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Giro Sustentável

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 02/03/15 4:18:18 PM
(Foto: Divulgação)

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Não há como negar que toda a sociedade precisa se responsabilizar pela sustentabilidade, pela vida do nosso planeta, pela preocupação com a quarta geração, com a qualidade do nosso ar, de tudo, enfim, que nos possibilita viver neste mundo.

Se faz necessário que todos iniciem, ainda pequenos, movimentos para auxiliar o planeta a conseguir sobreviver ao descaso e às atrocidades: desde uma lata que é simplesmente jogada na beira da estrada, até os mares cheios de plásticos, como observamos constantemente na mídia.

Conheço inúmeras ações que são executadas em busca de uma maior conscientização e cuidado com o meio ambiente, ações da população que incentivam a questão da reciclagem do lixo produzido por cada um.

Há cinco anos, o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe/PR) foi convidado para participar de um projeto denominado Amigos da Natureza, que foi criado pela empresa Meywa, de São Paulo, e cujo principal objetivo é apresentar para todas as crianças o conhecimento que o EPS (Isopor) é um material reciclável e que pode ser 100% reaproveitado.

Desde então, essa proposta foi trazida para o Paraná e promovida pelo Sinepe/PR, com o Projeto Planeta Reciclável. O Sinepe/PR trabalha para propagar na mídia e nas escolas essa proposta. A ideia é que a informação chegue até a sociedade por intermédio das nossas crianças e, assim, a reciclagem do Isopor possa ser implementada dentro das escolas, das casas e empresas.

A reciclagem do Isopor ainda é uma informação muito nova, o que gera grande curiosidade quando os alunos conhecem o projeto. Além da informação levada às crianças, o grande objetivo é transformá-las em multiplicadoras desse conhecimento, para levarem às suas famílias e círculos de amizades informações sobre o reuso do EPS em sancas, rodapés, etc.

Neste ano, faremos a sexta edição do projeto em Curitiba e, pela primeira vez, em Ponta Grossa. O trabalho começa com palestras nas escolas participantes, ministradas pelo senhor Ivan Michallchuk, coordenador do projeto Amigos da Natureza.

Após a palestra, os alunos irão produzir trabalhos sobre o tema, como maquetes e projetos, para participarem de um concurso cultural. Os vencedores apresentarão seus trabalhos para a população na Mostra da Escola Particular sobre Reciclagem de Resíduos Sólidos, que em Curitiba vai acontecer no Shopping Palladium, nos dias 29, 30 e 31 de maio de 2015. E no Palladium Shopping Center, em Ponta Grossa, nos dias 22 e 23 de maio.

É de extrema importância salientarmos os resultados desses trabalhos, pois as crianças são verdadeiras disseminadoras da proposta da reciclagem, e a escola é o melhor espaço para elas receberem esse tipo de conhecimento e realizarem essa abordagem.

Acreditar que sempre podemos fazer mais pelo planeta fortalece dentro de nós o sentimento de pertencimento ao mundo. E quando se trata do Meio Ambiente, nada melhor que este sentimento para deixar claro que pertencemos ao mesmo espaço, usamos o mesmo ar e bebemos a mesma água, independente do país que vivemos, pois a natureza está toda interligada e nos devolve como presente a consequência de nossas próprias ações.

*Artigo escrito por Esther Cristina Pereira, diretora da Escola Atuação e vice-presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 25/02/15 2:30:48 PM
(Foto: Divulgação)

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O consumo de água potável está em debate e mudou os hábitos da população de vários estados. No Paraná, algumas ações que estimulam o consumo consciente já podem ser notadas em prédios comerciais, residenciais e escolas.

Devido a sua importância, um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio trata justamente do tema “Qualidade de Vida e Respeito ao Meio Ambiente –  ODM7 “.  Mas, você conhece os indicadores do Paraná e de seu município relacionados à água e ao saneamento básico?

