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Giro Sustentável

Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/01/17 9:38:04 AM
(Foto: ASID)

(Foto: ASID)

Em 2013, com um convite de meu irmão, encontrei a oportunidade de enfrentar o medo da mudança e, a algumas centenas de quilômetros de Curitiba, cidade onde resido, participaria de uma atividade voluntária com a organização social TETO, construindo moradias emergenciais para famílias em situação de pobreza.

Ao chegar na capital paulista, percebi que a mobilização, que até então se limitava a pouco mais de 15 pessoas que viajavam de Curitiba, era muito maior, da ordem de 150 pessoas. Neste momento, algumas questões vieram à cabeça: o que motivava aquelas pessoas era a mesma motivação que me levou até lá? Aliás, o que realmente me motivou a encarar esta…aventura?

Ao chegarmos na comunidade, zona norte de São Paulo, nos organizamos em uma escola onde passaríamos o final de semana. Divididos em grupos, começamos algumas discussões sobre a situação de pobreza no país e nosso papel como transformadores. Mas que transformação eu seria capaz de realizar? Não possuía argumentos suficientes para defender minha posição em relação à situação de pobreza no Brasil, possuía apenas discursos tímidos que se baseavam em observações rasas, noticiários e conceitos pré-estabelecidos, preconceitos.

No primeiro dia de construção, ainda sem saber o que encontraria, acompanhei aquela onda de pessoas, que carregavam alimentos e ferramentas, em direção à comunidade onde iríamos realizar a construção. Para um construtor de primeira viagem como eu, havia a necessidade de vencer a barreira do autoconhecimento. Seria eu capaz de manusear as ferramentas, cavar os buracos, levantar os painéis? A resposta veio em pouco tempo: sim, seria capaz, assim como as várias famílias daquela comunidade eram capazes de sobreviver todos os dias com as várias incertezas e barreiras a que estavam sujeitas. No instante em que números se tornam rostos e nomes, em que forças e habilidades apenas surgem de uma fonte desconhecida e em que nossa mente é tomada por reflexões, estamos movidos por empatia.

A definição mais básica de empatia nos diz que é a “habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa” (Dicionário Michaelis Online, 2017). Mais do que apenas simpatizarmos por uma situação e apenas saber de sua existência, busca-se entender, refletir, agir.

(Foto: TETO)

(Foto: TETO)

Da experiência compartilhada anteriormente e das experiências compartilhadas por outras pessoas com as quais pude trabalhar, é possível identificar semelhanças que contribuem para formar o perfil das pessoas movidas pela empatia:

– Os motivos que levam pessoas até as causas, situações ou outras pessoas são diversos;

– Mas é necessário passar pelo estágio do conhecimento, estar aberto a descobrir o novo;

– Ao colocarem-se sob a perspectiva do outro tornam-se, assim, disponíveis;

– Com a disponibilidade vem o autoconhecimento: como contribuir, de alguma forma, com as competências e habilidades que temos. Ainda, quais os desafios e barreiras que precisam ser quebrados?;

– Compartilhamento e troca: empatia é troca, troca de sentimentos, troca de conhecimentos. Empatia é conjunto, é relação;

– Empatia é facilitação. Ao lado do outro, buscando os caminhos que poderão ser percorridos. Juntos;

– A empatia conduz indivíduos a saírem de suas zonas de conforto para encontrarem ou criarem uma zona de conforto comum ao grupo e não apenas ao indivíduo.

É com esse sentimento que milhares de pessoas transformam a sociedade. Como um outro grupo que tive a oportunidade de conhecer em 2016. Neste ano, ingressei no time da ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças), que trabalha pela causa das pessoas com deficiência, atuando na diversidade, com projetos de inclusão e na qualidade de atendimento e oferta de vagas com uma metodologia de desenvolvimento de gestão. Assim, é possível impactar na qualidade de vida de milhares de pessoas com deficiência.

Trabalhando em projetos de voluntariado, temos a oportunidade de aprender e mudar. Quando rodeado por uma equipe diversa, porém, focada no mesmo objetivo, tem-se a segurança para enfrentar os desafios sem pensar duas vezes. Desde organizar ações de infraestrutura até ações de consultoria, onde devemos ser consultores em assuntos que normalmente não tínhamos contato até então.

Com esse espírito, foi possível chegar à marca de 800 voluntários em 2016. Em 6 anos, foram mais de 2000 voluntários engajados e mais de 3000 pessoas com deficiência e suas famílias impactadas. Da mesma forma, estes números se tornam nomes e esta é a motivação para continuar.

