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Panela do Anacreon

Enviado por Anacreon de Téos, 25/07/15 11:56:14 AM

Curioso. Dias atrás escrevi sobre a iniciativa da Denise Werneck de produzir massas sem glúten a partir da fécula de mandioca (confira aqui). E agora, coincidentemente, recebo material de divulgação da Alimentos Zaeli, que lança no mercado brasileiro exatamente a fécula de mandioca Zaeli.

Conhecida com diferentes nomes em todo o Brasil, como o polvilho, carimã ou goma, a fécula de mandioca se tornou popular na cozinha dos brasileiros e encanta diversos paladares. Segundo as informações de lançamento, o novo produto da Zaeli traz a versatilidade na utilização, sem perder as qualidades nutricionais no preparo.

Em embalagem de um quilo, a Fécula de Mandioca Zaeli já está sendo vendida em todo o país com preço sugerido de R$ 4,85. O produto não contém glúten e pode ser utilizado para a realização de diversas receitas, em pratos doces e salgados.

Fica a dica para aqueles que se interessaram pela postagem anterior e tinham dúvidas de onde encontrar o produto adequado.

De origem paranaense, a Alimentos Zaeli é uma das principais empresas da indústria alimentícia do País. Possui 25 linhas de produtos, mais de 300 sku’s e produz 180 milhões de quilos de alimentos por ano. A forte atuação em diversos estados do Brasil é possível por conta de filiais e centros de distribuição existentes em todo o País e pela sua rede de mais de 40 mil pontos de vendas.

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Enviado por Anacreon de Téos, 23/07/15 5:54:30 PM

Escondidinho de lombo de porco desfiado com batata doce e muçarela de búfala. (Foto/ Anacreon de Téos)

O detalhe das camadas do escondidinho. Ficou delicioso. (Foto/ Anacreon de Téos)

Veja como são as coisas. Você capricha na execução de um prato, estuda os ingredientes, pesquisa onde encontrá-los, elabora a receita na perfeição, publica e conta com algumas curtidas e um ou outro comentário.

Daí, em outro dia, apresenta um prato sem qualquer pretensão maior e todos se entusiasmam, cobram receitas e bombam nas redes sociais. Claro que a grande maioria das pessoas que exigem a publicação de receitas jamais irá se dar ao trabalho de prepará-las. É tudo onda e a gente sabe. Mas tem gente, sim, que se interessa mesmo e pretende fazer em casa.

Foi como aconteceu com a postagem da Maionese de camarão, de semanas atrás. Eu não tinha a receita, fui fazendo na hora. Aí, tantos foram os pedidos, me vi obrigado a escrevê-la e publicá-la. Teve gente que já me disse que fez. E que gostou e que deu certo.

Pois agora o que temos é um Escondidinho de sobras. Acho que nem deveria nominá-lo assim, porque me soa depreciativo. Assim como os tais “falsos”. Sempre guardo distância do “falso caviar”, do “falso strogonoff”, da “falsa lagosta” e de tudo assim. “Falso” já soa falso, não é mesmo?

Mas, no caso do escondidinho, é que foi de sobras mesmo. Enquanto escrevo aqui vou pensando em um nome um pouco mais decente para ele.

Sozinho em casa, preguiça de sair para comprar alguma coisa e de ligar para algum delivery. Uma espiada na geladeira e achei um pouco de carne de porco desfiada – era um lombo assado que desfiamos algumas fatias e refogamos com cebola, tomate, alho e algum verde para fazer recheio de um sanduíche (sobra da sobra, portanto).

O que mais? Batata doce, que a Graça tinha assado e que, de tão doce, havia formado até uma camada de caramelo rompendo a casca. E uma bola de muçarela de búfala, sobra de uma receita de limão siciliano recheado com a tal.

Pronto, estava tudo ali, à minha espera.

Com tempo (nem tanto, seria rápido) e disposição, a primeira coisa que fiz foi transformar uma das batatas em purê. Descasquei, amassei, pus na panela com um pouco de leite e deixei ferver até incorporar todo o líquido. Daí uma colher (sopa) de manteiga, uma pitada de sal, um pouco de queijo ralado, uma mexida e pronto.

