiquei mais atento, embora não tivesse dúvidas de que a vida se reinventa e de que um novo líder nasce neste exato momento.

Em trabalho com alunos, percebo que se incomodam com os excessos de discursos e com os conceitos sem aplicação. É claro que ninguém deve se render ao pragmatismo e à ditadura da utilidade, mas essa urgência juvenil diz algo. Se queremos falar com eles, fica o desafio de criar oportunidades de que eles se aproximem do mundo, que o toquem. Reparem no quanto andam ao longe, apartados pelo medo e pela superproteção familiar. Mesmo o que à primeira vista soa como assistência e alienação pode ser o fio da meada para iniciar uma conversa com eles.

Se a dica serve de alguma coisa, conto aqui que todas as vezes que tive a coragem de descer da tribuna, de mudar de lugar, de fazer com eles, saímos no ganho. Dias atrás, fizemos um Pecha Kucha – aquela dinâmica japonesa de contar uma história em 20 slides projetados em 6h40 minutos. Pude conhecê-los – sentado num canto da sala de aula. Provei da criatividade de cada um deles. Rimos juntos. Durante as apresentações, não fui poupado de comentários sobre a mesmice da vida acadêmica. Mais importante que tudo, aprendi um bocado. Já virou um clichê, mas vamos lá – quem não consegue mais aprender tem pouco a ensinar. Na noite do Pecha, em silêncio, fui o melhor professor por algumas horas. Melhor repetir a dose.

*José Carlos Fernandes é jornalista da Gazeta do Povo e professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná – UFPR. O profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/06/15 10:17:13 AM
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A nossa História retrata um povo sempre na busca de uma identidade própria, fomos Colônia, Império e hoje somos uma República. Nessa trajetória até os dias atuais vivemos momentos de embates e lutas pela construção de autonomia plena. Sofremos muitas influências e fomos ainda, o último país independente do continente americano a abolir a escravidão.

Aturdidos nessa procura incessante, sempre buscamos modelos de sucesso para que sejam adaptados à nossa realidade. Ora, importamos um modelito de lá ora de acolá. Éramos os melhores no futebol, contudo, países que sempre fazem a lição de casa muito bem-feita nos driblaram e hoje deixamos o reinado para a Alemanha. Não que devêssemos sempre ganhar esse título, mas a forma como tudo aconteceu é que nos causa tristeza. Muito dinheiro comprado e vendido, obras superfaturadas inacabadas, escolas abandonadas, segurança zero e doentes largados pelos corredores dos hospitais. A que custo fomos os hospedeiros de uma Copa do Mundo malsucedida e que deixou rastros de revolta e vergonha?

Bem, fomos descobertos oficialmente no ano de 1500, já tínhamos uma história nesse país continental, que não era apenas um legado do povo indígena que aqui habitava. Essa história tem muitos namoros anteriores ao ano oficial de seu descobrimento. E, a partir de então, passado o período da colonização, lutamos pela independência e pela construção de um povo com identidade própria.

Voltando ao presente, vamos pensar o que faz a diferença entre o “ser e o não ser” um país que transpira à democracia, à modernidade, que hoje está refletido em ter uma consciência ecologicamente correta, ser educado no respeito à diversidade e na inclusão, respeitar ao próximo como gostaria de ser respeitado. Tudo passa pela Educação. Ter ou não ter uma educação de qualidade indistintamente de cor, raça, credo e gênero.

Agora, analisando como estão tramitando a aprovação dos Planos Municipais e dos Planos Estaduais de Educação percebe-se a existência de um fosso, quase que intransponível, entre o real e o ideal de educação. Interesses à parte, todavia a intenção para que esse país de dimensões continentais se transforme em um país deveras sério em suas intencionalidades, urge mais 500 anos de formação e educação, porque a nossa mentalidade atual está forjada em levar vantagens e não no que é certo ou errado. Daquilo que é sério e faz bem, faz bem para a saúde do corpo e da alma, e com ela o orgulho de ser brasileiro, sem preconceitos nem falsas modéstias, tão característicos de povos evoluídos.

Só mais 500 anos. Será o suficiente para que vícios de mandos e desmandos sejam substituídos por interesses de tornar esse país em um país sério com governantes comprometidos em alavancar o crescimento pensando em uma Educação de qualidade para toda a população. Serão suficientes esses aninhos a mais?

