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Giro Sustentável

Enviado por lorenac, 17/02/17 1:59:41 PM
(Foto: Agência na Lata)

(Foto: Agência na Lata)

As Instituições do 3º Setor em geral sofrem uma grande problemática: a falta de conhecimentos em gestão. No caso das instituições que atendem a pessoa com deficiência (PcD), esse fator é ainda mais preocupante pois são organizações geridas, em sua grande maioria, por pais com filhos com deficiência. Nesse sentido, os profissionais encontram dificuldades para conciliar a rotina familiar (trabalho, atendimento do filho, vida pessoal) com as responsabilidades da instituição. O efeito dessa realidade impacta na problemática social que as pessoas com deficiência vivem. A fila de espera de atendimento de PcD’s em Curitiba chega a 1,8 mil e estima-se que no Brasil se chega a quase 60 mil.

Diante desse contexto, a gestão dessas instituições é bastante fragilizada e a falta de recursos é recorrente. Para minimizar o problema, a equipe interna da instituição acaba por assumir muitas responsabilidades ao mesmo tempo. É diretor pedagógico captando recursos financeiros, é professor ajudando a vender rifa, é secretária realizando o marketing. Naturalmente, a falta de conhecimento impacta, e muito, na gestão como um todo. Não por falta de vontade, mas sim, porque a formação deles não exige esse tipo de competência. Mas mesmo diante de todas essas barreiras, o amor a causa e a perseverança em meio às dificuldades tem poderes fantásticos de transformação.

Estou nessa causa desde 2014, trabalhando na resolução desses problemas nas instituições. Vivenciei muito essa realidade e como podemos mudar esse panorama. Nesse período, tive a oportunidade de trabalhar diretamente na Escola Especial Egrégora apoiando no desenvolvimento da gestão financeira e no suporte à captação de recursos financeiros. A Escola teve uma quebra de gestão, isto é, a mudança de líderes, e isso acarretou numa série de problemas com prestação de contas e no endividamento financeiro.

O ponto de virada veio com o engajamento e a determinação da equipe, que fizeram com que esses obstáculos se tornassem apenas um pequeno degrau. Foram oito meses de muito trabalho e colaboração. O conhecimento e as ferramentas que compartilhamos foram rapidamente absorvidos e isso acarretou em um fortalecimento de toda a equipe. Trabalhamos na comunicação interna perante as atividades realizadas e no desenvolvimento e acompanhamento de planos de ação para captação de recursos visando recuperar a saúde financeira. Foi extremamente gratificante ter contribuído com esses resultados, agora a instituição está mais fortalecida, com uma visão de crescimento e engajada na busca por conhecimentos sobre gestão.

Por tudo isso, tenho a plena convicção que a gestão é um dos grandes pilares estruturais de impacto. Por gestão compreenda controles financeiros, ações para manter os colaboradores motivados, um marketing planejado e muitas outras definições. Com a gestão é possível maximizar todo o potencial que essas organizações têm de inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. É nesse viés que a metodologia da ASID Brasil funciona. Para desenvolver a gestão das instituições, nós realizamos um ciclo de acompanhamento composto por três etapas:  Índice de Desenvolvimento da Educação Especial (IDEE), Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e Melhoria Contínua.

O IDEE é o diagnóstico inicial que dá um panorama organizacional da instituição. O PDI funciona como um guia para que as instituições melhorem os pontos levantados pelo diagnóstico. O Melhoria Contínua é a execução do plano, são traçadas metas trimestrais para o alcance do objetivo anual. A ASID faz o acompanhamento desse ciclo de perto com as organizações, fornecendo suporte, ferramentas e conhecimento necessário para a realização das atividades. Para fechar o ciclo realizamos a reaplicação do IDEE para analisar o crescimento e traçar novas metas, reiniciando o ciclo.

Os últimos dados que coletamos mostram que estamos gerando um crescimento (Base das notas do IDEE em 2016) de 6,34%, em 34 instituições, e as perspectivas são de um aumento cada vez maior. Fazer parte dessa estatística é o que me faz levantar todos os dias para trabalhar. E observar as organizações atendendo cada vez mais PcD’s, com melhor atendimento e sustentabilidade é uma grande realização pessoal. Por isso, acredito fortemente que a profissionalização da gestão é a chave para que as instituições se tornem protagonistas da inclusão social das pessoas com deficiência e acabem com essa fila de espera que assola milhares de família no país inteiro.

 

*Artigo escrito por Lucas Dias Zagonel, graduando em Engenharia de Produção Civil pela UTFPR. É Diretor de Operações na ASID Brasil, onde trabalha há 3 anos atuando com as instituições com o foco no desenvolvimento em gestão. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

**Quer saber mais sobre cidadania, educação, cultura, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom, Twitter: @InstitutoGRPCOM e Instagram: instagram.com/institutogrpcom

 

Enviado por lorenac, 15/02/17 10:30:33 AM
"Fortes chuvas atingiram Paranaguá em janeiro (Foto: Reginaldo Ferreira)"

“Fortes chuvas atingiram Paranaguá em janeiro (Foto: Reginaldo Ferreira)”

A primeira quinzena do mês de janeiro foi marcada por fortes chuvas no litoral do Paraná, sobretudo nos municípios de Paranaguá e Antonina. O grande volume de precipitação atingiu números nunca antes vistos, superando 200 milímetros – volume que era esperado para todo o mês –, segundo registro do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). A água provocou diversos pontos de alagamento, falta de energia elétrica e danificou casas. A Defesa Civil do Estado do Paraná estima que 11 mil pessoas foram prejudicadas pelas fortes chuvas.

