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Giro Sustentável

Enviado por InstitutoGRPCOM, 03/05/16 3:37:05 PM
(Imagem: Divulgação)

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Dia 22 de abril, Dia do Planeta Terra, Dia da Mãe Terra, Pacha Mama. A UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura adota a partir de 2009 esta data como o - Dia Internacional da Mãe Terra – nossa casa. Para a ONU, a expressão Mãe Terra declara a interdependência existente entre todos os seres vivos, o ser humano e o planeta que habitamos.

São muitas as datas que comemoramos, dia da água, dia da árvore, dia do meio ambiente. A importância dessas datas é a possibilidade de refletir sobre nossas atitudes e nossos hábitos que geralmente contribuem para a degradação do meio ambiente em que vivemos. Para colaborar com essa reflexão podemos adotar a Carta da Terra documento elaborado a partir da consulta de milhares de pessoas de todo o Mundo e divulgada na sede da UNESCO em 29 de junho de 2000.

A humanidade vem vivendo um período de fartura como nunca antes pôde experimentar. As tecnologias abundantes tratam de fornecer à humanidade, ou pelo menos parte dela, um conforto inimaginável há poucas décadas. Porém, essas mesmas tecnologias não deram conta de produzir soluções para a degradação que elas mesmas são causadoras, nem a logística necessária para a distribuição justa das riquezas por elas geradas.

Vivemos num mundo repleto de riquezas, mas essas riquezas não estão servindo para enfrentar as desigualdades, pelo contrário, estão a acentuá-las e cada vez mais assistimos miséria, guerras, intolerância, exploração e todo tipo de mazelas. A Economia Solidária, a Economia Circular, a Economia Social e tantas outras terminologias são apenas expressões incipientes que não tem o alcance de transformar o mundo, pois ainda estão próximas ao discurso e longe da prática.

A Mãe Terra agoniza, sim, ela já não é mais capaz de se recompor na mesma velocidade em que a humanidade a consome. A continuar nesse ritmo de consumo exagerado, abuso das riquezas naturais e individualismos, serão necessários muitos planetas para nos suportar. Ocorre que não temos para onde ir, nossa casa é somente essa e se não cuidarmos bem dela não haverá amanhã para todos.

O Dia Internacional da Mãe Terra é uma chance de reafirmar nossa responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza em um tempo em que nosso planeta está sob ameaça da mudança climática, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo homem. Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa – e nossa sobrevivência no futuro”, diz mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Dentro desse contexto de responsabilidade coletiva temos que assumir uma postura proativa, não podemos apenas ficar pensando e refletindo, temos que ter ação local de fato. Cada um de nós pode! Apenas Nós Podemos mudar essa realidade, melhorá-la e até revertê-la, e para isso dispomos de instrumentos poderosos como os ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Para comemorar o - Dia Internacional da Mãe Terra – não podemos ficar restritos às questões meramente ambientais, a dimensão é bem mais ampla, quando falamos de Desenvolvimento Sustentável, estamos dizendo que cada indivíduo tem responsabilidades que não são delegáveis, ou seja, cada um de nós tem uma cota de ações e hábitos que deve desenvolver e transmitir, são ações locais de participação e atuação junto a sua comunidade.

Ser ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável passa a ser princípio sobre o qual se deve sustentar a sociedade. Devemos refletir, reduzir, recusar, reciclar e reutilizar tudo para ter um ambiente saudável, consumir de forma responsável apenas o necessário para o nosso conforto e bem-estar e promover a justiça social para que todos tenham acesso as riquezas do planeta.

Comemore o Dia Internacional da Mãe Terra! Participe, você pode, nós podemos! Movimento Nós Podemos Paraná, faça a sua parte, não espere, pois as coisas não acontecem sozinhas. Empresas, Governos e Sociedade Civil construindo juntos um mundo melhor para todos. http://www.fiepr.org.br/nospodemosparana/

Sugestões: convoque seus amigos e plante arvores típicas de sua região, vá de bicicleta ou de transporte coletivo para o trabalho, incentive a reciclagem onde mora, no trabalho, na escola, reutilize materiais e construa objetos úteis, economize energia e água, tire fotos e divulgue nas redes sociais, incentive sua rede a fazer o mesmo. Escolha pelo menos um dos 17 ODS e pratique o ano todo, são pequenas ações que vão mudar o mundo.

*Artigo escrito por Mauricio Barcellos Degelmann, contador, consultor público e privado e presidente do Instituto GT3. Mauricio Barcellos Degelmann é integrante do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, educação, cultura, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook:InstitutoGrpcom, Twitter: @InstitutoGRPCOM e Instagram: instagram.com/institutogrpcom

Enviado por InstitutoGRPCOM, 27/04/16 11:52:52 AM
(Foto: Divulgação)

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O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é um canídeo típico do Cerrado, mas também pode ser encontrado em regiões de transição com a Caatinga, na porção leste do Pantanal e nos Campos Gerais do sul do Brasil. Por ser uma espécie ameaçada de extinção, toda vez que o animal é avistado na natureza é motivo para comemoração. Como aconteceu no início de abril, quando a presença de um deles foi registrada em uma área de Campo Natural no entorno da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Meia Lua, no município de Ponta Grossa (PR).

