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Giro Sustentável

Enviado por InstitutoGRPCOM, 01/12/16 8:08:56 AM

(Foto: SPVS)

A educação voltada à conservação da natureza pode gerar bons resultados tanto para o município quanto para as áreas naturais. Foi o que constatou uma pesquisa com escolas municipais de Guaraqueçaba (litoral do Paraná), realizada pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, em 2015. A intenção foi identificar a partir do envolvimento dos educadores com o meio ambiente, maneiras estratégicas de impulsionar ainda mais estes resultados.

Os educadores, que lecionam em escolas atendidas pelo Programa de Educação para a Conservação da Natureza, foram questionados sobre seus conhecimentos a respeito de espécies de fauna e flora nativas, sobre o quanto tratavam do assunto com seus alunos e se promoviam atividades práticas sobre meio ambiente e conservação da natureza.

Após a pesquisa, os professores participaram de ações de capacitação e foram acompanhados em suas práticas pedagógicas. Antes dessas atividades, os educadores alegaram que seus conhecimentos sobre áreas naturais eram de insuficiente a ruim e admitiram ter de pouco a pouquíssimo envolvimento com o meio ambiente. Raros afirmaram levar seus alunos para um contato direto com ambientes naturais.  Entretanto, após as oficinas de capacitação promovidas pela SPVS, os professores confirmaram ter tido melhoras relacionadas a seus conhecimentos e todos eles garantiram um tratamento mais frequente e contínuo sobre meio ambiente com seus alunos.

Esses resultados se refletem na prática nas escolas de Guaraqueçaba, onde desde 1991 a SPVS desenvolve uma série de atividades voltadas à conservação da natureza, entre elas formação de professores, cursos de contação de histórias, oficinas de arte-educação, além de criação e distribuição de materiais educacionais com a participação da comunidade escolar. A educação voltada à conservação da natureza tem um importante papel social devido a seu potencial de permear todo o processo educativo, não se limitando a uma disciplina.

“As ações de formação de professores do Programa priorizam por destacar, no próprio currículo municipal, a conservação da natureza como tema gerador. Em ciclos de sensibilização, informação e instrumentalização, diferentes gerações de educadores de Guaraqueçaba passaram pelas formações nos últimos 15 anos, o que contribuiu para a formação de cidadãos ainda mais envolvidos com as questões ambientais na região”, conforme destaca a bióloga e educadora responsável pelo Programa, Solange Latenek.

Segundo a professora Vânia Luiz, que trabalha na Secretaria Municipal de Educação e acompanha o projeto da SPVS desde o início, Guaraqueçaba já colhe os frutos das atividades desenvolvidas. Para ela, os alunos dos professores capacitados pelo programa são hoje adultos que cuidam do meio ambiente, um exemplo disso é o retorno de animais antes ameaçados de extinção para a região de Guaraqueçaba – que, por sua vez, abriga ecossistemas de alta qualidade ambiental e que está inserida no maior bloco remanescente da Mata Atlântica brasileira.

Desde o início das ações, desenvolvidas em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Guaraqueçaba, 80 professores foram atendidos pelo projeto na região e aproximadamente 800 alunos foram indiretamente atingidos. Estes números representam um alcance de 70% do total de escolas de Guaraqueçaba.

Muito além da conservação de áreas e de espécies, o Programa de Educação voltada à Conservação da Natureza também busca capacitar professores e alunos para serem multiplicadores de uma intervenção cidadã que contribua para gerar alternativas que conciliem, na prática, a conservação da natureza com melhorias no bem-estar coletivo.

*Artigo escrito pela equipe da OSC Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 29/11/16 9:38:31 AM
(Foto: ASID)

(Foto: ASID)

Por muitas vezes, escutamos nos discursos de CEO’s e diretores de grandes companhias afirmações como “nosso maior ativo são os nossos colaboradores”, ou “pessoas em primeiro lugar”. Com certeza, as pessoas são um dos ativos mais importantes de qualquer empresa. Mesmo que o nível de importância varie de acordo com o segmento ou modelo de negócios, podemos afirmar que sim, as pessoas são importantes dentro das empresas.

Porém, talvez você seja um pouco mais cético e, ao terminar e ler o parágrafo anterior, você se pergunte: por quê? Podemos elencar aqui alguns dos valores desse ativo, tais como conhecimento, execução, análise crítica, liderança, capacidade de melhorar e evoluir o negócio e diversas outras. Mesmo que você olhe aquele produto ou serviço consolidado e pense que as pessoas não importam tanto para o negócio atual, serão elas que terão que criticar, melhorar e inovar para liderar um novo produto quando o mercado não corresponder mais por aquela antiga e ultrapassada inovação, que um dia já foi útil.

