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Enviado por InstitutoGRPCOM, 20/08/14 4:00:30 PM
(Foto: Arquivo SESI-PR)

(Foto: Arquivo Prati-Donaduzzi)

Neste mês de agosto, as ações do Movimento Nós Podemos Paraná estão voltadas para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 4 (Reduzir a Mortalidade Infantil), pois no dia 24 é comemorado o Dia da Infância. O Movimento, articulado pelo SESI com o apoio de diversas instituições paranaenses, incentiva a realização de ações e projetos que contribuam para o alcance dos ODM.

Um dos exemplos fomentados pelo Movimento Nós Podemos Paraná é o programa Gestação Segura, realizado pela indústria Prati-Donaduzzi, de Toledo, para incentivar o pré-natal e os cuidados com o recém-nascido das suas colaboradoras e esposas de colaboradores. São realizados encontros semanais onde as gestantes recebem informações, orientações e oportunizam a troca de experiências sobre a gestação.

O programa é composto por 12 módulos, totalizando 24 horas, divididos em diversos temas, como maternidade, paternidade, direitos e deveres da gestante no trabalho, plano de saúde, aspectos psicossociais, parto, pós-parto, cuidados com o recém-nascido, entre outros. Além das palestras é realizado o acompanhamento domiciliar no período do pós-parto.

O Gestação Segura conta ainda com um grupo de voluntários do Corpo de Bombeiros, Banco de Leite e odontólogos. Desde a criação, em 2005, o programa já atendeu cerca de 2.100 gestantes.

*Artigo escrito pela equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/08/14 4:11:24 PM
(Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

Claro que esse é um resultado esperado, e certo, da Copa do Mundo que aconteceu em nosso país. Talvez devêssemos refletir com profundidade, por que perdemos para a Alemanha? Como perdemos e o que poderíamos usar desta derrota para evoluir enquanto país?

Em 2013, passei 60 dias na Alemanha, como moradora de lá. Aluguei uma casa e um carro, e fiquei numa pequena cidade da Bavária chamada Ansbach. Desde então, a probabilidade da Alemanha vencer a Copa já existia, pois víamos a organização deles enquanto país e com o time já escalado.

Quando nos lembramos do placar 7×1, certamente temos que verificar onde estão estes golaços.

1º – A educação pública – apenas pública – dada para as crianças desde tenra idade tem como objetivo a disciplina de estudar muito, pesquisar muito, ficando na escola das 8 às 16:h30, todos os dias. Pensemos então, como é nossa educação e os princípios básicos que a norteiam?

2º – A educação no trânsito. Na Alemanha não existe guarda de trânsito. Há placas que são seguidas com extremo rigor. Nas estradas interestaduais você anda sempre no mínimo 80 km por hora, e a velocidade máxima é o que seu carro tem. Em cada pista existe uma sincronia entre os carros, delimitando quem anda na direita ou na esquerda. Quando encontramos uma placa sinalizando algo na estrada, é impecável a diminuição imediata da velocidade. Isso, sem nenhuma supervisão. Se você ligar o pisca-pisca, o cidadão vai ceder o lugar ou diminuir a velocidade para você entrar tranquilamente na rua que deseja. E nosso trânsito? Como é? Basta pensar na faixa de pedestre e na soberba de quem está dentro do carro.

3º – Sobre a educação social e organização, basta observar uma construção de uma residência desde o plainar da terra, até o final da obra. Tudo está em seu devido lugar impecavelmente organizado. O asfalto em frente à obra é lavado todos os dias, antes dos trabalhadores irem embora, em respeito aos vizinhos. Basta pensar como são as construções em nosso país e como ficam os arredores dos espaços em construção.

4º – Comunidade organizada. Na Alemanha, você vê flores e jardins em áreas públicas, muito bem cuidadas. Fomos averiguar quem cuidava, se era a prefeitura do lugar, ou se existia algum outro processo. Descobrimos que na cidade, existem equipes voluntárias que zelam pelos espaços e que, na frente das casas, quem cuida é o proprietário. Se fizermos um paralelo com nosso país, diagnosticamos que aqui tudo é obrigação do poder público, até os capins que nascem do lado de fora do muro da nossa casa.

