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Panela do Anacreon

Enviado por Anacreon de Téos, 16/04/15 11:56:53 AM

Jean-Jacques Bonnie, da bodega DiamAndes, produtor de vinhos em Mendoza, e do Malartic-Lagraviere, em Bordeaux, com Raphael Zanette e o chef Simone Brunelli, que passa temporada no Terra Madre numa consultoria de criatividade. (Foto/ Valterci Santos)

Consultoria de criatividade. É como o restaurante Terra Madre define a passagem do chef Simone Brunelli pela cozinha do restaurante. O cozinheiro italiano fica por aqui por quatro meses, apresentando seu menu-degustação, à disposição dos clientes do restaurante para o jantar. Isso independente do bom cardápio elaborado por Daniel Camargo, o chef titular da casa, que também está no maior pique.

Brunelli já rodou por estrelados restaurantes do mundo (leia aqui a postagem anterior sobre a vinda dele pra cá) e agora empresta um pouco de sua inspiração a esse upgrade que o Terra Madre dá em sua gastronomia. Além dos menus diários, também é responsável pela criação e execução do Giro d’Italia, sempre nos almoços de sábado. E o próximo, aliás, já tem o cardápio definido.

Couvert: Pães variados, Grissini, Manteiga randon, Salada de folhas verdes e Vitello Tonnato.

Os pratos a serem servidos serão: Crema di zucca con anatra confit, Risotto gamberi zucchini, Cannellone di manzo alla parmigiana e Quaglia arrostita con pure di patata. O valor por pessoa para a sequência completa de pratos é de R$ 59, com direito a repetição de qualquer prato.

O cardápio muda todo sábado, mantendo, sempre, as origens e os sabores italianos.

O menu-degustação também está naquele atalho que sugeri acima e tem polvo, tilápia, codorna, lagosta, agnolotti, coelho e cordeiro. Com valores que vão de R$ 110 a R$ 145, para quatro ou cinco pratos. Para quem pretende seguir a proposta de harmonização da casa, os vinhos vão de R$ 70 a R$ 90.

Um belga na Argentina

Tive o privilégio (e o prazer) de degustar o menu criado por Simone Brunelli para uma noite de apresentação do produtor belga Jean-Jacques Bonnie, da bodega DiamAndes, em Mendoza, e do Château Malartic-Lagraviere, em Bordeaux. Os vinhos chegam ao Brasil através da Magnum Importadora, sonho antigo do empresário Raphael Zanette, e que, a exemplo do Terra Madre, também pertence ao grupo Vino! e dá ênfase aos pequenos produtores artesanais de todo o mundo, que elaboram vinhos de qualidade, com personalidade e que expressam seu terroir.

Bonnie, é claro, se enquadra nesse perfil. E apresentou com entusiasmo um a um de seus vinhos, sem se incomodar com a indiscreta pergunta de qual seria o seu favorito entre o francês e o argentino. Disse tudo depender da harmonização – no que tem toda a razão. Isso num português fluente, com forte sotaque lusitano, fruto de sua criação com uma babá portuguesa.

O fato é que ele, enólogo rodado e de bom quilate, se encantou com umas terras localizadas a 100 km ao sul da cidade de Mendoza e a uma altitude de 1.100m, no Vale do Uco. Por não ter como investir sozinho numa área tão grande, convenceu outros investidores, como ele produtores da região de Bourdeaux, na França, a dividirem a produção de um mesmo vinho, elaborado por ele e com as uvas produzidas por todos. O Clos de los Siete é o vinho de todos, mas cada um também tem como produzir o seu próprio. E é o que fazem.

E os vinhos foram desfilando na noite de harmonização, à medida que os pratos iam chegando à mesa.

Os sabores em pratos e taças

Polvo com creme de grão de bico e chips de tinta de lula. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Pescada branca poché com sopa de cebola. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Lula recheada com cuscuz de legumes. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Agnolotti de pato com fonduta de queijo. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Risotto barolo com codorna. (Foto/ Anacreon de Téos)

Carré de cordeiro com pupunha e cogumelo. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Tiramisù com sorvete de café. (Foto/ Anacreon de Téos)

No cardápio elaborado por Simone Brunelli, já de pronto Polvo com creme de grão de bico e chips de tinta de lula. Impressionante a maneira como o chef trabalha com as texturas, com a tinta de lula em forma de pó e no crocante chip por cima do saboroso creme. Em seguida, Pescada branca poché com sopa de cebola e a confissão de Brunelli de ter se encantado com esse peixe de nosso litoral. A Lula recheada com cuscuz de legumes, que veio a seguir, foi o mais delicado de todos os pratos. Como a própria lula, tenra e de suave sabor, exigiria.

