Assinaturas Classificados
Seções
Anteriores
Publicidade

Giro Sustentável

Quem faz o blog
Seções
Posts
Enviado por InstitutoGRPCOM, 26/11/14 3:37:34 PM
(Imagem: Pixabay)

(Imagem: Pixabay)

Muitas vezes nos deparamos com situações que nos obrigam a tomar determinadas decisões. Estas decisões dependendo do grau de complexidade desencadearão várias consequências, podendo ser positivas ou negativas. Devemos também nos atentar que, mesmo que o resultado seja positivo, é comum termos que abrir mão de outras situações que também eram positivas.

Frente a este dilema é necessária uma exaustiva reflexão, ou não, pois há decisões simples em que os impactos não trarão grandes consequências. Agora imagine a decisão do rompimento de uma relação afetiva de longa data ou a mudança de emprego. Vamos focar na mudança de emprego. Se a oferta for muito boa, poderíamos inferir que não há o que pensar, porém merece ser refletida. Este novo emprego ou promoção vai realmente satisfazer os anseios? Você de fato gosta de novos desafios, ou prefere continuar na zona de conforto atual?

Não é demérito não ter vontade de novas oportunidades, ou querer permanecer na mesma carreira. Poderíamos então indagar: para que estudar mais e obter títulos, se pretendemos permanecer na mesma posição? Independente da escolha de progressão, ou a mudança de emprego, temos que desempenhar da melhor forma possível a atividade que nos foi confiada. A posição por vezes não muda, porém as atividades mudam e exigem novos conhecimentos, por isso a capacitação e o aprendizado são contínuos.

Não se deve cultivar sentimentos negativos ou se sentir mal por não querer ir para outra posição ou aceitar a mudança de emprego. O que não pode é estagnar, fazer sempre da mesma forma e não abrir o horizonte de oportunidades para a tarefa que desempenha. Devemos nos superar a cada dia, gerar desafios. Olhe à sua volta, saia da “caixa”, com certeza é possível fazer diferente o que faz. Buscar novos conhecimentos, ler, abrir a mente para ouvir as outras pessoas, bem como compartilhar as suas experiências. Quebre os paradigmas, isso fomentará o fortalecimento interior.

A decisão da mudança para uma nova oportunidade em outra organização deve ser sustentável e equilibrada, transmitindo um sentimento prazeroso, de que a decisão é acertada, não somente no campo financeiro, mas de conhecimento, gerando novas experiências e possibilitando a superação das nossas limitações, se assim for o desejo.

Quando cito a palavra sustentável, é porque a mudança não deve afetar drasticamente o nosso equilíbrio. Devemos respeitar os nossos limites e ter certeza que realmente estamos preparados como no caso em questão, na mudança de emprego ou até mesmo de posição. Não se deve também mudar somente porque se está descontente com determinada situação, e fazendo a mudança a qualquer preço com o objetivo exclusivo de se afastar daquela situação desconfortável. A mudança impensada pode ocasionar danos bem maiores do que a situação em que estava. Nas primeiras dificuldades devemos ser resilientes, esgotar todas as possibilidades de melhorar o que não está bom. E, se não for possível, com paciência e calma tomar a decisão mais viável.

O nosso futuro depende das decisões que diariamente enfrentamos e que nos obrigam a tomarmos um posicionamento, para que as consequências sejam as mais positivas e, na medida do possível, equilibradas, pensadas e principalmente tranquilas, para que possamos evitar o desequilíbrio emocional e garantir a nossa paz interior.

*Artigo escrito por Maria Tereza F. Ribeiro, diretora da Faculdade SOCIESC de Curitiba, que é uma instituição associada ao Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.  

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook  InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 24/11/14 4:26:15 PM
(Imagem: spedja.blogspot.com.br)

(Imagem: spedja.blogspot.com.br)

A Receita Federal do Brasil tem caminhado para a implantação do Sped – Sistema Público de Escrituração Digital, instituído pelo Decreto n. 6.022/2007. Tendo por objetivo modernizar o sistema de cumprimento de obrigações tributárias acessórias mediante a informatização do envio das informações, inclui dentre outras funções a ECD – Escrituração Contábil Digital e a EFD-Contribuições – Escrituração Fiscal Digital das Contribuições.