5º – Responsabilidade social. Descobrimos também que nas cidades menores, com cerca de 30 mil moradores, não existe pessoas empregadas como bombeiros. Existe um grupo de voluntários que se organiza e fica pronto para qualquer atendimento. O caminhão e tudo que é necessário ficam num espaço aberto, sem trancas, e todos sabem o que fazer em caso de alerta (com o som específico). Em nosso país, as cidades menores ficam sem nenhum atendimento, pois esperam que o poder público o faça.

6º – Em todas as ruas que você anda, grandes, pequenas, próxima de sítios ou cidades, existe sistema de escoamento de água. No bueiro é colocada uma tela que separa todas as folhas, para que não suje o rio onde a água vai desembocar. Aqui, além das folhas, o lixo é lançado às águas sem respeito algum pela natureza.

7º – A sustentabilidade em pequenas atitudes é o que gera um país sem problemas com resíduos sólidos e lixo orgânico. Em várias residências observamos a reciclagem dos orgânicos sendo feita com pequenas estruturas de plástico e o resto – adubo, chorume, as sobras – é tudo usado nas plantas das próprias residências.Em vários lugares, vimos galões enormes para depositar papel, latas, isopor e roupas velhas, inclusive. Há lugares específicos para vidros, que são separados por cor. Os materiais recolhidos pelas famílias são destinados para a reutilização, já as roupas velhas são doadas aos países mais pobres. As garrafas de cerveja e as garrafas de água são devolvidas nos supermercados, pois ao comprá-las você paga um valor que é ressarcido somente na devolução. Aqui em nosso país, o que reciclamos e como reciclamos?

O nosso gol, quem sabe poderia ser agraciado pelos nossos políticos, com sua maneira obscura de governar, com seu ímpeto pelo poder e pela falha com relação à ética e a coletividade.

*Artigo escrito por Esther Cristina Pereira, diretora da Escola Atuação e diretora de ensino fundamental do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 14/08/14 4:47:08 PM
(Foto: Arquivo SPVS)

(Foto: Arquivo SPVS)

A partir deste mês, o mel da abelha nativa sem ferrão Jataí, natural da Mata Atlântica, começa a ser vendido para todo o Paraná. A novidade promete agradar os apreciadores da opção e representa uma grande conquista aos produtores da Acriapa (Associação de Criadores de Abelhas Nativas da APA de Guaraqueçaba), criada em 2007 com o apoio técnico da SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental), para promover alternativas que aliem geração de renda aos moradores locais à conservação da biodiversidade. Por ano são produzidos, no máximo, 60 quilos de mel (máximo de um quilo por comunidade de abelhas), fato que diferencia o produto e o faz ser altamente valorizado pela gastronomia.

O mel da Jataí é o único oriundo de abelha nativa do Estado que pode ser comercializado legalmente por contar com o reconhecimento do Serviço de Inspeção do Paraná/ Produtos de Origem Animal (SIP/POA).

Com a venda, os produtores – que moram em Áreas de Proteção Ambiental (APA), nas reservas Morro da Mina, Rio Cachoeira (em Antonina) e Serra do Itaqui (em Guaraqueçaba) – serão beneficiados pelo trabalho que realizam e incentivados a melhorar a produtividade e o envolvimento com o projeto. Atualmente, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e a PADF (Pan American Development Foundation), financiam a iniciativa. 

Trajetória Ascendente

Em 2013, o mel da Acriapa entrou no circuito da alta gastronomia, ao ser utilizado na elaboração de pratos da chefe de cozinha, Manu Buffara. Em maio, ela reuniu convidados, jornalistas, membros da SPVS, do governo do Estado, empresários e associados da Acriapa em seu restaurante, em Curitiba (PR), para um jantar. Na elaboração dos pratos, utilizou os variados tipos de mel produzidos pelas abelhas nativas Jataí, Uruçu-amarela, Tubuna e Mandaçaia – todas cultivadas pela associação.

Na época, comercializar a produção da Jataí ainda era um sonho da Acriapa. Em novembro do mesmo ano, a expectativa virou realidade graças à criação da Coopercriapa, responsável pelo envasamento, processamento e venda. A prefeitura de Antonina forneceu o alvará de funcionamento para comercializar a produção, e a unidade de beneficiamento tornou-se a única do Paraná a receber a chancela.