O registro foi feito por uma armadilha fotográfica instalada no local. Por ser de difícil documentação na natureza, a presença do lobo-guará por si só já é positiva. No entanto, vale destacar o que isso representa. Ter um lobo-guará habitando uma área natural mostra como este local está bem conservado e reforça a importância da conservação desse habitat, no caso, os Campos Naturais, característicos de Ponta Grossa.

Pouco mais de 8% do Paraná tem cobertura desse ecossistema e ele também é encontrado nos estados de São Paulo e Santa Catarina. Tem rica biodiversidade e sua conservação, assim como a de outros ecossistemas, está diretamente ligada à adaptação às mudanças climáticas, pois mantém espécies responsáveis pela absorção de gases do efeito estufa. Além disso, a vegetação nativa protege os solos e evita a erosão e possibilita melhor absorção da água da chuva.

Para que a preservação desses locais aconteça, o incentivo se torna fundamental. Projetos como o Programa Desmatamento Evitado (PDE) – desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) – desempenham função importante na proteção de áreas naturais. O Programa identifica proprietários que possuem áreas naturais em bom estado de conservação e os aproximam de empresas que estejam interessadas em apoiá-los. Depois de firmada uma parceria, o PDE disponibiliza orientação técnico-científica para a conservação e manejo das áreas, e também incentiva aos proprietários a criação de RPPN.

A área próxima de onde o lobo-guará foi avistado foi adotada pelo PDE e transformada em RPPN no início deste ano. A preservação da biodiversidade nos biomas brasileiros traz vantagens não apenas para a fauna e flora brasileira, mas também beneficia os seres humanos por meio dos serviços ecossistêmicos, como fornecimento de água doce, proteção contra desastres naturais, polinização, regulação térmica e fertilização do solo pelos animais.

O lobo-guará é o maior canídeo da América do Sul, podendo chegar a pesar 30 quilos. Ele é endêmico do local, ou seja, só ocorre naturalmente na América do Sul. Solitário e carnívoro, vive cerca de 15 anos quando livre na natureza e prefere manter distância de populações humanas. As imagens de registro dele estão disponíveis na página da Reserva Meia Lua: http://bit.ly/1T24CO8

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 20/04/16 3:20:30 PM

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A administração das instituições do terceiro setor é, inegavelmente, um desafio para aqueles que dedicam o seu tempo e expertise a um negócio que, além de não ser seu, lhes dará em retribuição apenas, e quando muito, uma remuneração limitada ao valor praticado no mercado. A motivação pessoal de trabalhar em prol de uma causa social possui maior valor para muitos gestores e dirigentes dessas organizações. Mas não há como negar que a responsabilidade assumida por eles é grande, assim como os riscos decorrentes de uma gestão falha são consideráveis.

As instituições sem fins lucrativos devem ter uma administração profissional como qualquer empresa, com a diferença de que o lucro não se reverte em capital para aquelas, devendo ser reinvestido na própria instituição.

Além disso, a direção eleita em Assembleia pode se alterar com frequência, de forma que os atuais dirigentes da organização precisam conhecer a fundo todos os atos de gestão precedente, a fim de viabilizar os projetos e atividades a que a instituição se propõe, bem como conhecer os riscos inerentes à sucessão da administração.

E como em grande parte dos casos sobrevivem de doações – inclusive parlamentares –, necessitam preservar a reputação e credibilidade perante os mantenedores, especialmente em razão da endêmica corrupção que permeia todos os setores.

Não é à toa que existem muitas regras aplicáveis às instituições do terceiro setor visando garantir a transparência dos resultados e legalidade da gestão, previstas na legislação e nos instrumentos normativos próprios das entidades, como Estatutos, Regimentos Internos, Regulamentos de Compra, etc. Esse regramento específico faz-se presente desde a concepção da instituição, passando por todos os seus atos de gestão, captação de recursos, relacionamento com o Poder Público, administração e recursos humanos, regulamentação contábil, prestação de contas, extinção e destinação do patrimônio, e assim por diante.

Cada vez mais normas são editadas visando fortalecer o sistema de controle das organizações. Exemplo disso é a Lei Anticorrupção, que prevê responsabilização independentemente de comprovação de culpa, em casos de corrupção, e o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que intensifica as regras de controle e fiscalização.

O risco de descumprimento de alguma das muitas regras legalmente impostas às instituições sem fins lucrativos e/ou internamente criadas é real, e preocupa ante a pluralidade das penalidades que podem ser impostas tanto à instituição como aos dirigentes.

