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Enviado por Anacreon de Téos, 01/03/15 12:40:59 PM
Alcatrao com osso - Prime Grill - GPK_0781

Alcatrão com osso da Prime Grill Curityba, resgatando uma tradição de churrasco da cidade de Curitiba. (Foto/ Divulgação)

Já tinham me contado, mas faltava tempo para ir conferir.

Agora deu tempo e fui ver como é o tal “Alcatrão” da Prime Grill Curityba, numa alusão à tradição de carne da cidade, que os mais antigos certamente irão reverenciar.

A referência principal é, claro, a Churrascaria Parque Cruzeiro, que funcionou por décadas na Avenida do Batel e que é marco indiscutível na história dos restaurantes de carne de Curitiba.

Havia ambientes internos, mas as mesas mais frequentadas eram aquelas compridas, situadas debaixo das árvores frondosas que formavam o parque. E que, embora grandes e comportando duas ou três famílias, estavam sempre lotadas nos almoços de fins de semana.

Foi essa a lembrança que me veio ao experimentar o alcatrão da Prime Grill (R$ 84). O corte, com osso, é generoso, junta pedaços da alcatra, do mignon e da maminha e pode servir até três pessoas, conforme os acompanhamentos a escolher – como a inevitável Farofa de ovo, pedida à parte.

O que vem com a carne são as saladas tradicionais remetidas à Cruzeiro, como cebola, tomate, feijão cavalo, maionese, rúcula acebolada no vinagre tinto (lá acho que era radiche) e alface. Para temperar, sal, azeite e aceto (mas eu preferiria o tal vinagre tinto). Na parrilla – ou na bandeja -, legumes grelhados e polenta frita.

Carne macia, no ponto exato e com sabor que leva ao passado de quem teve o privilégio de frequentar as mesas do Parque Cruzeiro.

Este corte, como todas as carnes bovinas da casa, são de origem da cooperativa Maria Macia, sediada em Campo Mourão – e co-propriedade de um dos sócios da casa. Até mesmo por conta do vínculo direto, a Prime Grill tem exclusividade em restaurantes de Curitiba para receber esta produção de gado nobre, da raça Angus.

A churrascaria funciona de terça à sexta-feira, das 11h30 às 15h e das 18h30 às 23h. Nos sábados das 11h30 às 16h e das 18h30 às 23h30 e domingo das 11h30 às 16h.

 

Prime Grill Curityba

Rua Mateus Leme, 2835 – São Lourenço

Fone: (41) 3527-0559

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Enviado por Anacreon de Téos, 25/02/15 7:08:44 PM
Bacalhau_Menor

Pastel de bacalhau, o novo lançamento da linha de sucesso da 10 Pastéis. (Foto/ Divulgação)

Meses atrás, perto do fim do ano passado, fui convidado para conhecer de perto a história e os sabores da 10 Pastéis. E naquela correria geral acabei não fazendo nenhum registro aqui, embora tivesse gostado muito do que pude provar. Tanto as massas fritas quanto as assadas, as comuns ou as com sabor (pimenta e chocolate, por exemplo) e ainda recheios bem temperados, sem exagero de condimentos.

Tudo muito bem feito, foi a impressão que me deu, justificando a história de sucesso da empresa, que entrou no mercado com um pequeno negócio familiar em 1961, em Maringá, e hoje, baseada em Curitiba, abriu franquia e possui mais de 40 unidades em diversos pontos do país.

Gostei tanto que até levei uns rolos de massa para casa (sim, eles vendem somente as massas a quem se interessar), onde já fiz algumas experiências, felizmente bem sucedidas.

Aproveito agora, quando se anuncia o lançamento do Pastel da bacalhau, para fazer esse registro. Ainda não experimentei, mas aposto que será mais um sucesso, pois desperta o paladar já pela fotografia oficial de divulgação. Além das lascas do peixe, o novo pastel tem, em seu recheio, cebola em pétalas, alho, pimenta do reino, salsa fresca, azeitonas pretas e ovo ralado.

Não tem nada a ver, mas daqui a algumas semanas a Páscoa chega aí. E se for para comer bacalhau que se comece a partir de agora.

O pastel de bacalhau já está disponível em todas as lojas 10 Pastéis, em três tamanhos. Para saber qual a loja mais próxima acesse www.10Pasteis.com.br.

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Enviado por Anacreon de Téos, 25/02/15 1:31:10 PM
Grilliata

Grilliata de pescados e legumes salteados, uma assinatura clássica do Vin Bistro em sua história. (Foto/ Divulgação)

Se ainda não foi (férias, carnaval, preguiça de começo de ano), aproveite que está nos últimos dias o “Festival de Verão de Frutos do Mar” do Vin Bistro. O simpático restaurante, aliás, tem se caracterizado justamente por seus festivais, de lagosta, camarão, carnes nobres, atraindo uma clientela especial com esses toques temáticos.

