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Giro Sustentável

Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/03/15 10:45:17 AM
(Imagem: Divulgação)

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Falamos na satisfação das necessidades das gerações futuras, mas ainda vivemos em um período em que as necessidades básicas ainda não são uma realidade para toda população mundial. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) são, aproximadamente, dois bilhões de pessoas que vivem em situação precária, sem alimento, saúde, saneamento e educação. Consequentemente, sem qualidade de vida e desenvolvimento humano. A falta de atendimento dessas necessidades gera outras problemáticas como o desequilíbrio ambiental, a injustiça social e afasta essas comunidades da proposta do desenvolvimento local.

Para a erradicação dessas mazelas mundiais é preciso trabalhar de forma ordenada, com objetivos e metas estabelecidas. Em 2000, a ONU estabeleceu os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), para serem alcançados por todos os países até 2015. Essas metas e objetivos estão voltadas para acabar com a fome e a miséria; oferecer educação básica de qualidade para todos; promover igualdade entre sexos e valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a AIDS, a malária e outras doenças; promover a qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e fazer com que todos trabalhem para o desenvolvimento.

Durante os 15 anos que se passaram desde o início do trabalho com os ODM, inúmeras instituições públicas, privadas e do terceiro setor aderiram ao movimento e estabeleceram diversas iniciativas e projetos visando atender as metas estabelecidas para atingir os objetivos.

No Brasil, os ODM são conhecidos como os 8 Jeitos de Mudar o Mundo. A fim de trabalhar de maneira assertiva, os estados mobilizam suas cidades e organizações através do Movimento Nós Podemos. Nesse ano final, o Paraná alcançou várias metas, no entanto grandes objetivos ainda não foram alcançados, como o percentual de crianças que terminam o ensino fundamental (72,8%), redução de 2/3 da mortalidade infantil (73,8%), redução de ¼ da mortalidade materna (44,5%) e não ter detido a propagação da Aids no Estado.  No Portal ODM você pode saber um pouco mais e acompanhar as atualizações das metas mais recentes (www.portalodm.com.br).

Nesse ano de 2015, com o fechamento do ciclo dos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, iniciou-se, na Rio+20, uma ampla discussão para a elaboração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que darão a continuidade ao Movimento. A composição dos 17 Objetivos e as 169 metas dos ODS, que abrangem diferentes temáticas, foram desenvolvidos pelos 70 países participantes e serão realmente validadas em setembro deste ano.

O grande intuito dos ODS é ter o comprometimento dos países desenvolvidos em cumprirem as metas e os objetivos em relação ao meio ambiente. E os ODM contemplaram mais os países em desenvolvimento, que ainda não atenderam todas as necessidades básicas da sua população. A janela temporal dos ODS deverá ser até 2050, quando teremos uma população aproximada de 10 bilhões de pessoas. Nesta proposta, o desenvolvimento sustentável deverá ser prioritário, pois além da dimensão econômica devemos cuidar das dimensões sociais, ambientais e culturais.  Será necessário unir esforços de todas as instituições, principalmente do setor industrial, que deverá trabalhar de maneira inovadora para mudar os padrões de produção. A população em geral também terá sua contribuição mudando o seu padrão de consumo, caso contrário o planeta não dará conta de um apetite tão voraz de alguns e a miséria de tantos.

*Artigo escrito por Valderez Crovador (Faculdades Santa Cruz), Rosane Fontoura (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial), Gustavo Loiola (ISAE) e Líria Rodrigues (ISAE), equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 26/03/15 3:16:00 PM
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A questão ambiental vem ganhando destaque nos dias atuais, em decorrência de diversos fatores, em especial pela maior conscientização da sociedade, que anseia por alternativas e soluções inovadoras no que se refere à preservação do meio ambiente.

Neste contexto é que surge um mecanismo, já adotado em outros países como política pública (Costa Rica, por exemplo), que pode ser uma excelente solução: o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

O PSA é um instrumento econômico que busca remunerar aquele que preserva o meio ambiente. Além de garantir a preservação ambiental, também incentiva financeiramente quem cumpre a legislação.