A EFD-Contribuições, regulamentada pela Instrução Normativa RFB n. 1.252/2012, é obrigação mensal que inclui informações sobre a Contribuição para o PIS/PASEP, a COFINS e a Contribuição Previdenciária sobre a receita (nos termos da Lei n. 12.546/2011), a ser apresentada até o 10º dia útil do 2º mês subsequente ao mês da escrituração. No que tange ao Terceiro Setor, as hipóteses são as seguintes:

a) estão obrigadas à apresentação da EFD-Contribuições as instituições que não sejam imunes ou isentas do IRPJ, tributadas pelo lucro real ou presumido;

b) estão obrigadas à apresentação da EFD-Contribuições as instituições que sejam imunes ou isentas do IRPJ, a partir do mês que a soma das Contribuições ao PIS e COFINS supere a quantia de R$ 10.000,00, permanecendo a obrigação de apresentação da EFD-Contribuições até o fim do ano-calendário em curso;

c) estão desobrigadas da apresentação da EFD-Contribuições as instituições que sejam imunes ou isentas do IRPJ e cuja soma das Contribuições ao PIS e COFINS não supere a quantia de R$ 10.000,00 durante o ano-calendário (artigo 4º, § 3º; artigo 5º, II e artigo 5º, § 5º; todos da IN RFB n. 1.252/2012).

Já a ECD – Escrituração Contábil Digital, regulamentada pela Instrução Normativa RFB n. 1.420/2013, tem por finalidade a substituição da escrituração contábil em papel pela escrituração contábil digital dos seguintes livros: livro diário e auxiliares, livro razão e auxiliares, livros balancetes diários e balanços. As entidades imunes e isentas estavam obrigadas a enviar a ECD referente aos dados de 2014 até 30/06/2015. Porém, no dia 05/11/2014 foi publicada a Instrução Normativa RFB n. 1.510/2014, que alterou o regime da ECD para vincular a necessidade de sua apresentação à necessidade de apresentação da EFD-Contribuições (conforme artigo 3º, III, da Instrução Normativa RFB n. 1.420/2013).

Assim, nos termos do regime da EFD-Contribuições analisado anteriormente, ficam obrigadas à apresentação da ECD somente:

a) as instituições sem fins lucrativos que não sejam imunes ou isentas do IRPJ, tributadas pelo lucro real ou presumido;

b) as instituições sem fins lucrativos imunes ou isentas do IRPJ cuja soma das Contribuições ao PIS e COFINS supere a quantia de R$ 10.000,00.

Ficam desobrigadas à apresentação da ECD as instituições que sejam imunes ou isentas do IRPJ e cuja soma das Contribuições ao PIS e COFINS não supere a quantia de R$ 10.000,00 durante o ano-calendário.

*Artigo escrito pelo advogado Leandro Marins de Souza, Doutor em Direito do Estado pela USP, Presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/PR, sócio do escritório Marins de Souza Advogados (www.marinsdesouza.adv.br), parceiro e colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 21/11/14 4:02:15 PM
(Foto: Transforme Sorrisos)

(Foto: Transforme Sorrisos)

No Dia das Crianças completou um ano que comecei a fazer ações com a Transforme Sorrisos, ONG que leva o acesso à cultura para crianças e adolescentes em vulnerabilidade social.

Comecei exatamente em um Dia das Crianças, na Comunidade da Ilha, em Almirante Tamandaré. Eu, sem experiência nenhuma como voluntário e com pouca experiência com crianças, tive que me virar. Nada que um colar havaiano, uma camiseta amarela, dois salgadinhos em formato de presas de morsa e muita disposição não dessem conta.

E foi assim durante o último ano nas ações que fui. Virando-me e aprendendo. Aprendendo com os outros voluntários, aprendendo com as crianças – aprendendo a não subestimá-las, pois elas são mais inteligentes até do que elas mesmo pensam, só precisam de um incentivo – aprendendo muito sobre a vida, vendo como as crianças conseguem sorrir e serem tão felizes com tão pouco. Aprendendo que a vida só funciona de forma colaborativa.

Eu não vou lá para ajudar as crianças, não sou nenhum benfeitor. Apenas estendo a mão e recebo uma mão estendida em troca. A gente faz pelos outros e os outros fazem pela gente. Cada um como pode, da sua forma. Colaboração!

Em algumas comunidades que vamos, as crianças moram na casa dos pais, da família, etc., porém, algumas crianças que atendemos moram em unidades de acolhimento. Alguns meninos que desde muito novos são ou foram usuários de drogas, alguns já foram alvo e já cometeram crimes, inclusive assassinato, moram nessas instituições e podem ficar lá até completarem dezoito anos. Muitos desses não tem mais contato com a família, e fazem jus ao ditado: “onde filho chora e mãe não vê”, nem o pai vê e nem ninguém da família vê.

E foi em uma casa dessas, que conheci um adolescente de 16 anos. Naquele dia fomos até a instituição dar uma oficina e ensinar os meninos a fazerem pipas. Esse adolescente veio me pedir ajuda para fazer uma. Então começamos a conversar.

Entre outras coisas, ele me perguntou o que eu fazia da vida. Eu disse que estava dando aulas de violão e que tinha uma banda. Ele ficou empolgado e disse que sempre quis aprender a tocar violão para tocar as músicas que gostava – do Jack Johnson, Donovan, etc. Achei interessante o gosto musical dele, já que a grande maioria dos adolescentes da mesma idade e na mesma situação que ele, acabam ouvindo mais rap e funk, influenciados uns pelos outros e por se identificarem com o estilo.