O “Festival de Verão de Frutos do Mar” foi lançado no início do mês e se estende somente até o próximo fim de semana – almoço e jantar. Nessa edição, além da famosa lagosta – em suas variações -, que tem marcado a personalidade da casa, estão sendo servidos outros pratos diferenciados, a começar pela Posta de Haddock grelhada ao molho de açafrão e purê de batata (R$ 89). Mas também há badejo, salmão defumado e alguns pratos tradicionais do menu fixo, como polvo, salmão, pescada amarela e a Griliata de pescados com legumes salteados (R$ 74), uma referência do Vin Bistro.

A inspirada seleção de pratos foi concebida em conjunto pela chef Rita Delaé e por Ronaldo Bohnenstengel, sommelier e um dos sócios da casa.

Confira aqui o cardápio completo:

Haddock vin

Posta de Haddock grelhada ao molho de açafrão e purê de batata, uma das novidades do cardápio criado para o Festival. (Foto/ Divulgação)

Entradas

Carpaccio de Salmão defumado com azeite de limão 100g R$ 29,00

Tentáculo de Polvo com tapenade de azeitona R$ 32,00

Salada com salmão defumado R$ 32,00

Pratos principais

Salmão ao molho de maracujá com legumes salteados R$ 59,00

Badejo ao molho de alcaparras com risoto de alcachofra R$ 65,00

Pescada amarela grelhado ao molho de limão e ervas com legumes sauté R$ 65,00

Polvo grelhado com risoto de limão siciliano R$ 74,00

Griliata de pescados com legumes salteados R$ 74,00

Posta de Haddock grelhada ao molho de açafrão e purê de batata R$ 89,00

Risoto de Lagosta R$ 139,00

Lagosta grelhada a Thermidor com nhoque batata R$ 139,00

Vin Bistro

Rua Fernando Simas, 260 – Bigorrilho

Fone:(41) 3225-3444

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Enviado por Anacreon de Téos, 22/02/15 1:07:45 PM
Arroz de polvo malandrinho a minhota 1

Arroz de polvo malandrinho à minhota. Com rodelas de chouriço português e pedaços de polvo. Muito saboroso. (Fotos/ Anacreon de Téos)

Quem me acompanha aqui nessas trocas de sabores sabe que não é a primeira vez que acontece isso. Saio às compras para fazer um prato anteriormente planejado e chego com outros ingredientes, outras ideias e tudo diferente.

Foi assim, novamente. Liguei para a peixaria e o Pablício Mozer me disse que havia lulas lindas, daquelas nacionais que gosto, inteiras, fresquíssimas. Comecei a pensar no prato. Recheadas com camarão e alho-poró e um molho suave de tomates apenas para aproveitar os tentáculos.

Feito isso, dou um tempo, vejo outras coisas e finalmente vou ao Mercado Municipal. E quando chego à peixaria, a surpresa: tinha tudo, menos lula. Bobeira minha não ter reservado. Mas como poderia imaginar que todo mundo iria querer lulas ao mesmo tempo?

Fiquei olhando os pescados no balcão enquanto tentava imaginar qual poderia ser a solução de emergência. Não era por falta de oferta, pois havia peixes de várias espécies, camarões de distintos tamanhos, mexilhões, mariscos, carne de siri, carne de lagosta e até king crab. Mas o que me chamou atenção foram os polvos. Bonitos, de bom tamanho, que poderiam render alguma coisa.

Aprecio muito os polvos, principalmente quando são bem feitos, cozidos na medida e não ficam borrachudos, como muitos que a gente experimenta por aí. Anos atrás, quando escrevia ainda no Paraná Online, publiquei uma página somente com receitas de polvo. Estão aqui, embora, infelizmente, as páginas mais antigas desse site não tenham sido devidamente atualizadas e as fotos não estejam disponíveis. Mas as receitas, sim.

Pedi três tentáculos (sim, é possível comprar apenas partes do bicho), pois iria cozinhar apenas para mim. E à essa altura já estava elaborando mentalmente o prato do jantar. Seria um Arroz de polvo. Mas não o mais comum e nem o açoriano, que já fiz aqui e publiquei, tempos atrás, no endereço antigo do blog. Pensei num arroz malandrinho (que é cozido em maior volume de caldo e por isso o arroz português Carolino é o ideal), mas à minhota. Ou seja, à moda da região do Minho, em Portugal, que inclui algumas rodelas de chouriço no preparo. E como tinha visto chouriço português lá no Festval, tudo se completou, pois já possuía os demais ingredientes em casa.

Não é por nada, mas ficou uma delícia. Um dos melhores pratos que já fiz nesses últimos tempos. Quer conferir a receita? Vamos lá.

E bom apetite!

Arroz de polvo malandrinho à minhota

Arroz de polvo malandrinho a minhota 21,2 kg de polvo

1 cebola inteira espetada com 2 cravos

1 cebola picada

2 dentes de alho picados

2 folhas de louro

100 ml de azeite

400g de arroz carolino

100g de chouriço de carne

1 maço de coentro

2 tomates pelados

1 copo de vinho branco

Sal e pimenta-do-reino (moída na hora, de preferência)

 

Preparo

 

Ponha o polvo e a cebola inteira na panela de pressão, tampe e leve ao fogo. Quando der 12 minutos depois de chiar, desligue o fogo e deixe esfriar.

