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Enviado por InstitutoGRPCOM, 23/01/15 3:12:55 PM
(Imagem: Thinkstock)

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Como nos diferenciar profissionalmente e tornar nosso currículo mais atraente? Esta é uma pergunta que muitos se fazem na hora de elaborar um currículo profissional. Em uma época onde as pessoas têm a mesma formação e conhecimentos técnicos, o que fazer para nos destacarmos na multidão?

O voluntariado pode ser uma ótima alternativa, além de todos os benefícios trazidos por esta prática, ele ainda pode nos auxiliar na conquista daquele espaço profissional tão sonhado. O trabalho voluntário é um diferencial em muitos processos seletivos e também de intercâmbio.

E qual seria a razão para o voluntariado ser o diferencial na hora de escolha entre um e outro candidato? Pessoas que fazem esse trabalho são mais engajadas, sabem trabalhar em equipe, convivem bem com as diferenças, são mais comunicativas e proativas, sabem tomar decisões voltadas ao grupo e tem uma maior capacidade de empatia. Todos esses fatores são bem vistos pelas empresas, e se tornam um diferencial quando os candidatos possuem um mesmo nível tanto de qualificações quanto de experiências.

Então, se você já faz algum trabalho voluntário use esta informação para abrilhantar ainda mais o seu currículo. E se ainda não faz, fica o convite para iniciar essa prática que contribui para nossa saúde física, mental e que também pode nos dar aquele empurrãozinho na hora de conquistar aquela vaga que está sendo ofertada.

*Viviana Christina do Prado trabalha como Educadora Social no CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 21/01/15 2:16:02 PM
(Foto: Brunno Covello/ Gazeta do Povo)

(Foto: Brunno Covello/ Gazeta do Povo)

O ano de 2014 no Brasil foi marcado, dentre outras coisas, pela escassez de água. Fenômeno até então pouco conhecido fora dos limites do Norte e do Nordeste do País, a seca chegou ao Sudeste e regiãoFruto da ausência de chuvas, possivelmente associada às mudanças climáticas, outros fatores também contribuíram para a terrível (e ainda não solucionada) situação a que chegamos. A falta de cuidado com a vegetação ciliar onde ela ainda existe é também apontada por especialistas como uma das causas do problema, na medida em que a devastação das áreas circundantes de rios, cursos d’água, lagos, lagoas, reservatórios e similares contribui para o assoreamento e, portanto, para as perdas qualitativas e quantitativas dos elementos hídricos e de suas funções ecológicas.

Por isso, a contundente crítica dirigida ao Novo Código Florestal quando, no particular, reduz os limites de proteção da mata ciliar, já que a faixa de Área de Preservação Permanente (APP) passa a ter a metragem contada a partir da “borda da calha do leito regular” do rio – e não mais do seu “nível mais alto”, como outrora – deixando desguarnecidas áreas alagadiças que exercem importantes funções ambientais.

De todo modo, mesmo no regime florestal anterior, as dificuldades de fazer implementar a legislação ambiental no Brasil sempre foram muitas, a ponto de ter se tornado lugar comum afirmar que o país possui um dos mais bem estruturados sistemas legais de proteção ao meio ambiente do mundo, o qual, contudo, carece de efetividade.

A cultura que se desenvolveu no país nunca foi a da preservação. Por aqui, sempre se preferiu investir na reparação dos danos a propriamente prevenir para que aqueles não acontecessem. No caso dos recursos hídricos, jamais fizemos como os nova-iorquinos: preservar os mananciais para não ter que investir em saneamento. O resultado é conhecido: o povo daquele Estado americano altamente industrializado possui uma das águas de melhor qualidade do planeta.

No Brasil, contudo, a preocupação com a água nunca foi a tônica dos setores público e privado. Exceção feita a poucas iniciativas aqui e acolá, a regra sempre foi a poluição dos elementos hídricos. Desnecessário citar exemplos, infelizmente.

Por outro lado, é incontestável que os instrumentos de comando e controle, tão enaltecidos por muitos, não tiveram o condão de diminuir os efeitos da degradação do meio ambiente. Não fosse assim, o Código Florestal anterior, aliado a uma série de outras normas legais (Sistema Nacional de Unidades de Conservação, Lei da Mata Atlântica, etc.) teria sido responsável pela redução do desmatamento. Não foi, contudo, o que aconteceu.