Seja pela causa da pessoa com deficiência, seja pela luta contra a desigualdade social ou por todas as demais causas e situações em podemos trabalhar e com as pessoas com as quais podemos nos relacionar, faça de maneira aberta, honesta, conjunta, empática. Impacto.

*Artigo escrito por Leonardo Mesquita da Silva, graduando em Engenharia de Computação pela UTFPR. Assistente na área de Voluntariado desde 2016 na ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças), participou no planejamento e execução de ações de voluntariado corporativo engajando centenas de voluntários. É voluntário da TETO desde 2013 e, há um ano, atua na equipe de Formação e Voluntariado da Sede TETO Brasil Paraná. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, educação, cultura, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom, Twitter: @InstitutoGRPCOM e Instagram: instagram.com/institutogrpcom

Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/01/17 10:58:56 AM
(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Ao mesmo tempo em que o termo “sustentabilidade” emerge a partir do evento histórico da ONU em 1992, no Rio de Janeiro, empresas começaram a dar maior importância aos seus índices direcionados a mensurar seus impactos ambientais. Decorrente desse movimento estimulado por empresários, maior atenção passou a ser dada aos processos internos voltados a tema do meio ambiente.

Exemplos de apurada visão estratégica permitiram a muitas corporações uma busca por melhor desempenho. Mas também pela condição de se manterem no mercado. Em alguns casos, acompanhando a adequada origem e a destinação de produtos industriais, visando mitigar ao máximo os impactos gerados.

Não é possível ignorar o que esse movimento significou na maioria dos países do mundo. Os padrões de produção não são mais os mesmos e a própria legislação adicional a regramentos de mercado permitem a elevação da qualidade da produção industrial que, em geral, mantém-se perseguindo melhorias em seus processos. O que também significa, em muitos casos, uma otimização de custos.

No entanto, é raro observar uma análise ainda mais profunda decorrente dos impactos causados na natureza. Uma condição que garanta minimamente a proteção do patrimônio natural, do qual dependem os negócios e a qualidade de vida de toda a sociedade.

Temos nos recusado a um aprofundamento desse tema, mesmo sendo bastante óbvio que, sem uma adequada proteção de remanescentes naturais, as consequências são desastrosas, podendo até impossibilitar a continuidade de atividades econômicas. Na prática, ainda agimos como se a natureza fosse infinita, além de não representar um problema do nosso negócio.

Inferimos que o desafio da conservação é uma questão a ser tratada apenas por grupos que se prestam a esse tipo de atividade. Não se trata de caso trivial, portanto, o reconhecimento tácito de que além de dependermos da natureza, nós a atingimos além do que é possível mitigar dentro dos muros dos negócios.

Surgiu no Brasil uma ferramenta de gestão ambiental determinada a mudar esse cenário, refinando a gestão ambiental de qualquer tipo de atividade econômica e, também, permitindo uma ação adicional e voluntária, voltada efetivamente à conservação da natureza. O Instituto LIFE, lançado no Brasil em 2011, conta com importantes corporações parceiras.

Como iniciativas voluntárias que passam a representar parte de seus negócios, na dimensão dos impactos não mitigáveis, a cada caso, corporações assumem iniciativas de conservação que são pontuadas de acordo com o seu grau de prioridade, direcionando atividades dentro de princípios de racionalidade e efetividade.

Como único mecanismo no mercado capaz de atuar em qualquer ramo de negócios, com uma metodologia robusta e qualificada por renomados especialistas de nosso país, há uma busca de ampliação de parcerias e a sua internacionalização, que já está em sua fase inicial.

Nascido em Curitiba, o LIFE persegue um alinhamento crescente com corporações que sinalizem com a expectativa de avançar ainda mais em seus processos de gestão ambiental. Uma demanda real e que pretende, em última instância, garantir um meio ambiente de qualidade e capaz de gerar bem-estar e o progresso, considerando a conservação de áreas naturais e da biodiversidade uma demanda indispensável.

*Este artigo foi escrito por Clóvis Borges, vice-presidente do Conselho Deliberativo do Instituto LIFE e diretor executivo da OSC Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 09/01/17 10:38:18 AM
(Foto: Instituto Legado)

(Foto: Instituto Legado)

“Vocês enxergam quem é invisível…” – foi o que disse Dona Irene, moradora do Jardim Independência, em São José dos Pinhais, após inaugurar seu novo lar construído em conjunto com voluntários da ONG TETO – organização formada por jovens voluntários que tem por objetivo a defesa dos direitos das favelas mais precárias da América Latina, para superação da situação de pobreza por meio do trabalho conjunto entre moradores destas favelas e jovens voluntários.

