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Enviado por InstitutoGRPCOM, 29/09/14 3:36:15 PM
(Imagem: caritas.org.br)

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Após a publicação da Lei n.º 13.019/2014 foi aberto prazo de consulta pública até o dia 26/09 (prorrogado hoje até o dia 13/10) para todos os interessados encaminharem sugestões de regulamentação federal do texto legal (confira em http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=17158), de modo a clarificar aqueles temas em que a lei não foi exaustiva a ponto de permitir a sua plena aplicação.

Diversos temas trazidos pela lei merecem regulamentação e dentre outros podemos destacar os seguintes:

a) Conceito jurídico de Organização da Sociedade Civil: a lei estabelece que serão consideradas como Organizações da Sociedade Civil, em resumo, as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos. Ocorre que a lei não esclarece quais as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos a que se destina, já que neste conceito podem estar incluídos as associações civis, as fundações privadas, as organizações religiosas, os partidos políticos, as fundações públicas de direito privado, as cooperativas, os sindicatos, e até, numa análise mais crítica, as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Não nos parece que seja esta a intenção da lei, portanto o decreto regulamentar deve tratar de esclarecer os limites de aplicação do texto legal;

b) Proibição de distribuição de participação a empregados: para ser considerada Organização da Sociedade Civil, a instituição privada sem fins lucrativos está proibida de distribuir participação a empregados. Ocorre que a Lei n. 10.101/2000 garante a todos os empregados a participação nos resultados, sendo ponto crítico a ser levado em consideração na regulamentação legal;

c) Funcionamento do Procedimento de Manifestação de Interesse Social: sendo o instrumento mediante o qual a sociedade civil provoca o Poder Público a se manifestar quanto ao interesse social de determinada questão, a sua regulamentação é ponto chave para o funcionamento deste novo regime de participação social na execução de políticas públicas;

d) Melhor definição da expressão “dirigentes”: a lei outorga responsabilidades, inclusive de forma solidária (o que merece críticas, diga-se de passagem), aos dirigentes das instituições. Porém, não esclarece com segurança o que entende por dirigentes, limitando-se a dizer que são aquelas pessoas que detenham poderes de administração, gestão ou controle da organização da sociedade civil. Questiona-se: mesmo os gestores contratados? Que tipo de controle? Os Conselheiros (Fiscais, Técnicos, etc.), que de alguma forma exercem administração ou controle da instituição, estão incluídos no conceito?

e) Regulamentação da execução em rede de termos de fomento e colaboração: as instituições poderão executar projetos através de termos de fomento e colaboração conjuntamente e a regulamentação deverá esclarecer como isto irá funcionar;

f) Exceção às parcerias no âmbito do SUS e do SUAS: o SUS e o SUAS, por suas peculiaridades operacionais, deveriam ser executados sem as novas exigências legais instauradas;

g) Impossibilidade prática de substituição do saque à conta corrente do termo por crédito em conta corrente da instituição;

h) Exceção às parcerias firmadas no âmbito de programas de incentivo fiscal mediante aprovação de projetos;

i) Efeitos da lei nos termos de parceria firmados pelas OSCIPs;

j) Composição e funcionamento do Conselho Nacional de Fomento e Colaboração.

Estes, entre outros temas, merecem esclarecimentos através do Decreto regulamentar ou mesmo de alteração legislativa, de modo a se aplicar a todos os entes federativos. Aliás, há outros pontos da lei que mereciam alteração legislativa por seu descabimento e este momento de discussões poderia servir para tanto.

A Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/PR encaminhou, no dia 26/09, algumas propostas no intuito de auxiliar na regulamentação da lei. A diversidade de temas, a importância do assunto e, especialmente, a necessidade de que cada Estado e Município regulamente a lei no seu âmbito de atuação tornam o diálogo e a participação social indispensáveis, de modo que se consiga a efetiva aplicação da lei e que ela reflita segurança jurídica aos envolvidos.