Perguntei o que mais ele gostava de ouvir e ele respondeu: MPB. Fiquei mais curioso e perguntei quais músicos ele ouvia: – João Gilberto! Tenho três CDs dele no meu celular!

Fiquei surpreso, e ele continuou falando que quando colocava as músicas para tocar no celular, os amigos tiravam sarro ou criticavam. Por que as pessoas têm preconceito?, ele me perguntou.

O cara já sofre preconceito da sociedade por tudo que passou na vida e ainda sofre preconceito dos amigos, por causa das músicas que ouve. Claro que esse é um dos menores problemas dele. Ele e seus companheiros têm muitos problemas com os quais se preocupar. Quando completarem 18 anos e forem entregues à própria sorte os problemas aumentarão de forma exponencial.

Pego-me refletindo sobre a vida e sobre a sociedade o tempo todo. Principalmente depois de cada ação e do contato com essas crianças e adolescentes, após ver a realidade deles.

Não estou aqui para falar do bem que faço a eles, muito pelo contrário. Quero falar do bem que isso tudo tem me feito e de sentir de fato todos aqueles clichês que estamos acostumados a apenas ouvir, como por exemplo: “Nossos problemas não são nada perto dos deles!”. Grande verdade nessa situação.

Na semana que completo um ano de ações, o Transforme Sorrisos completa quatro anos de atividades. Então, Transforme Sorrisos: feliz aniversário e vida longa! ‘Tamo junto’!

*Artigo escrito por Daniel Melo, formado em Artes, Músico e voluntário da organização social Transforme Sorrisos. O Transforme Sorrisos é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 20/11/14 2:36:03 PM
(Imagem: Sesi)

(Imagem: Sesi)

O Sesi no Paraná promoverá, nos dias 2 e 3 de dezembro, um congresso comemorativo aos 10 anos de trabalho em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Com o tema “A caminhada dos ODM no Paraná e a agenda pós-2015”, o evento acontecerá no Campus da Indústria, em Curitiba.

Painel sobre os avanços dos ODM no estado e a proposta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), palestra sobre Investimento Social Privado, apresentação de boas práticas com o tema Educando na Sustentabilidade, oficinas de análise de indicadores e de mobilização de recursos, mostra de projetos e homenagens fazem parte da programação que pretende reunir 600 voluntários de todo o Estado no evento.

Os ODM foram definidos em 2000, durante a reunião de Cúpula da ONU, em que líderes de 189 países assinaram um pacto para eliminar a fome e a miséria até 2015. São oito objetivos que abrangem as áreas de geração de renda, educação, gênero, saúde e meio ambiente.

As inscrições para o congresso são gratuitas e podem ser realizadas no site www.nospodemosparana.org.br.

*Artigo escrito pela equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/11/14 11:06:01 AM
(Foto: Marina Pilato)

(Foto: Marina Pilato)

Uma trilha pela frente, araucárias, muito verde e aprendizado. É isso que as turmas escolares que visitarem a Reserva Mata do Uru, na região da Lapa (PR) poderão encontrar. O Programa de Uso Público, seguindo a linha de educação para conservação da natureza, contempla visitas que estão sendo realizadas de novembro a dezembro, com alunos de escolas de Curitiba, ligadas ao Grupo Positivo, e também da região da Lapa.

A Reserva Mata do Uru é a área pioneira no Programa Desmatamento Evitado, desenvolvido pela SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental, desde 2003, em parceria com o Grupo Positivo, que viabiliza a conservação por meio do Instituto Positivo. Por sua riqueza biológica e grau de conservação, a área de quase 130 hectares foi transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) em 2004.

Revitalizada, a Trilha das Araucárias possui 653 metros de extensão, percurso que é percorrido em cerca de meia hora. O passeio é uma verdadeira imersão na mata característica da região paranaense. O trajeto, preparado para receber qualquer tipo de público, é acompanhado por uma monitora, bióloga da Universidade Positivo, que explica o que há ao redor dos participantes e faz paradas em pontos estratégicos para esmiuçar as peculiaridades da mata.

Os pontos indicados mostram, por exemplo, espécies ameaçadas de extinção que podem ser encontradas na Reserva, como a canela-sassafrás, árvore que foi bastante explorada por produzir um óleo muito denso, útil para uso da perfumaria e da indústria de inseticidas.

Para chamar a atenção das crianças e praticar a educação para conservação da natureza, são realizadas dinâmicas lúdicas, com paradas estratégicas durante o percurso na trilha. Nesses pontos, os participantes se concentram no ambiente em que estão incluídos, para que percebam os sons das aves, a temperatura da floresta e as demais características ambientais tão diferentes das encontradas durante o dia a dia urbano. “A experiência da trilha busca trazer como pontos principais a concentração, que desperta a curiosidade sobre a mata; a percepção do ambiente; a razão, ou seja, por que conservar e por fim a avaliação”, explica a bióloga Dayane May.

