Assinaturas Classificados
Seções
Anteriores
Publicidade

Giro Sustentável

Quem faz o blog
Seções
Posts
Enviado por InstitutoGRPCOM, 22/09/14 3:12:20 PM
(Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Ubiratã)

(Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Ubiratã)

Neste mês de setembro, as ações do Movimento Nós Podemos Paraná estão voltadas para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 7 (Qualidade de vida e Respeito ao Meio Ambiente), pois no dia 21 foi comemorado o Dia da Árvore. O Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo Sesi no Paraná com o apoio de diversas instituições paranaenses, incentiva a realização de ações e projetos que contribuam para o alcance dos ODM.

Um dos exemplos incentivados pelo MNPP é o projeto Creche das Árvores, realizado desde 2008 pela Prefeitura Municipal de Ubiratã. O projeto foi a forma encontrada para garantir o reflorestamento, o comprometimento do cidadão e neutralizar as emissões de carbono no município. Cada morador que plantar uma árvore recebe um “vale-árvore” e cada árvore é identificada com o nome da espécie e o nome do responsável pelo plantio. Já foram plantadas cerca de 400 árvores em uma área de 6.000m².

As espécies disponíveis para o plantio são 35 nativas, como: araçá, barba timão, timburi, carvalho, peroba, ipê, arueira salsa, araucária e quaresmeira.

ODM

Os ODM foram definidos em 2000, durante a reunião de Cúpula da ONU, onde líderes de 189 países assinaram um pacto para eliminar a fome e extrema miséria até 2015. São 8 objetivos que abrangem as áreas de geração de renda, educação, gênero, saúde e meio ambiente.

*Artigo escrito pela equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 19/09/14 2:42:06 PM
(Imagem: reprodução)

(Imagem: reprodução)

A campanha Voto Consciente do Grupo Paranaense de Comunicação, que tem o objetivo de estimular o interesse dos eleitores para a importância do voto e para a discussão política, traz algumas ferramentas que podem ajudar na escolha consciente para as eleições deste ano.

O Candibook que é uma espécie de “Facebook dos Candidatos” é uma delas. A ferramenta traz informações de qualidade sobre todos os candidatos que disputam os cargos públicos das eleições deste ano. Afinal, conhecer bem os candidatos pode ajudar muito na hora de votar. No Candibook, basta digitar o nome, partido ou cargo do candidato para ter acesso a um perfil completo do mesmo. Todas as informações contidas lá foram apuradas por jornalistas da Gazeta do Povo, em forma de entrevista. No perfil também há espaço para um depoimento em vídeo de cada candidato, gravado pela equipe da Gazeta.

Candidatos com a equipe da Gazeta do Povo para a gravação dos depoimentos (Imagem: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Candidatos com a equipe da Gazeta do Povo para a gravação dos depoimentos (Imagem: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Além de conhecer cada pretendente aos cargos públicos, também é possível ter informações de qualidade sobre as responsabilidade e funções de cada cargo e esclarecer todas as suas dúvidas sobre como funciona o processo eleitoral.

Outro recurso que a campanha traz neste ano é uma espécie de jogo online. É um teste de posicionamento político que permite ao eleitor avaliar o próprio posicionamento político e compará-lo com os candidatos.

Neste ano, não faltam ferramentas e informações para votar bem. Portanto, o voto consciente é sua escolha!

Clique e acesse:

Candibook

Teste de posicionamento

 

*Escrito pela equipe do Instituto GRPCOM, com informações da Gazeta do Povo.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

 

Enviado por InstitutoGRPCOM, 17/09/14 12:08:36 PM
(Imagem: Marcelo Andrade)

(Imagem: Marcelo Andrade)

A possibilidade de uma vitória da candidata Marina Silva, que veio do movimento ecológico e que por vários anos ocupou o cargo de Ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, trará impactos na questão ambiental brasileira, alguns dos quais pode-se facilmente antever, de acordo com as posturas historicamente adotadas por ela.

De um lado, em um Governo Marina é quase certo que haverá um grande fortalecimento da fiscalização ambiental, especialmente em relação a atividades clandestinas e ilegais, o que sem dúvida é positivo para o país, especialmente nos dias de hoje, em que claramente se constata que a degradação do meio ambiente contribui para as mudanças climáticas. Do ponto de vista repressivo, portanto, deve-se ter ganhos.