Para o futuro, a Coopercriapa espera mobilizar mais produtores e aumentar a produção do mel da Jataí, sempre priorizando a qualidade dos produtos, a conservação da região e o cuidado com as abelhas. A cooperativa também trabalha atualmente para conquistar a licença de venda dos méis das outras abelhas. 

Meliponicultura 

Apesar de já praticada por povos indígenas, a produção de mel e extrato de própolis de abelhas nativas era uma atividade pouco explorada em Antonina e Guaraqueçaba até a organização da Acriapa.

Por serem menores, as abelhas nativas polinizam flores que as africanizadas, que são espécies exóticas, não conseguem. Os enxames se organizam em garrafas do tipo pet e posteriormente são transferidos para caixas racionais produzidas por marceneiros da região, com madeira legalizada. Como as abelhas costumam viver em colônias, em espaços ocos de diversas espécies de árvores, o método evita que elas sejam derrubadas para a retirada dos enxames. 

Você Sabia?

Em todo o mundo são conhecidas aproximadamente 400 espécies de meliponíneas. No Brasil, existem cerca de 250, e 35 destas são encontradas apenas no Paraná.

Abelhas são insetos de importância vital para a manutenção das áreas naturais. Estudos revelam que elas são responsáveis pela polinização de até 80% das espécies florestais. No entanto, muitas estão ameaçadas de extinção e a meliponicultura também trabalha como facilitadora para a conservação da espécie.

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no Blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 06/08/14 3:57:47 PM
(Imagem: pixabay.com)

(Imagem: pixabay.com)

É constatado, com preocupação, que as Universidades, de forma geral, pouco utilizam os benefícios fiscais existentes para financiar a geração de produtos, processos ou serviços para um novo modelo de produção e consumo sustentáveis que objetivem o progresso de nossa Nação e a melhoria de vida da população Brasileira.

De acordo com recentes Relatórios do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) verificam-se contradições diversas quanto à aplicação da Lei do Bem para a concessão de Benefícios Fiscais visando investimentos em pesquisa e desenvolvimento em nosso país. Tal situação é mais grave nas Universidades, pois, atualmente, o Brasil tem cerca de 80% de seus pesquisadores lotados ou nas universidades ou em setores públicos (Institutos de Pesquisa) que geram, por sua vez, perto de 3% da produção mundial de artigos científicos publicados; possui um elevado índice de investimento em pesquisa (um pouco mais de um por cento do PIB). Além disso, a inovação está em fase embrionária e tem uma pequena (mínima) produção de patentes, propriedades industriais e propriedades intelectuais tanto no campo da sustentabilidade quanto em outras distintas áreas.

Diante do quadro evidenciado são solicitadas mudanças na academia para uma maior apropriação dos Benefícios Fiscais existentes atualmente. Soluções, então, passam a ser estudadas; porém, muitas são as condições que justificam a razão dos desperdícios em referência. Todavia, a necessidade instituída nas universidades brasileiras de se produzir incessantemente artigos científicos sem a correspondente obrigatoriedade com a geração de produtos, processos ou serviços possa ser, invariavelmente, o motivo mais determinante.

Deve-se chamar a atenção para o fato que o atual processo de PDI (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) no Brasil se apresenta dissociado da função principal que exige pesquisa associada, necessariamente, ao desenvolvimento de produtos, processos ou serviços (condicionados, também, pela inovação e sustentabilidade) para a geração dos exigidos registros de patentes, propriedades intelectuais e propriedades industriais.

Tanto a inovação quanto a sustentabilidade geram valor agregado. As patentes, propriedades intelectuais e propriedades industriais geradas com base na sustentabilidade e na inovação saltam do intangível, transformando-se em valor econômico e financeiro que passa a ser incorporado pelos meios de produção. Surge nesse processo uma nova ordem mundial da qual o Brasil, por meio de suas Universidades, não pode ficar de fora sob pena de manter vinculações estritas com o subdesenvolvimento.

A não geração dos correspondentes bens que obriguem os necessários registros por parte das Universidades tem contribuído, em dada medida, para a estagnação do país em vários campos e vem determinando, também, o retrocesso em inúmeras áreas que progridem constante e continuamente em função da inovação e da sustentabilidade.