É comum durante a visita avistar ao longe ou mesmo encontrar pegadas de animais que vivem na área. A jaguatirica, o cachorro-do-mato, o quati, o tamanduá, a lontra e a gralha são alguns dos habitantes do local. As pegadas deixadas por alguns deles podem ser vistas na entrada da trilha, na chamada “Calçada da Fauna”. A presença desses animais também é detectada por registros em vídeo, de armadilhas fotográficas instaladas dentro da mata para realizar o monitoramento da fauna silvestre.

Ao longo do trajeto, os presentes aprendem como é o processo de reprodução das araucárias e até percebem como o ambiente natural sofre com pressões exteriores, já que as áreas que fazem fronteira com a Reserva Mata do Uru são praticamente dominadas pela agricultura. “A visita torna os visitantes multiplicadores da ideia da conservação da biodiversidade e também faz com que os outros proprietários de áreas naturais percebam como a conservação dos recursos naturais e serviços ecossistêmicos são importantes para a sobrevivência de uma sociedade”, comenta Natasha Choinski, técnica do Programa Desmatamento Evitado, da SPVS.

A coordenadora de Sustentabilidade do Grupo Positivo, Adriane Ribeiro, destaca a importância do Programa de Educação Ambiental realizado na área. “O programa visa sensibilizar os visitantes para práticas que reduzam o impacto que nossas atividades têm no meio ambiente, buscando o entendimento de que a forma com que atuamos hoje só nos levará a destruição desses ecossistemas”, aponta.

Uma mata que tem história

Ao entrar na Reserva, o visitante se depara com as seguintes palavras: “Sinto-me mais seguro no mato do que me senti em qualquer cidade que visitei”. A frase representa muito bem o espírito de Gabriel Campanholo, falecido em 2003 e grande pilar da conservação da área, responsável por apresentar à SPVS o interesse de transformar o local em reserva.

A área pertence, desde 1950, à família Campanholo e em 1985, o Gabriel Campanholo passou a viver ali. Anselmo Lourenço Coelho, caseiro da propriedade há 11 anos e presente na vida da família há 27 – sua mãe foi empregada doméstica na casa por 16 anos – lembra que o patrão era rígido quando se tratava de manter a floresta intocada. “A ideia dele era sempre conservar, deixar como está, e passava isso para os funcionários, como lidar com a madeira, por exemplo”, explica.

Anselmo imagina o sorriso no rosto de Gabriel se visse a Mata tão bem cuidada e recebendo pessoas que podem se tornar multiplicadoras de sua ideia. Natasha concorda. “O mais legal é que o trabalho realizado aqui vai plantar uma sementinha na cabeça das crianças sobre conservação, levando o tema de conservação da natureza para dentro da casa deles”, conclui ela.

Por meio do site www.matadouru.com.br, criado este ano, é possível fazer um tour virtual na Reserva e agendar visitas. Em janeiro será liberado o acesso para a agenda de 2015.

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no Blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

 

Enviado por InstitutoGRPCOM, 14/11/14 4:24:23 PM
(Imagem: mihow/sxc.hu)

(Imagem: mihow/sxc.hu)

Quanto custa pagar a prazo no Brasil? Erra quem acredita na fábula dos juros zero ou no dez vezes sem juros! Sim, aceite: não existe dinheiro grátis (nem almoço) e se alguém lhe oferecer tal promessa, tenha certeza de que ele estará cobrando os juros (ou o almoço) de outra forma, às vezes não tão clara ou tão a nossa vista.

Corra de ofertas desse tipo: preço à vista ou a prazo iguais ou dez vezes sem juros. Vamos pensar juntos:

1)    O comerciante não fabrica dinheiro;

2)    Quando ele precisa de dinheiro, recorre ao banco;

3)    O banco cobra juros do comerciante pelo empréstimo do dinheiro;

4)    O comerciante não costuma rasgar dinheiro;

5)    Portanto, o comerciante vai repassar este custo (do empréstimo pedido ao banco) ao cliente que decidir pagar a prazo;

6)    O cliente do comerciante é você!

7)    Entendeu?

Somos bombardeados com dezenas de propagandas milagrosas, afirmando que o preço que pagamos ao comerciante é o mesmo que ele paga ao fabricante (no caso de automóveis e demais). Você realmente acredita que o comerciante não está tendo lucro e que está repassando o produto (considerando que ele fica estocado na loja, com os custos de seguros, salários, aluguel) sem obter vantagem? Em caso positivo, se você acreditar nisso, volte ao item 1 e recomece d-e-v-a-g-a-r.