O que causa preocupação, contudo, é saber se os avanços alcançados nos últimos anos na política ambiental brasileira serão mantidos por Marina e seu grupo, caso efetivamente cheguem ao Palácio do Planalto. Referimo-nos, p.ex., às questões mais modernas e atuais, como por exemplo, a instituição da responsabilidade compartilhada e da logística reversa em termos de resíduos sólidos, o pagamento por serviços ambientais, a instituição de “tributos verdes” e outros incentivos análogos. Em suma, o que se quer saber é se os instrumentos econômicos de estímulo à preservação ambiental serão prestigiados pelo Governo PSB/Rede Sustentabilidade, caso eleito, ou se o mesmo retrocederá nesses aspectos.

É que, em abril de 2012, logo após a aprovação do Código Florestal no Congresso, a hoje candidata, em artigo publicado na Folha de São Paulo, lançou a campanha “Veta tudo, Dilma”, ou seja, instava a Presidente da República a simplesmente rejeitar por completo a lei aprovada nas duas Casas do Congresso Nacional.

Felizmente, o apelo não foi atendido e todo capítulo X do Código, que institui o “Programa de Apoio e Incentivo à Preservação e Recuperação do Meio Ambiente”, arts. 41 e ss., foi mantido e até mesmo aperfeiçoado.

É possível que Marina Silva ganhe as eleições e se torne Presidente da República. Espera-se, contudo, que antes de outubro ela consiga esclarecer aos eleitores no que consistirá a sua atuação e a de sua equipe no tema que mais se identifica com o seu histórico e com sua trajetória: a questão ambiental.

*Artigo escrito por Marcelo Buzaglo Dantas, sócio fundador da Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

 

Enviado por InstitutoGRPCOM, 10/09/14 4:54:52 PM
(Imagem: pixabay.com)

(Imagem: pixabay.com)

Ainda há muitas dúvidas sobre esse assunto, principalmente por parte dos colaboradores que não se envolvem diretamente no processo. Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a governança corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo as práticas e os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. O professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, Roberto Guindani, coloca que o sistema está pautado em princípios, como transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa.

As empresas que escolhem por “implantar” a governança em seu dia a dia, também contam com diversos benefícios que podem auxiliar no crescimento da empresa, desde que sejam seguidos com certa disciplina. “Os benefícios que a governança corporativa proporciona às organizações está relacionada à melhoria dos negócios, transformando princípios em ações, visando preservar e otimizar o desempenho organizacional, facilitando e demonstrando aos acionistas uma postura de decisões corretas, pautada nos princípios da governança, respaldando no acesso ao capital e na contribuição para a longevidade dos negócios”, afirma Guindani.

No Brasil, há um órgão que é a principal referência, se tratando de governança corporativa. O IBGC atua desde 1995 contribuindo para o desempenho sustentável e influencia os agentes da sociedade no sentido de mais transparência, justiça e responsabilidade. Abaixo, seguem os princípios básicos que regem o sistema, fornecido pelo Instituto:

Transparência: Mais do que a obrigação de informar, é o desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. A adequada transparência resulta em um clima de confiança, tanto internamente quanto nas relações da empresa com terceiros. Não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que conduzem à criação de valor.

Equidade: Caracteriza-se pelo tratamento justo de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders). Atitudes ou políticas discriminatórias, sob qualquer pretexto, são totalmente inaceitáveis.

Prestação de Contas (accountability): Os agentes de Governança devem prestar contas de sua atuação, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões.

Responsabilidade Corporativa: Os agentes de Governança devem zelar pela sustentabilidade das organizações, visando à sua longevidade, incorporando considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações.

*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, publicado também na 29ª Edição da Revista Perspectiva. O ISAE/FGV é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 05/09/14 2:59:17 PM
(Imagem: pixabay.com)

(Imagem: pixabay.com)

O Heliocentrismo Renascentista no século XVI retrata muito bem na história da humanidade o abismo entre a crença e a ciência, e todo um espaço temporal que uma sociedade, como um todo, leva para compreender os novos valores que são revelados pela ciência. Seria injusto buscar um único ator para culpar a não aceitação de uma nova teoria do nosso sistema solar ou do universo, sendo portanto, mais sensato, compreendermos que toda uma sociedade pode estar envolvida nesta recusa ou falsa refutação, por simplesmente demonstrar passividade. Ainda com base neste exemplo da história, pode-se inferir que aqueles que detêm o conhecimento da ciência e que realizam seus experimentos podem desenvolver maior sensibilidade e afinidade com a realidade observada, quando comparado a grupos de poder que somente tomam decisões pertinentes aos seus interesses administrativos, econômicos e políticos.

