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Giro Sustentável

Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/05/16 4:33:03 PM
(Foto: Romulo Silva)

(Foto: Romulo Silva)

Um registro raro e importante para a fauna paranaense foi feito na região dos Campos Gerais do Paraná. Foi fotografada uma das duas águias-cinzentas (Urubitinga coronata), avistadas em comportamento reprodutivo. A espécie está classificada como em perigo (EN) de extinção no estado, segundo lista do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O registro foi feito pelo técnico de monitoramento da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Romulo Silva.

A ave de grande porte está no topo da cadeia alimentar, se alimentando de mamíferos, aves, répteis e até animais encontrados mortos. Ela atinge de 75 a 85 centímetros de comprimento e pode pesar até 3,5 quilos.

Por seus hábitos, é naturalmente difícil ver a ave na natureza, mas o fato de haver poucas da espécie no meio ambiente aumenta esta dificuldade. Segundo o pesquisador e ornitólogo Pedro Scherer-Neto, “pode se dizer que é um dos maiores registros ornitológicos dos últimos tempos no Paraná”. É importante ressaltar o registro visual de cópula feito pelo técnico, uma vez que não existem registros deste comportamento reprodutivo presenciados na natureza para o Paraná, algo raríssimo de se testemunhar.

A presença do animal no local – registrada na região de Castro (PR) – mostra a importância de se conservar os últimos fragmentos de Campos Naturais e Cerrado ainda presentes no estado, tipologias campestres típicas para a espécie.

Em âmbito nacional, a águia-cinzenta também está no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, classificada também como em perigo de extinção de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/05/16 11:18:30 AM
(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Do desconhecido da esquina à faculdade, escuto semanalmente o clichê sobre o quão pouco um profissional da comunicação ganha. Sem perguntar nada, eu e tantos outros somos obrigados a ouvir despejos de frustrações alheias. Mas, pior do que trocar uma conversa malsucedida com alguém (pouco entendido) leigo, é fazer parte de “diálogos” (“conversas”) – que se aparecem mais com discursos, cheios de verbos no imperativo – em que falas sem sentido algum são pronunciadas e empurradas pela goela abaixo.

Acontece que eu acredito em uma sociedade em que as pessoas não precisam escolher uma profissão para ficarem milionárias. Até alguns anos, eu escutava que o direito era o curso da época. Faça e rico será. Pegue o diploma e feliz se tornará. Hoje, vejo inúmeros casos de advogados desempregados ou ganhando menos que uma pessoa sem ensino superior. Espera aí. Cadê a felicidade? Onde fica o tal discurso que uma mina de dinheiro irá até o profissional? E você que escolheu direito por dinheiro, o que vai fazer agora?

As escolhas pessoais e profissionais possuem muitas variáveis e, com certeza, são particulares. Alguns são felizes apenas com o dinheiro. Mas, e aí: por que temos tantos profissionais ruins no mercado? Por que temos tantas pessoas mal-humoradas em seus postos de trabalho? Por que temos tantos especialistas frustrados? Por que temos tantos trabalhadores não levando a profissão a sério? Por que vemos médicos (vistos como os seres do dinheiro) tratando pacientes extremamente mal? Por que vemos profissionais da saúde não fazendo questão de salvar vidas? Ou esse não é o sentido da profissão?

Sem desmerecimento, sem julgamento; será que se todos escolhessem a profissão com amor e afinidade, a sociedade não seria melhor? Hoje as pessoas adoecem por estresse. Vivem tristes e amarguradas, infelizes com a própria vida. Vemos muitos casos de profissionais descontentes com a carreira profissional. E por que não recomeçar? Por que não tomar um rumo diferente? Por que não abolir essa carreira em que se pronuncia aos outros o que ganha ou não dinheiro? Por que temos pessoas tão bem qualificadas e tão frustradas repassando o mesmo discurso? Eu não quero pessoas me dizendo o que eu devo ou não fazer para ganhar dinheiro. Eu não quero pessoas dizendo qual curso eu preciso escolher. E, acima de tudo, eu não quero professores dizendo em suas aulas que aquilo é uma perda de tempo.