Logo, torna-se necessário partir-se para uma nova era. Um tempo em que se passe a investir intensamente na valorização e na recompensa daqueles que realizam serviços ambientais.

A lógica é simples: em vez de simplesmente punir aquele que descumpre a legislação – o que, repita-se, revelou-se ineficaz – remunera-se quem preserva. É uma inversão total daquilo que sempre se praticou no Brasil. Em vez de “poluidor-pagador”, passa-se para a tônica do “protetor-recebedor”.

Iniciativas como essas vão desde a remuneração financeira aos pequenos proprietários rurais que preservam a vegetação que protege as águas, passando por incentivos tributários à preservação ecológica (IPTU verde, ICMS ecológico, redução de IPI para produtos ambientalmente sustentáveis, etc.), maior incentivo financeiro à criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), estímulo à comercialização de créditos de logística reversa e de cotas de reserva ambiental, entre outros.

Ganham as pessoas, ganha o meio ambiente e ganha a sustentabilidade.

Já está mais do que na hora de se reconhecer que a proteção do meio ambiente não é apenas uma fonte geradora de despesas, mas pode se tornar uma grande oportunidade para se obter recompensas financeiras efetivas, ao mesmo tempo em que se contribui para a melhoria da qualidade ambiental das presentes e futuras gerações.

*Artigo escrito por Marcelo Buzaglo Dantas, advogado, pós-doutor em Direito, consultor jurídico na área ambiental e membro das Comissões de Direito Ambiental da OAB/RJ e da Comissão Permanente de Direito Ambiental do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB. Também é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza e associado à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 20/01/15 2:46:33 PM
(Foto: Renato Rizzaro)

(Foto: Renato Rizzaro)

Uma simples pegada de animal encontrada na terra é um sinal importante para entender como está a situação ambiental de uma Floresta. Dependendo da espécie encontrada, pode ser um indicativo de que a área está em bom estado de conservação. Várias áreas adotadas pelo Programa Desmatamento Evitado, desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), apresentam registros frequentes desses vestígios: recentemente, houve registro da passagem de um puma no interior do Paraná.

Desde que foi criado, em 2003, o programa faz a ponte entre empresas interessadas em adotar áreas naturais e os proprietários dessas áreas. As empresas auxiliam financeiramente a propriedade apoiada, viabilizando ações de manejo que auxiliam na conservação do ambiente. A SPVS faz todo o acompanhamento técnico desse processo, elabora um plano de manejo para cada área, de acordo com suas peculiaridades e oferece orientação aos proprietários, para que eles mesmos se envolvam e sejam ativos na conservação da biodiversidade.

Além disso, faz visitas de monitoramento aos locais adotados. É durante essas visitas que muitas vezes os técnicos fazem registros dos “passeios” dos animais. “O interessante é que às vezes o proprietário fica tão entusiasmado com a ideia de ter aqueles animais vivendo na área que toma a iniciativa de instalar armadilhas fotográficas para fazer esse registro”, explica o Técnico Responsável pelo Programa, Marcelo Bosco Pinto.

A sensibilização dos proprietários com a questão ambiental também pode ser percebida pelo interesse do proprietário em ver suas áreas transformadas em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). Das 33 áreas apoiadas pelo Programa Desmatamento Evitado – que somam aproximadamente 5 mil hectares – 12 já são ou estão em processo de criação de RPPNs. “Para eles é um grande incentivo, pois podem ter aquela área conservada não apenas naquele momento, mas perpetuar a ideia para as futuras gerações”, comemora Marcelo.

O programa é um modelo de Pagamento de Serviços Ambientais (PSA), pois trabalha de forma direta com a conservação da biodiversidade. A parceria entre o proprietário e a empresa tem duração média de cinco anos. A maior parte das áreas adotadas está localizada no Paraná, além de algumas propriedades no estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com predomínio da formação de Floresta com Araucária.

