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Giro Sustentável

Enviado por InstitutoGRPCOM, 17/04/15 5:38:50 PM
(Imagem: Reprodução)

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Conceitualmente, o desenvolvimento sustentável “é aquele que atende as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem a suas necessidades e aspirações”. Porém, esse conceito apresentado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no relatório Brundland (1987), torna-se muito mais complexo uma vez que vivemos em uma sociedade que fomenta diariamente a criação de novas necessidades e, consequentemente, a exploração dos recursos naturais para os processos produtivos.

A mudança de padrão na produção da Indústria e as ações de Responsabilidade Socioambiental Corporativa constituem ponto fundamental para a propagação e difusão da importância em se manter o planeta em equilíbrio a fim de garantir o futuro das próximas gerações. Por sua vez, o sucesso das Boas Práticas de Educação para a Sustentabilidade, abrangendo eixos da sustentabilidade tais como: o ambiental, o social e o econômico, demonstram ser possível produzir mais com menos, reduzindo o impacto socioambiental.

Diversas organizações públicas, privadas e do terceiro setor desenvolvem projetos e ações em prol do desenvolvimento sustentável e a divulgação dessas Boas Práticas faz com que o restante do mercado perceba as alternativas ambientalmente corretas, economicamente viáveis e socialmente justas que possam ser replicadas. A despeito da promoção e criação das alternativas viáveis em referência, há de se salientar que a Responsabilidade Socioambiental Corporativa baseia-se em normas internacionais e nacionais, em políticas de trabalho internas, ou em programas e projetos que são implementados e padronizados na cadeia de valor das respectivas empresas.

O Pacto Global, os Princípios da Educação Empresarial Responsável (PRIME), os Indicadores Ethos, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), a exemplo de outras Organizações, desenvolvem várias metodologias de trabalho centradas na concepção de Educação para a Sustentabilidade e que podem ser implementadas ou adaptadas de acordo com as necessidades de cada setor. De outro lado, há de se observar, também, a existência de muitos bancos de práticas já desenvolvidos que reúnem projetos e proposições de ações que estão disponíveis para consulta e que podem ser replicadas.

No sentido precedente, a capacitação contínua dos colaboradores e ações educacionais com os consumidores, fornecedores e a comunidade são fatores determinantes para que a sustentabilidade seja propagada desde o chão de fábrica até a alta diretoria, bem como, disseminada, externamente, nos demais relacionamentos das empresas. Entretanto, há de se salientar que a formação dos estudantes dos distintos níveis de ensino no campo da sustentabilidade possibilita, também, gerar base para que as empresas possam contar, num futuro próximo, com mão de obra qualificada e focada em posicionamentos mais responsáveis e preocupados com o bem estar social e ambiental.

O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), um dos Conselhos Temáticos do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), promove o 1º Concurso de Boas Práticas: Educando na Sustentabilidade, visando, exatamente, reconhecer e divulgar as principais práticas do Paraná que integrem as dimensões da sustentabilidade no âmbito econômico, ambiental, social e cultural. As inscrições estão abertas até dia 30 de junho. Saiba mais no site http://www.fiepr.org.br/cpce/.

*Artigo escrito pelo Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 15/04/15 2:44:28 PM
(Foto: Instituto Camargo Corrêa)

(Foto: Instituto Camargo Corrêa)

“É de inúmeros atos de coragem e fé que a história humana é construída. Cada vez que um homem se levanta por um ideal, realiza algo para melhorar a sorte dos outros ou se revolta contra a injustiça, ele espalha uma pequena onda de esperança. Cruzando cada uma delas com um milhão de diferentes centros de energia e ousadia, essas ondulações constroem um fluxo que pode varrer as mais poderosas muralhas de opressão e resistência.” É com esta citação, que Robert Kennedy, então procurador geral dos EUA, já falava em 1966 em uma viagem à África do Sul na Universidade de Cape Town, sobre o papel transformador social no mundo.

Sabemos que empresas são constituídas por ideias e ações de diferentes pessoas, seja na escala tradicional quanto na cooperativa. Além da conquista de mercado, difusão dos produtos e ser contribuinte para a produção econômica do país, uma empresa alcança o sucesso quando suas pessoas – independente de diretoria ou funcionários, possuem interesse no tema RSE – Responsabilidade Social Empresarial.