Trata-se de um projeto ainda em evolução no Brasil, mas que caminha a passos largos para se tornar uma realidade em pouco tempo. Tanto quem financia quanto quem será beneficiado só tende a ganhar quando da sua implementação. Parcerias entre a iniciativa privada e os entes públicos podem influenciar positivamente nessa ainda tortuosa caminhada.

Por ser um tema recente e de muita importância, o PSA vem representando um considerável avanço no ordenamento jurídico e nas políticas públicas. Desta forma, conquista cada vez mais espaço nas legislações estaduais e parcerias público-privadas.

Para que se possa efetivamente dar início a um projeto de PSA é necessário que o Poder Público e a iniciativa privada façam um levantamento das possibilidades para desenvolvimento de um projeto, já que cada estado possui características peculiares, que precisam ser sopesadas, pois nem sempre o que é plausível para um será para o outro, ainda mais considerando as legislações ambientais específicas de cada um.

Partindo deste pressuposto, torna-se necessária uma avaliação legal criteriosa no sentido de verificar as legislações e se já existe regulamentação própria sobre o tema. Em não havendo, trabalhar-se para que isso ocorra se revela uma excelente oportunidade de negócio. As iniciativas até hoje adotadas no país nos levam a acreditar que o PSA pode ter muito sucesso, desde que mínimos cuidados sejam tomados e mediante uma política de fiscalização efetiva.

A isenção de tributos, por exemplo, é um excelente instrumento para quem financia projetos de PSA. Dentre os instrumentos já existentes no Brasil, é importante destacar a isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) sobre as áreas de reserva legal. Também o ICMS ecológico é um mecanismo que foi adotado por vários Estados do Brasil para subsidiar e incentivar as ações de conservação. Mas há muito mais.

Seja como for, o importante é que novas iniciativas de PSA sejam elaboradas e implantadas (a exemplo do REDD e do REDD+), pois os benefícios alcançarão a todos, particulares, entes públicos e a sociedade em geral.

*Artigo escrito por Marina Buzaglo Dantas, coordenadora administrativo/financeiro associada à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 23/03/15 3:21:47 PM
(Foto: SPVS)

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O Projeto Manancial Vivo, fruto da parceria entre a Prefeitura de Piraquara, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e a iniciativa Oásis Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza tem como propósito possibilitar a premiação monetária dos proprietários de áreas naturais que possuem boas práticas ambientais. Além disso, busca garantir a preservação da floresta, da água e da biodiversidade do município de Piraquara.

No final de 2013, a SPVS, com apoio do Programa HSBC pela Água, procurou a Prefeitura de Piraquara para apresentar o Programa Condomínio da Biodiversidade – ConBio, que há 15 anos é realizado na Região Metropolitana de Curitiba com o objetivo de conservar a biodiversidade em ambientes urbanos e periurbanos.

O ConBio somou esforços com a iniciativa Oásis da Fundação Grupo Boticário, cujo objetivo é apoiar ações que contribuam com a proteção de rios, nascentes, mananciais e com a conservação da biodiversidade e promoção da qualidade de vida. Com a adesão e participação da Prefeitura de Piraquara, estas iniciativas resultaram no Projeto Manancial Vivo.

A bacia do Rio Piraquara foi escolhida para as ações do Projeto pela sua importância para o abastecimento de água e por abrigar remanescentes florestais conservados. Os mananciais de Piraquara são responsáveis por 50% do abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana, o que mostra por que é essencial que sejam conservados. Para a secretária do Meio Ambiente e Urbanismo do município, Raquel Sizanoski, o projeto faz parte de uma mudança de hábitos que abrange toda a cidade. “O objetivo principal é despertar a consciência dos proprietários, mas também mudar a mentalidade de toda a sociedade, como um efeito dominó. Não basta apenas economizar água no cotidiano, precisamos cuidar da fonte dela, os afluentes”, destaca.

Os técnicos da SPVS e da Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo visitam os proprietários, avaliam as condições ambientais da propriedade e fazem orientações sobre o manejo correto da vegetação e o uso do solo. Até o momento, 50 propriedades foram visitadas e a meta para 2015 são mais 100. Desta forma, a Prefeitura terá um cadastro dos proprietários interessados e aptos para receber o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) quando for lançado o edital de chamamento público.