Mas ainda havia mais. E veio um Agnolotti de pato com fonduta de queijo, que apresentava, que ousadia, como coadjuvante, algumas lascas (quase um carpaccio) de magret a colorir o prato. O jantar terminou com o Risotto barolo com codorna e um Carré de cordeiro com pupunha e cogumelo, com a carne em ponto impecável, mas no qual os crispis de cogumelos roubaram a cena.

Para concluir, Tiramisù com sorvete de café.

E tudo isso muito bem harmonizado pelos vinhos DiamAndes. O primeiro deles foi o DiamAndes Perlita Chardonnay 2013, que já impressionou pelo rótulo, listrado, bem vivo e chamativo. Aromas de frutas tropicais são equilibrados pela maçã mais nítida e aromas de pêra, enquanto que, na boca, é consistente, redondo e descontraído. Sabores de pêra, melão, banana verde e final de madeira com o toque cremoso personal dos chardonnays, mas com corte de acidez adequada. Teor de 14.5% de álcool e preço final de R$ 84.

Em seguida uma outra fronteira do branco, o DiamAndes Viognier 2012, uva que ganha nova identidade argentina. A cor era de um matiz muito leve de mel amarelo, brilhante e vibrante. Aroma de flores branca, ainda de mel, damasco e na boca veio elegante, corpo médio, refinado e sedutor. 13,5 % de álcool, a R$ 136.

Daí veio um francês inxerido no meio dos demais vinhos. Jean-Jacques Bonnie trouxe na bagagem um Château Gazin Rocquencourt Blanc Pessac Leognan – Bordeaux 100% Sauvignon Blanc, de sua produção, antecipando o que a Magnum vai colocar no mercado brasileiro a partir do segundo semestre. Dá um nariz bem temperado com aromas de fruta branca e limão. Na boca, é brilhante e revela dicas de laranja ácida. Seu final é bastante persistente e marcante. Vai chegar ao mercado por volta dos R$ 280.

Aí, após esse intervalo francês, voltaram os argentinos. E com a força dos tintos. Primeiro um DiamAndes Perlita Malbec/Syrah 2013. Mais um de rótulo listrado, em outro tom, com 14,5% de álcool, apresentou m vermelho incrível em camadas com tons de chocolate escuro, amoras e uma lembrança de baunilha. De bom corpo, com taninos definidos e um final longo e saboroso. Preço final: R$ 84.

O DiamAndes Malbec 2011 (90% Malbec, 5% Cabernet Sauvignon, 3% Syrah, 2% Petit Verdot) veio a seguir. Com 92 pontos na Wine Spectator, marca pelo tom escuro, mostrando notas de cassis, figo e ameixa, com jeito que pode até esperar mais um pouco na reserva de guarda (R$ 136).

O grande momento da noite foi quando chegou o DiamAndes Gran Reserva 2008 (75%Malbec, 25% Cabernet Sauvignon) – 24 meses em barricas de carvalho francesas – e que passaria numa degustação às cegas por algo do melhor dentre os vinhos bordaleses. De cor púrpura, quase opaco, no nariz, mineral, oferece imaginação para notas de terra, alcaçuz, soja, café, cereja preta e groselha. De médio corpo no paladar, muito elegante, com taninos muito finos, revela sabores de fruta preta em camadas, picante, ótimo final de boca, vai ser de boa guarda, embora já possa começar a ser consumido desde já. Graduação, 14%. Está a R$ 251.

E assim se foi a noite memorável. Com um chef italiano e expor toda sua sensibilidade, um enólogo belga formado em Bordeaux e entusiasta pela altitude de Mendoza, boa companhia, ótima comida e vinhos inesquecíveis. E a recomendação final, tanto do que Brunelli põe nos pratos, quanto o que Bonnie oferece às nossas taças.

Saúde, tudo de bom!

Terra Madre Ristorante

Rua Desembargador Otávio do Amaral, 515 – Bigorrilho

Fone: (41) 3335-6070

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Enviado por Anacreon de Téos, 14/04/15 6:10:11 PM

Lukinhas Siqueira, do Bar + 55, foi o vencedor do Cocktail Journey, concurso nacional de coquetelaria. (Foto/ Divulgação)

Ketel one my selfie, um dos coquetéis criados por Siqueira para o concurso. (Foto/ Divulgação)

É de Curitiba o vencedor do concurso nacional Cocktail Journey. O bartender Lukinhas Siqueira, do bar +55, levou o prêmio principal, de acordo com o resultado divulgado nesta terça-feira (14). Como primeiro lugar do concurso, Siqueira ganhou uma viagem para conhecer a fábrica da vodka Ketel One, na Holanda, e garantiu uma vaga na etapa Brasil do concurso World Class 2015, que elege o melhor bartender do mundo. Ele concorreu com outros 103 profissionais de bares de todo o Brasil.