Assim, nós perguntamos a você: o que a sua empresa faz com um ativo tão valioso? Então, neste momento passa pela sua mente aquela pesquisa de clima realizada uma vez ao ano, todas as ações motivacionais que a empresa faz, festas de fim de ano, a elevada média salarial que sua empresa paga e até a vasta política de treinamentos e capacitações. Com certeza esses são apenas alguns dos itens da sua lista.

Mas, por acaso, você já pensou em compartilhar esse ativo? E muito provavelmente sua resposta é não!

Qual a razão que me levaria a compartilhar um dos meus mais preciosos ativos? A razão é que por meio do compartilhamento desse ativo você pode agregar mais valor a ele e a outras partes interessadas. Em outras palavras, ao mesmo tempo que você aumenta as habilidades do seu colaborador, sua competência técnica e emocional, você pode agregar valor à sociedade, à comunidade, à stakeholders estratégicos que estão logo ao seu lado. As tendências não trazem ações sociais restritas a uma área da empresa, mas sim, a criação de valor social como parte da estratégia de desenvolvimento da cultura, clima e competências da equipe.

Pode ser que agora você pense que tudo isso faz sentido, mas talvez um pouco sugestionado por vir de uma organização social. Pode até parecer uma postura um pouco soft para quem vive num ambiente hostil e competitivo, mas é importante ressaltar o que uma das maiores autoridades em competitividade trouxe: “O que está acontecendo neste momento é a redefinição das fronteiras do capitalismo. A criação de valor compartilhado é a próxima etapa de evolução e sofisticação do modelo capitalista”. – Professor Michael E. Porter, Harvard Business School.

Neste ambiente onde a competitividade é a melhor maneira de maximizar seus ativos, que tal pensar em compartilhá-los de maneira estratégica e assim criar um valor maior do que você poderia pensar em criar sozinho? Que tal fazermos isso juntos?

*Artigo escrito por Alexandre Schmidt de Amorim, graduado em Administração pela UFPR e participante de cursos de Harvard, Stanford e Insead com bolsas de estudo. Atua com empreendedorismo social há 6 anos, sendo um dos fundadores da ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças), OSC que trabalha para aprimorar a gestão das instituições gratuitas de atendimento e ensino a pessoas com deficiência, resultando na abertura de vagas e melhoria da qualidade de atendimento. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 28/11/16 10:06:41 AM
(Imagem: Divulgação)

(Imagem: Divulgação)

Da obrigatoriedade de o ser humano interagir com o mundo e preservá-lo em todos os sentidos para não comprometer a vida das gerações futuras surgiram, em setembro de 2000, durante a chamada Cúpula do Milênio, os ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), os quais foram trabalhados durante quinze anos para promover e alcançar a perseguida sustentabilidade.

Mas, a despeito dos múltiplos esforços mundiais, os ODM não foram atingidos em sua plenitude e muitos outros problemas surgiram com o desenvolvimento e o progresso acelerado promovido pelas ciências e pelas tecnologias. Os cidadãos do mundo, então, assumiram no final de 2015 um desafio ainda maior e se comprometeram com a Agenda 2030 que obrigou a ampliação dos 8 ODM para os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e suas 169 metas.

Em paralelo aos estudos e trabalhos relacionados com os antigos ODM e com os atuais ODS, diversas inovações foram pensadas e inúmeras perspectivas de solução dos problemas foram aventadas. Dentre estas possibilidades surgiu, em meados de 1990, o modelo de inovação da Tríplice Hélice do Conhecimento, baseada nas relações mútuas entre governo-universidade-indústria que objetivavam a união daquelas três forças para promover e determinar as necessárias soluções dos problemas da sociedade.

O modelo da Tríplice Hélice do Conhecimento preconiza que o desenvolvimento e o progresso são mais fortemente possibilitados quando a universidade (por meio do poder do conhecimento) mantém, necessariamente, relações simbióticas com o poder dos meios de produção (indústria e comércio) e o poder político do Estado (governo), objetivando, por meio da inovação, a produção de conhecimento útil necessário para o desenvolvimento das nações e para a melhoria de vida das pessoas.

Na atualidade, associando-se os ODS com a Tríplice Hélice do Conhecimento, os mesmos ODS são chamados como indutor (centrado em conhecimento) nas relações simbióticas entre os três setores que compõem a Tríplice Hélice do Conhecimento, sem deixar de levar em conta, entretanto, a Quarta Revolução Industrial que se impõe determinante e transformadora.