Em 11 de novembro de 2014, a Câmara de Vereadores aprova a Lei Nº 1405, que institui o Programa Municipal de Pagamento por Serviços Ambientais. Paralelamente à construção do marco legal, o Projeto busca apoio e irá realizar o 2º Encontro Institucional a fim de firmar o arranjo institucional para a captação de recursos que serão destinados aos proprietários. A metodologia de PSA foi desenvolvida pela iniciativa Oásis da Fundação Grupo Boticário, que já foi implantada em outros municípios do Brasil como São Paulo (SP), Apucarana (PR), São Bento do Sul (SC), Bela Vista do Toldo (SC) e Brumadinho (MG).

Durante o 1º Encontro de Proprietários de Áreas Naturais de Piraquara, realizado no final de fevereiro, foram apresentadas ações e perspectivas do Projeto. O evento foi um momento importante para esclarecer as dúvidas sobre o andamento do projeto e uma oportunidade de apresentar aos moradores o resultado do diagnóstico que os técnicos fizeram ao longo das visitas.

Contou com a participação da maioria dos proprietários visitados, mais de 40 moradores da APA do rio Piraquara. “O evento foi um início de uma integração promissora entre os proprietários e o Projeto Manancial Vivo, acredito que trará bons resultados para a conservação da natureza e o futuro da região”, comenta Elenise Sipinski, coordenadora do ConBio.

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/03/15 11:17:52 AM
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Nosso país sempre teve políticas econômicas e industriais baseadas na abundante fonte de recursos naturais, diversidade da fauna e flora, recursos hídricos e minerais na extensa dimensão territorial (capital natural), assim como grande disponibilidade de mão de obra (capital intelectual e social).

Acreditávamos que, com a possível exceção de algumas zonas áridas no nordeste, teríamos água para tudo e para sempre. O crescimento populacional e a concentração da população em áreas urbanas, o desmatamento, industrialização, consumismo, poluição, somados às mudanças climáticas, desfizeram nossa ilusão. Como exemplo, no Brasil o consumo per capita é de 187 litros por dia, e apenas para a produção de 1 quilo de carne bovina são necessários 15 mil litros de água, aproximadamente 3.5 mil litros para 1 quilo de carne de frango.  Uma calça jeans demanda 15 mil, uma camiseta 3,5 mil e um quilo de milho consome para sua produção 900 litros de água.

Desde o ano passado temos recebido notícias alarmantes do sudeste. Os reservatórios de água, principalmente os que abastecem a região metropolitana de São Paulo, atingiram cotas abaixo dos níveis de segurança, e os mesmos supostos gestores que fingiram ignorar a realidade por mais de um ano ainda hesitam em reconhecer a seriedade da situação. Com as chuvas de verão houve algum alívio, mas não o suficiente para justificar declarações ufanistas e irresponsáveis, existe ainda o risco de racionamento de água ou, como preferem dizer alguns: rodízio. Racionamento, ainda que não seja do agrado de ninguém, é um recurso extremo quando água, alimentos, energia, se tornam escassos demais e a distribuição contida permite algum controle sobre a demanda, induzindo os consumidores a economizar, com sacrifício e também benefício de todos.

Nós brasileiros temos o privilégio de contar com um grande potencial hídrico (12% da água potável do mundo), mas sua exploração demanda conhecimento, tecnologia, energia e preservação das matas ciliares em torno dos rios, já que estes estão assoreados e poluídos.

Uma parte da região sul de nosso país está sobre uma das maiores reservas mundiais de água subterrânea, o chamado Sistema Aquífero Guarani, que se espalha em mais de um milhão de quilômetros quadrados, com potencial em volume d’água para suprir o mundo inteiro por muitos anos. Mas nem tudo é simples, grande parte dessa água encontra-se em profundidades que chegam a mais de mil metros, demandando técnicas de exploração assemelhadas às utilizadas para petróleo; em vários locais a água não é própria para consumo por apresentar excesso de sais minerais, necessitando de tratamento caro demais; e o aquífero não é homogêneo, tem descontinuidades.