O compliance apresenta-se então como uma ferramenta eficaz para diminuir a exposição da instituição a riscos. O termo tem origem na expressão americana to comply, que significa agir de acordo com regras, instruções internas, comandos, pedidos.

Destina-se a colocar a instituição em conformidade com leis, regulamentos, políticas e diretrizes externas e internas, o que inclui os regramentos trabalhistas, fiscais, previdenciários, éticos, certificação “ISO”, conformidade contábil segundo padrões internacionais, responsabilidade social e ambiental, etc. No cenário atual, é primordial também manter políticas internas de combate à corrupção e fraudes.

O compliance vai além de uma adequação jurídica. Atua de forma abrangente em sintonia com os objetivos estratégicos, missão, visão e valores da entidade, possibilitando um mapeamento de riscos institucionais em suas relações com todos os stakeholders.

Uma instituição do terceiro setor que preza pelas boas práticas pode alcançar com maior solidez seus objetivos estratégicos, mediante fortalecimento de sua credibilidade, otimização na eficiência e qualidade dos serviços prestados, melhora nos níveis de governança corporativa e atuação focada em práticas de prevenção, reduzindo a exposição a riscos. É realidade sem volta que se torna obrigação para as instituições. Fica a dica!

*Artigo escrito pela advogada Juliana Sandoval Leal de Souza, especialista em direito socioambiental pela PUCPR, sócia do escritório Marins de Souza Advogados (www.marinsdesouza.adv.br), parceiro e colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/04/16 10:17:09 AM

Normalmente, se não se dá publicidade aos projetos de lei que se encontram em tramitação no Congresso Nacional, de modo que, se o profissional não está atento ao que acontece dia a dia no Poder Executivo, não tem como saber, ao certo, a infinidade de propostas que dia pós dia são lançadas, discutidas e debatidas.

Com a matéria ambiental não é diferente. Embora não muito divulgados, atualmente no Congresso Nacional se encontram em tramitação 62 projetos de lei que, se aprovados, podem gerar grandes benefícios à sociedade. Alguns com rápida tramitação, outros nem tanto, mas o fato é que existem e a qualquer momento podem surgir no mundo jurídico, pegando de surpresa o setor produtivo.

Se não fosse a inação do Poder Executivo que, assoberbado de tarefas, não consegue dar conta da demanda, certamente muitas das dúvidas que hoje permeiam o direito ambiental já teriam sido solucionadas. Tais projetos, ainda não muito divulgados, dizem respeito às melhorias nas leis ambientais vigentes, procurando regulamentá-las.

O que se sabe é que muitos destes projetos de lei interferem diretamente nas questões ambientais. Cita-se, por exemplo, o PL 0225/2015, proposto pelo Deputado Federal Ricardo Tripoli que institui o Sistema Nacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável, Manutenção e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal (REDD+), assim como o PL 00636/2015, pelo Deputado Federal Fausto Pinato, que dispõe a respeito da obrigatoriedade do Poder Público, nas três esferas, disponibilizar energia solar fotovoltaica e sistemas de captação e reutilização de águas pluviais, prioritariamente, em todos os hospitais, postos de saúde, escolas, creches, berçários e maternidades de suas respectivas competência. E, ainda, o PL 3729/2004, que regulamenta o licenciamento ambiental, especialmente ao instituto do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA).

Há ainda inúmeros outros, merecendo especial destaque os que regulam os processos de licenciamento ambiental, bem como aqueles que de uma vez por todas tentam acabar com a insegurança jurídica, no que toca as resoluções do CONAMA, principalmente as que tratam das áreas de preservação permanente.

Como se pode observar, se estes projetos de lei (e os outros tantos que se encontram “engavetados”) já tivessem sido sancionados, toda a coletividade poderia ser beneficiada e o meio ambiente também. Dessa forma poderíamos ter uma maior segurança jurídica referente às normas ambientais brasileiras.

É inegável que, no momento em que o mundo passa por dificuldades por conta das alterações climáticas, causando sérios prejuízos ao meio ambiente, muitos desses projetos que trariam benefícios a todos ainda se encontram em compasso de espera no Congresso Nacional para serem aprovados e regulamentados, o que, no mínimo, é de se lamentar, tendo em vista as preocupações do país com a questão ambiental e com o foco da sustentabilidade.

*Artigo escrito por Marcela Dantas Evaristo de Souza, advogada associada à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável. 

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 13/04/16 5:31:02 PM
(Imagem: CAV)

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Quando falamos de voluntariado invariavelmente pensamos em ações não remuneradas. Trabalhar de graça para alguma instituição sem fins lucrativos, para alguma comunidade. Fazer alguma “ação social” sem cobrar nada em troca. Reunir um grupo de amigos para realizar alguma boa ação de forma gratuita, etc.