Você, que faz isso, eu respeito a sua escolha. Eu respeito o seu pensamento. Mas eu abomino você. Não abomino pelo que você pensa. Eu abomino você por estar infectando pessoas que só querem aprender. Esses jovens que estão na sua frente com olhos arregalados, de segunda a sexta, não querem saber a sua opinião sobre como ganhar dinheiro. Esses olhos arregalados querem saciar a sede de conhecimento. Porque, sim, nós estudamos para um vestibular de comunicação, nós escolhemos a profissão mesmo tendo cidadãos como você, que não acreditam em um mundo em que as pessoas possam ser realizadas com o que fazem, dizendo o que devemos ou não fazer. Então só pare. Se você é um professor de jornalismo ou de qualquer outro curso deste mundo e está colhendo frutos da instituição, cumpra o seu papel. Esqueça os verbos imperativos e mova o mundo. Por favor, não tente deixar ele ainda pior. Lembre-se: esses jovens postos à sua frente são a esperança do país.

*Artigo escrito por Carla Carvalho, estudante de Comunicação Institucional na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e colaboradora do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM). Carla contribui voluntariamente no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 24/05/16 10:06:46 AM

(Imagem: Divulgação)

Sou analista de projetos há cerca de um ano, data na qual entrei de cabeça no Terceiro Setor. Da minha experiência como aluna de comunicação social, tinha ouvido muito falar do 3º setor devido ao viés de responsabilidade social ostentado pela minha profissão – Relações Públicas, mas o contato mais profundo até então havia sido com ações pontuais de voluntariado e coleta de doações. Desde que iniciei minha atuação na área de projetos em ONG’s percebi a forma peculiar que o setor tem em lidar com questões relacionadas à gestão: pouca profissionalização, sim, porém um nível de profissionalismo tão alto como poucas empresas há muito consolidadas conseguem alcançar.

Por tudo isso deixo aqui um breve depoimento. Há alguns meses, fui incumbida de executar um projeto que estava em fase de modelagem, mas cujo nome me chamou muita atenção: o Projeto Gestão Global. Consiste numa bateria de capacitações coletivas que circundam o tema “gestão”, levando a cabo alguns temas presentes no cotidiano das instituições, tais como Empreendedorismo e Inovação, Novas formas de Captação e Gestão da Cultura Organizacional. Por ser formada em comunicação, sabia que seria um imenso desafio vencer minhas próprias limitações no assunto e conseguir trazer novas informações, ideias e exemplos que viessem a influenciar o dia-a-dia do público alvo do projeto. Sabia também que, se eu sucedesse nessa tarefa, poderia realmente agregar àqueles que participaram, gerando o tão sonhado impacto social que buscamos diariamente aqui na Ação Social para Igualdade das Diferenças (ASID Brasil). Mas o que vivi durante a realização desse projeto superou qualquer expectativa.

Foram 12 instituições participantes dessa empreitada, que disponibilizaram horas de sua semana para se reunir e discutir temas importantes para seu funcionamento, mas mais que isso, vieram construir coletivamente o sonho do terceiro setor em crescer e se tornar sustentável – inclusive buscando romper com o pensamento assistencialista que muitos ainda têm e que não contribui com as ambições de organizações que tem um potencial incrível de andar com as próprias pernas e voar com as próprias asas. Durante as tardes de curso, eu e “minha turma” crescemos juntos, debatemos muito, aprendemos mutuamente e, acima de tudo, nos reconhecemos como um grupo, uma união cujas aspirações, temores e alegrias são muito semelhantes, por lutarmos por uma causa em comum. Reconheci nas pessoas que me acompanharam uma rara resiliência, uma força de vontade para se desenvolver e crescer, aquele sentimento intangível que só quem trabalha pelos outros é capaz de identificar.

Isso me fez pensar em quanto as organizações alcançariam se tivessem oportunidades de formação e troca de ideias mais frequentes. Pouquíssimas diretoras possuíam alguma graduação na área de administração e gestão. Mas isso que muitas vezes é pré-requisito quando estamos falando em 1º e 2º setores – não as impede de realizar projetos grandiosos, salvar vidas e alcançar o verdadeiro impacto. Quando nos reconhecemos como um grupo, percebemos a força que tem o terceiro setor, a verdadeira engrenagem social do meio em que vivemos. Precisamos de apoio, sim, mas não de assistencialismo. Assumir um posicionamento ambicioso e empreendedor não nos faz menos terceiro setor, mas nos faz mais fortes.