Dona Irene não é a única “invisível” na Região Metropolitana de Curitiba. A capital paranaense reconhecida nacionalmente e internacionalmente como referência em mobilidade, limpeza, meio ambiente e desenvolvimento, também está entre as 50 cidades mais desiguais do mundo, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos de 2012 (ONU – Habitat), porém, pouco se fala sobre a pobreza na capital paranaense e região. Quando a TETO iniciou sua expansão para o estado, muito questionou-se sobre a necessidade de atuação na região, afinal, “não existe favela em Curitiba”, como dizem por aí. Porém, em dois anos de atuação no estado, só na região metropolitana de Curitiba mais de 80 comunidades precárias foram visitadas e catalogadas pela organização que hoje atua de maneira constante em seis localidades de Curitiba, São José dos Pinhais e Colombo com projetos visando o fomento ao desenvolvimento comunitário, como: construção de moradias de emergência, biblioteca, sedes comunitárias, mutirões de limpeza, projetos de educação dentre outros.

Mas então, se há dados de que há pobreza e há favelas em Curitiba e região, de onde vem essa invisibilidade? Seria apenas falta de conhecimento ou negação de uma realidade que está aí e mais próxima do que imaginamos?

Três das seis comunidades onde a TETO atua de maneira constante no estado hoje, encontram-se dentro de perímetro urbano de Curitiba e muito próximas ao centro da capital. São elas: Morro do Sabão e Cidade de Deus, localizadas no bairro Parolin e a menos de 10 minutos do centro de Curitiba e cortada por ruas importantes da cidade como Av. Brigadeiro Franco e Lamenha Lins; e Portelinha, localizada no bairro Santa Quitéria, cercada por condomínios de classe média e a 15 minutos do centro da cidade. Além da invisibilidade da sociedade e poder público, estas três comunidades, como tantas outras no Brasil, sofrem com a privação de direitos básicos garantidos por lei como saneamento, educação, saúde de qualidade, moradia e outros.

Em pesquisas socioeconômicas realizadas pela ONG TETO nestes locais em 2015 e 2016, verificou-se que cerca de 26% dos moradores das comunidades mencionadas não sabem ler ou escrever e apenas 1% chegou até o nível superior ou técnico de formação. Nas comunidades do Parolin, mais de 55% das casas não possui abastecimento de água regular e em 65% das casas utilizam “gatos” para ter acesso à energia elétrica – ligações irregulares. Ainda nestas comunidades, cerca de 56% da população economicamente ativa desenvolve alguma atividade remunerada porém, destes, apenas 35% tem carteira assinada e 40% ganham até R$440,00 para sustentar sua família. Na Portelinha, cerca de 70% da população economicamente ativa desenvolve atividade remunerada, porém, metade destes com carteira assinada e cerca de 30% recebem menos de um salário mínimo. Dentre as pessoas que não possuem carteira assinada, grande parte trabalha como coletores de reciclagem nas ruas de Curitiba – como Dona Irene, mencionada no início deste texto – caminhando diariamento dezenas de quilômetros para coletar materiais recicláveis, basta observar nas ruas da cidade o número de carrinhos de reciclagem circulando diariamente ou mesmo no seu condomínio ou casa: boa parte do lixo reciclável é coletado por eles e, quase sempre, passam despercebidos pelas demais pessoas, ainda que (com muito esforço físico e sujeitos a inúmeros problemas de saúde) estejam realizando um trabalho digno e de muito valor para toda a sociedade e para que Curitiba mantenha-se como referência em limpeza e meio ambiente. No quesito habitação, cerca de 68% das casas são precárias nas comunidades do Parolin e 44% na comunidade Portelinha – um dos indicadores que justifica o trabalho da TETO nestes locais que tem como carro chefe da organização a construção de moradias de emergências para famílias que vivem em situação de risco.

Estes são apenas alguns dados que mostram o tamanho do problema a ser enfrentado e de que a pobreza está muito próxima e merece a devida atenção e visibilidade para ser superada. A ONG TETO trabalha de maneira propositiva na sociedade, fazendo um chamado a todos para tornarem-se agentes de transformação e atuarem na mudança desta realidade, sejam como voluntários ou apoiadores – empresas, sócios (AMIGOS DO TETO), ou mesmo outras organizações parceiras como o Instituto Legado que foi fundamental para a capacitação e  crescimento sustentável da organização no estado.