A Revolução Industrial, cujos pilares incluíam a ciência, a tecnologia e um novo sistema econômico, esteve fundamentada na maximização da produção e comercialização. A sua expansão beneficiou grupos de poder e tomadores de decisão nas arestas econômica e política, levando-se, portanto, neste período, a uma aceitação da ciência, em grande parte, pela sociedade de produção e consumo. Observando-se que este sistema produtivo já representava uma ameaça aos limites naturais do planeta, alguns chamados “engenheiros economistas” no século XIX apresentaram críticas a este crescimento econômico predatório que se catalisava a partir da Revolução Industrial.

Mais tarde, estas proposições críticas seriam aprofundadas em estudos matemáticos e computacionais sobre os “Limites do Crescimento” publicado em 1972 e comissionado pelo Clube de Roma, além de “Um Olhar sobre o Ambiente Global – GEO5” publicado em 2012 pela Organização das Nações Unidas. Dessas discussões, fortaleceu-se a proposta de Teorias do Biocentrismo que situa a natureza e todo o sistema ecológico, incluindo o homem e todas as outras espécies, no centro das atenções, ao contrário do modelo reducionista do Antropocentrismo que situa o homem isoladamente do seu habitat.

Observa-se ainda, neste começo do século XXI, um alto grau de desconhecimento de uma grande parte de grupos de poder e tomadores de decisão sobre a relevância e implicações da Sustentabilidade. Pode-se inferir mais uma vez, como aconteceu no Heliocentrismo Renacentista, que aqueles que detêm o conhecimento da ciência e que realizam seus experimentos em campo ou laboratório podem desenvolver maior sensibilidade e afinidade com a realidade observada, quando comparado a grupos de poder que somente tomam decisões pertinentes aos seus interesses administrativos, econômicos e políticos.

A Sustentabilidade, não se trata de opção econômica e política, mas se refere a como nosso habitat, planeta e universo se comportam e se limitam funcionalmente. Os caminhos para a Sustentabilidade podem ser inúmeros, mas nenhum deles será factível se não almejarmos um futuro mais promissor para nossas futuras gerações.  Quando se mensura o PH ou a acidez das águas, o nível ou volume de CO2 na atmosfera, ou ainda o abismo social em uma região, não se trata de crença ou opção, mas de fatos comprovados pela ciência. Pode ser que o ser humano busque “desilusão, crença e catástrofe”, ou senão, “pro-atividade, ciência e longevidade”. Eu opto por esta última somada ao amor, fé e esperança.  

*Artigo escrito por Farley Simon M. Nobre – Ph. D., representante da Universidade  Federal do Paraná (UFPR) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) no Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 03/09/14 11:29:48 AM
(Foto: Michel Cramer)

(Foto: Michel Cramer)

É bem comum ouvirmos elogios sobre o trabalho voluntário e o bem que essas pessoas fazem ao ajudar o outro de forma gratuita e amorosa. No entanto, a pessoa que realiza o voluntariado também ganha, e por vezes muito mais do que doa, ganha em qualidade de vida.

O termo qualidade de vida passou por muitas transformações desde que foi mencionado pela primeira vez, em 1920. Hoje ele incorpora todos os aspectos da vida humana, e tem significados diferentes para as pessoas, lugares e ocasiões, é um conceito multidimensional e recai sobre a subjetividade de cada um.

Os benefícios trazidos pelo voluntariado são sentidos também no corpo como a redução do estresse, combate da insônia e da depressão, a melhora no sistema imunológico, e o relaxamento do sistema nervoso e cardiovascular.

Toda vez que temos gestos de altruísmo, nosso cérebro libera endorfina que é responsável pela sensação de prazer e bem estar. A endorfina possui um poder analgésico e ao ser liberada estimula essas sensações.

Participar de ações voluntárias nos permite sair do nosso mundo e nos envolver em outros contextos sociais com experiências prazerosas das quais talvez não tivéssemos oportunidade de vivenciá-las em outro lugar. O voluntariado traz benefícios à saúde física e mental, além de nos colocar em contato com o que temos de melhor, o nosso lado humano.