Uma das formas de atuar na RSE é o estímulo à participação cidadã dos colaboradores em ações sociais através do voluntariado. São mobilizações pontuais ou contínuas que fazem diferença para bairros ou grupos espalhados na comunidade, que abrangem desde crianças, adolescentes, idosos, deficientes ou até mesmo o terceiro setor. Em Curitiba e região, percebemos uma série de ações que partem das empresas e seus colaboradores que são transformadoras na sociedade.

Além da gratidão de quem recebe o serviço voluntário, também tem benefícios quem aplica: o funcionário produz mais para a empresa, cria novos laços de relacionamento e trabalha mais feliz. Sem contar no papel social da empresa, que incentiva outras organizações a fazerem o mesmo e ganham novos consumidores de seus produtos ou serviços pelo fato de contribuírem com a comunidade.

Para tanto, o Centro de Ação Voluntária de Curitiba orienta e estimula as empresas à atuarem socialmente através do voluntariado, com palestras de sensibilização, workshops, criação de programas empresariais de voluntariado e ações práticas, como os mutirões de transformação.

*Aline Vonsovicz é jornalista voluntária do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 13/04/15 2:35:25 PM
(Foto: Roberto Stuckert Filho)

(Foto: Roberto Stuckert Filho)

Com a aproximação da data de entrada em vigor do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei n. 13.019/2014, apelidada de MROSC), no dia 27 de julho de 2015, é imprescindível que gestores públicos e dirigentes de instituições sem fins lucrativos conheçam os novos requisitos para a formalização dos termos de fomento e de colaboração, novos instrumentos colaborativos que regularão as parcerias entre Estado e Terceiro Setor em substituição aos convênios.

Dentre os requisitos a serem analisados estão aqueles que dizem respeito ao Estatuto das organizações da sociedade civil, que merecem análise destacada.

Não sem antes dizer que a lei entende como organização da sociedade civil a “pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos que não distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais resultados, sobras, excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social, de forma imediata ou por meio da constituição de fundo patrimonial ou fundo de reserva” (artigo 2º, I).

Também é importante apontar que a lei exige, como requisito para a assinatura de termos de fomento e de colaboração, que a organização da sociedade civil possua (artigo 24, VII): “a) no mínimo, 3 (três) anos de existência, com cadastro ativo, comprovados por meio de documentação emitida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, com base no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ; b) experiência prévia na realização, com efetividade, do objeto da parceria ou de natureza semelhante; c) capacidade técnica e operacional para o desenvolvimento das atividades previstas e o cumprimento das metas estabelecidas”.

Superados estes requisitos, a organização ainda deverá comprovar a existência jurídica mediante Estatuto registrado em cartório (artigo 34), contendo no mínimo as seguintes disposições (artigo 33):

I – objetivos voltados à promoção de atividades e finalidades de relevância pública e social: o que significa que o Estatuto social da organização deverá comprovar a sua finalidade social, especificamente na área de objeto da parceria. Especialmente as organizações que têm objetivos muito genéricos ou muito específicos devem ficar atentos a esta exigência em consonância com as suas áreas de atuação.

II – a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de atribuição para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas: até então requisito obrigatório somente para a obtenção da qualificação como Oscip (Lei n. 9.790/99) e para as fundações privadas (Resolução MP/PR n. 2.434/2002), a constituição de Conselho Fiscal ou órgão equivalente passa a ser obrigatória para qualquer organização da sociedade civil que pretenda firmar termo de fomento ou de colaboração com o Poder Público. Responsável pela fiscalização interna da instituição, notadamente das atividades da Diretoria, o Conselho Fiscal (ou equivalente) é órgão coletivo que analisa as contas da organização, a mutação patrimonial e demais documentos contábeis, emitindo parecer aos órgãos deliberativos para aprovação ou não.

III – a previsão de que, em caso de dissolução da entidade, o respectivo patrimônio líquido seja transferido a outra pessoa jurídica de igual natureza que preencha os requisitos desta Lei e cujo objeto social seja, preferencialmente, o mesmo da entidade extinta: o Estatuto deverá prever especificamente a instituição para a qual o patrimônio da extinta será destinado em caso de dissolução, ou genericamente indicar que será destinado a outra organização da sociedade civil que preencha os requisitos da lei. A lei não permite omissão quanto a este tópico, que deverá ser conciliado nos Estatutos das instituições que detêm a qualificação como Oscip ou o Cebas para preencher também os requisitos da legislação que rege estes títulos.