No caso brasileiro, com a SELIC na casa dos 11% ao ano, é praticamente impossível ao comerciante, de tamanho médio, vender a prazo (ou seja, financiando seus consumidores) e cobrar de seus clientes uma taxa inferior a aproximadamente 0,9% ao mês (mesmo quando ele afirma que o preço a prazo e a vista são iguais ou custam apenas 0,5% ao mês).

Quando você decide comprar a prazo estará pagando adicionalmente o equivalente a 0,9% ao mês, embora o comerciante afirme que os juros são zero ou que não está cobrando nada de você. Isto, cobrar juros inferior a 0,9% ao mês, só é válido se ele obteve empréstimo inferior ao custo da SELIC o que, convenhamos, é bem difícil no Brasil, para empresas de pequeno ou médio porte.

Aqui chegamos a um impasse, o que é melhor então: pagar à vista ou a prazo? A resposta, invariavelmente, é a mesma: depende! Depende se você consegue aplicar o seu dinheiro ganhando mais que o comerciante está lhe cobrando (e aqui vai uma dica: normalmente não conseguimos aplicar nosso rico dinheirinho a uma taxa superior a 0,9% ao mês).

Portanto, a resposta é quase sempre a mesma: se tiver dinheiro para pagar à vista, peça um bom desconto e liquide a fatura. Mas, se não tiver os recursos necessários para pagar à vista, saiba que estará admitindo (ainda que sem saber) pagar uma taxa de no mínimo 0,9% ao mês (mesmo que o comerciante seja bonzinho, não pode fazer nada, a não ser repassar seus custos a você e, se assim não o fizer, estará indo rumo à falência. Simples assim!).

Outro erro muito comum é pagar a prazo, mesmo tendo algum dinheiro aplicado na poupança. Veja qual o erro  cometido: a poupança paga o equivalente a 0,5% ao mês, então se você deixar o dinheiro na poupança e resolver pagar um produto a prazo estará trocando um ganho de 0,5% (a remuneração mensal da poupança) por um custo 0,9% (o que você paga mensalmente ao comerciante). Mau negócio, não é mesmo? Portanto, se tiver algum dinheiro aplicado (na poupança ou em outro investimento) vale a pena sacar este investimento e quitar a compra, deixando o mínimo para o pagamento de prestações.

Resumo: não existe milagre, se você decidir comprar a prazo estará pagando juros; por outro lado, se decidir pagar à vista, exija um desconto. Sabemos que existem lojas que afirmam que o preço à vista e a prazo são iguais. Mesmo assim, exija um desconto para pagamento à vista e se não conseguir, procure outra loja (pois este tipo de loja costuma ganhar dinheiro justamente nas vendas financiadas). Não é justo que você antecipe o pagamento e não obtenha desconto, você estaria enriquecendo o lojista, que ganhará  duplamente: ele adiciona os juros ao preço à vista, pois sabe que o consumidor dele costuma pagar a prazo. Portanto, se você comprar à vista, ele estará ganhando os juros, que já foram embutidos no preço, e ainda estará recebendo antes um duplo ganho, certo?

Ficou confuso? Procure ajuda profissional e tenha a certeza que não existe almoço grátis ou preço a prazo igual ao preço à vista. Quem disser o contrário, não conhece finanças ou está com más intenções! Qualquer uma das opções acima não é recomendável, ou seja: fuja de uma pessoa dessas.

*Artigo escrito por Carlos Alberto Ercolin, do ISAE/FGV. O ISAE/FGV é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 13/11/14 4:28:13 PM
(Imagem: Logomarca do site/ arquivo Aliança Empreendedora)

(Imagem: Logomarca do projeto/ arquivo Aliança Empreendedora)

A partir de hoje, todo microempreendedor brasileiro com acesso à internet pode contar com o apoio da Aliança Empreendedora. A plataforma vem sendo desenvolvida desde fevereiro desse ano, com os patrocínios da Corporação Andina de Fomento (CAF) e da Itaipu Binacional, e apoio do Serasa Experian. O Tamo Junto oferece ao microempreendedor dois principais acessos: conteúdo – em forma de vídeo-aulas curtas e dinâmicas, artigos e ferramentas de gestão para download; e conexão desses microempreendedores à pessoas, organizações e empresas que oferecem serviços e eventos para apoiá-lo.