Mas, as Políticas Governamentais continuam a incentivar a inovação e a sustentabilidade em diversos campos pela oferta de linhas de empréstimos subsidiadas, pelo repasse de recursos a Fundo Perdido (promovidos pelas Leis de Inovação, por exemplo) ou pela concessão de específicos Incentivos Fiscais.

Dada a autonomia das Universidades estas poderiam, então, reverter o quadro em consideração acessando mais intensamente os correspondentes benefícios disponibilizados desde que tenham como contrapartida o compromisso de gerar produtos, processos ou serviços registráveis para a melhoria de vida da população e para o desenvolvimento sustentável.

Os caminhos estão sinalizados e as Universidades são solicitadas a seguirem os passos da inovação e da sustentabilidade no sentido referenciado.

*Artigo escrito por Carlos Magno Corrêa Dias, professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e conselheiro do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) no Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 04/08/14 5:11:08 PM
(Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

(Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Comemorado em 28 de agosto, o Dia Nacional do Voluntariado é uma oportunidade para agradecer, valorizar e estimular aqueles que cumprem um papel importante na entidade: os voluntários e voluntárias que doam tempo e talento sem olhar a quem.

Os voluntários que estão perto, longe, aqueles que fazem trabalho presencial ou os que se dedicam de forma online, todos merecem ser lembrados, principalmente em datas comemorativas como a do dia 28. Por isso, o Centro de Ação Voluntária de Curitiba (CAV), dá algumas dicas de iniciativas que as instituições sociais podem promover para homenagear seus voluntários. Afinal, ainda estamos no começo de agosto, então dá tempo de se preparar!

Se as pequenas ações são as que marcam na memória, que tal um encontro com os voluntários de sua instituição? Concilie a agenda para que todos estejam presentes, acompanhado de uma palestra, uma conversa, que transmita toda a gratidão da entidade pelo trabalho doado por eles.

Outra ideia é enviar mensagens para os voluntários, homenageando-os pela data. Se forem personalizadas melhor: o coordenador de voluntários pode relembrar as incríveis histórias e desafios de cada voluntário. Outra sugestão é espalhar recados e frases pela entidade, a fim de informar ao público beneficiado que naquela ONG os voluntários são essenciais e grandes apoiadores da causa.

Sugestões de frases para os cartazes:

- “Aqui tem voluntários transformadores! Obrigado por doar tempo e talento para nossa instituição!”

- “Voluntário! A cereja do bolo!”

- “Nossa entidade conta com voluntários que transformam o mundo!”

- Voluntário! O que você FAZ transforma o mundo!

- Voluntário: o fermento do nosso pão!

Agradecendo e valorizando é que se estimula para um voluntariado duradouro! 

*Aline Vonsovicz é jornalista voluntária do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 01/08/14 2:37:29 PM
(Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo)

(Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo)

Publicada recentemente no Diário Oficial da União, em 25 de julho deste ano, a Resolução de n. 462/2014 do CONAMA estabelece os procedimentos relativos ao licenciamento ambiental de empreendimentos de geração de energia elétrica a partir de fonte eólica em superfície terrestre. Alterando o artigo 1º da Resolução n. 279/2001, elaborada pelo mesmo órgão, a nova norma retirou a regulamentação das usinas eólicas do alcance da antiga norma genérica, especificando, no decorrer do seu texto, os procedimentos gerais para o licenciamento ambiental desta específica classe de empreendimentos de geração de energia.

O destaque da norma se deve, em grande parte, à possibilidade de aplicação de um procedimento de licenciamento ambiental simplificado, do qual poderão se beneficiar os empreendimentos eólicos considerados de baixo impacto ambiental, dispensando, desta forma, as tradicionais exigências do EIA/RIMA (art. 3º, § 2º). A caracterização do grau do impacto ambiental, que ficará a cargo do próprio órgão licenciador, deverá levar em conta aspectos como o porte, a localização e o baixo potencial poluidor da atividade em vista (art. 3º, caput).