Voltando à caverna de Platão; já falei sobre ela em outro artigo. Continuaremos a acreditar naquilo que é reproduzido tomando como verdades absolutas ou sairemos para fora de nós mesmos e veremos que nada daquilo é o real? O mundo é outro e mudou, e essa mudança precisa vir de dentro para fora. Líderes precisarão ser formados para conduzir essa nova ordem que não é a pregada por martelos e pregos fundidos em um único lugar absoluto como verdades estagnadas e absolutas.

Para que essa nova realidade seja vislumbrada, a qualidade da educação precisa ser enfrentada como um bem apropriado por todos os viventes dessa nação. E será que é o que presenciamos nessa “pátria educadora”? Educadora de quê e para o quê e para quem? Encaminhando jovens para qual espaço de liberdade conquistado pela sabedoria e pelo conhecimento?

E, saúde, segurança e educação ainda em estado de gestação.

Apenas para lembrar, retidão de caráter, honestidade, vergonha não se importam. Ou se tem ou não se tem.

*Artigo escrito por Fátima Chueire Hollanda, assessora Pedagógica do Sinepe/PR e Diretora da TeachingConsult – Empresa de Consultoria e Coaching Educacional. O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 25/06/15 12:08:51 PM
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Inspirada por uma das muitas conferências do escritor Mia Couto, resolvi compartilhar algumas ideias com vocês sobre o medo, esse sentimento que nos faz levantar mais muros que pontes, grades no lugar de estradas que nos ligariam uns aos outros. E falar em medo é também nos interrogar sobre o papel da educação na construção do nosso “eu”; e falar da mídia, como perpetuadora e criadora de medos ou oportunidade de novas miradas críticas.

Falar de medo é nos questionar constantemente sobre nossos (pre)conceitos em relação ao que é diferente de nós; nossa incapacidade de aceitar pontos de vista, culturas, hábitos, opiniões, relações que não se enquadram em nosso “mundinho” protegido por ilusões de perfeição; é rasgar a Declaração dos Direitos Humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e pedir a redução da maioridade penal embalados por discursos de violência proferidos muitas vezes pelos mesmos causadores dessa violência e por aqueles que vão lucrar com ela.

Falar sobre medo é também perceber que muitas vezes não temos uma postura crítica em relação aos meios de comunicação, engolindo goela abaixo todas as mensagens recebidas diariamente em forma de notícias sensacionalistas ou publicidade de alarmes de carro e seguros de vida para o nosso mundo ficar melhor. Falar de políticas públicas de qualidade em educação, saúde, lazer, etc não está em questão entre os medrosos, porque é preciso coragem para sair da zona de conforto do “mimimi” e lutar não por você, mas por todos.

Os que sentem mais medo do que indignação, defendem mais polícia, mais cadeia e até a volta dos militares e a suspensão temporária da cidadania, porque já não conseguem pensar por eles próprios e precisam de “pseudo-salvadores”. Por isso escutamos vozes cada vez mais extremistas, conservadoras e reacionárias ocupando lugares políticos de destaque em todo o mundo e oferecendo-se para defender os tais “valores tradicionais” dos quais muitos dizem sentir falta.  O que não costumamos nos perguntar é: Quem ganha com esse radicalismo?

Em meio à crise econômica mundial não parece que as indústrias bélicas, por exemplo, estejam falindo. Talvez o contrário. Talvez se produzam mais armas do que nunca, porque há mais fantasmas e um mal irremediável e invisível a ser combatido. E esse mal normalmente tem cor (negra), localização geográfica (oriente) e classe social (pobres).

“Para fabricar armas é preciso fabricar inimigos; para produzir inimigos é imperioso sustentar fantasmas” (Mia Couto)

Onde fica a ética quando falamos sobre o medo?

Qual o papel da educação quando nos referimos a medo de violência?

Onde estão as políticas públicas de Educomunicação para a formação de cidadãos que tenham uma postura mais crítica e criativa diante das mensagens do mundo, e que compreendam a informação/comunicação como um direito humano capaz de transformar vidas, histórias e realidades?