Por isso gostaria de finalizar com um agradecimento às instituições que fizeram com que esse projeto fosse o que ele foi. Gostaria, ainda, de convocar as lideranças de outras tantas instituições que aí estão, salvando, cuidando, transformando o mundo em que meus filhos viverão: vamos trocar! Trocar práticas, formar redes, ser apoio àquelas que estão pelejando nesse ambiente muitas vezes inóspito que é a luta pela qual atuamos. As vezes quem enxergamos como concorrentes tem muito a nos agregar. O setor só tem a ganhar, e a experiência, eu juro, é inesquecível.

*Artigo escrito por Isadora Maia. Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Relações Públicas, pela Universidade Federal do Paraná, cursou Fotografia no Centro Europeu e atendeu a cursos na área de Marketing. Atua como consultora sênior de projetos na ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças), ONG que trabalha para aprimorar a gestão das escolas gratuitas de educação especial, resultando na abertura de vagas e melhoria da qualidade de ensino. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 23/05/16 2:39:00 PM
(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Um dia de mobilização no combate à mortalidade materna representa o desejo e os esforços para que a gestação, parto e pós-parto signifiquem segurança, respeito e bem-estar para a mulher e sua família. De modo a tornar este ciclo de vida, tão íntimo, uma responsabilidade de todos os envolvidos.

São notórios os avanços alcançados por meio da investigação dos casos, que refletem a diminuição gradual do número de mortes maternas, bem como qualificam o conhecimento de quem são estas mulheres e por que elas morrem.

Quando se fala em mortalidade materna o panorama do estado não destoa do cenário nacional, e reflete uma realidade onde a eclampsia (ocorrência grave decorrente de pressão alta durante a gestação) e a hemorragia (sangramento) pós-parto são as principais causas de morte materna. As condições sociais e econômicas estão intimamente relacionadas a estes desfechos indesejados.

Outra evidência segura neste cenário é a de que a maior parte das mortes maternas poderiam ter sido evitadas. Constatação que demonstra a necessidade de ações governamentais e locais para conscientização e mobilização em torno da mudança desta realidade.

Sobre os profissionais de saúde recai a responsabilidade de agirem em consonância com as Boas Práticas de Atenção ao Parto e Nascimento preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dentre as quais estão: avaliação do risco gestacional durante o pré-natal; fornecimento de assistência obstétrica onde o parto for viável e seguro e onde a mulher se sentir segura e confiante; respeito sobre a escolha e direito da mulher ao acompanhante desde o pré-parto até o pós-parto; estímulo a posições verticalizadas durante o trabalho de parto; uso do partograma (gráfico onde são anotadas a progressão do trabalho de parto e as condições da mãe e do feto); monitoramento do bem-estar físico e emocional da mulher durante trabalho e parto e ao término do processo de nascimento; administração preventiva de medicação em mulheres com risco de hemorragia no pós-parto; contato cutâneo direto (pele-a-pele) precoce entre mãe e filho e apoio ao início da amamentação na primeira hora após o parto; e exame rotineiro da placenta.

Mulheres e familiares podem ser informados e corresponsabilizados quanto a estas e outras práticas preconizadas para a qualificação da assistência prestada, de modo que, juntamente com os profissionais e sociedade civil, sejam sujeitos ativos e comprometidos com o bem-estar materno e neonatal.

Vale lembrar que condições epidêmicas como a incidência do vírus H1N1 e de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, como o Zika Vírus e chikungunya podem ser determinantes no aumento da mortalidade materna. Daí a importância da conscientização quanto às formas de prevenção, dentre elas a vacina contra o H1N1, para a qual as gestantes estão entre os grupos prioritários.

Outra frente neste cenário são os Comitês de Prevenção da Mortalidade Materna, os quais têm, dentre outras, a finalidade de investigar os óbitos maternos, por meio de atuação técnica cientifica, não punitiva e sigilosa. Com função eminentemente educativa os comitês podem ser compostos por secretarias de saúde, conselhos de classe, sociedade científica, movimentos de mulheres, universidades, pastorais afins, hospitais e maternidades.

