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Panela do Anacreon

Enviado por Anacreon de Téos, 27/04/15 12:21:02 PM

O Kobe Beef será a atração de gala da Bull Prime Carnes Nobres durante a semana. (Foto/ Divulgação)

O marmoreio, entremeando gordura e carne, é o que garante a maciez e o sabor do kobe. (Foto/ Divulgação)

É um privilégio para poucos, reconheço. Custa caro, chegaram a chamar de “ouro vermelho”, tempos atrás, mas para quem pode pagar, saborear é um prazer indescritível.

A carne de Kobe é extraída da raça Wagyu. Este gado possui grande quantidade de gordura espalhada de modo homogêneo pelas fibras dando aos bifes suculência e maciez incomparáveis. Carne marmorizada – é como costumam chamar, justamente pelo fato de a ramificação da gordura espalhada por todos os lados, passar a impressão de uma superfície de mármore. E para se chegar a esse ponto, os animais são tratados como massagens diárias para a gordura penetrar na carne e escovados com saquê que matam as bactérias e deixam os pelos sedosos. Algumas fazendas chegam a tocar música clássica para os animais. A alimentação é a base de mistura de grãos e cerveja.

O autêntico Kobe é produzido na região de Hyogo, localizado na cidade de Kobe, Japão. Mas, de uns tempos para cá, também vem sendo produzido em outros locais, pela limitada oferta – alguns restaurantes brasileiros possuem seus próprios rebanhos Wagyu.

Alguns restaurantes e steak houses de Curitiba já promoveram cardápios com o kobe beef, todos com sucesso. E agora a Bull Prime promove o primeiro Festival do Kobe Beef da capital. Começa nessa segunda-feira (27) e se estende até o próximo sábado (02), com diversos cortes nobres de Wagyu.

Entre os destaques do menu está o recém-importado Entrecôte de Wagyu MB 10 (marmoreio grau 10), que terá como entrada o Carpaccio de Shoulder Steack com mini folhas frescas e Risotto Quattro Formaggi (R$ 259 por pessoa).

Será servido também um menu degustação, incluindo quatro cortes servidos em sequência: bife de chorizo, assado de tiras, ancho, carpaccio, além de uma taça de vinho argentino de 150 ml Diamandes de Uco Gran Reserva, safra 2008, servida como cortesia da casa (R$ 270 por pessoa).

Bull Prime Carnes Nobres e Açougue

Avenida Silva Jardim, 3813 – Seminário

Fone: (41) 3030-4446

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Enviado por Anacreon de Téos, 24/04/15 4:23:10 PM

Curitiba Pale Ale, a nova cerveja da Bodebrown no mercado.

O Concassé de siri do Bar do Victor. (Foto/ Divulgação)

Os pratos do cardápio especial da Forneria Copacabana para a harmonização. (Foto/ Divulgação)

A ideia é bem interessante: harmonizar cervejas especiais com cardápios completos. A expansão da fabricação dessas cervejas no país – e especialmente aqui no entorno de Curitiba – permitiu que mais pessoas assimilassem as propriedades de cada produto e que, assim como acontece com o vinho, cada tipo de cerveja pode combinar com um determinado prato.

Dentro desse propósito, surge o festival “Bode In Town”, em sua primeira edição reunindo rótulos da Bodebrown com cardápios do Bar do Victor e Forneria Copacabana. Até o próximo dia 5 de maio, os dois restaurantes estão propondo (apenas no jantar) um menu degustação composto por três pratos, harmonizados com um trinca de destaques da cervejaria curitibana: Cacau Wee, Perigosa e Curitiba Pale Ale. Esta última, produzida na Inglaterra em parceria com a Adnams, gigante internacional do segmento, acaba de ser lançada no país. O preço único pela refeição é tentador: R$ 59 e compreende todos os pratos e cervejas.

No cardápio do Bar do Victor o menu traz Concassé de siri, Lula grelhada com spaghetti de abobrinha e Carpaccio de maçã com brie e geléia de frutas vermelhas e pimenta.

Já na Forneria Copacabana apresenta menu com Tartar de salmão, Purê de batata com ragú de cogumelos e Figos grelhados com sorvete de gorgonzola.