IV – normas de prestação de contas sociais a serem observadas pela entidade, que determinarão, no mínimo: a) a observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade: o Estatuto deverá conter cláusula específica neste sentido. Sobre o tema destaca-se a ITG 2002, Norma Brasileira de Contabilidade aplicável especificamente às entidades sem fins lucrativos. A partir do momento que este item passe a constar do Estatuto, caso não observadas as normas contábeis os dirigentes podem ser responsabilizados por fraude ao Estatuto. b) que se dê publicidade, por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício fiscal, ao relatório de atividades e demonstrações financeiras da entidade, incluídas as certidões negativas de débitos com a Previdência Social e com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, colocando-os à disposição para exame de qualquer cidadão: exigências estatutárias que visam à transparência das atividades das organizações, devem constar expressamente do Estatuto e, da mesma forma, caso inobservadas podem gerar a responsabilização solidária do dirigente.

Vale lembrar que as instituições deverão continuar preenchendo os requisitos estatutários do Código Civil e da Lei de Registros Públicos, bem como das leis específicas a que estão sujeitos por suas características próprias, seja por suas finalidades sociais, seja pelas titulações e qualificações que detenham.

Estes requisitos estatutários apresentados são exemplos práticos das alterações promovidas pelo MROSC na relação entre Poder Público e Terceiro Setor, que impactam desde já nas adaptações necessárias às candidaturas à assinatura de Termos de Fomento e de Colaboração a partir de 27/07/2015, mas cujos impactos não se limitam, como visto, a questões burocrático-formais.

*Artigo escrito pelo advogado Leandro Marins de Souza, Doutor em Direito do Estado pela USP, Presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/PR, sócio do escritório Marins de Souza Advogados (www.marinsdesouza.adv.br), parceiro e colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 08/04/15 4:58:14 PM
(Imagem: Divulgação)

(Imagem: Divulgação – Logo Classroom)

“Inovação que auxilia o dia a dia”. Essa deve ser a frase que define a Google em cada novo produto lançado. Após pesquisas com carros sem motorista, “óculos interativo”, entre outros produtos revolucionários, a gigante da internet lança o Classroom, que promete mudar a sala de aula.

O programa será utilizado junto com outras três plataformas que já existem: o Gmail, que é o serviço de e-mail, o Drive, que é a nuvem e o Docs, que contém diversos aplicativos como excel, word e planilhas de pesquisa. A ideia é melhorar a comunicação, além de otimizá-la, entre os alunos e professores.

O aplicativo funcionaria da seguinte forma: o professor passa a lição pelo programa para todos os alunos cadastrados ou ligados a ela. Com isso, o docente poderá acompanhar o desenvolvimento da tarefa, e também quem fez ou deixou de fazer. Outra função que poderá auxiliar os alunos é que todas as matérias serão distribuídas em pastas, forçando os estudantes mais desorganizados a regrar-se nesse ponto.

Tanto professores como alunos poderão, também, trocar mensagens instantâneas, por meio do chat disponibilizado na ferramenta. Com isso, o aluno poderá ser mais acertivo, tirando suas dúvidas com o professor da matéria que ele está fazendo a tarefa.

O Classroom fará parte do Google apps para a Educação, que inclui dezenas de recursos para estudo. Como por exemplo a edição de trabalhos e apresentações por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo. Tudo fica armazenado na nuvem, podendo ser acessado de qualquer lugar e a qualquer instante.

O lançamento da plataforma está prevista para setembro.

*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 01/04/15 5:22:27 PM
(Foto: SINEPE -Escoamento da água no telhado do salão de festas da Faculdade Bagozzi)

(Foto: SINEPE – Captação de água da chuva na Faculdade Bagozzi)

A chuva é uma fonte de água doce valiosa e sua captação é de extrema importância, principalmente porque a água é um recurso finito e vulnerável. A vida e os ecossistemas terrestres estão ameaçados, a não ser que os recursos hídricos sejam gerenciados de forma mais efetiva no presente e no futuro.

O consumo diário de água é muito variável ao redor do globo, com gasto médio fortemente relacionado com os níveis de desenvolvimento do país e de renda da população. Uma pessoa necessita de, pelo menos, 40 litros de água por dia. Nesse contexto, torna-se imprescindível seu uso racional.

Sem dúvida, uma grande arma contra o desperdício de água é a conscientização de que ela é um bem finito e de que seu uso racional se faz necessário. Observando o desperdício e o uso inadequado da água na Faculdade Bagozzi, realizei um estudo de caso que teve como tema central o aproveitamento da água da chuva.