Como a disponibilidade hídrica mundial de água com fácil acesso – lagos e rios – representa apenas 0,3% do total do volume de água existente no planeta, vivemos a escassez de água doce para consumo, indústrias e irrigação, e já se travam guerras pelo seu controle; as próximas décadas serão marcadas pela necessidade cada vez maior de uso racional, reuso, busca de novas fontes.

Um empreendimento é dito sustentável se gerar mais recursos do que os que forem aplicados nele, e se mantiver essa condição ao longo do tempo, sem impactar negativamente aspectos sociais, ambientais, econômicos e culturais.  Para o desenvolvimento sustentável é indispensável a preservação ambiental de rios, diminuindo o prejuízo econômico da escassez de água, e repensar a cultura do desperdício.

A preocupação, tanto no plano pessoal quanto empresarial, da pegada hídrica, ou seja, o volume total de água doce utilizado para produzir os bens e serviços consumidos, poderá reduzir lavagens de carro, calçadas e outras práticas domésticas. Empresas que não se preocupem apenas com o imediatismo de custo e benefício poderiam adotar boas práticas de reuso da água, dirigentes governamentais tornarem-se mais eficazes na proteção das bacias hidrográficas, e na adoção de medidas pragmáticas de contenção de consumo.

Melhorar a forma de usar a água envolve algo muito mais sério que um lucro ou conforto imediato, é a garantia do desenvolvimento com perspectivas melhores para as próximas gerações.

 

*Artigo escrito pela professora Wanda Camargo representante do UniBrasil Centro Universitário no Núcleo de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/03/15 5:07:16 PM
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Qual seria a melhor época para recebermos a ajuda de voluntários, no momento de crise ou no de confraternização? Eu diria que em ambos.

A pessoa que se prontifica a realizar trabalhos voluntários contribui muito mais do que imagina, contribui para uma sociedade mais equânime, exerce sua cidadania e sabe da sua responsabilidade social.

São pessoas que possuem algumas características, tais como: empatia, um olhar que vai muito além do ter, são sensíveis capazes de enxergar o lado positivo das coisas, sem falar que contagiam as outras pessoas com seu exemplo.

Então o que esperar deles, se não o incentivo, a compreensão e ajuda?

Se nos momentos de confraternização podemos sempre contar com sua alegria e talento, nos de crise podemos contar ainda mais.

É o exemplo que vemos no Movimento Eu Abraço o CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba (www.acaovoluntaria.org.br).

Exemplos de coragem e de inovação, que nos trazem ótimas ideias e energia, o que em alguns momentos é muito mais valioso que qualquer outra coisa, pessoas que por acreditarem na causa de uma entidade, não admitem sequer a ideia de cruzar os braços frente a uma crise, seja esta financeira ou não.

Motivam, trazem um novo olhar sempre buscando a solução, um olhar que muitas vezes as pessoas diretamente envolvidas não conseguem ter com tanta clareza. Contribuem com seu talento, sugestões e com todo seu coração.

Trazem novo brilho e nos ajudam a trilhar um caminho que muitas vezes sabemos que não será fácil, mas que podemos percorrer sempre de mãos dadas.

*Viviana Prado é colaboradora do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 11/03/15 2:36:51 PM

 

(Imagem: Instituto GRPCOM)

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Com a recente conversão da Medida Provisória n. 658/2014 na Lei n. 13.102, de 26 de fevereiro de 2015, a entrada em vigor do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei n. 13.019/2014, apelidada de MROSC) foi confirmada para o dia 27 de julho de 2015.

A referida Medida Provisória foi relatada pela Senadora Gleisi Hoffmann, que apresentou extenso e bem elaborado relatório (confira em http://www.senado.leg.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=158388&tp=1) com inúmeras propostas de alteração do MROSC, porém este relatório não foi aprovado. A Medida Provisória, portanto, acaba se resumindo à prorrogação da entrada em vigor do MROSC sem as necessárias adequações que têm sido apresentadas por diversos segmentos da sociedade civil.