Apesar de o mês de janeiro ser tradicionalmente marcado por um volume maior de chuvas, especialistas afirmam que os desastres provocados por fenômenos como as chuvas torrenciais podem ser minimizados com a presença de ambientes naturais preservados.

Segundo Marlon Prestes, responsável pelo Sistema de Informações Geográficas da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), “precisamos lembrar que as chuvas podem carregar as camadas mais superficiais de terra nua (desprotegidas de vegetação), promovendo o assoreamento, ou seja, o depósito desses sedimentos em nascentes e rios”. Marlon explica que “o processo de assoreamento pode aumentar a intensidade das enchentes, uma vez que torna maior e mais rápido o escoamento superficial da água da chuva”.

Natasha Choinski, responsável técnica de projetos da SPVS, destaca também que “a cobertura vegetal de florestas bem conservadas é a que melhor desempenha a tarefa de proteção para o solo, pois diminui a velocidade da enxurrada e facilita a infiltração da água no solo”. A vegetação evita ainda o processo de erosão e garante a manutenção dos lençóis freáticos, que funcionam como grandes reservatórios de água subterrâneos.

Desde 1999, a SPVS mantém duas reservas naturais em Antonina – a Reserva Guaricica e a Reserva das Águas. A instituição também apoia a gestão da Reserva Biológica (ReBio) Bom Jesus, que engloba regiões de Antonina, Paranaguá e Guaraqueçaba. Juntas, as áreas somam mais de 46 mil hectares conservados. Essas e outras Unidades de Conservação da região desempenham um importante papel na redução das consequências das tragédias naturais, além de serem essenciais para a manutenção e conservação da biodiversidade local.

 

*Artigo escrito pela equipe da OSC Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por lorenac, 13/02/17 3:31:23 PM
Foto: (Gazeta do Povo)

Foto: (Gazeta do Povo)

É comum dizer que o exemplo e a prática “falam mais alto” que os conceitos e as teorias. Porém, uma teoria e os respectivos princípios, quando definidos com clareza podem estimular novas atitudes e práticas organizacionais.

Em uma boa conversa com os líderes de uma empresa sobre o futuro da indústria brasileira e o potencial de novas ondas de inovação, surgiu a questão quanto a diferença entre a Transformação Digital e a chamada Indústria 4.0 (manufatura avançada ou internet industrial). Será que um depende do outro, será que a minha organização deve escolher um foco? Em nossas pesquisas para entender um pouco do processo, não encontramos uma resposta pronta, mas alguns indícios desta relação.

A jornada da Transformação Digital, segundo Didier Bonnet ( autor do livro Leading Digital) refere-se especialmente a: (a) digitalização dos processos operacionais, (b) do modelo de negócio e (c) da experiência do consumidor suportados por (d) capacidades e competências digitais adquiridas pelas empresas. É um processo em andamento, que vem ocorrendo com a evolução das tecnologias e da sociedade em rede, mas que ganhou ares exponenciais e condição necessária para a sobrevivência das qualquer negócio.

Neste sentido, as grandes empresas criaram setores ou contrataram um CHIEF DIGITAL OFFICER (CDO) com metas para todas as áreas, especialmente ao trazer a área de TI como agente estratégico de mudança. Por outro lado, sabe-se que os desafios são mais complexos, como bem exemplifica o artigo “A transformação digital é o primeiro passo” de Cezar Taurion.

Na prática, a experiência do consumidor muda a partir do momento em que as empresas digitalizam os canais de comunição, adotam modelos para analisar comportamentos nas redes sociais e identificam as diferenças culturais ou estilos de vida. Ao criar um relacionamento em “alta definição” e de troca constante, os consumidores participam ativamente das fases de experimentação e criação de produtos e serviços.

A empresa testa modelos e responde de forma mais efetiva aos problemas com robôs ( Chat Bots)  que trabalham 24×7 para atender as demandas. Outra vantagem está na gestão dos diferentes pontos de contato com a marca e o uso de plataformas que permitem mapear a rota e rastrear as melhores formas de se comunicar com cada cliente. É a digitalização do cliente, do produto, do serviço e do modelo de negócio.

Em relação aos processos operacionais, a empresa ganha em performance e padronização, ao disponibilizar para as equipes informações em tempo real e permitir correções de rota com o apoio de ferramentas e sistemas inteligentes que antecipam problemas e ampliam a colaboração e compartilhamento de conhecimento do negócio.

Vale ressaltar que não se trata apenas de um movimento das startups ou empresas de alta tecnologia. Empresas que atuam em setores tradicionais sofrem a pressão interna e externa por mais colaboração e agilidade, afinal colaboradores e consumidores estão conectados e conscientes, comparam experiências e exigem disponibilidade, simplificação e interfaces amigáveis. Aqui entramos no desafio crucial da Transformação Digital que é a capacidade de unir dados aos processos, entregar soluções reais e concretas que dependem da capacidade analítica e do gerenciamento da informação aplicados de forma transversal.