Todos podem fazer parte da mudança. Negar a existência das favelas ou mesmo fingir não enxergá-las por “não ser parte do problema”, é negar uma realidade de urgência a que todos pertence a responsabilidade por sua existência. É negar a existência de muitas outras “Irenes” por aí e obrigá-las a continuar vivendo na invisibilidade.

*Aline Tavares é engenheira ambiental formada pela UFPR e com especialização em Administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Atua na ONG TETO desde 2012 e há dois anos é Diretora da Sede TETO Brasil Paraná, uma das organizações capacitadas e financiadas pelo Instituto Legado de Empreendedorismo Social. O Instituto Legado é parceiro do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 04/01/17 9:10:34 AM
(Imagem: Divulgação)

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A história recente da atividade econômica mundial vivenciou momentos complexos nos quais disputas significativas foram observadas entre as concepções sobre “crescimento econômico” e “desenvolvimento econômico”. De maneira muito simplificada pode-se pensar que o primeiro termo encontra-se relacionado com o PIB (Produto Interno Bruto) de um país enquanto que o segundo obriga particular associação com aspectos relacionados com o bem-estar do povo tais como níveis de Educação, Saúde ou Segurança.

Muito se discutiu, teorizações distintas foram desenvolvidas, posições distinguiram cada uma das possibilidades; mas, certamente, as possíveis discrepâncias assumem agora nova perspectiva quando se passa a considerá-las sob a ótica dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), particularmente, quanto ao oitavo objetivo o qual propõe “promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos”, pretendendo alcançar, também, as seguintes metas:

– sustentar o crescimento econômico per capita de acordo com as circunstâncias nacionais e, em particular, um crescimento anual de pelo menos 7% do PIB nos países menos desenvolvidos;

– atingir níveis mais elevados de produtividade das economias por meio da diversificação, modernização tecnológica e inovação;

– promover políticas orientadas para o desenvolvimento apoiando atividades produtivas, geração de emprego decente, empreendedorismo, criatividade e inovação;

– melhorar progressivamente, até 2030, a eficiência dos recursos globais no consumo e na produção, e empenhar-se para dissociar o crescimento econômico da degradação ambiental;

– alcançar, até 2030, o emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos, bem como remuneração isonômica para idênticos trabalhos;

– reduzir, até 2020, substancialmente a proporção de jovens sem emprego, educação ou formação;

– tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, e até 2025 acabar com o trabalho infantil;

– proteger os direitos trabalhistas e promover ambientes de trabalho seguros e protegidos para todos os trabalhadores;

– elaborar e implementar, até 2030, políticas para promover o turismo sustentável, que venha gerar empregos e promover a cultura e os produtos locais;

– fortalecer a capacidade das instituições financeiras nacionais para incentivar a expansão do acesso aos serviços bancários, de seguros e financeiros para todos;

– aumentar o apoio da Iniciativa de Ajuda para o Comércio para os países em desenvolvimento, particularmente os países menos desenvolvidos, e

– desenvolver e operacionalizar, até 2020, uma estratégia global para o emprego dos jovens e implementar o Pacto Mundial para o Emprego da Organização Internacional do Trabalho.

É percebido, então, que, no âmbito do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 os termos “crescimento econômico” e “desenvolvimento econômico” passam a ser tomados, necessariamente, em simbiose enquanto propósito geral a ser atingido.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 focaliza o mundo do trabalho e a realidade econômica estando orientado tanto para mudanças nos paradigmas da economia internacional quanto para alcançar desempenho econômico ou para atingir a eficiência e produtividade.

Incentivar a formalização e o crescimento de micro, pequenas e médias empresas, buscar as condições para o emprego decente, promover o empreendedorismo, garantir o trabalho para grupos sociais específicos (tais como para mulheres, pessoas com deficiência, jovens), bem como promover o necessário respeito aos direitos trabalhistas são aspectos importantes que diferenciam o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 para o alcance da sustentabilidade.

Segundo estudos demonstram, toda sociedade que se propõe atingir equilíbrio sustentável entre os vários setores que fazem parte desta sociedade encontram maior preocupação em relação ao setor econômico. No Brasil, entretanto, mesmo diante da crise, felizmente, ocupamos o nono lugar no ranking das maiores economias mundiais. Diante desta realidade há uma esperança quanto ao Brasil atingir grande parte das metas listadas até 2030 para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8. A dimensão continental e as riquezas naturais encontradas em nosso território podem garantir uma economia resiliente.