Desde questões conceituais de aplicação da lei, passando por questões operacionais e chegando em problemas relacionados à própria constitucionalidade de dispositivos, a entrada em vigor do MROSC na redação atual da Lei n. 13.019/14 trará diversos debates de difícil solução que poderiam ser evitados com a aprovação do relatório da Medida Provisória.

A saber, por exemplo, que a lei não é clara quanto a quem se aplicam os seus dispositivos. Ao conceituar organizações da sociedade civil inclui todas as instituições privadas sem fins lucrativos que não distribuam lucros, sobras, excedentes, etc. Dois problemas: a) deixa de fora todas as cooperativas, sem levar em conta que as cooperativas sociais, as cooperativas de catadores de materiais recicláveis, as cooperativas de artesãos, as cooperativas de pescadores, e tantas outras que representam o público em vulnerabilidade, poderiam ser abrangidas pela lei; e b) permite interpretação de que a lei se aplica a fundações públicas de direito privado, por exemplo, o que não nos parece seja o intuito da lei.

Ainda, a lei contraditoriamente extingue a figura dos convênios da relação entre Poder Público e instituições privadas sem fins lucrativos (artigo 84), porém expressamente diz que não se aplica a algumas situações, como por exemplo no caso de transferências voluntárias regidas por lei específica (artigo 3º, II). A dúvida decorrente desta contradição é em relação a qual instrumento jurídico regerá o relacionamento público-privado nas hipóteses de transferências voluntárias regidas por lei específica, já que o MROSC (termos de fomento e colaboração) não se aplica e os convênios também não. Como ficam, portanto, as transferências voluntárias decorrentes de leis de incentivo (cultura, esporte, fundos de direitos, etc.)?

Também causa preocupação a previsão legal de que o MROSC se aplica, no que couber, aos termos de parceria firmados pelas OSCIP (artigo 4º). A expressão no que couber permite interpretações subjetivas que irão gerar inúmeros problemas para os gestores públicos e para os dirigentes de instituições.

Outro ponto importante diz respeito à previsão de que a Administração Pública wwwerá aprovar os Regulamentos de Compras e Contratações das instituições (artigo 34, VIII). Referido Regulamento, que passa a ser obrigatório, é justamente o documento interno das instituições que regra como será utilizado o recurso público recebido, ou seja, como a instituição fará a escolha dos produtos e serviços que demandarão a utilização de recursos públicos e como irã selecionar o pessoal a ser contratado. E a lei prevê que a aprovação deste Regulamento é de competência da Administração Pública, retirando a autonomia das instituições e permitindo que a Administração Pública exija requisitos demasiadamente burocráticos e custosos.

Por fim, embora haja outros tantos pontos importantes, vale referir a questão da previsão legal de responsabilidade solidária dos dirigentes da instituição (artigos 2º e 37), independentemente de dolo ou culpa, ponto que wwweria ser revisto em homenagem ao princípio do wwwido processo legal.

Não se pode deixar de enfocar a importância, neste momento, de que União, Estados e Municípios, nos limites da lei, trabalhem da melhor forma possível a regulamentação do MROSC, para levar em consideração as peculiaridades locais. O Município de Curitiba perdeu uma grande oportunidade de fazê-lo ao editar o Decreto n. 1.100/2014 para regulamentar no âmbito municipal o MROSC, de afogadilho e sem atentar para importantes pontos que poderiam ser contemplados pelo referido regulamento municipal.

Como se vê, a entrada em vigor do MROSC em 27/07/2015 trará diversas dúvidas e pontos críticos a serem enfrentados pelos gestores públicos, dirigentes de instituições, órgãos de fiscalização e controle, Conselhos de Políticas Públicas, etc. A importante missão que wwwe ser assumida por todos estes atores, neste momento, é de se qualificarem em relação ao conteúdo da lei e cada um trabalhar para que seja aplicada da melhor forma possível para o bom relacionamento público-privado nas ações de interesse social.