E a Indústria 4.0 neste processo?

O termo é utilizado de forma confusa. Alguns utilizam indústria 4.0 ( política governamental Alemã) ou manufatura avançada ou internet industrial, mas na prática referem-se a chamada Quarta Revolução Industrial que é uma sequência de adoção de tecnologias, diferentes matrizes de energia e processos que impactam a forma como industrializamos.

Em linhas gerais a 1a Primeira Revolução industrial surge com a mecanização e o uso das tecnologias à vapor, a 2a Revolução nasce com a produção em massa e o uso da energia elétrica, a 3a Revolução a partir do uso de robôs, ou seja a automação e os computadores que conduzem os sistemas produtivos. Por fim, a 4a Revolução Industrial aborda uma visão do sistemas Ciber-físicos e a internet das coisas, em que equipamentos conectados a sistemas promovem a integração entre o real e o virtual, ampliam o nível de automação, facilitam a gestão e geram modelos industriais inteligentes, baseados na captação, no tratamento e digitalização da informação.

O conceito em seu ideal, prevê máquinas que aprendem e a conexão de todo o ecossistema da indústria, o que gera oportunidade para startups, novos negócios, empresas de componentes, sensores e consultorias. Dados da última pesquisa realizada pela PWC de 2016 apontam para que nos próximos 5 anos, as empresas que estão investindo em processos e tecnologias voltadas para a Indústria 4.0 esperam economizar algo em torno de 500 Bilhões de dólares.

As consultorias globais investem em conteúdos e pesquisas desde de 2012, com a estruturação de modelos para compreender e comparar setores, definir tecnologias e estabelecer um passo a passo para a indústria do futuro. O Brasil, desde 2015 já convive com eventos, fóruns e parcerias entre o Ministério de Ciência e Tecnologia – MCTI e o governo Alemão. O que facilita é que mais de 1500 empresas alemãs presentes em terras nacionais podem indicar um caminho, não é a toa que em Joinville, nasce a ABII – Associação brasileira de Internet Industrial que integra um consórcio internacional que discute padrões que vão impactar esta nova revolução no país.

Além dos aspectos da infraestrutura digital, as questões que ganham destaque são: o impacto no número de empregos e o quanto estamos preparando a próxima geração para lidar e liderar esse processo de transformação nas indústrias. Assuntos que exploraremos com mais detalhes em outros artigos, mas abordamos um pouco aqui sobre o impacto dos Negócios 4.0.

Voltando para a questão central da nossa conversa, é evidente que a quarta revolução industrial depende do processo de transformação digital dos negócios. A primeira é uma visão dos potenciais da transformação digital alinhados aos aspectos políticos, sociais, tecnológicos e dos modelos de gestão de empresas e países em relação ao setor produtivo. A transformação digital, já é realidade e impacta todos os setores da economia, principalmente a forma como nos relacionamos, consumimos e até produzimos. Portanto ao falar de um, consequentemente falaremos do outro.

Na esperança de ter contribuído com essa discussão, deixamos a reflexão: além da discussão de uso de termos, maturidade ou porte, é fato que o desafio de cada empresa passa pela capacidade dinâmica de aprender, de inovar e de trabalhar em rede. Sim, é preciso definir prioridades, parceiros e botar pra fazer. A informações estão disponíveis, os caminhos não são tão claros, o impacto já vem transformando completamente tudo a nossa volta.

 

*Artigo escrito por Rafael Tarso, sócio da 3DinnovBrasil, professor de Empreendedorismo, Inovação e Sustentabilidade no ISAE/FGV. O ISAE/FGV é uma instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por lorenac, 10/02/17 5:10:52 PM
Foto (Gazeta do Povo)

Foto (Gazeta do Povo)

Você já percebeu que vivemos em um mundo de desculpas? Para tudo arranjamos uma maneira de deixar tudo como está. Desejamos ter uma vida mais saudável, comer mais frutas e beber mais água, porém, é mais cômodo optar por comidas rápidas e bebidas já preparadas. Queremos manter a casa e os estudos em ordem, mas a correria do dia a dia nos deixa preguiçosos e as tarefas se acumulam para o final de semana. Estamos sempre desejando visitar os amigos com mais frequência, porém não fazemos nada para que isso mude.

O mesmo acontece com ajudar o próximo através de um trabalho voluntário. Se não temos tempo nem para nós mesmos imagine arrumar um horário na agenda para fazer o bem a uma causa ou a alguém. Por isso, hoje quero dar um relato através de um texto diferente neste mês: minha experiência como voluntária internacional do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba.

Sempre fiz trabalhos voluntários e desde 2012 atuava como jornalista voluntária do CAV. Produzia textos para o site da instituição e gerenciava as redes sociais e isso me dava uma enorme satisfação enquanto profissional e também pessoal. Não tinha a necessidade de ir até a sede do CAV: de onde eu estava, com meu computador, coletava as informações e elaborava os textos. Ou seja, apesar de ser uma voluntária “online”, eu estava bastante presente nas situações que fui eleita em 2015 como parte do conselho consultivo da ONG.