Entre as recentes espécies encontradas pelos técnicos da SPVS nas áreas do Programa Desmatamento Evitado está o puma (Puma concolor), avistado no município de Palmeira (PR). Ele é o segundo maior felino das Américas e vive em uma grande diversidade de biomas, de áridos desertos a florestas tropicais. Animal de hábitos noturnos, um macho pode chegar a pesar 72 quilos e medir mais de dois metros de comprimento.

Outro animal observado, também no município de Palmeira, foi a lontra (Lontra longicaudis). Ela se desloca primordialmente através da água, tendo preferência por rios com alto fluxo de corrente. Constrói tocas em barrancos na beira do curso d’água, possui olfato apurado e se alimenta somente de peixes e crustáceos.

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no Blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 14/01/15 2:12:15 PM
(Imagem: Instituto GRPCOM)

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Uma pesquisa recentemente divulgada por Empresários do Setor Industrial do Paraná constatou que apenas 5,37% do treinamento da força de trabalho da Indústria no estado é proporcionada por Universidades. Isso quer dizer que a Universidade deixa de cumprir seu papel em relação ao giro constante e contínuo da Tríplice Hélice de Desenvolvimento, modelo que é fruto das intensas avaliações e estudos desenvolvidos para a implantação da Lei Estadual de Inovação do Paraná e que considera a relação de aproximação entre Empresas (em particular as Indústrias), o Governo e as Universidades na geração de Conhecimento Científico e Tecnológico centrado na Inovação para o desenvolvimento e o progresso.

De acordo com o modelo, o Governo deve dar o suporte (político ou financeiro) para a realização de projetos que permitam aproximação efetiva entre as Empresas e as Universidades, uma vez que as Empresas têm conhecimento de mercado e demanda de novas criações e as Universidades desenvolvem conhecimento teórico. Além disso, o modelo considera que nas Academias não existe pressão por apresentação de resultados positivos ou por garantir valor agregado, enquanto que nas Empresas qualquer falha no desenvolvimento de um produto significa prejuízo, perda de competitividade e obsolescência.

A Universidade, porém, deveria se preocupar mais em proporcionar a geração de conhecimento útil e necessário para promover a melhoria de vida das pessoas e para produzir desenvolvimento e progresso das nações. Outras de suas funções até poderiam ser relegadas, em dada medida, a um segundo plano; mas jamais poderia subverter sua obrigação com a realidade.

Na contramão dos exemplos de sucesso mundiais, há nas universidades brasileiras uma certa insistência em se repetir velhos erros, com uma tendência a se manterem reclusas nos “castelos das ciências”. Não realizam Extensão de forma intensa, não conversam com o mundo real, não reconhecem a Indústria ou o Comércio como parceiros para gerar conhecimento, esquecem sua contrapartida com a sociedade.

Como se em uma ilha vivesse, o mundo acadêmico conta suas próprias histórias tendo por pano de fundo as sempre seguras bases das Ciências. Não sustentável sob o ponto de vista da agregação de valor à sua produção, a Universidade nem sempre consegue conversar com o dinamismo e rapidez das Tecnologias que, em desenvolvimento contínuo, transformam diariamente o mundo.

É urgente entender que uma Indústria forte garantirá uma nação soberana. A manutenção de velhas práticas políticas (em nada inovadoras ou sem promover a simbiose com a sustentabilidade) obriga o Brasil a se manter subdesenvolvido em diversos setores. Não há progresso e desenvolvimento sem PDI (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), sem aproximação entre Indústria e Academia, sem relações estreitas entre Ciência e Tecnologia. Em tais relações consiste a sustentabilidade da Universidade.

PDI, Tríplice Hélice do Desenvolvimento, relações intensas entre Universidade e Indústria, conhecimento gerado em simbiose entre Ciência e Tecnologia, Pesquisa Aplicada para gerar o necessário desenvolvimento de produtos, serviços ou processos (que possam ser patenteados) são, inevitavelmente, caminhos a serem seguidos para garantir Sustentabilidade. Basta olhar para as grandes potências mundiais desenvolvidas.