O Paraná alcançou e superou, de 1990 a 2013, 180,5% da meta estipulada: reduzir pela metade a população sem acesso à água potável. Em Curitiba, a meta foi alcançada e superada  em 125,1%. Em Pinhal do São Bento, na região Sudoeste, este percentual está em 73,2%.

Com relação à meta de reduzir pela metade a população sem saneamento e serviços essenciais, o Paraná alcançou e superou 129% da meta e o município de Curitiba, 149,9%. Já o município de Adrianópolis, na Região Metropolitana de Curitiba, alcançou 39,5% da meta.

Apesar de indicadores favoráveis, a população também pode fazer a sua parte com ações simples, como: evitar o desperdício, monitorar possíveis vazamentos, trabalhar nas escolas com dicas de como promover o consumo consciente, propor políticas públicas para ampliar a rede de água potável e o saneamento básico do seu município.

Para conhecer estes indicadores e muito outros, acesse o Portal ODM (www.portalodm.com.br). Lá, você encontrará análises e acompanhará a situação dos indicadores dos ODM de todos os estados e municípios brasileiros.  O Portal ODM é mantido e atualizado permanentemente pelo Sesi no Paraná desde 2009.

ODM/ODS

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODS) foram definidos em 2000, durante a reunião de Cúpula da ONU, onde líderes de 191 países assinaram um pacto para eliminar a fome e a extrema miséria até 2015. São 8 Objetivos que abrangem as questões de geração de renda, educação, gênero, saúde e meio ambiente.

A proposta de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) será aprovada em setembro, deste ano, na reunião de Cúpula da ONU, em Nova Iorque.  Os ODS irão abranger as áreas de sustentabilidade econômica, ambiental, justiça e paz, parcerias globais, além da geração de renda, educação e gênero.

*Artigo escrito pela equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 23/02/15 11:38:23 AM
(Foto: Divulgação/ IBAMA)

(Foto: Divulgação/ IBAMA)

Publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de dezembro de 2014, a Instrução Normativa n. 22, do IBAMA, estabelece o procedimento pelo qual deverão ser solicitadas as anuências prévias para supressão de vegetação primária e secundária nos estágios médio e avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica.

Ao longo dos seus treze artigos, busca a norma definir critérios a serem seguidos por todos aqueles que desejem conseguir o ato autorizativo prévio do IBAMA. Já em seu início, merece destaque a obrigatoriedade do pedido de anuência ser solicitado antes da emissão da Licença Prévia (LP) ou, para os casos em que a LP não for exigida (art. 2º, §1º), antes da Autorização de Supressão de Vegetação (ASV). A competência para análise do pedido será definida pela Coordenação Geral de Autorização do Uso da Flora e Floresta (CGAUF/DBFLO), podendo ser da Sede do IBAMA ou da Superintendência do Estado em que se dará a supressão (§2º).

Ademais, além da necessidade de um breve histórico da tramitação do processo no órgão licenciador competente (§3º), o pedido deverá ser instruído com uma quantidade significativa de documentos (art. 3º, I a XVI), nem todos de fácil obtenção, merecendo destaque o certificado de regularidade do Cadastro Técnico Federal (CTF) do empreendedor, da empresa consultora e dos integrantes da equipe técnica (inciso I) – o que nem sempre será possível, pois a inscrição no cadastro deve ser realizada apenas por aqueles que exerçam atividade potencialmente poluidora ou capaz de causar degradação ambiental. Ou seja, em alguns casos, não será possível apresentá-lo, mas sim um certificado de dispensa, gerando ainda mais volume de trabalho ao órgão, já sobrecarregado – e, por conseguinte, causando maior demora para a formulação e consequente análise do pedido.

Ainda, haverá a necessidade de apresentar o recibo de que o imóvel foi inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) (inciso IV) e, em se tratando de bens da União (art. 20 da CF/88), a outorga de utilização emitida pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) (inciso V). Todos os documentos técnicos devem ser produzidos em até três anos do protocolo do pedido, caso contrário não serão aceitos (§3º).

