Mulher de Reinaldo Azevedo achou que ele apanharia em Curitiba

Mulher de Reinaldo Azevedo achou que ele apanharia em Curitiba Crédito: Ezequiel Prestes

“Você está louco? Você vai apanhar lá”. A autora da frase é a mulher do jornalista Reinaldo Azevedo ao saber que ele viria a Curitiba para dar uma palestra. O próprio Azevedo contou a advertência que recebeu da mulher ao dar início à palestra promovida pelo LIDE Paraná na noite de quinta-feira (28) no hotel NH The Five com o tema “Defesa do estado de direito – sem estado de direito só resta o direito do Estado, também conhecido por arbítrio”. “Há dez anos, se viesse a Curitiba lançar um livro apanharia dos petistas. Hoje [apanharia] dos lavajatistas”, afirmou logo de início . Falando a uma plateia formada em sua maioria por empresários e executivos paranaenses filiados ao grupo de líderes fundado por João Doria Junior, hoje prefeito de São Paulo, Azevedo começou fazendo uma espécie de auto-blindagem contra seu conhecido mau humor com a Lava Jato. A partir daí falou o que quis e quanto quis sem ser contestado. Mas um expectador estava mais atento do que os demais à fala dele: o presidente do Sindicato dos Bares e Casas Noturnas do Paraná (Sindiabrabar-PR), Fabio Aguayo, amigo pessoal do juiz Sergio Moro. Após a palestra, ele disse à coluna que estava pronto para defender Moro caso Azevedo o atacasse, o que não ocorreu.

 

Sobre sua implicância com a Força-Tarefa da Lava Jato, baseada em Curitiba, Azevedo justificou: “Desculpem, Curitiba me pertence tanto quanto a vocês. Curitiba é do Brasil. Não acredito em República de Curitiba, acredito na República Federativa do Brasil e no Estado Democrático de Direito”. E para demonstrar sua intimidade com a cidade, o jornalista disse à coluna, após a palestra, que leu toda a obra de Paulo Leminski e de Dalton Trevisan. “Quantos curitibanos podem dizer que fizeram isso?”, provocou.

 

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