Desde 1989 o Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna atua no Paraná, em conjunto com 22 Comitês Regionais, 182 Comitês Municipais e 28 Comitês Hospitalares.

Sejamos todos sujeitos no combate à mortalidade materna, por meio das iniciativas públicas e privadas, individuais e comunitárias, de modo a empoderar um coletivo comum de que as gestantes e crianças fazem parte de um grupo sensível às condições socioeconômicas e ambientais e como tal necessitam atenção e cuidados condizentes. Sejamos todos guardiões do seu bem-estar!

*Artigo escrito por Carolina Bolfe Poliquesi, Enfermeira Obstétrica e Mestre em Enfermagem, que faz parte da equipe do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 17/05/16 5:44:18 PM

(Imagem: Shutterstock)

A comunicação hoje é grande problema da humanidade. Os ruídos que há entre o emissor e o receptor acabam levando a desacordos e desentendimentos muitas vezes irreversíveis. Mas há quem diga que a comunicação é a solução de vários problemas, principalmente nas organizações, onde cada área fala sua linguagem e há falhas no processo.

O coordenador do MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores, Edmarson Bacelar, aborda que o principal problema é a falta de responsabilidade do colaborador. “A falta de responsabilidade gera indefinição. Muitas vezes, áreas ou pessoas não qualificadas, ou com as devidas informações, comunicam de forma errônea”, coloca. Porém, onde começa a falha? Quem emitiu, ou quem recebeu ela? Em um comunicado escrito, as vezes uma vírgula muda todo o sentido da frase. Por isso, Bacelar acredita que o erro é no início da comunicação. “Acredito que a “culpa” seja do emissor, pois ele deve saber de suas responsabilidades e limites, além das políticas da empresa”, aborda.

Comunicar-se de forma limpa e objetiva é o melhor jeito para alcançar a excelência em sua informação. Nem sempre detalhar muito, ou deixar complexo demais, atingirá o que você precisa. É preciso adequar sua linguagem, para que o comunicado chegue com o intuito certo e com extrema clareza, não deixando dúvidas no receptor. “Validar e submeter, sempre que possível, a informação a ser comunicada para pessoas deste grupo, de modo a fazer os ajustes necessários, evitando distorções ou linguagem inadequada ao público-alvo”, afirma Edmarson.

Mas como ser assertivo em meus comunicados? Como posso atingir meu público interno de forma correta? Este é um ponto importante neste momento. Até porque é necessário que você tenha empatia com quem quer conversar. Pois as pessoas não dão relevância, ou levam em consideração o que a pessoa está falando, se ela não tem afinidade, ou não vê nela credibilidade para tal.  Segundo Edmarson, “é preciso ter transparência e conhecimento das políticas e regras da organização, além de considerar o que pode ser dito”.

Em muitos casos, as empresas definem uma área de comunicação interna, que é responsável por definir e comunicar as coisas mais importantes, além de incentivar e procurar a melhor forma das áreas se relacionarem, fazendo com que elas se comuniquem mais assertivamente. Porém não é ela que deve falar tudo dentro da empresa. “Deve haver definição das responsabilidades por áreas, para que ocorra no nível adequado de competência. Em comunicações “sensíveis”, crises ou estratégicas, acho que a centralização é importante”, coloca Edmarson.

Ter clareza em suas responsabilidades e saber comunicar assertivamente é a chave para que a empresa tenha uma comunicação integrada. As áreas devem saber que têm que informar a organização, assim como falar com outras áreas. Já a comunicação interna institucional deve ser clara e breve, sendo imprescindível a agilidade da comunicação. Emissor e receptor devem conversar para que os ruídos não venham interferir nas decisões e caminhos a serem tomados.

*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, publicado também na 38ª Edição da Revista Perspectiva. O ISAE/FGV é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/05/16 5:09:42 PM
(Imagem: Divulgação)

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Renovam-se as esperanças de, enfim, instituir-se um Programa Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais – PSA: reeditando parecer já trazido no bojo do PL 1274/11, foi apresentado na Câmara dos Deputados o PL 312/2015, para instauração de Política Nacional de Pagamentos por Serviços Ambientais – PNPSA.