Importante ressaltar também que a concessão da anuência prévia poderá ser emitida com condicionantes, no intuito de mitigar os impactos da supressão que se pretende realizar (art. 5º). Caberá ao Presidente do IBAMA ou ao Superintendente do Estado em que se dará a supressão conceder a anuência ou indeferi-la, após parecer técnico fundamentado de servidor com atribuição para análise da matéria (art. 8º). O novo procedimento se aplica de imediato aos pedidos pendentes de instrução e análise (art. 10), o que pode gerar controvérsias quanto à vigência da norma em relação ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito.

Como se pode perceber, está cada vez mais difícil a obtenção da anuência prévia pelo IBAMA. Contudo, muito embora a nova norma silencie a respeito, a anuência de que trata o artigo 19 do Decreto n. 6.660/08 – que veio a regulamentar o art. 14 da Lei da Mata Atlântica – a nosso entender não deverá ser obrigatória para todos os casos de supressão de vegetação primária e secundária nos estágios médio e avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica, mas apenas quando se tratar de situações de utilidade pública e de interesse social.

Com efeito, a leitura dos artigos 14, 30 e 31 da Lei n. 11.428/06 evidenciam que o legislador exigiu autorização do órgão estadual para todos os casos de supressão. Não obstante, impôs a necessidade de anuência (assunto este regulamentado pelo Decreto n. 6.660/08) para as autorizações de supressão somente nos casos de utilidade pública ou interesse social, dispensando essa exigibilidade nas hipóteses de supressão em áreas urbanas e regiões metropolitanas para fins de loteamento ou edificações.

Prova disso é que o art. 19 do Decreto n. 6.660/08 regulamentou a exigência de anuência do IBAMA levando em consideração o tamanho da área a ser suprimida e sua localização – se em perímetro urbano ou rural. Em áreas urbanas, o inciso II estabeleceu que a anuência somente será necessária quando a supressão ultrapassar o limite de três hectares por empreendimento, isolada ou cumulativamente.

Portanto, como a Instrução Normativa n. 22/2014 do IBAMA toma por base o artigo 19 do Decreto n. 6.660/08 (art. 1º) – este que regulamentou o artigo 14 da Lei n. 11.428/06 –, parece-nos que somente as supressões de vegetação primária e secundária nos estágios médio e avançado de regeneração de Mata Atlântica superiores a três hectares, localizadas em áreas urbanas ou em regiões metropolitanas, nos casos de utilidade pública e interesse social, necessitarão da anuência prévia do IBAMA, além da autorização do órgão competente. Em se tratando de supressão para fins de loteamento ou edificações em áreas urbanas ou regiões metropolitanas, independente de quantos hectares serão suprimidos, não há necessidade do ato autorizativo.

Muito embora seja essa a interpretação adequada, não é assim que se posiciona o IBAMA, que acaba, indevidamente, exigindo a anuência prévia para todos os casos de supressão de vegetação primária e secundária nos estágios médio e avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica, o que, por vezes, acaba interferindo e influenciando negativamente no prazo para a instalação de projetos. Nesses casos, uma alternativa é buscar a tutela jurisdicional com vistas a que seja dispensada a indevida exigência.

*Artigo escrito por Lucas Dantas Evaristo de Souza, advogado associado à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 20/02/15 10:24:25 AM
(Foto: Divulgação)

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A educação é direito adquirido de todo cidadão, independe de partido político, fé, raça ou condição social. O docente tem que levantar a bandeira por uma sociedade mais justa (sustentabilidade social), mais democrática (sustentabilidade política), tem que fazer a população contestar qualquer estado fixo ou intangível – propício aos interesses políticos que, em parte, pouco se interessam em alterar o status passivo da educação – promovendo o direito do cidadão de interagir através do conhecimento na busca de respostas para os problemas,  com base no conhecimento da cultura local (sustentabilidade cultural). Entende-se por bom profissional, aquele que possui boa formação acadêmica e curricular, que tenha conhecimento técnico e saiba aplicá-lo com primor na prática para colaborar com o crescimento econômico de seu país (sustentabilidade econômica) preservando os recursos naturais para as gerações futuras (sustentabilidade ambiental).