Mas não. Voluntariado não é só isso. Muitas dessas ações podem até mesmo ser “pró Bono” e não voluntárias. Confundimos fazer de graça com fazer porque realmente queremos sem ter “nada” em troca.

Falar de Voluntariado, acima de tudo, é falar de liberdade, de consciência, de escolha.

Voluntariado significa feito a partir da “vontade”, de forma espontânea. Em nosso organismo existem movimentos voluntários e involuntários. A batida de nosso coração, por exemplo, funciona de forma involuntária, ele bate quer nós queiramos ou não (para nossa sorte). Já o movimento de nossos braços, pernas, boca e outras partes do corpo dependem de nossa vontade, ou seja, são movimentos voluntários.

Assim sendo, será que encaramos o voluntariado como essa grande oportunidade de atuarmos a partir da nossa “vontade” de mudar o mundo?

Cada um de nós tem alguma causa pela qual acredita valer a pena lutar. Educação, saúde, meio ambiente, respeito e valorização dos idosos, o cuidado com a infância, a qualificação profissional, a inclusão dos deficientes físicos, as diferenças sociais, entre outras. Sempre temos alguma bandeira para levantar e muito o que criticar em cada uma dessas áreas e de tantas outras. E então surge a pergunta: o que estou fazendo com essa “vontade” de mudar o mundo? Estou focando meu “voluntariado” apenas em algumas atividades esporádicas?

É claro que ações pontuais, locais e formatadas podem trazer muitos resultados. Mas desde a hora em que levantamos da cama já podemos assumir um papel voluntário de transformação do ambiente em que vivemos. Como eu escolho cumprimentar as pessoas da minha casa, me comportar no trânsito, atuar profissionalmente e trabalhar por alguma causa, depende da minha “vontade”. Será que estou realmente consciente das minhas escolhas de atuação no mundo ou estou apenas no “automático” e só em minhas ações “sociais” penso de forma voluntária?

Num futuro não muito distante, se continuarmos nesse dia a dia inconsciente, precisaremos de mais voluntários para “corrigir” nossos estragos e marcas que estamos deixando por aí.

Ser voluntário na transformação do mundo é um jeito de viver. É estar consciente de suas escolhas e de suas atitudes. É colocar sua “vontade” de fazer diferença em todas as suas ações e relações.

E aí, onde você está colocando sua “vontade” de mudar o mundo? Você é realmente “voluntário” nessa transformação?

*Alcione Andrade é voluntária do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 12/04/16 4:05:31 PM
(Foto: Carla Carvalho)

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É noite, as ruas estão vazias, não há ninguém e, quando há, a presença incomoda. Passos apressados, pupila dilatada, acelera mais o andar, olha para trás, acelera mais um pouco, olha para os lados, apressa mais o passo, olha mais uma vez, não para, pensa em tragédia, acha que será a vítima da vez. Chega ao destino e respira. Ufa, hoje foi mais um dia!

O relato é eufórico e a realidade é cruel. Ao contrário do que muitos almejam, o medo e a insegurança não ficam apenas em histórias fictícias. O diálogo interno das sensações ruins faz parte da rotina de milhares de brasileiros. Muitos são os trabalhadores que saem de seus lares não sabendo como retornarão. Vive-se em um mundo onde o medo está presente em cada metro andado, em cada esquina virada, em cada ponto ou tubo de ônibus frequentado.

As pessoas andam pelas ruas ouvindo que o cuidado deve ser redobrado. Ouvem que não podem andar com o celular ou com uma roupa que chame muita atenção. Elas são aconselhadas a não usarem objetos de alto valor. Os cidadãos têm medo de pegar ônibus e ao comprar um carro se obrigam a pagar seguro. Neste último caso, o serviço não serve só para roubo, mas é o principal objetivo dos consumidores ao adquirir o serviço.

Vivemos em um país onde se paga para ter segurança. É alarme em carro, vigias contratados, sistema de segurança em casas e apartamentos, seguros contra furtos para diversos tipos de produtos. Usamos até animais para proteger a residência – e ainda daqueles que são treinados para tal utilidade. O “ufa” só é solto com alívio quando está do portão para dentro, antes disso é o medo de ser feito refém na própria casa.

Andamos por ruas e lugares com olhares desconfiados. Se alguém senta ao seu lado e te faz perguntas simples, a primeira ideia é negativa. Sequestro, roubo, perseguição. Somos aconselhados a não falar com estranhos desde crianças, crescemos evitando as pessoas. O incômodo se exalta quando alguém encosta em você ou faz muita questão de saber detalhes pessoais. Várias vezes nada acontece, mas o medo já é o suficiente para ser algo ruim.