O PSA é instrumento de incentivo econômico/desenvolvimento sustentável já difundido em diversos países (e também no Brasil, em alguns Estados como Minas Gerais e Santa Catarina, por exemplo), que, basicamente, visa remunerar aqueles que exerçam atividades de preservação ao meio ambiente.

E, justamente com o objetivo de instituir-se uma cultura de preservação/conservação/recuperação dos recursos naturais no país, é que surgiu esse projeto, que se propõe a incentivar proprietários rurais, em sua essência, a promoverem ações destinadas à preservação ambiental no âmbito de suas propriedades.

Com isso, ganhar-se-á aliados no combate à degradação ambiental, não apenas penalizando os “infratores” (forma difundida no Brasil de “angariar” adeptos a práticas preservacionistas), mas incentivando aqueles que se adequam a mecanismos de preservação.

O projeto se propõe a apoiar ações para a conservação da vida silvestre, sequestro, conservação e aumento dos estoques de carbono, recursos hídricos, unidades de conservação além de remanescentes vegetais em áreas urbanas. Os adeptos ao programa poderão ser remunerados monetariamente ou através de investimentos em melhorias sociais, sendo vedada a remuneração com recursos públicos para APPs e Reservas Legais Privadas. Os valores recebidos estarão, ainda, isentos de impostos e não integrarão a base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS.

Além disso, os participantes deverão comprovar que: enquadram-se em uma das ações prioritárias; regularidade do imóvel; e a formalização de contrato específico. Têm preferência à aderência ao projeto os agricultores e seus familiares. Em que pesem todos os esforços para a viabilização do projeto, este, infelizmente, continua engavetado, e o Brasil permanece à míngua de uma legislação federal que efetivamente fomente esse tipo de ação. Críticas à parte – há quem diga que ações desse tipo não têm razão de ser, visto ser de todos o dever de preservar o meio ambiente –, bem se sabe que estímulos financeiros são necessários, sobretudo em um país como o Brasil, que é detentor de abundantes recursos naturais, e cuja cultura preservacionista não está enraizada. Quiçá, isso se deva a outros problemas sociais/econômicos/financeiros, porém não nos cabe trazê-los aqui.

De qualquer modo, a efetivação de leis dessa natureza, certamente, resultará em uma via de mão dupla: cria-se uma cultura preservacionista, mediante práticas sustentáveis com resultados positivos ao meio ambiente, valorizando aqueles se propõem à defesa deste tão primado bem.

*Artigo escrito pela Dra. Fernanda de Oliveira Crippa, advogada associado à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 11/05/16 3:53:22 PM

 

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Empresas abrem e fecham todos os dias no Brasil – fecham mais do que gostaríamos. Nós, profissionais das mais diversas áreas, estamos dentro destas organizações, sejam elas com ou sem fins lucrativos, governamentais ou não, públicas ou privadas, em tantos modelos organizacionais diferentes.

Vivemos dentro destas corporações desde a nossa infância, nas famílias, nas escolas e depois na nossa vida profissional.

Mas elas não foram sempre as mesmas, assim como nós mudamos, as organizações mudam também. Podemos nos lembrar de um tempo em que as empresas extraiam tudo o que podiam (e também o que não podiam) do meio ambiente, dos funcionários, dos fornecedores. Algumas ficaram conhecidas por este posicionamento, mas outras continuam nele até hoje.

Mobilização da sociedade civil, ativistas, ambientalistas entraram em cena. Decorrente de vários movimentos, nasceu o impulso da sustentabilidade, da responsabilidade social e ambiental e as empresas perceberam uma nova forma de atuar, com mais ética e responsabilidade com todos os stakeholders (funcionários, fornecedores e meio ambiente).

Temos empresas que estão nesse estágio, fazendo ações de responsabilidade social numa comunidade, numa escola perto da organização, em organizações sociais que precisam de ajuda. Nesta linha muitos trabalhos voluntários surgem, oportunidades de desenvolver novas habilidades, competências, atitudes. Lideranças aparecem, estrategistas também! É um caminho de desenvolvimento incrível, que começa no indivíduo e vai permeando equipes, áreas e em até certo nível e dependendo do engajamento, a organização.