Como capacitar e formar um profissional desses? Esta pergunta sem dúvida é um grande desafio para o professor, se tomarmos como referência a competitividade no mercado educacional, dentro de um cenário de excesso de informações divulgadas pelas novas mídias com a possibilidade de obter “certificados fast”.

É utópico pensar que soluções instrucionistas consigam formar um indivíduo pensante. Entender o real papel da avaliação na aprendizagem e da promoção do conhecimento é fundamental para contribuir com o desenvolvimento do raciocínio, do pensamento, da educação e da informação, pois assim, a capacidade criativa e crítica se tornam de fato eficazes.

É preciso buscar por uma educação sustentável, remodelada e ao alcance de todos. Romper barreiras e fronteiras com o objetivo de valorizar o conhecimento, a diversidade cultural, as múltiplas inteligências, promover o relacionamento interpessoal e o autoconhecimento, competências essas, essenciais na formação do homem para vida em sociedade.

O futuro se desenha nas ações praticadas no presente e na observação dos erros cometidos no passado. Transformar o erro em conhecimento é um grande passo para promover a transformação e o aprendizado. Sem qualidade na educação e na formação de corpo docente e, sem o investimento em recursos, projetos e empreendimentos em torno da educação, a construção desse futuro sustentável fica distante.

A universalização qualitativa da educação básica, investimento no ensino médio e técnico de qualidade e a democratização das Universidades são políticas públicas imprescindíveis ao desenvolvimento de uma nação. O ensino superior de qualidade é o fundamental para o desenvolvimento de países emergentes e para promoção efetiva da sustentabilidade social, ambiental e econômica. Acredita-se que o ensino superior alavanca o desenvolvimento de países emergentes.

Somente com qualidade na educação, com a melhora das notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), Sistema de Avaliação do CAPES, Programa Internacional de Avaliação (PISA) e outros rankings,  alcançaremos a sustentabilidade ambiental, social e econômica, seja por parte do cidadão, em aprender e ensinar, ou do Estado, dando subsídios e oportunidades para o fortalecimento do Sistema de Ensino Brasileiro por meio do Plano Nacional da Educação – PNE , programas e políticas públicas federais, estaduais e municipais.

Programas educacionais são capazes de criar oportunidades em todas as classes sociais abrigando no mercado cidadãos de mundos e realidades diferentes, abraçando a diversidade com igualdade em prol da promoção e do desenvolvimento sustentável. A cidadania deve sobrepor todos os interesses pessoais. Somente agindo de forma leal, individualmente, se alcança o coletivo ideal.

*Artigo escrito por Fabianna Crivano Lopes, professora do ISAE/FGV e integrante do Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/02/15 3:59:21 PM
(Foto: Arquivo SPVS)

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As atividades do ConBio – Condomínio da Biodiversidade, realizado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), ganharam novo fôlego no fim de 2014, em Curitiba. Isso porque a meta do projeto listado no site da Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA), projeto do Instituto BM&FBOVESPA – que era de 100 mil reais – foi atingida em outubro do mesmo ano.

A BVSA foi criada pela BM&FBOVESPA e suas corretoras, visando incentivar a cultura de doação no Brasil. Com o formato semelhante ao de uma bolsa de valores, fornece um ambiente virtual de doações seguro, prático e transparente. Conecta duas pontas: organizações que precisam de apoio para seus projetos socioambientais e investidores que estão dispostos a contribuir com uma sociedade mais justa e um meio ambiente mais equilibrado.