*Artigo escrito por Carlos Magno Corrêa Dias, professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e coordenador do Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE)O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 05/01/15 3:55:16 PM
(Imagem: Instituto GRPCOM)

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A sustentabilidade está cada vez mais presente nas empresas e isso tem feito com que a disseminação do assunto seja maior. Todas as ações em prol desse objetivo são bem vindas, pois isso coloca o desenvolvimento, não só da organização, mas de toda uma sociedade em franco crescimento com o auxílio dos governos. O presidente e professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, Norman de Paula Arruda Filho, aborda a importância dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), proposto pela ONU, que visa criar uma rede que inspire os países a assumir metas de sustentabilidade e ajude a solucionar os problemas.

“Cada vez mais observo o fortalecimento do movimento do desenvolvimento local, em rede e colaborativo como o propulsor do desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) proposto pelas Nações Unidas abrem as portas para o processo de participação e integração de todos os setores na busca de um resultado sinérgico.  A tendência é de uma religação dos saberes desses diversos públicos para alcançar as diretrizes propostas pelos ODS e que orientam os próximos passos rumo à sustentabilidade do planeta”, coloca.

ODS

A criação dos ODS, inspirada nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), foi uma reivindicação de uma série de países, entre eles o Brasil, e especialistas em sustentabilidade às vésperas da Rio+20, realizada em junho de 2012, no Rio de Janeiro. Abaixo seguem os 10 objetivos:

- Acabar com a pobreza;

- Promover o crescimento sustentável e empregos;

- Educação para todos;

- Proteção dos direitos humanos;

- Saúde para todos;

- Agricultura sustentável;

- Cidades sustentáveis;

- Energia sustentável e mudanças climáticas;

- Biodiversidade sustentável;

- Boa governança.

*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, publicado também na 30ª Edição da Revista Perspectiva. O ISAE/FGV é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 17/12/14 10:53:47 AM
(Foto: Gabriel Borges)

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Ando pelo supermercado nesta época do ano e olho com carinho para as cestas de Natal e seus nomes pomposos, que tentam transmitir a variedade e qualidade dos produtos que acondicionam. Cesta, pra mim, é uma palavra que sugere surpresa e coisas gostosas. A cesta que Chapeuzinho Vermelho levava para a vovó, as cestas de piquenique e as cestas de café da manhã. A não ser que seja você a organizar o conteúdo, nunca se sabe exatamente o que estará na cesta, e isso me parece bom.

Durante muitos anos recebi cestas de Natal. Hoje este presente foi substituído por uma quantia em dinheiro que me dá a liberdade de comprar o que desejo ou preciso. Sou grata por este benefício e ele é muito bem-vindo, mas sinto falta das cestas.

“Ah – vocês vão falar – a gente pode comprar as coisas que estão na cesta e, talvez, pagar até mais barato. Além de não precisar ficar com a lata de pêssego em calda”. E qual a graça de escolher tudo sempre do nosso jeito? Quando a gente tem muita escolha, não tem muita surpresa. Acho que o imprevisível traz mais sentido à vida e nos faz pessoas mais criativas.

Lembro-me de abrir a cesta – que na verdade é uma caixa – e ir tirando dali o tal do pêssego, o panetone, o vidrinho de cereja, o saquinho de frutas cristalizadas. Até a lata daquele horrível composto de óleo de soja e azeite não atrapalhava o encanto pelo ritual. Nas cestas revivi as emoções da infância, quando tudo era novidade, pois nessa fase da vida temos pouco poder de escolha. E, ainda que eu doasse os produtos que não me agradavam – olha um bom efeito colateral – e outros me fizessem alterar as receitas planejadas para o fim de ano, nunca vi nisso um problema. Na verdade, é aí que vejo a criatividade.

“Cestas”, também, é como são chamados os kits de alimentos orgânicos que encomendei certa vez. Você paga um determinado valor mensal e o fornecedor entrega este kit na sua casa. Só se sabe o que vai vir alguns dias antes da entrega. Preferia nem consultar, para ter o prazer da surpresa. Numa dessas entregas veio um repolho enorme, lindo. Nunca compraria um repolho nas situações em que posso escolher o que levar. Para dar conta dele, tive que pensar em receitas com as quais não estava habituada. A criatividade não é um privilégio das indústrias criativas. Ela também está no cotidiano. Por exemplo, em decidir o cardápio pelo critério de: o que será que está prestes a vencer na geladeira?