Todavia é necessário também perseguir, constantemente, a sustentabilidade ambiental, social e cultural de uma Nação uma vez que a mesma é a base de toda sociedade estável e mais justa. Nações que conseguem conciliar a economia com desenvolvimento sustentável se tornam, necessariamente, livres da condicional dependência de recursos e da concessão de outras nações sustentáveis e com economias fortes.

*Artigo escrito por Carlos Magno Corrêa Dias, professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e coordenador do Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 21/12/16 2:23:51 PM
(Imagem: Divulgação)

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Pelo muito que amamos nossos pais, filhos, irmãos, maridos e amigos, queremos que tenham vida longa e saúde com qualidade: eis o porquê dezembro é mais azul!

A importância da campanha “novembro azul”, voltada para a promoção da saúde masculina, de jovens e adultos de todas as idades, transcende os limites da sociedade e adentra aos lares, incentivando o exame preventivo do câncer de próstata, educando pelo exemplo as futuras gerações. A campanha contribui para o ODS 3 (Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades).

Em qualquer mês do ano que o exame rotineiro de próstata, feito pelo médico especialista, for realizado, o tratamento necessário será iniciado e a cura se tornará possível. A experiência do especialista irá detectar os eventuais e primeiros sinais da doença, cujos índices de cura são elevados, promovendo a saúde masculina e a paz da família.

O obstáculo mais frequente ao tratamento do câncer de próstata não está na doença em si, mas no preconceito masculino de procurar o médico para os exames indicados. O constrangimento causado pelo exame médico e a expectativa dos resultados causam temor, mas não se comparam ao alívio trazido pela confirmação da saúde do homem, como ocorre na maioria dos casos. Também, diante de um diagnóstico desfavorável, quanto mais cedo se iniciar o tratamento, mais rapidamente a saúde do paciente será recuperada.

Além do preconceito em relação à natureza do exame de próstata, existe um certo “orgulho masculino” de não admitir que pode estar doente, precisando de auxílio médico. Durante décadas se considerou que a ida ao médico seria preocupação feminina, sendo próprio das mulheres consultarem com mais frequência os médicos, por isso que o tabu se apresenta como mais um embaraço à saúde masculina, em todos os aspectos.

Por tal razão, em dezembro, mês de festas, confraternização e trocas de presentes, a família deve dar aos seus entes queridos (homens) o melhor presente: o estímulo à ida ao médico para um check up e, em especial, o exame de próstata.

Feliz Dezembro Azul para todos!

*Artigo escrito por Maria da Glória Colucci, advogada, mestre em direito, professora titular do Unicuritiba e membro do colegiado do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 20/12/16 3:13:22 PM
(Foto: SPVS - exemplo de área natural urbana, a RPPN Airumã)

(Foto: SPVS – exemplo de área natural urbana, a RPPN Airumã)

A conservação de áreas naturais inseridas ou próximas aos centros urbanos representa um ganho tanto para a vida silvestre quanto para a sociedade. Os benefícios mais evidentes são a manutenção de habitats para a flora e fauna nativas e a melhora na qualidade de vida dos habitantes das cidades.

Pessoas que vivem próximas a áreas de mata nativa percebem mudanças significativas. Essas áreas costumam ter temperaturas mais agradáveis, já que a presença da vegetação combate o fenômeno climático conhecido como “ilha de calor”, comum em locais muito urbanizados. As plantas também melhoram a qualidade do ar, retendo poluentes atmosféricos e realizando trocas gasosas – capturando o carbono e liberando o oxigênio.

As áreas naturais protegem o solo da erosão e dos deslizamentos de terra. E o risco de enchentes também pode ser controlado pela manutenção dessas áreas. A qualidade e a quantidade de água para o abastecimento público também estão diretamente ligados à presença de vegetação em torno das nascentes, margens de rios e áreas de recarga.

As vantagens da preservação surgem aliadas à beleza da vegetação nativa, que pode se tornar área de lazer para moradores e visitantes, além de tornar a vizinhança mais agradável. Soma-se a isso a contribuição dessa rede de áreas preservadas para que todo o ecossistema se torne mais resistente diante das mudanças climáticas globais.

Esses benefícios que obtemos da natureza são chamados serviços ecossistêmicos e são fundamentais para o nosso desenvolvimento social e econômico. A expansão das cidades sobre as florestas e o avanço das tecnologias podem fazer parecer mais distante o fato de que nosso progresso é dependente da conservação dos ecossistemas. O sintoma dessa negligência é a forma como os processos de tomada de decisão política e econômica têm dado pouca importância ao planejamento sustentável do desenvolvimento.