Como a carne desfiada já estava temperada, só tinha de montar o prato. Untei um ramequim e ajeitei a carne, comprimindo bem. Por cima espalhei o purê, ajeitei duas rodelas da muçarela, um toque a mais de parmesão ralado e forno – 180ºC por 20 minutos ou até que borbulhe e doure a crosta.

Estava pronto, lindo e saboroso. Pode experimentar que não tem erro. É sucesso na certa.

Ah, sim, e o nome, como fica? Escondidinho de lombo de porco desfiado com batata doce e muçarela de búfala – pode ser uma opção. Ou parmentier, que o jeito francês de denominar um prato assim, com base de carne e cobertura de batatas em purê.

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Enviado por Anacreon de Téos, 22/07/15 11:40:22 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das experiências mais agradáveis que esse universo da enogastronomia me proporcionou nos últimos tempos foi a combinação de sabores entre a doçura dos presuntos espanhóis com a leve acidez dos jerez, também espanhóis. Foi numa degustação de produtos do  Grupo Josep Llorens, com Chouriços, Fue, Jamón Iberico, Jamón Serrano e alguns outros embutidos. Foi a primeira vez que experimentei a harmonização e, confesso, fiquei fascinado. Satisfeito e feliz por ter descoberto mais uma incrível combinação de sabores que se completam.

Puxei o assunto por conta da presença em Curitiba de Jan Pettersen, proprietário e diretor-geral da Bodegas Rey Fernando de Castilla, uma das mais importantes marcas da DO Jerez, localizada em Andaluzia, sul da Espanha. Trazido pela importadora Porto a Porto, que traz os produtos da bodega para o Brasil, Pettersen visita a cidade para divulgar esse vinho único e extraordinário e conduzir uma degustação dos estilos Fino, Cream, Pedro Ximénez e Brandy Solera. Tendo como local a Associação Brasileira de Sommeliers – Paraná (ABS-PR), a degustação harmonizada nesta quinta-feira (23), às 19h30.

A Bodegas Rey Fernando de Castilla foi fundada em 1972 por Dom Fernando Andrada-Vanderwilde e recebeu seu nome em honra ao Rei Fernando de Castilla (“o Santo”), que conquistou boa parte da Andaluzia no século XIII, além de ser o responsável pela descoberta das qualidades excepcionais de solo e clima para produção dos vinhos de Jerez. A empresa é uma das mais tradicionais na produção desse estilo de vinho. Pettersen, nascido em Oslo (Noruega) e criado em Edimburgo (Escócia) e Barcelona (Espanha), ao lado de outros investidores, adquiriu a Bodega em 2000.

DO Jerez

Foi na Andaluzia que nasceu a vinicultura na Espanha e o vinho de Jerez é produzido há mais de dois mil anos, em um processo único de corte em etapas, que mistura vinhos velhos e novos em uma rede de barris conhecida como sistema solera. Elaborados com as uvas Palomino Fino, Pedro Ximénez e Moscatel, esses vinhos fortificados são possíveis em função da quantidade de cal que existe no solo (chamado albariza) e das condições climáticas que caracterizam o sul da Espanha. Desde meados dos anos 1990, na União Europeia, o termo sherry, antes empregado para vários vinhos fortificados, só pode ser aplicado aos oriundos da DO Jerez – que variam do mais delicado e pálido Manzanilla ao profundamente negro, opaco e doce Pedro Ximénez.

Confira os vinhos a serem degustados nesse evento em Curitiba, todos eles disponíveis no mercado – com os devidos preços finais ao consumidor.

Fino Fernando de Castilla (R$ 78,73)

Elaborado em Jerez de la Frontera, com a uva Palomino, é fortificado e submetido ao sistema de soleras e criaderas. Passa cinco anos em barricas e tem graduação alcoólica de 15%. A cor é palha, apresenta aromas pungentes, porém suaves, e em boca é seco, agradável e ligeiro. Harmoniza com embutidos, como o Jamon Ibérico, frutos secos, azeitonas, mariscos e peixes. Deve ser servido bem gelado a 8º C.

Cream Classic Fernando de Castilla (R$78,61)

Elaborado na região de Jerez de la Frontera, leva em sua composição 90% de Palomino e 10% Pedro Ximénez. A partir de um Oloroso tradicional de Jerez, incorpora-se uma quantidade de Pedro Ximénez para seguir o envelhecimento em carvalho e o tradicional sistema de solera e criadeiras até o engarrafamento. Estagia em barricas por oito anos. A graduação alcoólica é de 17,5%. Apresenta aromas adocicados, com notas de frutos secos. Em boca, é doce. Harmoniza com queijos, frutas secas e castanhas. Recomenda-se servir entre 12 e 16º C.