Desta forma, os empreendimentos que se encontrarem suscetíveis ao procedimento simplificado deverão ser objeto, somente, de relatórios descomplicados, podendo o órgão licenciador, inclusive, atestar a viabilidade ambiental, aprovar e autorizar a localização e a implantação do empreendimento em uma única etapa, emitindo diretamente a licença de instalação, resguardando, porém, a necessária apresentação de medidas de controle, amenização e compensação de possíveis impactos ambientais (art. 5º, Parágrafo único). A participação pública não será, contudo, descartada, pois sempre que o órgão licenciador entender necessário, Reuniões Técnicas Informativas deverão ser realizadas, à custa dos empreendedores, para a apresentação e discussão dos estudos ambientais e das demais informações que se mostrem pertinentes, garantindo, assim, a consulta e a colaboração pública (art. 6º).

Merece destaque também, mesmo sendo incompatível com a natureza célere que busca a norma, a exigência de apresentação de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), além da realização de audiências públicas, por parte dos empreendimentos que não sejam categorizados como empreendimentos de baixo impacto ambiental. Podemos citar, por exemplo, a necessidade de apresentação de EIA/RIMA por parte daqueles que pretendam realizar intervenção em dunas ou mangues (art. 3º, § 3º, I), no bioma Mata Atlântica (art. 3º, § 3º, II) ou em Zona Costeira (art. 3º, § 3º, III). Portanto, se enquadrados nas situações previstas no parágrafo 3º, do artigo de mesmo número, os empreendimentos, de pronto, serão descartados da caracterização de intervenção de baixo impacto ambiental. Ponto negativo, portanto, pois o grau de impacto ambiental não está, necessariamente, atrelado à intervenção em área de preservação permanente, que ainda pode ser mínima, se realizada em consonância com o princípio da prevenção.

De modo geral, a simplificação dos processos de licenciamento destas atividades de baixo potencial poluidor deve agradar, pois, como bem coloca a própria norma, esses empreendimentos podem desempenhar um importante papel na contribuição para uma matriz energética nacional mais limpa, contribuindo, inclusive, ao cumprimento do compromisso – embora voluntário – de redução das emissões de carbono assumido pelo Brasil na Política Nacional sobre Mudança do Clima – PNMC.

Artigo escrito por Guilherme Berger Schmitt, mestre em Ciências Jurídico-Políticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e advogado associado à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 28/07/14 2:33:32 PM
(Imagem: pixabay.com)

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É bem comum ouvirmos aquela expressão: “passamos mais tempo na empresa do que com os nossos familiares”. Como esta frase é verdadeira – já que passamos, diariamente, cerca de oito a 10 dez horas no ambiente de trabalho –, é evidente que acabamos cultivando grandes relações de amizade, bem como nos deparamos com muitos casos de casamentos entre os colegas de trabalho. O mundo corporativo faz parte das nossas relações sociais. Apesar de a etiqueta empresarial orientar para que não haja envolvimento familiar no ambiente de trabalho, em alguns aspectos, eu discordo.

Os seres humanos são diferentes uns dos outros, felizmente, pois eu diria que aí é que reside a criatividade e a possibilidade de vermos diferentes situações em diversos ângulos. O profissional de sucesso saberá conduzir as suas relações afetivas sem que estas interfiram nas relações de trabalho. Uma vez que somos bastante emotivos e sensíveis, o melhor é que o familiar fique em outro departamento, e sem vínculo de subordinações ou relações hierárquicas.

Também são comuns as relações de amizade que, muitas vezes, interferem nas atividades diárias, principalmente quando estes amigos acabam por alguma situação entrando em relação conflituosa. No mundo empresarial, enfrentamos diariamente problemas entre as pessoas e o trabalho. As tarefas em si normalmente são simples e de fácil entendimento. Quando a empresa tem claro o seu planejamento estratégico e a liderança transmite com clareza para as suas equipes de trabalho os objetivos a serem perseguidos e atendidos, teoricamente estaria resolvido.

Porém, sabemos que não é bem assim. Por algum motivo as pessoas tendem a complicar. Principalmente quando as equipes de trabalho não se entendem, ou somente uma única pessoa não acredita no que foi planejado e começa a discordar. Os que gostam desta pessoa tomarão o seu partido, e os que não gostam, por vezes vão excluí-la, e se este profissional for de suma importância na execução da atividade, já está sendo desenhado o fracasso do projeto.