*Artigo escrito pelo advogado Leandro Marins de Souza, Doutor em Direito do Estado pela USP, Presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/PR, sócio do escritório Marins de Souza Advogados (www.marinsdesouza.adv.br), parceiro e colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 26/09/14 3:27:10 PM
(Foto: Divulgação/ SPVS e Tetra Pak)

(Foto: Divulgação/ SPVS e Tetra Pak)

Em 11 de setembro, o Dia do Cerrado foi comemorado. O bioma, considerado a segunda maior formação vegetal da América do Sul, ocupa um quarto do território brasileiro e é conhecido por apresentar diferentes tipos de vegetação. É caracterizado pela presença de árvores baixas, retorcidas e com casca grossa.  Mesmo estando presente em 13 estados brasileiros, totalizando mais de 200 milhões de hectares de área, abrigando cerca de 10 mil espécies vegetais, mais de 800 aves e 190 mamíferos, pesquisas revelam que, por conta da atividade agropecuária crescente, o Cerrado vem sendo prejudicado. Estima-se que a vegetação nativa tenha sido reduzida em, aproximadamente, 20% do tamanho original. 

Lobo-guará 

Um dos animais que depende do ecossistema para sobreviver é o Lobo-guará. Considerado o maior canídeo da América do Sul – podendo atingir até um metro de altura e pesar 30 quilos – a espécie está ameaçada de extinção. A fragmentação do bioma faz com que os lobos precisem deixar refúgios de matas em busca de alimento e, ao cruzarem estradas, muitas vezes terminam como vítimas de automóveis ou caçadores.

Para contribuir com a conservação da espécie, o biólogo Jean Pierre Santos, um dos apoiados pelo programa E-CONS (http://www.programaecons.org.br/) (Empreendedores da Conservação), desenvolve desde 2004, na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, sudoeste de Minas Gerais, um trabalho de conscientização com os moradores da região sobre a importância do mamífero. O projeto faz parte do programa de conservação do Lobo-guará, da ONG Pró-Carnívoros, e é coordenado pelo biólogo e pesquisador, Rogério Cunha de Paula, do Centro de Pesquisa para a Conservação de Mamíferos Carnívoros, do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Em 2004, Jean desenvolveu um sistema de galinheiros “à prova de lobo” para amenizar conflitos entre a espécie e o desenvolvimento econômico do entorno do parque. Isso porque o animal, de hábitos carnívoros, costumava atacar galinhas, normalmente criadas soltas em terreiros de fácil acesso para ele. Os produtores, por sua vez, viam na eliminação do predador a solução para acabar com o problema. Desejando retirar a espécie da lista de animais ameaçados de extinção, Jean desenvolveu galinheiros modelo para prender as galinhas, evitando que os lobos continuassem sendo alvos constantes dos ataques.

O apoio à iniciativa foi ainda mais intensificado em 2012, graças à parceria com a empresa Tetra Pak, que passou a oferecer placas produzidas com embalagens recicladas para contribuir com a construção dos galinheiros. Desde o início da parceria, mais de 100 novas estruturas foram construídas e, em virtude disso, a caça ao lobo foi significativamente amenizada.

Educação Ambiental 

Com o apoio do Programa E-CONS, Jean conseguiu melhorar o relacionamento com os proprietários das áreas rurais próximas e proteger 46 lobos, uma conquista bastante significativa. Na década de 1970, a primeira contagem da espécie na região foi feita por um pesquisador norte americano, coincidentemente, na mesma época da desapropriação de terras para a criação do parque. O levantamento do período indicou a presença de 12 lobos. Hoje são mais de 60 – a maior concentração da espécie em toda a América do Sul.

Jean também investiu em ações de educação ambiental criando, em 2005, um programa nas cidades e áreas rurais com três preocupações educativas. Ele interagiu com a comunidade buscando compreender a cultura, as relações com a natureza e com o parque nacional que mantinham, desenvolveu oficinas nas escolas para abordar temas ambientais e, por fim, iniciou a veiculação de filmes sobre a importância da espécie nas comunidades. A atividade ficou conhecida como “Cine Lobo” e atualmente o projeto é uma das iniciativas da campanha “Sou Amigo do Lobo”, que busca difundir a adultos e crianças informações sobre a importância da relação harmoniosa com o animal na Serra da Canastra e em todo o Brasil.