Quando não há contato, seja verbal ou tato, o medo é mútuo. O mesmo olhar tenso que você oferece para pessoa, ela te retribui.  Notamos isso facilmente quando estamos andando. O olhar preocupado para trás recebe um de volta em mesma proporção. O significado é o mesmo. Quando estamos nos ônibus, a situação não é diferente. Transporte vazio, clima de tensão. Se há um conhecido indo para o mesmo destino, o consolo se reflete com um sorriso ou um semblante de calma.

Até alguns anos atrás, essa realidade era mais mascarada e em proporções menores. Tinham horários e lugares de risco. Hoje, as pessoas têm medo de ir para o trabalho ou para a escola sejam aonde for e o horário que for. De tirar o carro da garagem ou de fazer uma caminhada no parque. De comer um cachorro quente na rua ou de ir a um restaurante. Somos a geração da insegurança. Vemos relatos e mais relatos de crueldades sendo cometidas à luz do dia e nada sendo feito. Os cidadãos suplicam por paz.

Sentimo-nos cada vez mais sem liberdade. A autonomia é acometida pelos exemplos diários de barbaridades expostos na mídia. Estamos a cada dia mais presos nos nossos próprios medos. E, se engana quem pensa que somos reféns apenas dos marginais à solta. Somos povos que pagam pela irresponsabilidade dos governantes. Colhemos o fruto da má administração das cidades, estados e país. Percebemos o quão preso estamos quando ficamos com trauma de ir a lugares essenciais como restaurantes e mercados.

Vamos ao estabelecimento com a impressão de que um tiroteio ou um arrastão podem acontecer a qualquer momento. A revolta piora quando não temos mais o direito do lazer respeitado. Podemos presenciar uma briga de gangues ao frequentar um shopping, por exemplo. Reféns de todo esse medo, quase perdemos a esperança quando vamos exigir melhoria às autoridades e nada é feito. Os registros, em sua maioria, ficam no papel e os boletins de ocorrência são arquivados. Será mesmo que devemos perder a esperança e deixar toda uma história de luta por liberdade ir por água abaixo? Somos livres e esse é o nosso direito. Nós só queremos segurança!

*Artigo escrito por Carla Carvalho, estudante de Comunicação Institucional na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e colaboradora do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM). Carla contribui voluntariamente no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 11/04/16 11:12:54 AM

A consciência da transitoriedade, de pessoas, corporações e até países, desperta a atenção para a ideia do legado, do que se deixará às gerações seguintes e sucessores; o que ficará para os filhos, para a sociedade. As empresas preocupam-se com seu legado, os governantes dos países justificam muitos de seus atos em nome dele, as pessoas de um modo geral associam sua obra presente a memória de seu nome e o orgulho/honra de seus filhos e netos.

Pensar nos que virão depois de nós geralmente nos torna melhores, mas cabe sempre a reflexão sobre se estamos, de modo consciente, focados no que dizemos ser nossa preocupação, e dentre elas talvez a mais importante seja a sustentabilidade.

A Organização das Nações Unidas (ONU), ciente da importância do tema e de que este ocupa as atenções de muitas empresas, lançou em 2010, por meio do Pacto Global, o “Plano para Liderança em Sustentabilidade”, com o objetivo de estabelecer um padrão de ação para as empresas membros, que melhore as habilidades e compromissos. A ONU constata que, embora o número de dirigentes participantes da agenda de sustentabilidade tenha aumentado, ainda são muitas as empresas que entendem conceitos como ambientalismo, solidariedade, tolerância, sustentabilidade, responsabilidade social apenas como lugares comuns, meros rótulos a enfeitar discursos e constar em “missões” inscritas em material promocional e sites.

A importância da liderança em uma corporação não pode ser exagerada, o verdadeiro líder estabelece o rumo da empresa, e também a sua cultura, os valores que guiarão suas ações. Os colaboradores acreditarão no que acredita a alta administração, se esta for coerente e praticar de modo inequívoco sua crença.

Com esta preocupação, o Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), participante do Pacto Global, promoveu recentemente encontro entre os professores conselheiros do seu núcleo de Instituições de Ensino Superior – IES, representantes do Centro Internacional de Formação de Atores Locais da América Latina (CIFAL – Curitiba), e professores e alunos da Kennesaw State University (KSU). O evento assumiu maior importância no momento em que o país enfrenta turbulências políticas e econômicas, mas precisa também resolver a urgente e sempre adiada melhoria de seu processo educacional; usou-se o inglês como língua padrão, dentro também do princípio de que a internacionalização do sistema educativo brasileiro é urgente e necessária, troca de experiências é fundamental para atingir eficiência.

Foram discutidas as atividades praticadas pelos cursos de graduação e pós-graduação em Administração de Empresas mantidos pelas instituições de Curitiba: UFPR, ISAE, UTFPR, UNIBRASIL, UNINTER, FAE, PUC, FAE e UTP e da KSU para a formação de líderes sustentáveis, fiéis às suas diretrizes gerais de observação de valores éticos e manejo de recursos para a garantia de sobrevivência do planeta sem, no entanto, afetar a produtividade empresarial, essencial para atendimento às demandas crescentes de alimentos, vestuário e outros bens materiais.