As cervejas

A história a Curitiba Pale Ale começou no ano passado, quando os irmãos Samuel e Paulo Cavalcanti, sócios da cervejaria, foram até a Inglaterra produzir uma cerveja com DNA brasileiro para ser vendida numa rede de 900 pubs britânicos durante a Copa do Mundo. Fez tanto sucesso, que ganhou uma reedição e finalmente chega ao mercado brasileiro, engarrafada. A sugestão de harmonização para os pratos do menu especial: Concassé de siri (Bar do Victor) e Tartar de salmão (Forneria Copacabana).

Já a Perigosa é, uma das primeiras cervejas da Bodebrown e vem fazendo sucesso há anos. É marcada pela presença de lúpulos, com aromas cítricos e amargor elevado. Venceu medalha de ouro em eventos internacionais como Mondial de La Bièrre da França (2013), Festival Brasileiro de Blumenau (2014) e South Beer Cup (2014). Conta com notas de maracujá e goiaba e 9,2% de teor alcoólico. Sua harmonização sugerida é com: Lula grelhada com spaghetti de abobrinha (Bar do Victor) e Purê de batata com ragú de cogumelos (Forneria Copacabana).

A Cacau Wee é outra novidade da Bodebrown, trazendo uma releitura de um clássico da cervejaria. A tradicional Wee Heavy foi produzida com toques de semente de cacau baiano tostado, aliado a sete tipos de malte. Com grau alcoólico de 8%, a cerveja já conquistou medalha de ouro no Mondial de La Bière, no Canadá. A harmonização sugerida é com Carpaccio de maçã com brie e geleia de frutas vermelhas e pimenta (Bar do Victor) e Figos grelhados com sorvete de gorgonzola (Forneria Copacabana).

O Kit com as três cervejas também poderá ser adquirido nos restaurantes e na loja da fábrica da Bodebrown (Rua Carlos de Laet, 1015 – Boqueirão), por R$ 59.

Bar do Victor

Rua Lívio Moreira, 284 – São Lourenço

Fone: (41) 3353-1920

Forneria Copacabana Itupava

Rua Itupava 1155 – Hugo Lange

Fone: (41) 3243-5787

Forneria Copacabana Iguaçu

Avenida Iguaçu, 2820 – Água Verde

Fone: (41) 3243-5787

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Enviado por Anacreon de Téos, 21/04/15 12:45:53 AM

A Regent Street, em Londres, um dos cartazes de Simon Thompson expostos no Quintana. (Foto/ Divulgação)

Olha só que interessante. O artista plástico britânico Simon Thompson tem muito a ver com Curitiba. E com a vida dos bares e restaurantes da cidade. Afinal de contas, assinou murais em bares como Sheridan’s, Vox Bar e os extintos Guffo e Aos Democratas. E também tem muito a ver com as paisagens da cidade, onde escolheu sobreviver por uns tempos. Ao casar-se com uma brasileira, mudou-se para o Brasil, onde vive desde 2004. Inicialmente, teve como base o Rio de Janeiro e São Paulo, cidades onde morou e expôs seu trabalho, até definir Curitiba como sua residência.

E agora Thompson volta à cena com um dia especial no Quintana Café, onde o artista assina uma mostra de cartazes expostos no restaurante, “Caminhar pelas Cidades”, em cartaz no espaço até o dia 19 de maio. Cidades como Londres, Curitiba e São Paulo são homenageadas na exposição.

E para deixar tudo isso no melhor clima inglês, o Quintana anuncia para esta quinta-feira (23), para clientes e convidados, um almoço com pratos típicos ingleses, seguido por chá Darjeeling com scones – aqueles característicos bolinhos ingleses. E tudo coincidindo com o Saint George’s Day, dia do Santo da Inglaterra.

E aí vem o lado a inspiração da chef Gabriela Carvalho, que preparou um menu especial para a ocasião. Os scones britânicos serão acompanhados da inevitável geleia de morango, além da compota de laranja do Quintana – item que garante o total reaproveitamento das cascas da fruta utilizadas no espaço. O chá será também especial, com o tradicional Darjeeling, um dos mais apreciados chás pretos. Na mesa gastronômica do dia, a inspiração leva à cozinha asiática, cujos ingredientes, em especial english curry e também o famoso prato fish and chips, já se tornaram a principal base da cultura britânica.