Para participar do Cocktail Journey, ele criou dois drinks diferentes com o tema “a reinvenção dos spritzers”.

No Ketel one my selfie, preparado com vodka Ketel One Citroen, Shrub de amora, framboesa e blueberry, syrop de açúcar queimado e bitter de laranja, o cliente que pedia a bebida era fotografado com o drink por uma Polaroid. As imagens fizeram parte de um painel dos clientes.

Já o Tanqueray Ten Hermes é preparado com Gin Tanqueray Ten, syrop de rosas brancas, chá de camomila, baunilha e mel, limão siciliano e espumante brut e homenageia o deus grego Hermes, senhor da comunicação. Este drink era acompanhado de mensagens impressas de pensadores, como Fernando Pessoa.

As bebidas foram servidas entre os dias 3 de março e 5 de abril, período de avaliação do Cocktail Journey. O evento é romovido pela Diageo, líder mundial na produção de destilados premium, o Cocktail Journey é a seletiva regional do Diageo World Class, maior campeonato de coquetelaria do mundo.

Bar +55

Avenida Vicente Machado, 866 – Centro

Fone: (41) 3322-0900

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Enviado por Anacreon de Téos, 12/04/15 4:51:40 PM

Os vinhos da Pernod Ricard importados pela Porto a Porto e já colocados no mercado. (Foto/ Divulgação)

Federico Lleonart, embaixador global da Pernod Ricard. (Foto/ Divulgação)

O argentino Federico Lleonart, embaixador global da Pernod Ricard, uma das maiores companhias de bebidas do mundo, esteve em Curitiba, dias atrás. E com uma missão das mais agradáveis (para nós, consumidores): apresentar e comentar três das linhas de vinhos representadas pelo conglomerado francês: a australiana Jacob’s Creek, a neozelandesa Brancott Estate e a espanhola Campo Viejo.

Para tanto, a importadora Porto a Porto organizou um encontro no restaurante La Varenne Gastronomia, feliz escolha para quem imaginou a combinação de belos vinhos com a impecável comida do chef Ivo Lopes. Para alguns convidados, Lleonart apresentou seus vinhos à medida que eram servidos e harmonizados com os pratos.

O vinho de boas-vindas foi o Jacob´s Creek Chardonnay 2013 (R$ 71), com sabores de frutas frescas – destacando-se o melão – complementadas por sutil amadeirado que são todas as características desta variedade, só que tem o toque amanteigado mais comum. Vinho interessante, que se revelaria mais completo um pouco depois, com a chegada dos pratos. 12,7% de teor alcoólico.

O primeiro prato foi a assinatura do chef Ivo Lopes, talvez o prato mais significativo de seu rico cardápio: Ravióli de bacalhau gadus morhua com gema de ovo caipira, sobre o qual já tive a oportunidade de escrever e me deliciar aqui. Dois vinhos com a uva sauvignon blanc foram escolhidos para a harmonização: Jacob’s Creek Reserve Sauvignon Blanc 2013, 13% (preço sugerido R$ 112), e Brancott Estate Letter Series “B” Sauvignon Blanc 2012, 13,5% (R$148). O primeiro passou um frescor descompromissado para um fim de tarde, exibindo uma intensidade de sabor de maracujá, aromas tropicais com acidez controlada e um refrescante toque frutado para terminar. O neozelandês apresentou também o maracujá, mas com notas cítricas com um final longo e saboroso. Bem interessante e dos dois foi o que melhor se deu com prato. Só que a grande surpresa foi experimentar o chardonnay, que, mesmo já estando um pouco acima da temperatura (por ter sido servido antes, na chegada), casou harmoniosamente com a gema e o bacalhau.