Steven Johnson, especialista em inovação, em seu livro “De onde vêm as boas ideias”, chama isso de “possível adjacente”, o fato de criar de acordo com as limitações. Engana-se quem pensa que os limites prejudicam a criatividade. Na verdade eles ajudam, direcionam e afiam o nosso potencial criativo. Isso vale tanto para as decisões mais prosaicas, sobre quais pratos cozinhar, até para aquelas de maior efeito social, como a construção de incubadoras com peças de carros e motocicletas de ferro-velho, como exemplifica Johnson.

Acho que a certa dose de inesperado que existe na cesta também acontece com os sebos. Raramente entro neles para procurar uma obra específica. Me interessa saber o que aquele acervo de imponderável terá para me surpreender. E não, não é a mesma coisa que uma livraria. A constituição do mix de produtos – de livros – obedece a lógicas diferentes, ainda que se trate tudo de lógica de mercado.

Hoje é muito fácil ter ou fazer exatamente aquilo que a gente quer e, às vezes, isso é realmente útil. Por outro lado, acho que o não-saber e o não-escolher nos proporcionam momentos muito ricos – e com riscos, evidentemente. Entre especificar aquilo que você quer ganhar de Natal e deixar que a pessoa presenteie com o que ela acha que combina contigo – mesmo que erre absurdamente – qual sua preferência? Eu voto na surpresa. Sem um pouco de acaso, a vida não tem sentido.

*Artigo escrito por Adriana Baggio. Publicitária, Adriana está concluindo doutorado em Comunicação e Semiótica e é professora do Centro Universitário Internacional Uninter, que é uma instituição associada ao Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 15/12/14 2:22:55 PM
(Imagem: Pixabay)

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Inicialmente apresentado em duas propostas diferentes, o acordo setorial das lâmpadas, que foi recentemente aprovado, é resultado da discussão realizada entre os setores proponentes da análise pelo Ministério do Meio Ambiente e da devida consulta pública, realizada entre as datas de 15 de setembro e 15 de outubro, ambas desse ano.

A sua aprovação oficial ocorreu no dia 27 do mês de novembro, quando a ministra do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, se reuniu com as entidades representativas do setor para realizar a assinatura do acordo que passará a estabelecer a logística reversa do segmento. Desta forma, o setor da cadeia produtiva de Lâmpadas (fluorescentes; de vapor de sódio e mercúrio; e de luz mista) passará a integrar o restrito rol daqueles segmentos que já firmaram um acordo setorial de logística reversa. O acordo, que tem validade de dois anos, poderá ser revisto antes da sua renovação, a fim de incorporar os ajustes que se mostrarem necessários.

Conforme bem se explicou em outra oportunidade, em artigo intitulado “A logística reversa e os acordos setoriais” (já publicado nesse blog em 03/11/2014), a instrumentalização dos planos de logística reversa por meio de acordos setoriais está claramente prevista e regulada, respectivamente, pela Lei n. 12.305/10 e pelo Decreto n. 7404/10. Nesse sentido, a adesão aos acordos, que apresentam um rol de responsabilidades individualizadas e encadeadas, não só pode isentar os seus participantes da obrigação de apresentar um plano de logística reversa individual ao MMA, como também pode reduzir, de certa forma, a possibilidade da responsabilização das empresas mediante prováveis passivos ambientais.

A aprovação de mais um acordo setorial demonstra essa tendência, bem como o crescente fortalecimento da Lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que em breve começará a demonstrar a sua eficácia. Assim, é importante ressaltar que o desconhecimento da responsabilização coletiva não poderá isentar a falta de ação dos participantes da cadeia produtiva daqueles produtos que necessitem de logística reversa especial. Assim, não só a adesão aos acordos se mostra essencial, mas também o acompanhamento do processo de elaboração e de execução desses planos de logística reversa, pois, quando assinados, os acordos que possuírem abrangência nacional deverão ser respeitados por todos aqueles participantes do setor representado.