Ao conectar quem precisa de apoio a quem pode apoiá-lo, o Tamo Junto quer criar um espaço on-line para diminuir a distância entre o microempreendedor e o conhecimento que ele precisa para desenvolver seu negócio e se perceber como empreendedor e protagonista de sua própria trajetória. A pesquisa “Empreendedores Brasileiros: Perfis e Percepções 2013” realizada pela Endeavor Brasil, afirma que três em cada quatro pessoas declaram preferir ter o próprio negócio a ser empregado ou funcionário de terceiros, porém, ao mesmo tempo, aponta que uma das principais características do brasileiro é acreditar no mito de que as pessoas nascem empreendedores, que empreender é algo que não se pode aprender. E ao acreditar nesse mito, muitos empreendedores acabam por não buscar apoio e conhecimento para fazer seu próprio negócio crescer. O funcionamento do Tamo Junto é simples, na home do site o usuário já se identifica como empreendedor ou apoiador, e realiza o cadastro. Para se cadastrar como apoiador, basta realizar serviços e eventos voltados a microempreendedores, e o usuário pode ser pessoa física ou jurídica, com ou sem fins lucrativos.

Para microempreendedores

Uma vez cadastrado no site via Facebook ou e-mail, o empreendedor poderá buscar conteúdos de sua preferência no site, em uma busca livre que o levará a tópicos de conteúdo, vídeo-aulas, artigos e ferramentas, bem como fazer um diagnóstico simples e rápido para o negócio, para que o Tamo Junto ajude o microempreendedor a identificar por onde começar a buscar conhecimento. São 29 tópicos de conteúdo, desde como começar a empreender a organização financeira, vendas, divulgação, formalização, gerenciamento da produção, como contratar funcionários e como liderá-los etc. “Muitas vezes, o microempreendedor acha que está com um problema de vendas, porém, ele não precificou o produto de forma adequada, e não importa o quanto ele aumente as vendas, elas não cobrirão os custos e nem darão um lucro justo. O diagnóstico é muito simples e ajuda o microempreendedor a perceber onde precisa focar”, afirma a Diretora de Comunicação e também coordenadora do Tamo Junto na Aliança Empreendedora, Luísa Bonin.

Para os apoiadores

É ainda mais simples: uma vez cadastrado no site via e-mail, todo o apoiador poderá cadastrar os serviços e eventos que realiza, indicando durante o cadastro, em que tópicos de conteúdo que o serviço ou evento se encaixam, e com isso, quando o empreendedor fizer uma busca ou um diagnóstico, irá encontrar os serviços e eventos cadastrados juntamente com os conteúdos do site.

A Aliança Empreendedora já apoiou mais de 18,5 mil microempreendedores presencialmente, e o objetivo do Tamo Junto é chegar a 54 mil microempreendedores ativos na plataforma nos próximos três anos. Muitos microempreendedores apoiados pela Aliança acabaram se tornando referência em suas comunidades, fomentando a cultura empreendedora pelo exemplo, e um exemplo muito mais próximo da realidade da maioria dos brasileiros. Por isso, ajudar a construir histórias de sucesso entre microempreendedores que superam a falta de acesso ao conhecimento e recursos para empreenderem, também é um objetivo do Tamo Junto.

“Quando falamos de empreendedores, a primeira imagem que vem à mente de muitas pessoas é a do grande empreendedor, aquele cara que fundou uma grande empresa que fatura milhões. Queremos fazer com que os Franciscos, os Josés, as Marias, as Anas, as Reginas, e todos os microempreendedores de sucesso se tornem fonte de inspiração, pois eles impactam localmente a comunidade onde vivem ou constroem o negócio. O empreendedorismo está em todas aquelas pessoas que estão fazendo alguma coisa para mudar a sua realidade e a realidade da sua comunidade, está em todos os lugares e disponível para quem quiser aprender”, completa Lina Maria Useche Jaramillo, Diretora Executiva da Aliança Empreendedora.

Para conhecer o Tamo Junto, acesse: www.tamojunto.org.br

*Artigo escrito pela equipe do Aliança Empreendedora. A Aliança Empreendedora é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

 

Enviado por InstitutoGRPCOM, 12/11/14 11:06:13 AM
(Imagem: Instituto GRPCOM)

(Imagem: Instituto GRPCOM)

No dia 5 de novembro foi comemorado o Dia da Cultura Brasileira. Entendendo que a cultura, enquanto conjunto de valores, tradições, patrimônio tangível e intangível, crenças, percepções do mundo e expressões culturais que moldam como vivemos, pode impulsionar o desenvolvimento, podemos colocá-la como a quarta dimensão do desenvolvimento sustentável. Afinal, é tão importante quanto as dimensões econômica, social e ambiental, pois torna a defesa do patrimônio, da diversidade, da criatividade e da transmissão de conhecimentos um elemento integrante do desenvolvimento sustentável.

No mês de maio de 2013, foi realizado na cidade de Hangzhou, na China, por iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, um congresso internacional da maior relevância para a humanidade e para seu futuro. Sob o tema “A cultura: chave para o desenvolvimento sustentável”, representantes de 81 países e diversas organizações internacionais elaboraram a já histórica Declaração de Hangzhou, exarada daquele evento, um dos mais respeitáveis documentos deste começo de milênio a reconhecer e balizar a influência e importância da cultura para o desenvolvimento sustentável.