Procurando resposta para a sempre fluida questão do que seria um líder sustentável, diversas pesquisas convergiram para a descrição de qualidades indispensáveis ao trabalho nesta área:

– Crença firme nos valores que estruturam o conceito de sustentabilidade. Talvez o atributo de maior importância. Algo que supera e transcende o mero pragmatismo utilitário e a busca de “agregar valor ao negócio”, apresentando-o como sustentável. Trata-se de crença real em valores como respeito ao outro, à natureza e ecossistemas, à justiça, ao diálogo e à transparência; e de vivenciar essa crença como norteadora das escolhas, simples e estratégicas, praticando na empresa a mesma ética e moral seguidas com amigos e familiares, o que norteia a noção de Pessoas, Planeta e Paz que estão nos eixos do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS que apresentam 17 objetivos.

– Compreensão real de que os sistemas econômico, ambiental e social são interdependentes. Compreensão que leva o líder, e por extensão a empresa, a adotar valores menos autorreferentes, assumindo que a corporação não é o centro do universo, e que os negócios e o lucro não estão acima da sociedade e da natureza. Cria-se uma nova noção de Prosperidade, na qual o verdadeiro bom negócio é bom para todas as partes nele envolvidas, num equilíbrio entre lucro justo, proteção ao meio ambiente e justiça social.

Um legado não é, absolutamente, um monumento autoglorificante como o que descreve o poeta inglês Shelley num soneto em que um viajante encontra no deserto os escombros de uma estátua imensa, em cujo pedestal ainda se podia ler: “Meu nome é Ozymandias, rei dos reis / contemplem minhas obras, ó poderosos, e desesperem!”. E nada mais resta: junto à decadência das ruínas colossais, ilimitadas e nuas, as areias solitárias e inacabáveis estendem-se longe.

Se deixaremos algo de valor para o mundo será o próprio mundo, melhor do que o encontramos, e para isso são fundamentais as lideranças comprometidas com a sustentabilidade.

*Artigo escrito por Wanda Camargo, representante do UniBrasil Centro Universitário no Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 06/04/16 4:51:53 PM
(Foto: Gazeta do Povo)

(Foto: Gazeta do Povo)

A escola particular tem em sua missão ajudar a comunidade, fazer a diferença e trabalhar em prol de um mundo melhor. A educação para ser transformadora precisa colaborar para a formação de cidadãos conscientes, responsáveis e atuantes na sociedade. É papel da escola, por exemplo, inserir os alunos em ações que possam melhorar a vida da comunidade no entorno das instituições de ensino. Ou mesmo motivá-los a trabalhar em prol do coletivo e de boas causas.

Por estar inserida em uma comunidade, a escola pode criar espaços de discussão com seus professores e alunos sobre diversos temas, como meio ambiente, paz, família, diversidade cultural, conflitos e outras demandas locais. Professores e alunos podem – e devem – buscar soluções, expor opiniões e planejar juntos ações para melhorar o mundo que os cerca. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), inclusive, reconhece a importância desses valores na educação escolar. A educação é também a formação da cidadania, é apoiar os estudantes a se desenvolverem como seres humanos.

Para quem vive a rotina da sala de aula, é fácil perceber que não há como escapar deste processo, pois a aprendizagem não se dá de forma quadrada ou estanque. Seu objetivo é promover a inter-relação dos conhecimentos para agregar ao jovem uma visão mais ampla e complexa de mundo – que nada mais é do que papel primordial da educação. Em uma questão de matemática, por exemplo, é preciso que o aluno tenha capacidade para ler e interpretar o enunciado, que pode ainda envolver questões sobre a atualidade, história ou geografia. Afinal, é assim que nosso cérebro trabalha. Não temos uma “caixinha” que organiza cada assunto conforme seu tema. Tudo funciona por meio de conexões.

Por isso, o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe/PR) se esforça para incentivar as instituições de ensino a incluírem em seus projetos atividades sociais e o desenvolvimento de trabalhos que envolvam seus alunos a apresentarem uma postura de solidariedade, amor ao próximo e se engajarem no voluntariado.

Há sete anos, o Sinepe/PR promove a Mostra de Responsabilidade Social da Escola Particular, no Pequeno Cotolengo. O evento vai acontecer, em 2016, no dia 1º de maio, na ocasião do tradicional churrasco mensal do Cotolengo. A mostra é um espaço para as instituições de ensino particular mostrarem e aplicarem as suas atividades sociais, e assim possibilitar a troca de experiências e conhecimento entre todos os participantes.