O próximo desafio das organizações é o de colocar o próprio negócio neste caminho de desenvolvimento, tornando a própria organização mais consciente de seu propósito, da sua cultura e do impacto que gera em tantos públicos. E, a partir dessa consciência, ter uma atitude cidadã como negócio. A questão é, como que dentro dos desafios do meu negócio eu consigo atuar com um olhar mais estratégico, abrangente, responsável e altruísta? Um novo jeito de fazer negócios.

Isso não está tão longe não. Já temos movimentos mundiais como o Sistema B, o Capitalismo Consciente e tantos outros que nos provocam para uma atuação cidadã dentro de casa.

As ações começam pequenas, não precisa nada grandioso. E a cada passo consciente dentro das organizações, podemos transformar a sociedade em que vivemos.

Vamos juntos?

*Caroline Mendes é voluntária do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 09/05/16 11:50:56 AM
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O mundo civilizado passou a discutir o desenvolvimento sustentável a partir de 1972 quando o tema foi considerado, de forma indireta, na Conferência da Organização das Nações Unidas, realizada em Estocolmo, na Suécia, na qual pela primeira vez se demonstrava, oficialmente, preocupação com a relação entre homem e meio ambiente de maneira categórica. Daquela época até os dias atuais diversos outros encontros globais foram realizados, a conscientização sobre a economia verde e inclusiva foi ampliada, novas leis regionais e globais foram escritas, passamos pela experiência e aprendizado dos importantes ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), atingindo, por fim, o compromisso global com a Agenda 2030 a qual institui metas para se atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em paralelo à maior conscientização sobre o desenvolvimento sustentável o mesmo mundo promoveu e exigiu a intensificação da inovação no desenvolvimento socioeconômico de distintas regiões da Terra, garantindo transformações no contexto produtivo, tecnológico, social e institucional as quais geraram, também, inevitavelmente, maiores diferenças entre o desenvolvimento dos países e, mesmo, em regiões distintas de uma mesma nação.

Certamente a inovação se transformou em importante meio para, de um lado, garantir a melhoria da eficiência e da capacidade competitiva dos países e, de outro, para o desenvolvimento tecnológico regional mediante o aprimoramento de expertises regionais herdadas do passado ou que evoluíram pela busca constante, dinâmica e articulada da competitividade na economia global. Algumas nações desenvolvem capacidades de inovação associadas à elevada densidade técnica centrada na competitividade e assim se permitiram cumprir o significado da inovação enquanto ação que chega ao mercado para comercializar novos ou melhorados produtos ou para garantir a primeira utilização de novos ou melhorados processos.

Felizmente, entretanto, constata-se que a ideia do desenvolvimento sustentável e a inovação se encontram fortemente relacionados na Agenda 2030 uma vez que dez dos ODS relacionam-se com a inovação, tomando o desenvolvimento da tecnologia como necessário e imprescindível na maioria das vezes. Todavia, o ODS 9 explicita a inovação como fundamental ao enunciar que pretende “Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação”. A inovação é tomada, então, como uma das bases para o desenvolvimento sustentável.

Temos na inovação a possibilidade de promovermos uma significativa transformação econômica baseada na sustentabilidade dos padrões de produção e consumo, obrigando, necessariamente, o uso mais eficiente e eficaz dos recursos disponíveis. Na via da inovação, conduzido pela máxima de gerar “mais com menos”, será possível revolucionar, também, a educação, as engenharias e, de forma geral, a produção e a disseminação do conhecimento e do saber útil no mundo por intermédio, por exemplo, das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). As pesquisas associadas à inovação haverão de possibilitar a ampliação da produção da energia limpa e sua consequente distribuição global para todos os países (sejam eles desenvolvidos ou não). Com a força da inovação, a produção de alimentos será ampliada ao mesmo tempo que será possibilitado promover maior segurança alimentar e diminuir os riscos advindos das mudanças do clima.

A associação da inovação com a sustentabilidade obrigará repensar os atuais modelos de transferência de tecnologia entre as nações ricas e as demais nações, principalmente com aquelas em desenvolvimento. Para a operacionalização da transferência de tecnologias foram pensados um banco de tecnologias e um correspondente “mecanismo” que permita facilitar a criação de novas ou inovadoras competências que solicitarão a colaboração próxima entre os distintos setores das sociedades mundiais.