Em consonância com a declaração de Hangzhou e segundo o Plano da Secretaria da Economia Criativa (2011 a 2014), as transformações nas formas de produção e consumo nas sociedades modernas têm no conhecimento e na criatividade sua base dinamizadora.

Por isso, atributos de conhecimento e criatividade constituem fatores de altíssima relevância no desenvolvimento social, econômico e político de um país. O próprio plano de Hangzhou coloca, literalmente: “recomendamos a inclusão na agenda das Nações Unidas para o desenvolvimento pós-2015 de um objetivo específico centrado na cultura, baseado no patrimônio, na diversidade, na criatividade e na transmissão dos conhecimentos, que inclua metas e indicadores claros ligando a cultura a todas as dimensões do desenvolvimento sustentável”.

No Brasil, várias iniciativas destacam a capacidade de estimular o desenvolvimento das atividades produtivas associadas às culturais. O desenvolvimento econômico da cultura vai beneficiar o reforço das capacidades e o investimento em todos os aspectos de valor das artes, indústrias criativas e patrimônio cultural tangível e intangível, criando, consequentemente, postos de trabalho e gerando receitas.

As atividades econômicas associadas à cultura passam por um processo que vai de sua criação, ou conceitualização, investimento, materialização ou produção, distribuição, para chegar a sua  comercialização, gerando valores em todas estas etapas. A disseminação da importância, a valorização e transmissão da cultura  na pauta das políticas públicas de gestores públicos, no portfólio dos programas apoiados pelas indústrias, por meio de Incentivos Fiscais, nas universidades  por meio de fomento de cursos de empreeendedorismo social (negócios sociais, verdes, inclusivos e criativos), certamente irão melhorar todas as zonas urbanas e permitir cooperação inovadora e sustentável. Há muita riqueza ainda não aproveitada nos talentos da terra brasilis. 

*Artigo escrito por Rosane Fontoura, coordenadora executiva do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), e Wanda Camargo, representante das Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil) no Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 05/11/14 3:12:31 PM
(Foto: Jonathan Lins/ G1)

(Foto: Jonathan Lins/ G1)

Existe uma época do ano em que os corações batem mais fortes, a generosidade fala mais alto, os abraços encontram pessoas, a experiência encontra a vontade de aprender, a doação ganha vida.  É a época de Natal.

Natal significa nascimento e esse nascimento pode ser entendido de várias formas, algumas das definições encontradas no dicionário dizem respeito ao ato de nascer, aparecimento, começo.

E o que é o voluntariado se não o ato de nascer? Nascer para uma nova cultura onde o conhecimento é doado sem querer nada em troca. E isso não significa que não recebemos algo também, pelo contrário, recebemos na mesma proporção em que doamos.  E ainda mais, recebemos saúde, bem estar físico, psicológico e social.

Se fizermos um paralelo do Natal com o voluntariado, encontraremos muito mais semelhanças do que imaginamos. No Natal, nosso lado mais humano se coloca a serviço e o voluntariado também é isso, é o nosso lado mais humano se colocando a serviço do outro.

O voluntariado é um gesto de amor e doação que pode começar com o clima envolvente do Natal, mas que pode continuar por todos os dias do ano, tornando-se parte das nossas vidas. É o começo de uma nova vida, de novas escolhas e possibilidades que são possíveis a todos.

Que o Natal que se aproxima seja um convite à doação, o convite a uma prática que favorece muito quem recebe e muito mais quem doa. A prática do voluntariado.

*Viviana Christina do Prado é voluntária do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

 **Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 03/11/14 3:01:56 PM
(Imagem: Blog Logística)

(Imagem: Blog Logística)

Instituída pela Lei n. 12.305/10 e regulada pelo Decreto n. 7404/10, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) abrange, sem dúvida alguma, grande parte dos assuntos ambientais que brevemente irão invadir o judiciário brasileiro.

Segundo a lei da PNRS, a responsabilidade pela adequada gestão dos resíduos, como as embalagens, por exemplo, será atribuída a todos aqueles que participarem do seu ciclo de vida (sejam fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores ou titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos). Nesse sentido, não há dúvida de que, muito embora essa responsabilidade seja individualizada e encadeada, todos poderão ser responsabilizados em casos de ocorrência de danos ambientais oriundos da má gestão dos resíduos sólidos derivados desses produtos ou, inclusive, do próprio produto após o seu consumo.

As normas, que são de 2010, ainda não estimularam ações categóricas por parte do poder público, tampouco apresentaram reflexos claros quanto à sua aplicação, porém não é recomendável, de maneira alguma, que os participantes (o setor empresarial, principalmente) busquem escudo na falsa segurança trazida pela “aparente” inércia do poder público, uma vez que o Superior Tribunal de Justiça já se manifestou – em caso ocorrido antes mesmo da publicação dessas normas, no Recurso Especial n. 684.753 – de maneira positiva quanto à possibilidade de se impor a responsabilidade pós-consumo aos próprios fabricantes.