O almoço será servido a partir das 11h30 e o chá da tarde entre 14h e 16h.

Quintana Café e Restaurante

Avenida do Batel, 1440 – Batel

Fone: (41) 3078-6044

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Enviado por Anacreon de Téos, 18/04/15 9:02:41 PM

Galinha e arroz, a combinação básica e clássica para a galinhada. (Foto/ Divulgação)

Reinaldo Lauriano Batista, nos tempos de Rayon. (Foto/ Arquivo)

Galinhada é tudo de bom. Melhor ainda quando tem sotaque mineiro em seus temperos.

Pois é esta, justamente, a proposta do chef Reinaldo Lauriano Batista para esta segunda-feira feira, no Paladar Gastronomia.

Do Reinaldo Batista você deve se lembrar. Vencedor na categoria Novos Talentos do Prêmio Bom Gourmet de 2012, aqui da Gazeta do Povo, saiu praticamente direto do concurso para a cozinha do hotel Deville Rayon, onde deixou sua marca de bom cozinheiro.

Interessado desde pequeno pela cozinha, aos 17 anos entrou no curso técnico do SENAC. Logo após a conclusão, foi trabalhar no Business Club, onde ficou por quatro anos. Em seguida, trabalhou no Hotel Escola do Centro Europeu e no Capoani Caffè.

O jovem chef também foi para Portugal, mas voltou ao saber da existência de um bom curso de gastronomia em Curitiba. Logo após completar a graduação, foi indicado pelos professores para participar do prêmio Bom Gourmet, do qual foi campeão.

Com o fechamento do hotel, no fim do ano passado, Reinaldo Batista partiu para a ideia de consolidar seu próprio negócio, oportunidade que veio a calhar com a possibilidade de obter o espaço onde agora funciona o Paladar Gastronomia, uma casa muito aconchegante, com o deck descolado e que tem muito a ver com alguns bistrôs descomprometidos.

Por estar situado no centro, em meio a grandes corporações, o forte de seu dia a dia é o almoço, por quilo ou por pessoa, com um cardápio que mantém o básico, mas com direito a uma e outra escapadinha de criatividade em alguns pratos. Mas o chef sempre dá o jeito de promover algum evento à noite, com menus temáticos de acordo com a ocasião.

É o caso dessa Galinhada anunciada para a segunda-feira (20), a partir das 20h, ao preço de R$ 20 por pessoa, para se servir à vontade (com bebidas à parte). Vale a pena conhecer o local e lembrar da boa mão do cozinheiro.

 

Paladar Gastronomia

Rua General Carneiro, 184 – Centro

Fone: (41) 3022-3027

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Enviado por Anacreon de Téos, 16/04/15 11:56:53 AM

Jean-Jacques Bonnie, da bodega DiamAndes, produtor de vinhos em Mendoza, e do Malartic-Lagraviere, em Bordeaux, com Raphael Zanette e o chef Simone Brunelli, que passa temporada no Terra Madre numa consultoria de criatividade. (Foto/ Valterci Santos)

Consultoria de criatividade. É como o restaurante Terra Madre define a passagem do chef Simone Brunelli pela cozinha do restaurante. O cozinheiro italiano fica por aqui por quatro meses, apresentando seu menu-degustação, à disposição dos clientes do restaurante para o jantar. Isso independente do bom cardápio elaborado por Daniel Camargo, o chef titular da casa, que também está no maior pique.

Brunelli já rodou por estrelados restaurantes do mundo (leia aqui a postagem anterior sobre a vinda dele pra cá) e agora empresta um pouco de sua inspiração a esse upgrade que o Terra Madre dá em sua gastronomia. Além dos menus diários, também é responsável pela criação e execução do Giro d’Italia, sempre nos almoços de sábado. E o próximo, aliás, já tem o cardápio definido.

Couvert: Pães variados, Grissini, Manteiga randon, Salada de folhas verdes e Vitello Tonnato.

Os pratos a serem servidos serão: Crema di zucca con anatra confit, Risotto gamberi zucchini, Cannellone di manzo alla parmigiana e Quaglia arrostita con pure di patata. O valor por pessoa para a sequência completa de pratos é de R$ 59, com direito a repetição de qualquer prato.