Cidades mais verdes e cidadãos mais familiarizados com as florestas nativas fazem pressão sobre os tomadores de decisão pela promoção do equilíbrio ambiental e pela manutenção dos serviços ecossistêmicos.

*Artigo escrito pela equipe da OSC Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 15/12/16 2:37:55 PM
(Imagem: Divulgação)

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Os investidores sociais são abordados exaustivamente para o financiamento de projetos e não é possível apoiarem a todas as iniciativas isoladas. Da mesma maneira que os recursos naturais, o investimento social privado também é finito – apesar de ainda subutilizado, sem dúvida – e a mentalidade ‘extrativista’ para a captação de recursos é nociva para o ciclo virtuoso da transformação social.

Filantropos, inovadores sociais, fundações, associações sem fins lucrativos e ativistas enfrentam a complexa tarefa que é atrair recursos privados para viabilizar projetos cuja finalidade é pública. A doação de dinheiro e voluntariado por caridade ou filantropia para promover um bem social antecede a Responsabilidade Social Corporativa. No entanto, existem diversos elementos fundamentais intrínsecos ao conceito de investimento social privado, que diferenciam essa prática das ações assistencialistas. Dentre elas, a preocupação com o planejamento, o monitoramento, a estratégia voltada para resultados sustentáveis no longo prazo e o envolvimento da comunidade no desenvolvimento da ação. Afinal, todo o investimento tem como objetivo o retorno.

Conforme o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, o GIFE, 85% dos investidores sociais brasileiros atuam em educação. Todavia, os avanços nesta área ainda são pouco percebidos e novas abordagens são necessárias para resolver problemas antigos. Uma metodologia recentemente codificada em 2011 pelos executivos da FGS Consulting, John Kania e Mark Kramer, também associado a Harvard Kennedy School, é o Impacto Coletivo, que consiste no compromisso de um grupo de atores importantes de diferentes setores ao redor de uma agenda comum para resolver um problema social específico em larga escala. Esta abordagem inovadora visa potencializar a esfera do impacto social, indo além do impacto isolado para um impacto coletivo altamente coordenado na cooperação.

Um caso de impacto coletivo de transformação em educação é o StrivePartnership, na cidade de Cincinnati, nos Estados Unidos. A StrivePartnership não criou um novo programa ou levantou mais dinheiro. Em vez disso, eles concordaram em um conjunto comum de metas e indicadores de sucesso, incluindo o monitoramento do número de vagas de acesso ao jardim de infância, indicadores para habilidade em leitura e em matemática para alunos da quarta série, índices de aprovação na graduação e taxas de conclusão de cursos universitários. Foram alinhados os investimentos financeiros e a parceria melhorou 34 dos 53 indicadores nos primeiros quatro anos. Isso é impacto coletivo.

O empreendedor social que demonstrar empatia, entusiasmo e notável preparação estará mais próximo de encontrar sinergias com os investidores. O sucesso da captação de recursos é diretamente proporcional à qualidade do modelo da inovação social e da proposta de valor compartilhado para uma solução de impacto realmente boa. A extração desenfreada de recursos naturais é nociva para o meio ambiente. Traçando um paralelo, da mesma forma, a captação de recursos para projetos de impacto isolado e desestruturados pouco contribuem para o desenvolvimento da sociedade – e podem, inclusive, gerar o efeito inverso desestimulando novos investimentos.

*Alessandra Schmidt é administradora de empresas pela UFPR, com especialização em Empreendedorismo e Inovação Social por INSEAD, na França; Professora do curso de pós-graduação da FAE e do Instituto Legado de Empreendedorismo Social; e Captadora de Recursos para o Instituto Atuação. O Instituto Legado é parceiro do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 14/12/16 6:02:20 PM
(Imagem: Divulgação)

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Esse mês, no dia 05 de dezembro, foi comemorado o dia internacional do voluntariado. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas em 17 de dezembro de 1985 para celebrar o poder de transformação proporcionado pelo voluntariado em toda a sociedade.