Em julho deste ano, Jean levou a proposta do galinheiro modelo a uma escola da comunidade de Buracas, que fica a cerca de 40 quilômetros de São Roque de Minas, em Minas Gerais. Uma estrutura foi instalada na Escola Municipal Clementino Leite para que as crianças compreendam a função do trabalho de conservação e sejam sensibilizadas para o assunto. A diretora Maria Helena Pereira Rodrigues conta que percebeu um grande apoio da comunidade. “Além de mostrar a importância da reciclagem e do cuidado com o meio ambiente e os animais, a estrutura foi capaz de comprovar que o convívio entre homem e animais silvestres é perfeitamente possível”, comenta.

Geová Chagas da Costa é professor da escola e diz que o galinheiro modelo também reforçou a qualidade da merenda oferecida às crianças. Confinadas, as galinhas ficam protegidas de intempéries climáticas, doenças e aumentam a produtividade de ovos. “Agora podemos oferecer aos alunos outras opções, como omeletes, pão de queijo e arroz com galinha, que eles adoram”, conclui.

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no Blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 25/09/14 2:15:22 PM
(Imagem: Marlene Ferreira Gomes Mortagua Walflor)

(Imagem: Marlene Ferreira Gomes Mortagua Walflor)

O projeto “Ostreicultura: renda para o pequeno pescador e preservação ambiental na APA de Guaraqueçaba”, da Associação dos Maricultores de Ilha Rasa, de Guaraqueçada/Paraná (AMAIR), é um dos oito novos projetos selecionados para receber investimentos por meio da Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA), plataforma virtual de doação do Instituto BM&FBOVESPA, na qual pessoas físicas e jurídicas contribuem com projetos sociais e ambientais que necessitam de recursos financeiros. Os recursos captados serão destinados à implantação de mesas de cultivo baixios (áreas de depressão às margens de um rio, causada pela vazante) e áreas autorizadas pelos órgãos ambientais, gerando renda para pequenos pescadores da Ilha Rasa de maneira ambientalmente correta.

A AMAIR, fundada em 1995, na região de Ilha Rasa, é formada por oito famílias associadas de pescadores artesanais que se beneficiam da maricultura. A organização tem como missão incentivar o cooperativismo nas atividades de definição da maricultura visando o estímulo à produção e controle da qualidade pelos próprios associados, bem como outras ações em conjunto que venham em benefício destas atividades. O valor total para o financiamento do projeto é de R$ 80.000,00.

Para se tornar um investidor socioambiental, basta se cadastrar no portal, escolher os projetos para os quais quer contribuir – de acordo com o tema, público beneficiário ou região – e montar sua carteira de doações. São recebidas doações a partir de R$ 20,00 (com cartão de crédito ou boleto bancário), integralmente direcionadas para o projeto. Pessoa Jurídica conta com benefício fiscal, o valor das doações é dedutível, como despesa operacional, até o limite de 2% do lucro operacional da empresa (limitada às pessoas jurídicas tributadas pelo regime de lucro real). Os projetos listados têm orçamentos que variam entre R$ 30 mil e R$ 100 mil e foram selecionados de acordo com os Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, da ONU.

Neste site estão todos os detalhes dos projetos selecionado e de como doar: www.bvsa.org.br

*Texto escrito e enviado pelo Instituto BM&FBOVESPA, responsável pela Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA), plataforma virtual de doações.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 24/09/14 11:39:47 AM
(Imagem: Arquivo Gazeta do Povo)

(Imagem: Arquivo Gazeta do Povo)

Coitado do quadro negro. É sempre o primeiro a ser acusado, e o último a ser defendido quando o assunto é modernizar as salas de aula e os meios de ensino. Ele parece ser o vilão até o final do filme, quando ele dá o último suspiro e você descobre que o mocinho era ele.