Depois de cozido, corte o polvo em pedacinhos.

Em outra panela, faça o refogado com o azeite, a cebola, os alhos e as folhas de louro (se puder tirar o veio central, o sabor fica menos acentuado).

Deixe refogar um pouco e junte o tomate cortado em cubos, refogando mais um pouco.

Junte o arroz e deixe fritar um pouco.

Acrescente o vinho, deixe evaporar um pouco e adicione a água de cozimento do polvo e aproximadamente 500 ml de água.

Tempere com sal e pimenta e junte o chouriço cortado em rodelas.

Deixe cozinhar por 15 minutos.

Adicione o polvo.

Deixe ferver e junte o coentro picado.

Tampe, desligue o fogo e deixe descansar por dois minutos, antes de servir.

Rendimento: 4 porções.

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Enviado por Anacreon de Téos, 16/02/15 5:55:01 PM
Congrio em crosta de amendoas com pure de batata salsa e azeite de rucula

Côngrio em crosta de amêndoas com purê de batata salsa e azeite de rúcula, simples e prático de fazer. (Foto/ Anacreon de Téos)

Volta e meia sai aqui um prato de peixe. De vez em quando frutos do mar, mas compondo a grande maioria das opções de nosso cardápio doméstico.

Não que tenha algo contra carnes vermelhas. Não sou radical em nada. Na política, no esporte, na religião, em nada. E não seria justamente no prazer de um bom prato que iria ter restrições ou barreiras. Mas o consumo de carnes vermelhas por aqui reduziu um bocado, talvez até por força do melhor desempenho na cozinha, sei lá. Churrasco, por exemplo, faz tempo que não faço e, confesso, tenho até achado meio sem graça alguns dos quais participo. Aquele ritual de carnes, carnes, carnes e intermináveis copos de cerveja já ficou lá atrás, em meu passado pregresso.

Aprecio uma boa peça, dias desses me esbaldei com alguns cortes de parrilla (escrevi aqui), mas não com aquele sentido monocórdico de se repetir a cada oportunidade. A carne, aqui, entra num rodízio de gado, cordeiro, porco, coelho (cada vez que publico alguma coisa é uma choradeira), frango e algumas caças – por que não? E do outro lado estão os peixes e seus vizinhos de fundo d’água. Sendo assim, o paladar sempre está mudando, com novos sabores, novas texturas e novas experiências.

Como esse peixe de agora. Era para ser um robalo, mas de vez em quando o Paulo Mozer me faz mudar de ideia quando chego à sua peixaria, a Pescados Keli Mozer, no Mercado Municipal de Curitiba.

- Como você vai fazer?

- Filé, com uma crosta, no forno.

- Então leve o côngrio, que está com o filé um pouco mais alto e é mais consistente.

Fazer o quê? Se o homem falou, ele é quem sabe. Veio o côngrio.

A ideia era fazer um prato simples, sem muitos artifícios. Talvez o único fosse uma crosta de amêndoas para fazer o crocante na superfície do peixe na saída do forno. Nada mais que isso.

Como acompanhamento, um delicado purê mole de batata-salsa, que é sempre muito saboroso. Batata-salsa, como chamamos por aqui, todo mundo sabe, acho, que é o mesmo que mandioquinha ou batata-baroa.

Para dar um toque colorido e agregar sabor, na finalização um azeite de rúcula e o prato está pronto para ser saboreado.

Quer ver a receita? Então pegue aí e bom apetite!

(Ah, antes disso: quando for à peixaria peça umas aparas de peixe para fazer seu próprio caldo, fervendo com água, cebola, cenoura e salsão, para ser o básico.)

Côngrio em crosta de amêndoas

Congrio em crosta de amendoas com pure de batata salsa e azeite de rucula 2Ingredientes

4 filés (200g cada) de côngrio

1 limão taiti (suco)

Sal e pimenta

Azeite

100g de amêndoas moídas (sem pele)

70g de manteiga sem sal (em temperatura ambiente)

100g de farinha de pão

Sal e pimenta-do-reino (moída na hora, de preferência)

Preparo

Tempere o peixe com sal, pimenta, suco de limão e um fio de azeite. Reserve.

Misture todos os ingredientes da crosta de amêndoas até formar uma farofa grossa.

Coloque esta farofa por cima dos filés, apertando bem.

Leve ao forno em assadeira por 30 minutos a 180°C, ou até que a crosta fique dourada.

Rendimento: 4 porções

 

Purê de batata-salsa

Ingredientes

600 g de batata-salsa

4 colheres (sopa) de manteiga

1 colher (chá) de sal

½ xícara (chá) de caldo de peixe

½ xícara de leite integral

Pimenta-do-reino

Noz-moscada

Preparo

Descasque as batatas-salsa e coloque-as numa panela com água e sal. Leve para cozinhar até que fiquem moles (espete-as com um garfo para verificar).