O cardápio muda todo sábado, mantendo, sempre, as origens e os sabores italianos.

O menu-degustação também está naquele atalho que sugeri acima e tem polvo, tilápia, codorna, lagosta, agnolotti, coelho e cordeiro. Com valores que vão de R$ 110 a R$ 145, para quatro ou cinco pratos. Para quem pretende seguir a proposta de harmonização da casa, os vinhos vão de R$ 70 a R$ 90.

Um belga na Argentina

Tive o privilégio (e o prazer) de degustar o menu criado por Simone Brunelli para uma noite de apresentação do produtor belga Jean-Jacques Bonnie, da bodega DiamAndes, em Mendoza, e do Château Malartic-Lagraviere, em Bordeaux. Os vinhos chegam ao Brasil através da Magnum Importadora, sonho antigo do empresário Raphael Zanette, e que, a exemplo do Terra Madre, também pertence ao grupo Vino! e dá ênfase aos pequenos produtores artesanais de todo o mundo, que elaboram vinhos de qualidade, com personalidade e que expressam seu terroir.

Bonnie, é claro, se enquadra nesse perfil. E apresentou com entusiasmo um a um de seus vinhos, sem se incomodar com a indiscreta pergunta de qual seria o seu favorito entre o francês e o argentino. Disse tudo depender da harmonização – no que tem toda a razão. Isso num português fluente, com forte sotaque lusitano, fruto de sua criação com uma babá portuguesa.

O fato é que ele, enólogo rodado e de bom quilate, se encantou com umas terras localizadas a 100 km ao sul da cidade de Mendoza e a uma altitude de 1.100m, no Vale do Uco. Por não ter como investir sozinho numa área tão grande, convenceu outros investidores, como ele produtores da região de Bourdeaux, na França, a dividirem a produção de um mesmo vinho, elaborado por ele e com as uvas produzidas por todos. O Clos de los Siete é o vinho de todos, mas cada um também tem como produzir o seu próprio. E é o que fazem.

E os vinhos foram desfilando na noite de harmonização, à medida que os pratos iam chegando à mesa.

Os sabores em pratos e taças

Polvo com creme de grão de bico e chips de tinta de lula. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Pescada branca poché com sopa de cebola. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Lula recheada com cuscuz de legumes. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Agnolotti de pato com fonduta de queijo. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Risotto barolo com codorna. (Foto/ Anacreon de Téos)

Carré de cordeiro com pupunha e cogumelo. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Tiramisù com sorvete de café. (Foto/ Anacreon de Téos)

No cardápio elaborado por Simone Brunelli, já de pronto Polvo com creme de grão de bico e chips de tinta de lula. Impressionante a maneira como o chef trabalha com as texturas, com a tinta de lula em forma de pó e no crocante chip por cima do saboroso creme. Em seguida, Pescada branca poché com sopa de cebola e a confissão de Brunelli de ter se encantado com esse peixe de nosso litoral. A Lula recheada com cuscuz de legumes, que veio a seguir, foi o mais delicado de todos os pratos. Como a própria lula, tenra e de suave sabor, exigiria.

Mas ainda havia mais. E veio um Agnolotti de pato com fonduta de queijo, que apresentava, que ousadia, como coadjuvante, algumas lascas (quase um carpaccio) de magret a colorir o prato. O jantar terminou com o Risotto barolo com codorna e um Carré de cordeiro com pupunha e cogumelo, com a carne em ponto impecável, mas no qual os crispis de cogumelos roubaram a cena.

Para concluir, Tiramisù com sorvete de café.

E tudo isso muito bem harmonizado pelos vinhos DiamAndes. O primeiro deles foi o DiamAndes Perlita Chardonnay 2013, que já impressionou pelo rótulo, listrado, bem vivo e chamativo. Aromas de frutas tropicais são equilibrados pela maçã mais nítida e aromas de pêra, enquanto que, na boca, é consistente, redondo e descontraído. Sabores de pêra, melão, banana verde e final de madeira com o toque cremoso personal dos chardonnays, mas com corte de acidez adequada. Teor de 14.5% de álcool e preço final de R$ 84.