Além da endorfina, também temos o efeito da oxitocina que é considerado o hormônio do amor. Atuando diretamente na modulação da ansiedade, da libido, da interação social e regulação das respostas neuroendócrinas e cardiovasculares, ainda melhora nossa interação social e a realização de vínculos afetivos.

Desta forma, ao ser voluntário de alguma causa ou ação não estamos ajudando só o outro como também ganhando saúde, então vamos nos mexer e nos engajar em algum trabalho de ajuda aos outros e a nós mesmos.

*Viviana Christina do Prado é colaboradora do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

 **Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 28/08/14 10:40:48 AM
(Foto: Ronaldo Guimarães/ Rede Globo)

(Foto: Ronaldo Guimarães/ Rede Globo)

Hoje, 28 de agosto, Dia Nacional do Voluntariado, é um dia propício para repensarmos nossos atos e até mesmo planejarmos ações e interesses que podem estar adormecidos em meio ao turbilhão de atividades e afazeres cotidianos que somos incumbidos.

Dentre estes, pode ser o desejo de dedicar um tempo ao trabalho voluntário para trazer benefícios que não imaginamos. E se considerarmos que atualmente ter experiência em atividades voluntárias pode significar até mesmo um diferencial em nossa vida profissional? É, ainda, um meio para exercermos nossa cidadania.

Algumas empresas atualmente, ao contratar profissionais, contabilizam pontos a favor de pessoas com experiências em trabalho voluntário. Isto porque ao considerarmos as vivências que o voluntariado nos permite, percebemos que estas vão além do que muitas vezes estamos acostumados a fazer em nossa “zona de conforto”, e como sabemos, quando saímos dela crescemos e aprendemos!

Ademais, cada um de nós têm expertises relacionadas à nossa área de atuação, ou ligadas às afinidades que temos com algumas práticas; expertises estas que podem contribuir e atender demandas de entidades que realizam trabalhos em prol do bem comum, independente da área a qual o trabalho se destine.

Trata-se de um momento em que podemos ser generosos e praticar o bem pensando no próximo, algo que não é rotineiro devido ao individualismo que se faz presente em muitos momentos de nossa vida.

É uma atitude simples que transforma quem pratica e quem é beneficiado, e como diria Clarice Lispector: “Atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença.”

*Artigo escrito por Priscila Flareço, colaboradora do Instituto GRPCOM em Guarapuava.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 27/08/14 2:48:38 PM
(Foto: Roberto Stuckert Filho/ G1)

(Foto: Roberto Stuckert Filho/ G1)

No recente dia 1º de agosto foi publicada a Lei n.º 13.019, que estabelece o regime jurídico aplicável às parcerias entre a Administração Pública e as organizações da sociedade civil, assim consideradas as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, para a consecução de finalidades de interesse público em regime de mútua cooperação.

Embora tenha sido apelidada de Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, em primeiro lugar é importante frisar que esta lei trata exclusivamente do relacionamento entre a Administração Pública e as instituições sem fins lucrativos, não adentrando em outros aspectos relativos às referidas organizações da sociedade civil. De qualquer modo, em relação ao tema que aborda a referida lei é de fato um novo marco regulatório.

Fundamentada nas conhecidas premissas da insegurança jurídica e da necessidade de reconhecimento da importância da participação social, o documento altera substancialmente o regime jurídico aplicável ao relacionamento dessa parceria.

A começar pelo fato de que é lei nacional, ou seja, se aplica às parcerias nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. No regime anterior a esta lei, cada esfera governamental dispunha de legislação própria para tratar das regras aplicáveis a estas parcerias público-privadas. A lei, portanto, padroniza procedimentos no âmbito nacional, a longo prazo, facilitando a execução destas parcerias. A curto prazo, no entanto, vale lembrar que todos os Estados e Municípios deverão se ajustar a esta nova legislação, e enquanto isto não ocorrer a tendência é que a insegurança jurídica fique um pouco pior.

Um segundo ponto importante da nova lei é que ela extingue a figura dos convênios entre a Administração Pública e as entidades sem fins lucrativos. Embora historicamente utilizados para este fim a partir do Decreto n.º 93.872/86, os convênios foram criados com finalidade de descentralização administrativa entre entes públicos e, portanto, suas regras nunca se amoldaram à relação de parceria entre entes públicos e organizações particulares. Vem em boa medida, portanto, como já havia defendido em trabalho anterior, a extinção do convênio para estes fins.