O Brasil, por sua vez, já vem se destacando no cenário mundial com suas experiências inovadoras para atingir o desenvolvimento sustentável. A partir de ações conjuntas entre governo, empresas, sociedade civil e academia, nos últimos quinze anos, o Brasil conseguiu atingir várias metas dos ODM, experiência esta que, certamente, contribuirá para atingir os ODS.

Grande parte do mérito em referência está centrado na ideia da “municipalização” dos correspondentes trabalhos e responsabilidades. Foi por intermédio do Programa Cidades Sustentáveis que os gestores públicos municipais brasileiros passaram a receber diretrizes para se atingir a sustentabilidade e a conhecer exemplos de boas práticas, nacionais ou internacionais, no sentido de se atingir o desenvolvimento sustentável. O referido programa tem por objetivo a sensibilização e a mobilização das cidades brasileiras para que estas se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável.

Todavia, seja no Brasil ou no mundo, as fronteiras ainda estão muito distantes quando se objetiva trabalhos conjuntos entre inovação e desenvolvimento sustentável de forma global. Um aprendizado deverá ser iniciado categoricamente para atingirmos tanto o ODS 9 quanto as demais metas e objetivos da Agenda 2030.

*Artigo escrito por Carlos Magno Corrêa Dias, professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e coordenador do Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 03/05/16 3:37:05 PM
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Dia 22 de abril, Dia do Planeta Terra, Dia da Mãe Terra, Pacha Mama. A UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura adota a partir de 2009 esta data como o - Dia Internacional da Mãe Terra – nossa casa. Para a ONU, a expressão Mãe Terra declara a interdependência existente entre todos os seres vivos, o ser humano e o planeta que habitamos.

São muitas as datas que comemoramos, dia da água, dia da árvore, dia do meio ambiente. A importância dessas datas é a possibilidade de refletir sobre nossas atitudes e nossos hábitos que geralmente contribuem para a degradação do meio ambiente em que vivemos. Para colaborar com essa reflexão podemos adotar a Carta da Terra documento elaborado a partir da consulta de milhares de pessoas de todo o Mundo e divulgada na sede da UNESCO em 29 de junho de 2000.

A humanidade vem vivendo um período de fartura como nunca antes pôde experimentar. As tecnologias abundantes tratam de fornecer à humanidade, ou pelo menos parte dela, um conforto inimaginável há poucas décadas. Porém, essas mesmas tecnologias não deram conta de produzir soluções para a degradação que elas mesmas são causadoras, nem a logística necessária para a distribuição justa das riquezas por elas geradas.

Vivemos num mundo repleto de riquezas, mas essas riquezas não estão servindo para enfrentar as desigualdades, pelo contrário, estão a acentuá-las e cada vez mais assistimos miséria, guerras, intolerância, exploração e todo tipo de mazelas. A Economia Solidária, a Economia Circular, a Economia Social e tantas outras terminologias são apenas expressões incipientes que não tem o alcance de transformar o mundo, pois ainda estão próximas ao discurso e longe da prática.

A Mãe Terra agoniza, sim, ela já não é mais capaz de se recompor na mesma velocidade em que a humanidade a consome. A continuar nesse ritmo de consumo exagerado, abuso das riquezas naturais e individualismos, serão necessários muitos planetas para nos suportar. Ocorre que não temos para onde ir, nossa casa é somente essa e se não cuidarmos bem dela não haverá amanhã para todos.

O Dia Internacional da Mãe Terra é uma chance de reafirmar nossa responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza em um tempo em que nosso planeta está sob ameaça da mudança climática, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo homem. Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa – e nossa sobrevivência no futuro”, diz mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Dentro desse contexto de responsabilidade coletiva temos que assumir uma postura proativa, não podemos apenas ficar pensando e refletindo, temos que ter ação local de fato. Cada um de nós pode! Apenas Nós Podemos mudar essa realidade, melhorá-la e até revertê-la, e para isso dispomos de instrumentos poderosos como os ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Para comemorar o - Dia Internacional da Mãe Terra – não podemos ficar restritos às questões meramente ambientais, a dimensão é bem mais ampla, quando falamos de Desenvolvimento Sustentável, estamos dizendo que cada indivíduo tem responsabilidades que não são delegáveis, ou seja, cada um de nós tem uma cota de ações e hábitos que deve desenvolver e transmitir, são ações locais de participação e atuação junto a sua comunidade.