Em seguida uma outra fronteira do branco, o DiamAndes Viognier 2012, uva que ganha nova identidade argentina. A cor era de um matiz muito leve de mel amarelo, brilhante e vibrante. Aroma de flores branca, ainda de mel, damasco e na boca veio elegante, corpo médio, refinado e sedutor. 13,5 % de álcool, a R$ 136.

Daí veio um francês inxerido no meio dos demais vinhos. Jean-Jacques Bonnie trouxe na bagagem um Château Gazin Rocquencourt Blanc Pessac Leognan – Bordeaux 100% Sauvignon Blanc, de sua produção, antecipando o que a Magnum vai colocar no mercado brasileiro a partir do segundo semestre. Dá um nariz bem temperado com aromas de fruta branca e limão. Na boca, é brilhante e revela dicas de laranja ácida. Seu final é bastante persistente e marcante. Vai chegar ao mercado por volta dos R$ 280.

Aí, após esse intervalo francês, voltaram os argentinos. E com a força dos tintos. Primeiro um DiamAndes Perlita Malbec/Syrah 2013. Mais um de rótulo listrado, em outro tom, com 14,5% de álcool, apresentou m vermelho incrível em camadas com tons de chocolate escuro, amoras e uma lembrança de baunilha. De bom corpo, com taninos definidos e um final longo e saboroso. Preço final: R$ 84.

O DiamAndes Malbec 2011 (90% Malbec, 5% Cabernet Sauvignon, 3% Syrah, 2% Petit Verdot) veio a seguir. Com 92 pontos na Wine Spectator, marca pelo tom escuro, mostrando notas de cassis, figo e ameixa, com jeito que pode até esperar mais um pouco na reserva de guarda (R$ 136).

O grande momento da noite foi quando chegou o DiamAndes Gran Reserva 2008 (75%Malbec, 25% Cabernet Sauvignon) – 24 meses em barricas de carvalho francesas – e que passaria numa degustação às cegas por algo do melhor dentre os vinhos bordaleses. De cor púrpura, quase opaco, no nariz, mineral, oferece imaginação para notas de terra, alcaçuz, soja, café, cereja preta e groselha. De médio corpo no paladar, muito elegante, com taninos muito finos, revela sabores de fruta preta em camadas, picante, ótimo final de boca, vai ser de boa guarda, embora já possa começar a ser consumido desde já. Graduação, 14%. Está a R$ 251.

E assim se foi a noite memorável. Com um chef italiano e expor toda sua sensibilidade, um enólogo belga formado em Bordeaux e entusiasta pela altitude de Mendoza, boa companhia, ótima comida e vinhos inesquecíveis. E a recomendação final, tanto do que Brunelli põe nos pratos, quanto o que Bonnie oferece às nossas taças.

Saúde, tudo de bom!

Terra Madre Ristorante

Rua Desembargador Otávio do Amaral, 515 – Bigorrilho

Fone: (41) 3335-6070

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Enviado por Anacreon de Téos, 14/04/15 6:10:11 PM

Lukinhas Siqueira, do Bar + 55, foi o vencedor do Cocktail Journey, concurso nacional de coquetelaria. (Foto/ Divulgação)

Ketel one my selfie, um dos coquetéis criados por Siqueira para o concurso. (Foto/ Divulgação)

É de Curitiba o vencedor do concurso nacional Cocktail Journey. O bartender Lukinhas Siqueira, do bar +55, levou o prêmio principal, de acordo com o resultado divulgado nesta terça-feira (14). Como primeiro lugar do concurso, Siqueira ganhou uma viagem para conhecer a fábrica da vodka Ketel One, na Holanda, e garantiu uma vaga na etapa Brasil do concurso World Class 2015, que elege o melhor bartender do mundo. Ele concorreu com outros 103 profissionais de bares de todo o Brasil.

Para participar do Cocktail Journey, ele criou dois drinks diferentes com o tema “a reinvenção dos spritzers”.

No Ketel one my selfie, preparado com vodka Ketel One Citroen, Shrub de amora, framboesa e blueberry, syrop de açúcar queimado e bitter de laranja, o cliente que pedia a bebida era fotografado com o drink por uma Polaroid. As imagens fizeram parte de um painel dos clientes.