Para fazer parte da BVSA, cada organização e cada projeto são criteriosamente avaliados, passando por análises de documentos, planejamento, cronogramas e visitas técnicas por especialistas. No site da Bolsa, os “investidores socioambientais” têm acesso aos projetos disponíveis, podendo selecioná-los de acordo com o tema, público beneficiário ou região do país e doar para sua viabilização. O ConBio foi um dos 14 projetos escolhidos pela BVSA em 2011.

Com este novo aporte de recursos, o ConBio dará continuidade nas visitas de extensionismo conservacionista aos proprietários que possuem áreas naturais em Curitiba. De forma gratuita, os técnicos da SPVS visitam o imóvel e levam orientações acerca do manejo correto da flora e fauna mostrando ao proprietário o que pode ser feito para preservar a biodiversidade.

A prioridade são as visitas a propriedades com potencial para se tornarem Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM), unidades de conservação particulares que, em Curitiba, o proprietário recebe como incentivo a possibilidade de transferência do potencial construtivo, além da isenção do IPTU. “Curitiba é a única cidade brasileira com 15 RPPNMs e tem potencial para muitas mais, pela quantidade de imóveis com floresta em bom estado de conservação. Por isso, é fundamental que aconteçam essas visitas, para que os proprietários sejam corretamente orientados sobre RPPNM e compreendam a importância da conservação da natureza em ambientes urbanos para a manutenção da qualidade ambiental e qualidade de vida dos cidadãos”, esclarece Betina Ortiz Bruel, técnica do ConBio.

De 2008 a 2013 o ConBio já visitou mais de mil imóveis com bosque nativo relevante e apoiou a criação de doze das quinze RPPNMs presentes na cidade.

Além das visitas, o ConBio ofertará palestras e cursos gratuitos em Curitiba e região metropolitana sobre temas relacionados à conservação da biodiversidade. Alguns desses eventos já foram promovidos este ano contando com a presença de proprietários, estudantes, funcionários públicos e demais interessados. Um dos cursos já ofertados este ano, em outubro, foi o de Jardins Nativos, que aconteceu em Campo Largo. Nele, os participantes aprenderam sobre diferentes formas de implantar um jardim utilizando as espécies ornamentais nativas da Floresta com Araucária, ecossistema regional, entre elas brinco-de-princesa, cipó-de-são-joão, pitanga e avenca. Além disso, a SPVS distribuiu 590 livros “Cultura e Biodiversidade nos Jardins de Curitiba” nestes eventos.

Os proprietários interessados em receber a visita dos técnicos ou saber mais sobre as iniciativas podem se informar pelo condominiobiodiversidade.org.br ou pelo telefone (41) 3094-4600.

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no Blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 13/02/15 2:38:58 PM
(Foto: Asas de Socorro)

(Foto: Asas de Socorro)

O trabalho voluntário é um dever de consciência social e um nobre exercício de cidadania. É uma via de mão dupla. Leva dignidade, autoestima e bens materiais à comunidade atendida, dando como retorno a transformação interior, o prazer de ser útil e a incorporação de uma experiência valorizada por todos, inclusive pelo mercado de trabalho. “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana” – se faz oportuno Franz Kafka.

Muito se ensina às crianças e jovens sobre valores nas escolas, famílias, igrejas e templos. Via de regra, o jovem é generoso, mas lhe falta iniciativa e uma maior responsabilidade social. Numa pesquisa que realizamos com 1900 alunos de três escolas de Curitiba, constatamos que apenas 8% dos jovens participam de ações comunitárias. No entanto, 71% gostariam de participar, mas não sabem como. Assim, estamos muito aquém dos países da Europa, EUA e Canadá, onde a inserção dos jovens em projetos comunitários é robusta: de 40% a 62%.