Enquanto combatermos só as consequências de um mundo corrupto, sem educação de qualidade voltada à formação de cidadãos, sem direitos garantidos na prática e não apenas em folhas de papel, estaremos perdendo a oportunidade de entrar para a História como uma geração que mudou a realidade a partir das lutas por seus direitos, e não se deixou vencer pelo medo.

Numa conferência sobre segurança, Mia Couto destacou que provavelmente morreram mais chineses a construir a Muralha da China do que propriamente pelas invasões das quais ela deveria protegê-los. Sendo um Patrimônio Mundial e considerada uma das Sete Maravilhas do mundo, a muralha na verdade pode ser considerada um monumento ao medo. Vários trabalhadores que morreram em sua construção foram emparedados lá mesmo: corpos, tijolos, pedras, cal…. corpos que se converteram em muros e nos lembram de forma metafórica que o medo pode nos aprisionar dependendo da maneira como lidamos com ele.

Como reflexão, sugiro algumas questões:

Como você tem trabalhado seus medos?

De que maneira educadores podem discutir o medo nas escolas?

Estamos educando nossos filhos tendo como horizonte os Direitos Humanos e o respeito ao Outro-Sujeito de direitos igual a nós?

“Há muros que separam nações, muros que dividem pobres e ricos, mas não há hoje no mundo muro que separe os que têm medo dos que não possuem”. (Mia Couto)

* Cristiane Parente de Sá Barreto é Jornalista, Educomunicadora, Sócia-Fundadora da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom), Doutoranda em Comunicação e Pesquisadora do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade – CECS da Universidade do Minho, Mestre em Educação pela UnB e em Mídia e Educação pela Universidad Autónoma de Barcelona.. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/06/15 9:36:09 AM
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O sucesso de uma organização, em qualquer ramo de negócio, depende do quanto seus processos estão bem estruturados e são aplicados de maneira eficiente. Por exemplo, não adianta a área de produção querer produzir cada vez mais, se o financeiro não alertar que a empresa está com dívidas. Haverá problemas. Por isso, a gestão é um ponto fundamental em qualquer tipo e porte de empreendimento, desde uma multinacional até um artesão. Em maior ou menor escala, todos necessitam tomar decisões estratégicas relacionadas a finanças, recursos humanos, liderança, jurídico, modelo de sustentação do negócio e a uma série de outras áreas que têm impacto no sucesso do negócio. Com as escolas de educação especial não é diferente.

No dia a dia do trabalho da ASID Brasil com instituições filantrópicas de educação especial no Paraná, percebemos que são raras as organizações que têm uma gestão estruturada e poucas as que possuem apenas um aspecto desenvolvido. Infelizmente, a maioria conta com uma gestão amadora. Isto ocorre porque, muitas vezes, os colaboradores são improvisados em funções que desconhecem. Ainda assim, muitas instituições desenvolveram práticas simples de gestão, capazes de resolver problemas e carências. Nós, da ASID Brasil, conhecemos esses projetos e percebemos que a solução encontrada por uma instituição poderia ser aplicada a outra, são experiências, por exemplo, de processo de estruturação do Planejamento Estratégico, que permite à instituição desdobrar seu planejamento tático, metas e indicadores que norteiam as ações ao longo do ano. Há práticas também que mostram maneiras de angariar recursos, de melhorar o trabalho dos educadores e de incentivar o desenvolvimento dos alunos.

Essas ações foram compiladas pela ASID Brasil e estão numa obra inédita no Paraná, o Guia de Boas Práticas, que será lançado no dia 27 de junho e distribuído gratuitamente às mais de 400 instituições para PcD de todo o Estado, graças a uma parceria com a Secretaria da Educação do Paraná. O objetivo é que as instituições comecem a conversar entre si para realizar o intercâmbio de conhecimento, resultando no fortalecimento da rede e dando a oportunidade para que a gestão seja realizada com excelência. Assim, as instituições poderão crescer e ampliar o impacto social que geram. Também poderão se inspirar em ideias simples, mas que podem fazer grande diferença no seu dia a dia. O resultado de uma gestão mais organizada será sentido na ponta, quando as instituições conseguirem abrir vagas e contribuirem para reduzir a fila de espera, além de dar melhor qualidade de vida para seus colaboradores e alunos. Ganham as organizações, ganha a comunidade. Para mais informações, acesse nosso site: www.asidbrasil.org.br.