*Artigo escrito pelo advogado Leandro Marins de Souza, Doutor em Direito do Estado pela USP, Presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/PR, sócio do escritório Marins de Souza Advogados (www.marinsdesouza.adv.br), parceiro e colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 09/03/15 4:07:29 PM
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Um dos grandes problemas de empresários é manter o fluxo de caixa da organização no azul. Ou seja, conseguir equilibrar as saídas e entradas para não ter prejuízo. Os que não conseguem manter esses números, geralmente abrem um pedido de falência. Segundo o indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, foram realizados em março 132 pedidos de falência em todo o país, queda de 12,6% em relação aos 151 requerimentos efetuados em fevereiro de 2014. Com relação a março de 2013, que registrou 157 pedidos, o recuo foi de 15,9%. Desses 132 pedidos, 65 foram de micro e pequenas empresas, 31 de médias e 36 de grandes.

Para não precisar passar por apuros, a melhor maneira de se prevenir é planejar e simular cenários futuros, sempre presando pelo bom entendimento do ciclo financeiro e operacional da empresa. É o que afirma Eduardo Schermak, professor da Pós-graduação em Administração de Empresas do ISAE/FGV, que receber a vista e pagar a prazo é o sonho de todo departamento financeiro, pois desta forma não precisa captar recurso oneroso com bancos e/ou investidores. “Mas esta façanha nem sempre é possível, por isso, não podemos deixar de calcular nosso “Custo Médio Ponderado de Capital” (CMPC), que é quanto custa o capital da empresa. Este resultado nunca poderá ser superior ao retorno do investimento, pois indica que a empresa não consegue pagar seus financiadores (bancos e acionistas/cotistas)”, coloca.

Como o mercado tem variações e não é uma constante, é necessário este projeto para não ser surpreendido, principalmente com os impostos. O economista Alivínio Almeida coloca que, se os tributos forem wwwidamente identificados antecipadamente e, inseridos no planejamento, a análise do seu impacto e a definição de estratégias para absorvê-los no caixa é possível.

Por muitas vezes não conseguir manter as contas no azul, os empresários vão em busca de empréstimos, tanto com bancos, quanto com investidores. Nesse momento, wwwe entrar nas contas o pagamento desse empréstimo. Para Alivínio, “empréstimos são bem-vindos quando destinados ao investimento. Empréstimos destinados a complementar o caixa em custeio demonstram que há deficiências no fluxo de caixa, por desequilíbrio negativo entre recebimentos e pagamentos”. Eduardo coloca que para a expansão, o empréstimo sempre é uma boa alternativa, mas desde que não gere ônus para a empresa. Mas também mostra um outro lado. “Há ramos de atividade que não tem como fugir do empréstimo, principalmente aquelas que dependem de produção. É preciso comprar matéria-prima, aguardar o processo de fabricação, colocar a venda, para daí receber. Por isso é importante ter bancos parceiros e estudar qual a melhor forma de financiamento”, pondera.

Manter o caixa da organização no azul é um desafio constante na vida de empresários e pessoas que trabalham no departamento financeiro. Pois imprevistos acontecem, e vai do planejamento se esse imprevisto será grande, ou já estava dentro do esperado. “O que os empresários não podem é comprometer seu caixa ou captar recurso de curto prazo para financiar investimentos de longo prazo”, alerta Eduardo.

*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, publicado também na 27ª Edição da Revista Perspectiva. O ISAE/FGV é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 04/03/15 4:42:50 PM
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Algum tempo que não conversamos, não é? Conte-me como foi o seu Natal. A família, os parentes distantes e aqueles primos que nunca consegue ver estavam pertinho? Aquelas comidas deliciosas e a mesa farta? Enfeites de Natal pela rua e em casa? E os presentes, embaixo da grande árvore de Natal montada com tanto carinho, eram daqueles em pacotes brilhosos e bonitos? Ah, muitas vezes a gente nem percebe, mas alguns de nós têm a sorte de ter a presença do nosso Papai Noel…

Além disso me conte, o que realmente esse Natal representou para você? Nunca pensei de verdade nisso, sabia? Mas nesse último ano, peguei-me pensando o tempo todo: antes de chegar o Natal, durante e depois. Culpa de um menininho chamado Mário*, que só tem 12 anos.