Foram dois os pratos principais. Primeiro um Tortelli de coelho ao molho do assado com creme burrata (delicioso!) e, depois, Côte de boeuf assada em baixa temperatura com purê de batatas ao molho de vinho. Dois tintos para a parceria. Jacob´s Creek Reserve Shiraz 2011 (R$112), um vinho de 14,1% de teor alcoólico, produzido apenas com parcela super-selecionada das uvas produzidas no local, apresentando-se generoso e complexo, com mostra de amoras maduras, notas de pimenta preta e sutil amadeirado. O outro foi o espanhol Campo Viejo Reserva 2008 (132), feito com as uvas Tempranillo, Graciano e Mazuelo, com 13,5% de álcool. De cor vermelha-rubi com uma borda dourada, chegou brilhante e profundo, com aromas complexos e grande equilíbrio entre as frutas (cerejas, ameixas pretas, amoras maduras) e as nuances limpas proveniente da madeira (cravo, pimenta, baunilha e coco). Suave e equilibrado no palato, elegante e um final longo e persistente. Foi o que melhor se deu com a carne, enquanto o Shiraz casou perfeitamente com a massa, pela delicadeza da textura e do sabor do coelho.

Para arrematar, um impecável Crème brûlée de limão siciliano.

As vinícolas

Federico Lleonart com Pedro Correia Oliveira, da Porto a Porto, na apresentação dos vinhos. (Foto/ Anacreon de Téos)

Verdadeiro ícone da indústria australiana, a vinícola Jacob´s Creek produz rótulos de personalidade e elegância. Se hoje o Vale Barrosa, no sul da Austrália, é conhecido pelos excelentes vinhos, o crédito é também do imigrante alemão Johann Gramp, natural da Bavária, que plantou seu primeiro vinhedo por lá em 1847. Jacob’s Creek originalmente é o riacho que atravessa a região. Ele emprestou o nome à famosa marca de vinhos produzidos pela Orlando Wine, fundada por Gramp. A empresa foi adquirida pela Pernod Ricard em 1989 e tem atualmente o tenista sérvio Novak Djokovic, o número 1 do mundo, como embaixador da marca.

A produção de vinhos de qualidade da Nova Zelândia começou em 1980, pois só então os locais passaram a produzir vinhos exclusivamente com a vitis vinífera. Hoje o país é reconhecido pela superioridade da uva Sauvignon Blanc. A Brancott Estate foi fundada ao sul de Auckland, em 1961, mas na época se chamava Montana. Em meados dos anos 1970 a produção chegou à região de Marlborough, na Ilha Sul, desacreditada à época, em função das baixas temperaturas. Mas, devido à combinação de solo, clima e insolação, desde a primeira colheita a Sauvignon Blanc mostrou todo seu caráter, arrebatou prêmios e gerou grande interesse pela região. Em 2010, a companhia mudou o nome para Brancott Estate.

Campo Viejo é um produtor de vinhos conceituado na Rioja desde que dois enólogos locais, Beristain e Ortigüela, plantaram na região ao norte da Espanha a primeira safra, em 1959. Até hoje a vinícola se destaca pela inovação que aplica à produção, além de ser símbolo da expressividade da região onde a uva Tempranillo reina absoluta,

Esses vinhos todos já foram colocados no mercado pela Porto a Porto e podem ser encontrados em lojas especializadas, dentre as quais Casa da França e Adega Brasil. Vale a recomendação para qualquer boa adega.

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Enviado por Anacreon de Téos, 05/04/15 11:46:34 PM

Não sei na da hoje, mas na minha infância a gente ia atrás, sabendo que lá em tal praça ou em tal esquina havia uma daquelas kombis (quase sempre) com a máquina de moer cana. Abelha pra tudo quanto é lado, mas valia a pena. O caldo de cana é delicioso e, para muitos, tem a melhor “harmonização” (para utilizar o termo da atualidade) com o pastel.

Não é isso? Pastel e garapa, comida de feira, comida de rua, sabor dos tempos de criança. De minha parte aprecio o caldo por si só. Talvez com algumas gotinhas de limão, nada mais que isso. É que de uns tempos para cá teve barraquinhas misturando com tudo, do abacaxi à acerola e ao kiwi – nem sempre com bons resultados.

E não é que agora descobri que não é preciso sair por aí, em busca das kombis perdidas em praças ou esquinas? A rede Tropical Banana está servindo garapa em seus estabelecimentos. Natural ou com limão. E sempre extraído na hora.

Para mim até já seria suficiente, mas ali eles oferecem a garapa também em combinações para outros sucos personalizados ou especiais, como o Gralha azul (morango, açaí e caldo de cana), Maritaca (caldo de cana, couve e limão), Pica pau (abacaxi, hortelã e caldo de cana) e Sucuri (mamão, banana e caldo de cana).

Então, sendo assim, vai uma garapa aí?