*Artigo escrito por Esther Cristina Pereira, diretora da Escola Atuação e vice-presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 04/04/16 5:35:44 PM

(Foto: Norman de Paula Arruda Filho – Presidente do ISAE/FGV; Arquivo ISAE/FGV)

12 de dezembro de 2015 foi uma data histórica para a humanidade. A 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – COP 21, realizada em Paris, teve como resultado final um ambicioso acordo que promete trazer esperanças ao futuro incerto do planeta.

Instituída em 1992, anualmente a Conferência reúne 195 países e a União Europeia para discutir o desenvolvimento sustentável global. Em 2015, com a presença de 45.000 participantes, ao contrário do que foi visto nas edições anteriores, a reunião trouxe o primeiro acordo universal sobre o clima.

Porém, chegar a um consenso foi fruto de um trabalho sinérgico de discussões constantes. Grandes países desenvolvidos e países em desenvolvimento e emergentes lutavam para buscar uma solução alternativa de crescimento garantindo a perpetuidade do planeta, revertendo os anos de poluição da atmosfera ao usar combustíveis fósseis sem restrição.

Com uma reviravolta positiva nos últimos minutos, o acordo estabelece compromissos com a redução das emissões de gases de efeito estufa: limitar o aumento de temperatura a 1,5°C; criar um fundo anual de US$ 100 bilhões, financiado pelos países ricos, a partir de 2020 para projetos de países em desenvolvimento, para limitar o aquecimento global; e reuniões a cada 5 anos para negociar a ampliação dos cortes de emissão até serem zeradas.

Embora o acordo não traga à luz prazos específicos nem esforços imediatos, precisamos lembrar que esse é apenas o primeiro passo quando pensamos em um futuro com bases mais sustentáveis. Além disso, o futuro do planeta não está apenas nas mãos dos governos. É dever de todo cidadão trabalhar colaborativamente, palavra de ordem quando falamos em desenvolvimento sustentável, em um esforço comum em prol do futuro. Ou seja, pensar globalmente e agir localmente.

Também não podemos esquecer que essa não é uma iniciativa isolada. Outros movimentos têm trabalhado para garantir o futuro das próximas gerações. A Organização das Nações Unidas – ONU, por exemplo, lançou recentemente os objetivos que devem nortear a agenda sustentável da sociedade nos próximos 15 anos. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS surgem com uma luz que trará o direcionamento para governos, empresas e sociedade implementar de fato as mudanças que o mundo tanto precisa.

A problemática aparece quando, para que de fato esses objetivos sejam alcançados, precisamos de uma ação indispensável, que tem se perdido nos últimos tempos: comprometimento.

Ao contrário dos antecessores Objetivos do Desenvolvimento do Milênio – ODMs, os ODS foram construídos em bases colaborativas – palavra de ordem para nossa sociedade daqui para frente. Por meio de consultas públicas, as Nações Unidas ouviram mais de 7 milhões de pessoas, das mais diversas áreas e segmentos, para desenvolver os ODS e suas metas.

A frente de uma escola de negócios, percebo cada vez mais a importância da educação nesse cenário. Por nossos portões passam os líderes responsáveis pelas decisões estratégicas de empresas e governos e, assim, inspirá-los sobre o seu papel responsável durante o processo educacional faz parte do nosso dever com a sociedade.

Pensando nisso, aqui faço uma chamada a todas as instituições de ensino, vamos exercer a nossa real função e colocar em prática o que a UNESCO chama de 5º Pilar de Aprendizagem, “Aprender a se transformar e a transformar a sociedade”. Acredito que só pela educação teremos líderes mais comprometidos com as discussões que realmente importam, ou seja, o nosso futuro!

*Artigo escrito por Norman de Paula Arruda Filho, presidente do ISAE/FGV e presidente do Capítulo Brasileiro dos Princípios para Educação Executiva Responsável da ONU. O artigo pode ser acessado também na 37ª Edição da Revista Perspectiva. O ISAE/FGV é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

**Quer saber mais sobre cidadania, educação, cultura, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom, Twitter: @InstitutoGRPCOM e Instagram: instagram.com/institutogrpcom

 

Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/03/16 5:16:28 PM
(Imagem: freepik)

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Ampliar na sociedade a reflexão sobre o investimento social a ações de interesse público e sua importância em momentos de crise é reconhecer o papel da sociedade civil e seu potencial de contribuição diante do cenário atual.

A crise político-econômica que vivenciamos afeta a todos, mas em particular os setores mais vulneráveis da sociedade e também, de forma contundente, o investimento social privado, podendo gerar impactos para importantes projetos sociais e ambientais.

O investimento social privado representa o esforço de pessoas físicas e jurídicas, realizado diretamente ou por meio de institutos, fundações e empresas, no sentido de colaborar efetivamente para a superar grandes desafios sociais e ambientais contemporâneos.