Escorra e passe-as por um processador (não se importe se ficarem alguns pedaços pequenos), acrescentando o caldo de peixe e depois o leite.

Ponha de volta numa panela, junte a manteiga e a pimenta-do-reino, levando ao fogo para engrossar. Deixe ferver bem, sem parar de mexer. Se estiver muito consistente ponha um pouco mais de caldo.

Rendimento: 4 porções.

 

Azeite de rúcula

Ingredientes

1 xícara de azeite extra virgem

1 maço de rúcula, só as folhas limpas e secas

Preparo

No liquidificador, bata o azeite com a rúcula até ficar bem verdinho e sem pedaços grandes de rúcula.

Montagem

Faça um fundo de prato com um pouco do purê, ajeite por cima o peixe com o lado crocante para cima e circunde com o azeite de rúcula.

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Enviado por Anacreon de Téos, 07/02/15 2:48:22 PM
Camarao ao curry e alho poro

Camarões ao curry e alho-poró, o prato principal de uma refeição sofisticada e, ao mesmo tempo, de rápida execução. (Foto/ Anacreon de Téos)

“Comida sofisticada é com vocês, jamais conseguiria fazer.” Este é um comentário muito comum entre as pessoas com as quais tenho algum relacionamento pela via direta ou por meio das redes sociais. E aí tento explicar não ser bem assim, que a comida saborosa e um pouco fora dos padrões do dia a dia também pode ter fácil execução.

Para tanto, bastam atenção e disciplina. E algumas noções básicas de cozinha, nada mais do que isso, pois algumas receitas são bem explicativas, sem exigir muita técnica ou conhecimento maior.

Foi pensando nisso que decidi elaborar esse cardápio de fim de semana para os queridos amigos aqui do blog. Dá para ser o almoço de domingo, com todo o direito de ganhar aplausos dos demais comensais.

Começa com um Figo ao brie e brandy que quase dá pra fazer de olhos fechados. Para aproveitar a temporada dos figos, uma entrada que não compromete tempo e é muito rápida. Forno ligado, figos cortados, o toque da bebida (que pode ser outra, como vinho do porto ou algum vinho doce), o queijo já com forno desligado e pronto. Daí é só dar uma enfeitadinha no prato e servir.

Para o prato principal, Camarões ao curry e alho-poró. Ao contrário do que se possa imaginar, é facílimo cozinhar camarões. E o tempo é mínimo, apenas um toque de um lado por alguns instantes, vira para o outro e pronto. Mais do que isso fica borrachudo.

Sugiro na receita a utilização do curry madras, que é mais saboroso. Mas pode ser usado o comum. Sempre com parcimônia, para não tomar conta do sabor do prato. Sirva com arroz branco – no caso, escolhi o arroz jasmim, que é muito saboroso por si só e completa bem o paladar.

De sobremesa, Espuma de morangos. Só precisa ter um pouco de atenção na hora de fazer o suspiro – ou merengue, como queira. De resto, a receita é bem simples e bem explicativa.

Não é por nada, mas é o tipo da refeição que pode ser feita em, no máximo, uma hora. Pode apostar que sim.

E daí é só caprichar na apresentação dos pratos que o bom sabor já começa por aí, já que, como se diz por aí, começamos comendo com os olhos.

Que tal encarar?

Bom apetite!

 

Figos ao brie e brandy

Figos ao brie e brandy

Figos ao brie e brandy, a entrada. Dez minutos de forno e tudo bem. (Foto/ Anacreon de Téos)

Ingredientes

4 figos maduros

4 colheres (sopa) de brandy

8 cortes em quadrado de queijo Brie

1 colher (sopa) de açúcar

Preparo

Corte os figos ao meio, a partir do cabo, deixando-os na fruta.

Coloque os figos numa forma, com o lado cortado pra cima, aperte gentilmente e salpique com o açúcar.

Coloque um pouco de brandy em cada figo.

Leve ao forno preaquecido, 180ºC, por 10 minutos, até que fiquem macios, mas sem desmanchar.

Retire do forno e coloque um quadrado de Brie em cada metade.

Deixe descansar por 2 a 3 minutos, no forno desligado.

Rendimento: 4 porções.

Camarões ao curry e alho-poróCamarões ao curry e alho-poró

Ingredientes

600g de camarões médios, limpos

4 colheres de café de curry tipo Mild Madras

½ xícara de vinho branco seco

2 alhos-porós

4 colheres (sopa) de azeite de oliva

¼ de xícara de conhaque

½ xícara de creme de leite

sal e pimenta-do-reino

Preparo

Tempere os camarões com sal e pimenta.

Numa vasilha, misture o curry e o vinho branco. Neste tempero coloque os camarões para marinar durante uns 5 minutos. Corte o alho-poró em pedaços de uns cinco centímetros de comprimento e depois em tirinhas bem finas. Reserve.

Retire os camarões da marinada e seque-os com um pano de cozinha bem limpo. Reserve a marinada.