O trabalho voluntário sempre esteve associado à caridade, não sendo possível definir precisamente seu início por estar atrelado ao desejo de ajudar outras pessoas, sem que se busque benefícios pessoais. Dessa forma, podemos definir, de modo amplo, ação voluntária como qualquer ato realizado em prol do outro sem finalidade lucrativa. Não existe um conceito único, fechado. O Centro de Ação Voluntária, que atua desde 1998 na promoção do voluntariado, define como voluntário a pessoa que, levada pela vontade, assume livremente uma atitude responsável, criativa, comprometida, prazerosa e transformadora perante a si e perante o mundo, de forma não remunerada. Nesse conceito estão alguns elementos, que para o CAV, são importantes.

Primeiramente, a ação voluntária deve partir do indivíduo, de um desejo de ajudar, sem que haja qualquer tipo de interferência ou cobrança de qualquer pessoa ou instituição. Para ser voluntária a ação deve ser livre.

Imbuído dessa vontade, o voluntário assume uma postura comprometida, pois se envolve ativamente, e criativa, porque utiliza seu tempo e talento para a resolução de um problema.

Podemos pensar o voluntário como uma pessoa que olha para algo no mundo que considera errado e resolve se envolver pessoalmente para tentar mudar. Geralmente a vontade surge do desejo de fazer algo, de efetivamente colocar a mão na massa.

O que muitas vezes não é dito é que essa ação tem sim que ser prazerosa para o voluntário. Devemos fazer aquilo que gostamos. Aí vem a beleza do voluntariado. Todos temos algo que gostamos de fazer e que pode ajudar uma outra pessoa: ouvir, conversar, brincar, cantar, cozinhar, falar, ouvir, auxiliar, dirigir são exemplos de ações que diversas entidades necessitam. Sem falar que é possível fazer uma ação voluntária em sua própria profissão. A dificuldade de uma instituição pode ser exatamente o que o voluntário sabe fazer.

O Centro de Ação Voluntária de Curitiba possui centenas das vagas de trabalho voluntário em seu site. Para acessá-las basta preencher um pequeno formulário e localizar entre as opções a que mais se encaixa com o que está buscando. Por que não começar 2017 fazendo um trabalho voluntário?

*Artigo escrito por Diógenes Justechechen, voluntário do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 13/12/16 3:31:21 PM
(Foto: ASID)

(Foto: ASID)

Desde 1985, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 5 de dezembro como Dia Internacional do Voluntariado. O objetivo da Organização era promover e incentivar ações voluntárias em todo o mundo. Essa data nos traz uma reflexão importante em relação ao verdadeiro significado de ser um voluntário. Voluntariar-se envolve doar tempo, dedicação e abdicar de horas de sono em prol do outro. Implica sair da zona de conforto e despender energias com um objetivo: construir um mundo com melhores condições de vida.

De acordo com a ONU, “voluntário é o jovem, adulto ou idoso que, devido a seu interesse pessoal e seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração, a diversas formas de atividades de bem-estar social ou outros campos”. Mais do que dedicação, ser voluntário envolve empatia. Segundo o dicionário Michaelis, empatia é a “habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa” ou ainda a “compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem”. Como resultado: abraços, sorrisos, gratidão sincera, além do imenso orgulho ao observar o impacto de seu trabalho na criação de um mundo melhor.

Há oito anos reservo parte de meu tempo para trabalhar como voluntária e parece até clichê dizer isso, mas a maior beneficiária dessa dedicação fui eu. Tive o prazer de ver grandes projetos saindo do papel e impactando milhares de vidas, tive a permissão de acompanhar o desenvolvimento de seres humanos incríveis e evoluir com eles.

Em 2016, voltei minha carreira ao terceiro setor e hoje trabalho em propostas de programas de voluntariado corporativo para empresas investidoras da Ação Social para Igualdade das Diferenças (ASID Brasil). Nesse período, pude observar empresários que utilizam voluntariado corporativo como ferramenta estratégica de gestão. Ações como essas, além de promover o alto impacto social, são utilizadas para o desenvolvimento da equipe de colaboradores. São passos como esses que impulsionam a implementação de uma nova cultura.

Quando empresários utilizam seus recursos com o objetivo de promover impacto social e valorizar seu ativo humano, podem observar diversos benefícios, como a melhora do clima organizacional e o desenvolvimento de competências em sua equipe. A pesquisa “Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil III”, de 2012, realizada pelo Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) mostra que as empresas privadas são as maiores promotoras de voluntariado no Brasil, com 81% de participação. Dentre essas, as nacionais lideram com 62% de participação e as multinacionais, com 19%.