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Enviado por Anacreon de Téos, 03/04/15 8:04:54 PM

Carré de cordeiro na mostarda em crosta de alho e salsinha, tudo de bom para o Domingo de Páscoa. (Foto/ Anacreon de Téos)

Vamos lá. Já passou a euforia do bacalhau (ainda pretendo entender aqueles que só comem bacalhau uma vez por ano, na Sexta-feira Santa. Isso é prato pro ano inteiro). Agora, para o fim de semana, depois da malhação de Judas, o domingo pede carne. E carne de cordeiro, conforme rezam as tradições daqueles primeiros tempos do cristianismo.

Fui dar uma espiada nos feitos da Panela do Anacreon e achei uma experiência de anos atrás, não publicada. Carré de cordeiro preparado com uma persillade e toque de mostarda. Daí é só escolher o acompanhamento, que pode ser um risoto, uma massa ou o que mais der na inspiração de quem for preparar a receita do Domingo de Páscoa.

Ideia simples, execução simples e um sabor final marcante. Quer arriscar nesse domingo? Então pegue a receita aqui.

 

Carré de cordeiro na mostarda em crosta de alho e salsinha

 

Ingredientes

 

2 carrés de cordeiro, de 500g cada um

Óleo de girassol

Mostarda forte

Salsinha

Alho

Tomilho

Farinha de rosca (ou miolo de pão triturado)

Caldo de carne

Sal

Pimenta-do-reino (moída na hora, de preferência)

 

Preparo

 

Faça uma persillade, misturando salsa e alho picados com a farinha de rosca até tornar-se uma farofa consistente. Junte algumas folhas de tomilho.

Peça para o açougueiro retirar a carne entre os ossos do carneiro. Ponha as peças em uma assadeira, cubra os ossos com papel-alumínio, pincele com o óleo e tempere com sal e pimenta.

Aqueça o forno a 200º e aqueça os carrés por cerca de uns 10 minutos. Enquanto isso dissolva ligeiramente a mostarda em um pouco de água, para deixá-la menos pastosa.

Retire a carne do forno e pincele-a em todas as faces com a mostarda. Faça aderir a persillade sobre a mostarda, formando uma capa sobre cada carré. Leve novamente ao forno por 15 minutos ou até dourar, mantendo o interior mal passado (se quiser mais ao ponto, deixe por mais tempo).

Retire o papel-alumínio dos ossos, separe as costeletas e reserve. Deglace o fundo da forma com o caldo de carne e sirva o carré em seguida, com o molho deglaçado.

Rendimento: 4 porções.

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Enviado por Anacreon de Téos, 02/04/15 11:50:29 AM

Bacalhau da Eismann. Lombos altos importados de Portugal para todo tipo de preparo. (Foto/ Divulgação)

A propósito da sexta-feira, a Sexta-feira Santa, dia em que os brasileiros têm no bacalhau o prato praticamente obrigatório no cardápio (poderia ser mais durante o ano, mas não é), uma boa dica é o bacalhau congelado, que não exige tempo de dessalga e outros rituais que fazem a diferença, mas ocupam muito tempo.

Então, para quem decidiu de última hora, vale a sugestão do bacalhau da Eismann, empresa especializada em alimentos ultracongelados, que traz de Portugal o Bacalhau Porto Gadus Morhua pronto para ser preparado.

Para quem ainda não sabe, o Gadus Morhua, que é pescado no Atlântico Norte, é considerado o mais nobre tipo de bacalhau. É comercializado como produto Premium e é o bacalhau mais recomendado nas melhores cozinhas internacionais.

Além de práticos, os pratos congelados são acessíveis e a Eismann entrega em casa. Através do fone 0800-642-2855, qualquer pessoa pode entrar em contato. Bem conversadinho quem sabe ainda não dê tempo de encomendar?

Está em oferta nessa Semana Santa. Lombo de Bacalhau Eismann: R$ 89,95 (caixa de 1 kg) na promoção até domingo (5). Preço normal: R$ 99,95.

E aqui vai, já para inspirar, uma receita de um prato clássico de bacalhau, proposta pela própria Eismann.

Bacalhau à Brás

Ingredientes

1 kg de bacalhau dessalgado

2 kg de batatas

5 ovos

Cebola, salsinha e alho

Óleo

Azeite de oliva

Preparo

Refogue a cebola picada e os alhos no azeite de oliva até dourar.

Acrescente o bacalhau desfiado e deixe dourar. Reserve.

Corte as batatas em palito e frite. Misture as batatas ao bacalhau.