Podemos discorrer várias situações, porém, quando as pessoas cultivam a fofoca, e passam a falar mal de um setor e de outro, será difícil a missão do gestor de conseguir concretizar as necessidades da organização. Por isto, a importância do líder, não pela voz de comando “eu mando e você obedece”, mas para entender as necessidades do time de trabalho e buscar a harmonia entre as pessoas, bem como entre os setores. O gestor tem que ser o facilitador.

Por isso, é bem importante que haja consciência de que a cultura organizacional está mudando, buscando no mercado profissionais que tenham facilidade em se relacionar com pessoas, além da capacidade técnica. Se ele tem um bom currículo, quando se fala em desenvolvimento educacional formal, e excelente comportamento humano e relacional, mas pouca habilidade técnica, este é o talento perseguido pelos profissionais de recrutamento. Este profissional, com certeza, tem um perfil flexível, o que nos remete a inferir que também terá facilidade no aprendizado, porque está aberto para os novos desafios e aprendizados, o que leva a ter uma postura de fácil relacionamento com as demais pessoas.

Não parece tão complicado as pessoas mudarem suas posturas dentro das organizações. Se lutarem para que estas mudanças aconteçam, com certeza as relações no ambiente de trabalho serão afetivas emocionalmente ou profissionais, dependendo da exigência da situação. Estaremos, assim, construindo um ambiente sustentável, prazeroso e harmônico.

*Artigo escrito por Maria Tereza F. Ribeiro, diretora de Recursos Humanos do Grupo UNINTER, que é uma instituição associada ao Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 21/07/14 11:06:10 AM
Objetivo da iniciativa é divulgar os avanços e desafios para o alcance das metas do milênio no Paraná (Imagem: Divulgação)

Objetivo da iniciativa é divulgar os avanços e desafios para o alcance das metas do milênio no Paraná (Imagem: Divulgação)

O Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo Sesi no Paraná e diversas  instituições paranaenses, realizará de 2 a 9 de agosto a Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade. O evento foi criado no dia 9 de agosto de 2004 para lembrar o trabalho realizado pelo sociólogo Betinho e a sua morte. Nesta ocasião, foi criado o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade. O objetivo da Semana é incentivar ações que mobilizem a sociedade a trabalhar em prol dos ODM e divulgar os avanços e desafios deste trabalho que mobiliza os três setores da sociedade.

Em Curitiba, as atividades iniciarão no dia 02 de agosto, a partir das 9h, na Praça Rui Barbosa. Serviços, ações recreativas e culturais fazem parte da programação. As instituições também podem colaborar realizando ações tanto para o seu público interno quanto externo.

Abaixo você confere algumas atividades que podem ser realizadas durante a Semana Nacional:

ODM 1 – Acabar com a fome e a miséria

- Praticar a alimentação saudável;

- Diminuir o desperdício de alimentos e cultivar hortas;

- Campanhas de arrecadação de alimentos, agasalhos;

- Apoiar empreendimentos solidários.

ODM 2 – Educação básica de qualidade para todos

- Estimular que as crianças permaneçam na escola;

- Divulgar cursos gratuitos, presenciais e a distância, oferecidos em diversas instituições;

- Acompanhar o cotidiano escolar dos seus filhos;

- Participar da Associação dos Pais, Mestres e Funcionários (APMF).

ODM 3 – Igualdade entre os sexos e valorização da mulher

- Campanha de sensibilização e combate à violência doméstica e abuso sexual;

- Promover ações de equidade de gênero dentro das empresas e instituições;

- Incentivar políticas de equiparação salarial.

ODM 4 – Reduzir a mortalidade infantil

- Estimular o aleitamento materno;

- Apoiar campanhas de vacinação; pré-natal e adoção de crianças.

- Incentivar a alimentação saudável.

ODM 5 – Melhorar a saúde das gestantes

- Disseminar programas de prevenção à gravidez na adolescência;

- Incentivar a realização do pré-natal;

- Estimular o uso de métodos contraceptivos;

- Incentivar o parto normal.

ODM 6 – Combater a AIDS, Malária e outras doenças

- Apoiar campanhas contra a dengue; prevenção ao câncer de mama, próstata, tuberculose, hanseníase e outras doenças.