Vivemos a Quarta Revolução Industrial (Indústria 4.0) na qual a fusão de tecnologias e a combinação da internet com objetos materiais tende a tornar indistinguíveis as linhas delimitadoras entre as esferas físicas e digitais. A realidade passa a ser ampliada. Mas, a Indústria 4.0 impõe novas formas de desenvolvimento e progresso que somente poderão ser apropriadas com forte investimento em educação e inovação que são outros dos pressupostos essenciais da Tríplice Hélice do Conhecimento.

Cabe salientar que a Tríplice Hélice do Conhecimento sempre conduziu os melhores caminhos do desenvolvimento nas revoluções industriais. A Tríplice Hélice do Conhecimento lá esteve quando da Primeira Revolução Industrial que promoveu a transição do capitalismo comercial para o capitalismo industrial, na segunda metade do século XVIII, quando a economia estava baseada em vapor, carvão e ferro.

A partir de 1860, a mesma Tríplice Hélice do Conhecimento garantiu a Segunda Revolução Industrial com o emprego do aço, energia elétrica e produtos químicos quando, também, o capitalismo industrial cedeu lugar para o capitalismo financeiro. A Terceira Revolução Industrial, com início em 1970, preconizou o desenvolvimento da informática, sendo impulsionada em função das necessárias simbioses entre o poder do conhecimento, o poder econômico e o poder político, quando novamente se fez presente a intervenção da Tríplice Hélice do Conhecimento.

Hoje, durante a Indústria 4.0, os ODS, mais que um conjunto de Objetivos em uma Agenda Global, formam um híbrido de deveres e direitos que exige a transformação necessária de realidades insustentáveis que solicitam, ainda com maior intensidade, a força impulsionadora da Tríplice Hélice do Conhecimento. Os ODS chamam, então, o “giro” da Tríplice Hélice do Conhecimento para a necessária união de forças entre academia, governo e indústria para conseguirmos um mundo sustentável.

As dificuldades relacionadas com a manutenção de um mundo sustentável sempre se mostram ampliadas no transcorrer do tempo e o futuro, por consequência, sempre exige planejamento, para que a utilização dos recursos naturais que satisfaçam as necessidades presentes não comprometa as necessidades das gerações futuras. Assim, a sustentabilidade deve ser cobrada continuamente em associação com fortes aliados.

Que seja possível, por meio dos ODS em associação com a inovação, durante a Quarta Revolução Industrial, as efetivas relações simbióticas entre o setor produtivo de bens e serviços (meio empresarial e industrial), o setor regulador e fomentador da atividade econômica (governo) e o meio universitário a geração de conhecimento útil para o desenvolvimento pleno das nações e para a melhoria de vida das populações do mundo, bem como para a promoção das necessárias sinergias exigidas entre as ciências e as tecnologias.

Sigamos, então, os caminhos que levam à sustentabilidade, ao desenvolvimento, ao progresso e à melhoria de vida das pessoas gerando conhecimento útil por intermédio do giro da Tríplice Hélice do Conhecimento durante a Quarta Revolução Industrial, centrado no eixo dos ODS e orientado pela força da inovação.

*Artigo escrito por Carlos Magno Corrêa Dias, professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Câmpus Curitiba, Conselheiro do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e membro do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 21/11/16 3:05:49 PM
(Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

(Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

Renovam-se as esperanças de, enfim, instituir-se um Programa Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais – PSA: reeditando parecer já trazido no bojo do PL 1274/11, foi apresentado na Câmara dos Deputados o PL 312/2015, para instauração de Política Nacional de Pagamentos por Serviços Ambientais – PNPSA.

O PSA é instrumento de incentivo econômico/desenvolvimento sustentável já difundido em diversos países (e também no Brasil, em alguns estados como Minas Gerais e Santa Catarina, por exemplo), que, basicamente, visa remunerar aqueles que exerçam atividades de preservação ao meio ambiente.

E, justamente com o objetivo de instituir-se uma cultura de preservação/conservação/recuperação dos recursos naturais no país, é que surgiu esse projeto, que se propõe a incentivar proprietários rurais, em sua essência, a promoverem ações destinadas à preservação ambiental no âmbito de suas propriedades.

Com isso, ganhar-se-á aliados no combate à degradação ambiental, não apenas penalizando os “infratores” (forma difundida no Brasil de “angariar” adeptos a práticas preservacionistas), mas incentivando aqueles que se adequam a mecanismos de preservação.

O projeto se propõe a apoiar ações para a conservação da vida silvestre, sequestro, conservação e aumento dos estoques de carbono, recursos hídricos, unidades de conservação além de remanescentes vegetais em áreas urbanas.

Os adeptos ao programa poderão ser remunerados monetariamente ou através de investimentos em melhorias sociais, sendo vedada a remuneração com recursos públicos para APPs e Reservas Legais Privadas. Os valores recebidos estarão, ainda, isentos de impostos e não integrarão a base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e Cofins.