Pedro Ximénez Fernando de Castilla  (R$94,71)

Produzido em Jerez de la Frontera, 100% com a uva Pedro Ximénez. Passa oito anos em barrica pelo sistema solera e criadera e possui graduação alcoólica de 15%. De cor escura, possui aromas de uvas passas e, em boca, é muito doce. Harmoniza com queijos fortes, chocolate e sorvete de baunilha. Recomenda-se servir entre 12 e 16º C.

Brandy Solera Reserva (R$100,30)

Os brandies são elaborados a partir da destilação de vinhos brancos selecionados. Iniciam o seu processo de envelhecimento em barricas novas de carvalho americano e, por fim, para adquirir uma maior suavidade, passam um longo período em barricas que já foram usadas pelos melhores vinhos de Jerez. Produzido em Jerez de la Frontera, 100% com a uva Airén. Envelhecimento de cinco anos em barrica no sistema soleras e criaderas. Possui aromas frutados e tostados e em boca é suave e equilibrado. Possui graduação alcoólica de 36% e harmoniza com chocolates e charutos. Deve ser servido em temperatura ambiente e conservado em local seco e fresco.

Os interessados que se apressem, pois as vagas são limitadas. O valor é de R$30,00 por pessoa, sem exigência de ser filiado à ABS.

Associação Brasileira de Sommelieres – Paraná

Alameda Júlia da Costa, 64 (Edifício SEHA)

Fones: (41) 9800- 2032 e 9611-0473

E-mail: contato@abs-pr.com.br

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Enviado por Anacreon de Téos, 22/07/15 11:24:18 AM

Denisoffi, a versão da torta Banoffi criada por Denise Werneck. Sem glúten e sem nada dever no sabor. (Foto/ Anacreon de Téos)

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Dadinhos de tapioca com geleia de abacaxi com pimenta e mini folhas de rúcula e agrião. (Foto/ Anacreon de Téos)

Denise Werneck deparou-se com um problema. Descobriu que sua filha Juliana tinha desenvolvido intolerância ao glúten, era celíaca. E o que deveria mesmo ter sido um problema tornou-se solução. Denise começou por fazer o curso de gastronomia da PUC e a desenvolver pesquisar para encontrar uma maneira de produzir produtos sem glúten que nada devesse, em sabor e estrutura, aos que normalmente se encontram no mercado.

O celíaco não pode consumir nenhum alimento que contenha trigo, cevada, aveia e centeio e, conforme o grau da intolerância, nada que possa ter sido manipulado ou cozido próximo a qualquer um desses ingredientes.

E o que deveria ser apenas uma solução para o cardápio doméstico transformou-se em um empreendimento que beneficia não só a filha, mas alcança também todas as demais pessoas que se vêem privadas de consumir massas, justamente pela impossibilidade de consumir glúten.

Foi ali que começou a Juliana Massas Frescas sem Glúten, que cada vez mais amplia seu rol de opções, substituindo a farinha de trigo na elaboração dos produtos por féculas, de mandioca e de batata. E sem que o desavisado consumidor possa perceber qualquer diferença de sabor, como o que normalmente se encontra por aí, no mercado.

Sorrentines recheados com nozes, damasco e cream cheese ao molho de mediterrâneo e Talharim com molho pesto e tomate concassê – com picanha grelhada. (Foto/ Anacreon de Téos)

Digo isso por ter tido a oportunidade de provar alguns dos itens de sua produção, em um saboroso jantar harmonizado no restaurante Paladar Gastronomia, do chef Reinaldo Batista, que é parceiro de Denise Werneck em alguns eventos sem glúten.

De entrada foi servido um prato de Dadinhos de tapioca com geleia de abacaxi com pimenta e mini folhas de rúcula e agrião. Como pratos principais, Sorrentines recheados com nozes, damasco e cream cheese ao molho de mediterrâneo e Talharim com molho pesto e tomate concassê, que chegaram juntos à mesa, escoltados por uma bela fatia de picanha grelhada. A sobremesa foi a Denisoffi, a versão sem glúten para a famosa Torta Banoffi, apresentada com a massa crocante, nata fresca e banana da terra.