Já o Tanqueray Ten Hermes é preparado com Gin Tanqueray Ten, syrop de rosas brancas, chá de camomila, baunilha e mel, limão siciliano e espumante brut e homenageia o deus grego Hermes, senhor da comunicação. Este drink era acompanhado de mensagens impressas de pensadores, como Fernando Pessoa.

As bebidas foram servidas entre os dias 3 de março e 5 de abril, período de avaliação do Cocktail Journey. O evento é romovido pela Diageo, líder mundial na produção de destilados premium, o Cocktail Journey é a seletiva regional do Diageo World Class, maior campeonato de coquetelaria do mundo.

Bar +55

Avenida Vicente Machado, 866 – Centro

Fone: (41) 3322-0900

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Enviado por Anacreon de Téos, 12/04/15 4:51:40 PM

Os vinhos da Pernod Ricard importados pela Porto a Porto e já colocados no mercado. (Foto/ Divulgação)

Federico Lleonart, embaixador global da Pernod Ricard. (Foto/ Divulgação)

O argentino Federico Lleonart, embaixador global da Pernod Ricard, uma das maiores companhias de bebidas do mundo, esteve em Curitiba, dias atrás. E com uma missão das mais agradáveis (para nós, consumidores): apresentar e comentar três das linhas de vinhos representadas pelo conglomerado francês: a australiana Jacob’s Creek, a neozelandesa Brancott Estate e a espanhola Campo Viejo.

Para tanto, a importadora Porto a Porto organizou um encontro no restaurante La Varenne Gastronomia, feliz escolha para quem imaginou a combinação de belos vinhos com a impecável comida do chef Ivo Lopes. Para alguns convidados, Lleonart apresentou seus vinhos à medida que eram servidos e harmonizados com os pratos.

O vinho de boas-vindas foi o Jacob´s Creek Chardonnay 2013 (R$ 71), com sabores de frutas frescas – destacando-se o melão – complementadas por sutil amadeirado que são todas as características desta variedade, só que tem o toque amanteigado mais comum. Vinho interessante, que se revelaria mais completo um pouco depois, com a chegada dos pratos. 12,7% de teor alcoólico.

O primeiro prato foi a assinatura do chef Ivo Lopes, talvez o prato mais significativo de seu rico cardápio: Ravióli de bacalhau gadus morhua com gema de ovo caipira, sobre o qual já tive a oportunidade de escrever e me deliciar aqui. Dois vinhos com a uva sauvignon blanc foram escolhidos para a harmonização: Jacob’s Creek Reserve Sauvignon Blanc 2013, 13% (preço sugerido R$ 112), e Brancott Estate Letter Series “B” Sauvignon Blanc 2012, 13,5% (R$148). O primeiro passou um frescor descompromissado para um fim de tarde, exibindo uma intensidade de sabor de maracujá, aromas tropicais com acidez controlada e um refrescante toque frutado para terminar. O neozelandês apresentou também o maracujá, mas com notas cítricas com um final longo e saboroso. Bem interessante e dos dois foi o que melhor se deu com prato. Só que a grande surpresa foi experimentar o chardonnay, que, mesmo já estando um pouco acima da temperatura (por ter sido servido antes, na chegada), casou harmoniosamente com a gema e o bacalhau.

Foram dois os pratos principais. Primeiro um Tortelli de coelho ao molho do assado com creme burrata (delicioso!) e, depois, Côte de boeuf assada em baixa temperatura com purê de batatas ao molho de vinho. Dois tintos para a parceria. Jacob´s Creek Reserve Shiraz 2011 (R$112), um vinho de 14,1% de teor alcoólico, produzido apenas com parcela super-selecionada das uvas produzidas no local, apresentando-se generoso e complexo, com mostra de amoras maduras, notas de pimenta preta e sutil amadeirado. O outro foi o espanhol Campo Viejo Reserva 2008 (132), feito com as uvas Tempranillo, Graciano e Mazuelo, com 13,5% de álcool. De cor vermelha-rubi com uma borda dourada, chegou brilhante e profundo, com aromas complexos e grande equilíbrio entre as frutas (cerejas, ameixas pretas, amoras maduras) e as nuances limpas proveniente da madeira (cravo, pimenta, baunilha e coco). Suave e equilibrado no palato, elegante e um final longo e persistente. Foi o que melhor se deu com a carne, enquanto o Shiraz casou perfeitamente com a massa, pela delicadeza da textura e do sabor do coelho.