Além disso, os participantes deverão comprovar que: enquadram-se em uma das ações prioritárias; regularidade do imóvel; e a formalização de contrato específico. Têm preferência à aderência ao projeto os agricultores e seus familiares.

Em que pesem todos os esforços para a viabilização do projeto, este, infelizmente, continua engavetado, e o Brasil permanece à míngua de uma legislação federal que efetivamente fomente esse tipo de ação.

Críticas à parte – há quem diga que ações desse tipo não têm razão de ser, visto ser de todos o dever de preservar o meio ambiente –, bem se sabe que estímulos financeiros são necessários, sobretudo em um país como o Brasil, que é detentor de abundantes recursos naturais, e cuja cultura preservacionista não está enraizada. Quiçá, isso se deva a outros problemas sociais/econômicos/financeiros, porém não nos cabe trazê-los aqui.

De qualquer modo, a efetivação de leis dessa natureza, certamente, resultará em uma via de mão dupla: cria-se uma cultura preservacionista, mediante práticas sustentáveis com resultados positivos ao meio ambiente, valorizando aqueles se propõem à defesa deste tão primado bem.

*Artigo escrito por Fernanda de Oliveira Crippa, advogada associado à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/11/16 11:41:23 AM
(Foto: Pexels)

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É só impressão ou vivemos atualmente com uma sensação de falta?

Parece que tudo nos falta, não somos bons suficientes no trabalho, em casa. Falta espaço em casa, no carro, faltam amigos, falta tempo, faltam horas de sono, faltam habilidades!

Algumas pessoas, entre elas a Lynne Twist, autora do livro “The Soul of Money” (ainda sem tradução para o português) perceberam nosso momento atual e trouxeram uma definição para o que vivemos: o paradigma da escassez.

A Lynne nos convida a ampliar nossa percepção sobre esse cenário, apresentando inicialmente três premissas que sustentam esse paradigma:

1ª premissa: Não há suficiente

Essa premissa me pegou de jeito! Realmente, em vários momentos do meu dia, eu chego a pensar “isso não será suficiente”. Na execução de uma tarefa, no preparo do almoço, na dedicação às amizades.

E não poderia ser diferente, fomos treinados, desde pequenos, a pensar assim. Aquela antiga brincadeira da dança das cadeiras, lembra? A brincadeira consistia em, a cada rodada, retirar uma cadeira e deixar alguém de fora. A mensagem era clara, nunca haveria suficiente para todos.

O mais interessante é que isso afeta o nosso convívio social. Isso porque ficamos com medo, insegurança pelos que não tem (por medo de perdemos o “pouco” que temos), ou nos afastamos de quem tem (por medo de parecemos “inferiores”, pequenos).

A 2ª premissa: diz que “mais é melhor”. Preciso de mais um par de sapatos, de mais um carro, de uma casa maior. O número de publicidade que recebemos por dia reforça essa crença e alimenta o consumismo. Afinal, mais de tudo sempre é melhor.

Aí você pensa, ok, esses fatos são incontestáveis. Mas as coisas são assim mesmo. E essa é a 3ª premissa que nos faz desistir e nos render à forma atual de olhar para as coisas pelo paradigma da escassez.

Eu sei que tem lugares que realmente passam pela insuficiência, mas não estou falando desses lugares. Estou falando da ilusão que vivemos, da lente que distorce nosso olhar para o que nos cerca.

Depois de conhecer esse conteúdo, entender essas premissas e perceber que eu também estava usando esses óculos, fiquei com muita vontade de mudar! E hoje estou disposta a procurar uma nova lente. A lente da suficiência.

A lente da suficiência é diferente da lente da abundância (que de certa forma tem a ver como a segunda premissa). Ela nos convida à olhar para as coisas não mais de forma quantitativa, mas qualitativamente. Nos convida à uma nova forma de atuar no mundo, valorizando o que temos e fazendo a diferença a partir disso.

Há pouco tempo conduzi um workshop com o tema desse artigo, eram mais de 20 pessoas presentes e posso dizer para você que tem mais gente que, como eu, quer trocar as lentes! E o caminho apresentando por quem estava lá era de muita coragem, gratidão e confiança.

Vamos fazer esse exercício?

*Caroline Mendes é sócia-empresária da Extrato Consultoria e voluntária do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 14/11/16 11:16:30 AM
(Imagem: freepik)

(Imagem: freepik)

Promover a educação, a formação e o desenvolvimento profissional das mulheres são princípios para o empoderamento de gênero afirmados pela ONU Mulheres Brasil e a Rede Brasileira do Pacto Global.