O trabalho consistiu em identificar, discriminar e quantificar o consumo de água tratada, assim como sua destinação dentro deste ambiente. Levantar áreas de captação de água de chuva, calcular capacidades de armazenagem e estudar possibilidades de sistemas de filtragem de resíduos também fizeram parte deste estudo.

O objetivo era saber quanto a utilização da água de chuva pode contribuir para a melhor utilização do recurso na instituição, levantar dados de viabilidade técnica e econômica e, por fim, diminuir o impacto ambiental através do aproveitamento da água da chuva nas descargas dos 122 banheiros da Faculdade.

Desde então, estamos desenvolvendo um projeto de simples aplicação que permitirá uma redução de aproximadamente 67,5 m³ por mês do consumo de água potável e o equivalente a 46% a menos no custo da conta de água. A Faculdade Bagozzi irá utilizar a água de chuva captada em um sistema próprio para caixas d’água direcionadas especificamente às descargas sanitárias, irrigação de jardins e lavagem de calçadas e ambientes.

Após estudos desenvolvidos nas contas de água da Faculdade Bagozzi, estimou-se, apenas com o consumo de água para a descarga, um decréscimo em torno de R$ 8 mil por ano, com economia relativa de 810 m³ de água potável anualmente.

Por estimativa de que o ser humano vive bem usando cerca de 40 litros diários de água e considerando a quantidade de água da chuva que o Paraná recebe por ano, pode-se afirmar que com a economia de um ano das descargas da Faculdade seria possível sustentar o equivalente a 20.250 pessoas num dia de consumo, 101,25 famílias de cinco pessoas em um dia ou 8,5 famílias por ano. É importante pensar nisso e agir em prol da preservação deste recurso tão importante.

*Artigo escrito por Douglas Oliani, diretor geral da Faculdade Bagozzi, instituição associada ao Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/03/15 10:45:17 AM
(Imagem: Divulgação)

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Falamos na satisfação das necessidades das gerações futuras, mas ainda vivemos em um período em que as necessidades básicas ainda não são uma realidade para toda população mundial. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) são, aproximadamente, dois bilhões de pessoas que vivem em situação precária, sem alimento, saúde, saneamento e educação. Consequentemente, sem qualidade de vida e desenvolvimento humano. A falta de atendimento dessas necessidades gera outras problemáticas como o desequilíbrio ambiental, a injustiça social e afasta essas comunidades da proposta do desenvolvimento local.

Para a erradicação dessas mazelas mundiais é preciso trabalhar de forma ordenada, com objetivos e metas estabelecidas. Em 2000, a ONU estabeleceu os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), para serem alcançados por todos os países até 2015. Essas metas e objetivos estão voltadas para acabar com a fome e a miséria; oferecer educação básica de qualidade para todos; promover igualdade entre sexos e valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a AIDS, a malária e outras doenças; promover a qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e fazer com que todos trabalhem para o desenvolvimento.

Durante os 15 anos que se passaram desde o início do trabalho com os ODM, inúmeras instituições públicas, privadas e do terceiro setor aderiram ao movimento e estabeleceram diversas iniciativas e projetos visando atender as metas estabelecidas para atingir os objetivos.

No Brasil, os ODM são conhecidos como os 8 Jeitos de Mudar o Mundo. A fim de trabalhar de maneira assertiva, os estados mobilizam suas cidades e organizações através do Movimento Nós Podemos. Nesse ano final, o Paraná alcançou várias metas, no entanto grandes objetivos ainda não foram alcançados, como o percentual de crianças que terminam o ensino fundamental (72,8%), redução de 2/3 da mortalidade infantil (73,8%), redução de ¼ da mortalidade materna (44,5%) e não ter detido a propagação da Aids no Estado.  No Portal ODM você pode saber um pouco mais e acompanhar as atualizações das metas mais recentes (www.portalodm.com.br).

Nesse ano de 2015, com o fechamento do ciclo dos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, iniciou-se, na Rio+20, uma ampla discussão para a elaboração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que darão a continuidade ao Movimento. A composição dos 17 Objetivos e as 169 metas dos ODS, que abrangem diferentes temáticas, foram desenvolvidos pelos 70 países participantes e serão realmente validadas em setembro deste ano.