ODM 7 – Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente

- Adotar medidas para separação do lixo e sua correta destinação;

- Diminuir o uso de utensílios descartáveis e o uso excessivo de papel;

- Reduzir o consumo de água e energia elétrica;

- Praticar a carona solidária;

- Utilizar meios de transporte alternativo.

ODM 8 – Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento

- Promover campanhas de arrecadação de roupas e livros;

- Realizar exposições e concursos artísticos, música e dança;

- Participar do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós Podemos Paraná;

- Promover e realizar trabalho voluntário transformador.

Relembre: os ODM foram definidos em 2000, durante a Reunião de Cúpula da ONU, onde líderes de 189 países assinaram um pacto para eliminar a fome e a extrema miséria até 2015.

Para mais informações acesse o site: www.nospodemosparana.org.br

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/07/14 3:42:34 PM
(Imagem: pixabay.com)

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Durante séculos a sociedade, economia e política se organizaram em torno dos recursos materiais, como terra, ouro ou petróleo, que por serem tangíveis se consomem com o uso e são finitos. E essa finitude criou uma economia da escassez, baseada em modelos de competição. Porém os recursos intangíveis, como cultura, conhecimento, experiência, são infinitos, renováveis e podem representar uma economia da abundância, baseada em modelos de colaboração.

Observando processos bem sucedidos, em qualquer setor, percebemos que há um padrão – que revela uma espécie de círculo exponencial da abundância. Um ciclo sustentável, baseado em intangíveis e que se constrói a partir de quatro pilares, todos eles de natureza abundante, infinita. Um pilar revelando e ativando o outro. O primeiro deles é o dos recursos intangíveis (a “matéria prima” da economia criativa), que não apenas não se esgotam como se renovam e multiplicam com o uso. Só esse fato já deveria fazer com que a economia criativa fosse prioridade estratégica – num momento em que o grande impasse é como seguir com ampliação de qualidade de vida e geração de renda se o planeta é um só, finito. Mas, se os átomos da Terra são finitos, os bits das novas tecnologias são nosso segundo infinito. Com eles podemos criar muitos mundos virtuais e infinitas formas de potencializar, conectar, recriar e interagir. E isso gera nosso terceiro pilar: as infinitas formas em que a sociedade em rede se organiza, produz, reinventa. Os exemplos são muitos: novos modelos de produção colaborativa como o Circuito Fora de Eixo; movimentos cívicos organizados em rede; as centenas de sites de crowd sourcing surgidos em poucos anos; os negócios mesh, originados no compartilhar; a produção colaborativa de conhecimento como a Wikipedia. E o quarto pilar é a chave para que de fato seja possível revelar e atuar com os pilares anteriores: uma visão multidimensional de riqueza, que temos chamado Economia 4D, pois considera recursos e resultados  nas quatro dimensões da sustentabilidade, ou seja não apenas na dimensão financeira, mas também na ambiental, social e cultural.

O fascinante é que cada um desses “pilares / infinitos” ativa o outro, permite que ele deixe de ser potencial e se converta em realidade. O infinito 1, dos recursos intangíveis (cultura, conhecimento, criatividade, experiências), sempre existiu, claro. E são abundantes em países e regiões consideradas “pobres”.  Mas as novas tecnologias do infinito 2 fizeram com que se tornassem visíveis e acessíveis permitindo que seu potencial se concretize. Exemplo é a possibilidade de juntar tempo, conhecimento e vontade do coletivo resultando no que é, provavelmente, o maior recurso do futuro: o excedente cognitivo (como proposto por Clay Shirky). A combinação dos dois infinitos gera o terceiro, aquele das novas formas de organizar pessoas, relações, empreendimentos, criação e produção – enfim, a tal “sociedade em rede”. E finalmente, para viabilizar este processo precisamos “tangibilizar o intangível”: desenvolver métricas e indicadores que permitam reconhecer avaliar, trocar e monitorar recursos e resultados, para além do quantitativo e financeiro. E aqui está nosso quarto pilar: índices multidimensionais de riqueza. Ao usar “Lentes 4D”  percebemos que há  Recursos  (o que temos) e Resultados (o que geramos) nas quatro dimensões da sustentabilidade (e portanto da economia): Ambiental; Financeiro; Simbólico – Cultural; Sócio- Político.

