Haddad brinca de faça o que eu digo mas não faça o que eu faço

Haddad brinca de faça o que eu digo mas não faça o que eu faço Foto: André Rodrigues/Arquivo Gazeta do Povo

Fernando Haddad é um homem inteligente e preparado, inclusive para ser presidente da República, goste-se ou não dele ou de seu partido. Fala corretamente, tem postura elegante e ponderada e passa a imagem de uma pessoa de bons princípios. Mas tem coisas que o candidato do PT diz que não dá para entender ou aceitar. Por exemplo: ao reclamar da suposta compra de pacotes de disparos de mensagens via WhatsApp por empresas apoiadoras de Jair Bolsonaro – o incendiário ex-capitão que ameaça devolver o PT de vez à oposição –, ele escorrega feio. Haddad comentou a denúncia publicada pela Folha de S. Paulo contra os apoiadores de Bolsonaro, que aliás precisa ser apurada rigorosamente, dizendo ver nela delitos de organização criminosa, caixa dois, calúnia, difamação e lavagem de dinheiro. Ou seja, alguns dos mesmíssimos crimes dos quais próceres do seu partido e o mentor de sua candidatura, Lula, são acusados há tempos e pelos quais muitos estão presos, incluindo o ex-presidente, e sobre os quais nunca se ouviu um pio do agora presidenciável petista, a não ser para negá-los. Haddad fala em anular o primeiro turno da eleição com a convocação do terceiro colocado, Ciro Gomes, para enfrentá-lo no próximo dia 28 – o que até seria interessante de ver, já que no momento tenta atrair o apoio do pedetista. Mais uma contradição, uma vez que o PT chama a deposição de Dilma Rousseff, pelo Congresso Nacional, de golpe.

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