*Artigo escrito por Luiz Hamilton Ribas, formado em Ciências Econômicas pela UFPR. É diretor de Marketing e Voluntariado Projetos e um dos fundadores da  Ação Social para Igualdade das Diferenças –  ASID, organização social que trabalha para melhorar a gestão das escolas de educação especial gratuitas, resultando na melhoria da qualidade do ensino e na abertura de vagas no sistema. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/06/15 9:36:49 AM
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Em 2007, um vídeo produzido pelo Grupo de Trabalho Imagem e Conhecimento (GTRIC), da Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), nomeado de “Metodologia ou Tecnologia”, fez muito sucesso.

O vídeo está disponível no youtube, e o link para acesso está no final do texto. Inicia com uma professora ensinando a tabuada na sala de aula, utilizando um cartaz, ela aponta com uma régua a tabuada e os alunos repetem em voz alta. Em seguida o gestor da escola entra e anuncia que a escola irá mudar, que serão instalados novos equipamentos e que a professora não utilizará mais a tabuada antiga em suas aulas. Uma semana depois os equipamentos já estão instalados: televisão, projetor multimídia, um computador para cada aluno. A professora projeta a tabuada e os alunos repetem em voz alta, ou seja, tudo igual.

O audiovisual foi compartilhado e utilizado por muitos educadores em atividades de formação de professores para o uso das tecnologias, e se chega à seguinte conclusão: sem uma mudança de metodologia de aula não há tecnologia “moderna” que dê conta. A aula continua a mesma, a forma de ensinar também.

Em 2015, recebo um compartilhamento de um grupo no facebook que utiliza o Ipad na sala de aula, a professora postou fotos dos alunos utilizando o Ipad para a atividade “ditado”. Fiquei perplexa depois de ler os comentários, a maioria idolatrando a prática de ensino da Língua Portuguesa.

Oito anos depois do lançamento do vídeo Metodologia ou Tecnologia essa discussão parece que ainda não chegou a um grande grupo de professores, o tablet utilizado poderia ser muito mais aproveitado, mas ele apenas substituiu o lápis e o papel. Surge outro questionamento: qual é a utilidade do ditado feito pelo professor? Alguns podem argumentar que o ditado é uma estratégia de ensino para trabalhar ortografia e normas gramaticais, não concordo com isso, pois o ditado descontextualizado serve apenas como uma forma de avaliação punitiva.

O Ipad poderia estar sendo utilizado para leituras significativas de textos disponíveis na internet, produção de texto, uso de dicionários online, esclarecimento de dúvidas, ou seja, de uma forma mais produtiva e dentro de uma metodologia de ensino de língua portuguesa mais eficiente.

Link do vídeo:

*Escrito por Glaucia da Silva Brito. Glaucia é professora do Departamento de Comunicação Social e dos Programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e Educação (PPGE) da Universidade Federal do Paraná – UFPR, pesquisadora em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 11/06/15 12:03:37 PM
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Acalanto. Ato de acalentar, de ninar uma criança, de acalmá-la e reconfortá-la, levando-a ao peito e cantando para que adormeça.

Acalantos de Além-Mar. Espetáculo musical inspirado no potencial existente na voz de quem embala uma criança, ação cultural que encontra estreitos laços de identificação com o público ao inserir em seu repertório cantilenas, parlendas e expressões da música vocal tradicional que ainda fazem parte da memória de adultos e crianças e que circulam nos lares e escolas brasileiras.

O “Acalantos de Além-Mar” é um espetáculo inédito que estreou dia 3 de junho e está circulando nos Centros Municipais de Educação Infantil de Curitiba. Serão 30 sessões, totalizando aproximadamente 150 espectadores por apresentação (entre alunos – crianças de 0 a 5 anos –, educadores e funcionários).

Cantoras envolvem a plateia com temas de tradição oral oriundos de distintas etnias, interpretando as canções, por meio de arranjos vocais elaborados para três vozes. O idealizador do projeto, Nélio Spréa, explica que o objetivo é brincar com as possibilidades vocais e interagir por meio de estímulos visuais e sonoros, especialmente com os pequenos de 0 a 3 anos. “Acreditamos que estas canções tradicionais foram lentamente lapidadas por diferentes gerações nos processos de transmissão ao longo dos tempos, e por isso, atuam como meios condutores de afeto, promovendo confiança e gerando aconchego”, diz Spréa.