Os convênios, portanto, foram substituídos por duas novas figuras de relacionamento da Administração Pública com as instituições sem fins lucrativos para a consecução de finalidades de interesse público em regime de mútua cooperação: a) o Termo de Colaboração, quando a proposta de parceria seja oriunda do Poder Público; e b) o Termo de Fomento, quando a proposta de parceria seja oriunda das organizações da sociedade civil, por meio de Procedimento de Manifestação de Interesse Social que tramitará perante a Administração Pública para verificação da conveniência e oportunidade de instauração de chamamento público para a sua execução. Ambos os Termos, de Colaboração e de Fomento, deverão ser precedidos de procedimento de chamamento público, que consiste em edital de convocação das organizações da sociedade civil interessadas em apresentar as suas propostas de trabalho para o objeto do edital. A finalidade do chamamento público é a seleção da proposta cuja execução seja considerada a mais eficaz pela Administração Pública de acordo com os critérios definidos objetivamente pelo edital. A partir desta lei, entre outros requisitos, só poderá participar do chamamento público em qualquer esfera governamental a instituição que comprove no mínimo três anos de existência, experiência prévia na realização do objeto da parceria e capacidade técnica e operacional para a sua execução.

Vale ressaltar que a nova lei não exige qualquer tipo de certificação prévia para que a entidade possa firmar Termos de Colaboração ou Fomento; basta ser organização da sociedade civil, nos termos da lei, cumprir os demais requisitos de participação nela previstos, participar do chamamento público e ser a instituição selecionada. Mas para isto precisará passar pelo procedimento de chamamento público e cumprir outras etapas burocráticas previstas em lei.

Como toda lei, esta também apresenta aspectos negativos e positivos. Como aspectos negativos podemos citar: a) a grande preocupação da lei em criar procedimentos burocráticos que poderiam ser minimizados; b) no âmbito da prestação de contas, a manutenção do foco no controle formal ao invés do controle de resultados, embora este também tenha sido contemplado; c) o total desprestígio às certificações e qualificações já existentes, especialmente a Lei das OSCIPs; d) a sobreposição e possível conflito com a Lei das OSCIPs, que não foi revogada; e e) a outorga de desnecessários poderes de ingerência à Administração Pública sobre as atividades das instituições em determinadas situações. Do ponto de vista positivo, destacam-se: a) a previsão de capacitação dos gestores públicos e demais atores sobre o tema das parcerias; b) a criação de ferramentas de transparência e controle das parcerias firmadas, tanto para o Poder Público quanto para as organizações da sociedade civil; c) a possibilidade de criação do Conselho Nacional de Fomento e Colaboração no âmbito federal, órgão de apoio para o tema; d) a previsão de possibilidade de atuação das organizações em rede na execução dos Termos; e) a possibilidade de remuneração, pela organização, da equipe de trabalho vinculada ao Termo; e f) a possibilidade de pagamento de despesas indiretas com o recurso do Termo, limitado a 15% do valor total da parceria.

Mais um capítulo da intrincada legislação do Terceiro Setor foi escrito. Passos adiante foram dados, outros muitos ainda carecem ser dados. Tratemos, agora, de tentar assimilar da melhor forma a inserção de mais uma lei nesta colcha de retalhos, de modo a fazer que as alterações por ela promovidas sirvam para efetivamente trazer a segurança jurídica almejada neste relacionamento entre a Administração Pública e o Terceiro Setor.

*Artigo escrito pelo advogado Leandro Marins de Souza, Doutor em Direito do Estado pela USP, Presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/PR, sócio do escritório Marins de Souza Advogados (www.marinsdesouza.adv.br), parceiro e colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 25/08/14 2:35:51 PM
(Foto; Arquivo ISAE)

(Foto: Arquivo ISAE)

As 32 instituições acadêmicas mais atuantes nos Princípios para Educação Executiva Responsável (PRME), reunidas no Champions Group, estiveram em Nova York no início de julho para debater o futuro da educação executiva responsável e para encontro com a diretoria do Pacto Global e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.

No encontro, o Brasil foi representado por Norman de Paula Arruda Filho, presidente do ISAE/FGV e do capítulo brasileiro do PRME e membro da diretoria do Pacto Global. O grupo discutiu os próximos passos do movimento educacional das Nações Unidas e o papel dos Champions Groups na transformação da educação executiva mundial.