O quadro negro foi concebido para substituir, de maneira prática e econômica, o uso do papel, em grandes turmas. Através dele milhares e milhares de pessoas puderam ser alfabetizadas com poucos recursos. Os freis-cristãos na França do século XVI foram os responsáveis por essa grande revolução didática.  Nessa época, o papel, a pena e a tinta, além de caros, eram difíceis de manusear. O uso do quadro negro foi um sucesso tão grande que, após popularizado, permaneceu espalhado pelo mundo por mais de cinco séculos. Agora finalmente começa a dar seus primeiros sinais de senilidade, mas ainda não de morte.

Enquanto o quadro negro envelhece, o papel por sua vez parece ter acesso à lendária fórmula da juventude. Permanece tão jovial quanto à época de sua invenção, há mais de dois mil anos. Digamos que o papel equivale ao da “viúva negra” que já sepultou vários maridos.

O papel atravessou os tempos, os povos e os territórios com uma incrível capacidade de adaptação. Inventado pelos chineses, teve sua técnica de produção mantida em segredo por quinhentos anos. Com os japoneses, foi utilizado em blocos batidos com carimbos, para publicar orações.

O acesso às técnicas de produção do papel foi uma das principais conquistas de várias guerras. Chegou aos árabes, depois aos italianos, aos franceses, aos alemães e a toda Europa. Atravessou todas fronteiras e oceanos. Adentrou os mosteiros mais longínquos. Sobreviveu à tinta e à pena de ganso, teve seu tempo de glória com a impressão da primeira Bíblia Sagrada por Guttemberg.

Foi ele, o papel, o veículo através do qual a filosofia, a arte, a religião a literatura e os descobrimentos científicos alcançaram o mundo. Viu nascer e morrer muitas tecnologias e modernidades. Teve um caso de amor e ódio com a máquina de escrever, foi embrulho de compras, registrou casos de amor e sentenças de morte. Nele foram feitas as declarações de guerra e os acordos de paz. Os registros do nascimento e da morte. E em plena expansão da tecnologia parece mais vivo que nunca. Afinal os computadores mudam de tamanho e formato, mas não vivem sem uma boa impressora.

As tímidas iniciativas de conscientização de pensar na natureza antes de imprimir alguma coisa, parecem pálidas como papel frente aos papéis que acumulamos durante a vida. As escolas, os escritórios e os órgãos públicos parecem que vão ser afogados em papel.

Apesar da insistência do velho quadro negro em permanecer em nossas escolas, o velho papel é ainda mais insistente que ele. E não vai diminuir seu “papel” em nossas escolas tão facilmente, a não ser que somemos esforços para reduzir sua utilização. Afinal, o “papel” que o papel desempenha nas escolas pode ser reduzido um pouco, você não acha?

*Artigo escrito por Raquel Momm, diretora do Centro Educacional Evangélico e conselheira do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 22/09/14 3:12:20 PM
(Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Ubiratã)

(Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Ubiratã)

Neste mês de setembro, as ações do Movimento Nós Podemos Paraná estão voltadas para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 7 (Qualidade de vida e Respeito ao Meio Ambiente), pois no dia 21 foi comemorado o Dia da Árvore. O Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo Sesi no Paraná com o apoio de diversas instituições paranaenses, incentiva a realização de ações e projetos que contribuam para o alcance dos ODM.

Um dos exemplos incentivados pelo MNPP é o projeto Creche das Árvores, realizado desde 2008 pela Prefeitura Municipal de Ubiratã. O projeto foi a forma encontrada para garantir o reflorestamento, o comprometimento do cidadão e neutralizar as emissões de carbono no município. Cada morador que plantar uma árvore recebe um “vale-árvore” e cada árvore é identificada com o nome da espécie e o nome do responsável pelo plantio. Já foram plantadas cerca de 400 árvores em uma área de 6.000m².

As espécies disponíveis para o plantio são 35 nativas, como: araçá, barba timão, timburi, carvalho, peroba, ipê, arueira salsa, araucária e quaresmeira.