O projeto é uma das poucas produções dirigidas a bebês no Brasil atualmente. Por isso, espera-se que o espetáculo possa preencher esta lacuna, tornando-se referência na área da produção musical ao olhar os bebês enquanto sujeitos capazes de apreciar arte e sentir música, numa relação para além do entretenimento. Ao proporcionar cultura às crianças que encontram poucas condições de acesso a este tipo de produto cultural, e ao oferecer gratuitamente o espetáculo dentro do espaço escolar, o projeto contribui para a valorização do repertório e inova ao apresentá-lo a partir de arranjos vocais para três vozes.

O “Acalantos de Além Mar” é uma idealização da Parabolé Educação e Cultura e apresentado pelas cantoras Renata Melão, Luana Godinho e Mariana Castro. Liane Guariente está à frente da direção musical, da preparação vocal e da elaboração de alguns arranjos, que contaram também com a sensibilidade do músico André Dittrich. A direção artística é de Levi Brandão. Todas as canções são de domínio público e uma parte delas ainda está presente no dia a dia de muitas famílias e no cotidiano dos educadores.

Patricia Goedert Melo é jornalista e há dez anos atua em benefício da Educação por meio da Comunicação, desenvolvendo projetos para escolas, secretarias de educação e empresas ligadas ao segmento. Atualmente é mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) na linha “Comunicação, Educação e Formações Socioculturais”. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 09/06/15 9:40:35 AM
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As crianças vivem em uma sociedade que está em constantes e profundas transformações. As mudanças sociais fazem com que novos valores surjam em detrimento de outros que se configuram para responder às necessidades dos diferentes grupos. Vale ressaltar que, quando falamos em crianças, as intuições, setores, segmentos e grupos sociais devem compreender uma nova (re) configuração para considerarmos nas discussões sobre a importância da infância.

Reconhecer a criança cidadã, como sujeito de direitos, e a infância como uma categoria social, é desenvolver ações que efetivem aquilo que a lei assegura, em especial o desenvolvimento de políticas públicas para o direito ao brincar. O artigo 227 da Constituição Federal de 1988 e o artigo 16 do Estatuto da Criança e Adolescente também trazem em seu escopo a documentação da garantia dos direitos da criança, dentre eles o direito ao brincar.

A primeira normativa que atribui direito às crianças e adolescentes nasce com a Declaração de Genebra de 1924, documento no qual é assegurado a crianças e adolescentes o direito à proteção. Essa normativa é ampliada na Declaração Universal dos Direitos da Criança (DUDC) de 1959. O artigo 31 da DUDC fundamenta, reconhecidamente enquanto direito, o brincar. Porém a consciência sobre esse direito precisa ser ampliada por meio de propostas que qualifiquem o processo de desenvolvimento da criança e o fortalecimento das ações sociais, para que ocorram profundas mudanças nas políticas públicas, no contato com a natureza e na segurança das crianças, fazendo que as promoções de seus direitos tenham investimentos adequados à sua execução.

Ao mencionarmos os adultos, relembramos que o papel da família e as mudanças em sua configuração, trouxeram novos papéis para os atores sobre as questões a serem pensadas tanto pela família, quanto pela sociedade. A criança que antes tinha tempo, liberdade e espaços variados para brincar, agora passa a ocupar, cada vez mais cedo, um lugar fixo e institucionalizado, onde passa a maioria do seu tempo. Por ser institucionalizado, esse espaço tem como premissa o papel de cuidar e ensinar. Por outro lado, algumas famílias substituem a falta de tempo, pelo computador e pelo videogame. Diante dessa nova realidade surgem questões que suscitam profundas reflexões acerca da função da família e da Educação Infantil na responsabilidade pela criança. Qual é o papel da família e o papel da mídia eletrônica, diante do pouco tempo e da ausência de espaços com qualidade para que a criança possa brincar? Quais são os benefícios e os malefícios de oferecer à criança (somente) brinquedos tecnológicos e de multimídias?