Assim, parece importante reiterar que a destinação ambiental adequada dos resíduos e o retorno dos produtos aos seus fabricantes/importadores – por meio dos planos de logística reversa – não representa somente um substancial ganho ambiental, porquanto a prática de um eficaz sistema de logística reversa poderá melhorar, inclusive, a imagem da empresa perante o mercado consumidor.

*Artigo escrito por Guilherme Berger Schmitt, mestre em Ciências Jurídico-Políticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e advogado associado à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 15/12/14 10:56:09 AM
(Foto: SPVS)

(Foto: SPVS)

O Programa Condomínio da Biodiversidade – ConBio, desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), vem atuando no município de Campo Largo com o objetivo de orientar os proprietários de áreas naturais quanto ao manejo correto da flora e da fauna e uso do solo, além de incentivar práticas conservacionistas. O trabalho, que começou em 2013, tem parceria com a Prefeitura Municipal de Campo Largo e é financiado pela Fundação Caterpillar, com apoio da Pan American Development Foundation (PADF).

Profissionais da SPVS realizaram visitas técnicas em mais de cem propriedades particulares e 1.200 mudas de espécies nativas da Floresta com Araucária foram doadas para enriquecimento e restauração florestal.  Das áreas visitadas, 35 têm potencial para serem transformadas em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), unidades de conservação privada criada para proteger a biodiversidade do local. O município possui duas delas, mas tem potencial para muitas mais.

E o incentivo às práticas conservacionistas não parou por aí. Durante o ano de 2014, com o apoio da Secretaria de Educação de Campo Largo, o ConBio realizou um estudo de percepção ambiental com professores e alunos da rede municipal e ofereceu um curso de formação em Educação para Conservação da natureza à todos os educadores do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.

O resultado foi uma onda de consciência ambiental que tomou conta de crianças de todas as idades. Com as visitas às áreas naturais realizadas em locais próximos, as atividades recreativas relacionadas às árvores e a percepção na prática da importância de conservar, os alunos se tornaram disseminadores da questão ambiental, falando sobre isso com pais e conhecidos.

Apresentação dos resultados do projeto e próximos passos

Na semana passada, a SPVS e a Prefeitura de Campo Largo promoveram o 1º Encontro de Proprietários de Áreas Naturais em Campo Largo. No evento, foi possível apresentar os resultados desses dois anos de atuação, trocar experiências entre os envolvidos e falar sobre o que vem pela frente. Cerca de 50 pessoas, a maioria proprietários, se reuniram no Gabinete da Prefeitura Municipal.

Segundo Betina Ortiz Bruel, técnica do ConBio, essa foi a primeira vez que os proprietários de Campo Largo se reuniram, o que é benéfico para eles. “A exemplo de Curitiba, onde há até uma associação de proprietários, queremos que os de Campo Largo também encontrem e compartilhem problemas, soluções e experiências. Isso gera fortalecimento e é o primeiro passo para que o município se destaque na conservação”, explica.

As parcerias entre poder público, terceiro setor e sociedade são fundamentais para o sucesso de iniciativas em conservação da natureza e Campo Largo está à frente, na direção de se tornar um modelo para outros municípios.

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no Blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 12/12/14 2:12:31 PM
(Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo )

(Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo )

Alguns de vocês já devem ter ouvido falar das Cidades Criativas, não é mesmo? Mas abordar este tema nem sempre é fácil pois cada corrente teórica aponta para uma direção diferente. Por isso, ao escrever este primeiro artigo sobre o tema, optei por priorizar dois aspectos: o ecossistema urbano e as classes criativas que ali estão. Desejo a todos uma boa leitura.

De um modo abrangente, o conceito vinculado à cidade criativa vem sendo desenvolvido por alguns autores, sob aspectos que vão desde as pequenas propostas urbanas, como por exemplo um mobiliário urbano, até as grandes intervenções, que envolvem reocupação e revitalização de áreas urbanas degradadas. Se considerarmos estas perspectivas podemos dizer que uma cidade que contém algum ou vários desses elementos, é uma cidade criativa.