Com o passar dos anos, aparecia um compromisso ou outro, as tarefas se acumulavam, porém, jamais deixava meu trabalho voluntário de lado. Ao contrário, recorri e busquei ajuda de outros profissionais e formamos uma rede de produtores de conteúdo para o site e as demandas necessárias.

Até que em 2016 surgiu a oportunidade da minha vida: me mudar para outro país. A nova casa seria a Patagônia Argentina, sem saber exatamente como seria minha nova rotina – e se haveria tempo para continuar como uma voluntária. Então, comuniquei à diretoria do CAV, pedi para conversar e deixar tudo claro pois quando esclarecemos as coisas diante de um novo desafio, os problemas parecem ser menores.

Enfim veio o “câmbio”, a adaptação, os desafios, os novos horários. Passaram algumas semanas e eu consegui me organizar para seguir atuando como voluntária! Vou ser sincera: óbvio que não é o mesmo que estar aí, a alguns metros, alguns “tubos” ou pontos de ônibus do seu destino final, mas quero dizer é possível a mais de 3.500 km de distância fazer uma atividade voluntária. Isso te torna uma pessoa mais leve, mais completa e com a sensação de “misión cumplida”.

 

*Aline Vonsovicz é jornalista voluntária do CAV – Centro de Ação Voluntária de Curitiba, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

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Enviado por lorenac, 08/02/17 12:11:02 PM
Foto: (Divulgação)

Foto: (Divulgação)

Em recente pesquisa realizada no Brasil, fica evidente que cada um de nós representa um obstáculo ao senso de responsabilidade ambiental. Quando perguntados se estão comprometidos com o meio ambiente, mais de 99% dos entrevistados – homens e mulheres de todas as faixas e regiões do País – afirmam que sim.

Mas esse alegado comprometimento não possui boas notícias: os que se dizem totalmente comprometidos são apenas 25%. E quando é examinado com atenção como esse compromisso se transforma em efetivas ações ambientais – tipo evitar uso de automóveis, segregar de maneira correta os resíduos, minimizar o tempo de banho ou ainda abolir do uso de sacolas plásticas, foram ouvidas diversas desculpas e nenhuma atitude prática.

Foram entrevistados 2.269 brasileiros de todas as regiões do Brasil para medir suas práticas sobre o que é ou não ambientalmente responsável e o que é considerado ou não benéfico para o meio ambiente e à saúde do Planeta.

Entre as nossas pequenas atitudes ambientalmente incorretas em nosso cotidiano,

* 56% não colocam o lixo reciclável no compartimento adequado;

* 68% não trocam o carro por outro meio de transporte

* 70% fazem impressões sem necessidade

* 84% tomam banhos de mais 4 minutos

* 84% jogam lixo nos lugares errados

* 94% usam as abomináveis sacolas plásticas distribuídas nos supermercados

* 96% deixam a torneira aberta ao escovar os dentes

Pois é, os dados são ameaçadores, resultado de pesquisa, mas devemos considerar que esta é uma tendência consolidada nos hábitos e padrões do brasileiro em relação aos seus pensamentos e atitudes para com o meio ambiente.

Temos que perceber que nossa visão de mundo e nossas atitudes precisam mudar para uma consciência ambiental compatível com as necessidades do mundo atual. Seria muito cômodo para nós todos, esperar que um grande “Zelador do Ecossistema” venha à Terra e corrija os nossos abusos ambientais.

*Artigo escrito por Hugo Weber Jr.   Consultor e conselheiro voluntário do Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é parceiro do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável. 

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 02/02/17 9:44:56 AM
(Foto: Instituto Legado)

(Foto: Instituto Legado)

A oportunidade de desenvolver um trabalho social na Associação Menino Deus, junto a crianças em situação de vulnerabilidade social em uma comunidade da periferia de Piraquara – PR, é única, que nos possibilita ampliar o nosso desenvolvimento pessoal e profissional de forma inigualável, bem como desenvolver sensibilidades para enxergar o próximo como a nós mesmos, como alguém digno que merece ter todas as oportunidades possíveis.

Também nos permite conhecer muitas pessoas que buscam algo em comum nas causas sociais, dar o melhor de si, doar-se e oportunizar o desenvolvimento ao seu redor. Perceber que existem muitas pessoas boas neste mundo faz parte das vivências de quem integra este cenário. Criar esperanças de que o nosso mundo tem jeito sim e que depende de nós mesmos, que somos seres capazes de criar mecanismos de transformação do que não nos satisfaz.

Possibilita-nos também perceber que as mudanças que buscamos em nossa sociedade não dependem única e exclusivamente de mudanças políticas ou que é somente do poder público esta responsabilidade, mas que temos por obrigação buscar as mudanças e que elas iniciam em nós mesmos, pois somos nós que criamos a sociedade que temos hoje.

Vivemos em uma sociedade extremamente excludente e desigual de oportunidades, realidade esta que se perpetua desde a colonização de nosso país e, para mudar esta realidade, a educação e a oportunidade de aprendizagens é o caminho mais satisfatório. Sabendo disso, tornam-se necessárias ações de longo prazo que coloquem a educação em primeiro plano e ações estratégicas de enfrentamento às diferenças e desigualdades sociais, pelas ações de políticas públicas existentes.