As instituições de ensino e corporações devem alcançar a realidade brasileira, caracterizada por diversidades regionais, econômicas e de acesso à educação e ao trabalho. Reconhecer as necessidades das mulheres para promover o empoderamento exige um novo pensar nas possibilidades educacionais que vão além da formação tradicional. Há consenso na literatura que as mulheres brasileiras vêm avançando no campo educacional, contudo esse avanço não foi acompanhado por conquistas no mercado de trabalho. Dados do IBGE/PNAD – 2014 indicam que as mulheres representam 57% da População Economicamente Ativa e apenas 36% do total de mulheres estão empregadas e, ainda, o salário das mulheres representam 85% do salário dos homens independentemente da jornada e do nível de escolaridade, sinalizando a complexidade do problema.

As mulheres reverteram o hiato de gênero na educação, mas não reverteram os hiatos ocupacional e salarial. A sociedade deve encarar a seguinte reflexão – Quais os obstáculos diretos e indiretos para a igualdade de gênero no âmbito do trabalho? Responder essa pergunta demanda ação das empresas e das instituições de ensino. Equacionar as razões que a escolarização das mulheres não tem garantido acesso a postos de gestão e ascensão profissional na mesma condição que os homens, também é papel da educação, que vai da educação infantil aos bancos universitários, exigindo novas abordagens educacionais.  Para a problemática de gênero apontada devemos analisar os objetivos terceiro e quarto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Efetivar esses objetivos é o grande desafio: assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos (objetivo terceiro); as mulheres têm avançado nos diversos níveis educacionais, contudo não têm garantido a efetivação do objetivo quarto em alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. Qual o papel da educação para dirimir essa dicotomia? Entendemos que as instituições de ensino devem buscar novas metodologias inclusivas do ponto de vista de gênero buscando empoderar as mulheres para o mercado de trabalho. As Instituições de Ensino Superior precisam estabelecer parcerias com as demais instâncias sociais, Estado, empresas e a sociedade, num processo colaborativo que busquem adequação às regionalidades e a interiorização e a expansão das diversas modalidades de ensino: presencial, semipresencial e a distância.

O relatório promovido pela UNESCO discorre sobre os desafios e perspectivas da educação superior brasileira para a próxima década e aponta a necessidade de evolução com a modalidade de ensino a distância que possibilitará a gestão do acesso ao conhecimento por sujeitos que, por alguma razão, não podem ou não querem realizar estudos presenciais em instituições educacionais. Nesse ponto muitas mulheres se encontram em especial nas regiões de difícil acesso ou que exigem afastamento da família. São barreiras vividas por muitas mulheres. A ONU Mulheres Brasil aponta que “no mundo cada vez mais globalizado e interligado, a utilização de todos os ativos socioeconômicos é crucial para o desenvolvimento dos negócios e sustentabilidade do planeta”, então como podemos desperdiçar as pessoas – mulheres – com escolarização para o trabalho? Este ponto as empresas devem responder.

*Artigo escrito por Drª Ivana M. S. Busato, Coordenadora do curso Gestão em Saúde Pública e Dr. Rodrigo Berté, Diretor da Escola Superior de Saúde, Meio Ambiente e Sustentabilidade, e Humanidades do Centro Universitário Internacional UNINTER, pertencente ao Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 10/11/16 9:50:34 AM
(Foto: Divulgação)

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Quando se fala em acesso para todas as pessoas ao mercado de trabalho, há ainda muitas barreiras a serem ultrapassadas. De acordo com o primeiro Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 1), “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”, o maior desafio é saber como erradicar a pobreza, visto a realidade social e econômica dos países. Uma das soluções é com trabalho qualificado.

Pessoas jovens sem experiência e adultos com pouca escolaridade estão diante de dificuldades concretas para encontrar um emprego formal e fixo ou até mesmo uma primeira oportunidade profissional. Os jovens estão vivendo em uma sociedade voltada quase que exclusivamente para o consumo e a falta de condições financeiras, o que causa grande frustração.  Existe também uma tendência do jovem simplesmente ficar em casa na ociosidade e viver às custas de algum familiar, ou até mesmo atuar nas atividades ilegais. Os adultos sem muita escolaridade ou experiência profissional precisam de esforço para poder ingressar no mundo do trabalho.

A hotelaria é um ramo que oferece uma chance para este público. Os prestadores de serviços, em si, sempre precisam de pessoas. Hotéis, pousadas, resorts, eventos, entre outros, precisam de mão de obra disponível e qualificada.