Esquente o azeite numa frigideira e salteie rapidamente os camarões. Apenas uns 2 minutos de cada lado. Eles devem apenas mudar de cor.

Afaste a frigideira do fogão, espalhe o conhaque sobre os camarões e acenda com um palito de fósforo. Quando a chama apagar, retorne ao fogão, acrescente o alho-poró e, logo em seguida, a marinada de curry. Misture bem e junte o creme de leite. Verifique o tempero. Se necessário, salgue e apimente.

Deixe no fogo por mais um ou dois minutos e retire.

Rendimento: 4 porções.

Espuma de morangos

Espuma de morango

Espuma de morangos, sobremesa rápida, fácil e muito bonita na apresentação. (Foto/ Anacreon de Téos)

Ingredientes

750g de morangos limpos e maduros

2 colheres (sopa) de suco de laranja

150g de açúcar

3 claras de ovo

Folhas de hortelã

Preparo

Bata os morangos no mixer e adicione o suco de laranja (deve ficar um purê espesso).

Reserve.

Bata as claras em castelo firme. Sem deixar de bater, vá juntando o açúcar até obter um merengue firme e brilhante.

Envolva o merengue com o purê de morango, delicadamente, com uma espátula, sem bater.

Reparta o preparado por copos de pé alto e leve à geladeira até a hora de servir.

Convém que não passe muito tempo, para que as claras não percam o volume.

Sirva decorado com um morango e folhas de hortelã.

Rendimento: 4 porções.

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Enviado por Anacreon de Téos, 06/02/15 12:13:22 AM
Fettuccine Alfredo

O Fettuccine Alfredo, receita clássica de mais de um século, que tem até dia especial para comemoração. (Foto/ Anacreon de Téos)

Até parece aqui no Brasil, que tem dia pra tudo. Mas foram os norte-americanos, que também gostam dessas marcações, que instituíram o Dia Internacional do Fettuccine Alfredo, a 7 de fevereiro. Tentei descobrir as razões da escolha da data, mas não encontrei.

Bem, seja como for, o restaurante Alfredo’s Gallery está comemorando a data de seu prato mais famoso, que é preparado exatamente como foi criado há mais de um século, na matriz da casa, na Itália. Para não ter novamente de explicar a origem do prato e do restaurante, aqui está o atalho para a postagem que fiz quando da inauguração do restaurante em Curitiba.

Quem for ao restaurante e pedir o prato famoso, preparado à frente dos clientes, com queijo Parmigiano Reggiano DOP e manteiga artesanal (R$ 42, individual), ganha uma taça de espumante para brindar a data.

Chef e cardápio novos

Carpaccio

Carpaccio do parmigiano reggiano, um toque de classe em sabor puramente italiano. (Foto/ Divulgação)

Carpaccio de polvo Alfredo

Carpaccio de polvo, sabor campeão. Finas tiras de polvo, rúcula e pesto. (Foto/ Anacreon de Téos)

Camarão da terra

Camarão da terra – camarões grelhados com palmito pupunha também grelhados e cubos banana da terra. (Foto/ Divulgação)

Bife de ancho Alfredo

Bife de ancho, irrepreensível – carne angus, com marmelada de cebola, creme de mostarda e batatas fritas. (Foto/ Anacreon de Téos)

Mas o Alfredo’s Gallery tem muito mais a oferecer além de sua tradição de sabor. Há um novo chef na casa, o experiente e inspirado Marco Antônio Araújo, o Baiano, que já passou pelo Vindouro e pelo Vin e que foi o responsável pela reformulação do cardápio, mantendo o sotaque italiano e ampliando as opções de carnes, massas e frutos do mar.

Entre as novidades está o Carpaccio com Parmigiano Reggiano. Bem tradicional, mas aqui a entrada é finalizada com lascas do autêntico queijo Parmigiano Reggiano 24 meses de maturação DOP (produto de origem protegida), que também compõe o fettuccine famoso.

Mas foi outro carpaccio que me encantou, o de polvo (R$ 24). Depois de cozido, o polvo é finamente fatiado e vem à mesa servido com algumas folhas de rúcula e um leve molho pesto, que dá o tom do tempero. Também do mar agora tem o Camarão da terra (R$ 79), que são camarões grelhados com palmito pupunha também grelhados e cubos banana da terra que (à meia luz do restaurante ) parecem nhoque à primeira vista.

Há também o Salmão vignerone (salmão grelhado com legumes tepan ao molho de vinho tinto – R$ 59).

Entre as carnes, o mignon ganha diversas opções. Entre elas o Mignon com manteiga de gorgonzola e risoto de lingüiça e vinho (R$ 59) e o Mignon com fettuccine ao funghi (R$ 49,00). E como a carne grelhada marcou o restaurante desde sua inauguração em Curitiba, o cardápio ganhou uma nova versão do Bife de Ancho, preparado com a carne angus, acompanhando de uma cativante marmelada de cebola, creme de mostarda e batatas fritas (R$ 52). Fechando as novidades de carne, o menu ganhou também o jarret de vitelo, assado lentamente e servido ao próprio molho, servido de risoto de açafrão (R$ 79,00).