Em 65,2% dos casos levantados pela pesquisa, a iniciativa de ações voluntárias partiu da própria empresa. Os indicadores levantados ainda mostram que 69,5% dessas organizações desenvolvem ações voluntárias há mais de cinco anos, sendo que metade delas iniciou os projetos há mais de dez. Um dos principais motivos apontados por essas empresas para incentivar os seus colaboradores a realizarem ações de voluntariado é o interesse pelo desenvolvimento social da comunidade localizada ao redor da companhia: 50,7%.

Para a consolidação de ações voluntárias de alto impacto é necessária muita organização e profissionalismo. Pensando na dificuldade das empresas para a estruturação dessas frentes e acreditando que o voluntariado pode transformar a realidade que nos deparamos todos os dias e fortalecer as empresas que o incentivam, a ASID lançou o e-book intitulado “Como fomentar o voluntariado corporativo”. Esse presente lançado em comemoração ao Dia Internacional do Voluntariado pode abrir horizontes e dar um norte para empresas e organizações que desejam entrar nesse desafio.

Iniciativas voluntárias por parte de empresas podem incentivar milhares de pessoas a mudarem suas vidas. As palavras do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, no dia 5 de dezembro de 2009, explicam a importância dessas frentes de atuação para sociedade: “O trabalho voluntário é uma fonte de força comunitária, superação, solidariedade e coesão social. Ele pode trazer uma mudança social positiva, promovendo o respeito à diversidade, à igualdade e à participação de todos. Está entre os ativos mais importantes da sociedade”.

*Artigo escrito por Manuella Costa Pires, graduada em Jornalismo pela PUCPR e participante por um semestre de especializações voltadas à Comunicação, Cultura e Inovação Editorial pela Universidad Anáhuac Mayab, no México. Atua na área de comunicação empresarial há três anos, sendo responsável há um ano pela criação de propostas e projetos para investidores sociais da ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças), OSC que trabalha para aprimorar a gestão das instituições gratuitas de atendimento e ensino a pessoas com deficiência, resultando na abertura de vagas e melhoria da qualidade de atendimento. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, educação, cultura, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom, Twitter: @InstitutoGRPCOM e Instagram: instagram.com/institutogrpcom

 

 

Enviado por InstitutoGRPCOM, 09/12/16 1:56:52 PM
(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

As férias são um ótimo momento para descansar e para repensar algumas de nossas atitudes. Com tempo para aproveitar e refletir, podemos pensar no que desejamos para 2017. Pensar em nós mesmos, no outro e no mundo que nos rodeia.

Devemos levar em consideração o nosso comportamento em relação ao meio ambiente. Parece demagógico, mas peço sua reflexão. Nós fazemos parte de uma cadeia e certas vezes não nos apercebemos quanto nossas atitudes permeiam nosso bem-estar e o das futuras gerações. Destruímos a possibilidade de outros viverem com qualidade em ações do cotidiano e não nos recompomos e disciplinamos para melhorar essas condições.

Quando falamos em sustentabilidade nas férias é muito simples enxergarmos e percebermos o que isso quer dizer:

– Cuidar com a nossa produção do lixo, com o que nós fazemos com o lixo que produzimos;

– Na praia, se sou fumante, não devo colocar a bituca na areia para ser apagada e que apodreça ali;

– A espiga do milho verde que comemos na praia deve ter o destino correto e não ser enterrado na areia.

Esses são apenas simples exemplos de muitas atitudes que podemos tomar. Então, por que será que não nos comprometemos com o meio ambiente? Por que será que não paramos para pensar sobre isso?

É nítida a mudança climática que está acontecendo, sentimos e vivemos isso, mas não nos sensibilizamos. É como se nada nos fosse de valor, apenas viver intensamente.

Esquecemos as futuras gerações, não pensamos em manter a sustentabilidade a longo prazo.

Que tal deixar esse egoísmo e falta de responsabilidade de lado e fazer diferente em 2017? Que tal inserir metas mais sustentáveis em sua rotina? Mesmo que sejam metas simples como as citadas acima.

Façamos juntos um pensar sustentável, em atitudes do dia a dia que farão muita diferença se for coletiva:

– Separe o lixo adequadamente;

– Guarde o óleo/azeite usado em um lugar apropriado para o devido descarte;

– Consuma menos produtos industrializados;

– Economize água;

– Converse com amigos e vizinhos sobre uma possível corrente da sustentabilidade.

*Artigo escrito por Esther Cristina Pereira, Presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

**Quer saber mais sobre cidadania, educação, cultura, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom, Twitter: @InstitutoGRPCOM e Instagram: instagram.com/institutogrpcom

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