Bem, deixa eu explicar. Este ano, pela primeira vez (não sei porque demorei tanto tempo da minha vida para tomar essa decisão e finalmente fazer isso), uma daquelas crianças que tenho contato pela Transforme Sorrisos, sim, uma daquelas crianças afastadas da família que mora em um abrigo que eu sempre falo, passou o Natal em minha casa!

E foi mágico!

Tanto que chega a ser difícil, quase impossível, colocar em palavras o que senti. A alegria dele, o sorriso, um olhar calmo e de felicidade plena, o quanto foi cuidadoso com minha avó de 85 anos, gentil, educado. E como não podia deixar de ser, como toda criança, estava super feliz em saber que a árvore de Natal era maior que ele! Parou ao lado dela para medir e ter certeza, um fofo! E a cara de espanto ao receber o seu presente? Que, como ele mesmo disse, “foi exatamente o que pedi para o Papai Noel!”.

Para mim, esse Natal representou o amor, a troca, pessoas, o verdadeiro valor do que temos. Nos seus poucos, mas duros 12 anos, e, no seu tamanho – menor que a árvore – o Mário, sem saber, me mostrou o valor das coisas simples.

Não era um brinquedo novo e caro que ele esperava nesse Natal. Longe disso. O sonho dele era viver de verdade esse momento. Ser recebido em um lar, repleto de amor, com respeito e sensação de igualdade, com o mesmo amor que eu tenho pela minha família.

O que aprendi nesse Natal foi, mais do que tudo, agradecer. Por ter tido essa oportunidade, por ter proporcionado esse momento que, espero do fundo do meu coração, não seja o único na vida do Mário. Muito obrigada!

E foi exatamente essa palavra que o Mário mais disse durante toda a noite. Antes de colocar ele para dormir, dei um abraço forte, um beijo com muito carinho e o que ouvi de volta foi um lindo “obrigado”, não só com palavras, mas com sentimento, com aquela sinceridade e pureza que é natural nas crianças – e que, infelizmente, muitos de nós perdemos quando crescemos.

No Natal de 2015, com certeza a família vai continuar crescendo. Quero poder estar novamente com o Mário aqui em casa, mas também com o Thiago ou o João.

Uma dica? Se permita fazer o mesmo! Desprenda-se dos medos, receios, pré-conceitos e abra sua casa e seu coração para essa oportunidade incrível que é ter uma criança que não é da sua família (e que talvez tenha a sensação de que não pertence a nenhuma família hoje), mas que, no primeiro segundo que entra em sua vida, você já ama como um filho.

*Os nomes são fictícios, para preservar a identidade dos meninos.

*Artigo escrito por Ana Nisio, empreendedora social, cofundadora e diretora executiva da Transforme Sorrisos, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 02/03/15 4:18:18 PM
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Não há como negar que toda a sociedade precisa se responsabilizar pela sustentabilidade, pela vida do nosso planeta, pela preocupação com a quarta geração, com a qualidade do nosso ar, de tudo, enfim, que nos possibilita viver neste mundo.

Se faz necessário que todos iniciem, ainda pequenos, movimentos para auxiliar o planeta a conseguir sobreviver ao descaso e às atrocidades: desde uma lata que é simplesmente jogada na beira da estrada, até os mares cheios de plásticos, como observamos constantemente na mídia.

Conheço inúmeras ações que são executadas em busca de uma maior conscientização e cuidado com o meio ambiente, ações da população que incentivam a questão da reciclagem do lixo produzido por cada um.

Há cinco anos, o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe/PR) foi convidado para participar de um projeto denominado Amigos da Natureza, que foi criado pela empresa Meywa, de São Paulo, e cujo principal objetivo é apresentar para todas as crianças o conhecimento que o EPS (Isopor) é um material reciclável e que pode ser 100% reaproveitado.

Desde então, essa proposta foi trazida para o Paraná e promovida pelo Sinepe/PR, com o Projeto Planeta Reciclável. O Sinepe/PR trabalha para propagar na mídia e nas escolas essa proposta. A ideia é que a informação chegue até a sociedade por intermédio das nossas crianças e, assim, a reciclagem do Isopor possa ser implementada dentro das escolas, das casas e empresas.