A aposta da sobremesa é a torta Romeu e Julieta (R$ 19,00), fundindo queijo e goiabada no recheio.

Para entrega

Outra novidade do Alfredo’s Gallery é a abertura de um empório na casa. Como acontece em todos os restaurantes da rede pelo mundo, nesse espaço serão vendidas massas frescas e secas, molhos, temperos e vinhos, tudo para quem quiser levar para casa um pouco dos sabores do local.

Aproveitando, mais duas informações. O restaurante agora abre também nas noites de segunda-feira. E de segunda a sexta é servido almoço executivo, com entrada, prato principal, sobremesa e água, a R$ 29,90.

 

Alfredo’s Gallery

Rua Silveira Peixoto, 765 – Água Verde

Fone: (41) 3042-4212

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Enviado por Anacreon de Téos, 03/02/15 4:37:59 PM
Ivo Lopes La Varenne_0013

O chef Ivo Lopes comanda o jantar beneficente em prol do Asilo São Vicente de Paulo. (Foto/ Divulgação)

Duas boas razões para se definir como um jantar imperdível: a primeira é que o chef Ivo Lopes vai fazer um cardápio pra lá de especial, diferente do que os clientes do La Varenne conhecem. A segunda é o caráter beneficente da iniciativa, com parte da renda destinada ao asilo São Vicente de Paulo.

Será na próxima terça-feira (10) e trata-se de uma ação proposta pelo proprietário do restaurante, Luiz Antônio “Totonho”  Abagge, que garante tratar-se da primeira de muitas que ainda virão, voltadas para o lado social.

Ivo Lopes e seus dois sub-chefs, Mayra Batista e Felipe Niyake, anunciam um menu-degustação com uma sequência de seis pratos, a um valor fechado de R$ 290 por pessoa (bebidas não inclusas).

Dá uma olhada só no que virá por aí. Duas entradas, sendo uma fria e outra quente: Terrine de foie gras com coco e salada de folhas e Ravióli de ricota com espinafre e gema de ovo caipira em salsa de trufa negra.

Os pratos principais começam com o Black cod em crosta de ervas com sautée de batata, aspargos e cogumelos ao molho poisson com açafrão. Em seguida será servido o Magret de canard ao molho tucupi e especiarias com purê de maçã, finalizando com um  Brasato ao molho de vinho tinto, com polenta branca trufada.

O peixe e as carnes são intermediados por um Sorbet de limão verde com vodka, “para limpar o paladar” (como os chefs costumam dizer) e garantir que não haja interferências de sabores.

Fechando o jantar, Tarte tatin com sorvete de baunilha e calda de especiarias.

Para fazer uma harmonização perfeita entre os pratos e vinhos ideais, o sommelier do La Varenne ficará à disposição dos clientes.

O evento será aberto ao público, com ingressos limitados que devem ser adquiridos com antecedência e já estão disponíveis no próprio restaurante ou pelo telefone (41) 3044-6600.

Para que o evento seja realizado, na noite do dia 10, o La Varenne não irá dispor de seu cardápio principal.

Entrega das doações

Mas o momento mais aguardado deste evento será o dia da entrega das doações, que acabou se tornando um pretexto para o objetivo final. Na ocasião, o chef Ivo Lopes e sua equipe vão preparar um almoço especial às 140 senhoras que vivem no asilo São Vicente de Paulo.

Além do almoço, estão sendo organizadas algumas ações por parte de clientes do restaurante, amigos e fornecedores que se sensibilizaram com a ideia de oferecer um dia especial no asilo. O objetivo dos promotores não é apenas proporcionar uma experiência gastronômica que fique na memória de cada cliente, mas também na vida dessas idosas.

E certamente o objetivo será atingido.

 

La Varenne Gastronomia

Avenida do Batel, 1.868 – Piso L4 (Shopping Pátio Batel) – Batel

Fone: (41) 3044-6600

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Enviado por Anacreon de Téos, 29/01/15 3:36:22 PM
Lardo Monte Bello 1

O Lardo da Serra da Graciosa está sendo produzido pela Salumeria Monte Bello e já foi lançado no mercado. (Foto/ Anacreon de Téos)

O lardo é um dos tesouros da gastronomia. Pode ser enquadrado na categoria dos especiais, como o foie gras, as trufas, o caviar e algumas preciosidades que cativam o paladar daqueles que exploram ao fundo o prazer do bem comer. Sem comparação entre um e outro, por favor. Apenas uma classificação de categoria, digamos assim.

Para quem não sabe, os italianos chamam de lardo (a tradução literal é banha) aquela camada de gordura entre a pele e a carne do porco. Seria como o nosso toicinho dos velhos tempos, mas com algumas diferenças de manejo e estrutura, pois somente a partir daí ganha os sabores que o consagram como uma iguaria.