Foi uma pequena – e muito gostosa – amostra do que Denise vem produzindo. Além do que nos apresentou, também faz massa de lasanha, cappelletti e ravióli, entre outras que se possa imaginar.

Vale para os celíacos e para os não, pois são produtos realmente muito saborosos. As encomendas e os contatos podem ser feitos por telefone ou através da Internet.

Juliana Massas Frescas sem Glúten

Fones: (41) 3077-6489 e 9218-3939

E-mail: julianamassasglutenfree@gmail.com

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Enviado por Anacreon de Téos, 21/07/15 1:30:58 PM

Uma ocasião imperdível para os apreciadores de uísque. Para lançar o 1º Clube do Johnnie Walker Blue Label do Paraná, o TAJ Curitiba promove nesta quarta-feira (22) um jantar harmonizado com a bebida, com menu especialmente criado para o evento e a presença de Paulo Freitas, brand ambassador da Diageo, distribuidora da marca Johnnie Walker no Brasil.

O jantar, concebido pelo chef Tito Barcellos,  terá como entrada Carpaccio de salmão fresco com salmão defumado, em emulsão cítrica e caviar de uísque Johnnie Walker Blue Label.

Há duas opções para prato principal: Tornedor de mignon ou Peixe branco grelhado, ambos servidos com veludo de mandioquinha, aspargos salteados e molho de cogumelos com Johnnie Walker Blue Label.

A sobremesa será uma Torta supercremosa de chocolate amargo, com calda quente de chocolate e sorvete de Johnnie Walker Blue Label.

Para reservas e detalhes sobre esta ação super exclusiva do uísque considerado o ápice da House of Walker, o interessado pode entrar em contato com o setor de reservas do TAJ. As vagas são limitadas.

Uísque diferenciado

Os raros barris utilizados na produção de Johnnie Walker Blue Label são selecionados manualmente entre as maiores reservas de uísque do mundo, onde somente um em cada 10 mil tem caráter suficiente para compor esse blend.

Complexo e suavemente defumado, com camadas de mel e frutas, com final sedoso e interminável, o Johnnie Walker Blue Label não é definido pela idade, e sim pela combinação dos mais raros maltes e grãos, envelhecidos à perfeição em barris de carvalho.

TAJ

Rua Bispo Dom José, 2302 – Batel

Fone: (41) 3343-4467

Facebook: tajbarcuritibaoficial

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Enviado por Anacreon de Téos, 18/07/15 6:17:14 PM

Polvo com batatas, uma das estrelas do cardápio do recém-inaugurado Bobardí. (Foto/ Marcelo Krelling)

Renata Abreu, dos tempos do Vin Bistro. Chef inspirada, talentosa e completa a serviço do Bobardí. (Foto/ Arquivo)

Aprecio muito o trabalho da chef Renata Abreu e não escondo isso em minhas postagens. Já a conhecia desde os primeiros tempos do Zea Maïs, ela uma das integrantes da brigada toda feminina da casa. Quando o chef Hermes Custódio saiu do Vin Bistro para assumir o comando da cozinha do Castelo do Batel – em 2011 -, coube a ela, sous chef da casa, a responsabilidade de liderar a cozinha do restaurante.

E foi ali que essa jovem matogrossense se revelou em sua plenitude de cozinheira. Foram alguns anos de cardápio inspirado e consistente, alta gastronomia com qualidade e simplicidade, que é mesmo o que, no fundo do fundo, todo bom cozinheiro deve saber fazer.

Pois Renata saiu do Vin, teve nova passagem pelo Zea Maïs e agora está à frente de uma nova empreitada, o recém-inaugurado Bobardí, “restaurante cosmopolita”, segundo o material oficial de divulgação. E na nova casa, a chef se propõe a fazer exatamente o que tem feito nesses últimos anos: alta gastronomia sem segredos. Descomplicada, como fazem questão de dizer por lá, “um não à gourmetização”.

A vida corrida dos últimos dias não me permitiu acompanhar de perto os pratos que Renata Abreu concebeu para o cardápio da casa.  Mas, sendo dela, já gostei, assim mesmo, no escuro.