O grande intuito dos ODS é ter o comprometimento dos países desenvolvidos em cumprirem as metas e os objetivos em relação ao meio ambiente. E os ODM contemplaram mais os países em desenvolvimento, que ainda não atenderam todas as necessidades básicas da sua população. A janela temporal dos ODS deverá ser até 2050, quando teremos uma população aproximada de 10 bilhões de pessoas. Nesta proposta, o desenvolvimento sustentável deverá ser prioritário, pois além da dimensão econômica devemos cuidar das dimensões sociais, ambientais e culturais.  Será necessário unir esforços de todas as instituições, principalmente do setor industrial, que deverá trabalhar de maneira inovadora para mudar os padrões de produção. A população em geral também terá sua contribuição mudando o seu padrão de consumo, caso contrário o planeta não dará conta de um apetite tão voraz de alguns e a miséria de tantos.

*Artigo escrito por Valderez Crovador (Faculdades Santa Cruz), Rosane Fontoura (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial), Gustavo Loiola (ISAE) e Líria Rodrigues (ISAE), equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 26/03/15 3:16:00 PM
(Imagem: Divulgação)

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A questão ambiental vem ganhando destaque nos dias atuais, em decorrência de diversos fatores, em especial pela maior conscientização da sociedade, que anseia por alternativas e soluções inovadoras no que se refere à preservação do meio ambiente.

Neste contexto é que surge um mecanismo, já adotado em outros países como política pública (Costa Rica, por exemplo), que pode ser uma excelente solução: o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

O PSA é um instrumento econômico que busca remunerar aquele que preserva o meio ambiente. Além de garantir a preservação ambiental, também incentiva financeiramente quem cumpre a legislação.

Trata-se de um projeto ainda em evolução no Brasil, mas que caminha a passos largos para se tornar uma realidade em pouco tempo. Tanto quem financia quanto quem será beneficiado só tende a ganhar quando da sua implementação. Parcerias entre a iniciativa privada e os entes públicos podem influenciar positivamente nessa ainda tortuosa caminhada.

Por ser um tema recente e de muita importância, o PSA vem representando um considerável avanço no ordenamento jurídico e nas políticas públicas. Desta forma, conquista cada vez mais espaço nas legislações estaduais e parcerias público-privadas.

Para que se possa efetivamente dar início a um projeto de PSA é necessário que o Poder Público e a iniciativa privada façam um levantamento das possibilidades para desenvolvimento de um projeto, já que cada estado possui características peculiares, que precisam ser sopesadas, pois nem sempre o que é plausível para um será para o outro, ainda mais considerando as legislações ambientais específicas de cada um.

Partindo deste pressuposto, torna-se necessária uma avaliação legal criteriosa no sentido de verificar as legislações e se já existe regulamentação própria sobre o tema. Em não havendo, trabalhar-se para que isso ocorra se revela uma excelente oportunidade de negócio. As iniciativas até hoje adotadas no país nos levam a acreditar que o PSA pode ter muito sucesso, desde que mínimos cuidados sejam tomados e mediante uma política de fiscalização efetiva.

A isenção de tributos, por exemplo, é um excelente instrumento para quem financia projetos de PSA. Dentre os instrumentos já existentes no Brasil, é importante destacar a isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) sobre as áreas de reserva legal. Também o ICMS ecológico é um mecanismo que foi adotado por vários Estados do Brasil para subsidiar e incentivar as ações de conservação. Mas há muito mais.

Seja como for, o importante é que novas iniciativas de PSA sejam elaboradas e implantadas (a exemplo do REDD e do REDD+), pois os benefícios alcançarão a todos, particulares, entes públicos e a sociedade em geral.

*Artigo escrito por Marina Buzaglo Dantas, coordenadora administrativo/financeiro associada à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 23/03/15 3:21:47 PM
(Foto: SPVS)

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O Projeto Manancial Vivo, fruto da parceria entre a Prefeitura de Piraquara, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e a iniciativa Oásis Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza tem como propósito possibilitar a premiação monetária dos proprietários de áreas naturais que possuem boas práticas ambientais. Além disso, busca garantir a preservação da floresta, da água e da biodiversidade do município de Piraquara.

No final de 2013, a SPVS, com apoio do Programa HSBC pela Água, procurou a Prefeitura de Piraquara para apresentar o Programa Condomínio da Biodiversidade – ConBio, que há 15 anos é realizado na Região Metropolitana de Curitiba com o objetivo de conservar a biodiversidade em ambientes urbanos e periurbanos.