A participação no Projeto Legado, em 2013, permitiu-nos enxergar que o impacto que criamos na comunidade vai muito além dos números de crianças e adolescentes atendidos. Nossos resultados também estão nos empregos que são gerados, na comunidade que se transforma ao nosso redor, e nas ações de gestão implementadas que possibilitaram novas visões dentro e fora da organização, derrubando barreiras imagináveis e nos empoderando como gestores que somos.

Hoje podemos perceber que a criança integrante dos projetos sociais desenvolvidos na Associação Menino Deus obtém resultados de desempenho escolar muito mais satisfatórios do que as que não participam, reduzindo o índice de repetência escolar em mais de 85%. Possibilitar a participação em oficinas integradoras em diferentes áreas do conhecimento, como Ballet ou Matemática, Língua Portuguesa ou Artes Marciais, possibilita ao aluno acesso a novos saberes e desenvolvendo de suas potencialidades.

A participação no Projeto Legado também permitiu expandir nosso atendimento. Através do investimento em gestão, aumentamos o número de beneficiários em mais de 40%, além de uma significativa melhora na qualidade de atendimento. Nas finanças, melhores resultados no índice de captação de recursos, conquistando a aprovação em pelo menos metade dos projetos apresentados, e ainda o aprimoramento da aplicação dos valores.

Os desafios ainda são imensos para as organizações em nosso país, pois apesar desta  atuação já estar mais do que comprovada em eficiência e competência nas comunidades onde atuam, tanto pelas oportunidades que são ofertadas, quanto pelo impacto positivo e transformações geradas, este esforços não estão devidamente reconhecidos nos espaços políticos nem por seus gestores, que poderiam assumir neste processo a defesa dos interesses públicos e coletivos da sociedade, buscando através destas parcerias atingir um público com resultados que sozinho o ente público não consegue.

As dificuldades financeiras enfrentadas pelas organizações sociais, em especial na captação de recursos, esbarram muitas vezes em barreiras burocráticas que de nada servem a não ser para possibilitar que o nosso país continue a aparecer no ranking da educação com números vergonhosos. Muitas dessas dificuldades se atribuem à falta de apoio e sensibilidade do poder público, o que poderia ser facilmente sanado com uma maior aproximação dos gestores governamentais para esta realidade.

Apesar de todos os desafios, o trabalho gerado pelas organizações sociais cumpre seu papel de existência e de luta pela causa que desenvolvem, proporcionando melhores resultados nas comunidades, afinal, não é segredo para ninguém que no nosso país, muitos atletas, artistas e outros profissionais em destaque foram integrantes oriundos de projetos sociais.

Todos podemos fazer parte de uma história de transformação: buscando uma organização, contribuindo com um pouco de tempo, sendo um voluntário! Afinal, fazer o bem é um exercício do que podemos ser de melhor, e antes de mais nada, para nós mesmos.

*Adriana Tenório é coordenadora de projetos sociais da Associação Menino Deus, capacitada e financiada pelo Projeto Legado 2013, do Instituto Legado de Empreendedorismo Social. O Instituto Legado é parceiro do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 01/02/17 2:17:58 PM
(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

O Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta (TAC) é importante instrumento jurídico utilizado para a reparação e prevenção de danos ambientais, através de “compromisso” firmado, na maioria das vezes, entre particular e ente público legitimado (art. 5º, §6º da LACP).

Em que pese se tratar de instrumento prévio de resolução de conflitos, bem se sabe que a existência do compromisso de ajustamento de conduta não impede a propositura de demandas por outros entes (que, p. ex. não participaram da elaboração do TAC), quando há discordância legítima quanto aos termos do que foi estabelecido, ou quando o interessado venha a, deliberadamente, descumprir seu objeto.

Por óbvio, nesses casos (descumprimento deliberado e/ou imprestabilidade do termo), o conteúdo dos ajustes pode/deve ser reconsiderado/revisto.

Ocorre que, não raras vezes, tal mecanismo vem sendo ignorado mesmo quando seu conteúdo tenha sido integralmente observado pelo interessado – e de modo a atender amplamente o interesse ambiental! –, com propositura de demandas cujos objetos coincidem com aqueles versados – e adimplidos! – nos TACs.

A situação é mais ou menos a seguinte: o interessado firma um TAC com o ente público legitimado, comprometendo-se a, por exemplo, elaborar um projeto de recuperação de área degradada (PRAD), que executa de forma satisfatória. Mesmo assim, esse interessado vem a ser demandado no futuro em ação coletiva com causa de pedir idêntica à que motivou a elaboração do TAC.

Trata-se, a hipótese trazida, de exemplo clássico de falta de interesse de agir do autor da demanda, na medida em que a tutela ambiental pretendida já restou alcançada na via extrajudicial. Ou seja: não há necessidade da tutela do Estado (neste sentido, v. DANTAS, Marcelo Buzaglo. Ação civil pública e meio ambiente, Saraiva, 2010, p. 129-130).