Para arrematar, um impecável Crème brûlée de limão siciliano.

As vinícolas

Federico Lleonart com Pedro Correia Oliveira, da Porto a Porto, na apresentação dos vinhos. (Foto/ Anacreon de Téos)

Verdadeiro ícone da indústria australiana, a vinícola Jacob´s Creek produz rótulos de personalidade e elegância. Se hoje o Vale Barrosa, no sul da Austrália, é conhecido pelos excelentes vinhos, o crédito é também do imigrante alemão Johann Gramp, natural da Bavária, que plantou seu primeiro vinhedo por lá em 1847. Jacob’s Creek originalmente é o riacho que atravessa a região. Ele emprestou o nome à famosa marca de vinhos produzidos pela Orlando Wine, fundada por Gramp. A empresa foi adquirida pela Pernod Ricard em 1989 e tem atualmente o tenista sérvio Novak Djokovic, o número 1 do mundo, como embaixador da marca.

A produção de vinhos de qualidade da Nova Zelândia começou em 1980, pois só então os locais passaram a produzir vinhos exclusivamente com a vitis vinífera. Hoje o país é reconhecido pela superioridade da uva Sauvignon Blanc. A Brancott Estate foi fundada ao sul de Auckland, em 1961, mas na época se chamava Montana. Em meados dos anos 1970 a produção chegou à região de Marlborough, na Ilha Sul, desacreditada à época, em função das baixas temperaturas. Mas, devido à combinação de solo, clima e insolação, desde a primeira colheita a Sauvignon Blanc mostrou todo seu caráter, arrebatou prêmios e gerou grande interesse pela região. Em 2010, a companhia mudou o nome para Brancott Estate.

Campo Viejo é um produtor de vinhos conceituado na Rioja desde que dois enólogos locais, Beristain e Ortigüela, plantaram na região ao norte da Espanha a primeira safra, em 1959. Até hoje a vinícola se destaca pela inovação que aplica à produção, além de ser símbolo da expressividade da região onde a uva Tempranillo reina absoluta,

Esses vinhos todos já foram colocados no mercado pela Porto a Porto e podem ser encontrados em lojas especializadas, dentre as quais Casa da França e Adega Brasil. Vale a recomendação para qualquer boa adega.

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Enviado por Anacreon de Téos, 05/04/15 11:46:34 PM

Não sei na da hoje, mas na minha infância a gente ia atrás, sabendo que lá em tal praça ou em tal esquina havia uma daquelas kombis (quase sempre) com a máquina de moer cana. Abelha pra tudo quanto é lado, mas valia a pena. O caldo de cana é delicioso e, para muitos, tem a melhor “harmonização” (para utilizar o termo da atualidade) com o pastel.

Não é isso? Pastel e garapa, comida de feira, comida de rua, sabor dos tempos de criança. De minha parte aprecio o caldo por si só. Talvez com algumas gotinhas de limão, nada mais que isso. É que de uns tempos para cá teve barraquinhas misturando com tudo, do abacaxi à acerola e ao kiwi – nem sempre com bons resultados.

E não é que agora descobri que não é preciso sair por aí, em busca das kombis perdidas em praças ou esquinas? A rede Tropical Banana está servindo garapa em seus estabelecimentos. Natural ou com limão. E sempre extraído na hora.

Para mim até já seria suficiente, mas ali eles oferecem a garapa também em combinações para outros sucos personalizados ou especiais, como o Gralha azul (morango, açaí e caldo de cana), Maritaca (caldo de cana, couve e limão), Pica pau (abacaxi, hortelã e caldo de cana) e Sucuri (mamão, banana e caldo de cana).

Então, sendo assim, vai uma garapa aí?

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Enviado por Anacreon de Téos, 03/04/15 8:04:54 PM

Carré de cordeiro na mostarda em crosta de alho e salsinha, tudo de bom para o Domingo de Páscoa. (Foto/ Anacreon de Téos)

Vamos lá. Já passou a euforia do bacalhau (ainda pretendo entender aqueles que só comem bacalhau uma vez por ano, na Sexta-feira Santa. Isso é prato pro ano inteiro). Agora, para o fim de semana, depois da malhação de Judas, o domingo pede carne. E carne de cordeiro, conforme rezam as tradições daqueles primeiros tempos do cristianismo.