A solidariedade se incorpora com a prática, pois pequena é a eficácia quando fica restrita apenas aos ensinamentos dos pais e professores. No Brasil, são centenas de milhares de jovens bem instruídos, bem nutridos, com tempo disponível, enclausurados em suas torres de marfim – condomínios, colégios, clubes, shoppings e smartphones –, no entanto alheios aos problemas sociais e desconhecedores da realidade da periferia de sua cidade.

Ter sido um ator social é relevante em um currículo. As empresas entendem que esse candidato é colaborativo, mantém bons relacionamentos, sabe se doar, desenvolve mais celeremente a liderança e não se apequena diante das vicissitudes.

Confirmam as pesquisas científicas que a ação generosa reduz a ansiedade, a depressão e revigora os praticantes em bem estar, saúde, pois libera a endorfina. Ensina a sabedoria popular que não há melhor exercício para o coração do que se inclinar e levantar pessoas.

Fazer o bem é uma excelente terapia. É a benfazeja prática da ‘voluntarioterapia’. “Meu psiquiatra deve ter detestado as ações comunitárias que faço, pois deixei de tomar remédios e o dispensei” – confessa emocionada, em tom de blague, a Prof.ª Marli, pois assim que se aposentou passou por um período de apatia e profunda tristeza. Foi então que se engajou em um projeto que desenvolvemos em parceria com algumas construtoras de Curitiba, preparando os funcionários para os exames da EJA. Com a participação de adolescentes e por iniciativa nossa, muitos foram os trabalhos voluntários praticados em escolas públicas de periferia, creches, asilos. Dessa rica experiência, colhemos depoimentos comoventes, como o de Susan: “Saí da zona de conforto e arregacei as mangas. Estou cansada, mas feliz. Aprendi a ser mais humana e mais humilde.”

A premissa básica do voluntariado é “servir o outro”. Motivações para isso são abundantes. Cidadania? O prazer de ser útil? Uma experiência reconhecida? ‘Voluntarioterapia’? Religião? – afinal você só leva aquilo que dá. Finalizo com as palavras da Madre Tereza de Calcutá: “as mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam.”

*Jacir J. Venturi é presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR) e foi mentor e coordenador do Projeto Amo Curitiba – Ações Voluntárias, que desenvolveu 780 projetos comunitários em creches, asilos e escolas públicas de periferia, por meio de um grupo de escolas privadas e o Sinepe/PR. O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 11/02/15 2:19:22 PM
(Foto: Letícia Sekitani)

(Foto: Letícia Sekitani)

Fazer o bem sem olhar a quem tem um significado diferente para cada indivíduo que atua no universo do voluntariado. A gratuidade do trabalho voluntário gerada na doação de tempo e talento representa muito mais do que a sensação de dever cumprido para o cidadão. Pesquisas da VNU (Programa de Voluntários das Nações Unidas) mostram que em países em desenvolvimento – como o Brasil – o voluntariado representa 0,7% do PIB Nacional.

Isso representa em todo o mundo mais de 400 bilhões de dólares “doados” por ano para o planeta, já que somamos mais de 140 milhões de voluntários. Se rapidamente dividirmos o país em três partes, um terço dos brasileiros já fez alguma atividade voluntária. O pensamento se baseia na última pesquisa divulgada em dezembro de 2014 pela Fundação Itaú Social e o Instituto Data Folha que aponta três brasileiros em cada dez que já fizeram alguma ação social transformadora.

Apesar de parecer pequeno este grupo representa um número gigante, tanto de quantidade de voluntários, quanto de valor gerado em gratuidades, como o impacto social e valor monetário. São os voluntários que, sem medir esforços, realizam suas ações transformadoras e fazem com que esse PIB cresça a cada dia.