O brincar e as mídias podem possibilitar o desenvolvimento cognitivo, o da subjetividade, do raciocínio e da imaginação. Contudo, o excesso do tempo dedicado ao uso das plataformas digitais, prejudica as oportunidades da criança de recrear-se e participar de atividades lúdicas e artísticas. Ressaltamos também que corporalmente, a criança está passiva e exposta podendo prejudicar a integridade da sua saúde. O brincar, em suas diversas manifestações e dialetos brincantes, é desafiador e fomenta o (des) envolvimento da criança em toda a sua integralidade.

*Artigo escrito por Leandro Aparecido da Silva, formado em Letras e Artes Cênicas, atua como educador na área de assessoramento do Centro Marista de Defesa da Infância, da Rede Marista de Solidariedade do Grupo Marista. Colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia. 

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 22/05/15 2:41:47 PM
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“Não tenho medo da palavra “tensão”. Opus-me veementemente à tensão violenta, mas há um tipo de tensão construtiva, pacífica, que é necessária para o crescimento. (…) nós nos arrependeremos, no tocante a essa geração, não apenas das palavras e ações odiáveis das pessoas más, como também do silêncio espantoso das pessoas boas. ”

Martin Luther King Jr., Carta da Prisão de Birmingham, 1963.

Uma negra sentada no ônibus em lugar que a ela era proibido. O estopim para surgir um líder que dedicou sua vida à causa do fim da segregação racial, pelos direitos civis dos negros e dignidade a todos os seres humanos. A história de M. L. King serve de inspiração para a reflexão sobre a crise em que vivemos na educação de nosso estado e país. Crise que gerou violência, desrespeito e, principalmente, descrença. Descrença de que é possível mudar a realidade em que vivemos e alcançarmos o sonho de tantos de uma educação com mais qualidade, democrática e respeitada.

Na fala de muitos, percebe-se a falta de credibilidade de que a educação pública possa ser exemplo e referência. Convido a todos para resgatarmos a fé e a esperança e olharmos para além desse momento de crise. Olharmos além e para os lados! Como a ponta do iceberg, esse momento exige um esforço para uma análise mais profunda de que todos nós podemos aproveitar essa crise como uma oportunidade de mudança mais profunda!

L. King, inspirado em M. Gandhi, deu inúmeros exemplos, por meio de atitudes firmes e pacíficas, de que a tensão, a crise e o conflito, podem ser construtivos para uma real transformação. No entanto, alertou, com seu incrível poder de oratória, de que, para isso, é necessário o engajamento e não a omissão. Entendendo que o papel do educador tem sua parcela importante de responsabilidade para essa transformação e, comprovando diariamente em nossa prática de 15 anos trabalhando com a educação pública no Paraná, vimos que essa transformação também ocorre por meio da indignação usada como instrumento para mudanças efetivas no dia a dia das escolas. São inúmeros os exemplos de professores que, apesar das contradições e adversidades, fazem do seu papel algo digno de aplausos.

Um professor que ao presenciar uma cena de racismo ou homofobia em sala de aula não é omisso e utiliza-se da violência como uma oportunidade educativa para todos os seus alunos.

Um jovem que, apesar de toda a deficiência física que poderia lhe ser limitadora, é o representante de turma e, mais tarde, o presidente do grêmio estudantil por anos, reconhecido por todos como líder justo e fraterno.

Um funcionário que se engaja em organizar o recreio de sua escola e, junto a outros colegas e alunos, proporciona inúmeras ações educativas e por consequência, a diminuição das brigas entre estudantes.

Uma criança que, por seu gosto na leitura, organiza uma campanha de doação de livros para a biblioteca de sua escola, mobilizando outras crianças a lerem mais e melhor. E suas famílias também!

Uma diretora que, apesar do medo e resistência, se dispõe a conhecer melhor as famílias de sua escola e, com isso, consegue apoio para que não haja depredações ou roubos na escola e maior participação nas reuniões propostas pela equipe pedagógica.

Quando iremos reconhecer que essa é também a realidade de tantas escolas!? Educadores e educandos que diariamente agem de forma pacífica, honesta, justa e conseguem transformar relações e conflitos em relações diárias de respeito!

Busquemos, nesse momento de indignação e crise, as forças para uma real transformação da educação, resgatando o sonho e a chama da escolha! Afinal, por que somos educadores!? Inspiremo-nos na sabedoria de líderes que deram a vida por uma causa e conseguiram com paz, amor e sabedoria, tocar o coração daqueles que os desacreditavam e deixaram seu legado de transformação real, para além de suas vidas. Tratando a todos com respeito!