Ao ver esse cenário: demanda social versus profissional, desde 2003, a Irmandade Betânia realiza o Projeto Social Curso Básico em Hotelaria, que visa atender às necessidades de iniciação profissional da população, com objetivo de facilitar o acesso ao mercado de trabalho, cooperando com sua autonomia em sustentar a si próprio e a sua família.

O curso é gratuito e destinado a pessoas a partir de 16 anos, que buscam profissionalização na área de hotelaria, treinamento nos procedimentos operacionais padrões (POP) para os setores: governadoria, cozinha e restaurante, capacitação em liderança e apoio no desenvolvimento pessoal. As aulas são divididas em 40 horas teóricas e 160 horas de estágio, com certificação. Além da apresentação dos conteúdos técnicos, promove-se um convívio solidário que fortalece a confiança dos alunos no seu potencial de realização. Os professores são voluntários qualificados em suas áreas: profissionais de Turismo e Hotelaria, profissionais de Cozinha, Governança, Restaurante, Psicologia, Comunicação, Marketing e Serviço Social.

A Hotelaria pode ser vista como uma área que fomenta a oportunidade e qualificação profissional, promove a ressocialização de pessoas em vulnerabilidade social; incentiva pessoas ao voluntariado; bem como proporciona aos seus hóspedes um atendimento personalizado através de um contato com a prática da responsabilidade social. E quando atua em conjunto com a educação, torna-se uma grande propulsora do desenvolvimento sustentável, protagonismo e cidadania.

A sociedade precisa continuar se mobilizando para garantir o alcance do ODS 1. Muitas ações tem sido feitas, outras ainda estão sendo planejadas, mas é preciso de mais efetividade para ter resultados nessa causa. É muito importante garantir uma mobilização por parte de todos os setores, não medindo esforços, mas cooperando mutuamente em prol da erradicação da pobreza.

*Artigo escrito por Carolina Chueire, jornalista; Ester Persike, assistente social e Gabrielle Kumm, especialista em hotelaria –  colaboradoras da Irmandade Betânia, que faz parte do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 08/11/16 10:00:36 AM
(Foto: Instituto Legado)

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Há duas tendências que estão em crescimento no Brasil e no mundo, e se correlacionam para que nossos profissionais tenham a oportunidade de expandir e conectar ideias, transformando a realidade a sua volta: os coworkings e os empreendimentos sociais.

Nos escritórios compartilhados os espaços de trabalho vêm sendo adaptados para atender às necessidades dos profissionais que surgem a cada dia. Segundo o Censo Coworking Brasil 2016, existem hoje no Brasil 378 espaços colaborativos ativos, com crescimento de 52% em relação a 2015. Os dados mostram que este modelo de trabalho veio para ficar, impactando empreendedores e gerando experiências únicas.

De uma maneira relativamente recente e inovadora, os coworkings vêm ganhando espaço na escolha dos empreendedores, pois oferecem muito mais do que um local de trabalho com custo acessível, internet e café. As conexões profissionais, o networking tão desejado e as trocas de ideias são muito valiosas para o crescimento de cada negócio. Historicamente é notável que as boas ideias surgem da coalizão de ideias distintas. É comum ver casos de projetos cocriados, metades de ideias antigas que se completaram.

O Terceiro Setor também está ganhando espaço e oportunidade de profissionalização a cada dia. O setor vem apresentando empreendedores multifuncionais, com capacidade de resolução de problemas e muita criatividade. O objetivo desses profissionais não é lucro próprio. O trabalho surge da identificação de um problema que impacta vidas e a busca por uma solução. Isso nos traz a necessidade de compartilhar ideias e agir em rede. É um setor profissional acostumado a criar colaborativamente desde sempre, buscando parceiros a baixo custo e alto impacto. São organizações que têm uma missão muito clara de impacto socioambiental ao mesmo tempo que produzem resultado financeiro.

Ao longo dos anos o Instituto Legado pôde acompanhar o trabalho de mais de 80 organizações sociais e potencializar o impacto que já causavam na sociedade e no meio ambiente. Neste período, foram diversos os empreendedores que conhecemos com capacidade inovadora e muito talento trabalhando para construir uma sociedade melhor. Também pudemos acompanhar de perto suas maiores necessidades, sendo algumas delas a dificuldade de estar em contato com o que está acontecendo em outras organizações, às vezes até do mesmo ramo, atendendo o mesmo tipo de público beneficiado e a sempre citada necessidade de um ambiente mais formal, onde pudessem trabalhar sem as interrupções normais da rotina do home office, um espaço para receber parceiros e investidores, um lugar para fazer uma reunião ou evento que gerasse recursos financeiro e humanos.