Sabemos que o Brasil tem um grande potencial para o voluntariado. Além das iniciativas espalhadas pelos quatros cantos do país, como a do Centro de Ação Voluntária de Curitiba, que une e integra instituições e pessoas que desejam atuar como voluntárias na área social, existem instituições 100% mantidas por voluntários. Uma maneira de validar e reconhecer a presença de voluntários é por meio do termo de adesão ao serviço. Ele é o documento oficial que reconhece e descreve o trabalho realizado na instituição.

Por mais que os números sejam essenciais em nosso cotidiano, sabemos que nunca as ações daqueles que desejam transformar o mundo foram baseadas em relatórios, mas sim no desejo de viver em uma sociedade mais justa e humana. Essa é a prova de que a mudança da sociedade tem início na transformação do cidadão.

*Aline Vonsovicz é jornalista voluntária do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 04/02/15 2:52:18 PM
(Imagem: Arquivo ISAE/FGV)

(Imagem: Arquivo ISAE/FGV)

O ano está apenas começando, e com ele, as promessas de fazê-lo melhor do que o que já passou. Muitas delas são voltadas à área financeira, que atinge a maior parte da população. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), 63,6% das famílias brasileiras estão com dívidas. Os grandes vilões são: cartões de crédito, crédito pessoal, carnês e financiamentos.

Porém, há também aqueles que sabem muito bem administrar as suas contas e estão entrando em 2015, com o caixa no positivo. Para rentabilizar esse dinheiro, o mais provável seria investir, mas eis que vem a dúvida: onde é melhor investir? Será que coloco tudo na poupança? Segundo o professor de Finanças do ISAE/FGV, Marco Cunha, a rentabilidade da poupança está abaixo do esperado. “Hoje, esse tipo de investimento não está muito rentável, pois ela está em 6% a 7%, mesma porcentagem da inflação. O que não faz da poupança uma vantagem”, afirma.

Cunha coloca que há três tipos de investimentos. O primeiro é a renda fixa, que é ganhar juros sobre alguma aplicação financeira, na qual você já sabe o valor. Já o segundo, é a renda variável que consiste em comprar ações, por meio de um fundo ou individualmente, de empresas que estão na bolsa de valores. E por último, investir em imóveis, que a cada ano estão valorizados e podem, no futuro, render algo.

A renda fixa pode ser uma boa escolha para pessoas mais conservadoras ou que já estão mais velhas, e não estão dispostas a correr riscos. Uma das opções é o Fundo DI, que pode ser aplicado por meio de bancos, onde se ganha uma rentabilidade sobre os juros. Porém, tem que estar atento às taxas que o fundo cobra, se isso não vai diminuir o seu ganho.

Outras alternativas, são as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou as Letras de Créditos Agrícolas (LCA), onde a vantagem é não pagar imposto de renda sobre o que você ganhou, tornando-as atrativas aos olhares dos investidores. Também, há os investimentos no Tesouro Direto onde, por meio de um cadastro, é possível investir em títulos do Governo Federal. Os frutos dessa escolha podem ser de curto, médio ou longo prazo. Hoje, o rendimento é de até 6% acima da inflação.

Além de uma possível segurança para o futuro, os investimentos permitem que a pessoa tenha um presente melhor. Ganhos e perdas fazem parte deste setor, porém, com a ajuda de um especialista, é possível que o seu dinheiro seja bem manejado. Diversos cursos estão disponíveis nesta área e o conhecimento pode levar a sua carreira de investidor mais longe.

*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 02/02/15 3:42:30 PM

 

(Imagem: Arquivo ISAE/FGV)

(Imagem: Arquivo ISAE/FGV)

Todos os dias, vemos que novas ações, produtos, textos, obras e músicas são colocados à nossa disposição. Coisas que facilitam nossos dias, ferramentas, softwares e dispositivos que estão cada vez mais presentes em nossos afazeres e tudo mais. Todas essas “invenções” são Propriedades Intelectuais, que servem para proteger aos criadores, direitos econômicos, os quais ditam a forma de comercialização, circulação, utilização e produção dos bens intelectuais ou dos produtos e serviços que incorporam tais criações intelectuais.