Há quem compare com o bacon, alguns chamam até de “o bacon dos bacons”, mas a definição me parece um pouco vulgar. Enquanto o bacon é defumado, o lardo é curado, por meses e meses em sal e especiarias.

Desde sempre produzido ao norte da Itália, na cidade de Colonnata, município de Carrara, o Lardo di Colonnata é preparado da mesma maneira desde que se fez a primeira vez. A gordura do porco é maturada lentamente em concas, caixas escavadas de mármore Carrara, em caves muito frias. É colocada em camadas dentro da conca junto com sal, alho fresco, pimenta-do-reino moída, grãos de coentro, cravo, canela, alecrim e sálvia. A caixa é fechada com um bloco de mármore.

Sua origem vem dos tempos dos romanos e, embora os cardiologistas tentem acionar os sinais de alerta, por séculos o lardo foi considerado um alimento bom para a saúde, usado principalmente pelos trabalhadores das jazidas de Carrara. Para suportar a dura tarefa de extração dos grandes blocos de mármore, consumiam regularmente o lardo, que tinha a vantagem de não estragar. E, por ser ligeiramente doce, não provocava sede em demasia.

Na Itália, além do uso culinário, serve-se o lardo de várias formas: em fatias finas como antepasto, misturado em saladas, passado no pão ou jogado sobre a massa, provando que não é pesado nem gorduroso. Antes de tudo é cremoso e suave, com um toque de sabor adocicado ao seu final.

O Lardo de Colonnata é detentor de uma denominação de origem protegida. Ou seja, só aquele produzido no local pode levar o nome. Outra variedade italiana do lardo é o Valle d’Aosta Lard d’Arnad, também com denominação protegida, produzido na área de Arnad, no vale de Aosta, ali colado aos Alpes.

O lardo da Graciosa

Lardo Monte Bello 2

O lardo tem uma porção mínima de carne e é basicamente gordura curada. (Foto/ Anacreon de Téos)

No início do ano passado, escrevi para a revista Bom Gourmet sobre a qualidade dos produtos da Salumeria Monte Bello, aqui de Quatro Barras, ao lado. Na ocasião relatei a tentativa de os Empinotti, Airton e Marcelo, pai e filho, respectivamente, proprietários da empresa, de produzirem também o lardo. E de suas dificuldades em encontrar o tipo de porco ideal, principalmente a idade do abate e o corte da peça, que não permitiam o sucesso no produto final.

Pois o ano se passou e tudo se resolveu. A Monte Bello está lançando oficialmente, já colocando no mercado o seu lardo. Nosso lardo, por assim dizer, do Alto da Serra da Graciosa, o belíssimo local onde a salumeria está estabelecida.

E se toda a linha básica e inicial de produção da empresa tem a ver com a inspiração e a persistência de Airton, o lardo está ligado diretamente a Marcelo, chef de cozinha durante anos na Itália, onde aprendeu a lidar e a entender o produto. Morava em Fiesole, que está localizada sobre a colina mais próxima a Florença.

Tomando a decisão de retornar ao Brasil – há três anos – e seguir contribuindo na linha de produção na Monte Bello, Marcelo participou diretamente no início do desenvolvimento do processo do lardo. A zona de produção por excelência do lardo está seguindo a mesma linha dos Apeninos Toscanos e mais precisamente da região de Carrara e Colonnata.

Iniciaram desenvolvendo os processos de cura, que são muito peculiares e exclusivos para tal corte de carne. A cura é completamente distinta da dos outros produtos. Sendo de quase exclusiva gordura, com um percentual máximo de carne de 20%, seu ambiente de maturação requer uma atenção especial. E que se aqui não é feita no mármore, as providências são muito próximas.

Como a questão principal era a matéria prima, os Empinotti tiveram de atuar diretamente nas regiões características de criação de suínos do Oeste dos estados de Paraná e Santa Catarina. Tiveram de desenvolver o corte com as próprias mãos. “Partimos da aquisição de peças de suínos com acompanhamento nutricional diferenciado, pelo fato de precisarmos de animais mais maduros e que nos dêem as condições de corte em uma espessura próxima do desejado. É a capa de gordura das costas do animal” – foi o que me contou Marcelo Empinotti.

Todos estes cuidados, somados às nossas características climáticas e de aromas e temperos que nossa terra nos dá, levaram ao lardo, respeitando o nosso terroir. Aquele do alto da Graciosa.

O resultado final não poderia ser melhor. Claro que não se encontra o mesmo sabor de Colonnata, pois o terroir não é o mesmo. Mas a delicadeza das nuanças e a textura são muito próximas. Se bobear, tem italiano que pode se confundir (como de resto já aconteceu com outros produtos da Monte Bello). Mas esse lardo é daqui, da Serra da Graciosa. Com muito orgulho, pode-se dizer.

O lardo já está no mercado e pode ser encontrado em algumas casas especializadas em produtos gastronômicos, como a Bom Vivant, do Mercado Municipal de Curitiba. Nos próximos dias também estará chegando às gôndolas da rede de supermercados Festval.