É foi mais ou menos à luz desse pensar que a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu, por unanimidade, dar provimento aos recursos especiais interpostos por particular e órgão ambiental estadual (firmatários de um TAC), respectivamente, por entender que não havia justa causa para a propositura da ação “por estar completamente esvaziada a pretensão desconstitutiva do TAC (…), inclusive com a reparação do dano ocorrido” (Recurso Especial n. 1.524.466, Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 08/11/2016).

Na oportunidade o órgão julgador entendeu que, justamente porque o objeto do TAC firmado coincidia com o da demanda – e porque o dano ambiental já havia cessado com a execução dos termos do ajuste, e também por composição em lide penal que validou os termos do TAC –, não havia razão para a demanda de índole coletiva. E de fato não há!

Apesar de falar-se em ausência de justa causa, e não em falta de interesse de agir – termo que, data venia, pensamos se adequar melhor à situação – a verdade é que tal entendimento vem por legitimar esse tão eficaz instrumento – TAC –, cujo objetivo é idêntico ao da propositura de ações coletivas de índole ambiental: visa à reparação!

Além de trazer segurança jurídica aos que firmam estes temos (TACs) e valorizar a boa-fé dos signatários, a brilhante decisão vem por enaltecer essas composições extrajudiciais, que, inclusive, vão ao encontro da novel dinâmica processual trazida pela Lei 13.105/2015, no sentido de incentivar as composições, como forma de evitar litígios desnecessários, diminuir embates e atender aos interesses de todos os envolvidos.

*Artigo escrito por Fernanda de Oliveira Crippa, advogada associada à Buzaglo Dantas Advogados, parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/01/17 11:47:21 AM
(Foto: Antônio More/Gazeta do Povo)

(Foto: Antônio More/Gazeta do Povo)

Ouve-se muito sobre os problemas com a Educação no nosso Brasil. Mas, em 2016, nossos jovens estudantes brasileiros brilharam mais uma vez em distintas partes do planeta ao serem vitoriosos em importantes campeonatos internacionais envolvendo conhecimento. Em praticamente todas as áreas do saber fundamental (Matemática, Física, Química, Biologia, Computação, dentre outras) tivemos campeões e muitos primeiros lugares.

Em competições internacionais tais como: IBO (International Biology Olympiad), IChO (International Chemistry Olympiad), IJSO (International Junior Science Olympiad), IMO (International Mathematical Olympiad), IMOF (International Mathematical Olympiad Foundation), IOAA (International Olympiad on Astronomy and Astrophysics), IOI (International Olympiad in Informatics),  IPhO (International Physics Olympiad), IYPT (International Young Physicists’ Tournament), OIAB (Olimpíada IberoAmericana de Biologia), OIAQ (Olimpíada IberoAmericana de Química), SHELL-ECON-MARATHON, dentre outras, os jovens brasileiros arrasaram e demonstraram a supremacia que possuem ao conquistarem medalhas, certificados de excelência e primeiros lugares em quantidades que aumentam a cada nova edição daquelas competições intelectuais.

Cabe salientar, também, que em algumas destas competições nossos jovens estudantes são apenas imbatíveis já há várias edições. O Brasil é dos brasileiros. Nossos estudantes mostram ao mundo o conhecimento que adquiriram e que detém ao serem vencedores nas competições referenciadas.

As vitórias de nossos jovens contribuem, também, certamente, para o alcance da sustentabilidade e para atingirmos os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) no campo da Educação e, poderiam, por outro lado, atestar a qualidade superior da Educação no Brasil. Contudo, paradoxalmente, de forma injustificável, inaceitável, a despeito do sucesso de nossos jovens campeões, somos obrigados a passar vergonha seguidamente em rankings como o PISA (Programme for International Student Assessment) da OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development), no qual ocupamos sempre, já há quinze anos, as últimas posições.

No último PISA, de 2015, nossa miséria em determinados campos da Educação é exposta mais uma vez mundialmente. O Brasil obteve em Matemática mínimos 377 pontos enquanto a média mundial da OECD foi de 490 pontos; nos deixando muito, muito, longe dos 564 pontos conquistados pelo primeiro lugar.

Em Ciências, no PISA 2015, o Brasil obteve 401 pontos. O primeiro lugar atingiu 556 pontos e a média mundial da OECD foi de 493 pontos. Já em Leitura (na própria língua) nossos resultados do PISA 2015 evidenciam que os estudantes brasileiros são, também, péssimos. Enquanto a média mundial foi de 493 pontos e o melhor resultado mundial foi de 535 pontos, o Brasil obteve apenas 407 pontos.

Os pífios resultados do Brasil no PISA/OECD/2015 obrigam, invariavelmente, chamar responsabilidades sobre as razões segundo as quais ainda não conseguimos resolver as correspondentes deficiências quanto à adequada formação geral de todos os alunos brasileiros.

A situação se mostra grave, sendo necessária uma política de estado efetiva para resolvermos os múltiplos e sérios problemas que nos colocam enquanto país nas últimas posições no PISA ou em outros rankings semelhantes.

O PISA/2018 está se aproximando e os resultados do Brasil não serão melhores, pois necessários trabalhos não foram ainda, efetivamente, realizados. Se o Brasil começar hoje um sério e intenso trabalho na melhoria da Educação para todos, talvez no PISA/2021 nosso país comece a mostrar para o mundo sua força em Educação já demonstrada, também, há anos e com inteligência em outras modalidades de avaliação.