Segundo Rodrigo Arruda Sanchez, Mestre em Propriedade Intelectual e Inovação, há dois grandes grupos de propriedades intelectuais: as propriedades industriais (marcas, patentes, desenho industrial) e os direitos autorais (criações literárias, artísticas, científicas, culturais, etc). De acordo com a OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual), a patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção. Com isso, o autor da obra evita que futuros concorrentes copiem e vendam o produto a preços mais baixos. A intenção é proteger o indivíduo que investiu em pesquisas e no desenvolvimento do produto relacionado.

Porém, há algumas dúvidas com o processo. Por exemplo, quando uma empresa contrata um indivíduo para o desenvolvimento de algum material, de quem seria o direito autoral sobre este determinado produto? Sanchez coloca que quando a invenção foi gerada com recursos financeiros ou quaisquer outros recursos da empresa, a ela pertence. Somente será do inventor se produzido com seus recursos, ou fora do contrato de trabalho. Quando ambos investem no projeto, a propriedade é dividida entre as partes relacionadas, porém, isto deve estar em contrato, para não haver erros ou problemas no futuro.

Por isso, muitas empresas preferem enveredar nesses caminhos apenas com o contrato do desenvolvedor, arcando com os custos do projeto. Assim, os direitos de propriedade intelectual ficam com a empresa. “As pessoas jurídicas são proprietárias de invenções, marcas, direitos autorais etc. Este já é – inclusive – o principal ativo de muitas empresas. Saber criar, gerir, proteger e transferir a propriedade intelectual é fator determinante para o sucesso de algumas organizações”, finaliza Rodrigo Sanchez.

*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 28/01/15 2:27:59 PM
(Imagem: Cagle Cartoons)

(Imagem: Cagle Cartoons)

Até mesmo as decorações de Natal foram modificadas pela preocupação com a falta d’água. Vários shoppings de São Paulo trocaram as flores naturais pelas artificiais para economizar água e o fato virou notícia. Quem poderia imaginar?

Se disséssemos isto há alguns anos, nos definiriam como malucos ou desvairados. Mas hoje, já começamos 2015 com a situação da falta de recursos hídricos chegando a patamares desesperadores, principalmente na capital paulista. O fato nos leva a uma série de reflexões, indagações e questionamentos.

Não poderíamos ter imaginado tal cenário e nos precavido antecipadamente? Seríamos sensatos se tivéssemos economizado com mais eficácia antes de chegarmos a este ponto? O governo deveria ter sobretaxado o custo da água antes que ela estivesse acabando? Não conseguiríamos ser verdadeiramente disciplinados visando apenas o não desperdício?  E não somente de água, mas também de energia e alimentos.

As crianças são doutrinadas diariamente nas escolas para a economia dos recursos naturais. Utilizamos copos não descartáveis para a ingestão de sucos ou água e para auxiliar durante a escovação dos dentes – assim, a torneira não fica aberta. Aproveitamos a água das chuvas para regar as plantas e buscamos, através de pequenos gestos, construir um futuro melhor.

Mas parece que pouco adianta, já que em casa a criança observa o contrário do que lhe é ensinado: banhos demorados, a torneira da cozinha sempre aberta, carros lavados semanalmente com mangueira e diversas outras reações insensatas de toda nossa sociedade adulta.

Não estamos, nas escolas, dando conta de educar os pequenos, pois o adulto que mantém com a criança a relação de poder não consegue em sua normalidade dar bons exemplos – nem os mais simples, como não desperdiçar água. Convém um pensar mais inteligente para 2015, uma mudança de atitude severa com relação aos recursos naturais e a outros. Que 2015 seja um ano glorioso em termos de mudanças de atitudes para o bem comum!

*Artigo escrito por Esther Cristina Pereira, psicopedagoga, diretora da Escola Atuação e vice-presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook  InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

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