Fui ao evento de inauguração e pude constatar tratar-se de um local muito bonito, bem moderno, justificando o “cosmopolita”. Pé direito alto, no meio do salão, uma jabuticabeira (no Madero das Mercês tem uma assim também) perto da escada que leva os clientes ao segundo andar do restaurante, um mezanino que pode servir até para eventos fechados.

A capacidade da casa é para 150 lugares. E esse é um detalhe que pode ser perigoso, se não for bem administrado, pois o grande espaço interno pode trabalhar contra, em dia de lotação média. Explico: 40 pessoas presentes a um local com capacidade para 60 passam a impressão de casa quase cheia. As mesmas 40, bom número de presença, em local que permite quatro vezes mais, deixam com jeito de casa vazia. E casa vazia, já se sabe, espanta a freguesia.

Bem, mas acho que os sócios do restaurante devem saber disso e, mais ainda, do que estão fazendo. O importante é que ficou tudo muito bonito – o projeto arquitetônico é de Giuliana Soncin – e o aproveitamento do espaço também, pois também há um minimercado, com duas prateleiras altas, onde são comercializados utensílios para cozinha, livros de gastronomia, chás da Moncloa, produtos e máquinas de café da Illy, cachaças e outros destilados premium, sais e temperos. Todos, de alguma forma, identificados com o restaurante.

Comes e bebes

Bruschetta de tomates, uma das entradas da casa. (Foto/ Marcelo Krelling)

Como já disse, só fui ao evento de inauguração e belisquei alguns petiscos que circularam pelo salão. Mas fiquei muito bem impressionado com as propostas de bebidas. Há uma extensa carta, desde os coquetéis, cervejas importadas artesanais e um mix de rótulos de vinhos que possam harmonizar perfeitamente com todas as refeições ou petiscos: além das garrafas, a cada semana uma seleção feita pelo sommelier César Simbala (ex-Alfredo) irá compor a máquina de vinhos inerte, que servirá taças de 75, 100 e 150 ml. A aposta do Bobardí está também nos drinques, criados pelo premiado bar curitibano Le Voleur de Vélo.

Cheesecake de frutas vermelhas. (Foto/ Marcelo Krelling)

Na cozinha, a linha de Renata Abreu apresenta, entre outros itens, entradas como bruschettas de cogumelos e de tomates, burrata, steak tartare, saladas Caesar e Caprese e hambúrguer clássico. Como prato principal, algumas das sugestões são Risoto de frutos do mar com aroma cítrico, Fettuccine à carbonara, Polvo com batatas, Ossobuco de vitelo com polenta, Carré de cordeiro com purê de mandioquinha e, dentre as sobremesas, Cheesecake de frutas vermelhas, Créme brûlée, Bolo de chocolate e Alfajor de doce de leite.

Há também opções para os vegetarianos: uma boa variedade de saladas, risoto de brie e vagens francesas, sanduíche de berinjela e cheddar inglês, para citar algumas.

Todas as massas são produzidas artesanalmente no restaurante e todos os temperos e ervas são extraídos de uma mini-horta plantada nos fundos da casa.

Ainda, é claro, pretendo ir lá jantar, assim que a agenda desapertar. Não obstante, por tudo o que escrevi sobre Renata Abreu, posso cravar, sem qualquer receio, que “não fui, mas já gostei”. Mas estarei por lá qualquer dia desses e daí volto a tocar no assunto aqui no blog.

Ah, sim. O nome Bobardí é uma homenagem dos proprietários do restaurante à arquiteta italiana Lina Bo Bardi, reconhecida por ter projetado o Museu de Arte de São Paulo.

Bobardí
Avenida Munhoz da Rocha, 757 – Cabral

Fone: (41) 3057-3375

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Enviado por Anacreon de Téos, 17/07/15 11:53:58 AM

O Barreado do Hotel Gamboa, de Antonina. Uma das sete versões do prato típico paranaense no Festival de Sabores do Litoral que começa nesta sexta (17). (Foto/ Júlio César Souza)

Começa nesta sexta-feira (17) e se estende até o dia 23 de agosto o Festival de Sabores do Litoral, que entra agora em sua quinta edição. Neste ano, além dos 31 restaurantes participantes, a novidade é o desconto também em hotéis e pousadas, que oferecerão descontos de 20% nos pratos que integram o menu do festival e nas diárias para quem desejar se hospedar nos dias do festival.