Com o intuito de atender essa demanda nasceu o SocialWorking, um coworking exclusivo para o Terceiro Setor. Unir toda a conectividade e possibilidades de conexões de um espaço colaborativo com a propulsão dos nossos empreendedores sociais. Decidimos ativar a rede e trazê-la para esse espaço único. Um ambiente que tem a intenção de potencializar encontros entre empreendedores e entusiastas do terceiro setor, democratizar o acesso à informação para quem quer se profissionalizar na área social, facilitar o contato entre empresas que desejam apoiar um projeto social e as organizações que fazem parte da rede. Potencializar o ecossistema social do Paraná é nosso objetivo principal.

Antes mesmo de inaugurarmos, muitas conexões já vêm surgindo na rede e elas são incríveis! Um exemplo é a Parceiros do Mar, primeira organização apoiada pelo Projeto Legado em 2013, que vem trabalhando em conjunto com o Insight Social, empresa que trabalha na criação de projetos de captação de recursos e é uma das organizações que está dentro do Legado SocialWorking. As duas criaram uma campanha de conscientização para a redução de lixo na Vicente Machado, trocando os copos plásticos de chopp por eco-copos. A campanha faz parte de uma conscientização sobre a redução de plástico no oceano, que corresponde a 80% do lixo encontrado nos mares.

Outro exemplo é a parceria entre a Badu Design, negócio social que trabalha com reutilização de material têxtil e empoderamento de costureiras de baixa renda, e a Linyon Negócios Sociais, que trabalha com o empoderamento, recrutamento e recolocação de refugiados e migrantes no mercado de trabalho. As duas empresas, que estão recebendo a capacitação do Projeto Legado em 2016, criaram em parceria a linha de produtos da Cidadão do Mundo. Uma loja virtual que visa obter recursos para o desenvolvimento profissional de migrantes e refugiados.

São apenas alguns exemplos de conexões. O objetivo do SocialWorking é proporcionar este ambiente de inovação, criando experiência e dando a oportunidade para que nossos Empreendedores Sociais possam se conectar e criar juntos soluções inovadoras que melhorem algo na sociedade e progressivamente transformem o mundo.

*Artigo escrito por Bárbara Moraes, Gestora de Rede do Instituto Legado de Empreendedorismo Social. O Instituto Legado é parceiro do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 07/11/16 11:38:22 AM
(Imagem: freepik)

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Nos últimos anos, registramos mudanças significativas no mercado de trabalho. Questões como qualidade de vida, realização pessoal e flexibilidade de horários afetam cada vez mais as escolhas dos jovens profissionais. Além disso, os avanços na tecnologia também contribuíram para a criação de novas tendências. Diante desse cenário, as organizações e as formas de se fazer negócios têm buscado na inovação seu acelerador competitivo.

Seguindo essa dinâmica, o local de trabalho também passa por mudanças. Como fuga aos ambientes fechados e regrados de grande parte das empresas, o home office surgiu enquanto saída para a redução de gastos e para conciliar o trabalho e a família de forma mais prática, flexível e prazerosa. Outra tendência nessa linha são os coworkings ou espaços colaborativos para trabalho, em sua maioria, ambientes inovadores e criativos que permitem maior interação entre pessoas de diferentes nichos de mercado, permitindo a troca de experiências.

Uma pesquisa realizada pelo Ekonomio em parceria com B4i e a Coworking Brasil analisa o mercado de coworking desde 2007 quando havia apenas 6 locais registrados com esse perfil e identificou, no fim do ano passado, um total de 238 espaços ativos de coworking. Do total, o estado de São Paulo lidera a lista concentrando 95 espaços colaborativos para trabalho, e enquanto Minas Gerais possui 23 locais, o estado no Paraná disputa o terceiro lugar com Rio de Janeiro registrando 20 espaços de coworking. Somente no universo de 141 locais que participaram da pesquisa da Ekonomio foram contabilizadas mais de 6 mil posições de trabalho.

As vantagens dessa tendência representam muito mais do que proveitos para esses profissionais, são um ganho maior para toda a humanidade quando consideramos o impacto ambiental dessas atitudes na otimização de recursos.

Quando um grupo se reúne para compartilhar os mesmos recursos, temos menos escritórios funcionando e uma redução considerável dos custos com construção, energia, água, internet, além do impacto na geração de resíduos. No caso dos home offices há ainda a ausência de emissões de gases na atmosfera gerados na locomoção e que tanto impactam as grandes cidades.

Segundo dados recentes divulgados pelo Observatório do Clima as emissões de gases do efeito estufa no Brasil cresceram 3,5% em 2015 em relação a 2014, chegando a 1,927 bilhão de tonelada de CO2. Dentre os fatores estão o desmatamento, a geração de energia, o uso de produtos combustíveis, a agropecuária, entre outros. Porém, um dado alarmante trata da poluição resultante da disposição de resíduos que teve ligeira elevação de 0,3%. Apesar de representar apenas 3% do CO2 brasileiro, descobrir o que faremos com a quantidade de lixo gerado é uma incógnita que afeta, principalmente, os grandes centros urbanos.