ODM

Os ODM foram definidos em 2000, durante a reunião de Cúpula da ONU, onde líderes de 189 países assinaram um pacto para eliminar a fome e extrema miséria até 2015. São 8 objetivos que abrangem as áreas de geração de renda, educação, gênero, saúde e meio ambiente.

*Artigo escrito pela equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 19/09/14 2:42:06 PM
(Imagem: reprodução)

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A campanha Voto Consciente do Grupo Paranaense de Comunicação, que tem o objetivo de estimular o interesse dos eleitores para a importância do voto e para a discussão política, traz algumas ferramentas que podem ajudar na escolha consciente para as eleições deste ano.

O Candibook que é uma espécie de “Facebook dos Candidatos” é uma delas. A ferramenta traz informações de qualidade sobre todos os candidatos que disputam os cargos públicos das eleições deste ano. Afinal, conhecer bem os candidatos pode ajudar muito na hora de votar. No Candibook, basta digitar o nome, partido ou cargo do candidato para ter acesso a um perfil completo do mesmo. Todas as informações contidas lá foram apuradas por jornalistas da Gazeta do Povo, em forma de entrevista. No perfil também há espaço para um depoimento em vídeo de cada candidato, gravado pela equipe da Gazeta.

Candidatos com a equipe da Gazeta do Povo para a gravação dos depoimentos (Imagem: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Candidatos com a equipe da Gazeta do Povo para a gravação dos depoimentos (Imagem: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Além de conhecer cada pretendente aos cargos públicos, também é possível ter informações de qualidade sobre as responsabilidade e funções de cada cargo e esclarecer todas as suas dúvidas sobre como funciona o processo eleitoral.

Outro recurso que a campanha traz neste ano é uma espécie de jogo online. É um teste de posicionamento político que permite ao eleitor avaliar o próprio posicionamento político e compará-lo com os candidatos.

Neste ano, não faltam ferramentas e informações para votar bem. Portanto, o voto consciente é sua escolha!

Clique e acesse:

Candibook

Teste de posicionamento

 

*Escrito pela equipe do Instituto GRPCOM, com informações da Gazeta do Povo.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 17/09/14 12:08:36 PM
(Imagem: Marcelo Andrade)

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A possibilidade de uma vitória da candidata Marina Silva, que veio do movimento ecológico e que por vários anos ocupou o cargo de Ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, trará impactos na questão ambiental brasileira, alguns dos quais pode-se facilmente antever, de acordo com as posturas historicamente adotadas por ela.

De um lado, em um Governo Marina é quase certo que haverá um grande fortalecimento da fiscalização ambiental, especialmente em relação a atividades clandestinas e ilegais, o que sem dúvida é positivo para o país, especialmente nos dias de hoje, em que claramente se constata que a degradação do meio ambiente contribui para as mudanças climáticas. Do ponto de vista repressivo, portanto, deve-se ter ganhos.

O que causa preocupação, contudo, é saber se os avanços alcançados nos últimos anos na política ambiental brasileira serão mantidos por Marina e seu grupo, caso efetivamente cheguem ao Palácio do Planalto. Referimo-nos, p.ex., às questões mais modernas e atuais, como por exemplo, a instituição da responsabilidade compartilhada e da logística reversa em termos de resíduos sólidos, o pagamento por serviços ambientais, a instituição de “tributos verdes” e outros incentivos análogos. Em suma, o que se quer saber é se os instrumentos econômicos de estímulo à preservação ambiental serão prestigiados pelo Governo PSB/Rede Sustentabilidade, caso eleito, ou se o mesmo retrocederá nesses aspectos.

É que, em abril de 2012, logo após a aprovação do Código Florestal no Congresso, a hoje candidata, em artigo publicado na Folha de São Paulo, lançou a campanha “Veta tudo, Dilma”, ou seja, instava a Presidente da República a simplesmente rejeitar por completo a lei aprovada nas duas Casas do Congresso Nacional.