O ConBio somou esforços com a iniciativa Oásis da Fundação Grupo Boticário, cujo objetivo é apoiar ações que contribuam com a proteção de rios, nascentes, mananciais e com a conservação da biodiversidade e promoção da qualidade de vida. Com a adesão e participação da Prefeitura de Piraquara, estas iniciativas resultaram no Projeto Manancial Vivo.

A bacia do Rio Piraquara foi escolhida para as ações do Projeto pela sua importância para o abastecimento de água e por abrigar remanescentes florestais conservados. Os mananciais de Piraquara são responsáveis por 50% do abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana, o que mostra por que é essencial que sejam conservados. Para a secretária do Meio Ambiente e Urbanismo do município, Raquel Sizanoski, o projeto faz parte de uma mudança de hábitos que abrange toda a cidade. “O objetivo principal é despertar a consciência dos proprietários, mas também mudar a mentalidade de toda a sociedade, como um efeito dominó. Não basta apenas economizar água no cotidiano, precisamos cuidar da fonte dela, os afluentes”, destaca.

Os técnicos da SPVS e da Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo visitam os proprietários, avaliam as condições ambientais da propriedade e fazem orientações sobre o manejo correto da vegetação e o uso do solo. Até o momento, 50 propriedades foram visitadas e a meta para 2015 são mais 100. Desta forma, a Prefeitura terá um cadastro dos proprietários interessados e aptos para receber o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) quando for lançado o edital de chamamento público.

Em 11 de novembro de 2014, a Câmara de Vereadores aprova a Lei Nº 1405, que institui o Programa Municipal de Pagamento por Serviços Ambientais. Paralelamente à construção do marco legal, o Projeto busca apoio e irá realizar o 2º Encontro Institucional a fim de firmar o arranjo institucional para a captação de recursos que serão destinados aos proprietários. A metodologia de PSA foi desenvolvida pela iniciativa Oásis da Fundação Grupo Boticário, que já foi implantada em outros municípios do Brasil como São Paulo (SP), Apucarana (PR), São Bento do Sul (SC), Bela Vista do Toldo (SC) e Brumadinho (MG).

Durante o 1º Encontro de Proprietários de Áreas Naturais de Piraquara, realizado no final de fevereiro, foram apresentadas ações e perspectivas do Projeto. O evento foi um momento importante para esclarecer as dúvidas sobre o andamento do projeto e uma oportunidade de apresentar aos moradores o resultado do diagnóstico que os técnicos fizeram ao longo das visitas.

Contou com a participação da maioria dos proprietários visitados, mais de 40 moradores da APA do rio Piraquara. “O evento foi um início de uma integração promissora entre os proprietários e o Projeto Manancial Vivo, acredito que trará bons resultados para a conservação da natureza e o futuro da região”, comenta Elenise Sipinski, coordenadora do ConBio.

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/03/15 11:17:52 AM
(Imagem: Divulgação)

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Nosso país sempre teve políticas econômicas e industriais baseadas na abundante fonte de recursos naturais, diversidade da fauna e flora, recursos hídricos e minerais na extensa dimensão territorial (capital natural), assim como grande disponibilidade de mão de obra (capital intelectual e social).

Acreditávamos que, com a possível exceção de algumas zonas áridas no nordeste, teríamos água para tudo e para sempre. O crescimento populacional e a concentração da população em áreas urbanas, o desmatamento, industrialização, consumismo, poluição, somados às mudanças climáticas, desfizeram nossa ilusão. Como exemplo, no Brasil o consumo per capita é de 187 litros por dia, e apenas para a produção de 1 quilo de carne bovina são necessários 15 mil litros de água, aproximadamente 3.5 mil litros para 1 quilo de carne de frango.  Uma calça jeans demanda 15 mil, uma camiseta 3,5 mil e um quilo de milho consome para sua produção 900 litros de água.

Desde o ano passado temos recebido notícias alarmantes do sudeste. Os reservatórios de água, principalmente os que abastecem a região metropolitana de São Paulo, atingiram cotas abaixo dos níveis de segurança, e os mesmos supostos gestores que fingiram ignorar a realidade por mais de um ano ainda hesitam em reconhecer a seriedade da situação. Com as chuvas de verão houve algum alívio, mas não o suficiente para justificar declarações ufanistas e irresponsáveis, existe ainda o risco de racionamento de água ou, como preferem dizer alguns: rodízio. Racionamento, ainda que não seja do agrado de ninguém, é um recurso extremo quando água, alimentos, energia, se tornam escassos demais e a distribuição contida permite algum controle sobre a demanda, induzindo os consumidores a economizar, com sacrifício e também benefício de todos.