Depois bata os ovos com a salsinha. Misture tudo e leve ao fogo, sem deixar secar muito.

Sirva acompanhado de salada verde e tomates.

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Enviado por Anacreon de Téos, 30/03/15 10:04:50 AM

Vinhos Villagio BassettiTive a oportunidade, dias atrás, de conhecer os vinhos da vinícola Villagio Bassetti, que alguns paranaenses instalaram e puseram para funcionar em São Joaquim, na vizinha Santa Catarina. Vinhos de altitude, muito bons, de qualidade acima da média e que certamente fariam bonito em qualquer degustação às cegas junto com alguns ícones estrangeiros, inclusive do Velho Mundo.

Foi num jantar harmonizado no Mukeka, apenas para convidados, e fiz o registro aqui.

Pois agora os vinhos serão apresentados ao público que ainda não os conhece, em novo jantar harmonizado, também no Mukeka, marcado para esta terça-feira (31).

Confira no convite os detalhes desse jantar, que, antecipo, deverá ser muito interessante.

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Enviado por Anacreon de Téos, 28/03/15 4:04:30 PM

Tive dificuldade para encontrar o cardápio dessa sétima edição do Gastronomix, que dá o sabor em Curitiba neste fim de semana.

Mas finalmente consegui. E repasso de primeira, publicando aqui, pois sei que muita gente também está atrás para ter ideia do que há em cada barraquinha, permitindo uma programação prévia.

(Sobre o Gastronomix já havia escrito aqui, dias atrás.)

Então vai lá o cardápio da quermesse:

 

KÁTIA BARBOSA

ACONCHEGO CARIOCA – RJ

Bolinho de feijoada

 

BETH BELTRÃO

VIRADA’S DO LARGO – MG

Misturinha Chocante – costelinha de porco com molho de tangerina reduzida com açúcar mascavo e orapronóbis crocante

 

LAÍS DUO

VIA EMILIA PIADINERIA – SP

Piadina de linguiça artesanal, coalhada seca, tomate ralado, coentro e berinjela

 

WANDERSON MEDEIROS

RESTAURANTE PICUÍ – AL

Baião de dois com carne de sol na nata

 

RODRIGO MARTINS

RESTAURANTE VINO! – SP/PR

Quirera Lapiana

 

BRUNO CABRAL

MERCEARIA MESTRE QUEIJERO-SP

Raclette

 

EDINHO ENGEL

RESTAURANTE AMADO BAHIA – BA

Moqueca baiana de peixe

 

IVO LOPES

LA VARENNE – CTBA – PR

Cassoulet de frutos do mar com lentilha verde

 

IVAN LOPES

MUKEKA – CTBA – PR

Arroz de camarão com açafrão da terra e castanha de caju.

 

ZICO GARCEZ E CLÁUDIO COUTO

BAR DO PACHÁ – CTBA – PR

Polenta cremosa com ragu de ossobuco

 

IGLAÊ KONZEN

AMORE BIO – CTBA – PR

Salada biodinâmica

 

BETO NOGUEIRA

FÁBRICA GOURMET CTBA – PR

HAMBURGER

 

ALESSANDRO E ANTÔNIO PAULO TANAKA

DEL BORGO – FOOD TRUCK PIZZA – CTBA – PR

Pizzas Sabores Nápoli (margarita) e Asti (alho-poró)

 

FABIANO MARCOLINI

FABIANO MARCOLINI ALIMENTARI – CTBA – PR

PÃES

 

FLÁVIA SONI ROGOSKI

BON VIVANT – CTBA – PR

Degustação de Presunto Cru com Azeite de Oliva e pães

Degustação de Queijos com Mel Picante e pães

 

ROSANE RADECKI

RESTAURANTE GIRASSOL – PALMEIRA – PR

Pão no bafo

 

EDU TOLEDO

ARMAZÉM 71 – CTBA – PR

Camarão crocante com carpaccio de pupunha ao molho champagne

 

YURI FERRARI OGURTSOVA

TUK–TUK – CTBA – PR

Chicken Tikka Masala

 

RICARDO NOGAROLLI E GRACE SARRAFF

PRESTINARIA CTBA – PR

Torta integral de siri

 

LUIZ ANTONIO ROMANUS

ARMAZÉM ROMANUS CTBA- PR

Barreado

 

POLYANA RODRIGUES

GRUÉ CHOCOLATERIA CTBA – PR

Profiterólis: carolinas com sorvete de chocolate branco, coulis de bala de banana e mendiant de chocolate.