Alguns restaurantes optaram por pratos diferenciados e nomes mais pomposos, mas todos eles propõem, na essência, apresentar os sabores que marcam o litoral paranaense. E, por isso mesmo, o Barreado tradicional é a estrela de sete deles: Buganvil, Hotel Gamboa, Cantina Casa Verde e Cantinho de Antonina (em Antonina), My House (Morretes) e Casa do Barreado (Paranaguá). Cada um deles, claro, com o toque pessoal do cozinheiro, um ingrediente a mais aqui, uma guarnição diferente ali, mas todos na mesma essência do principal prato da gastronomia paranaense. O sétimo restaurante apresenta uma variação do prato: o Escondidinho de barreado, de O Celeiro, de Morretes.

Os demais estabelecimentos têm o peixe ou camarão como prato principal, preparados de diversas formas, acompanhados de guarnições. Alguns deles com nomes um tanto estranhos, como a “Seleção du cheff” (sic) do La Bodeguita, de Matinhos (o mais adequado seria “seleção do chef”, mas tudo bem, a criação é livre). E tem o “Peixe vegano”, do Restaurante Manacá da Serra, de Paranaguá. Pelo que sei, tudo o que é vegano não tem qualquer proteína animal. Nem queijo nem ovo, que alguns vegetarianos admitem. Entrei no site e fui lá conferir a composição do prato: “elaborado com folhas de algas (nori), tofu orgânico temperado com ervas aromáticas, lâminas de abobrinhas, empanadas com farinhas panko e rosca. Acompanhamento: risoto de palmito e alcaparras, tempurá de legumes e salada mista”. O prato é muito bonito e apetitoso, mas o “peixe” mereceria um entre aspas, pois aí é que entra o vegano: é tofu. Boa sacada.

Pelo que diz o material de divulgação, os pratos são praticamente todos muito fartos e alguns deles chegam a servir até quatro pessoas. Confira aqui, no site oficial, os endereços de todos os restaurantes, os pratos e os preços de cada um deles. A organização do evento também lançou uma página no facebook, com a atualização das novidades.

Promovido pela concessionária Ecovia, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Litoral do Paraná (Adetur), o Sabores do Litoral tem por objetivo fomentar o turismo nas cidades litorâneas num período de baixa temporada. Participam estabelecimentos localizados nos municípios de Antonina, Matinhos, Pontal do Paraná, Paranaguá, Morretes, Guaratuba e Ilha do Mel.

Vale conferir, vale o passeio.

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Enviado por Anacreon de Téos, 15/07/15 12:02:58 PM

O Bacalhau Santa Rita vem desfiado e servido com batatas, pimentões verdes, vermelhos e amarelos, molho de tomate, cebolas e parmesão ralado. (Foto/ Divulgação)

As mudanças de estação inspiram os cozinheiros. E os chefs de cozinha tratam de anunciar as novidades em seus cardápios, mexendo com o apetite dos clientes. A chegada do inverno, por exemplo, inspira pratos mais consistentes, com mais calorias e que possam suprir as necessidades do organismo de cada um. Com o paladar diferenciado, é claro.

Pois agora quem anuncia novos pratos – de inverno – no menu é o restaurante Olivença, com o lançamento de quatro criações especiais do chef Gilberto Prado para a estação. São três novos tipos de bacalhau e um sanduíche, todos mantendo as influências ibéricas, fonte de inspiração do restaurante.

A primeira novidade é o Bacalhau com natas (R$ 149, para duas pessoas). É preparado com lascas de bacalhau refogadas na cebola, com batatas, molho bechamel e natas. Também chega agora o Bacalhau Santa Rita (R$ 159, também para duas pessoas) sendo preparado desfiado e servido com batatas, pimentões verdes, vermelhos e amarelos, molho de tomate, cebolas e parmesão ralado.

Os outros dois pratos são individuais. O tradicional Bacalhau à Gomes de Sá (R$ 69) tem lascas do peixe com cebola, alho, salsinha, batata, ovos e pimentão. Já o sanduíche é um típico português, chamado Francesinha à moda do Porto (R$ 45), que foi criado por um imigrante que voltou a Portugal após morar na França, decidindo adaptar o famoso Croque monsieur (pão, queijo, presunto e molho branco, levado ao forno para gratinar) à sua cultura nacional. São fatias de pão de forma, queijo, presunto, linguiça portuguesa e bife, regados por um molho picante à base de tomates e cerveja. Servido quente, com o queijo derretendo por fora.