Felizmente, o apelo não foi atendido e todo capítulo X do Código, que institui o “Programa de Apoio e Incentivo à Preservação e Recuperação do Meio Ambiente”, arts. 41 e ss., foi mantido e até mesmo aperfeiçoado.

É possível que Marina Silva ganhe as eleições e se torne Presidente da República. Espera-se, contudo, que antes de outubro ela consiga esclarecer aos eleitores no que consistirá a sua atuação e a de sua equipe no tema que mais se identifica com o seu histórico e com sua trajetória: a questão ambiental.

*Artigo escrito por Marcelo Buzaglo Dantas, sócio fundador da Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 10/09/14 4:54:52 PM
(Imagem: pixabay.com)

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Ainda há muitas dúvidas sobre esse assunto, principalmente por parte dos colaboradores que não se envolvem diretamente no processo. Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a governança corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo as práticas e os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. O professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, Roberto Guindani, coloca que o sistema está pautado em princípios, como transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa.

As empresas que escolhem por “implantar” a governança em seu dia a dia, também contam com diversos benefícios que podem auxiliar no crescimento da empresa, desde que sejam seguidos com certa disciplina. “Os benefícios que a governança corporativa proporciona às organizações está relacionada à melhoria dos negócios, transformando princípios em ações, visando preservar e otimizar o desempenho organizacional, facilitando e demonstrando aos acionistas uma postura de decisões corretas, pautada nos princípios da governança, respaldando no acesso ao capital e na contribuição para a longevidade dos negócios”, afirma Guindani.

No Brasil, há um órgão que é a principal referência, se tratando de governança corporativa. O IBGC atua desde 1995 contribuindo para o desempenho sustentável e influencia os agentes da sociedade no sentido de mais transparência, justiça e responsabilidade. Abaixo, seguem os princípios básicos que regem o sistema, fornecido pelo Instituto:

Transparência: Mais do que a obrigação de informar, é o desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. A adequada transparência resulta em um clima de confiança, tanto internamente quanto nas relações da empresa com terceiros. Não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que conduzem à criação de valor.

Equidade: Caracteriza-se pelo tratamento justo de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders). Atitudes ou políticas discriminatórias, sob qualquer pretexto, são totalmente inaceitáveis.

Prestação de Contas (accountability): Os agentes de Governança devem prestar contas de sua atuação, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões.

Responsabilidade Corporativa: Os agentes de Governança devem zelar pela sustentabilidade das organizações, visando à sua longevidade, incorporando considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações.

*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, publicado também na 29ª Edição da Revista Perspectiva. O ISAE/FGV é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 05/09/14 2:59:17 PM
(Imagem: pixabay.com)

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O Heliocentrismo Renascentista no século XVI retrata muito bem na história da humanidade o abismo entre a crença e a ciência, e todo um espaço temporal que uma sociedade, como um todo, leva para compreender os novos valores que são revelados pela ciência. Seria injusto buscar um único ator para culpar a não aceitação de uma nova teoria do nosso sistema solar ou do universo, sendo portanto, mais sensato, compreendermos que toda uma sociedade pode estar envolvida nesta recusa ou falsa refutação, por simplesmente demonstrar passividade. Ainda com base neste exemplo da história, pode-se inferir que aqueles que detêm o conhecimento da ciência e que realizam seus experimentos podem desenvolver maior sensibilidade e afinidade com a realidade observada, quando comparado a grupos de poder que somente tomam decisões pertinentes aos seus interesses administrativos, econômicos e políticos.

A Revolução Industrial, cujos pilares incluíam a ciência, a tecnologia e um novo sistema econômico, esteve fundamentada na maximização da produção e comercialização. A sua expansão beneficiou grupos de poder e tomadores de decisão nas arestas econômica e política, levando-se, portanto, neste período, a uma aceitação da ciência, em grande parte, pela sociedade de produção e consumo. Observando-se que este sistema produtivo já representava uma ameaça aos limites naturais do planeta, alguns chamados “engenheiros economistas” no século XIX apresentaram críticas a este crescimento econômico predatório que se catalisava a partir da Revolução Industrial.