 

CAROLINA GAROFANI

CARAMELODRAMA – CTBA – PR

Bella Elena Caramelizada – Entremet de caramelo e peras cm crocante de chocolate belga e calda de caramelo

 

LEANDRO BLAZKOWSKI

O FAMOSO BIGADEIRO – CTBA – PR

Brigadeiro de leite ninho caramelizado

 

DILLETTO

SORVETES

 

TATIANA MACIEL

FIT E FUNCIONAL – CTBA – PR

Petit gâteau de chocolate orgânico glúten e lactose free com calda ou sorvete de amora

 

ALESSANDRO MARTINS

WAY – CTBA – PR

CERVEJAS

 

PAOLA /FABIO ROCHA

BEER MANIACS – CTBA -PR

CERVEJAS

 

THAYS FERRÃO

VINÍCOLA FRANCO ITALIANO – Colombo – PR

VINHOS

 

JUSTINA PEDERIVA FARDO

VINÍCOLA FAMÍLIA FARDO – Quatro Barras -PR

VINHOS

 

VINÍCIUS D’AGOSTIN

CANTINA VINI D’AGOSTIN – Colombo – PR

Sucos naturais: uva, manga com laranja, morango com abacaxi e capim limão

 

Gastronomix no 24º Festival de Curitiba

28 e 29 de março, no MON, das 11h às 17h

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Enviado por Anacreon de Téos, 25/03/15 9:31:47 AM
Celso Freire no Gastronomix

O chef Celso Freire é a alma do Gastronomix, que ele comanda pela quinta vez no próximo fim de semana. (Foto/ Divulgação)

Hoje em dia é um dos eventos mais importantes que temos. Talvez em conteúdo e diversidade, o mais importante. Com o passar dos anos o Gastronomix foi se aperfeiçoando, lapidando arestas e corrigindo alguns desvios que geravam algumas reclamações e reprimendas por parte dos frequentadores.

Mas agora que chega à sétima edição, está azeitado e funcionando cada vez melhor. O festival gastronômico é a menina dos olhos do chef Celso Freire, o curador do evento e responsável pelo perfil dos chefs a serem apresentados com suas comidas, seus temperos e seus sabores. Para este capítulo, Freire conseguiu firmar um compromisso do evento com a Gastronomia Responsável e neste ano todos os chefs convidados criarão um prato especial de acordo com os princípios desse movimento, cujos princípios são a utilização de ingredientes orgânicos, a utilização de produtos regionais, a não utilização de espécies ameaçadas de extinção e o aproveitamento integral de alimentos.

E vem gente da pesada. A começar por Alex Atala, o número 1 do Brasil, que finalmente conseguiu ajeitar a agenda dele para comparecer por aqui. Atala vai ministrar uma das aulas-show no primeiro dia do evento. Que deverá ser concorridíssima, imagino.

Ele puxa um time de estrelas lá de fora, que ainda conta com Edinho Engel (Amado – BA), Kátia Barbosa (Aconchego Carioca – RJ e SP), Beth Beltrão (Virada’s do Largo – MG), Wanderson Medeiros (Picuí – AL), Laís Duo (Via Emilia Piadineria – SP) e Bruno Cabral (Donostia Taberna Basca – SP). Os locais são Rodrigo Martins (Grupo Vino!), Ivo Lopes (La Varenne), Ivan Lopes (Mukeka), Fabiano Marcolini (Trattoria Marcolini), Luiz Antonio Romanus (Armazém Romanus), Iglae Zanoto Konvem (Amore Bio), Zico Garcez (Bar do Pachá), Flávia Rogoski (Bom Vivant), Rosane Radecki de Oliveira (Girassol), Yuri Ogurtsova (Tuk Tuk) e Ricardo Nogarolli (Prestinaria).

Tem mais, os pizzaiolos Alessandro Formeti e Antonio Paulo Tanaka (Del Borgo Pizza), a chocolatier Polyana Rodrigues (Grué Chocolateria), Beto Nogueira (Fábrica Gourmet Hamburgueria), Leandro Blazkowski (O Famoso Brigadeiro), Tatiana Maciel (Fit & Funcional), o bartender Marcelo Silvério (Le Voleur de Vélo) e Vinícius D’Agostin (Cantina Vini D’Agostin, especializado em sucos agroecológicos).