 

 

*Artigo escrito por Adriana A. Bini, Psicóloga e Colaboradora da Associação Gente de Bem, instituição que desenvolve formações para adolescentes, educadores e familiares baseadas nas concepções de educação integral transformadora. A Associação Gente de Bem colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 21/05/15 12:10:25 PM
(Ivonaldo Alexandre\ Gazeta do Povo)

(Foto: Ivonaldo Alexandre\ Gazeta do Povo)

Hoje vamos contar a história verídica de duas professoras de uma mesma escola pública na região de Curitiba. Vamos chamá-las de Professora Um e Professora Dois para que possamos garantir suas identidades, mas informamos que ambas autorizaram a publicação da história, portanto, acompanhe conosco essa jornada sobre o “polêmico” uso do Whatsapp entre professores e estudantes.

No dia primeiro de abril desse ano, uma postagem acerca de um curso para gerenciamento de grupos no Whatsapp foi amplamente comentada e curtida na rede social Facebook, você chegou a ver? Essa postagem caiu nas graças da Professora Um, a qual logo acessou para se inscrever no referido curso. Para sua tristeza, percebeu que era uma pegadinha do “dia da mentira”.  Passados alguns dias, estávamos na sala dos professores quando, compartilhando conosco essa experiência, ela demonstrou certa tristeza por não existir de fato o curso. Além disso, se sentia um pouco envergonhada por achar que precisava do mesmo, isso porque, segundo ela, não sabe como agir em grupos no Whatsapp  principalmente com os estudantes do Ensino Médio.

Nisso começamos a conversar sobre a experiência que uma de nossas colegas vem realizando na disciplina de espanhol, nesse caso a Professora Dois. No início do segundo semestre de 2014 ela disponibilizou seu número pessoal de telefone e criou um grupo para uma de suas turmas, por meio do qual fazia postagens de charges, tiras, vídeos, capas de revistas, pequenos trechos de textos e outros tudo no idioma espanhol. Esses eram discutidos no próprio aplicativo e também em sala de aula. Além disso, ela tomou a decisão de que a prova oral fosse realizada via gravação de um áudio com a duração de até um minuto no aplicativo.  Todas as interações com os estudantes, via whatsapp, foram registrados em uma planilha.

Logo que paramos de contar esse trecho da história a Professora Um nos interrompe e nos faz vários questionamentos. Dentre eles transcrevemos alguns para compartilhar com vocês, que agora nos lêem:

Puxa parece ser tão interessante isso que ela fez, onde ela aprendeu? Como eu devo lidar com as postagens? Como responder? Dar o meu próprio número de telefone ou comprar um chip específico para esse uso com os estudantes? Que horas vou gerenciar essas atividades, em casa, na hora atividade? A escola irá aceitar discussões, orientações ou mesmo avaliações feitas por meio dele? Será que não estarei arrumando mais uma tarefa para mim mesma?”

De fato, não temos um curso para gerenciamento de grupos no Whatsapp, e não há vergonha alguma no fato de a Professora Um desejar a existência dele. No entanto, muitas das respostas que ela e a escola vêm buscando, acerca de tudo o que advém da cibercultura, não encontrará em cursos, mas sim nas discussões pessoais e na própria escola. Todos nós professores e professoras estamos cheios de questionamentos como a Professora Um, então o que fazer com eles?

Nossa experiência tem mostrado que, cada vez mais, a escola e sua comunidade, como espaço de experiências com tecnologias e com saberes, necessita discutir acerca dessas questões entre pares, com os estudantes e com os familiares, visando a busca de alternativas que sejam consonantes a cada cultura escolar. Como tem se dado esse processo de discussão em sua escola? Como vocês tem respondido às questões da Professora Um? Entre em contato conosco para nos contar!

*Escrito por Glaucia da Silva Brito e Michele Simoniam. Glaucia é professora do Departamento de Comunicação Social e dos Programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e Educação (PPGE) da Universidade Federal do Paraná – UFPR, pesquisadora em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Michele é pedagoga, professora de educação básica técnica e tecnológica do IFPR, mestre em Educação e doutoranda em Educação pela UFPR.

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