Esta semana o Brasil celebra a Semana do Investimento Social Privado. Uma série de eventos, palestras e manifestações estão ocorrendo em prol da ampliação das discussões e amadurecimento do tema.

Em termos econômicos, segundo dados do GIFE (Grupo dos Institutos Fundações e Empresas), o investimento social privado no país no último ano foi da ordem de 3 bilhões de reais, que movimentam mais de 350 mil organizações da sociedade civil. Embora visto isoladamente o número seja significativo, ainda é muito pouco em uma economia que movimenta 5,9 trilhões de reais.

De fato, em números absolutos, o Brasil se situa entre os 10 maiores em doações do mundo, porque somos uma grande economia, mas em números relativos estamos situados entre os últimos, apenas na 90ª. posição.

Por esse motivo, a Rede dos Investidores Sociais de Curitiba, criada com o objetivo de organizar, apoiar e fomentar os investimentos sociais privados na nossa região, divulga a presente Carta Aberta aos Atuais e Futuros Investidores Sociais Privados do Paraná, conclamando a reflexão da sociedade para os seguintes pontos:

1 – O INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO É TRANSFORMADOR. Esse tipo de investimento tem se mostrado altamente eficaz e capaz de transformar positivamente a cultura, a economia e o meio ambiente. É capaz de mobilizar recursos, líderes e talentos em prol de uma sociedade melhor, mais justa, solidária e menos conflituosa.

2 – O INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO APONTA O CAMINHO DA EFICIÊNCIA. O investimento social privado tem sido exemplo de eficiência: a inovação social, o empreendedorismo social, o negócio social (social business), as startups do bem, a organização hibrida, o setor 2,5 (dois e meio), o negócio de impacto, a economia criativa e tantas outras formas de atuação ou denominação têm em comum o critério da eficiência, por meio da qual se realiza mais por menos.

3 – O INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO INTERESSA A TODA A SOCIEDADE. É gerador de impacto direto e relevante na educação, saúde, igualdade, meio ambiente, cultura etc. Gera empregos, empregabilidade, inclusão, capacitação, cultura, criatividade e solidariedade. Os elementos mais importantes de nossa estrutura socioeconômica são objeto do investimento social privado, produzindo transformação positiva onde, muitas vezes, o governo e as empresas têm dificuldades de chegar.

4 – COM INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO AS EMPRESAS GANHAM. Ao contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, as empresas se aproximam da comunidade, dialogam e compreendem suas necessidades, contribuem para soluções de problemas e, como resultado deste trabalho, ganham legitimidade, reconhecimento e confiança pública demonstrando aos consumidores de produtos e serviços o seu comprometimento com causas importantes e relevantes a sociedade.

5 – O INVESTIMENTO SOCIAL PODE SER UMA ESTRATÉGIA IMPORTANTE DIANTE DAS INCERTEZAS POLÍTICAS E ECONÔMICAS Os projetos, ações e empreendimentos sociais e ambientais são ainda mais relevantes para a nossa sociedade nos momentos de dificuldade e o quadro de incertezas não pode significar um recuo ou paralização dos investidores. Desde modo é importante refletir alternativas que possibilitem a manutenção ou até mesmo a ampliação dos investimentos sociais visando contribuir na superação dos desafios.

Por fim, as organizações integrantes da Rede de Investidores Sociais de Curitiba abrem um espaço de colaboração e reflexão sobre a atual situação do investimento social e as tendências de futuro. A Rede convida os atuais investidores e também os interessados em investir na comunidade, pessoas físicas ou jurídicas, para participarem de um encontro de troca e colaboração. O propósito é dialogar e sobre como podemos manter e potencializar os investimentos em prol da sociedade.

Dia: 14 de abril
Horário: 9h às 12h
Local: Grupo Educacional Opet
Endereço: Rua Nilo Peçanha, 1635, Centro Cívico
Estacionamento Gratuito. Vagas limitadas!
Inscrições: https://www.sympla.com.br/encontro-rede-de-investidores-soc…

Curitiba, 29 de março de 2016.

Assinam a presente carta as seguintes organizações integrantes da Rede de Investidores Sociais de Curitiba:

Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
Fundación Avina
Grupo Noster
Instituto Barigui
Instituto Bourbon
Instituto GRPCOM
Instituto Grupo Boticário
Instituto IBGPEX
Instituto Joel Malucelli
Instituto Joanir Zonta
Instituto Legado
Instituto Opet
Instituto Positivo
Instituto Robert Bosch
Instituto RIC
Instituto Triunfo
Ouro Verde Locação e Serviços
Rede Marista de Solidariedade do Grupo Marista
Rumo ALL
Volvo

*Artigo escrito pela Rede dos Investidores Sociais de Curitiba.

**Quer saber mais sobre cidadania, educação, cultura, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom, Twitter: @InstitutoGRPCOM e Instagram: instagram.com/institutogrpcom

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