Além do ISAE, Escolas de Negócios da Austrália, Suíça, Estados Unidos, Peru, Colômbia, Egito, Filipinas, Finlândia, França, além de universidades de outros países, reuniram seus reitores, professores e profissionais da área de sustentabilidade para discutir o novo papel que a educação executiva deve assumir frente aos desafios sustentáveis.

Durante o encontro também ocorreu um almoço com o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon – com a presença do embaixador brasileiro, Antonio Patriota e do diretor executivo da rede mundial do Pacto Global, George Kell – onde foi debatido o zero draft da agenda pós-2015 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS). O secretário-geral destacou a importância da parceria com empresários e investidores. “Os desafios mais difíceis do nosso mundo exigem soluções que envolvem o setor privado. Nenhum setor sozinho pode diminuir a mudança climática ou reverter a perda de biodiversidade. Nenhuma entidade sozinha pode acabar com a corrupção, a pobreza e a violência, ou promover a igualdade, especialmente para as mulheres”, comenta. “O sucesso depende de governos, empresas, investidores, educadores, ativistas e cidadãos. Juntos, podemos promover a paz e a segurança, proteger os direitos humanos e alcançar o desenvolvimento sustentável.”

Após o almoço, Norman Arruda Filho teve ainda a oportunidade de compartilhar com o secretário geral a evolução do PRME no Brasil e do processo de aproximação com o meio empresarial no qual o capítulo tem atuado, fortalecendo também o movimento do Pacto Global no Brasil.

Sobre o PRME- Princípios para Educação Executiva Responsável

O PRME tem como premissa mobilizar as escolas na adoção de princípios educacionais voltados à sustentabilidade, atuando na definição de propósitos, ênfase de novos valores, desenvolvimento de métodos inovadores, construção de parcerias e intensificação do diálogo com a sociedade. O ISAE foi uma das 60 instituições acadêmicas que, a convite da ONU em 2006, desenvolveram os seis princípios do PRME. Essa iniciativa em prol da educação executiva responsável já conta com mais de 500 signatários no mundo e tem o capítulo brasileiro como uma de suas principais redes, com 24 instituições de educação signatárias.

*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, publicado também na 29ª Edição da Revista Perspectiva. O ISAE/FGV é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 20/08/14 4:00:30 PM
(Foto: Arquivo SESI-PR)

(Foto: Arquivo Prati-Donaduzzi)

Neste mês de agosto, as ações do Movimento Nós Podemos Paraná estão voltadas para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 4 (Reduzir a Mortalidade Infantil), pois no dia 24 é comemorado o Dia da Infância. O Movimento, articulado pelo SESI com o apoio de diversas instituições paranaenses, incentiva a realização de ações e projetos que contribuam para o alcance dos ODM.

Um dos exemplos fomentados pelo Movimento Nós Podemos Paraná é o programa Gestação Segura, realizado pela indústria Prati-Donaduzzi, de Toledo, para incentivar o pré-natal e os cuidados com o recém-nascido das suas colaboradoras e esposas de colaboradores. São realizados encontros semanais onde as gestantes recebem informações, orientações e oportunizam a troca de experiências sobre a gestação.

O programa é composto por 12 módulos, totalizando 24 horas, divididos em diversos temas, como maternidade, paternidade, direitos e deveres da gestante no trabalho, plano de saúde, aspectos psicossociais, parto, pós-parto, cuidados com o recém-nascido, entre outros. Além das palestras é realizado o acompanhamento domiciliar no período do pós-parto.

O Gestação Segura conta ainda com um grupo de voluntários do Corpo de Bombeiros, Banco de Leite e odontólogos. Desde a criação, em 2005, o programa já atendeu cerca de 2.100 gestantes.

*Artigo escrito pela equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Páginas12345... 63»
Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Publicidade
Publicidade
Publicidade
«

Onde e quando quiser

Tenha a Gazeta do Povo a sua disposição com o Plano Completo de assinatura.

Nele, você recebe o jornal em casa, tem acesso a todo conteúdo do site no computador, no smartphone e faz o download das edições da Gazeta no tablet. Tudo por apenas R$ 49,90 por mês no plano anual.

SAIBA MAIS

Passaporte para o digital

Só o assinante Gazeta do Povo Digital tem acesso exclusivo ao conteúdo do site, sem nenhum custo adicional ou limite.

Navegue com seu celular ou baixe todas as edições no tablet - um novo jeito de ler jornal onde você estiver.

CLIQUE E FAÇA PARTE DESSE NOVO MUNDO

»
publicidade