Fui dar uma espiada nos feitos da Panela do Anacreon e achei uma experiência de anos atrás, não publicada. Carré de cordeiro preparado com uma persillade e toque de mostarda. Daí é só escolher o acompanhamento, que pode ser um risoto, uma massa ou o que mais der na inspiração de quem for preparar a receita do Domingo de Páscoa.

Ideia simples, execução simples e um sabor final marcante. Quer arriscar nesse domingo? Então pegue a receita aqui.

 

Carré de cordeiro na mostarda em crosta de alho e salsinha

 

Ingredientes

 

2 carrés de cordeiro, de 500g cada um

Óleo de girassol

Mostarda forte

Salsinha

Alho

Tomilho

Farinha de rosca (ou miolo de pão triturado)

Caldo de carne

Sal

Pimenta-do-reino (moída na hora, de preferência)

 

Preparo

 

Faça uma persillade, misturando salsa e alho picados com a farinha de rosca até tornar-se uma farofa consistente. Junte algumas folhas de tomilho.

Peça para o açougueiro retirar a carne entre os ossos do carneiro. Ponha as peças em uma assadeira, cubra os ossos com papel-alumínio, pincele com o óleo e tempere com sal e pimenta.

Aqueça o forno a 200º e aqueça os carrés por cerca de uns 10 minutos. Enquanto isso dissolva ligeiramente a mostarda em um pouco de água, para deixá-la menos pastosa.

Retire a carne do forno e pincele-a em todas as faces com a mostarda. Faça aderir a persillade sobre a mostarda, formando uma capa sobre cada carré. Leve novamente ao forno por 15 minutos ou até dourar, mantendo o interior mal passado (se quiser mais ao ponto, deixe por mais tempo).

Retire o papel-alumínio dos ossos, separe as costeletas e reserve. Deglace o fundo da forma com o caldo de carne e sirva o carré em seguida, com o molho deglaçado.

Rendimento: 4 porções.

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Enviado por Anacreon de Téos, 02/04/15 11:50:29 AM

Bacalhau da Eismann. Lombos altos importados de Portugal para todo tipo de preparo. (Foto/ Divulgação)

A propósito da sexta-feira, a Sexta-feira Santa, dia em que os brasileiros têm no bacalhau o prato praticamente obrigatório no cardápio (poderia ser mais durante o ano, mas não é), uma boa dica é o bacalhau congelado, que não exige tempo de dessalga e outros rituais que fazem a diferença, mas ocupam muito tempo.

Então, para quem decidiu de última hora, vale a sugestão do bacalhau da Eismann, empresa especializada em alimentos ultracongelados, que traz de Portugal o Bacalhau Porto Gadus Morhua pronto para ser preparado.

Para quem ainda não sabe, o Gadus Morhua, que é pescado no Atlântico Norte, é considerado o mais nobre tipo de bacalhau. É comercializado como produto Premium e é o bacalhau mais recomendado nas melhores cozinhas internacionais.

Além de práticos, os pratos congelados são acessíveis e a Eismann entrega em casa. Através do fone 0800-642-2855, qualquer pessoa pode entrar em contato. Bem conversadinho quem sabe ainda não dê tempo de encomendar?

Está em oferta nessa Semana Santa. Lombo de Bacalhau Eismann: R$ 89,95 (caixa de 1 kg) na promoção até domingo (5). Preço normal: R$ 99,95.

E aqui vai, já para inspirar, uma receita de um prato clássico de bacalhau, proposta pela própria Eismann.

Bacalhau à Brás

Ingredientes

1 kg de bacalhau dessalgado

2 kg de batatas

5 ovos

Cebola, salsinha e alho

Óleo

Azeite de oliva

Preparo

Refogue a cebola picada e os alhos no azeite de oliva até dourar.

Acrescente o bacalhau desfiado e deixe dourar. Reserve.

Corte as batatas em palito e frite. Misture as batatas ao bacalhau.

Depois bata os ovos com a salsinha. Misture tudo e leve ao fogo, sem deixar secar muito.

Sirva acompanhado de salada verde e tomates.

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