Se tivermos a coragem de deixar para trás muitos dos modelos – conhecidos e confortáveis apesar de equivocados – do século XX e fizermos as escolhas certas, esse “quarteto de infinitos” pode trazer a possibilidade de criar o outro mundo sustentável e justo que desejamos. E é possível…

*Artigo escrito por Lala Deheinzelin, pioneira da economia criativa no Brasil e autora do livro Desejável Mundo Novo – disponível para download. Lala também é coordenadora da primeira pós-graduação em Economia Criativa e Colaborativa, pela ESPM e Núcleo Educacional de Economia Criativa/IBQP e colabora de forma voluntária no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 14/07/14 4:20:05 PM
(Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo)

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O cidadão brasileiro experimenta um denso emaranhado de desafios que costuma ser difícil de explicar para quem não vive aqui. Estamos constantemente pressionados a assimilar mais e mais condicionantes que vão deixando a vida mais dura. O brasileiro está precisando viver melhor. Lavar a alma das pressões que o atormentam. Há uma demanda muito grande por mais tranquilidade de espírito, mais qualidade de vida. Uma demanda por valores que foram perdidos num caminho tortuoso do passado.

No entanto, é preciso haver a consciência de que as pressões que nos perseguem foram, em boa parte, criadas por nós mesmos, a partir de um conjunto infindável de concessões e subterfúgios que fizeram com o que o absurdo, o inaceitável, se tornasse lugar comum.

No campo ambiental temos uma tradição por demandar menos controle, menos exigências e menos responsabilidades para com o a proteção do Patrimônio Natural. Quaisquer negócios e oportunidades de gerar renda são mais importantes do que o meio ambiente razoavelmente conservado. Sob o argumento da necessidade de desenvolver, nos tornamos extrativistas céleres, garimpando a natureza muito além dos seus limites.

Continuamos avançando com desmatamentos e ampliando a degradação ambiental em todas as regiões do país. Recentemente, realizamos uma odisséia ainda mais perniciosa, com a descaracterização grosseira do Código Florestal Brasileiro, comemorado pela maioria do Congresso Nacional como uma conquista, um verdadeiro presente para a sociedade. E eleições são ganhas a partir do legado do afrouxamento das Leis Ambientais, consideradas um suplício para todos que querem produzir.

Mesmo sem representar fato novo, que esteja ocorrendo apenas neste momento da história como que por castigo dos céus, ficam cada vez mais evidenciados fenômenos naturais que nos maltratam sem nenhuma parcimônia. Como sempre, atingindo inicialmente os menos favorecidos, mas com uma tendência de gerar prejuízos, coletivos e crescentes, para bons e maus, grandes e pequenos, conscientes e salafrários. Todos apanham da natureza ao se estabelecer um grau de desequilíbrio além dos limites.

A falta e o excesso extremos são fenômenos típicos de desequilíbrios ambientais como os vivenciados nos últimos meses no Brasil. Condições tão atípicas que modificam para sempre padrões considerados perenes. Se não haverá mais água para abastecer São Paulo e o Paraná e Santa Catarina estão, literalmente, debaixo de água, essas são obras geradas por dezenas de anos de equívocos que, agora, se revelam com maior evidência e de forma violenta.

Estamos em meio a crises intensas que dão a medida da força da instabilidade do clima, em decorrência, dentre outros, de praticamente nenhum cuidado com a manutenção da biodiversidade em grau suficiente para evitar desastres, incalculáveis prejuízos sociais e econômicos e, assim, cair por terra a argumentação avarenta de que vale a pena avançar o sinal e destruir mais do que seja razoável.

É evidente que somos todos, em maior ou menor grau, culpados do que vem ocorrendo no Brasil. E no que diz respeito à conservação da natureza, insistimos em reverenciar os que têm conseguido garantir a ampliação da degradação ambiental, estimulando-os com nosso voto inconsciente e passividade para que continuem sua obra.

O teatro em curso apresenta um enorme entorno de falta de civilidade e bom senso, mas não há mais espaço para culpar a ignorância pelo mal feito, nem dos que afetam, nem dos que são afetados.

*Este artigo foi escrito por Clóvis Borges, diretor executivo da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no Blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Siga o Instituto GRPCOM também no twitter: @institutogrpcom.

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