Para a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) o significado de Cidades Criativas está diretamente relacionado ao funcionamento econômico e social de uma cidade. E é na cidade onde as pessoas desenvolvem suas atividades econômicas, sociais, culturais e também seu potencial criativo. Sob este ponto de vista socioeconômico e cultural, todas estas iniciativas compõe o ecossistema urbano e criativo, fazendo com que uma cidade seja criativa.

E o funcionamento de um ecossistema urbano só ocorre por meio da realização de ações integradas entre os diversos atores sociais, por exemplo, público, privado, sociedade civil e universidades. Estas ações devem de um lado estimular a criação de arranjos, relações sociais e espaços apropriados onde os profissionais criativos tenham condições de desempenhar suas atividades econômicas e de outro lado, oferecer um ambiente propício para que haja o consumo e a fruição destes produtos ou serviços originários da criatividade.

Nesta perspectiva dos arranjos que se formam dentro do ecossistema se torna estratégico o investimento e o apoio às micro e pequenas iniciativas que, em geral, já estão acontecendo nos espaços urbanos. O desafio para a maioria das cidades: onde estão e quais são estas iniciativas?

Esta preocupação tem ocupado a pauta de diversas cidades pelo mundo pois estas já despertaram acerca da importância deste setor criativo para o sistema econômico local. Um primeiro passo é o diagnóstico, e elas já estão investindo em pesquisas para o levantamento de dados e informações acerca do perfil destes profissionais que compõe as chamadas classes criativas, que em geral, pertencem aos setores econômicos vinculados a serviços.

Com estes dados em mãos será possível construir programas e projetos que atendam as demandas e as necessidades destas categorias profissionais, para que seja possível atraí-los e retê-los, e é claro, como consequência este movimento irá fortalecer a economia da cidade.

*Artigo escrito por Schirlei Mari Freder, conselheira no CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 11/12/14 11:29:56 AM
(Imagem: Instituto GRPCOM)

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Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) foram definidos em 2000, durante a reunião de Cúpula da ONU, onde líderes de 191 países assinaram um pacto para acabar com a fome e a extrema miséria até 2015. Como o prazo está próximo, há cerca de um ano começaram as negociações para a criação de uma agenda de desenvolvimento pós-2015, com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Um grupo de trabalho formado por representantes de 70 países está se reunindo periodicamente para debater as necessidades comuns dos 193 países que integram a ONU, com base nas consultas públicas realizadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo o embaixador Mário Mottin, coordenador da área de desenvolvimento sustentável no Ministério das Relações Exteriores, que faz parte deste grupo de trabalho, os ODM têm foco no desenvolvimento humano e a proposta dos ODS está focada no desenvolvimento sustentável no sentido mais amplo.

A proposta de 17 objetivos e 169 metas ainda passará pela reunião de Cúpula da ONU, em setembro de 2015, antes de entrar em vigor a partir de 2016.

Conheça abaixo a proposta dos 17 ODS:

1 – Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;

2 – Acabar com a fome, alcançar segurança alimentar e melhorar a nutrição, e promover a agricultura sustentável;

3 – Garantir vida saudável e promover o bem-estar para todos em todas as cidades;

4 – Garantir educação inclusiva e de qualidade e promover oportunidades de aprendizado ao longo da vida para todos;

5 – Alcançar igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e crianças;

6 – Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos;

7 – Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e moderna para todos;

8 – Promover crescimento econômico sustentável e inclusivo e emprego produtivo, decente e completo para todos;

9 – Promover a industrialização sustentável, infraestrutura resiliente e promover a inovação;

10 – Reduzir a desigualdade entre os países e em todos os países;

11 – Tornar as cidades e os aglomerados humanos inclusivos, seguros, resistentes e sustentáveis;

12 – Certificar (ou garantir) os padrões de consumo e produção sustentáveis;

13 – Tomar medidas urgentes para combater as mudanças climáticas e seus impactos;

14 – Conversar e promover o uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;

15 – Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, a gestão sustentável das florestas e o combate à desertificação, bem como deter e reverter a degradação do solo e a perda da biodiversidade;

16 – Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis;

17 – Fortalecer mecanismos de implementação e revitalizar parcerias em nível global para o desenvolvimento sustentável.

*Artigo escrito pela equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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