Mais tarde, estas proposições críticas seriam aprofundadas em estudos matemáticos e computacionais sobre os “Limites do Crescimento” publicado em 1972 e comissionado pelo Clube de Roma, além de “Um Olhar sobre o Ambiente Global – GEO5” publicado em 2012 pela Organização das Nações Unidas. Dessas discussões, fortaleceu-se a proposta de Teorias do Biocentrismo que situa a natureza e todo o sistema ecológico, incluindo o homem e todas as outras espécies, no centro das atenções, ao contrário do modelo reducionista do Antropocentrismo que situa o homem isoladamente do seu habitat.

Observa-se ainda, neste começo do século XXI, um alto grau de desconhecimento de uma grande parte de grupos de poder e tomadores de decisão sobre a relevância e implicações da Sustentabilidade. Pode-se inferir mais uma vez, como aconteceu no Heliocentrismo Renacentista, que aqueles que detêm o conhecimento da ciência e que realizam seus experimentos em campo ou laboratório podem desenvolver maior sensibilidade e afinidade com a realidade observada, quando comparado a grupos de poder que somente tomam decisões pertinentes aos seus interesses administrativos, econômicos e políticos.

A Sustentabilidade, não se trata de opção econômica e política, mas se refere a como nosso habitat, planeta e universo se comportam e se limitam funcionalmente. Os caminhos para a Sustentabilidade podem ser inúmeros, mas nenhum deles será factível se não almejarmos um futuro mais promissor para nossas futuras gerações.  Quando se mensura o PH ou a acidez das águas, o nível ou volume de CO2 na atmosfera, ou ainda o abismo social em uma região, não se trata de crença ou opção, mas de fatos comprovados pela ciência. Pode ser que o ser humano busque “desilusão, crença e catástrofe”, ou senão, “pro-atividade, ciência e longevidade”. Eu opto por esta última somada ao amor, fé e esperança.  

*Artigo escrito por Farley Simon M. Nobre – Ph. D., representante da Universidade  Federal do Paraná (UFPR) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) no Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 03/09/14 11:29:48 AM
(Foto: Michel Cramer)

(Foto: Michel Cramer)

É bem comum ouvirmos elogios sobre o trabalho voluntário e o bem que essas pessoas fazem ao ajudar o outro de forma gratuita e amorosa. No entanto, a pessoa que realiza o voluntariado também ganha, e por vezes muito mais do que doa, ganha em qualidade de vida.

O termo qualidade de vida passou por muitas transformações desde que foi mencionado pela primeira vez, em 1920. Hoje ele incorpora todos os aspectos da vida humana, e tem significados diferentes para as pessoas, lugares e ocasiões, é um conceito multidimensional e recai sobre a subjetividade de cada um.

Os benefícios trazidos pelo voluntariado são sentidos também no corpo como a redução do estresse, combate da insônia e da depressão, a melhora no sistema imunológico, e o relaxamento do sistema nervoso e cardiovascular.

Toda vez que temos gestos de altruísmo, nosso cérebro libera endorfina que é responsável pela sensação de prazer e bem estar. A endorfina possui um poder analgésico e ao ser liberada estimula essas sensações.

Participar de ações voluntárias nos permite sair do nosso mundo e nos envolver em outros contextos sociais com experiências prazerosas das quais talvez não tivéssemos oportunidade de vivenciá-las em outro lugar. O voluntariado traz benefícios à saúde física e mental, além de nos colocar em contato com o que temos de melhor, o nosso lado humano.

Além da endorfina, também temos o efeito da oxitocina que é considerado o hormônio do amor. Atuando diretamente na modulação da ansiedade, da libido, da interação social e regulação das respostas neuroendócrinas e cardiovasculares, ainda melhora nossa interação social e a realização de vínculos afetivos.

Desta forma, ao ser voluntário de alguma causa ou ação não estamos ajudando só o outro como também ganhando saúde, então vamos nos mexer e nos engajar em algum trabalho de ajuda aos outros e a nós mesmos.

*Viviana Christina do Prado é colaboradora do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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