Ser ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável passa a ser princípio sobre o qual se deve sustentar a sociedade. Devemos refletir, reduzir, recusar, reciclar e reutilizar tudo para ter um ambiente saudável, consumir de forma responsável apenas o necessário para o nosso conforto e bem-estar e promover a justiça social para que todos tenham acesso as riquezas do planeta.

Comemore o Dia Internacional da Mãe Terra! Participe, você pode, nós podemos! Movimento Nós Podemos Paraná, faça a sua parte, não espere, pois as coisas não acontecem sozinhas. Empresas, Governos e Sociedade Civil construindo juntos um mundo melhor para todos. http://www.fiepr.org.br/nospodemosparana/

Sugestões: convoque seus amigos e plante arvores típicas de sua região, vá de bicicleta ou de transporte coletivo para o trabalho, incentive a reciclagem onde mora, no trabalho, na escola, reutilize materiais e construa objetos úteis, economize energia e água, tire fotos e divulgue nas redes sociais, incentive sua rede a fazer o mesmo. Escolha pelo menos um dos 17 ODS e pratique o ano todo, são pequenas ações que vão mudar o mundo.

*Artigo escrito por Mauricio Barcellos Degelmann, contador, consultor público e privado e presidente do Instituto GT3. Mauricio Barcellos Degelmann é integrante do Movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo SESI-PR, parceiro voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 27/04/16 11:52:52 AM
(Foto: Divulgação)

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O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é um canídeo típico do Cerrado, mas também pode ser encontrado em regiões de transição com a Caatinga, na porção leste do Pantanal e nos Campos Gerais do sul do Brasil. Por ser uma espécie ameaçada de extinção, toda vez que o animal é avistado na natureza é motivo para comemoração. Como aconteceu no início de abril, quando a presença de um deles foi registrada em uma área de Campo Natural no entorno da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Meia Lua, no município de Ponta Grossa (PR).

O registro foi feito por uma armadilha fotográfica instalada no local. Por ser de difícil documentação na natureza, a presença do lobo-guará por si só já é positiva. No entanto, vale destacar o que isso representa. Ter um lobo-guará habitando uma área natural mostra como este local está bem conservado e reforça a importância da conservação desse habitat, no caso, os Campos Naturais, característicos de Ponta Grossa.

Pouco mais de 8% do Paraná tem cobertura desse ecossistema e ele também é encontrado nos estados de São Paulo e Santa Catarina. Tem rica biodiversidade e sua conservação, assim como a de outros ecossistemas, está diretamente ligada à adaptação às mudanças climáticas, pois mantém espécies responsáveis pela absorção de gases do efeito estufa. Além disso, a vegetação nativa protege os solos e evita a erosão e possibilita melhor absorção da água da chuva.

Para que a preservação desses locais aconteça, o incentivo se torna fundamental. Projetos como o Programa Desmatamento Evitado (PDE) – desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) – desempenham função importante na proteção de áreas naturais. O Programa identifica proprietários que possuem áreas naturais em bom estado de conservação e os aproximam de empresas que estejam interessadas em apoiá-los. Depois de firmada uma parceria, o PDE disponibiliza orientação técnico-científica para a conservação e manejo das áreas, e também incentiva aos proprietários a criação de RPPN.

A área próxima de onde o lobo-guará foi avistado foi adotada pelo PDE e transformada em RPPN no início deste ano. A preservação da biodiversidade nos biomas brasileiros traz vantagens não apenas para a fauna e flora brasileira, mas também beneficia os seres humanos por meio dos serviços ecossistêmicos, como fornecimento de água doce, proteção contra desastres naturais, polinização, regulação térmica e fertilização do solo pelos animais.

O lobo-guará é o maior canídeo da América do Sul, podendo chegar a pesar 30 quilos. Ele é endêmico do local, ou seja, só ocorre naturalmente na América do Sul. Solitário e carnívoro, vive cerca de 15 anos quando livre na natureza e prefere manter distância de populações humanas. As imagens de registro dele estão disponíveis na página da Reserva Meia Lua: http://bit.ly/1T24CO8

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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