Não podemos esquecer que nossos campeões nas competições mencionadas tais como IBO, IChO, IJSO, IMO, IMOF, IOAA, IOI, IPhO, IYPT, OIAB, OIAQ, dentre outras, são brasileiros e receberam e estudaram os necessários conteúdos avaliados em instituições de ensino nacionais (do BRASIL) os quais foram ministrados por professores, também, brasileiros.

Ressalte-se que recentemente o Brasil, por intermédio de estudantes brasileiros do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), sagrou-se o grande campeão no último WorldSkills (Torneio Internacional de Educação Profissional) que é promovido pela Internacional Vocation Training Organization (IVTO). Fomos classificados em primeiro lugar e reconhecidos como a melhor educação profissional do planeta e neste campo não apenas promovemos sustentabilidade como, também, estamos ensinando como alcançá-la por intermédio da aquisição, utilização e difusão dos correspondentes conhecimentos.

Concordamos que não é admissível permitir que o futuro melhor de nossos jovens seja prejudicado devido à existência de uma Educação “ruim”. Sejamos, então, sustentáveis replicando para todos os jovens estudantes do Brasil a expertise que já possuímos e nos faz vitoriosos internacionalmente em vários campos do saber. Que a correspondente excelência seja replicada para todo sistema educacional nacional.

Difundamos e copiemos em nossas próprias terras toda expertise em Educação que já dá certo e que é reconhecida mundialmente. Conhecemos os caminhos. Vamos segui-los para garantir um futuro melhor para todos os nossos jovens estudantes.

*Artigo escrito por Carlos Magno Corrêa Dias, Professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Líder (Coordenador) do Grupo de Pesquisa em Lógica e Filosofia da Ciência (GPLFC) da UTFPR/CNPq. O Grupo de Pesquisa em Lógica e Filosofia da Ciência (GPLFC) é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/01/17 9:38:04 AM
(Foto: ASID)

(Foto: ASID)

Em 2013, com um convite de meu irmão, encontrei a oportunidade de enfrentar o medo da mudança e, a algumas centenas de quilômetros de Curitiba, cidade onde resido, participaria de uma atividade voluntária com a organização social TETO, construindo moradias emergenciais para famílias em situação de pobreza.

Ao chegar na capital paulista, percebi que a mobilização, que até então se limitava a pouco mais de 15 pessoas que viajavam de Curitiba, era muito maior, da ordem de 150 pessoas. Neste momento, algumas questões vieram à cabeça: o que motivava aquelas pessoas era a mesma motivação que me levou até lá? Aliás, o que realmente me motivou a encarar esta…aventura?

Ao chegarmos na comunidade, zona norte de São Paulo, nos organizamos em uma escola onde passaríamos o final de semana. Divididos em grupos, começamos algumas discussões sobre a situação de pobreza no país e nosso papel como transformadores. Mas que transformação eu seria capaz de realizar? Não possuía argumentos suficientes para defender minha posição em relação à situação de pobreza no Brasil, possuía apenas discursos tímidos que se baseavam em observações rasas, noticiários e conceitos pré-estabelecidos, preconceitos.

No primeiro dia de construção, ainda sem saber o que encontraria, acompanhei aquela onda de pessoas, que carregavam alimentos e ferramentas, em direção à comunidade onde iríamos realizar a construção. Para um construtor de primeira viagem como eu, havia a necessidade de vencer a barreira do autoconhecimento. Seria eu capaz de manusear as ferramentas, cavar os buracos, levantar os painéis? A resposta veio em pouco tempo: sim, seria capaz, assim como as várias famílias daquela comunidade eram capazes de sobreviver todos os dias com as várias incertezas e barreiras a que estavam sujeitas. No instante em que números se tornam rostos e nomes, em que forças e habilidades apenas surgem de uma fonte desconhecida e em que nossa mente é tomada por reflexões, estamos movidos por empatia.

A definição mais básica de empatia nos diz que é a “habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa” (Dicionário Michaelis Online, 2017). Mais do que apenas simpatizarmos por uma situação e apenas saber de sua existência, busca-se entender, refletir, agir.

(Foto: TETO)

(Foto: TETO)

Da experiência compartilhada anteriormente e das experiências compartilhadas por outras pessoas com as quais pude trabalhar, é possível identificar semelhanças que contribuem para formar o perfil das pessoas movidas pela empatia:

– Os motivos que levam pessoas até as causas, situações ou outras pessoas são diversos;

– Mas é necessário passar pelo estágio do conhecimento, estar aberto a descobrir o novo;

– Ao colocarem-se sob a perspectiva do outro tornam-se, assim, disponíveis;

– Com a disponibilidade vem o autoconhecimento: como contribuir, de alguma forma, com as competências e habilidades que temos. Ainda, quais os desafios e barreiras que precisam ser quebrados?;

– Compartilhamento e troca: empatia é troca, troca de sentimentos, troca de conhecimentos. Empatia é conjunto, é relação;

– Empatia é facilitação. Ao lado do outro, buscando os caminhos que poderão ser percorridos. Juntos;

– A empatia conduz indivíduos a saírem de suas zonas de conforto para encontrarem ou criarem uma zona de conforto comum ao grupo e não apenas ao indivíduo.