Quermesse

O Gastronomix é uma espécie de quermesse da alta gastronomia e acontece já no próximo fim de semana, nos dias 28 e 29 de março, das 11h às 17h, no Museu Oscar Niemeyer. O evento oferece ao público a oportunidade de experimentar as criações dos chefs convidados em um único dia, num mesmo espaço, a preços acessíveis e com toda a infraestrutura de atendimento. Os ingressos custam R$ 10 e os pratos entre R$ 10 e 20.

A Electrolux também vai promover Oficinas de Gastronomia. Em cada um dos dois dias serão oferecidas quatro aulas-show, para dez participantes cada, nos horários das 12h, 13h15, 14h30 e 15h45. A inscrição será feita por ordem de chegada ao local. Após preparar a receita, o aluno poderá convidar um acompanhante para degustar o prato.

A Melitta oferecerá aulas-shows para ensinar a preparar cafés especiais em casa, além de oferecer degustação gratuita de cafés gourmet.

Haverá, ainda, um espaço especial para o público conhecer e experimentar a variedade de cervejas artesanais produzidas em Curitiba. A Way Beer, por exemplo, estará no evento com oito estilos diferentes de cerveja e a sua famosa “Raquetada de Degustação”. As cervejas nova-iorquinas Brooklyn também estarão presentes.

Mas quem não for adepto das cervejas poderá visitar outro espaço exclusivo para degustação de cachaças, vinhos e drinks especialmente preparados por bartenders. Outras opções serão as cidras irlandesas Magners e os vinhos da Vinícola Franco Italiano, de Colombo.

O Gastronomix 2015 faz parte da programação do 24º Festival de Curitiba e os ingressos para o evento poderão ser adquiridos com antecedência pelo site oficial do festival, www.festivaldecuritiba.com.br.

Gastronomix no 24º Festival de Curitiba

28 e 29 de março, no MON, das 11h às 17h

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Enviado por Anacreon de Téos, 24/03/15 12:02:31 PM
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Ricardo Nogarolli e Grace Sarraff à frente da Prestinaria, que comandam desde o fim do ano passado. (Foto/ Anacreon de Téos)

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O incrível sanduíche de carne suína com cebola caramelizada. Atrás, sanduíche caprese. (Foto/ Anacreon de Téos)

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A mesa de brunch dos domingos. (Foto/ Anacreon de Téos)

O local sempre foi muito acolhedor. Rústico, bem decorado, intimista, e produzindo e oferecendo alguns dos melhores pães da cidade. E alguns salgados, lanches e petiscos para quem pretendia consumir ali mesmo.

A Prestinaria – Casa de Pães existe desde 1999, mas, em tempos recentes, não vinha mais com o mesmo embalo de seus primeiros momentos. Embora os produtos mantivessem a qualidade, o serviço era muito complicado e não foram poucas as pessoas que desistiram depois de um bom tempo de espera sem serem atendidas.

Isso até o fim do ano passado, quando o comando da casa trocou de mãos, passando para a gestão do chef Ricardo Nogarolli e da chef pâtissier Grace Sarraff, que, além de introduzirem alguns novos sabores ao que de bom já existia, priorizaram um intensivo treinamento no pessoal, mantendo os profissionais que lá estavam e contratando outros, para permitir que também o serviço estivesse adequado ao nível da proposta a ser apresentada.

Funcionou. A Prestinaria voltou aos seus melhores momentos. Funciona todos os dias da semana e com um buffet no almoço (R$ 44,90 o kg), concebido pela sensibilidade de Nogarolli, com pratos mais para o caseiro, embora com um charme a mais. Há uma boa variedade de saladas, legumes, verduras, o arroz e feijão sempre tão procurado e sempre dois tipos de proteína, entre o peixe, o frango e a carne.

Além disso, aos domingos a cafeteria abre para o brunch (R$ 34,90 por pessoa). E foi o que tive o prazer de experimentar domingo passado. Uma bem provida mesa de salames, queijos, pães e salgados, outro tanto de tortas e doces e, nesse que fui, uma interessante salada de macarrão (com um molho de balsâmico muito bom) e uma panqueca de frango e legumes com molho branco que estava especial. Mas o que mais gostei foi do sanduíche de carne suína com cebola caramelada. Impossível resistir e ficar em um só.

A Prestinaria é um dos lugares mais tradicionais e charmosos de Curitiba. Além do ambiente que remete às cafeterias europeias, mantém os produtos fabricados artesanalmente, privilegiando ingredientes frescos, naturais e de Curitiba. Com a nova proposta e o reforço no atendimento, volta a ser recomendável para todos os momentos.

Prestinaria – Casa de Pães

Rua Euclides da Cunha, 699 – Bigorrilho

Fone: (41) 3342-4576

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