A reciclagem do Isopor ainda é uma informação muito nova, o que gera grande curiosidade quando os alunos conhecem o projeto. Além da informação levada às crianças, o grande objetivo é transformá-las em multiplicadoras desse conhecimento, para levarem às suas famílias e círculos de amizades informações sobre o reuso do EPS em sancas, rodapés, etc.

Neste ano, faremos a sexta edição do projeto em Curitiba e, pela primeira vez, em Ponta Grossa. O trabalho começa com palestras nas escolas participantes, ministradas pelo senhor Ivan Michallchuk, coordenador do projeto Amigos da Natureza.

Após a palestra, os alunos irão produzir trabalhos sobre o tema, como maquetes e projetos, para participarem de um concurso cultural. Os vencedores apresentarão seus trabalhos para a população na Mostra da Escola Particular sobre Reciclagem de Resíduos Sólidos, que em Curitiba vai acontecer no Shopping Palladium, nos dias 29, 30 e 31 de maio de 2015. E no Palladium Shopping Center, em Ponta Grossa, nos dias 22 e 23 de maio.

É de extrema importância salientarmos os resultados desses trabalhos, pois as crianças são verdadeiras disseminadoras da proposta da reciclagem, e a escola é o melhor espaço para elas receberem esse tipo de conhecimento e realizarem essa abordagem.

Acreditar que sempre podemos fazer mais pelo planeta fortalece dentro de nós o sentimento de pertencimento ao mundo. E quando se trata do Meio Ambiente, nada melhor que este sentimento para deixar claro que pertencemos ao mesmo espaço, usamos o mesmo ar e bebemos a mesma água, independente do país que vivemos, pois a natureza está toda interligada e nos wwwolve como presente a consequência de nossas próprias ações.

*Artigo escrito por Esther Cristina Pereira, diretora da Escola Atuação e vice-presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 25/02/15 2:30:48 PM
(Foto: Divulgação)

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O consumo de água potável está em debate e mudou os hábitos da população de vários estados. No Paraná, algumas ações que estimulam o consumo consciente já podem ser notadas em prédios comerciais, residenciais e escolas.

Devido a sua importância, um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio trata justamente do tema “Qualidade de Vida e Respeito ao Meio Ambiente –  ODM7 “.  Mas, você conhece os indicadores do Paraná e de seu município relacionados à água e ao saneamento básico?

O Paraná alcançou e superou, de 1990 a 2013, 180,5% da meta estipulada: reduzir pela metade a população sem acesso à água potável. Em Curitiba, a meta foi alcançada e superada  em 125,1%. Em Pinhal do São Bento, na região Sudoeste, este percentual está em 73,2%.

Com relação à meta de reduzir pela metade a população sem saneamento e serviços essenciais, o Paraná alcançou e superou 129% da meta e o município de Curitiba, 149,9%. Já o município de Adrianópolis, na Região Metropolitana de Curitiba, alcançou 39,5% da meta.

Apesar de indicadores favoráveis, a população também pode fazer a sua parte com ações simples, como: evitar o desperdício, monitorar possíveis vazamentos, trabalhar nas escolas com dicas de como promover o consumo consciente, propor políticas públicas para ampliar a rede de água potável e o saneamento básico do seu município.

Para conhecer estes indicadores e muito outros, acesse o Portal ODM (www.portalodm.com.br). Lá, você encontrará análises e acompanhará a situação dos indicadores dos ODM de todos os estados e municípios brasileiros.  O Portal ODM é mantido e atualizado permanentemente pelo Sesi no Paraná desde 2009.

ODM/ODS

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODS) foram definidos em 2000, durante a reunião de Cúpula da ONU, onde líderes de 191 países assinaram um pacto para eliminar a fome e a extrema miséria até 2015. São 8 Objetivos que abrangem as questões de geração de renda, educação, gênero, saúde e meio ambiente.

A proposta de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) será aprovada em setembro, deste ano, na reunião de Cúpula da ONU, em Nova Iorque.  Os ODS irão abranger as áreas de sustentabilidade econômica, ambiental, justiça e paz, parcerias globais, além da geração de renda, educação e gênero.

*Artigo escrito pela equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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