Segundo acordo firmado na 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 21) realizada em 2015 em Paris, o Brasil deve reduzir em 43% a emissão de gases até 2030. Esse também é o prazo para alcançarmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, dentre os quais há metas que dialogam diretamente com essas novas tendências de mercado como o ODS 7 que fomenta o incentivo às energias renováveis; o ODS 11 que defende a necessidade de tornar as cidades e as comunidades mais sustentáveis; o ODS 12 que trata do consumo responsável; e o ODS 13 sobre o combate às mudanças climáticas.

Por isso, a economia compartilhada e as mudanças de comportamento se mostram como alternativas importantes na busca por soluções significativas. Nessa conta talvez ainda não esteja claro se é a tecnologia que está contribuindo para um comportamento mais sustentável ou se é a necessidade de mudança que está nos forçando a rever nossas atitudes, mas o que importa é que o resultado seja positivo. Ainda é pouco, mas já é animador pensar que estamos no caminho certo.

*Artigo escrito por Norman de Paula Arruda Filho, Presidente do ISAE/FGV e do Capítulo Brasileiro do PRME. O ISAE/FGV é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 31/10/16 11:57:29 AM
(Foto: Zig Koch)

(Foto: Zig Koch)

A cena já é parte do cotidiano de qualquer cidade e estressa muitos cidadãos: são os atuais trabalhadores da “jardinagem moderna” munidos de todo o tipo de equipamento de alta sofisticação. Eles realizam serviços a partir de preços compatíveis com a tecnologia empregada, ou seja, tanto mais caro quanto mais instrumentos forem aportados, vendendo serviços aos que entendem ser esse um diferencial positivo.

Ao invés dos tradicionais métodos de cultivar canteiros, aparar a grama, podar árvores e varrer, todos eles originalmente silenciosos e que demandam uma mão de obra experiente, hoje são empregadas técnicas que deixaram de lado o esforço físico e a qualidade do trabalho manual para impor uma condição de rapidez e agilidade a partir da utilização de máquinas irritantemente barulhentas – e, ainda por cima, movidas a combustível fóssil.

Curioso admitir que apesar do som ensurdecedor, que atrapalha toda uma vizinhança que nada tem a ver com o jardim alheio, a atividade é valorizada pelo contratante, que além de receber um serviço de pior qualidade, causa grande desconforto aos que estiverem próximos.

O difícil é identificar quem das duas partes envolvidas é a mais incoerente: o executor ou o que paga o serviço. Mas, sem nenhuma dúvida, ambos são responsáveis pela perturbação causada levianamente a quem não tem nada a ver com isso. Uma atividade que pode ser comparada pela propaganda com alto falantes nas ruas, o que no caso de Curitiba, é terminantemente proibida. No caso específico, permanecendo no mesmo local muitas vezes por horas seguidas.

Está em cheque a nobreza do trabalho do jardineiro, seus conhecimentos sobre as plantas e suas técnicas de manter espaços numa condição esteticamente agradável e com condições de manter ambientes agradáveis, com hortas, espaços com espécies nativas, introduzidas no local a partir da dispersão das aves e de outros animais. Além de um sem número de outras aptidões que costumeiramente eram designadas a esse tipo de atividade.

Na prática, esse profissional convencional praticamente deixou de existir, com exceções honrosas de alguns empreendedores isolados que apostam no mercado inverso à truculência das máquinas, do barulho além dos limites e da baixa qualidade de um trabalho, que troca o detalhe e a minúcia, pelo rolo compressor que transforma jardins em espaços sem alma.

É lamentável que o poder público admita passivamente que o mercado se comporte com essa tendência sem sentido e que tanto impacto causa a sua vizinhança. Que o mau serviço e a consequente degradação dos jardins não sejam percebidos pelos próprios proprietários. E que esses empresários do ramo da jardinagem se entreguem tão passivamente à diminuição em todos os sentidos de suas aptidões.

Para o bem-estar de todos, que os jardineiros modernos e insensíveis, que perturbam o próximo e que perderam as verdadeiras habilidades da boa jardinagem, deem lugar a trabalhadores interessados na verdadeira manutenção de jardins inteligentes, repletos de espécies nativas, frutíferas e ornamentais, cultivados a partir de procedimentos tradicionais e que não enlouquecem o resto da população com um incômodo dispensável.

*Este artigo foi escrito por Clóvis Borges, diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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