 

Salumeria Monte Bello

Avenida Dom Pedro II, 6.457 – Graciosa – Quatro Barras

Fone: (41) 3107-1030

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Enviado por Anacreon de Téos, 28/01/15 12:24:11 PM
Maka Churrasco - Assado de tira

Assado de tira, uma das estrelas da Maka Steak House. Carne macia como poucas. (Foto/ Divulgação)

Maka Churrasco - Bife de chorizo

Bife de chorizo da Maka Steak House. (Foto/ Divulgação)

Maka Churrasco - T Bone

T-Bone steak da Maka Steak House. (Foto/ Divulgação)

Maka Churrasco - Prime Rib

Prime Rib da Maka Steak House.(Foto/ Divulgação)

Maka Churrasco - Cordeiro

Carré de cordeiro em french rack da Maka Steak House. (Foto/ Divulgação)

Falávamos dia desses, entre amigos, sobre carnes. Sobre o ganho de qualidade aferido nos últimos tempos, a partir do instante em que os restaurantes especializados passaram a apostar na qualidade e nem tanto mais na quantidade.

Tempos atrás postei sobre a guinada de uma churrascaria dessas, que trocou o rodízio por um cardápio a la carte, priorizando peças de angus e todo o cuidado no preparo para que o cliente tivesse o melhor resultado possível. Conseguiu, com sobras. Aí passei o preço de uma peça de prime rib à mesa e houve quem entrasse em contato com o blog para comentários tipo “por metade desse valor vou no meu rodízio preferido e me entupo (sic) de carne”.

Pois é. Esse ainda é o conceito antigo, de comer e comer até não poder mais, sem se importar com o que aquele batalhão de garçons vem cortar e pôr no prato. Defeito dos rodízios, de qualquer espécie ou gênero, que distorcem o real sentido de paladar.

Mas felizmente os tempos são outros e se há rodízios para satisfazer os comilões por volume, há empreendimentos cada vez mais comprometidos com a qualidade do que vai ser levado à mesa. Como a nova iniciativa do empresário Ernesto Villela, proprietário do clássico restaurante Scavollo, que abriu ao lado (em dezembro), no mesmo imóvel, sua casa de carnes. Chama-se Maka Steak House e funciona onde antigamente havia o Guffo Bar (com suas ótimas batatas suíças), dirigido pelo Bruno Villela, filho de Ernesto e hoje um dos proprietários do Corrientes 348, especializado em carnes argentinas (e, claro, concorrente direto da nova casa).

A la carte

O cardápio é curto, mas na medida certa para oferecer as opções mais interessantes de cortes exclusivamente da raça Angus, vindos do Uruguai e da Argentina. O próprio cliente pode compor seu prato, escolhendo entrada, salada, acompanhamento (eventualmente massa, para quem quiser) e a carne, evidentemente. As estrelas são o Prime rib (R$ 65), o T Bone steak (R$ 65), o Bife de chorizo (R$ 56) e o Bife ancho (R$ 56), além do Carré de cordeiro french rack (R$ 65) – mas o Assado de tira (R$ 48) que experimentei é divino, vale a pena -, que, na proposta da casa, servem muito bem uma pessoa. Mas que podem, sim, ser divididos, conforme a entrada ou o acompanhamento escolhidos.

De qualquer forma, há opções compostas para três a quatro pessoas: o Mix grill 1 (R$ 155), que tem fraldinha, picanha e bife de chorizo, o Mix grill 2 (R$ 150), com filé mignon, bife ancho e assado de tira e mais duas sugestões  de mix a escolher. E como nem só de carne vermelha vive a freguesia, para quem prefere alternativas tem o Galeto grelhado (R$ 38) e Salmão com molho de limão siciliano (R$ 48).

Dentre os acompanhamentos, Provoleta grelhada (R$ 23), Maionese (R$ 16) Arroz Biro-Biro (R$ 16), Farofa com ovos (R$18) e a Salada Maka (R$ 24), mix de alface americana, chicória, queijo em lascas, palmito, tomate, cenoura, rúcula e batata palha, que serve muito bem duas pessoas.

Boas escolhas também nas bebidas, de cervejas especiais uruguaias e argentinas a uma variada carta de vinhos, que pode ser harmonizada com as carnes pelo gerente da casa e sommelier Roberto Santana.

A Maka ainda oferece um menu executivo no almoço (de segunda a sexta) a R$ 38,90, com salada do dia, um tipo de carne à escolha, dois acompanhamentos e a sobremesa do dia.

O ambiente é muito agradável. A fachada de vidro do antigo bar foi mantida, mas em sue interior agora predomina a madeira. O salão tem contato direto com a parrilla e o cliente pode até acompanhar a evolução de sua escolha na grelha – assada na brasa e não em fogo alto, como costumam fazer os argentinos.

Vale a visita dos apreciadores da boa carne.

Maka Churrasco - interna1

O agradável ambiente interno da Maka Steak House, com a parrilla ao fundo. (Foto/ Divulgação)

Rua Emiliano Perneta, 952 – Centro

Fone: (41) 3323 8000

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