Nós brasileiros temos o privilégio de contar com um grande potencial hídrico (12% da água potável do mundo), mas sua exploração demanda conhecimento, tecnologia, energia e preservação das matas ciliares em torno dos rios, já que estes estão assoreados e poluídos.

Uma parte da região sul de nosso país está sobre uma das maiores reservas mundiais de água subterrânea, o chamado Sistema Aquífero Guarani, que se espalha em mais de um milhão de quilômetros quadrados, com potencial em volume d’água para suprir o mundo inteiro por muitos anos. Mas nem tudo é simples, grande parte dessa água encontra-se em profundidades que chegam a mais de mil metros, demandando técnicas de exploração assemelhadas às utilizadas para petróleo; em vários locais a água não é própria para consumo por apresentar excesso de sais minerais, necessitando de tratamento caro demais; e o aquífero não é homogêneo, tem descontinuidades.

Como a disponibilidade hídrica mundial de água com fácil acesso – lagos e rios – representa apenas 0,3% do total do volume de água existente no planeta, vivemos a escassez de água doce para consumo, indústrias e irrigação, e já se travam guerras pelo seu controle; as próximas décadas serão marcadas pela necessidade cada vez maior de uso racional, reuso, busca de novas fontes.

Um empreendimento é dito sustentável se gerar mais recursos do que os que forem aplicados nele, e se mantiver essa condição ao longo do tempo, sem impactar negativamente aspectos sociais, ambientais, econômicos e culturais.  Para o desenvolvimento sustentável é indispensável a preservação ambiental de rios, diminuindo o prejuízo econômico da escassez de água, e repensar a cultura do desperdício.

A preocupação, tanto no plano pessoal quanto empresarial, da pegada hídrica, ou seja, o volume total de água doce utilizado para produzir os bens e serviços consumidos, poderá reduzir lavagens de carro, calçadas e outras práticas domésticas. Empresas que não se preocupem apenas com o imediatismo de custo e benefício poderiam adotar boas práticas de reuso da água, dirigentes governamentais tornarem-se mais eficazes na proteção das bacias hidrográficas, e na adoção de medidas pragmáticas de contenção de consumo.

Melhorar a forma de usar a água envolve algo muito mais sério que um lucro ou conforto imediato, é a garantia do desenvolvimento com perspectivas melhores para as próximas gerações.

 

*Artigo escrito pela professora Wanda Camargo representante do UniBrasil Centro Universitário no Núcleo de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/03/15 5:07:16 PM
(Imagem: Divulgação)

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Qual seria a melhor época para recebermos a ajuda de voluntários, no momento de crise ou no de confraternização? Eu diria que em ambos.

A pessoa que se prontifica a realizar trabalhos voluntários contribui muito mais do que imagina, contribui para uma sociedade mais equânime, exerce sua cidadania e sabe da sua responsabilidade social.

São pessoas que possuem algumas características, tais como: empatia, um olhar que vai muito além do ter, são sensíveis capazes de enxergar o lado positivo das coisas, sem falar que contagiam as outras pessoas com seu exemplo.

Então o que esperar deles, se não o incentivo, a compreensão e ajuda?

Se nos momentos de confraternização podemos sempre contar com sua alegria e talento, nos de crise podemos contar ainda mais.

É o exemplo que vemos no Movimento Eu Abraço o CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba (www.acaovoluntaria.org.br).

Exemplos de coragem e de inovação, que nos trazem ótimas ideias e energia, o que em alguns momentos é muito mais valioso que qualquer outra coisa, pessoas que por acreditarem na causa de uma entidade, não admitem sequer a ideia de cruzar os braços frente a uma crise, seja esta financeira ou não.

Motivam, trazem um novo olhar sempre buscando a solução, um olhar que muitas vezes as pessoas diretamente envolvidas não conseguem ter com tanta clareza. Contribuem com seu talento, sugestões e com todo seu coração.

Trazem novo brilho e nos ajudam a trilhar um caminho que muitas vezes sabemos que não será fácil, mas que podemos percorrer sempre de mãos dadas.

*Viviana Prado é colaboradora do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

 **Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

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