É com esse sentimento que milhares de pessoas transformam a sociedade. Como um outro grupo que tive a oportunidade de conhecer em 2016. Neste ano, ingressei no time da ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças), que trabalha pela causa das pessoas com deficiência, atuando na diversidade, com projetos de inclusão e na qualidade de atendimento e oferta de vagas com uma metodologia de desenvolvimento de gestão. Assim, é possível impactar na qualidade de vida de milhares de pessoas com deficiência.

Trabalhando em projetos de voluntariado, temos a oportunidade de aprender e mudar. Quando rodeado por uma equipe diversa, porém, focada no mesmo objetivo, tem-se a segurança para enfrentar os desafios sem pensar duas vezes. Desde organizar ações de infraestrutura até ações de consultoria, onde devemos ser consultores em assuntos que normalmente não tínhamos contato até então.

Com esse espírito, foi possível chegar à marca de 800 voluntários em 2016. Em 6 anos, foram mais de 2000 voluntários engajados e mais de 3000 pessoas com deficiência e suas famílias impactadas. Da mesma forma, estes números se tornam nomes e esta é a motivação para continuar.

Seja pela causa da pessoa com deficiência, seja pela luta contra a desigualdade social ou por todas as demais causas e situações em podemos trabalhar e com as pessoas com as quais podemos nos relacionar, faça de maneira aberta, honesta, conjunta, empática. Impacto.

*Artigo escrito por Leonardo Mesquita da Silva, graduando em Engenharia de Computação pela UTFPR. Assistente na área de Voluntariado desde 2016 na ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças), participou no planejamento e execução de ações de voluntariado corporativo engajando centenas de voluntários. É voluntário da TETO desde 2013 e, há um ano, atua na equipe de Formação e Voluntariado da Sede TETO Brasil Paraná. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/01/17 10:58:56 AM
(Foto: Divulgação)

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Ao mesmo tempo em que o termo “sustentabilidade” emerge a partir do evento histórico da ONU em 1992, no Rio de Janeiro, empresas começaram a dar maior importância aos seus índices direcionados a mensurar seus impactos ambientais. Decorrente desse movimento estimulado por empresários, maior atenção passou a ser dada aos processos internos voltados a tema do meio ambiente.

Exemplos de apurada visão estratégica permitiram a muitas corporações uma busca por melhor desempenho. Mas também pela condição de se manterem no mercado. Em alguns casos, acompanhando a adequada origem e a destinação de produtos industriais, visando mitigar ao máximo os impactos gerados.

Não é possível ignorar o que esse movimento significou na maioria dos países do mundo. Os padrões de produção não são mais os mesmos e a própria legislação adicional a regramentos de mercado permitem a elevação da qualidade da produção industrial que, em geral, mantém-se perseguindo melhorias em seus processos. O que também significa, em muitos casos, uma otimização de custos.

No entanto, é raro observar uma análise ainda mais profunda decorrente dos impactos causados na natureza. Uma condição que garanta minimamente a proteção do patrimônio natural, do qual dependem os negócios e a qualidade de vida de toda a sociedade.

Temos nos recusado a um aprofundamento desse tema, mesmo sendo bastante óbvio que, sem uma adequada proteção de remanescentes naturais, as consequências são desastrosas, podendo até impossibilitar a continuidade de atividades econômicas. Na prática, ainda agimos como se a natureza fosse infinita, além de não representar um problema do nosso negócio.

Inferimos que o desafio da conservação é uma questão a ser tratada apenas por grupos que se prestam a esse tipo de atividade. Não se trata de caso trivial, portanto, o reconhecimento tácito de que além de dependermos da natureza, nós a atingimos além do que é possível mitigar dentro dos muros dos negócios.

Surgiu no Brasil uma ferramenta de gestão ambiental determinada a mudar esse cenário, refinando a gestão ambiental de qualquer tipo de atividade econômica e, também, permitindo uma ação adicional e voluntária, voltada efetivamente à conservação da natureza. O Instituto LIFE, lançado no Brasil em 2011, conta com importantes corporações parceiras.

Como iniciativas voluntárias que passam a representar parte de seus negócios, na dimensão dos impactos não mitigáveis, a cada caso, corporações assumem iniciativas de conservação que são pontuadas de acordo com o seu grau de prioridade, direcionando atividades dentro de princípios de racionalidade e efetividade.

Como único mecanismo no mercado capaz de atuar em qualquer ramo de negócios, com uma metodologia robusta e qualificada por renomados especialistas de nosso país, há uma busca de ampliação de parcerias e a sua internacionalização, que já está em sua fase inicial.

Nascido em Curitiba, o LIFE persegue um alinhamento crescente com corporações que sinalizem com a expectativa de avançar ainda mais em seus processos de gestão ambiental. Uma demanda real e que pretende, em última instância, garantir um meio ambiente de qualidade e capaz de gerar bem-estar e o progresso, considerando a conservação de áreas naturais e da biodiversidade uma demanda indispensável.

*Este artigo foi escrito por Clóvis Borges, vice-presidente do Conselho Deliberativo do Instituto LIFE e diretor executivo da OSC Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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