A lei da PNRS solidificou ainda mais esse entendimento, pois segundo o seu art. 1º, §1º, estão sujeitas à observância dos dispositivos dessa lei as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos sólidos, bem como aquelas pessoas que desenvolvam ações relacionadas à gestão integrada ou ao gerenciamento de resíduos sólidos.

Assim, insertos na lei como um instrumento à sua concretização, os sistemas de logística reserva, que devem ser executados por aqueles que participam ativamente na fabricação e distribuição dos produtos, deverão auxiliar substancialmente na redução da geração de novos resíduos, bem como resultar em uma eficaz gestão ambientalmente adequada dos resíduos sólidos, uma vez que esses sistemas podem viabilizar a coleta e a restituição de determinados produtos ao setor empresarial. Essas medidas podem reduzir drasticamente a produção de novos resíduos, ou até mesmo o impacto daqueles já existentes, pois os setores responsáveis deverão reaproveitar os materiais devolvidos no seu ciclo produtivo ou, ainda, encontrar destino ambientalmente adequado àquelas partes que não podem ser reutilizadas.

Se tomarmos o exemplo do setor das embalagens, podemos afirmar que esses sistemas de logística poderão até mesmo reduzir, de certa forma, a possibilidade da responsabilização das empresas mediante prováveis passivos ambientais, uma vez que esse setor terá melhores condições de impedir que os seus produtos venham a desencadear problemas ambientais. Além do mais, se bem aplicadas, essas iniciativas poderão trazer consideráveis retornos financeiros, na medida em que a reutilização das embalagens retornáveis ou até mesmo o reaproveitamento de materiais na produção podem representar uma economia considerável às empresas que souberem gerir bem os seus ciclos produtivos.

Como instrumentos fundamentais à concretização dos sistemas de logística reversa, não podemos deixar de igualmente mencionar a importância dos acordos setoriais aos participantes desse processo, uma vez que esses acordos – que deverão ser firmados entre o Poder Público e os representantes setoriais – se apresentam como uma excelente ferramenta que pode ser utilizada em favor das esferas industriais e empresariais.

Vejamos, por exemplo, o acordo setorial das embalagens gerais, proposto ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) por uma coalizão de sindicatos e associações em representação de uma variada gama de participantes do ciclo de produção desses produtos. A adesão ao acordo, que apresenta um rol de responsabilidades individualizadas e encadeadas, poderá isentar os seus participantes, por exemplo, da obrigação de apresentar um plano de logística reversa individual ao MMA. Portanto, uma boa representação das empresas na etapa de elaboração e execução dos projetos é essencial, pois como dito anteriormente, um sistema de logística eficaz pode trazer diversos benefícios às empresas que aderirem ao acordo. Esse acordo, que ainda se encontra em processo de consulta pública (recentemente prorrogada pela Portaria n. 390 do MMA, em 23 de outubro deste ano), e que aparentemente caminha para o seu acerto final com o Ministério, requer atenção reforçada, pois devido à sua larga abrangência, que irá englobar um leque de embalagens que representam a grande maioria dos resíduos comuns, o acordo poderá representar um grande avanço na concretização das diretrizes previstas pela PNRS.

Certamente, a proteção ao meio ambiente pode andar de mãos dadas com o crescimento dos setores empresariais e industriais, uma vez que a destinação ambiental adequada dos resíduos e o retorno dos produtos/embalagens aos seus fabricantes não representa somente um substancial ganho ambiental, porquanto a prática de um eficaz sistema de logística reversa pode diminuir os custos de produção, bem como evitar os riscos de responsabilização desses setores, melhorando, assim, a imagem da empresa perante o mercado consumidor.

*Artigo escrito por Guilherme Berger Schmitt, mestre em Ciências Jurídico-Políticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e advogado associado à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter: @InstitutoGRPCOM

 

Páginas12345... 66»
Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Publicidade
Publicidade
Publicidade
«

Onde e quando quiser

Tenha a Gazeta do Povo a sua disposição com o Plano Completo de assinatura.

Nele, você recebe o jornal em casa, tem acesso a todo conteúdo do site no computador, no smartphone e faz o download das edições da Gazeta no tablet. Tudo por apenas R$ 69,30 por mês no plano anual.

SAIBA MAIS

Passaporte para o digital

Só o assinante Gazeta do Povo Digital tem acesso exclusivo ao conteúdo do site, sem nenhum custo adicional ou limite.

Navegue com seu celular ou baixe todas as edições no tablet - um novo jeito de ler jornal onde você estiver.

CLIQUE E FAÇA PARTE DESSE NOVO MUNDO

»
publicidade