Estão aí, portanto, os novos sabores apresentados pelo Olivença, que sempre prima pela boa qualidade de seus produtos e pela inspiração de seu talentoso chef.

A conferir.

Restaurante Olivença

Rua Teixeira Coelho, 255 – Batel

Fone: (41) 3016-9988

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Enviado por Anacreon de Téos, 14/07/15 11:34:30 AM

Costela e legumes assados na água de coco com brûlée de abóbora, uma das atrações do cardápio de inverno do Zea Maïs. (Foto/ RPierrot)

Consomê de frutos do mar. (Foto/ RPierrot)

Bisteeya de pato com purê de damasco e figo, lembrança do Marrocos. (Foto/ RPierrot)

Sempre acompanhando as estações, o restaurante Zea Maïs está anunciando o seu cardápio especial de inverno, a ser servido a partir desta terça-feira (14). Por conveniência (ou sonoridade, sabe-se lá) está sendo chamado de “Winter Menu”, que, independentemente de sotaque ou idioma, parece estar bem atraente.

Trata-se de um menu fechado, da entrada à sobremesa. Fruto da inspiração da talentosa chef Joy Perine, é apresentado em uma sequência de quatro pratos a preço fixo (R$ 118 por pessoa) e traz novas criações e releituras de preparos já conhecidos dos frequentadores da casa.

Tudo começa com um Consomê de frutos do mar, uma variação do Consomê oriental que Joy criou durante o evento Zea Convida Lênin Palhano, em julho do ano passado. Como primeiro prato, Costela e legumes assados na água de coco com brûlée de abóbora. Em seguida, a chef revive os sabores do Marrocos com a Bisteeya de pato com purê de damasco e figo, que, segundo ela, promete ser tão inspiradora quanto a codorna apresentada no Menu Enjoy Marrocos, de agosto do ano passado, o primeiro episódio da ideia de uma série que não se estendeu mais por falta de encaixe de calendário. Bisteeya – também conhecido como pastilla – é um prato marroquino feito de massa werga (uma massa folhada mais fina), normalmente recheada com carne de pombo. Mas, também por lá, na falta, usa-se frango ou até peixe e vísceras. A escolha da chef foi pela saborosa carne de pato para rechear a massa folhada.

Suflê de chocolate e café com sorvete de mascarpone e chantilly de caramelo. (Foto/ RPierrot)

E como inverno tem tudo a ver com suflê, a sobremesa tradicional da casa ganha uma versão apropriada: Suflê de chocolate e café com sorvete de mascarpone e chantilly de caramelo.

Restaurante Zea Maïs

Rua Barão do Rio Branco, 354 – Centro

Fone: (41) 3232-3988

facebook.com/zeamaisrestaurante

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Enviado por Anacreon de Téos, 10/07/15 4:40:10 PM

Magret de pato ao demi-glace e maçã caramelizada, um dos destaques do cardápio especial do L’Épicerie para comemorar a Festa Nacional da França. (Foto/ Divulgação)

A data nacional da França será comemorada com toda a pompa no bistrô L’Épicerie, o ícone da gastronomia francesa em Curitiba. Como acontece todos os anos no 14 de Julho a casa organiza o jantar em memória à Tomada da Bastilha de 1789.

E para a noite da Fête nationale française, o chef Gustavo Alves preparou um cardápio exclusivo, selecionando alguns pratos do menu tradicional da casa e outros criados especialmente para a ocasião.

Confira as atrações desse menu-degustação mais do que especial.

Entrada fria: Terrine de foie gras maison, confit de figo e torradas

Entrada quente: Sopa de cebola gratinada

Primeiro prato: Robalo poêlé, molho holandês e aspargos

Segundo prato: Magret de pato ao demi-glace e maçã caramelizada

Primeira sobremesa: Queijo brie e geleia de tomate

Segunda sobremesa: Moelleux ao chocolate, calda de chocolate e sorvete de baunilha

O preço do menu-degustação é de R$ 150 por pessoa e as reservas devem ser feitas antecipadamente.

L’Épicerie

Rua Fernando Simas, 340 – Bigorrilho

Fone: (41) 3079-1889

E-mail: bistrot@lepicerie.com.br

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